Quer saber a diferença entre disco de vinil e CD? É só colocar o outro lado.

Crônica de Ronaldo Rodrigues

O disco de vinil voltou com força total, trazendo nostalgia e simplicidade para este mundo tão prático e digital. Claro que ninguém está propondo que se troque o CD pelo vinil. Isso seria retrógrado, anacrônico, demodê. Quadrado, para usar uma gíria mais antiga. Hoje, em plena evolução dos equipamentos eletrônicos, há espaço para todas as mídias. 

Vamos à história

O disco de vinil (long-play ou LP) surgiu em 1948, jogando pra escanteio o disco de goma-laca utilizado até então. O disco de vinil é mais leve, maleável e resistente a choques, quedas e manuseio.
O vinil começou a perder espaço no início da década de 1990, com a invenção do compact disc (CD), de maior capacidade e clareza sonora (ainda que, segundo alguns, clareza sonora quem tem mesmo é o disco de vinil). Nessa época, na Europa, Estados Unidos e Japão, sempre avançadinhos, o disco de vinil já era considerado peça de museu.

Mais história

Aqui no Brasil, o LP começou a perder espaço em 1992. A partir de 1995, as vendas do LP caíram por causa da estabilização da moeda e melhoria do poder aquisitivo da população, o que permitiu a aquisição de mídias musicais mais modernas. As grandes gravadoras lançaram LPs até 1997. Aos poucos, o disco de vinil saía de cena.

A volta triunfal

Assim como nossos sobrinhos mais novos nunca ouviram música em disco de vinil, há várias pessoas que nunca deixaram de ouvir. É gente conectada nas internets da vida, que tanto curte som no pendrive quanto no vinil. E há artistas como Maria Rita, Lenine e Nando Reis que, mesmo com toda a modernidade, lançam discos também em vinil.

Aqui em Macapá, o vinil é uma espécie de patrimônio da loucura musical da cidade. Os curtidores se regalam com os Devoradores de Vinil, comandados por Patrícia Andrade, em eventos pontuais, como participação especial. O Clube do Vinil ainda se reúne vez ou outra, em homenagem ao seu patrono, o saudoso Ginoflex.

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão vira uma falha. Essa falha, que em outro contexto seria um desastre, no disco de vinil é um charme a mais. Tem gente que, ao ouvir um bolachão (outro apelido do vinil), não se contenta enquanto não ouve, entre um acorde e outro de sua canção preferida, aquele chiadinho tão aconchegante.

É isso, galera! Vamos ouvir vinil!
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