TRE tenta impedir extinção de cinco zonas eleitorais no Amapá

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Juiz Vicente Gomes – Foto: Elton Tavares

 

Por Jéssica Alves

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) trabalha para impedir a extinção de cinco zonas eleitorais no estado, prevista na Resolução 23.422/2014 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A norma diz que tribunais regionais devem encerrar as atividades em zonas com menos de 10 mil eleitores, no prazo de 180 dias, a contar de 1º de janeiro de 2015. O processo de rezoneamento dos eleitores pode atingir os municípios de Ferreira Gomes, Calçoene, Amapá, Tartarugalzinho e Vitória do Jari.

Segundo o juiz Vicente Gomes, da Comissão de Rezoneamento do TRE-AP, a resolução do TSE pode gerar prejuízos para os eleitores amapaenses. Ele disse que o tribunal está realizando um estudo sobre os possíveis impactos que a mudança de zonas pode trazer para o eleitorado, que, junto, soma cerca de 40 mil pessoas nas cinco zonas.

“Isso afeta de maneira irreversível os eleitores, pois, para poder realizar as obrigações eleitorais, precisarão se deslocar para outras cidades, gerando custos financeiros. Mas o nosso foco é manter essas zonas eleitorais ou pelo menos, em três municípios”, reforçou.

O juiz destaca que o Amapá tem uma realidade diferente de outras regiões no Brasil. Para ele, a extinção das zonas é algo inviável para a justificativa do TSE, de diminuir gastos com zonas eleitorais no país.

Vamos fazer o levantamento e explicar isso ao TSE, pois cada eleitor no Amapá custa em média apenas R$ 5, um dos menores gastos do Brasil, e essa redução nas zonas seria uma dificuldade para a nossa região”, ressalta.

Gomes disse que no dia 17 de abril, o levantamento será apresentado em uma reunião do Colégio Permanente dos Presidentes de Tribunais Eleitorais, que será realizada no estado do Piauí.

Fonte: G1 Amapá

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