Quando eu era criança…

                                                                                   Por Darth J. Vader
Anakin Skywalker ainda molequinho.
O que você quer ser quando crescer é uma pergunta realmente pertinente, se você já tem mais de 15 anos. Quando criança, quis ser muita coisa e um pouco de tudo. Mudar o mundo com uma atitude minha era uma das favoritas.
Por exemplo: Quando criança, queria ser ambientalista. Queria que todos entendessem que a água é um recurso findável e quanto menos a gente gastar, mais tempo viveremos na Terra. Não deu, mas estou vingada: hoje todo mundo sabe disso (se fazem algo ou não é outra história) e tem até ongs diversas em todo o globo.
Também quis ser pianista. Não porque ganharia dinheiro com música – nessa País é complicado, saca? -, mas as pessoas pagariam para me ver dedilhar aquelas incríveis e complicadas notas de Bach. Desisti porque além de não saber onde arranjar aulas de piano na época, um instrumento daquele tamanho não caberia na minha sala.
Pensei também na Fórmula 1. A primeira mulher a pilotar um carro de corrida na categoria mais importante do mundo da velocidade. Não por causa do dinheiro ou pela glória, e sim por saber que milhões de brasileiros acordariam no domingo e ligariam a TV para torcer por mim. Eu seria um grande exemplo de superação. “Oras, se ela pode, por que não eu?!”, e o povo seria menos apático e mais tentado a realizar seus sonhos… Essa idéia também foi por água abaixo: até hoje não sei dirigir.
Outra coisa que me passou pela cabeça era fazer parte de uma banda mundialmente famosa. Todos me conheceriam, meu rosto estaria em outdoors e peças publicitárias, e eu ainda ia ser rica! Bom… Cancela: tenho medo de avião e a comida a bordo nem sempre é boa.
Por fim, pensei em me aventurar pelo mundo da literatura. Escrever romances policiais do tipo que só se descobre o assassino nas últimas páginas. Ou ficção científica falando dos venusianos como um povo ardil e cruel, mas que se sensibiliza ao conhecer os lunáticos terráqueos, acabando por nos deixar em paz. Esta nem precisa de muita explicação. É óbvio que a Terra não foi invadida (será?) e que o culpado é sempre o mordomo.
Percebi então que o único modo de ser escritora seria ser jornalista (quem não tem cão…) e hoje sou feliz na profissão que escolhi. É pena que o STJ não compartilhe do meu orgulho, mas deixa pra lá.
Ainda não cresci, continuo jogando feito louca e escrevo neste blog de vez em quando. Aliás, este espaço é uma boa maneira de me manter com 7 anos de novo…
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