Hoje é o Dia do Samba

 

Hoje é o Nacional Dia do Samba, o gênero musical mais brasileiro de todos e amado pelos boêmios do nosso país. Apesar de fã de Rock, também aprecio um bom sambão. Desde que não seja pagode meloso (aquele estilo de música que possui as vogais como base), tocado na maioria dos locais.

De acordo com o conceito: o Samba é um gênero musical, derivado de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. É uma das principais manifestações culturais populares brasileiras.

O Samba se transformou em símbolo de identidade nacional. Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima.

O gênero nasceu no Recôncavo Baiano e foi levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba se tornou, em 2005, um Patrimônio da Humanidade, de acordo com a United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco).

Amo o Samba, o gênero é brilhante. Cresci ao som deste estilo, com o velho Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, entre outros monstros sagrados da nossa música.

Durante o Carnaval, o samba corre nas veias dos foliões, ritmo oficial da festa da carne. Amo essa época e só pra lembrar: sou Piratão).

Origem do Dia do Samba

De acordo com a lenda popular, o Dia do Samba foi criado em homenagem ao sambista Ary Barroso, compositor da música “Na Baixa do Sapateiro”, uma ode à Salvador, capital da Bahia.

O vereador baiano Luís Monteiro da Costa foi quem instituiu a data, marcando o dia em que Ary Barroso visitou a Bahia pela primeira vez. em 1940.

Desde então, o Dia do Samba é comemorado principalmente em Salvador e no Rio de Janeiro, onde organizam-se festas e shows em homenagem ao ritmo.images (1)

A canção diz ainda que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. Às vezes, sou ruim da cabeça e doente do pé ( quando alguma unha encrava), mas gosto do bom e velho Samba.

Viva o Samba e os sambistas!

Elton Tavares

Fonte: Calendar

Mostra Cultural do SESI Amapá vai abordar literatura de cordel por meio da dança e da música


O Serviço Social da Indústria (SESI) Amapá vai realizar, no dia 1º de dezembro, no Teatro das Bacabeiras, a partir das 19h30, a Mostra Cultural Coreografia em Cordel. Este ano, o espetáculo conta com a participação 120 alunos, que estarão envolvidos em 15 apresentações de dança e de música. A expressão literária do cordel será o tema dos números artísticos.

O evento abordará uma manifestação da cultura popular introduzida no Brasil no fim do século XVIII. Muito conhecido no nordeste, o termo cordel é de herança portuguesa e tem como caraterística marcante, a oralidade. Sua principal função social é de informar, ao mesmo tempo em que diverte os leitores.

De acordo com a supervisora de Promoção da Saúde do SESI Amapá, Sandra Santos, a Mostra valoriza os ritmos e estilos, sendo uma opção de entretenimento cultural aos industriários e seus dependentes, e também para a comunidade em geral. “Realizada anualmente pelo SESI, a Mostra Cultural tem como função essencial a de estimular as práticas artísticas. Convidamos o público para vir prestigiar as apresentações que, certamente serão de encantar”, reforçou Sandra Santos.

A responsável pelas coreografias dos bailarinos é a professora Paula Lopes e dos números musicais, o professor Williams Sol Sol. Informações podem ser obtidas pelo número 3084-8932.

Serviço:

25ª Mostra de Dança
Data: 1º de dezembro de 2018
Horário: às 19h30
Local: Teatro das Bacabeiras
Ingressos: R$ 12,00

Assessoria de comunicação do SESI Amapá

Banzeiro do Brilho-de-Fogo – Por Amanda Bastos

Foto: Márcia do Carmo

Por Amanda Bastos

O Fica a Dica tem uma sugestão interessante para quem aprecia a cultura amapaense. O projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo é uma manifestação cultural de Macapá e foi criado em dezembro de 2013, coordenado pelo músico Paulo Bastos, ao lado dos artistas Adelson Preto, Melissa Bastos, Alan Gomes e Ricardo Iraguany. O intuito do projeto é incentivar a cultura do batuque e marabaixo, em sua essência busca fortalecer a cultura no estado, e atrair a população para conhecer e participar da nossa cultura, por meio do projeto que é uma ferramenta de inclusão social.

Foto: Márcia do Carmo

O projeto realiza oficinas gratuitas para a população na praça Floriano Peixoto, com o objetivo de ensinar a tocar caixa de marabaixo, dessa forma, é destinado para o público em geral. Depois do período de oficinas e ensaios, acontece a apresentação do Banzeiro do Brilho-de-Fogo que desfila pelas ruas da nossa cidade, espalhando alegria, música e dança. O projeto faz 3 apresentações por ano.

Foto: Márcia do Carmo

O desfile do Banzeiro do Brilho-de-Fogo é também uma manifestação de cores, durante o desfile vemos as saias coloridas das açucenas (dançarinas), no jardim (destinado para as crianças), flores, bandeiras, entre outras coisas que são parte fundamental da apresentação. Você ficou interessado em conhecer ou participar do projeto? Pois é o momento para fazer isso, as oficinas se iniciam no dia 1° de dezembro, na praça Floriano Peixoto, às 19hs, para o cortejo que será realizado em dezembro.

Foto: Márcia do Carmo

O projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo, por meio do projeto pequenas delicadezas da Unifap, realizou nos dias 23 e 24 de novembro, quinta e sexta-feira passadas, respectivamente, oficinas para universitários, no Campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (na quinta) e no auditório da UMAP, na Unifap (sexta). E ainda, um cortejo na noite do dia 24  com os novos batuqueiros.

Gostou da nossa dica? Então participe do projeto e incentive a cultura do nosso estado!

* Amanda Bastos é acadêmica de jornalismo da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP e uma das sete editoras do Fica a Dica (Aliás, recomendamos este blog).

https://ficadicaap.wixsite.com/ficaadicaamapa/banzeiro-do-brilho-de-fogo?fbclid=IwAR2RrCHWevxDyjiwM_rb7xPr-NeLko_d3V7yn8tkFpdEzRMkJcwHMTd1yeo

Fonte: blog Fica a Dica.

Roda Gaia, Danças Circulares dos Povos, no Museu Sacaca

Neste domingo (25), de 10h às 12h, na Praça de Etnias do Museu Sacaca, vai rolar Roda Gaia, com o grupo de Danças Circulares dos Povos. O encontro contará com os focalizadores (coreógrafos) de Danças Circulares Lena Mouzinho e Mauro Oliveira, de Belém Do Pará (PA). A entrada será franca.

Sobre o Roda Gaia e o grupo de Danças Circulares dos Povos

A Roda Gaia, grupo de Danças Circulares dos Povos, surgiu com a proposta de três amigos de difundir essa forma de contato cooperativista tão rica e graciosa que é dar as mãos e dançar. Esses gestos levam a um processo de troca de boas energias, relaxamento, reflexão, gratidão e alegria do individuo com ele mesmo e com o outro. Além do fato de também nos proporcionar conhecer uma extensa diversidade cultural das danças populares e regionais dos povos do mundo.

A missão é criar vastas relações de amizades com pessoas de qualquer raça, sexo, cor, idade, religião e/ou orientação sexual, elas são o grande diferencial que torna tudo possível, cultivando-as e proporcionando sempre nossos olhares um ao outro incentivando cada pessoa a buscar seus gestos e suas formas de se movimentar e a partir disso reinventando nossa relação com a natureza e o mundo.

Assista ao vídeo da canção Retina (Consuelo de Paula e Rubens Nogueira). CD Dança das Rosas de Consuelo de Paula. Coreografia de Lena Mouzinho:

Serviço:

Roda Gaia e o grupo de Danças Circulares dos Povos
Data: 25 de novembro de 2018 (domingo).
Local: Museu Sacaca
Hora: das 10h às 12h.
Entrada: franca

Elton Tavares

Grupo amapaense Âmago se apresenta no Miss Kourou, na Guiana Francesa

A convite da Prefeitura de Kourou, o grupo amapaense Âmago realizará uma apresentação na abertura do Miss Kourou, que vai escolher uma candidata ao Miss Guiana e posteriormente, pode levá-la ao Miss Universo. A equipe ficará na Guiana de 18 a 24 de novembro.

