Servidora e consteladora familiar do TJAP participa do 1º Congresso Nacional de Direito Sistêmico em Florianópolis

A oficiala de Justiça do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Artilamar Quintas, que também atua como consteladora familiar no âmbito do Poder Judiciário amapaense, participou em Florianópolis (SC) do 1º Congresso Nacional de Direito Sistêmico, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Santa Catarina (OAB/SC).

No evento foram apresentados 14 painéis sobre a temática do Direito Sistêmico, seus desafios e as perspectivas nas mais diversas áreas. As discussões foram direcionadas para estudantes de Direito, advogados, magistrados, promotores, professores universitários, assistentes sociais, servidores públicos e demais interessados.

Um dos destaques do evento foi a participação da Comissão Sistêmica da OAB/SC, criada no ano de 2017, como atividade pioneira no Brasil. Atualmente presidida pela advogada e consteladora sistêmica familiar Eunice Schlieck, a representação tem o objetivo de levar informação aos advogados sobre o Poder Judiciário, além de desenvolver uma percepção profissional mais ampliada.

De acordo com Artilamar Quintas, outro propósito da Comissão é inserir o pensamento sistêmico entre os operadores do Direito. “Estamos vivendo uma fase de alfabetização sistêmica, como disse o palestrante João Gilberto. Isso porque, por ser algo novo dentro do Judiciário, consequentemente ocasionou uma quebra de paradigma em relação ao pensamento cartesiano”, considerou.

O Direito Sistêmico e as Constelações Familiares Sistêmicas vem sendo adotados em vários ramos do Direito, inclusive nas áreas do trabalho, previdenciária e ambiental, bem como em vários tribunais de Justiça. “Por meio do pensamento sistêmico todos podem expandir sua consciência e olhar de outro lugar para aquilo que sempre viram, ou seja, podemos fazer diferente o que já conhecemos e acolher os advogados que tem uma postura mais pacificadora do que beligerante, recepcionando e atendendo aquilo que o Novo Código de Processo Civil (CPC) propõe: maior autonomia e autocomposição”, pontuou Artilamar.

A servidora do TJAP ainda defendeu que esta nova percepção quanto à resolução do conflito está sendo totalmente bem recebida nesse universo. “Desta forma, a Comissão Sistêmica, além de levar ao conhecimento de todos sobre o que vem acontecendo no meio jurídico com a adoção dessa nova abordagem, difunde também a compreensão da cultura da paz, bem como a própria filosofia Hellingeriana”, explicou.

Entre os projetos e palestras apresentadas durante o congresso, Artilamar destacou: “Direito Sistêmico e o Acesso à Justiça” e “Direito à Função pública”, além dos projetos “Casa da Família”, iniciativa adota na cidade de São Vicente (SP), onde se trabalha com uma justiça mais humanizada, e “O Direito Sistêmico”, onde se usa as constelações familiares como forma de aumentar o nível se consciência das pessoas para entenderem melhor o conflito e, consequentemente, resolverem melhor as questões de suas vidas.

Artilamar Quintas vem dedicando a sua atuação profissional e pessoal a essa nova perspectiva do Direito. Para ela “o olhar com respeito reverbera e isso fortalece, pois as pessoas se vêem dentro de um universo mais amplo”. Desse modo, o ideal de mudar o mundo por meio do olhar sistêmico deve começar com a mudança pessoal de cada pessoa ou profissional. “Sozinhos não mudamos nada. Mas, juntos somos capazes de mudar o mundo”, garantiu.

Assessoria de Comunicação Social/ TJAP

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