Tropa de Elite 2

Estréia hoje (8), nos cinemas do Brasil, o filme Tropa de Elite 2. O longa promete imagens fortes como gente morrendo, tiros, porrada e bomba! E até o saco (aquele usado para sufocamento, tática de tortura vista no primeiro filme) está de volta. Mas tem mais: “Tropa de elite 2” toca em assuntos delicados. Fala não só de tráfico de drogas, mas de milícia, ligação da PM com traficantes, corrupção (não só na polícia, mas principalmente na política), e até conexão de chefe de Estado com bandidagem.

Agora,Wagner Moura (10 anos mais velhos) não é mais capitão e sim “coronel Nascimento” . O filme mostra também a relação de Nascimento com o filho (Rafael, interpretado por Pedro Van Held, o Artur de “Malhação”).

O ator Sandro Rocha, que no “Tropa de elite 1” foi o PM corrupto que soltou a pérola “quem quer rir tem que fazer rir”, volta em “Tropa 2” como um PM atuante e, ao mesmo tempo, chefe de milícia na Zona Oeste do Rio.

O Tropa de Elite 1 foi um sucesso de público e crítica, estou afim de ver qual é desta continuação. Vamos aos cinemas (isso se o “lançamento nacional” se estender a todos os cinemas de Macapá).

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    A história do filme me remeteu ao meu dia-a-dia em todos os aspéctos, mas principalmente ao trabalho que desenvolvo no BOPE AP, unidade a que pertenço desde sua fundação e sirvo.
    Pensei em até que ponto vale a pena arriscar minha unica passagem neste plano, assim como meu convívio com família e amigos. Pessoas normais vão aos bares na sexta depois do trabalho com amigos (né Elton rsr), levam as crianças pra brincar no parque, cuja a única perocupação é qual brinquedo escolher pro filho…enfim, seguem uma roteiro de pessoas normais. Um policial do BOPE é isso mesmo que o filme retrata, decisões difíceis em momentos fracionários, mas que podem mudar o rumo da vida dos envolvidos, seja do policial, seja do bandido (ou agressor da sociedade). Compromisso com a sociedade é o que move os BOPEANOS, boa vontade em ajudar e dar uma resposta aceitável às divesas crises que surgem no dia-a-dia é a característica perene de um curso difícil com treinamento diário na unidade especializada.
    Como se não bastasse temos que lidar com um tipo de pessoa que condena as ações policiais e absove criminosos com a justificativa de que estes não tiveram oportunidade, são pobres miseráveis advindos de uma falha na política de desenvolvimento econômico e humano. Com certeza, esses defensores nunca tiveram um bem tirado a força, ou nunca sofreram uma agressão direta à sua integridade física e moral sem ter ao menos direito à um esboço de reação. Mas é como fica explícito no filme: Tudo gira em torno da porra da política de interesses pessoais e econômicos…PQP!!!
    Mas o Coronel Nascimento é foda! Ele consegue nos deixar esse recado: Por quem e pra quem servimos com tanta dedicação????

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