O Âmago é um grupo de dança contemporânea e fará em Kourou uma apresentação de trinta minutos. Os bailarinos são Pablo Sena, Vitória Almeida, Gabriella Furtado e Letícia Paixão.

“Estamos todos muito felizes e gratos pela oportunidade de sermos um dos poucos grupos de dança contemporânea amapaense a representar a diversidade de nossa terra em outro país”, falou Pablo Sena.

SERVIÇO:

Evento: Miss Kourou
Apresentação: Grupo Âmago
Contato: (96) 99115-4098

Canções da Legião Urbana ganham vida em musical apresentado em Macapá

Grupo paraense Rabisco, apresenta espetáculo com canções da Legião Urbana, em Macapá — Foto: Grupo Rabisco/Divulgação

Por Victor Vidigal

As canções da Legião Urbana, uma das principais bandas do rock brasileiro, ganhou vida em forma de espetáculo musical, que será apresentado neste sábado (3), às 19h, no Teatro das Bacabeiras, em Macapá. A peça “Como é que se diz eu te amo” usa as obras do grupo brasiliense para tratar das descobertas na juventude.

A peça será encenada pelo grupo paraense “Rabisco”, que tem esse nome em homenagem à canção “Giz” da Legião Urbana. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro das Bacabeiras.

O musical acompanha a história de Daniel e seus amigos na descoberta de sentimentos até então inexplorados pelos jovens, como o amor e a resistência contra as desigualdades.

Apresentação acontece no domingo (3), no Teatro das Bacabeiras, em Macapá — Foto: Grupo Rabisco/Divulgação

Política, religião, sexualidade, drogas, suicídio, amizade, família e preconceito também são alguns dos temas abordados, embaladas pelas canções da Legião Urbana.

Serviço:

Musical “Como é que se diz eu te amo”
Data: 3 de novembro (sábado)
Local: Teatro das Bacabeiras
Hora: 19h
Ingressos: R$ 50 inteira – R$ 25 meia
Mais informações: 99329-4895

Fonte: G1 Amapá

Projeto Palco Giratório apresenta Espetáculo de dança “O Crivo”, no Sesc Araxá

O grupo Ateliê do Gesto (GO) com o espetáculo de dança “O Crivo” é a nova atração em mais uma etapa do projeto Palco Giratório apresentada hoje (3) com entrada gratuita, a partir das 20h, na unidade Sesc Araxá em Macapá.

“O Crivo” é um espetáculo de dança inspirado na obra “Primeiras Estórias” do escritor João Guimarães Rosa, um dos mais revolucionários e complexos da literatura brasileira do século XX. Dois intérpretes, juntos, criam relações que só se revelam à medida em que atravessam suas estórias, o SER-TÃO, o mundo de cada um, solitário, percebendo no recolhimento um mergulho na busca do que permanece, do que nos tornam diferentes e próprios.

Simultaneamente ao espetáculo, acontece nos dias 31 de outubro e 1° de novembro, a oficina “Corpo e suas aplicações espaciais”, que será ministrada pelos atores do grupo e visa oferecer um olhar sobre a relação entre corpo e suas aplicações espaciais, contextualizando-o numa abordagem técnica, noções de peso, eixo, impulso e fluxo. O público alvo são bailarinos e estudantes do corpo e das artes cênicas e as inscrições estão sendo realizadas exclusivamente presenciais no setor de cultura no Sesc Araxá.

Sobre o grupo

“Ateliê do Gesto” nasceu da busca por novas percepções e diálogos com outras linguagens artísticas no corpo em movimento. Através de identificações estéticas e o desejo de trabalharem num projeto autoral, João Paulo Gross e Daniel Calvet (artistas com carreiras consolidadas e passagens por importantes cias de dança no Brasil), se juntaram para pesquisar o corpo, tendo como ponto de partida o movimento e sua construção dramatúrgica na cena. Desse encontro nasceu O CRIVO estreado em março de 2015, o espetáculo participou de importantes festivais pelo Brasil e no exterior.

Sobre o Palco Giratório

Em sua 21ª edição o Palco Giratório realizará 625 apresentações artísticas e mais de 1.600 horas de oficinas. O projeto é uma iniciativa do Sesc de difusão e intercâmbio de artes cênicas, que se consolida como a maior ação do gênero no Brasil.

Ao longo de 2018 as atividades acontecem em 132 cidades de 26 estados e do Distrito Federal, oferecendo uma programação caracterizada pela diversidade de expressões, qualidade de espetáculos e ações formativas com grupos das cinco regiões brasileiras.

Serviço

Sesc Araxá
Rua Jovino Dinoa, 4311 – Beirol – Macapá/AP.
Coordenadoria de Cultura

Espetáculo de dança inspirado em obras de Guimarães Rosa é exibido em Macapá

Espetáculo ‘O Crivo’ será apresentado em Macapá no dia 3 de novembro — Foto: Laysa Vasconcelos/Divulgação

Contos do escritor brasileiro João Guimarães Rosa inspiraram o espetáculo de dança “O Crivo”, do grupo Ateliê do Gesto, de Goiás. O trabalho terá apresentação gratuita em Macapá no sábado (3). A exibição será na unidade Sesc Araxá, a partir das 20h.

A apresentação faz parte da programação do Projeto Palco Giratório, do Sesc, no Amapá. “O Crivo” é um espetáculo de dança inspirado na obra “Primeiras Estórias” do escritor João Guimarães Rosa, que marcou a literatura brasileira do século 20.

A sinopse do espetáculo explica que a apresentação é feita por dois intérpretes que, juntos, criam relações que só se revelam à medida em que atravessam estórias, o SER-TÃO, o mundo de cada um, solitário, percebendo no recolhimento um mergulho na busca do que permanece, do que nos tornam diferentes e próprios.

Além da dança, a programação do Palco Giratório também contempla a oficina “Corpo e suas aplicações espaciais”, que ocorrerá em dois dias, na quarta-feira (31) e quinta-feira (1º).

Espetáculo de dança foi criado em 2015, em Goiás — Foto: Laysa Vasconcelos/Divulgação

A aula é ministrada pelos atores do grupo e oferece um olhar sobre a relação entre corpo e o espaço, numa abordagem técnica, noções de peso, eixo, impulso e fluxo. A oficina é voltada para bailarinos e estudantes das artes cênicas. As inscrições são realizadas presencialmente no setor de cultura no Sesc Araxá.

O espetáculo “O Crivo” nasceu em 2015 e já participou de importantes festivais pelo Brasil e no exterior. Interpretada pelo grupo Ateliê do Gesto, a apresentação foi produzido a partir de experimentações de novas linguagens artísticas no corpo em movimento.

Serviço:

Espetáculo de dança “O Crivo”
Dia: 3 de novembro (sábado)
Hora: a partir das 20h
Local: Sesc Araxá (Rua Jovino Dinoá, número 4311, bairro Beirol)
Entrada franca
Oficina “Corpo e suas aplicações espaciais”
Dias: quarta-feira (31) e quinta-feira (1º)
Mais informações: (96) 3241-4440 (Ramal 239)

Fonte: G1 Amapá

Cultura e lazer com segurança: Luau na Samaúma é nesta sexta-feira (31)

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), em parceria com a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM), realizarão nesta sexta-feira (31), na Praça Samaúma (em frente à Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco), o Luau na Samaúma . O evento multicultural visa aproximar a população do órgão ministerial, ocupar espaços na capital amapaense e fomentar lazer e cultura com segurança às famílias de Macapá.

As bandas e artistas que tocarão no Luau, bem como os grupos de dança, expositores e empreendedores, serão em sua maioria formado por jovens. A iniciativa atende a uma reivindicação dos movimentos sociais, que apresentaram a demanda ao MP-AP, em uma Roda de Conversa entre a instituição e seus representantes.

O evento marca a abertura dos luais em 2018, com uma programação musical para gostos diversos, variadas representações artísticas.

Confira a programação que iniciará às 17h:

Contação de histórias com Angêla de Carvalho e contadores do Programa de Leitura (Proler)
Mariza e Tio Nescau, da Escola de Leitores
Discotecagem com Selecta Branks
Apresentação de grupos de marabaixo
Rap de Maniva Venenosa e Zion
Apresentação do violonista Nitai Santana
Rock autoral de Diego Moura
Pop Rock com a banda Sislop
Grupo de Marabaixo da Juventude
Exposição de grafitagem ao vivo com Ashley Moura, Moara Negreiros e Kash Alves.

Haverá também comercialização de artesanato com a Feira Preta do Instituto de Igualdade Racial (Improir) e do projeto Mulheres que fazem da Coordenadoria de Mulheres, além de livros, discos de vinil, comidas típicas e de food trucks; exposições de quadros, fotografias, objetos antigos e mostra de arte da galeria ArteAmazon.

O evento contará também com esportes radicais: samaúma kendama; BMX e Skate. A noite terá, ainda, a participação do Grupo de Voluntários do Greenpeace em Macapá, que montará um quebra-cabeça informativo sobre o dano da exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas e os riscos ao ecossistema.

O Luau repetirá a fórmula que agradou ao público e contou com a presença maciça da sociedade em 2017. Participe e traga a sua família!

SERVIÇO:

Luau na Samaúma
Data: 31 de agosto de 2018.
Hora: a partir das 17h
Local: Praça da Samaúma, em frente a Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, na Rua do Araxá.

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Hoje rola música de Os Pinducos e apresentação de dança do Grupo Flor Pequena, no Norte das Águas

Hoje (19), a partir das 18h, no bar e restaurante Norte das Águas, vai rolar show da banda Os Pinducos e apresentação de dança do Grupo Flor Pequena.

Direto das ilhargas de Macapá, Os Pinducos possuem um repertório tipicamente nortista e para remexer sua domingueira com muito carimbó, Cacicó e outros ritmos. O Grupo Flor Pequena trabalha performance com músicas e danças tradicionais da Amazônia.

Foto: Márcio Ferreira

Norte das Águas

O Norte das Águas é um dos mais conceituados pontos turísticos de Macapá, que fica situado às margens do rio Amazonas, no Complexo Marlindo Serrano (Araxá). O estabelecimento serve boa comida (o restaurante conta com a excelente culinária do chef Claudio Peres), cervejas enevoadas e drink’s variados. Além do atendimento porreta. Tudo às margens ventiladas do Amazonas, o nosso riozão bonito.

Serviço:

Show de Os Pinducos e apresentação de dança do Grupo Flor Pequena
Local: Norte das Águas, localizado no Complexo do Araxá, na zona Sul de Macapá.
Data: 19/08/2018
Hora: a partir das 18h.

Elton Tavares

Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá” – por @faguedan

A professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com pesquisa de tese em Políticas Públicas de Cultura, Fátima Guedes, participou no início de agosto de 2018 do XIV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), realizado em Salvador (BA). Durante o ENECULT, a educadora amapaense apresentou um artigo que diz respeito à sociedade civil com o título: “Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá”.

Fátima Guedes e Telma Duarte, no Enecult 2018, em Salvador (BA).

A apresentação contou com a ilustre presença da advogada Telma Duarte, presidente da instituição. Leiam:

Uma Política Própria pela Identidade Cultural: o protagonismo da Confraria Tucuju em Macapá”

Por Fátima Lúcia Carrera Guedes

Este trabalho reúne informações de fatos episódicos históricos, de trabalhos acadêmicos, de entrevistas de campo, de conversas, observações e de referências bibliográficas pertinentes ao tema. Tem por intuito esboçar alguns aspectos que cremos se configurarem o viveiro de subsídios onde se encontram as possibilidades de reflexões iniciais para a construção de uma política cultural com bases na identidade amapaense, especificamente macapaense, pelo menos no que tange à ideia de cultura expandida concebida pela Constituição de 1988 – a qual possibilitou, inclusive, poder estar escrevendo sobre participação, intervenção e protagonismo da sociedade civil, foco deste trabalho.

