Jornalista Ana Girlene gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga! (@anagirlene)

Sempre digo que gosto de parabenizar, neste site, as pessoas por quem nutro amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Neste terceiro dia de dezembro, Ana Girlene gira a roda da vida e lhe parabenizo, pois se trata de uma querida amiga e mulher demais paid’égua.

Ana chega aos 45 anos com corpo e rosto de 30 anos (a mulher é jovem mesmo), no auge da carreira de comunicadora e com a moral de ser uma jornalista reconhecida e respeitada por todos no Amapá. É uma honra ser seu amigo e por isso este registro aqui, afinal, manifestações públicas de amor, respeito e admiração são importantes para mim e a Girlene é um dos afetos que essa profissão me trouxe.

Amanda, Girlene, eu e Bruna.

Ana é inteligentíssima jornalista e competente radialista (acho que também arrebentaria na TV), ex colega de trabalho na comunicação do Ministério Público Estadual (MP-AP), admirável profissional (vocação que ela exerce de maneira primorosa), apaixonada Pirata (e pirada) da Batucada, mãe e avó de lindos cachorrinhos brancos, sofrida botafoguense ex apresentadora do programa de rádio Café com Notícias. Ela também é a esposa apaixonada da arquiteta Amanda Amanajás.

Sempre digo que ela é PHO – DA, assim mesmo, com PH, silabicamente e em caixa alta. Antenada, perspicaz e sabidona, manja demais de política, cultura e demais assuntos do cotidiano. Ela também arrebenta ao escrever e apagar incêndios midiáticos ou construir estratégias. Já vi Girlene em ação e sou fã dela.

Não sei há quanto tempo conheço a Ana, mas lembro bem dela da nossa época de colegial, Girlene no CCA (hoje escola Gabriel de Almeida Café e eu no Colégio Amapaense). Lembro mais ainda que ela me deu muito apoio na época em que assessorei, por quatro anos, a Justiça Eleitoral no Amapá.

Por mais de cinco anos, fomos da mesma equipe e dividimos pautas, muitas alegrias e poucas tristezas/raivas. Às vezes a gente até fica muito puto um com o outro, mas passa logo. Tudo com muito respeito e parceria. Tenho gratidão a ela por diversas paideguices para comigo, favores e das vezes que ela me socorreu em muitos momentos. Valeu mermo, Girlene.

A Ana é cheia de gírias e gesticulações porretas, caras, bocas e bom humor, além da uma voz inconfundível, que é a sua marca. Aliás, a voz mais bonita do rádio.

Girlene também possui um humor refinado, sarcástico sem ser soberbo, além de sua cirúrgica e sábia malandragem. Sou muito fã desta mulher, que é consideradona pela imprensa e público em geral. Num mercado tão concorrido e cheio de trairagens, Ana se destaca, pisa na beira e marca território. A moça é realmente uma profissional fantástica.

Girlene é diretora-presidente da Rádio Difusora de Macapá. Arrisco a dizer que ela, em um ano à frente do mais antigo e tradicional veículo de comunicação do Amapá, tem surfado na gestão da emissora. A querida amiga botou pra quebrar e a RDM passa por um processo ímpar de revitalização e melhoria. Parabéns também por isso.

Em resumo, Ana é uma das pessoas do meu coração e boto muita fé que esse “consideramento” é recíproco. Enfim, Girlene é do caralho (como dizia Millor: “Qual expressão traduz melhor a ideia de intensidade do que “do caralho”?).

Sinto saudades diárias de conviver com a Girlene. Ela sempre faz falta. Seja na labuta do cotidiano ou para alegrar o dia com suas sacadas hilárias e sagazes.

Querida amiga, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua, feliz, produtivo e iluminado. Que sigas pisando forte em busca dos teus objetivos com essa garra, sabedoria, coragem e talento que lhe é peculiar. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Tu te garantes e eu dou valor em ser teu amigo. Que a Força esteja contigo. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Dezembro e a saudade – Crônica de Elton Tavares – Do do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”

 


Dezembro é sempre bacana. Lembro dos anos 90, eu e meus velhos amigos de recuperação ou já reprovados, tomando as saideiras do ano no velho Bar Xodó . Quem estudou no saudoso Colégio Amapaense quando o boteco existia lá no canto sabe do que falo.

Diziam que, da velha turma, ninguém “prestaria” para nada. Afinal, como aquele bando de jovens biriteiros teria futuro? Sim, nós nos divertimos muito, mesmo com todos os sonhos e incertezas daquele momento. Quando não tinha grana para cerva, era rum, vodka ou cachaça. Nós éramos metidos a rebeldes (rebeldia muitas vezes sem sentido, natural de adolescentes).

