Hoje tem Missa dos Quilombos no Encontro dos Tambores

Hoje tem a celebração mais linda que conheço, para marcar a luta dos negros por liberdade, justiça e contra o preconceito, que ainda hoje sofrem, apesar das muitas conquistas. É dia da gente se abraçar, dançar, festejar, cantar no Laguinho. Dia em que os católicos e adeptos de religiões africanas confraternizam pregando paz e a união entre os povos e nações.

Estou feliz, amo 20 de novembro, e agradeço aos negros que só nós dão orgulho.

Missa dos Quilombos

A Missa dos Quilombos e a apresentação das comunidades dançando marabaixo, zimba, batuque e sairé são os pontos fortes de concentração de famílias e grupos afrodescendente. A Missa é a celebração religiosa onde os cultos afros e católico são celebrados juntos, com cantos e rituais das duas religiões. Padre, pais e mães de santo, imagens e bandeiras fazem parte do ritual que acontece no Anfiteatro do CCNA. E durante quatro dias, 55 comunidades que preservam suas tradição fazem suas apresentações, confraternizam e dançam juntos na roda.

PROGRAMAÇÃO

19h – Missa dos Quilombos
22h – Show Internacional
23h – Roda de Marabaixo e Batuque
Local: CCNA

Mariléia Maciel

Festival cultural em Macapá vai apresentar 30 novas composições de marabaixo

Festival de marabaixo vai eleger a melhor composição (Foto: Sankofa/Divulgação)

Por Jorge Abreu

Inicia nesta sexta-feira (3) o 2º Festival Cantando Marabaixo que vai apresentar 30 composições inéditas, sendo oito delas produzidas por estudantes da rede pública. O evento segue até domingo (5) na quadra da escola de samba Maracatu da Favela, na Zona Sul de Macapá.

O festival promovido pelo Movimento Nação Marabaixeira dá início a programação oficial do Mês da Consciência Negra. De acordo com a organização, oficinas de marabaixo foram ofertadas e um CD foi gravado com as composições dos alunos.

Os dois primeiros dias do evento contam com eliminatórias. Já no domingo, está previsto a final com a canção campeã. Os três melhores do festival, eleitos por uma comissão julgadora, serão premiados com R$ 3 mil (1º lugar), R$ 2 mil (2º lugar) e R$ 1 mil (3º lugar). As composições serão avaliadas por um corpo de jurados que analisarão letra, melodia e originalidade.

O projeto da programação Mês da Consciência Negra, protocolado nos governos estadual e municipal, foi orçado em quase R$ 1,5 milhão. Até o dia 30 de novembro, serão apresentados hip-hop, marabaixo, batuque, zimba, sairé, capoeira, religiões de matrizes africanas, reggae e outros.

Confira a programação do II Festival Cantando Marabaixo

Sexta-feira

20h – Abertura
20h30 – Rufar dos Tambores
21h – Início do Festival
Música: Congos de todos nós – Escola Estadual Benigna Moreira
Música: A grande lição – Escola Estadual José Bonifácio
Música: Laguinho em Festa – Escola Estadual Azevedo Costa
Música: Salve Edgar Lino – Escola Estadual Edgar Lino
Música: Mulher Capoeira
Música: Laguinho Tocar
Música: Meus Poetas
Música: Cântico dos Ancestrais
Música: Negra Bailou
Música: Maria e Joaquinas
Música: Sou Negra Sim
Música: Lindo na Foto
Música: Batuque
Música: Morena Faceira
Música: Caminho do Poço do Mato
23h – Show com o grupo Papo de Samba Raiz
2h – Encerramento

