Sem trajes e tarjas (por @Cortezolli)

Não é meu lado negro da força quem fala mais alto que a sensatez, mas há tempos não consigo ver o Batman com os mesmos olhos. 

Nem herói, nem bandido é só mais a personificação da maldade dos homens revestidas de pseudo-virtude. Da tentativa desastrada de fazer o bem a noite, enquanto que durante o dia mantém a fama e fomento de uma imagem fútil de bem sucedido “playboyzinho” que pensa ser mais esperto que os demais. 

Oh, pobre garoto rico! Não ignore sua história genuína de vítima das circunstâncias. Não convém um bem feito, jamais.

Quanto à loucura do Coringa, sinto em admirá-la, porque seus discursos inflamados são apenas para nos despir do que julgamos certo e camuflamos de religião e falso moralismo. Ninguém em sã consciência deixa o “seu” na reta, para amar o próximo. Pois, o próximo parece equidistante de nossas próprias necessidades, esta sempre imediatistas. Não fujo a regra, nem me escondo dela. Não me dê poder e pergunte o que faria aos que me feriaram. Sem mais…

Eis, uma lavagem cerebral que um roteiro foi capaz de fazer com minha frágil interpretação de universos restritos habitantes de uma mente sem nada de novo. 

Quem brinca com o imaginário de quem? 
Será um fetiche aquela roupa preta emborrachada que deixa amostra o contorno de músculos ocultos em um terno bem alinhado? Esbanjando saúde! Quanta maldade!

E, aquela cara pintada seria do caráter corrompido de quem cansou de se esforçar e sem sucesso continuou no mesmo lugar? Rosto pintado com o colorido que reage ao mundo que insiste em debochar com hostilidade? E quem debocha sem maldade? Eu não!
Então, dê-nos poder.

Hellen Cortezolli

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