Fátima Guedes e Telma Duarte, no Enecult 2018, em Salvador (BA).

Com base no processo engendrado em torno da tentativa de descobrir a identidade macapaense e diante do contexto de ausência de política pública de cultura em Macapá, apontamos a Confraria Tucuju como a organização cultural da sociedade civil que construiu “sua” própria política de cultura, intervindo e protagonizando, oportunamente, inúmeras ações que mudaram o estado de ânimo do macapaense no campo cultural e que cremos abalizar um trajeto e um repertório de elementos culturais robusto a ser, ainda hoje, tomado, assimilado e sistematizado pelo poder público no intuito de assentar suas políticas públicas de cultura.

Meu comentário: em 8 de junho de 2016, a Confraria Tucuju completou 20 anos de atividades em Macapá. Também foi o último ano que a entidade realizou a Batalha de Confetes no Carnaval. A última festa de aniversário da capital promovida foi em 2014 e desde 2013 que não ocorre os Saraus e nem os Concertos de Verão. Todos estes eventos eram tradicionais e organizados instituição. Que revitalizou o Largo dos Inocentes e auxiliou no tombamento da Igreja São José.

O artigo enaltece a atuação da Confraria Tucuju, que após 20 anos, encerrou suas atividades em 2017. Sim, uma pena que após duas décadas, a crise financeira nacional e a falta de apoio do poder público foram os motivos para o encerramento das atividades na saudosa instituição que tanto contribuiu para a nossa cultura.

Em resumo, toda homenagem à Confraria Tucuju é pouca, Telma Duarte foi incansável no trabalho de promoção, resgate e fortalecimento da nossa cultura. Uma pena que a falta de vontade de governantes e a crise tenham enfraquecido sua nobre atuação. Meus parabéns à Fátima Guedes pelo artigo e para a Confraria Tutcuju, pelo que fez em nossa história, costumes e memória. É isso!

Elton Tavares

SÃO JOAQUIM DO CURIAÚ, ORA PRO NOBIS – Crônica de Fernando Canto de 2017, republicada por motivos que a festa começa hoje!

Batuque marca a Festa de São Joaquim, na comunidade quilombola do Curiaú (Foto: Gabriel Penha/Arquivo G1)

Crônica de Fernando Canto

Dona Chiquinha do Bolão foi a festeira de uma das mais bonitas festas populares do Amapá: a de São Joaquim do Curiaú, realizada a partir do último dia 09, na sua residência. Uma multidão prestigiou os rituais religiosos que apresentam as ladainhas e a folia do santo, no aguardo do tradicional Batuque que ocorre até a manhã do dia seguinte.

Creio que a beleza da festa está justamente na tradição, preservada nos seus mais importantes passos, como a ladainha, cantada e respondida num latim prosaico, passada de pai para filho. A ladainha, como se sabe, é uma prece musicada onde se demonstra devoção a um santo e se evoca a sua proteção; espécie de litania. Os cantadores do Curiaú, como o principal deles, seu João da Cruz, acrescentam ou subtraem palavras nem sempre fáceis de pronunciar, mas o entoar gregoriano do canto realiza o propósito de sua interpretação que é a fé e o louvor ao santo. A fé, aliás, permite a impressionante concentração dos presentes, que sob a autoridade do mestre dos foliões lhe rendem obediência no decorrer das ações. Uma delas é chamar perante o altar do santo pessoas da comunidade que não tiveram bom comportamento durante o ano e precisam demonstrar humildade e reconhecimento público dos seus erros. Os agentes populares do sagrado, ainda são respeitadíssimos pela comunidade e têm uma vida familiar e condutas exemplares.