Tempos de festas de garagem, estilo de vida meio Bukowski e com trilha sonora rock’n’roll, claro! Internet, Rede Social e toda essa modernidade era coisa de cinema. Eu tinha feito curso de datilografia (com o Werlen), estava aprendendo a mexer no MSDOS (programa de computador com tela preta e letras verdes) e tempos de disquete. Quem tinha celular era rico e tocava sempre Legião Urbana.

Bom, apesar de termos tomado cervas pra esta vida e para a próxima nos tempos do Xodó (ainda bebemos bem, mas não como naquela época), cada um seguiu seu caminho da melhor forma.

Só que eu, meu irmão Emerson (era o mais moleque entre nós) e nossos amigos nos demos bem, sim! A maioria daquela galera formou e “vingou”. Quem não possui curso superior se garante na profissão que escolheu seguir. Claro que existem alguns que realmente não quiseram porra nenhuma com a vida mesmo. Mas isso é problema deles.

Sinto saudade da velha turma, daqueles dias incríveis da nossa feliz juventude irresponsável. Mas tudo virou lembrança boa e experiência de vida, pois graças a todas as coisas bacanas e difíceis que passei naquela época, não me tornei um babaca que se norteia somente por teorias da vida. Aprendi muitos valores morais naqueles tempos.

O Elton daqueles anos

Sim, dezembro chegou e com ele todo esse sentimento legal de fim de ano, de renovação, de esperança. E com este mês vem sempre a saudade dos que já partiram, dos amigos, dos tempos do bom e velho Colégio Amapaense e Xodó. Eu sempre escrevo sobre minhas memórias afetivas e essas estão no fundo do coração.

Certa vez, li a frase: “Saudade: sentimento do que valeu a pena”. E tomar todas aquelas cervas no bar do Albino com os velhos amigos do C.A. Valeu. E como. É isso!

Elton Tavares

*Do do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”. 

Hoje é o Dia Nacional do Samba

Hoje é o Dia Nacional do Samba, o gênero musical mais brasileiro de todos e amado pelos boêmios do nosso país. Apesar de fã de Rock, também aprecio um bom sambão. Desde que não seja pagode meloso (aquele estilo de música que possui as vogais como base), tocado na maioria dos locais.

De acordo com o conceito: o Samba é um gênero musical, derivado de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. É uma das principais manifestações culturais populares brasileiras.

O Samba se transformou em símbolo de identidade nacional. Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrãos de criação anônima.

O gênero nasceu no Recôncavo Baiano e foi levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba se tornou, em 2005, um Patrimônio da Humanidade, de acordo com a United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco).

Amo o Samba, o gênero é brilhante. Cresci ao som deste estilo, com o velho Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, entre outros monstros sagrados da nossa música.

Durante o Carnaval, o samba corre nas veias dos foliões, ritmo oficial da festa da carne. Amo essa época e só pra lembrar: sou Piratão!

Origem do Dia do Samba

De acordo com a lenda popular, o Dia do Samba foi criado em homenagem ao sambista Ary Barroso, compositor da música “Na Baixa do Sapateiro”, uma ode à Salvador, capital da Bahia.

O vereador baiano Luís Monteiro da Costa foi quem instituiu a data, marcando o dia em que Ary Barroso visitou a Bahia pela primeira vez. em 1940.

Desde então, o Dia do Samba é comemorado principalmente em Salvador e no Rio de Janeiro, onde organizam-se festas e shows em homenagem ao ritmo.

A canção diz ainda que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. Às vezes, sou ruim da cabeça e doente do pé ( quando alguma unha encrava), mas gosto do bom e velho Samba.

Viva o Samba e os sambistas!

Elton Tavares

Fonte: Calendar

Babar ovo nunca foi minha especialidade – Crônica de Elton Tavares

Ilustração do amigo Ronaldo Rony

Crônica de Elton Tavares

Sabem, fico olhando essa arrumação que muitos têm de puxar-saco, babar ovo, viver papacaricando os outros por cargo, grana o falso status social. Sério. Eu trabalho muito, de forma correta e respeitosa com pessoas que têm o poder de decisão. Mas sem firulas, com diálogo e sempre com postura.

Outro problema é a confusão entre prestar assessoria com ‘puxa-saquismo’. Já sofri na pele tal crítica, mas a carapuça nunca me coube. Sempre tive medo de ser jogado pelos idiotas de plantão na vala comum dos puxa-sacos.