Sábado

19h – Roda de Samba
21h – Inicio do Festival

Música: Fé no Tambor – Escola Estadual Jesus de Nazaré
Música: Um Som do Coração – Escola Municipal Goiás
Música: 50 Anos Agitado – Escola Estadual Sebastiana Lenir
Música: Negra do Igarapé – Escola Estadual Augusto dos Anjos
Música: No Marabaixo é Assim
Música: Mulheres Empoderadas
Música: Conquista de um Caboclo
Música: Marabaixo é de Todos
Música: Meu Quilombo
Música: Tributo a Negra Resistência
Música: Vem Marabaixar
Música: Tenha Do De Mim
Música: Somos Mazaganenses
Música: Eu Nunca Canto Sozinho
Música: Agradecimento Mãe de Deus Piedade
23h – Show com o grupo de Pagode Rota Samba
2h – Encerramento

Domingo

19h – Show com grupo Marabaishow
21h – Final do Festival
23h – Show com a Bateria e apresentação do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da Escola de Samba Maracatu da Favela
2h – Encerramento

Fonte: G1 Amapá

Festival de dança vai levar 200 crianças carentes ao palco do Teatro das Bacabeiras

Espetáculo vai reunir crianças de pojeto social (Foto: Philippe Silva/Arquivo Pessoal)

Por Jorge Abreu

Para fechar o “mês das crianças”, um festival de dança vai levar cerca de 200 pequenos bailarinos para uma apresentação de diversos estilos. O evento será realizado no dia 31 de outubro, no Teatro das Bacabeiras, em Macapá.

De acordo com o organizador do espetáculo, Cayton Farias, o elenco é formado por crianças carentes atendidas por um projeto social que leva arte para comunidades periféricas da capital. Ele destaca que a proposta é trabalhar a inclusão social e descobrir talentos.

Dentro da programação do festival “A noite é uma criança” haverá mostras competitiva e livre. O projeto social é realizado no conjunto habitacional São José, na Zona Sul, e também na Escola Municipal Meu Pé de Laranja Lima e em um centro educacional de dança, ambos localizados no bairro Central.

“O festival infantil é aberto para vários estilo de dança, do carimbó ao balé clássico e jazz. A proposta é a inclusão, fazendo com que as crianças tenham a oportunidade de subir ao palco. Muitas delas nunca nem entraram no teatro”, ressaltou Farias.

A entrada está sendo vendido no valor de R$ 15, no centro educacional Talento Produções, localizado na Avenida Rio Maracá, ao lado da praça Floriano Peixoto.

Serviço:

Espetáculo ‘A noite é uma criança’
Dia: 31 de outubro
Horário: 19h30
Local: Teatro das Bacabeiras
Ingressos: R$ 15

Fonte: G1 Amapá

Prorrogadas as inscrições para o II Festival Cantando Marabaixo

Foto: Maksuel Martins

Por Weverton Façanha

As inscrições para o II Festival Cantando Marabaixo, que seriam encerradas nesta sexta-feira, 13, foram prorrogadas até o dia 20. Os cadastros continuam sendo realizados na sede da Secretaria de Políticas para Afrodescendentes (Seafro), das 8h às 12 h e das 14h às 17h. O festival acontece nos dias 3, 4 e 5 de novembro.

Segundo o coordenador do festival, Carlos Pirú, a comissão definiu pela prorrogação da inscrições em razão de alguns artistas que pretendem participar mas estavam enfrentando algumas dificuldades. “Decidimos colocar mais uma semana de inscrições para o festival devido a alguns contratempos por parte dos artistas, mas também observamos que durante a última semana haverá dois dias de feriado e isso poderia causar um problema”, comentou.

A secretária de Estado de Políticas para Afrodescendentes, Núbia Souza, destaca que existe um grande empenho da secretaria para apoiar o evento. “Estamos nos esforçando para conseguir tudo o que é necessário para que o festival seja um verdadeiro sucesso”, disse.

O festival é organizado pela Nação Marabaxeira, com apoio do governo do Estado, e tem como objetivo valorizar a musicalidade do marabaixo estimulando a criação de novas composições e o surgimento novos cantores e compositores do seguimento, e não é voltado somente para o segmento marabaixeiro, motivo pelo qual foram inclusas no regulamento as vagas exclusivas para 10 escolas.

