Sobre a Maçonaria no Amapá, minha família e uma visita pra vovó

Vira e mexe, venho aqui contar algo sobre a minha família. Pois vocês sabem que este jornalista/editor ama esse clã. Pois bem, essa semana, o venerável mestre da loja maçônica  Francisco Torquato de Araújo, do município de Mazagão, senhor José Odair, fez uma visita à nonagenária mais linda do mundo, minha avó Perolina Tavares. Na ocasião, ele a presenteou com um histórico da unidade maçônica mazaganense encadernado.  Meu saudoso avô, João Espíndola Tavares, foi um grande amigo do visitante, que se tornou maçom por conta do vovô.

Há exatos 11 anos e um mês, em 6 de junho de 2009, a Loja Maçônica Francisco Torquato de Araújo comemorou 20 anos de fundação. No evento, a instituição homenageou seus fundadores, entre eles, João Espíndola Tavares. Nós estávamos lá.

Naquele dia, nossa matriarca, vó Peró, também foi honrada. Ela recebeu o “Ramo das Olivas”, uma espécie de broche, que seria destinado somente às esposas dos maçons daquela casa. Foi uma experiência emocionante, diferente, contagiante e extremamente familiar. Daí o motivo do presente dado à vovó.

Sobre a maçonaria e sua história no Amapá

Para quem não sabe, a Maçonaria é uma sociedade discreta e, por essa característica, entende-se que se trata de uma entidade de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam. Seus membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade. Além do aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática, filosófica, progressista e filantrópica.

A Maçonaria existe no Amapá desde 1947, quando foi fundada a Loja Maçônica Duque de Caxias, localizada na Avenida Cloriolano Jucá, Nº 451, no Centro de Macapá. Hoje existem 24 lojas maçônicas no Amapá. Destas, 13 são da Grande Loja do Amapá e 12 da Grande Loja Oriente do Brasil. Além da capital, os municípios de Mazagão, Porto Grande, Santana e Laranjal do Jari possuem uma loja cada.

Meu avô é o primeiro da esquerda. Nessa foto, com outros maçons, entre eles o senhor Araguarino Mont’Alverne (segundo da direita para a esquerda), avô de amigos meus.

A relação com a minha família

João Espíndola Tavares foi maçom. Aliás, foi um homem dedicado à Maçonaria, instituição que ele ingressou, em 1968, na Loja Maçônica Duque de Caxias. Logo se destacou dentro da Ordem por conta de seu espírito iluminado. Foi um dos maiores incentivadores de ações filantrópicas maçônicas no Amapá. João foi agraciado, em 1981, após ocupar 22 cargos maçônicos, com o Grau 33 e o título de “Grande Inspetor Litúrgico”. Ele sedimentou seus conhecimentos sobre literatura mundial lendo de tudo.

Meu tio e querido amigo, Pedro Aurélio Penha Tavares, é o único maçom da minha família. Ele também é o atual Venerável Mestre da Loja Duque de Caxias, que possui 70 anos. Meu avô, lá nas estrelas, deve ter muito orgulho de seu filho, que seguiu seu caminho Maçônico.

Não sei se um dia terei perfil para ser um membro da nobre instituição, mas seria uma honra. Lembro de crescer com um certo fascínio sobre a Maçonaria por conta do meu avô. E fiquei feliz em saber que a vovó recebeu este presente que, para ela e para todos nós, possui grande significado.

Honrar é preciso. A história, a memória e o legado, que também é de amor. Vovó ficou feliz com a visita do antigo amigo e com o presente, pois meu avô ajudou na história disso aí. E quando a Peró fica feliz, nós ficamos também. É isso!

“Fale de sua aldeia e estará falando do mundo” – Leon Tolstoi.

Elton Tavares

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