Poema de agora: Quiçá, a Eternidade – Jaci Rocha

Quiçá, a Eternidade

Um girassol se abre!
Um botão de rosa perfuma o espaço
O sol desenha seus traços no céu
Gostas de chuva branca beijam o horizonte

O espetáculo da vida,
Sem alarde,
Nasce.

Uma estrela morre, na galáxia
Um big bang faz surgir uma nova morada
Meu corpo, poeira das estrelas
Enquanto as roupas secam no varal…

No quintal,
Um coração bate e pulsa
Alguém respira, uma criança ri.

E na asa daquele passarinho,
Quiçá, more a raiz do meu pai,
E hoje, é ele quem faz um ninho
Aqui, à beira do jardim.

Tudo vira em outra coisa: até a própria consciência.

A gente (re)acontece a todo instante
Essa é a verdade da existência
Cada coisa se fragmenta e tudo se agiganta!
Nada de dissolve: exceto a constância.

Eis a realidade:
Não estamos preparados
Para a beleza da nossa forma de eternidade

Jaci Rocha

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