Foto: André Rodrigues

Com o objetivo de expandir a cultura amapaense os organizadores aproveitam o período que antecede o festival para realizarem diversas oficinas nas escolas que confirmam participação no evento. Nas oficinas os alunos receberam diversas orientações de como produzir uma canção de marabaixo.

Os três melhores do festival, eleitos por uma comissão julgadora, serão premiados com R$ 3 mil (1º lugar), R$ 2 mil (2º lugar) e R$ 1 mil (3º lugar). As canções inscritas no festival passarão antes por uma seletiva na qual serão avaliadas por um corpo de jurados que analisarão letra, melodia e originalidade. As eliminatórias acontecerão nos dias 20 e 21 de outubro.

A canção vencedora do II Festival Cantando Marabaixo será conhecida no dia 5 de novembro. O festival acontecerá na quadra da Escola de Samba Maracatu da Favela e serão premiadas as três primeiras canções com troféus e um valor em espécie.

Inscrições

Para fazer sua inscrição o candidato deve ir até o prédio da Seafro, na Rua General Rondon, nº 1119, Centro, no período de 11 de setembro à 20 de outubro, no horário de 8h às 12h e das 14h às 17h. No ato, será preenchida uma ficha de inscrição, assinada pelos compositores e intérpretes, na qual será anexada o CD com gravação da música e 15 cópias da letra da canção, com documento que autoriza o uso de suas obras e imagens pela coordenação. No caso de menor de 18 anos, os documentos serão assinados pelos seus responsáveis legais.

 

Espetáculo resgata brincadeiras dos anos 80 e 90 em especial Dia das Crianças, no AP

Divertssement, Graham Cia de Dança de Macapá, Dança Amapá (Foto: Marcelo Seixas/Arquivo Graham Cia de Dança)

Por Rita Torrinha

O Dia das Crianças está chegando e com a data surgem programações para todos os gostos, para a alegria dos pequenos. Uma companhia de dança amapaense, por exemplo, vai apresentar um espetáculo infantil que envolve balé e brincadeiras dos anos 80 e 90, na quinta-feira (12), no Teatro das Bacabeiras, em Macapá.

A Graham Cia de Dança criou o “Divertssement”, montagem que resgata, através da dança, brincadeiras como amarelinha, elástico, rodas, pipas, tamancos de lata. Tem também performances com bambolês, bolas e bonecas de pano.

A coreógrafa e diretora da companhia, Cleide Façanha, conta que a intenção é fazer com que as crianças tenham vontade de entrar na brincadeira.

“Muitas crianças hoje em dia nem sabem que existem algumas dessas brincadeiras. Elas estão muito ligadas em tecnologia. O objetivo do “Divertssement” é aguçar a curiosidade delas, para que percebam que a diversão pode acontecer com coisas simples”, diz.

Serviço

Apresentação de dança Divertssement
Data: 12 de outubro (quinta-feira)
Hora: 17h
Local: Teatro das Bacabeiras (Rua Cândido Mendes, Centro de Macapá)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: (96) 99129-4090 / 9171-6379

Fonte: G1 Amapá

Hoje tem dança e literatura na biblioteca Elcy Lacerda

Hoje, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, além das exposições que abriram segunda-feira, tem dança e sessão de autógrafos.

Às 18h30 começam as apresentações de Cias e Grupos de Dança do Movimento UniDança (Graham, Encanto Norte, Coaracy Nunes, Anete Peixoto) com o tema “Memórias Regionais” sob a coordenação de Cleide Façanha. O espetáculo vai até às 20h.

E das 18h às 20h os escritores Manoel Bispo, Alcinéa Cavalcante, José Pastana, Tiago Quingosta, Rodrigo Odisseu, Lara Utzig, Samila Lages, Rodrigo Ferreira, Genniffer Moreira, Gulval Auridan Jr e Gian Danton estarão autografando suas obras.

