PSB e PDT – Uma história de amor e desamor – Por @alcinea

Foto: Daniel de Andrade (encontrada no Blog da Alcinéa).

Por Alcinéa Cavalcante

A história de amor e desamor do PSB com o PDT começa em 1988 quando coligados disputaram a Prefeitura de Macapá e venceram, com a chapa encabeçada por João Capiberibe (PSB) tendo como vice o advogado Antonio Cabral de Castro, do PDT.

Seis anos mais tarde, em 1994, ainda em clima de lua-de-mel PSB e PDT – juntos com PT, PCdoB e PV – formaram a coligação “Tudo por Nossa Terra”, que elegeu Capiberibe governador do Amapá, derrotando Jonas Pinheiro Borges (PTB), que era o candidato do governador Anníbal Barcellos (PFL)

Waldez Góes, do PDT, foi eleito deputado estadual e assumiu a liderança do governo na Assembleia Legislativa. No entanto, poucos meses após a posse, ainda no primeiro semestre de 1995, os dois romperam. Góes renunciou ao cargo de líder do governo dizendo-se desrespeitado por Capiberibe, que exonerou seus companheiros pedetistas sem sequer avisá-lo.

Em 1996, Góes lançou-se candidato a prefeito. O PSB coligou com o Prona, tendo como candidata Telma Gameleira (Prona). Na reta final da campanha, o PSB abandonou Telma e resolveu apoiar Waldez Góes para impedir a eleição de Anníbal Barcellos. Tarde demais! Barcellos foi eleito prefeito.

Em 1998 Capiberibe e Waldez Góes se tornaram adversários ferrenhos. Os dois disputaram o governo. Capiberibe derrotou Góes no segundo turno.

Em 2002 Waldez Góes candidata-se mais uma vez ao governo. O PSB lançou Cláudio Pinho quando o esperado era que o partido apoiasse Dalva Figueiredo (PT), que era a vice-governadora e tornou-se governadora em abril daquele ano quando Capiberibe desincompatibilizou-se do cargo de governador para disputar uma vaga de senador. Pinho não passou para o segundo turno. Dalva passou. Mas o PSB sentia-se traído por Dalva e pelo PT e para derrotá-la subiu no palanque de Waldez Góes ajudando-o a eleger-se governador.

Em 2006 lá estavam de novo PSB e PDT em palanques diferentes. Capiberibe candidato a governador. Waldez disputando a reeleição venceu no primeiro turno.

Em 2010, Capiberibe foi eleito senador e seu filho, Camilo Capiberibe, governador. Waldez Góes foi derrotado para o Senado.

Em 2014, Waldez Góes elege-se governador derrotando no segundo turno Camilo Capiberibe, que buscava à reeleição.

Arte/Foto: Blog do Cleber Barbosa

Agora em 2018, mais uma vez os dois monstros (no bom sentido) da política amapaense voltam a se enfrentar. No primeiro turno Waldez Góes teve 33,55% dos votos e Capiberibe 30,10%.

Fonte: Blog da jornalista Alcinéa Cavalcante


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