Poeta Pat Andrade gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga!

A poeta Patrícia Andrade.

É onze de maio e Patrícia Andrade, a querida “Pat”, gira a roda da vida. A brilhante poeta chega aos 50 anos, mas nem parece. Tanto fisicamente, quanto espiritualmente. A bela e talentosa artista é uma livre pensadora e, como poucas pessoas que conheço, deu uma guinada em sua vida. Para melhor, claro. Por ser seu dia, hoje rendo homenagens à essa mulher sensacional.

Conheci Patrícia Andrade há 22 anos, quando ela desembarcou aqui, no meio do mundo, vinda de Belém (PA), em 1999. Safa, descolada e sem estar ideologicamente presa a nada, Pat se tornou rapidamente “chegada” de todos nós, os malucos da cidade. Logo virou broda de intelectuais, militantes culturais e, é claro, poetas e escritores. A menina sempre se distinguiu por ser inteligente e despudoradamente franca. Aliás, poesia é uma arte que essa linda domina. Patrícia é senhora do ofício de poetizar.

Pat Andrade, há 20 anos, nos saraus de Macapá

Cheia de papos legais e dona de vasta cultura geral, Patinha é uma mulher cheia de poesia, histórias hilárias, outras nem tanto, e uma trajetória bacana no cenário cultural de Macapá. Além de poeta, trata-se de uma multi-artista, pois ela também se garante nas artes plásticas, escritora/cronista, discotequeira (Vinil-DJ) e produtora de vídeo e ativista cultural. Pat, inclusive, foi uma das fundadoras do movimento do vinil na Floriano e em outros locais desta cidade cortada pela Linha do Equador. Também é figura presente em saraus ou qualquer manifestação cultural e de defesa de direitos da sociedade.

Eu vi o Artur gitinho e já é esse cara aí ao lado da mãe. O moleque é talentoso também. Gente querida!

O tempo passou, eu virei um velho gordo e a poupança Bamerindus levou o farelo. A Pat namorou, casou, se tornou mãe do querido Artur, trampou e pirou. Tudo com intensidade, paixão, sás coisas legais que gente como ela faz e acho muito firme, pois sou assim também.

O mais legal é que, nos últimos três anos, Patrícia e eu nos reaproximamos. Ela virou a poeta que mais contribui com este site e minha parceira de trampo. Patrícia colabora para este site, onde assina a sessão “Caleidoscópio de Pat Andrade”. Além de broda para papos bacanas e desabafos, que todos precisamos.

Pat e o marido, Marcelo Abreu.

Outra coisa porreta sobre Andrade é que ela se reinventou, começou a cuidar da saúde física e mental. Essa virada de chave é algo lindo de constatar. Hoje, casada com o também poeta Marcelo Abreu, a amiga vive feliz, com seu esposo e filho. Como diria Raulzito, ela não quer mais andar na contramão. Sempre vejo a querida postar em suas redes sociais fotos de atividades físicas, entre outras coisas bacanas e penso: será que um dia eu conseguirei? Enfim, se ela tá feliz, eu tô feliz.

Calistenia matutina de Pat e seus amores.

Pat também cursa Letras na Universidade Estadual do Amapá (Ueap), mas poderia dar aula, de tanta sintonia que tem com as palavras e com a língua portuguesa. A obra poética de Patrícia Andrade é resultante de uma mistura de vivências, amores, dores, tudo em tom de confissão.

A poesia de Pat Andrade é um passeio emocional entre as esquinas da arte e da vida, quando sentam para conversar. Há o ritmo do Equador e uma ternura própria, em suas linhas. Além de tudo dito e escrito, a Patrícia é uma pessoa que sei que posso contar. Amigos assim são bem raros. Ela é Phoda! E eu a amo como uma irmã.

Eu e Pat Andrade. Brodagem!

Patrícia, minha querida, que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, saudável, rentável e que tudo que couber no seu conceito de felicidade se realize. E que tua vida seja longa, por pelo menos mais uns 50 maios. Apesar destes tempos cinzas de pandemia que vivemos, hoje é um dia feliz pelo teu ano novo particular e tu mereces todo o amor que houver nessa vida. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário.

Elton Tavares

  • Um texto desse enaltecendo os dons de abrir caminho na dureza da vida com palavras…dessa Poeta..
    É um monte Parabéns e Felicidades entrelaçados entre si.

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