Os dois eventos fazem parte da programação da 11a Primavera dos Museus.

Fonte: Alcinéa Cavalcante

Marabaishow: CD de marabaixo é lançado durante Equinócio da Primavera nesta sexta

A programação cultural do Equinócio da Primavera nesta sexta-feira, 22, vai sediar o lançamento do disco “Marabaishow”, que reúne 20 canções de marabaixo e congrega 20 artistas amapaenses do seguimento. O álbum foi produzido pelo Movimento Nação Marabaixeira com apoio do Governo do Amapá e o show de apresentação acontece a partir das 18h, no Monumento Marco Zero do Equador.

Segundo o coordenador o Movimento Nação Marabaixeira, Carlos Pirú, a gravação faz parte de um projeto que visa levar a musicalidade do marabaixo para as escolas, podendo ser utilizada no desenvolvimento de projetos culturais, apresentações e outras finalidades acadêmicas.

“Nosso maior objetivo com esse CD é incentivar nossos estudantes e a comunidade em modo geral a conhecer mais da nossa cultura do marabaixo, através da música. Desse modo também apresentamos nossos artistas que cantam marabaixo”, disse.

A produção recebe o apoio da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro), já que o marabaixo faz parte do legado cultural das populações de raiz africana do Amapá.

“Temos o compromisso de apoiar os segmentos de difundem a cultura do Estado e não seria diferente com esse projeto, que tem como objetivo registrar e disseminar a musicalidade do marabaixo para o Amapá e fora do Estado”, declarou a secretária Núbia Souza.

As comunidades de Torrão do Matapi, Mazagão Velho, Igarapé do Lago, Curiaú, Maruanum e também de bairros tradicionais de Macapá, como o Laguinho e Favela, que realizam o ciclo do Marabaixo anualmente, fazem parte da composição do disco.

O trabalho musical apresenta 13 produções inéditas, além de sete músicas de domínio público, já bastantes conhecidas do povo amapaense. O CD Marabaishow, poderá ser adquirido durante o evento pelo valor simbólico de R$ 20.

Quem for prestigiar a programação do equinócio poderá acompanhar diversas apresentações com os artistas que compõe o disco, além das atrações Arauto do Axé e roda de capoeira. Durante o evento também haverá venda de comidas típicas e a tradicional gengibirra, bebida feita artesanalmente e comum nas rodas de marabaixo. O evento encerra às 22h30.

Fonte: Diário do Amapá

‘Palco Giratório’ reúne peças teatrais gratuitas do Amapá e de Rondônia

‘Se Deixar Ela Canta’ é um musical amapaense que será apresentado nesta terça-feira (5) (Foto: Divulgação/Cia Cangapé)

Por Fabiana Figueiredo

O projeto “Palco Giratório” reúne em Macapá peças de teatro com apresentações gratuitas. São duas atrações, uma do Amapá e outra de Rondônia, direcionadas para públicos diferentes. A programação acontece nesta terça-feira (5) e na quarta-feira (6), no Sesc Araxá, na Zona Sul.

A primeira atração é “Se Deixar Ela Canta”, da companhia amapaense Cangapé. Com classificação livre, o espetáculo conta a história de Perualda, a maior estrela da música amapaense (segundo ela mesma) no show mais importante da carreira, sendo atrapalhada pelos assistentes e palhaços Chimbinha e Mulambo. Com muita simpatia e palhaçadas, a proposta é tirar boas risadas do público.

LETE é apresentado pelo grupo Beradeira, de Rondônia (Foto: Assessoria/Divulgação)

Na quarta-feira, o espetáculo é Beradeira Companhia de Teatro, de Rondônia, com “LETE”. O nome da peça significa, na mitologia grega, o rio do esquecimento. A ideia é provocar o público a refletir sobre as transformações da cidade de Porto Velho após as instalações de usinas hidrelétricas, evidenciando a memória de comunidades ribeirinhas às margens do rio Madeira. A classificação indicativa é de 16 anos.

