Sobre o Dia dos Namorados e o meu namoro feliz

Hoje é o Dia dos Namorados. Para muitos, somente uma data comercial. Para os apaixonados, um dia para celebrar com seu amor. Namoro há tempos com uma bruxinha ruiva, rouca, inteligente e talentosa, além de linda. A gente se basta. Sejam nas brincadeiras, cumplicidade, papos legais ou amizade porreta. Sim, esse dia faz parte do nosso calendário emocional.

Ela é tão honesta, quanto inteligente. Diz que herdou a honradez do pai, assim como o gosto pela poesia. E os que leem este site sabem, ela é uma poeta e tanto. A gente faz tudo juntos, a não ser quando vou tomar minhas cervejas, pois ela não é muito de bar, é mais de cafés.

Vez ou outra, a gente briga, mas faz parte. Apesar de dizermos o contrário na hora da raiva, nunca nos afastamos por muito tempo. No máximo umas horinhas para ambas as cabeças duras que temos esfriarem. A gente já se largou, mas não deu certo não. Já disse e repito: namorar com ela é sinônimo de lealdade e complexidade, pois ela testa a minha curta paciência diariamente. Mas suas ações e sensibilidade me recompensam. Talvez eu não seja realmente o “Lebenslangerschicksalsschatz” (‘O tesouro do destino ao longo da vida’), mas do meu jeito, tento.

Adoro quando ela “recebe” um poema e começa a escrever na hora, como se por mágica ou espiritualmente, os versos lhe chegam. Sou fã de sua obra. Ela também me ajuda muito nas minhas crônicas, artigos críticos e demais textos, pois suas sugestões são sempre providenciais. Ela poderia ser uma ótima jornalista se quisesse.

A minha namorada é uma pessoa doce, com picos temperamentais (se necessário).

Jaci é apaixonada por plantas, animais, natureza e demais coisas que todos deveríamos dar importância. Sempre atrasada, não usa relógio, pois tem seu próprio tempo. Apesar de eu cobrar, ela sempre chega na hora dela, mas com uma solução, um carinho, um sorriso e uma desculpa furadona. Eu fico brabo e depois dou risada. É sempre assim.

Ah, eu não sou uma pessoa fácil. Minha família, amigos, colegas de trampo e principalmente a Jaci, sabem disso. Sou grato a ela por me amar assim mesmo, com todas as rabugens e brabezas que fazem parte. Com toda a certeza, a Jaci, meu irmão Emerson e a Maria Lúcia (minha mãe) são as pessoas que mais me conhecem e a minha namorada, mais que os outros dois.

Mas uma coisa é verdade absoluta sobre este casal: a gente se ama. Se não fosse assim, não tínhamos motivos para teimarmos em estar juntos.

Eu gosto de ouvi-la falar sobre livros, poesia e artes em geral. Não do direito, pois como advogada competente que é, ela também fala disso, mas eu acho chato. Ela é muito mais compreensiva quando falo de jornalismo, assessoria de comunicação e etecétera.

Faz cócegas no meu cérebro quando penso nela, como agora, ao escrever este texto, pois sempre sorrio. É pela Jaci que nutro paixão, amor, desejo e, sobretudo, aquela vontade de estar sempre juntos, como nossos trancafiados fins-de-semana regados a filmes, vinhos, comidinhas, chamego e amor. Enfim, Cazuza já disse antes: “só entende quem namora”.

Tudo isso escrito (e reescrito/relembrado) só pra dizer, mais uma vez, que amo essa mulher. E amo mais ainda namorar com ela. A bruxinha é a” Paixão morando na filosofia”!

Feliz Dia dos Namorados a todos vocês e pra gente, que namoramos todo santo dia!

“Esta é uma história simples, mas não é fácil contá-la. Como uma fábula, há dor e, como uma fábula, está cheia de admiração e felicidade.” – A Vida É Bela, 1997.

Elton Tavares, para Jaci Rocha.

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