Sempre houve Rock And Roll… texto republicado do @RicardoMacapa

 
Não sou músico, mas adoro música, sobretudo a boa música, além da minha preferência pelo rock and roll. Então hoje falarei sobre música clássica… Bom, daí você perguntaria – O que tem isso a ver com o Rock ??  Tudo, eu respondo!
 
Na verdade, há muito de música erudita em várias canções do pop/rock. Isso muitos de vocês já sabiam ou perceberam, pois com certeza já ouviram arranjos sinfônicos clássicos orquestrados, ou não, em várias canções e apresentações de bandas maneiras como Pink Floyd, The Who, Queen, U2, Radiohead, Metallica e Coldplay… Só pra citar algumas. 
 
Muitos dos meus amigos não curtem ou não conhecem música clássica. Acham o estilo enfadonho, repetitivo, e que só gente boçal, fresca e metida à inteligente é quem escuta este tipo de música (risos).
 
O que eu gostaria de propor aqui é um outro prisma nesta leitura/audição. Procurando perceber que há muito de rock and roll na “velha” música clássica… Quero iniciar a conversa, analisando algumas obras primas deste estilo enviesada no que conhecemos hoje como Rock ´n Roll (no que tange a quebras/rupturas, rebeldia e força).
 
Muitos compositores eruditos também tinham uma veia revolucionária, no contexto de seus tempos, seja nas questões política, social, filosófica ou mesmo em se tratando da própria música à época. Composições como  “Cavalgada das Valquirias” de Richard Wagner, a Sinfonia Nº 9 de Ludwig Van Beethoven e “As Quatro Estações “ de Antônio Vivald  são exemplos de quebra de paradigmas e propostas de mudanças nas composições clássicas (lembrando que naqueles tempos a mínima quebra já era considerada uma grande afronta) e que trazem consigo esse viés revolucionário do Rock (mesmo de forma inconsciente e atemporal) .
 
A “Cavalgada das Valquírias” é por si só uma apologia à força do Rock, tendo sido tema no Filme Apocalipse Now, na famosa cena da chegada dos helicópteros à praia, observem:
 
A 9ª Sinfônia de Beethoven (o qual concluiu esta magnífica obra quando já estava completamente surdo) por sua genialidade, grandiosidade e força para mim está equiparada a shows de rock como o Pulse do Pink Floyd…
“O Inverno” em “As Quatro Estações” de Vivald, que era conhecido pelo apelido de Padre Ruivo (por ser clérigo e de cabelos avermelhados) é o maior exemplo desta minha análise… Em seus 1º e 3º movimentos, mostra a força vibrante dos violinos equiparando-se a magistrais solos e distorções de guitarras de grandes nomes do Rock. Esta é minha estação do ano favorita quando o tema é “As Quatro Estações”…
 
 
Sei que o assunto é um tanto complexo para ser tratado apenas em linhas gerais neste texto. Quis aqui provocar um pouco o debate… E sei que este merece uma boa reflexão acerca, acompanhado de saborosas pizzas e cervejas estupidamente geladas no Bar do Francês (bons tempos com o Eltão, no Bar do Francês).
 
Para os amigos (as) que ainda não curtem música clássica, indico sempre começar por “As Quatro Estações” de Vivald. É como indicar Pink Floyd para um jovem que quer aprender a gostar de Rock (risos) !! E também indico as músicas elencadas aqui neste post… Espero que possam apreciar a música clássica por um novo olhar/audição daqui para frente…
 
Um abraço a todos, até a próxima e viva o Rock !!
 
Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Rock’n’roll.

*Texto republicado por hoje ser o Dia Mundial do Rock!
  • FANTÁSTICO! A comparação feita, como disse Ricardo em linhas gerais, é perfeita. Não há de não se emocionar ouvindo a 9ª de Beethoven e seus violinos bem como, o “ruído” maravilhoso de uma bela guitarra! parabéns pelo texto e me convida pra discussão no Francês. rsrsrs

    Simone Rôla

  • Oi gostaria de dizer que gostei do blog e dois comentarios acima quanto como violinistas como rockeira(não nego minhas raizes).Há muito sobre o classico que as pessoas desconhecem, é uma musica muito rica,elaborada e descreve apenas com sons os mais diversos sentimentos.Logo, como mencionado acima tem sim relação com rock principalmente com o estilo metal, eles se inspiraram no classico para fazer um som instrumental mas cheio de solos e variações, tem até um documentario que fala brevemente sobre isso chamado de a jornada do headband.Enfim, amos de paixão os dois estilos tanto rock quanto quanto classico e mais uma vez parabéns pelo blog, até. Renata

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