Promotoria da Saúde verifica que os reparos na estrutura do HE não eliminaram pontos de infiltração e goteiras

Em inspeção realizada no dia 28 de fevereiro, nas dependências do Hospital de Emergências (HE), com a finalidade de verificar as adequações realizadas no revestimento do teto e reparos no telhado, a promotora de Justiça Fábia Nilci, titular da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde de Macapá, verificou que as goteiras na recepção e corredor de acesso a administração do hospital ainda não foram eliminadas.

Os reparos são fundamentais a fim de evitar a utilização de recipientes no interior do HE para acumular as águas das chuvas, o que representa grave risco de contaminação e queima de equipamentos. A rampa de acesso ao piso superior, embora tenha passado por reparos e pintura recentemente, também está com infiltrações visíveis, formando manchas escuras nas paredes, repletas de fungos.

Foi constatado, ainda, a formação de longas filas na recepção para marcação de consultas. Questionada sobre o procedimento, uma servidora do Núcleo de Serviços Técnicos informou que todos os pacientes atendidos no HE deveriam passar por avaliação e acompanhamento médico pós-cirúrgico, razão pela qual teria sido adotada a nova medida.

“Achamos estranho porque são procedimentos ambulatoriais, que deveriam ser realizadas no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), deixando livre o HE para os atendimentos realmente necessários, ou seja, de urgência e emergência”, alerta a promotora Fábia Nilci.

Na lista de espera para cirurgia ortopédica, com um total de 90 pacientes, apenas 19 estão com transferência agendada para o HCAL, onde são realizados tais procedimentos. Segundo a direção do HE, por acordo entre os dois hospitais, as cirurgias serão divididas em grupos por área de lesão.

“Observamos também que continua faltando a escala na especialidade de cirurgia vascular, com uma lista atual de 14 pacientes aguardando avaliação dede o mês de janeiro para posterior cirurgia. Evidente que a demora só agrava o quadro clínico dessas pessoas”, reforçou a promotora.
A inspeção foi realizada para instituir um procedimento administrativo em trâmite no Ministério Público do Amapá (MP-AP), que apura uma série de irregularidades persistentes no HE. A servidora da Promotoria, Elizeth Paraguassu, especialista na área de Vigilância em Saúde, acompanhou toda a inspeção.

SERVIÇO:

Ana Girlene
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

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