Geralmente os puxa-sacos são fofoqueiros, sorrateiros, recalcados, invejosos e metidos à merda por serem papagaio de pirata (sempre no ombro ou ao lado do figurão que o próprio bajula).

Conheço gente que escuta a música da pessoa que adula, torce para o time do bajulado e até muda o jeito de falar, pois tenta imitar a pessoa que baba. Tédoidé!

E tem mais, puxa saco é incompetente, tenta puxar tapete, já que ele não consegue brilhar e ainda ilude a pessoa alvo de sua adulação. É obscurantismo total!

Ilustração do amigo Ronaldo Rony

Sempre elogiei e aplaudi gente que admiro e que gosto, mas nunca em troca de benefícios pessoais. Uma prova é a legião de anônimos porretas e figuras descapitalizadas, porém interessantes e divertidas, que tenho apreço, respeito e admiração. Seja pela gentebonisse ou inteligência.

Pior que eles sempre estão à espreita, no patrulhamento, esperando você marcar bobeira para lhe sacanear.

Como disse Paulinho da Viola, na canção “Meu Mundo é Hoje”: “tenho pena daqueles que se agacham até o chão, enganando a si mesmo por dinheiro ou posição. Nunca tomei parte desse enorme batalhão, pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão”.

Alguns acham que assessorar autoridades é sinônimo de bajular o chefe. Não. Aliás, é preciso ser competente. É a única maneira de você não se tornar um puxa-saco, pois será respeitado pelo trabalho e postura. Sigo do meu jeito e adoro o profissional que me tornei. Aos puxa-sacos, algumas vezes meu desdém e noutras minha gargalhada.

Repórter fotográfico Sal Lima gira a roda da vida. Feliz aniversário, irmão!

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Também Sempre digo que o jornalismo me trouxe muitos amigos. Alguns inimigos, é verdade, mas isso faz parte. Um desses grandes caras que tenho respeito, admiração e gratidão é Manoel Lima de França, o popular e considerado “Sal”. Um irmão que essa profissão maluca que a gente ama me deu. Ele gira a roda da vida pela 54 ª vez neste vigésimo terceiro dia de novembro e lhe rendo homenagem, pois esse bicho é demais porreta!

Sal é um figura experiente e conhecedor das boas malandragens. O cara é safo demais e extremamente gente boa. Conheci este mano de jornada em 2010, quando fui trabalhar na Assessoria de Comunicação do Governo do Amapá. Ele, fotógrafo cinematográfico dos bons e experiente, e eu, à época, um assessor novato na equipe. Dizem que não fazemos amigos, os reconhecemos. Foi assim com o cara, pois o gosto por Rock, cerveja e a boemia, aliado à pregofobia (termo inventado por ele sobre a fobia de ter pregos & otários por perto) nos aproximou e lá se vão 13 anos de parceria.

Sal é o marido da Ruth, pai de quatro caras, meio maranhense, meio tocantinense, pescador, boleiro, flamenguista, bicolor, amante de rock and roll e maluco das antigas. Ele é um cara honesto, franco, bruto, sincero, possui senso crítico, inteligência, lealdade, sinceridade e honestidade em alta escala e aquela rebeldia jovial pai d’égua.

Autêntico como poucos que conheço neste mundo de gente que só faz capa, Sal vive nos seus termos, do jeito que quer, que gosta, desprovido de mesmice ou convencionalismo, tudo por uma vida menos ordinária. Fã de Beatles, Bob Dylan, Chico Buarque, Ramones, Led, Pink e outras tantas do Roquenrou, sempre está com seu campo de força anti mau-humor ligado.

Apreciador de cervas enevoadas e bons papos molhados com as melhores e piores companhias da cidade, farrista exemplar e consideradão por várias galeras. Ele é um dos caras mais porretas que conheço e que tenho a honra de ter a amizade. Safo, esse figura pai d’égua saca dos atalhos da vida, imperceptíveis para otários. “Bora tirar os pregos da certeza e colocá-los na dúvida”, Sal Lima, parafraseando seu irmão mais velho, que deve ser outro limpeza (risos).

Sal é um marido apaixonado pela esposa, um paizão para seus filhos e um cara do bem. Além de amigo dos amigos e um irmão que o jornalismo me deu. Um cara presente na minha vida e confio 100 por cento nesse bicho para tudo. Sou muito grato pela honra de ser amigo/irmão dele.

