Tecnologias da Embrapa são incluídas em projeto social da Cufa e Instituto Açucena

Um projeto de desenvolvimento socioeconômico, idealizado pela instituição Cufa Amapá (Central Única das Favelas) e pelo Instituto Açucena, contará com a parceria da Embrapa Amapá no assessoramento de tecnologias para produção de alimentos, plantas medicinais e ornamentais em sistemas agroecológicos, e tratamento e reaproveitamento de resíduos. O apoio foi discutido durante reunião virtual entre o chefe-geral do centro de pesquisa, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, o chefe de transferência de tecnologias, Jô de Lima, o pesquisador Jorge Segovia e a pesquisadora Ana Euler; os representantes da Cufa Amapá, Alzira Nogueira e Wanderberg Gomes; e os representantes do Instituto Açucena, Ediclei Ribeiro (Preta) e Priscylla Lopes Resque.

Na ocasião, os representantes das instituições apresentaram uma proposta de parceria para executar ações de segurança alimentar em áreas de ressaca nos bairros Congós e Novo Horizonte, e no conjunto habitacional Macapaba, todos localizados em Macapá (AP).

O chefe-geral da Embrapa Amapá apresentou o portfólio de tecnologias adequadas aos propósitos do trabalho da Cufa e do Instituto Açucena. “Nesse contexto temos as fossas sépticas biodigestoras, produção agroecológica de hortaliças e plantas ornamentais, e técnicas de compostagem”. Durante a reunião também foi discutida a possibilidade de parceria para atividades que promovem a inclusão digital e produtiva de mulheres e jovens de comunidades do estuário amazônico, localizadas no arquipélago do Bailique e Ilhas do Pará.

O próximo passo será uma visita técnica às áreas de trabalho, para alinhar ações com os parceiros locais, além de realizar um levantamento da infraestrutura existente e previsão de futuras demandas. A Embrapa vai prospectar outros possíveis parceiros com o intuito de fortalecer as atividades. De acordo com Alzira Nogueira, a equipe da Cufa atuará junto a órgãos do judiciário com o objetivo de buscar apoio financeiro para realização do projeto, por meio dos pequenos fundos financeiros oriundos de multas e disponibilizados por estes órgãos a organizações da sociedade civil.

Outro tema também discutido na reunião foi a possível participação da Cufa na atração de apoios para promover a inclusão digital dos jovens de comunidades do Estuário Amazônico, no contexto da pandemia e da bioeconomia. A proposta é iniciar um diálogo entre Cufa e organização dos trabalhadores rurais extrativistas, representada pelos sindicados de trabalhadores rurais, Fetagri e Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) para somar esforços na redução do “apartheid digital” vivenciado pelas comunidades tradicionais do estuário amazônico, conforme aponta documento elaborado pela pesquisadora Ana Euler no âmbito do Projeto Bem Diverso /Território Marajó.

Fique por dentro:

A Cufa é uma organização civil de interesse público (Oscip) de abrangência nacional, criada há 20 anos com atividades nos aspectos político, social, esportivo e cultural. O primeiro núcleo surgiu na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro (RJ). No Amapá o núcleo da Cufa atende em 8 polos localizados na capital Macapá, além de ações em todo o estado, por meio do envolvimento de 81 voluntários, beneficiando cerca de 35 mil famílias nos eixos segurança alimentar, empoderamento digital e empreendedorismo. Para saber mais veja o site: https://www.cufa.org.br.

O Instituto Açucena é uma organização não-governamental que atua na defesa dos direitos das mulheres e meninas e promoção da igualdade de gênero, no enfrentamento do racismo, na luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, estímulo ao desenvolvimento econômico sustentável, solidário e ao empoderamento econômico de grupos historicamente excluídos, bem como pela valorização da vida, cultura, saberes das comunidades tradicionais da Amazônia. Tem sede na cidade de Macapá (AP).


Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

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