Essa é a terceira etapa do circuito do projeto em 2017. A iniciativa já é organizada há 20 anos pelo Sesc, com a proposta de difundir as artes cênicas de todos os cantos do país. A programação também tem oficina, que aconteceu na segunda-feira (4), e um encontro para trocas de experiências entre os grupos nortistas, que será na quinta-feira (7).

Serviço:

Palco Giratório em Macapá
Dias: de 4 a 7 de setembro (segunda-feira até quinta-feira)
Local: Salão de Eventos Sesc Araxá
Hora: 20h
Espetáculo: Se Deixar Ela Canta (Cia. Cangapé/AP)
Dia: 5 de setembro (terça-feira)
Classificação: livre
Espetáculo: LETE (Beradeira Cia. de Teatro/RO)
Dia: 6 de setembro (quarta-feira)
Classificação: 16 anos

Fonte: G1 Amapá

Balé é usado para reabilitação de crianças com paralisia cerebral e autismo no AP

Pequena Beatriz Aymore teve paralisia cerebral (Foto: Rafael Salman)

Por Jorge Abreu

É através da arte que duas bailarinas de uma escola de dança em Macapá buscam superar as limitações. As histórias de Beatriz Aymoré, de 8 anos, que teve paralisia cerebral, e Maria Clara Melo, 14 anos, diagnosticada com autismo, ganharam novos rumos após meses de ensaios.

Os resultados, para as mães das meninas, são evidentes. Melhora nas habilidades de coordenação motora e interação social são algumas das mais perceptíveis mudanças.

A médica Érica Aymoré, de 37 anos, conta que era bailarina e deixou os ensaios para se dedicar à filha Beatriz. Ao perceber que a menina se interessou pela dança, a mãe não pensou duas vezes em matriculá-la em uma escola específica. Assim, a médica voltou a sonhar com os palcos.

“Percebemos que a minha filha tinha afinidade com a música e gostava das aulas de balé na escola. Então resolvemos procurar um professor e assim decidi voltar a dançar. Os alongamentos e exercícios possibilitaram melhora da força muscular. Ela faz fisioterapia desde o nascimento e o próprio fisioterapeuta disse que o balé fez grandes avanços no desenvolvimento”, disse.

Para a mãe da bailarina Maria Clara, a psicóloga Luciana Melo, de 41 anos, a filha apresentou melhora no humor nos dias de ensaio. A adolescente diz que se sente feliz ao praticar a atividade de dança há 8 meses, contou a mãe.

“Como início de diagnóstico, foi muito difícil. Desde então ela tem uma equipe de profissionais que a acompanham. O autismo faz com que a pessoa tenha dificuldades em se expressar, tanto comunicação verbal quanto corporal. O balé tem ajudado muito minha filha”, disse, emocionada.

O idealizador do trabalho com as crianças com necessidades especiais é o professor e bailarino José Cosme. O profissional ressalta que o projeto também atua na inclusão social de crianças de comunidades carentes, oferecendo aulas gratuitas. Para ele, as conquistas de cada aluno são recompensadoras.

“O meu trabalho com crianças especiais vem sendo desenvolvido desde 2015. Dar aula também é dar carinho e atenção que os alunos precisam. É amor e dedicação. Ver os resultados de tudo é muito gratificante”, destacou Cosme.

Os bailarinos do projeto social, incluindo as duas meninas, vão apresentar um espetáculo previsto para os dias 9 e 10 de dezembro, no Teatro das Bacabeiras.

Os ingressos serão vendidos a partir de outubro, no valor de R$ 20, na escola Petit Dance, localizada na Av. Antônio Coelho de Carvalho, entre as ruas Hildemar Maia e professor Tostes, nº 200, bairro Santa Rita, em Macapá.

