Vem aí a Dama de Ferro

                                                                                                    Por Régis Sanches

“Minas Gerais é um coração de ouro em um peito de ferro”. A frase é de Henri Gorceix, o engenheiro francês que implantou e consolidou a Escola de Minas de Ouro Preto. Outra assertiva famosa acerca das Gerais é atribuída ao ex-presidente do Estado e do Brasil Arthur Bernardes: “Minério não dá duas safras”.
Isso dá a medida exata da riqueza de Minas Gerais que, indiscutivelmente, é uma das razões de sua influência política no Brasil. O Estado minerador por excelência deu ao Brasil Tiradentes, mártir da liberdade, Tancredo Neves, sem esquecer o estadista JK. Mas, agora, preparem-se: vem aí a DAMA DE FERRO.
Isso mesmo: Dilma Rousseff. Tão certo como José Serra “afrouxou” as rédeas, camuflando os feitos de FHC e até posando ao lado do popularíssimo Lula, não há mais dúvidas de que a pupila do presidente será eleita sua sucessora no primeiro turno, em 3 de outubro. Então, não custa especular em torno do que teremos nos quatro anos do seu mandato.
Em primeiro lugar, Dilma não seria nada sem Lula. É a primeira eleição que ela disputa depois que o PT queimou seus dois cartuchos eleitorais no escândalo do “Mensalão”: José Dirceu e Antonio Palocci. Será a primeira “presidenta” do Brasil com uma fórmula que inclui breve experiência na luta armada, durante a ditadura militar, e uma carreira política relâmpago após a democratização.
Embora mineira de BH, Dilma Rousseff iniciou sua insipiente vida pública em Porto Alegre, ingressando no PDT de Leonel Brizola. Foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul e desembarcou no PT pelas mãos de Lula, que a acolheu como ministra das Minas e Energia e, posteriormente, como ministra-chefe da Casa Civil, no vácuo deixado por Zé Dirceu.
Vamos analisar a personalidade da futura presidenta. Ela é irascível, tem aquele gênio intragável do chefe que todo subordinado não tolera, detesta ou odeia – escolham o verbo como quiserem. Trocando em miúdos: Dilma é daquelas que humilha as pessoas na frente de todo mundo, na maior sem-cerimônia.
Esperemos então algo parecido com Margareth Thatcher, ex-primeira-ministra que governou com mão de ferro o Reino Unido. Exemplo disso é sua mais recente declaração de que não autoriza ninguém a confirmar que, eleita, seu primeiro ato será promover um ajuste orçamentário. Em privado, Dilma já garantiu que sem o aperto nos gastos públicos, seu primeiro ano de gestão estará fadado à ingovernabilidade, já que Lula abriu os cofres para elegê-la.
  • Avatar

    Comparar a Sra. Dilma a ilustríssima ex-primeira ministra Margareth Thatcher é uma ofensa. Esse fantoche do Lula não chega aos pés da dignidade, firmeza, educação, preparo e experiência política da ex-primeira ministra.
    Mas cada um tem o governante que merece e o Brasil esta longe ter ter um Lorde e muito menos uma Dama no governo.

  • Avatar

    porra, não acredito que existem pessoas que admiram margaret thatcher. a mulher era uma velha louca e frígida que afundou a inglaterra numa crise fodida e num conservadorismo hipocrita.
    não se iludam, a raça dos filhos-da-puta não é esclusiva do brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *