Sete anos sem Jacinta Carvalho

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Há exatamente sete anos, morreu a professora, jornalista e ex-secretária de Estado da Comunicação, Jacinta Carvalho. Ela, que tinha 34 anos, faleceu vítima de uma infecção generalizada causada por um vírus desconhecido, que atingiu o pulmão e posteriormente o coração. Foi tudo tão rápido. Só de lembrar, ainda fico atônito.

Acordei naquele domingo, às 7h, com a triste notícia.

Ela era uma mulher inteligente, competente, sorridente, alegre, íntegra, batalhadora, verdadeira, despojada, de bem com a vida, responsável, leal aos amigos, sincera, comprometida em tudo o que fazia e apaixonada pela família.

Jacinta foi minha professora (e de muitos jornalistas do Amapá) na Faculdade Seama, onde cursei Comunicação Social. Na época não nos dávamos tão bem, aliás, tivemos alguns embates memoráveis.

Anos depois, ela me disse: “eu gostava das nossas discussões na minha aula, você era questionador, argumentativo, provocador e combativo”. Esse elogio rolou em 2010, quando já éramos amigos.

Em 2011, ela se tornou minha chefe.

De professora, virou secretária de Estado da Comunicação. Cargo merecido, pois, mesmo alguns discordando, ela tinha competência para tal. Em 2012, foi inaugurada no bairro Vale Verde, no Distrito de Fazendinha, a Escola Estadual Professora Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho Gonçalves, uma justa homenagem. Eu fui cobrir a inauguração, foi uma mistura de tristeza pela lacuna que ela deixou e alegria pelo reconhecimento do seu trabalho. É, foi emocionante.

Jacinta deixou dois filhos meninos, seus amores. Além deles, era apaixonada pelo magistério, pela comunicação e por dançar. Sim, a moça curtia um arrasta pé.

Com precisão cirúrgica, Mário Quintana escreveu: “a morte chega pontualmente na hora incerta”. Quem conhecia Jacinta sabe que ela vivia pra valer. Eu, assim como muitos colegas, tive o privilégio de ser seu amigo. Seu lema era: “viver bem é um desafio diário”. Concordo! Por essas e outras, ainda sentimos sua falta por aqui e sentiremos durante muito tempo, mas sabemos que ela cumpriu sua missão.

Amigos vão e vêm. Por causa dos mistérios da vida, muitos passam anos como personagens de nossas histórias, mas não deixam nenhuma marca positiva.

Com outros convivemos pouco, mas, com intensidade e por algum motivo, mudam o rumo de nossas existências. Foi assim que Jacinta passou pela minha vida, melhorando-a.

Ela foi para outro plano, mas não sai da memória e nem do coração de seus amigos e familiares. Jacinta acreditou em mim e serei eternamente grato. Querida, tenho certeza de que estás em um bom lugar. Até a próxima vez!

Elton Tavares

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