Sobre a saudosa Drop’s Heroína (primeira banda de Rock formada somente por mulheres do Amapá)

Ontem (8), a cantora (Mini-Box Lunar) e agente cultural, Heluana Quintas, disse na rede social Facebook: “A Rebecca Braga foi a primeira menina da minha cidade que eu vi tocando rocknroll. Faz 22 anos”.

Rebecca respondeu logo: “Eu fui a primeira menina da minha cidade que vi tocando rock and roll. Foi bem difícil, mas acho que cumpri meu papel. E toda vez que apareciam meninas na cena, eu vibrava. Eu tenho vontade de fazer um doc sobre a cena do rock em Macapá”.

A publicação resultou em mais de 40 comentários legais sobre a Bel (minha velha amiga Rebecca Braga) e sua banda dos anos 90, a “Drop’s Heroína”. E resolvi republicar um textinho sobre:

Drop’s Heroína

A Drop’s Heroína surgiu do desejo das, então adolescentes, Rebecca Braga e Aline Castro em formar uma banda diferente, com uma proposta de agressividade teenage. Logo se juntaram a Lenilda e Sabrina. A formação mudou várias vezes. Sabrina deu lugar a Cristiane no contra-baixo, Suellen no teclado, e a última formação contou com Débora nos vocais e Dauci no baixo. A banda lutou contra o preconceito, já que era formada apenas por mulheres – nada convencional no Amapá.

Banda Drop’s Heroína tocando no Projeto Escadaria – Teatro das Bacabeiras (1996) – Foto “queixada” da cantora Rebecca Braga (ex-vocalista da Dro’ps). E lá se vão 22 anos…

A banda foi pioneira no feminismo do Rock amapaense. Suas apresentações eram sempre porretas, dignas de um público fiel que seguia a Drop’s onde quer que as heroínas fossem tocar.

A Drop’s não resistiu à saída da vocalista Rebecca Braga; tentou seguir em frente com uma substituta, mas a coisa não vingou. Apesar disso, a banda inspirou outras meninas e escreveu uma página importante do nosso rock. Ao primeiro grupo roquenrou formado por mulheres de Macapá, nossas saudosas palmas.

Em 2012, no extinto bar “Biroska”, rolou a festa “Noventinha”, com shows das bandas Little Big (eles não tocaram, mas isso é outra história), Drop’s Heroína e Os Franzinos – todas da mesma época. Infelizmente não fui, pois estava no município de Laranjal do Jari a trabalho. Uma pena.

Rebecca, Aline, Cris e Lenilda (acho que é o produtor Júnior Beltrão com elas na foto) – Banda Drop’s Heroína – Imagem “guelada” do Facebook da Lenilda.

Enfim, essa foi uma história vivida por muitos que viveram o Rock amapaense há mais de duas décadas. Aqueles anos ficaram guardados na memória e no coração de todos.

É, vez ou outra, “mascamos o chiclete Ploc da nostalgia” como diz Xico Sá. Falando em citações, existe uma que define a amizade que os integrantes das Little e Drop’s têm até hoje: “Bandas são mais que ajuntamentos de músicos; são reuniões de alma” – Jimmy Page.

Elton Tavares

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