A evolução do mau gosto


Como já escrevi antes aqui, nunca, nunca fui dado a hipocrisias. Por isso, confesso: em meados de 1993 e 1994, fui algumas vezes a pagodes. Afinal, eu era adolescente, ainda freqüentava lugares com trilhas sonoras tenebrosas. 

Também, pudera, minha geração andava de um lado para o outro na frente do “Novo Hotel”. Erros e bobagens da adolescência (época de auto-afirmação, onde fazemos cometemos alguns erros do tipo calça “begue”, cabelo com corte “sorvete” e freqüentar pagodes).

 Mas, há tempos, curto somente Rock and roll. Claro que também gosto de MPB e Samba (samba não é pagode).

Porém, as letras infames e versos mela-cuecas do pagodeiros não são tão irritantes quanto o tal sertanejo. Passadas as febres do axé e pagode, fãs de sertanojo, que se multiplicam como gremilis a cada chuva que cai em Macapá, principalmente o tal de incisivo sertanejo universitário. Cruzes!

Já disseram que isso é uma limitação minha, se for, amo tais limites. Outros me chamam de preconceituoso, não acho. Na verdade, brinco e afirmo que o que tenho é conceito, isso sim. Afinal, se eu gostasse de Brega, Pagode e Sertanejo, universitário ou não, seria “eclético” (desculpa recorrente do mau gosto musical de 9 entre 10 amapaenses). Pôta merda!

Ontem (26), acompanhando o twitter, li a molecada efusiva comemorando a atração na domingueira de uma casa noturna local, uma dupla sertaneja. Aí pensei com os meus botões: “taqueparéu, é a evolução tucuju do mau gosto!”. Como diz o meu amigo jornalista Silvio Carneiro: “A vida é foda, mas é a vida”.

Elton Tavares
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Commentários
  1. junior gaviao

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