Tremor de terra assusta moradores do Arquipélago do Marajó – Égua-moleque-tu-é-doido!

Breves, no Marajó: ocorrência foi registrada às 15h42 desta sexta-feira (Igor Mota / O Liberal)

Moradores de municípios do Arquipélago do Marajó relataram que um tremor de terra ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (14). O fenômeno foi confirmado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), indicando que sua magnitude foi de 4.3 na escala Richter (que vai de zero a dez). O município de Breves, um dos maiores núcleos urbanos no Marajó, com 103 mil habitantes, foi o epicentro.

O site internacional Volcano Discovery, por sua vez, registrou a informação de “Terremoto 5.1 – 34 km a noroeste de Breves, Pará, Brasil, em 14 de maio 15:42 (GMT -3)”. O tremor também foi confirmado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

Epicentro da ocorrência no Marajó ganhou destaque internacional (Volcano Discovery)

‘Prefeitura tremeu por segundos’

À tarde, circulou a informação de que o fenômeno teria sido verificado em Breves, Melgaço, Anajás e Bagre. Uma das pessoas que constataram o tremor de terra em Breves foi o prefeito do município, José Antônio Leão, conhecido como Xarão Leão (MDB).”O tremor ocorreu entre 15h30 e 16h. Eu estava na sede da Prefeitura e verifiquei que tremeu mesmo, por alguns segundos. A Prefeitura fica no bairro centro, e eu ouvi relatos de amigos e pessoas que houve tremor em outras casas. Foi sentido também em uma vila na zona rural de Portel perto de Melgaço”, relatou o gestor municipal.O prefeito ouviu de pessoas que houve tremor em cama e em janelas em casas. Mas não citou danos materiais. “Até o momento não temos noticia de algum dano”, declarou o gestor municipal.

Centro de Sismologia da USP fez o registro do tremor desta tarde (reprodução)

Leão destacou que o tremor de terra “é estranho, incomoda e assusta um pouco”. O prefeito disse que apenas há cerca de dez anos foi observado outro tremor de terra como esse, mas na zona rural de Breves.O professor Reginaldo Lourenço, não percebeu o abalo no momento de sua ocorrência. Ele destacou à redação integrada de O Liberal que se encontrava descansando, em Breves, no momento em que o tremor teria acontecido. No entanto, como disse, “ao acessar as redes sociais e os grupos daqui da cidade, vi várias postagens falando sobre isso”, contou. “Muitos amigos perceberam”, acrescentou.

Rede Sismográfica Brasileira comentou o tremor

Na noite desta sexta-feira, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) confirmou o evento em suas redes sociais. A RSBR também disse que o tremor teve a magnitude de 4.3, e o horário local exato para o registro. “As estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), operadas pelo Laboratório Sismológico da UFRN e pelo Centro de Sismologia da USP, registraram o evento, que ocorreu às 15h44”.

“Moradores do municípios de Anajás também relataram ter sentido o abalo sísmico de magnitude considerada mediana. Até o momento, não há relatos de danos materiais”, disse ainda a RSBR.Segundo tremor no Pará este ano

Segundo a rede de monitoramento, esse foi o segundo tremor registrado pela RSBR no Pará em 2021. “O primeiro sismo do ano ocorreu em Curionópolis, no dia 7 de abril, e teve magnitude calculada em 3.1”.Segundo diz a RSBR, o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (OBSIS/UnB), Marcelo Rocha, confirmou que mais de 20 estações captaram o evento. “Essa é uma magnitude considerada moderada para os padrões brasileiros.

Breves tem 103 mil habitantes e é um dos maiores núcleos urbanos da região (Igor Mota)

No momento, não é possível informar nenhum dado adicional sobre as causas deste evento, mas, em geral, os tremores que acontecem no Brasil estão relacionados à reativação de falhas geológicas ou criação de novas falhas, devido aos esforços compressivos ao qual o interior da placa Sul-Americana está submetido”, reproduziu a RSBS em suas redes sociais. A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública que monitora atividades sísmicas em todo o território nacional – através de quase 100 estações sismográficas pelo Brasil, operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON).

Fonte: O Liberal.

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