Rompi com o mundo SQN – Croniqueta meia-boca pós-Carnaval de Ronaldo Rodrigues


Croniqueta meia-boca pós-Carnaval de Ronaldo Rodrigues

Tentei romper com o mundo, mas parece que foi sem sucesso. Parece, não! FOI sem sucesso! Ser ermitão na Idade Média deve ter sido mais fácil. Agora, com esse monte de recursos, a solidão e o isolamento parecem mais distantes.

Mas o que digo aqui trata-se de uma ruptura simbólica, ou vontade apenas. O fim do Carnaval traz para mim essa coisa de fim/começo de ciclo. Logo, vem a tal da reflexão sobre isso. Foi-se a folia, que virou cinza, e outra urgências se apresentam.

Já que não sinto ressaca (a não ser que sono possa ser chamado de ressaca), para me ocupar com alguma coisa, me restou partir para esta reflexão que ora coloco diante de vossos olhos.

Para muitos, o ano só começa depois do Carnaval. Para mim, é assim também, mas tem uma certa coerência. Vejamos: logo depois das farras de Natal e fim de ano, vêm as celebrações do meu aniversário em janeiro, que faço questão de comemorar, já que sempre pode ser o último (um dia será). Depois, engato no Carnaval, que não deixo escapar de jeito algum.

Pois bem, o Carnaval passou e me deixou esta reflexão que sabe-se lá irá servir para alguma coisa, tipo entender que, se não rompi com o mundo, é porque ele não merece toda essa atenção.

Pelo menos, rendeu esta croniqueta meia-boca. O Carnaval foi ótimo, veremos o resto. Bom ano a todos.

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