Quem não tinha o direito de morrer

                                                                               Por Darth J.Vader
Quando pensamos em ídolos, a cabeça de todos nós é muito rápida. Você pode citá-los em um piscar de olhos e explicar o porquê por horas a fio. É uma questão de sentimentos, de identificação imediata, de amor quase incondicional.

Nessas horas, penso em Clara Nunes, a “tal mineira” que foi a primeira mulher a gravar Samba. Sorry, mas ela não tinha o direito de morrer, já que a indústria fonográfica (em minha “modesta” opinião) ainda não encontrou quem a substitua. Sobre ela, post exclusivo para amanhã.

Outra mulher sem o direito de nos abandonar foi Elis Regina. Ela deixou interpretações que nunca foram devidamente regravadas. Aliás, do que sei até hoje, apenas Daniela Mercury teve essa coragem, com “Atrás da Porta”. A baiana fez uma nova versão em seu show “Clássica” de arrepiar os cabelos e parar a respiração, mas não de lagrimar como na voz da pimentinha da MPB. (Dani, I love you!).

De um tempo um pouco mais próximo, temos Cássia Eller, com sua voz rouca, imputando em nós o que bem entendesse com seu banco e violão, e a gente cantando junto. Além disso, ela ajudou e muito no movimento anti-homofobia. Ora, todos sabiam que era lésbica e isso nunca foi empecilho para seu sucesso. Até depois de sua ida para fazer um dueto com Tom Jobim, ela auxiliou na causa. Foi a primeira vez na história deste País que uma mulher conseguiu na Justiça o direito da guarda do filho da companheira, o Chicão. E isso abriu precedentes. 

Mudando o Tom para Bossa Nova, tínhamos Jobim. Voz gostosa, melodia triste, versos fáceis e agradáveis. Fez uma música para sua filha Luíza tão bonita que este foi o primeiro nome na minha cabeça quando fiz a ultrasom.

Já falei de Bezerra da Silva, o partideiro indigesto, e posso até falar de Michael Jackson se quiser, afinal o post é meu… rs. Falando sério, MJ foi o ícone de várias gerações, tinha algo tão diferente, com uma infância tão triste e uma história adulta igualmente complicada, que quando ele faleceu ninguém ficou incólume. Alguns se embebedaram (mea culpa) por conta do Rei do Pop.


Tem ainda Chico César, Renato Russo e Cazuza, cada qual no seu estilo. E estou citando só os que tenho em casa. Pensando nestes grandes nomes (e não porque eu vou relaxar amassando umas hoje =P), vou ouví-los no meu aparelho de som superpower. Sim, porque já que a tecnologia nos proporciona mordomias palpáveis, a homenagem aos eternos merece ser em grande estilo.

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