Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá” – por @faguedan

A professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com pesquisa de tese em Políticas Públicas de Cultura, Fátima Guedes, participou no início de agosto de 2018 do XIV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), realizado em Salvador (BA). Durante o ENECULT, a educadora amapaense apresentou um artigo que diz respeito à sociedade civil com o título: “Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá”.

Fátima Guedes e Telma Duarte, no Enecult 2018, em Salvador (BA).

A apresentação contou com a ilustre presença da advogada Telma Duarte, presidente da instituição. Leiam:

Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá”

Por Fátima Lúcia Carrera Guedes

Este trabalho reúne informações de fatos episódicos históricos, de trabalhos acadêmicos, de entrevistas de campo, de conversas, observações e de referências bibliográficas pertinentes ao tema. Tem por intuito esboçar alguns aspectos que cremos se configurarem o viveiro de subsídios onde se encontram as possibilidades de reflexões iniciais para a construção de uma política cultural com bases na identidade amapaense, especificamente macapaense, pelo menos no que tange à ideia de cultura expandida concebida pela Constituição de 1988 – a qual possibilitou, inclusive, poder estar escrevendo sobre participação, intervenção e protagonismo da sociedade civil, foco deste trabalho.

Fátima Guedes e Telma Duarte, no Enecult 2018, em Salvador (BA).

Com base no processo engendrado em torno da tentativa de descobrir a identidade macapaense e diante do contexto de ausência de política pública de cultura em Macapá, apontamos a Confraria Tucuju como a organização cultural da sociedade civil que construiu “sua” própria política de cultura, intervindo e protagonizando, oportunamente, inúmeras ações que mudaram o estado de ânimo do macapaense no campo cultural e que cremos abalizar um trajeto e um repertório de elementos culturais robusto a ser, ainda hoje, tomado, assimilado e sistematizado pelo poder público no intuito de assentar suas políticas públicas de cultura.

Meu comentário: em 8 de junho de 2016, a Confraria Tucuju completou 20 anos de atividades em Macapá. Também foi o último ano que a entidade realizou a Batalha de Confetes no Carnaval. A última festa de aniversário da capital promovida foi em 2014 e desde 2013 que não ocorre os Saraus e nem os Concertos de Verão. Todos estes eventos eram tradicionais e organizados instituição. Que revitalizou o Largo dos Inocentes e auxiliou no tombamento da Igreja São José.

O artigo enaltece a atuação da Confraria Tucuju, que após 20 anos, encerrou suas atividades em 2017. Sim, uma pena que após duas décadas, a crise financeira nacional e a falta de apoio do poder público foram os motivos para o encerramento das atividades na saudosa instituição que tanto contribuiu para a nossa cultura.

Em resumo, toda homenagem à Confraria Tucuju é pouca, Telma Duarte foi incansável no trabalho de promoção, resgate e fortalecimento da nossa cultura. Uma pena que a falta de vontade de governantes e a crise tenham enfraquecido sua nobre atuação. Meus parabéns à Fátima Guedes pelo artigo e para a Confraria Tutcuju, pelo que fez em nossa história, costumes e memória. É isso!

Elton Tavares

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