Cheio de frases com referências malucas, Sal é divertido, engraçado e espirituoso. Ele já me disse coisas do tipo: “Elton, tu és um espécie de Tim Maia, gordo, doido, mas sem talento musical” ou “Porrudo, tu és meu irmão, mas se morreres antes de mim, não vou carregar teu caixão pois não gosto de serviço pesado”, entre tantas outras pérolas disparadas em mesas de bares, com as melhores e piores companhias. Para mim, o cara é um amigo imprescindível. E agradeço sempre ter um aliado desse nível na vida.

Ser ele mesmo é o que separa homens como Sal e eu das almas sebosas, pois longe de sermos moralistas, a verdade e paideguice norteiam nossas atitudes. Sempre com o sarcasmo good vibe.

Sal, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais feliz, produtivo e iluminado. Que sigas pisando firme e de cabeça erguida em busca dos teus objetivos, sempre com esse senso de solidariedade, gente bonisse e coragem. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Amo você, manão. Que vivas, pelo menos, mais uns cem anos assistindo vitórias do Flamengo, fazendo tuas pescarias, curtindo tua família e pirando com a gente, teus amigos. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

42 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa. A exatos 42 anos.

Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”

Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 40 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

Anselmo dando o soco e hoje em dia.

Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

“Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Foto publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 42 anos, direto do túnel do tempo. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).

O pobre soberbo – Crônica de Elton Tavares (do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”)

Arte de Ronaldo Rony

Sabem, não que eu seja um estudioso da natureza humana, nada disso, escrevo sem propriedade alguma, somente baseado nos meus “achismos” e pontos de vista.

Bom, hoje falarei do “pobre soberbo”. Não, não sou elitista, na verdade, nunca liguei para quem tem grana ou sobrenome. Sempre andei com lisos bacanas e agradáveis desconhecidos, assim como eu. Acredito que gente legal atrai gente legal. Mas enfim, voltemos ao pobre soberbo.

Este tipo de cidadão possui uma renda mensal que está sempre abaixo do orçamento que gostaria de ter, até aí, tudo normal. O pobre soberbo costuma ter bom gosto com roupas, culinária e etecétera e tal. Mas é do tipo que gosta de manter a aparência de bacana, usar vestimentas de marcas famosas, mesmo que isso comprometa suas prioridades (como supermercado, prestações ou algo assim).

O importante para este tipo peculiar de pessoa é manter a capa. Elas costumam frequentar locais “chiques”, sempre conversando sobre futilidades e afins. Ah, os assuntos preferidos do pobre soberbo são carros e pessoas que ocupam cargos públicos. Sim, eles são afiados nessa ladainha sobre coisas e pessoas que nomeiam “importantes”.

O pobre soberbo conhece todo figurão ou seus filhos, por estudar anos a fio suas fisionomias, nas inúteis colunas sociais. Aí ele espera só uma oportunidade para “puxasaquear” o tal fulano e aplicar o seu marketing pessoal, pleiteando algum tipo de status.

Ah, quando um pobre soberbo consegue alcançar algum lugar dentro da sociedade, de acordo com sua percepção, fica pior do que os verdadeiros ricos, nojentão total. Conheci várias pessoas assim. Lembro de um figura, nos anos 90, que disse para mãe que iria se matar, se ela não comprasse um carro para ele. Lembro das meninas da faculdade dizendo: “É um Fulano do carro tal” ou “é o Cicrano, filho do Beltrano”.

Outra característica dos pobres soberbos é dizer o preço das coisas que usa: “Saca este sapato, dei R$ 500 nele”. Essas pessoas são de uma superficialidade incrível.

Estes figuras são cheios de falsas certezas. Basta o mínimo de percepção para arrancar suas máscaras. A maioria só faz figuração na vida. Parafraseando Arnaldo Jabor: “eles assumem a verdade das suas mentiras”.

Dos pobres soberbos, que não são pobres só de posses, mas de espírito, eu só sinto pena e desprezo. Deles, só quero distância.

Elton Tavares

*Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”, de minha autoria, lançado em novembro de 2021.

E se? (como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes?) – Crônica de Elton Tavares – livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”

Ilustração de Ronaldo Rony

Escrever/dizer que “todos somos produtos de nossas escolhas” é chover no molhado, ok? Ok. Entre tantos caminhos, certos ou errados por conta das decisões que tomamos, chegamos aqui. É como disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “ser é escolher-se”. Pois é, mesmo com muitos erros, poucos fracassos e muitas reviravoltas, quem me escolheu foi eu mesmo (ou inventou), consequentemente, meus rumos.

