Unifap aprova dois projetos em edital da Finep

A geração do conhecimento científico na Universidade Federal do Amapá (Unifap) ganhará reforço tecnológico de ponta. A Instituição aprovou dois projetos na chamada pública MCTI/Finep/FNDCT/CT-Infra – Infraestrutura de Pesquisa em Áreas Prioritárias (Proinfra 2021), da empresa pública Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal. Ao todo, o apoio financeiro para a aquisição de equipamentos e melhoria da estrutura para o Laboratório de Computação Aplicada (LCA) e para a Plataforma Zebrafish, do Laboratório de Pesquisa em Fármacos, será de R$ 2 milhões.

A proposta submetida na chamada pública tinha como objetivo estruturar os dois laboratórios. A estruturação do LCA tem o intuito de subsidiar pesquisas que requeiram recursos tecnológicos de alto desempenho para o processamento de grande volume de dados. Já para o Zebrafish, analisar informações e pesquisas voltadas para a validação, aos níveis farmacológico e toxicológico, de novos fármacos e medicamentos.

A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propespg) submeteu a proposta, intitulada “Forpunifap – Fortalecimento da Pesquisa na Universidade Federal do Amapá”, e será responsável pelo acompanhamento do projeto, gestão das metas que deverão ser alcançadas e reuniões entre os pesquisadores envolvidos. A Forpunifap é composta de dois subprojetos, “Servidor de Hyperconectividade”, que receberá um aporte de R$ 1.413.445,46, e Estruturação da Plataforma Zebrafish”, com apoio financeiro de R$ 587.114,38.

“A Unifap tem conseguido acessar cada vez mais recursos através de editais a nível nacional, se consolidando no cenário de pesquisa e inovação de ponta no Brasil. Sempre ressalto a importância do trabalho em equipe nas mais diversas áreas de conhecimento e da integração entre os servidores institucionais. Essa interação é exitosa e tem refletido nos excelentes resultados obtidos tanto na pesquisa quanto na pós-graduação”, ressalta a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Amanda Fecury.

O coordenador do projeto “Servidor de Hyperconectividade”, Prof. Dr. Clay Palmeira da Silva, também acredita que o trabalho em equipe foi fundamental para a aprovação dos projetos. “A elaboração de projetos para acesso aos recursos de editais nacionais envolve uma grande complexidade. O auxílio da pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação, na figura da Profa. Dra. Amanda Fecury, assim como do Departamento de Pesquisa, com a Profa. Dra. Elizabeth Viana, foram cruciais e determinantes para o sucesso e viabilização deste projeto. Também aproveito a oportunidade para agradecer aos demais colegas docentes e técnicos que colaboraram para o sucesso deste projeto inédito para a Unifap”, aponta.

SOBRE OS PROJETOS

Servidor de Hyperconectividade (Servconect)
O Projeto de Servidor de Hyperconectividade (Servconect) irá adquirir três supercomputadores com velocidades de processamento extremamente altas em estudos e pesquisas que usam a Inteligência Artificial e também as áreas que precisam tratar de grande volume de dados.

“O servidor de hiperconectividade permite a integração de vários servidores conectados, transformando-os em uma grande unidade – é o que chamamos de ‘cluster’. Esse princípio de hiperconectividade é uma reunião de recursos de vários supercomputadores em um só capaz de atender demandas de diversos departamentos dentro da Universidade”, explica o coordenador do projeto, Prof. Dr. Clay Palmeira da Silva.

Dentre os diversos usos do cluster, o coordenador do projeto destaca a utilização desse superservidor na disciplina de “Inteligência Artificial” que ele ministra no curso de Ciência da Computação.

“No nicho de inteligência artificial existe algo que chamamos de ‘aprendizado de máquina’ (ou machine learning) e ‘aprendizado profundo’(ou deep learning), e não existe hoje na Unifap disponível para o curso de ciência da computação servidores com GPUs Tesla (unidade de processamento gráfico) que possam atender não somente os professores, mas também os alunos. Atualmente, quando é necessário realizar treinamento de modelos computacionais artificiais, ou seja, modelos que fazem uso de inteligência artificial, precisamos recorrer a servidores externos e limitados. Assim, esse cluster com as GPUs Tesla permitirão que o treinamento desses modelos artificiais de alto nível, com uma taxa de velocidade extremamente rápida, possam ser feitos dentro da Universidade, um feito inédito para o curso de Computação e para os cursos do DCET [Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas]. Esse cluster servirá tanto para alunos da graduação e da pós-graduação, assim como para todos os professores que precisam de recursos computacionais de alto desempenho com tratamento de grande volume de dados”, adita o Prof. Dr. Clay Palmeira.

Estruturação da Plataforma Zebrafish (Platzebra)

O projeto “Estruturação da Plataforma de Zebrafish para validação farmacotoxicológica de novos fármacos e medicamentos” tem como objetivo adquirir estantes de reprodução controlada do peixe zebrafish (Danio rerio), que tem sido utilizado em pesquisas como modelo para validação, nos níveis farmacológico e toxicológico, de novos fármacos e medicamentos. O zebrafish é um peixe de água doce que possui 70% de homologia genética com os seres humanos.

A Plataforma de Zebrafish foi implantada em setembro de 2015 na Unifap, acoplada ao Laboratório de Pesquisa em Fármacos, e tem sido utilizada por pesquisadores da Universidade e por laboratórios que compõem a Rede Amazônica de Pesquisa em Biofármacos e a Rede Amazônica de Nanotecnologia Aplicada a Fármacos . A estruturação da plataforma irá melhorar o ambiente de reprodução, manutenção e experimentação do zebrafish, aumentando a quantidade de peixes e permitindo a expansão das pesquisas básicas voltadas para o desenvolvimento de novos fármacos e medicamentos.

“A aprovação deste projeto na Finep vem consolidar as pesquisas na Unifap que utilizam o zebrafish como modelo experimental. É algo de extrema importância para o Grupo de Pesquisa em Fármacos, já conhecido principalmente na área de estudo de novos fármacos aplicando o modelo de zebrafish, e com essa estruturação da plataforma realmente teremos uma consolidação estrutural que vai permitir, inclusive, ampliarmos mais linhas de pesquisa envolvendo este organismo animal como modelo experimental. É um grande ganho não só para o grupo de pesquisa, mas também para toda a Unifap e para a Amazônia, já que o Grupo de Pesquisa em Fármacos desponta em termos de novas metodologias aplicando esse tipo de animal”, afirma o coordenador do projeto, Prof. Dr. José Carlos Tavares.

Ascom Unifap – Foto: Divulgação

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