Produtores e técnicos do Amapá recebem o curso “Manejo Genético e Reprodutivo do Pirarucu”


O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo e conhecido também como bacalhau da Amazônia, tem potencial zootécnico e mercado promissor para ganhar destaque no cultivo de peixes no Brasil. Entre as iniciativas que buscam ultrapassar o estágio da potencialidade, está o Projeto Pirarucu da Amazônia, coordenado pela Embrapa e Sebrae com o objetivo de viabilizar pesquisas aplicadas para gerar conhecimento e tecnologias sobre a produção do pirarucu em cativeiro, em diferentes sistemas de criação.

Uma das iniciativas deste Projeto é o curso “Manejo Genético e Reprodutivo do Pirarucu”, realizado em circuito regional, nas unidades de observação de reprodução de pirarucus instaladas no Pará, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre, Amazonas e Tocantins.

No Amapá, o curso acontece nesta quarta-feira, 16/4, no horário das 8h às 18h na piscicultura Pesque & Pague da Fazendinha, distrito de Macapá, sendo dirigindo a produtores, técnicos extensionistas de órgãos estaduais, técnicos do Sebrae e equipe local do Ministério da Pesca e Aquicultura. Ao final do curso os participantes estarão aptos a realizarem manejo genético e reprodutivo de pirarucu e com fácil compreensão da importância do conhecimento da composição genética dos pirarucus para o aumento da produtividade de alevinos.

Os instrutores desta capacitação são os pesquisadores Cesar Santos e Marcos Tavares, da Embrapa Amapá; o consultor do Sebrae, Tácito Araújo, e o pesquisador Eduardo Varela (geneticista de peixes), da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas, TO). Também atuam na organização do curso a pesquisadora Eliane Tie Oba Yoshioka, da Embrapa Amapá, e a analista com doutorado em reprodução de peixes, Marcela Mataveli, da área de transferência de tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura. O conteúdo do curso é composta de conhecimentos sobre o manejo genético de reprodutores, importância da procedência do plantel, sexagem, número ideal de reprodutores e registro de zootécnico dos animais; estruturas de manejo de reprodutores, transporte e transferência de pirarucus entre viveiros e biometria; método de marcação física por chipagem eletrônica; variabilidade genética, consangüinidade, parentesco dos animais, rastreabilidade genética, teste de paternidade, heterose, pedigree, fenótipo e genótipo, e métodos genéticos de avaliação da qualidade do plantel; acompanhamento sanitário do pirarucu; e também apresentação de resultados de pesquisa do pirarucu. “Neste curso, vamos trabalhar com apresentações teóricas e demonstrações práticas na unidade de observação de reprodução que foi instalada em outubro do ano passado. A estrutura é alinhada aos objetivos do Projeto Pirarucu da Amazônia e teremos 18 pirarucus selecionados para os testes de desova”, acrescentou o pesquisador Cesar Santos.


Como parte da programação, pesquisadores da Embrapa e técnicos do Sebrae vão orientar produtores e técnicos extensionistas na identificação eletrônica de pirarucus, por meio da demonstração prática de instalação de chipes em pirarucus. “Cada chip mede pouco mais de um centímetro e será inserido (usando seringa e agulha) debaixo das escamas do peixe reprodutor. O equipamento possui um número de identificação, semelhante a um registro geral, que é cadastrado e recebe dados de espécie, origem do animal, e em qual tanque o peixe está na piscicultura”. Para realizar a identificação do chip, é utilizado um aparelho sensor.

O Sebrae deu início em 2007 ao projeto Pirarucu da Amazônia, sob a coordenação regional do Sebrae em Rondônia. A iniciativa se baseou na experiência pioneira de Rondônia, onde o Sebrae desenvolveu o trabalho de criação, engorda e reprodução do peixe em cativeiro. Os bons resultados em Rondônia levaram à expansão do projeto aos outros estados do Norte. Além da preservação da espécie, o Projeto Pirarucu da Amazônia tem como objetivo realizar pesquisas aplicadas para gerar conhecimento e tecnologia sobre a produção do peixe em cativeiro, em diferentes sistemas de criação.

Pirarucu


Hábito alimentar: Carnívoro.

Peso: Podem chegar a mais de 200 kg e 3 m de comprimento.

Sistema de cultivo: O sistema mais utilizado é o viveiro escavado, mas já existem alguns experimentos em tanques-rede.

Aspectos produtivos: Seu cultivo ainda é incipiente. Nos primeiros experimentos chegou a crescer mais de 6 kg/ano. Apesar de ser uma espécie carnívora, aceita bem ração com altos índices de proteína, desde que seja feito corretamente o acondicionamento alimentar. Sua carne não tem espinhos em ‘’y’’ e são comercializadas em mantas de pura carne. Apesar do grande interesse, o seu pacote tecnológico ainda não está totalmente definido, porém, é uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira. Fonte: Sebrae
Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Embrapa Amapá 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
Macapá/AP
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