Rock e censura?!

                                                            Por Elton Tavares
Quero parabenizar o Coletivo Palafita pelo segundo dia do Festival O Grito do Rock, realizado ontem (6), na Praça da Bandeira, no centro de Macapá. Passei por lá, mas não fiquei muito tempo. Não sei o que causou a mudança do local do evento, que seria no Trapiche Eliezer Levi, como anunciado anteriormente, mas o importante é que tudo rolou direitinho. O palco, som, público, sucesso total.

Talvez o único ponto negativo, foi o fato de uma fotógrafa ter sido impedida de fazer fotos da banda Amaurose. Pelo que sei, várias pessoas subiram ao palco para congelar aqueles momentos do nosso rock, mas a profissional em questão foi barrada, literalmente. Admira-me muito, tomara que uma picuinha destas nunca role comigo, pois o papo é diferente.

Fiquei triste em saber do ocorrido, os nobres organizadores do evento não poderiam impedir um profissional de exercer seu ofício (que seria mais uma forma de divulgação do ótimo trabalho realizado pelo Coletivo). Eu gostaria, sinceramente, de escrever somente sobre os aplausos e não precisar dar puxões de orelha.

Volto a ressaltar o brilho do evento, tomara que fatos como este não se repitam nas próximas realizações do Coletivo Palafita ( grupo que admiro e colaboro como posso). Não sei se fotógrafa é sindicalizada, pois impedir um jornalista de trabalhar pode causar problemas para o próprio Coletivo Palafita, afinal, Rock e censura são termos opostos, ou estou enganado?










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    A coisa funciona mais ou menos da seguinte forma: um certo lugar (cenário) apresenta uma conjuntura cultural na qual não abre espaço de forma democrática para certas expressões artístico-culturais alternativas (ou independentes da indústria cutural). Diante deste cenário e conjuntura, surge um indivíduo ou grupo (personagens) que vão lutar obstinadamente para mudar tal situação, reivindicando por vários métodos a sua aparição ou inserção nesse espaço democrático.

    A iniciativa é indubitavelmente louvável e válida. O problema começa a surgir quando as personagens começam a se valer da máxima de que “os fins justificam os meios” e passam a ceder parte de sua autonomia em troca de certos patrocínios e apoios estatizados.

    O resultado disso é que, na maioria das vezes, esta cessão de autonomia acaba seduzindo e corrompendo as personagens que passam a atuar no cenário dentro das mesmas regras que combatiam no início e passam a se utilizar dos mesmos métodos usados contra eles próprios. Esta é uma fase crítica, onde as personagens passam a ser engolidas pelo “sistema”…

    Obs.: Leia este texto na íntegra em http://avidefoda.wordpress.com/2010/02/08/os-fins-justificam-os-meios/

    Grande abraço!

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