Poema de agora: Samba, serpentina e cinza – @juliomiragaia


Samba, serpentina e cinza

Às vezes olho abandonos,
Faróis ou ilhas perdidas
Em indomáveis séculos
De chuvas

Vejo, por este quarto
Surdo e chapado,
Filmes de guerra
E espíritos pelo chão

Vejo nosso velho beijo
De carnaval
Internado na garganta
De um hospício qualquer

Às vezes sou náufrago
Ou ressaca de qualquer coisa
Semelhante a uma muda
E esquecida tentativa

Júlio Miragaia

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