Assim como em uma crônica do escritor Luís Fernando Veríssimo, intitulada “Alternativas”, resolvi escrever novamente (de forma sintetizada) sobre escolhas (aventuras e desventuras). Aí saiu esse devaneio aí embaixo:

Tenho 45 anos, sou jornalista, assessor de comunicação, escritor e editor deste site, mas como seria se tivesse feito escolhas diferentes?

Se tivesse escutado mais os meus pais e passado direto em todas as séries e me formado em Belém (PA)? Talvez não tivesse me envolvido em tantas brigas e furadas, mas saberia do que os maus são capazes? Certamente não. Ah, se tivesse continuado com a natação ou o basquete, ao invés de ter começado a beber aos 14 anos? A única certeza é que seria mais saudável e teria ficado tão porrudo.

Se não tivesse ido morar com aquela menina em 1996? E se tivesse me empolgado ao ponto de ir para a Bolívia (BOL) em 2000? Se não tivesse ido para Fortaleza (CE) em 2006? Se não tivesse me enrolado com quem não conhecia de verdade? Se não tivesse me envolvido com tanta gente de lá pra cá…Feito e desfeito laços afetivos? E refeito? Nunca será possível saber.

E se tivesse lido mais livros do que ouvido discos de rock e assistido filmes? Não, prefiro do jeito que foi mesmo. Deu para sorver conhecimento divertindo-me e ainda li bastante, para um cara meio marginal na juventude.

Se tivesse topado aquele convite da chefe de redação do Portal Amazônia e ido morar em Manaus (AM) estaria lá ainda? Se eu tivesse ido trampar naquela revista em Belém há 15 anos? Não tenho certeza, mas se estivesse, seria doloroso, pois sou muito apegado aos meus.

Se não tivesse dito a dura verdade tantas vezes e magoado amigos? Não, prefiro a verdade, doa a quem doer. Arrependimentos ou desculpas não desatam nós ou colam o que se quebrou. Seja lá qual foi a sua escolha no passado, seja nostálgico, triste, feliz ou engraçado. O importante é o hoje e o amanhã, mas isso não impede de pensar como seria?

Se aqueles tiros, em 2001, tivessem me acertado? Se aquele carro na estrada, em 2011, tivesse capotado, ao invés de somente girar várias vezes e sair da rodovia? Estaria vivo ou sequelado? Se não tivesse me metido em tantas brigas de rua, teria aprendido a me defender? Se o carro que acertou em cheio o lado que eu estava, após o motorista do uber que peguei avançar uma preferencial, não tivesse virado um pouquinho o volante, em 2020?

E se em universos paralelos, ou outras dimensões, cada um de nós possui vidas vivendo as outras escolhas? Quem sabe? Não, já é doidice minha.

Se não vivêssemos tantos momentos eufóricos e decepcionantes? De volta aos escritos de Sartre, que falou sobre as consequências de “ter escolhido algo/alguém ou deixado de escolher algo/alguém”. O único arrependimento? Não ter cuidado da saúde e ter virado este gordão. O resto está melhor do que eu pensava.

Com todas as escolhas ao longo da jornada, aprendi que, se você trabalha, faz o bem e não interfere na felicidade alheia, tudo se ajeita com o tempo. E ainda há tempo para muita vida. Sejam quem vocês querem ou pelo menos lutem por isso.

“Sua vida não é feita de decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado” – Luís Fernando Veríssimo.

Elton Tavares

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em 2020.

Desconfortáveis encontros casuais – Crônica de Elton Tavares – (do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”)

Encontro um velho conhecido.

Ele: “cara, você tá muito gordo!”. Eu, (em pensamento, digo eu sei caralho, vai tomar no cu!): Ah, cara, sabe comé, sem exercícios físicos, sem tempo pra muita coisa, muita cerveja e porcarias gordurosas (que amo).

Sem nenhum assunto, fico em silêncio.

Ele: virei médico e você?

Eu: sou jornalista.

Ele: ah, legal (com um ar de desdém que vi ao encontrar outros velhos conhecidos advogados, administradores, contadores, ou alguma outra profissão mais rentável).

Aí um de nós subitamente diz que está atrasado e marca uma gelada qualquer dia com nossas respectivas esposas ou namoradas e vamos embora. Com certeza, passaremos mais 10 anos sem nos falarmos, graças a Deus.

Elton Tavares

*Do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”.

Repórter cinematográfico Jorge Júnior gira a roda da vida. Feliz aniversário, “Sombra”!

