Universitários quilombolas serão orientados sobre adesão à Bolsa Permanência

Mais de 350 universitários quilombolas do Amapá serão orientados sobre adesão ao programa Bolsa Permanência, nesta sexta-feira, 19, durante reunião com representantes da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e Coordenação das Comunidades Quilombolas do Amapá (CONAQ-AP). O objetivo é que seja contemplado o máximo de quilombolas com o auxílio financeiro, para que possam concluir os cursos universitários nos polos de Abacate da Pedreira, Torrão do Matapi, Mazagão Velho, Igarapé do Lago, Curiaú e Carmo do Maruanum. A reunião acontecerá no Centro de Cultura Negra do Amapá Raimunda Ramos, no bairro Laguinho, às 14h.

O programa Bolsa Permanência é uma política pública instituída pelo Ministério da Educação (MEC) para concessão de auxílio financeiro para estudantes quilombolas e indígenas que estejam cursando ensino superior em universidades federais, para reduzir a evasão escolar por falta de condições financeiras. O valor da bolsa é de R$ 900,00 mensal, para indígenas e quilombolas. Na reunião os técnicos da UNIFAP irão explicar quais os critérios para receber o auxílio.

Os universitários das seis comunidades quilombolas amapaenses participaram do processo de vestibular em 2022, por meio do Projeto Interiorização de Graduação Quilombola, que teve ao apoio da CONAQ-AP na articulação junto às comunidades. Os cursos foram escolhidos pelos próprios quilombolas, Pedagogia, Ciências Biológicas e Letras Português/Francês.

Para Núbia Souza, coordenadora da CONAQ-AP, a Bolsa Permanência é um incentivo importante para que os quilombolas não desistam dos cursos por falta de recursos. “Demos um grande passo para a formação de quilombolas, que foi a entrada na universidade, agora a luta é para que não desistam de estudar. Precisamos de mais pessoas formadas nas comunidades tradicionais, para que transmitam conhecimentos, ajudem a conscientizar nosso povo e toda sociedade, porque precisamos combater o racismo e o preconceito, e a educação é um dos caminhos mais acessíveis”, disse Núbia.

ASCOM-CONAQ/AP

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