Randolfe representa ao MPF contra o reajuste dos planos de saúde

Na última quinta-feira (28), o senador Randolfe Rodrigues (REDE) enviou representação ao Ministério Público Federal (MPF) para impedir o reajuste dos planos de saúde em 2021 e das cobranças retroativas dos reajustes referentes a 2020 neste ano.

Pedindo ajuizamento de ação civil pública, o parlamentar alerta que o valor dos planos sofre aumento num momento em que não foi superada ainda a crise econômico-social, e sanitária, do coronavírus.

De acordo com Randolfe, a crise, além dos claros e diretos reflexos de índole sanitária, também implicará enormes retrocessos de índole socioeconômica, dada a recessão econômica atrelada ao aumento do desemprego e à queda na renda da população.

O senador avalia que, de forma alheia a essa situação, a Agência Nacional de Saúde (ANS) decidiu manter o reajuste dos planos de saúde em 2021, que foi no patamar de 8,14%.

“Além de o cidadão precisar pagar o valor reajustado da mensalidade em 2021, ainda precisará pagar o passivo da época de suspensão dos reajustes. Além, é claro, dos reajustes por eventuais mudanças de faixa etária e de sinistralidade. A bola de neve, com a devida vênia, será insustentável àqueles mais vulneráveis e que tiveram decréscimo de renda devido à pandemia”, criticou Rodrigues.

Na representação encaminhada ao MPF, o senador argumenta ainda que o reajuste ocorre, de acordo com dados da própria ANS, em período de lucratividade dos planos de saúde. Somente no primeiro trimestre de 2020, os lucros das empresas foram cerca de 66% maiores em relação ao mesmo período de 2019.

Ascom do senador Randolfe Rodrigues

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