Fonte: G1 Amapá

SÃO JOAQUIM DO CURIAÚ, ORA PRO NOBIS – Crônica de Fernando Canto

Batuque marca a Festa de São Joaquim, na comunidade quilombola do Curiaú (Foto: Gabriel Penha/Arquivo G1)

Crônica de Fernando Canto

Dona Chiquinha do Bolão foi a festeira de uma das mais bonitas festas populares do Amapá: a de São Joaquim do Curiaú, realizada a partir do último dia 09, na sua residência. Uma multidão prestigiou os rituais religiosos que apresentam as ladainhas e a folia do santo, no aguardo do tradicional Batuque que ocorre até a manhã do dia seguinte.

Creio que a beleza da festa está justamente na tradição, preservada nos seus mais importantes passos, como a ladainha, cantada e respondida num latim prosaico, passada de pai para filho. A ladainha, como se sabe, é uma prece musicada onde se demonstra devoção a um santo e se evoca a sua proteção; espécie de litania. Os cantadores do Curiaú, como o principal deles, seu João da Cruz, acrescentam ou subtraem palavras nem sempre fáceis de pronunciar, mas o entoar gregoriano do canto realiza o propósito de sua interpretação que é a fé e o louvor ao santo. A fé, aliás, permite a impressionante concentração dos presentes, que sob a autoridade do mestre dos foliões lhe rendem obediência no decorrer das ações. Uma delas é chamar perante o altar do santo pessoas da comunidade que não tiveram bom comportamento durante o ano e precisam demonstrar humildade e reconhecimento público dos seus erros. Os agentes populares do sagrado, ainda são respeitadíssimos pela comunidade e têm uma vida familiar e condutas exemplares.

Foto: Mariléia Maciel

A folia é de origem portuguesa e encerra o ritual com antigos cantos devocionais de louvação aos santos. Antigamente consistia num agrupamento de homens que saia a colher donativos para a festa, com um porta-estandarte ou alferes-da-bandeira à frente do cortejo. No Curiaú o grupo de músicos executa instrumentos de cordas e de percussão como violão, cavaquinho, sino, querequexés, pandeiros e tambores em dois ritmos diferentes. A principal folia executada traz versos comuns a muitas outras folias de santos e de reis existentes em quase todo o Brasil: “Da cepa nasceu a vara / da vara nasceu a flor/ Ô nasceu flor, nasceu São Joaquim/ que é para o nosso Redentor”. E lá fora explodem foguetes enquanto o ritmo trinário e o canto secular repercutem no cerrado, enclausurando a devoção imorredoura.

Depois das obrigações religiosas, foliões e convidados reúnem-se para assistir e participar do Batuque. Os batuqueiros primeiro esquentam o couro dos tambores em uma fogueira, instalam-se no centro do salão onde um cantador (solista) executa os “ladrões” cujos refrões são respondidos em coro pelos dançarinos e assistentes que dançam ao redor deles. São dois tambores compridos, escavados no tronco de macacaueiro, chamados de “amassador”, que faz a marcação, e “repenique”, que arranja e boleia o ritmo. Pandeiros rusticamente confeccionados com fichas de refrigerantes, couro de carneiro envolto numa haste arredondada de cacaueiro, também preenchem o ritmo em contratempo, enriquecendo o Batuque tradicional. Os “ladrões” são as músicas nas quais as letras sempre contam uma história de algum membro da comunidade, tirando-lhe (roubando-lhe) a privacidade e trazendo-a a público.