Com o Jorge no trampo, em 2011

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Também Sempre digo que o jornalismo me trouxe muitos amigos. Alguns inimigos, é verdade, mas isso faz parte. Um desses caras sensacionais é o Jorge Júnior, o nosso quedido “Sombra”. Ele gira a roda da vida neste décimo oitavo dia de novembro e lhe rendo homenagem, pois além de profissional competente, é uma cara gente fina!

Jorge é jornalista por formação, fotojornalista e repórter cinematográfico dos bons. Eu e ele fomos colegas de trabalho na assessoria de comunicação do Governo do Amapá (em 2011 e 2012 ). Com ele cobri os mais variados eventos, percorremos as estradas do Amapá, trampamos em muitas cidades, durante dias e noites. Dividimos quartos de hotéis nada recomendáveis, comida e cervejas. Além de parceiro, o cara é muito competente e talentos.

Mas o papel que Jorge melhor desempenha é o de marido da Patrícia, pai do lindo Pedro Jorge, pois o cara é muito família. Isso vale também para sua mãe e irmãos. É bonito de ver o jeito dele com os seus.

Hoje em dia, Jorge Júnior é repórter cinematográfico da Rede Amazônia, a Globo local. E também atua como fotógrafo do Governo do Estado. Ele se garante muito e segue com seu bom humor e competência. Em resumo, o Sombra é um cara prestativo, inteligente, responsa, de áurea boa e comprometido. Gosto muito desse sacana.

Jorge, mano velho, tu és um moleque PHoda como pai, marido, filho, irmão e amigo. E por isso, mereces tudo de melhor nessa vida. Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, próspero e que tenhas sempre saúde e sucesso junto dos teus amores. Que vivas pelo menos mais 139 anos e que sigas sempre nesse alto astral. Parabéns pelo teu dia, manão.  Feliz aniversário!

Elton Tavares

Jornalista Carla Ferreira gira a roda da vida. Feliz aniversário, Carlinha! – @Carlinha_F

Eu com os jornalistas Carla Ferreira e Rafael Guerra, em um evento do TJAP, em 2014

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Também Sempre digo que o jornalismo me trouxe muitos amigos. Alguns inimigos, é verdade, mas isso faz parte. Uma dessas pessoas é a Carla Ferreira. Ela gira a roda da vida neste décimo oitavo dia de novembro e lhe rendo homenagem, pois além de profissional competente, é uma broda gente fina!

Carla é jornalista, assessora de comunicação, empresária do ramo de sorvetes, mãe de um casal de crianças lindas e amiga deste editor. A “Carlinha” é gente boa, inteligente, responsável, trabalhadora e batalhadora.

Conheci a broda quando fui assessor de comunicação do Governo do Amapá, em 2011. Na época, ela era repórter da TV Record no Amapá. Também trabalhei com a ela no mandato do senador Randolfe Rodrigues, em 2017. A menina sempre foi parceira.

Com Carlinha e Randolfe Rodrigues (chefe dela, meu ex-chefe e nosso amigo)

Carla é excelente mãe e profissional, com responsa e competência comprovadas nas duas atividades. Tenho muito ‘consideramento’ por ela e sei que é recíproco.

Carlinha, querida, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa garra, sabedoria, coragem e talento em tudo que te propões a fazer. Que a Força sempre esteja contigo. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. E que tua vida seja longa, repleta de momentos porretas. Parabéns pelo seu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

O primeiro E.T ao chegar no planeta Terra – Texto Ficcional sobre estranhas visitas e outros casos – Por Luiz Jorge Ferreira

Por Luiz Jorge Ferreira

Desceu no Pacoval.
Antes sobrevoou a Fortaleza, sentiu o odor dos peixes no Mercado Central e imaginou que algum dos seus tinha sido morto…
Sobrevoou o Curiaú e ao passar por sobre Mazagão veio a lembrança que há coisa de 300 Equinócios atrás tinha visto uma cavalgada por esse posicionamento registrado na tela brilhante a sua frente, uma coincidência dessa longitude…latitude atual com a que ficou registrada no visor da Impulsiver nome com que chamava sua Nave…
Esses nativos do Planeta Azul não sobrevivem 300 Equinócios, o que eles chamam anos. Nenhum deles daquele tempo está lá embaixo.
De noite após deixar a Nave em uma dobra invisível do tempo, foi a um restaurante e ficou observando os clientes e ao ver um deles sair do local se auto copiou dele e entrou…não havia necessidade dele se alimentar havia tomado uma super absorção de oxigênio irradiado na linha imantada, que os nativos chamavam de Equador…
Mas já com a cópia implantada do terráqueo que sairá…entrou calmamente e sentou como todos ali faziam… De outra vez ali estivera e absorverá um vinho escuro ao qual os nativos adicionavam um pó branco que chamavam t a p i o c a.