Foto: Mariléia Maciel

A folia é de origem portuguesa e encerra o ritual com antigos cantos devocionais de louvação aos santos. Antigamente consistia num agrupamento de homens que saia a colher donativos para a festa, com um porta-estandarte ou alferes-da-bandeira à frente do cortejo. No Curiaú o grupo de músicos executa instrumentos de cordas e de percussão como violão, cavaquinho, sino, querequexés, pandeiros e tambores em dois ritmos diferentes. A principal folia executada traz versos comuns a muitas outras folias de santos e de reis existentes em quase todo o Brasil: “Da cepa nasceu a vara / da vara nasceu a flor/ Ô nasceu flor, nasceu São Joaquim/ que é para o nosso Redentor”. E lá fora explodem foguetes enquanto o ritmo trinário e o canto secular repercutem no cerrado, enclausurando a devoção imorredoura.

Depois das obrigações religiosas, foliões e convidados reúnem-se para assistir e participar do Batuque. Os batuqueiros primeiro esquentam o couro dos tambores em uma fogueira, instalam-se no centro do salão onde um cantador (solista) executa os “ladrões” cujos refrões são respondidos em coro pelos dançarinos e assistentes que dançam ao redor deles. São dois tambores compridos, escavados no tronco de macacaueiro, chamados de “amassador”, que faz a marcação, e “repenique”, que arranja e boleia o ritmo. Pandeiros rusticamente confeccionados com fichas de refrigerantes, couro de carneiro envolto numa haste arredondada de cacaueiro, também preenchem o ritmo em contratempo, enriquecendo o Batuque tradicional. Os “ladrões” são as músicas nas quais as letras sempre contam uma história de algum membro da comunidade, tirando-lhe (roubando-lhe) a privacidade e trazendo-a a público.

Foto: Mariléia Maciel

Conhecida até no exterior, a festa deveria receber uma atenção maior das autoridades da área que, por desconhecimento, não a incluem no tal “Ciclo do Marabaixo” apesar de ter uma ligação ancestral e ritual semelhantes com este. Mesmo fora do calendário da festa do Divino é, a meu ver, a festa popular que merece mais reconhecimento por tudo o que representa para aquele quilombo e para a nossa cultura. Infelizmente ainda não teve o carinho e o respeito dos poderes públicos para torná-la tão importante como o carnaval, o Marabaixo ou as micaretas e folias dos baianos que anualmente invadem nossa cidade. São Joaquim, ora pro nobis.

*Crônica de 2017, republicada por motivos que a festa começa hoje!

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (origem da data e história do estilo)

Amamos Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. No dia 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia.

Em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock. Vamos resumir a ópera (tudo bem, é um resumão, mas vocês vão curtir):

Sr. Jazz e Sra. Blues

Há cerca de 70 anos, um casal de velhinhos, casados desde o fim da segunda guerra, ambos de pele escura, donos de vozes graves e um jeito simpatissíssimo, risonhos e alegres, que adoram “mexer as cadeiras”, como eles mesmos dizem, brigavam com uma vizinha, a Senhora Música Clássica. É, o Sr. Jazz e Sra. Blues não eram fracos.

Reza a lenda que quando eles saiam por aí juntos, ninguém era de ninguém, e por isso, até hoje é difícil saber quem são os verdadeiros pais dos quatro garotos que brotaram dessa relação tão moderna. O Rockabilly, Rock Progressivo, Hard rock e Rock Pop.

Rockabilly

Rockabilly, o irmão mais velho, herdou dos pais a incansável vontade de dançar. Na adolescência andou muito com um dos seus irmãos, o Rock Pop. Usava calça boca de sino, topete e óculos escuros, mesmo quando não fazia sol. Fez um tremendo sucesso entre as garotas quando jovem, mas se tornou um velho gordo.

Rock Pop

O Rock Pop está sempre na moda, mas quando quer dizer algo, se perde em suas contínuas mudanças de opinião. Já andou com todos os seus irmãos, mas sempre teve problemas com o Rock Progressivo. O que se sabe, é que ele está sempre montado na grana e quem anda com ele, sempre se dá bem financeiramente. Rock Pop é viciado em dinheiro e se vende por qualquer coisa. É normal ouvir falar por aí que ele é um enganador, mas nunca ninguém conseguiu uma prova concreta.

