Prefeitura de Macapá retoma produção de Cartilha sobre a história do Ciclo do Marabaixo

A Prefeitura de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), anunciou a retomada na produção da cartilha institucional que conta a história do Ciclo do Marabaixo. O anúncio foi feito na sexta-feira (12) pela diretora-presidente do Improir, Maria Carolina Monteiro, durante reunião com representantes do segmento.

‘’A cartilha será um instrumento de implementação da lei n° 10.639/2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo o ensino de História e Cultura Afro-brasileira. Estamos montando o material em parceria com os representantes das famílias que realizam o Ciclo do Marabaixo e pretendemos colocar disponível nas escolas municipais de 1° ao 5° ano’’, ressaltou Maria Carolina.

Cartilha

O projeto vai documentar essa autêntica manifestação cultural e religiosa afro-amapaense, reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. Desta forma, contará com informações didáticas das famílias tradicionais que iniciaram o Ciclo.

Dona Marinete Costa, de 59 anos, é integrante da Associação Cultural Berço das Tradições Amapaenses (ACBTA), localizada no Santa Rita, bairro conhecido nos ladrões de marabaixo como Favela, comentou a importância da cartilha para as famílias tradicionais.

‘’A cartilha serve para desmistificamos que o Marabaixo não é apenas dança e bebedeira. É a identidade cultural do nosso Amapá’’, destacou Marinete.

A reunião realizada no Improir contou com a presença de representantes dos seis grupos que promovem o Ciclo do Marabaixo em Macapá: Grupo Folclórico Zeca e Bibi Costa (Azebic), Associação Folclórica Marabaixo do Pavão (Afomapa), Associação Cultural Raimundo Ladislau, União Folclórica Campina Grande (USCG), Associação Cultural Berço das Tradições Amapaenses (ACBTA) e Associação Cultural Raízes da Favela – Dica Congó.

Marabaixo

O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-amapaense que homenageia o Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade, através de missas, ladainhas, ladrões e dança. A comemoração religiosa é realizada durante 61 dias, iniciando no Domingo de Ramos (Páscoa) e finalizando no Domingo do Senhor (Corpus-Christi).

Atualmente, o Marabaixo é considerado Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. No Amapá, comemora-se no dia 16 de Junho, o Dia Estadual do Marabaixo, implementado pela lei n° 0049/10.

Aline Paiva
Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualmente Racial

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