Curiaú Macapá – AP – Foto: Floriano Lima

Ele gostou mais do vinho, era difícil ele manipular a imagem quântica e afasta-la da sua pele semimetalica para flutuar as partículas até seu orifício processador de substâncias alimentares solidas.
Não tocou nessa substância, porém repetiu o vinho…apontando com o dedo…pois falar açaí saia nasalado, o que chamava a atenção dos ao redor…
Seu avisador neutronico vibrou em seu pulso para avisar que depois de oitenta pulsabidades se estraçaria a carapaça com a qual contruira a forma humana do copiado cliente. Tratou de absorver o líquido com rapidez…

E se esforçou a correr quando notou que apêndices deslocadas das suas mãos punham expostas suas armações metálicas liquidas, coloridas de lilás…
Saiu correndo até o prédio do antigo hotel que carregava o ônus do abandono, e destruição, pelo poder público.
Eu estava urinando escondido depois de tomar algumas geladíssimas cervejas no restaurante um pouco adiante…quando me deparei com um barulho de uma chaleira expelindo o produto de sua fervura…olho assustado e deparo com minha cópia se esfacelando em fragmentos fosforescentes que foram ao chão e gaseificaram imediatamente, flutuando minha cara…
Corri muito e bastante…

Anos depois soube que um ser extra terrestre havia visitado o mundo…
E havia indícios que estivera em Macapá e frequentará locais públicos clonando um dos humanos ali presentes, para não ser identificado…
Eu li e ouvi as reportagens a respeito…mas nada comentei…
Quem ia acreditar que acontecera comigo…ainda mais em mim…que sempre bebo muito, e costumo sair para ir urinar nos lugares mais ermos…eu heim!

Mas o dente postiço que foi clonado com a obturação lilalizada,e sendo amalgama metalizado se impregnou da cor lilás…eu recolhi do chão e mandei colocar em um pingente e uso, ela nunca deixou de disparar a sinalizador da presença de metal nas portas dos bancos…
Guardo como amuleto…
Quem sabe um dia o devolva…

Seja bem vindo.

Frases, contos e histórias do Cleomar (Segunda Edição de 2023)

Tenho dito aqui – desde 2018 – que meu amigo Cleomar Almeida é cômico no Facebook (e na vida). Ele, que é um competente engenheiro, é também a pavulagem, gentebonisse, presepada e boçalidade em pessoa, como poucos que conheço. Um maluco divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade, além de inventor do “PRI” (Plano de Recuperação da Imagem), quando você tá queimado. Quem conhece, sabe.

Assim como as anteriores, segue a Segunda Edição de 2023, cheia de disparos virtuais do nosso pávulo e hilário amigo sobre situações vividas em tempos pelo ilustre amigo. Boa leitura (e risos):

Nada fácil sem mutreta

Nessa vida não tem dinheiro fácil, ou tem mutretagem no meio ou não vai ser tão fácil assim.

Meio termo

O certo é não ter o nome tão limpo a ponto daquele parente limpeza te pedir pra comprar um carro e nem tão sujo que não dê pra trocar a geladeira no fim do ano.

Uber em Macapá

Os motoristas de Uber aqui de Macapá são diferenciados, eles querem que os carros andem sem acelerar, tipo barco a vela, fouda-se”

Nunca atendem

O dia que eu estiver numa situação de vida ou morte é mais fácil eu ligar pra Gisele Bündchen e ela me atender, do que o pessoal aqui de casa. Fouuudasse!!

CEA imbatível

Queria que meu time fosse igual a CEA/EQUATORIAL, duvido alguém ganhar dela!

Lisura misturada com Pavulagem que é o problema

O problema não é tu ser velho ou novo pra andar em tal lugar, o problema é essa tua lisura misturada com pavulagem que só te atrapalha. No meu tempo, liso ia pra praça.

Procrastinar, mas se garantir

Procrastinar não é deixar de fazer, o procrastinador raiz sabe que dá conta, só se utiliza melhor dos prazos.

Liso & Jarana

Pior que beber com liso, é beber com gente jarana, fouda-se!

Mulher encontra tudo

Falando sobre o submarino, um amigo do trabalho disse o seguinte: Só não encontraram esses caras porque eu não tô junto, se eu estivesse, minha mulher já tinha achado a gente.

Amor por fofoca

Se cada um cuidasse da sua própria vida, isso aqui não ia ter graça nenhuma!