Rock Progressivo

O Rock Progressivo, por sua vez, está na cara, no corpo e no jeito de ser de um legítimo filho do Sr. Jazz e Sra. Blues. É um cara exibicionista, adora se “amostrar”, fazendo inúmeras loucuras. Às vezes, fica chato por demorar muito tempo em suas loucuras, só porque é difícil de fazer. Isso causa irritação em muitas pessoas, mas no fundo, é um cara bacana.

Hard Rock

O Hard Rock é o mais revoltado da família. Às vezes, no meio da diversão se torna meio dançante. Cabeludo, adora usar lenço na cabeça, maquiagem e vive fazendo poses homossexuais. Alguns o chamam de gay, outros dizem que ele só se comporta assim para causar impacto. O que se sabe é que na adolescência, ele era ninfomaníaco e usou e abusou das drogas. Mas logo casou e teve dois filhos. O primogênito Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Heavy Metal
Punk Rock

No meio disso tudo, a vizinhança comenta que o Sr. Blues teve um namoro sério com uma ativista política, e dessa relação surgiu o Rock, simples assim. Um rapaz afoito, naturalista e espontâneo. Nunca teve papas na língua e dizia exatamente aquilo que pensava. Às vezes era muito relaxado, tentou ser igual ao pai, mas não teve sucesso nessa tentativa e se frustrou. Surgindo daí um sentimento de revolta meio contido, que só era observado nas entrelinhas.

Dependendo do seu humor, ele não tá nem aí para nada. Fala de igualdade e exalta idéias comunistas. Este teve dois filhos com uma namorada linda e problemática. O Grunge e o Hard Core.

O Hard Core adora andar de skate pela casa, quebrando tudo, porém é um cara organizado, gosta de filmes de surf e tem o corpo todo tatuado. Às vezes fica meio EMOtivo e reclama muito da vida, mas todos sabem que é por causa da namorada que o trai o tempo todo.

Grunge

O Grunge é melancólico por natureza, também reclama muito da vida. Está na puberdade e por isso a sua voz desafina constantemente. Ele costumava levar a vida de uma forma suicida, anda dizendo para todo lado que nada importa…nevermind!!

Heavy

O Heavy Metal é um alcoólatra fortão, cheio de tatuagem de caveira pelo corpo. Adora andar a toda velocidade na sua Harley Davidson. É uma aficionado pela Mitologia Nórdica, Ocultismo e odeia a Igreja Católica. Alguns dizem que ele tem um pacto com o Diabo. Pois tem uma voz grave, mas quando grita, fica tão aguda que é capaz de quebrar os vidros do espelho. Tem fama de malvado, mas na verdade, não é. Trata-se de um cara gente boa, que se dá bem com todo mundo. Ele teve vários filhos: Thrash , Melódico, Prog Metal, Death, Black, Doom, Gothic, todos são muito unidos.

E isso aí, demos uma viajada, mas o que importa é que amamos o Rock and Roll. O estilo é fundamental para nós e nossos amigos. Costumamos comparar o Rock com o Universo. Os dois estão em constante expansão e em alta velocidade. Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas.

É o velho lance de superar momentos difíceis, voltar com força total. Assim Raul, o pai do rock nacional, inventou o termo “metamorfose ambulante”. Ele se descreveu como pessoa e usou isso para explicar o rock and roll. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

*Texto escrito há sete anos a quatro mãos por mim, Elton Tavares e André Mont’Alverne, nosso antigo colaborador.

Reportagem sobre a festa junina no estado do Amapá, produzida pelos acadêmicos da Unifap

Mais uma contribuição para a valorização cultural amapaense. Assistam essa reportagem sobre a festa junina no estado do Amapá, produzida pelos acadêmicos Fernando Pereira, Maurício Gasparini e Mellina Garcia, sob orientação da professora Elisângela Andrade, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Meus parabéns pelo belo trabalho!

Assistam:  

*Colaboração do jornalista Sávio Leite.