Foto: Mariléia Maciel

Conhecida até no exterior, a festa deveria receber uma atenção maior das autoridades da área que, por desconhecimento, não a incluem no tal “Ciclo do Marabaixo” apesar de ter uma ligação ancestral e ritual semelhantes com este. Mesmo fora do calendário da festa do Divino é, a meu ver, a festa popular que merece mais reconhecimento por tudo o que representa para aquele quilombo e para a nossa cultura. Infelizmente ainda não teve o carinho e o respeito dos poderes públicos para torná-la tão importante como o carnaval, o Marabaixo ou as micaretas e folias dos baianos que anualmente invadem nossa cidade. São Joaquim, ora pro nobis.

Festa de São Joaquim terá rodas de batuque em comunidade quilombola do AP

Batuque marca a Festa de São Joaquim, na comunidade quilombola do Curiaú (Foto: Gabriel Penha/Arquivo G1)

Por Jorge Abreu

Fé e união levam a comunidade quilombola do Curiaú a realizar o tradicional festejo em homenagem a São Joaquim, considerado padroeiro da localidade. O evento inicia na quarta-feira (9) e segue até dia 18 de agosto. Rodas de batuque e ladainha marcam a programação.

O início das atividades será no Malocão da Tia Chiquinha, localizado na rodovia do Curiaú, em Macapá. No primeiro dia, um almoço será distribuído para a comunidade. À noite, após a ladainha, rodas de batuque devem animar os participantes.

As novenas em homenagem ao santo acontecem todos os dias da programação a partir de 19h30, na Igreja de São Joaquim. Outras rodas de batuques estão marcadas para os dias 14 e 18, no encerramento da festividade.

De acordo com um dos organizadores da Festa de São Joaquim, Pedro Bolão, de 56 anos, o evento representa a história da comunidade quilombola. Ele ressalta que os moradores da região fazem promessas para serem pagas durante as celebrações.

“Para nós, a festividade representa muito. Nós fazemos as nossas promessas a São Joaquim, somos agraciados e pagamos através da festa. É um evento muito grande e muito bonito também. Nossa família faz a festa com intuito de louvar o santo”, disse o organizador.

Serviço

Festa de São Joaquim
Período: 9 a 18 de agosto
Local: comunidade do Curiaú, em Macapá

Fonte: G1 Amapá

Brincadeira de criança em forma de dança vai invadir a Praça Floriano Peixoto no domingo, 30

Domingo (30) tem a última edição do Estação Criança, como parte da programação do Macapá Verão, e a Graham Cia de Dança, companhia renomada amapaense, está entre as atrações que vão colorir e alegrar a Praça Floriano Peixoto. A Cia. irá apresentar trechos do espetáculo Divertssement, composição que resgata, através da dança, as brincadeiras de crianças dos anos 70, 80 e 90. A apresentação está marcada para às 18h, mas a programação iniciará às 16h30, com muitas atrações legais para a criançada.

A Graham Cia de Dança é coordenada pela coreografa, bailarina, agente cultural e atualmente conselheira de cultura, Cleide Façanha. Com o Divertssement a Companhia conseguiu ser selecionada no edital da Prefeitura de Macapá, no edital Sesc de Artes Cênicas Palco Giratório, que inicia em novembro, quando o grupo fará turnê por diversas capitais brasileiras.

A linguagem da performance, que usa a dança para trazer à reflexão as mudanças no comportamento infantil em relação ao uso da tecnologia, ao passo que brincadeiras saudáveis são deixadas de lado, ganhou destaque há cinco anos, em 2012, quando a Graham protagonizou como a primeira companhia do estado a ser selecionada pelo Circuito Amazônia das Artes, levando a dança amapaense para 10 capitais da Amazônia Legal.

Divertssement

A performance mostra as brincadeiras do tempo da amarelinha, das bonecas de pano, do elástico, das brincadeiras de roda, onde a ordem era se divertir, brincar com o próprio erro, superar limites, dificuldades, aprender a dividir e a trocar. Um tempo em que as mentes não eram, ainda, invadidas pelos aparelhos eletrônicos. A trilha sonora é exclusiva, assinada pelo músico amapaense Paulinho Bastos. Divertssement tem bolas, bambolês, tamancos de lata, bonecas de pano, pipas, de um cotidiano simples, e são esses objetos que vão colorindo e divertindo o espetáculo, ora em grupo, ora separado, nunca sozinho, e sempre em movimentos.