Ditado de trampo

Trabalhe com o que você gosta e nunca mais você vai gostar de nada nessa vida!

Chatice

Sou tão chato, que teve um Dia dos Pais que eu mesmo comprei um presente pra mim e não gostei, te manca!

Nunca decepciona

A vantagem de ser ruim em alguma coisa, é que você nunca decepciona, você sempre faz mal feito!

Novela

Égua da novela doida da porra, uma mistura de Lost, De Volta Para o Futuro e Walking Dead, fdc!

Velho pra show

Mais um show desses e eu vou parar em Cayena. Tô muquiado!

Serviçal

Já passei por tanta largura/salvação nessa vida, que se eu for pra o céu, é na função de serviçal.

Flamengo 2023

Flamengo resolveu tirar um ano sabático.

Esse ano para o Flamengo, foi igual a um aniversário meu, em que eu gastei uma nota e não ganhei porra nenhuma.

Emputecer

Se tem uma coisa que me deixa puto, é a pessoa achar que eu tô mentindo, e eu estar mentindo mesmo.

Eclipse

Amanhã, já vou direto no INSS pedir minha aposentadoria, minha vista até agora ainda não tornou.

Sexta

A sexta-feira parece que testa a gente, pra ver se no fim do dia, a gente merece mesmo aquela cerveja bem gelada, que traz uma paz sem igual.

Falsa modernidade

Não há modernidade nenhuma no restaurante que não oferece cardápio físico para o cliente, é desagradável e corta o barato, tu dentro do restaurante, ter que estar abrindo aplicativo toda hora pra saber o que tem pra comer.

Calor

Já tá mais do que na hora do governo criar o Minha Piscina Minha Vida, fouda-se do calor!

Multidão e Tumulto

Não há diferença nenhuma entre o desespero do bolo de aniversário da cidade e a Black Friday da Eletroshop.

Advogada Sônia Canto gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga! – @soniacanto

Eu com os amigos Fernando Canto e Sônia Canto – 12 de novembro de 2023 – Foto: Jorge Herberth

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Gira a roda da vida, no décimo quinto dia de novembro, a querida Sônia Canto. Por ser essa mulher fantástica, rendo-lhe homenagens.

Gabo-me de ser amigo de muita gente Phoda. Sônia é uma dessas pessoas. Ela foi servidora pública, empresária, produtora cultural – uma das melhores que vi atuar no Amapá-, editora de caderno de cultura de jornal, além de primeira repórter da TV Amapá.

Sônia é advogada, blogueira, boêmia do Laguinho, apreciadora de música boa (maior fã do Chico Buarque que conheço), leitora compulsiva, cinéfila, amante de plantas e cinema, além de muito querida amiga deste editor.

Trata-se de uma mulher muito inteligente, culta e articulada. Ela faz bem feito tudo que se propõe. Além das qualidades ditas/escritas acima, Sônia é a esposa dedicada e zelosa do Fernando, amorosa mãe de quatro filhos e avó corujaça de cinco netos, dos quais quatro que conheci ainda crianças, mas que hoje são adolescentes e um ainda pequenino.

Eu, Bruna Cereja e Sônia Canto – Setembro de 2023

Conheço essa linda pessoa há mais de 20 anos, quando fiz amizade com seus filhos. Com o perdão do trocadilho clichê, Sônia materializa os sonhos do Fernando, pois a esposa sempre apoiou o marido em tudo e é bonito ver o amigo reconhecer isso. Ele me disse uma vez: “Elton, com minha mulher ao meu lado, não tenho medo, venço tudo”. Porreta!

Politizada (do jeito certo), com excelente papo, é sempre um prazer imenso sentar à mesa com Sônia Canto. Enquanto ela toma sua Coca-Cola, eu e Fernando bebemos cerveja. E a gente proseia sobre tudo, desde política, literatura, poesia, a bobagens legais. São momentos que viram recortes felizes na minha memória.

Aliás, a amiga que roda o calendário hoje sempre foi gentil comigo e me apoiou em vários momentos, como na organização do meu primeiro livro e sempre me deu moral nesse lance de ser escritor e jornalista. Sou muito grato a ela.

Com a Sônia, ainda em 2022. Querida amiga!

Em resumo, esse texto é um registro da minha admiração, respeito e amizade por Sônia. Ela é uma mulher e tanto. E nós, seus amigos, a amamos.

Sônia, queridona, é uma honra para mim ter a sua amizade e respeito. Sabes que é recíproco, pois és do coração do gordão aqui. Que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa garra, sabedoria, coragem e talento. Que a Força esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares