Ser besta às vezes é bom

Acho que sou uma besta mesmo. É serio. Nunca fui dado a conchavos, não tenho e nem nunca tive o talento para bolar mutretas, pedir jabá ou fazer média. Puxar saco então, nem pensar!
Como saco de bestidade, me toco logo quando vejo um espertinho tentando um golpe. Todos se acham Mickeys e ninguém quer ser Pateta, ora vejam só. Por ser um panaca honesto, que utiliza aquele velho ritual para angariar fundos, chamado trabalho, vou escapando das furadas.
Concordo com o velho Bezerra da Silva: “malandro é malandro e Mané é Mané”. Também costumo parafrasear Cartola: “Se está difícil para malandro, imagine para otário”. Mas quando a questão é ética, ser besta às vezes é bom. Fica a dica para alguns espertalhões que falam demais e trabalham de menos e ainda se dizem comunicadores.

Elton Tavares

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