Estação Criança

Programação cultural do Macapá Verão 2017 onde ficam concentradas as apresentações de teatro, dança, cortejo, exposição, capoeira, atividades recreativas diversas e contação de histórias.

Serviço:

Evento: Graham Cia de Dança no Estação Criança
Apresentação: Divertssement
Data: 30.07 (domingo)
Local: Praça Floriano Peixoto
Hora: 18h, mas a programação geral inicia às 16h30

Programação completa do Estação Criança

16h30 às 20h – Exposição “O Tempo” – Gê Paulla
16h30 às 20h – Exposição “Ateliê Vivo” – Jeriel
16h30 – Contação de Historia com Angelita
17h – Contação de Historia com Esmeraldina
17h30 – Cortejo Artístico “A Carroça Da Alegria” – Captta
18h – Associação de Capoeira Bimbinha – Mestre Roberto Campos
18h – Graham Cia de Dança – Espetáculo Divertissement
18h30 – Cia Trecos Inmundos – Espetáculo “Trate-Me Com Carinho”
19h – Cia Teatração – Espetáculo “Todos Contra O Aedes”
19h30 – Banda Chocolate Com Pipoca

Rita Torrinha – Asscom Graham Cia de Dança
Contato: 99189-8067

Atenção turma do Banzeiro, dia 23 tem cortejo, novamente!

Batuqueiros, Açucenas e Jardim do Banzeiro. Teremos ensaios Hoje (21) e amanhã (22), ambos às 19h, para o Cortejo que faremos na Praça Floriano Peixoto.

Projeto Banzeiro do Brilho-de-fogo será destaque em documentário intitulado Delta do Amazonas, e a gravação será no dia 23 de julho.

Mariléia Maciel – Jornalista e assessora de comunicação do Banzeiro do Brilho-de-fogo

Cortejo de verão levará marabaixo e batuque para balneário de Macapá

Por Carlos Alberto Jr.

Cerca de 150 percursionistas vão levar para o balneário da Fazendinha, em Macapá, os sons do marabaixo e do batuque, ritmos tradicionais do Amapá. O cortejo de verão do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, no domingo (9), às 15h, vai reunir música e dança de pessoas de diferentes idades e lugares do estado, envolvidas no projeto sociocultural regional.

O cortejo vai apresentar o resultado de ensaios, coordenados pelos músicos amapaenses Paulinho Bastos, Adelson Preto, Melissa Bastos e Alan Gomes. O projeto trabalha com a proposta de difusão da cultura regional para diferentes públicos, envolvendo no cortejo, de crianças a idosos.

O evento foi inspirado no Arraial do Pavulagem, que acontece no Pará. O banzeiro quer mostrar a tradição, a música e os talentos do estado, a partir da apresentação da cultura regional, segundo os organizadores.

“O cortejo é um profusão artística, onde as artes plásticas se misturam com o batuque das caixas de marabaixo, Tudo isso ao som de músicas oriundas tanto do grupo, quanto de outros artistas amapaenses”, ressalta Paulo Bastos.

No domingo, o desfile contará com a presença de mulheres no Cordão das Açucenas e crianças do Jardim do Banzeiro. Instrumentos de sopro e caxixi vão dar ritmo ao repertório de canções regionais. Os cerca de 600 participantes estarão com roupas, adereços e tambores que têm características próprias e foram produzidos por artesãos amapaenses.

Serviço:

Cortejo de verão Banzeiro do Brilho-de-Fogo
Data: 9 de julho
Hora: 15h
Local: balneário da Fazendinha, em Macapá

Fonte: G1 Amapá