Um futuro de incertezas – Crônica de Evandro Luiz

Crônica de Evandro Luiz

O mundo vivia em suspense. O clima era de que, a qualquer momento, uma bomba nuclear poderia pôr um fim na raça humana. As duas grandes potências, Estados Unidos e a Rússia, disputavam a hegemonia do planeta e o mundo foi dividido em dois blocos: o capitalismo e o socialismo. Os aliados dos americanos criaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, em resposta. Os russos criaram o Pacto de Varsóvia – onde os países do Leste Europeu se alinharam à União Soviética. E foi justamente nesse período que ocorreram as grandes manifestações.

 

Em vários países a população foi às ruas pressionando os governantes a evitar uma guerra. Na década de 1960, artistas de todas as tendências se engajaram em lutar e cantar por um planeta onde o lema era “Paz e Amor”. Foi nos grandes shows musicais, que ficou conectada em definitivo a relação da música com as grandes causas sociais.

O emblemático Festival de Woodstock, realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, em uma fazenda na cidade de Bethel, no estado de Nova York, mostrou para o mundo uma nova tendência comportamental. A luta pela liberdade, contra as guerras, em defesa das minorias como a violência contra mulheres e negros se fortaleceu.

Passos importantes foram dados, mas ainda faltando muito para se chegar a uma posição satisfatória.

Com o fim da guerra fria, outro setor, o meio ambiente virou bandeira de luta das organizações não-governamentais contra as grandes empresas, principalmente as de pesca da baleia e as petrolíferas. Mas no pano de fundo, as grandes corporações estavam de olho na Amazônia. Havia também países do primeiro mundo como a Alemanha e Bélgica que financiavam comunidades com programas de desenvolvimento sustentável, que têm a capacidade de atender às necessidades dos povos da floresta.

Fotógrafo Renato Soares. Crédito:Arquivo pessoal (imagem ilustrativa para esta crônica).

A criação de reservas ambientais, e o início das demarcações das terras indígenas foram conquistas onde tombaram ativistas do meio ambiente. Só em 2018, foram mais de 20. O fotógrafo Israel Beguins, de 70 anos, vem acompanhando, como ele diz, essa guerra onde o principal derrotado é o próprio homem.

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