Hoje é o Dia do Baterista – Minha homenagem aos músicos da cozinha – #diadobaterista #bateria #drums

Hoje (20) é o Dia do Baterista, aquele cara ou menina que fica na cozinha, mandando porrada com baquetas nos couros e nos ferros. O baterista é percussionista, músico que dá o ritmo pra música. Sua pegada é o mais importante (depois da experiência), pois define o ritmo da canção. Eles viram bicho no bumbo, surdo, chimbau, caixa e pratos, com as mãos e pés. Não encontrei a origem da data, mas este site possui uma sessão denominada “Datas Curiosas”, portanto ta valendo!

Eu poderia falar do lendário John Bohan (Led Zeppelin) ou Ringo Starr (The Beatles), entre tantos outros bateristas históricos, mas prefiro homenagear os bateras amigos.

Portanto, meus parabéns aos batuqueiros: Marcelo Redig, Beah, Arley Costa, Rubens Ferro, Rato (Fábio Mont’Alverne, in memorian), Valério De Lucca, Thomaz Brito, Anderson Coutinho, Júnior Caxias, Markinho Sansi, João Batera, Bolachinha, Carlos Eduardo, Túlio Joelhinho, Lenilda e Magrão. Vocês são Phoda. Parabéns!

Elton Tavares

17 anos sem Johnny Cash – Para não esquecer do “Homem de Preto”

Há exatos 17 anos, morreu o cantor, compositor, escritor, diretor e ator norte-americano Johnny Cash, o popular “O Homem de Preto”. O cara foi um dos pioneiros do rock’n roll. Também um dos artistas mais completos que o mundo já viu e certamente está entre os mais influentes do século XX.

Sua inconfundível voz sepulcral, o distintivo som “boom chicka boom” de sua banda de apoio “Tennessee Two”, foram “marcas registradas” do artista que também foi o “rei da música country”.

Criativo, inovador, romântico, rebelde e diferente. Foi um dos pioneiros do rock’n roll, exibia um ar meio maldito andando sempre de preto, mesmo nas coloridas décadas de 60 e 70. Suas canções falavam de crimes, cadeia, de um cotidiano underground e alternativo.

Com seu vozeirão típico e sua poesia amarga, Cash foi precursor de um grito social em uma época que ninguém estava muito preocupado com esse assunto, e além de tudo, ele era o tipo de ídolo que apreciava enfiar o pé na lama sem dó. Mas ao contrário de muitos que foram influenciados pela sua poderosa postura marginal e revolucionária, resolveu viver bem mais que 27 anos e assim deixar uma extensa obra musical.

John R. Cash nasceu dia 26 de fevereiro de 1932, em Kingsland, Arkansas e era o quarto de sete irmãos. Eles eram de uma família não muito rica, nem muito pobre. Acho que classe média baixa para aquela época se encaixa bem no perfil. E resumindo bastante a vida dele antes da carreira, ele começou a cantar e tocar violão bem cedo. Chegou a cantar na rádio local músicas gospel na época da escola e até gravou um álbum com essas músicas.

Em 49 anos de carreira, Johnny Cash escreveu mais de 1000 canções, lançou 55 álbuns de estúdio, 6 ao vivo, 84 compilações, 165 singles, 19 videoclipes e 2 trilhas sonoras.

Cash nunca fez um show em que ele não estava usando preto. Cash começou a usar ternos pretos como um amuleto de boa sorte, porque ele usava uma camiseta preta e calça jeans em seu primeiro show ao vivo. Ele uma vez disse a Larry King, “[Eu] nunca fiz um show em qualquer coisa, mas preto. Você anda no meu armário de roupas. É escuro lá dentro.”

Um pouco de sua história foi retratada no filme Johnny & June, de 2006, com Joaquin Phoenix interpretando o homem de preto. Cash teria sido a primeira pessoa a ser processada nos EUA por ter causado um incêndio florestal. Cash que muitas vezes levava seu trailer, Jesse James, para o deserto para farras regadas a metanfetamina. Uma vez, o trailler teve um vazamento de óleo que causou um incêndio no Los Padres National Wildlife Refuge. O incêndio matou quase todos os condores ameaçados do refúgio, e Cash respondeu: “Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos.”

O respeito pelo Homem de Preto manteve-se mesmo após sua morte, em 2003. Desde então, trabalhos póstumos alimentam o legado do cantor e essa procura não resume-se apenas ao terreno musical. Em 2016, foi publicada uma coleção de poemas e letras, até então desconhecidos – “Forever Words: The Unknown Poems”. Dezesseis desses textos foram musicadas e o resultado por ser ouvido na recém-lançada compilação “Johnny Cash: Forever Words”. A lista de realizadores presentes na homenagem reúne familiares, amigos ou artistas sobre quem Cash exerceu uma forte influência.

O rock é minha expressão artística favorita e Cash foi um dos maiorais. Todos nós, fãs, guardamos o homem de preto na memória e no coração. Johnny morreu em 12 de setembro de 2003, aos 71 anos, vítima de diabetes. Ele nunca parou de gravar, de compor e de fazer shows. Deixou um dos maiores exemplos de como um homem deve se portar a frente de uma longa e tortuosa estrada da vida: ser ele mesmo.

Elton Tavares

Discos que formaram meu caráter parte I: Mondo Bizarro (1992) –  28 anos que o álbum foi lançado. – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Existem fatos marcantes na vida das pessoas que realmente só são importantes para elas mesmas. O que quero contar nessas humildes linhas é sobre a importância de fatos que ocorreram em minha vida,  que formaram ou deram esboço sobre o que sou hoje.

Corria o ano de 1992 e eu tinha 12 anos. Estava naquela fase que não sabemos se somos moleques ou homens. Etapa que começamos ser cobrados por atitudes ou pensamentos e responsabilidades nos começam a ser jogadas.

Foi mais ou menos nessa época de transição que conheci algo que pautaria minha vida até os dias atuais e me fazem ser o que sou hoje. Agradeço profundamente a meu irmão que me deu uma k7 (jovens as músicas já vieram em retângulos plásticos, com furos e eram chamados de “fita”), em um esquema assim “Toma, não gostei disso”.

Ouvir aquilo pela primeira vez foi FANTÁSTICO. Eu tinha em mãos um verdadeiro tesouro algo relativamente como o “Santo Graal”, simplesmente um pequeno esboço da banda que eu passei automaticamente achar a melhor de todas.

Pra começar pela capa, uns caras todos deformados, com uma atmosfera de “Foda-se, não estamos nem ai”, ou algo como “Não somos os mais bonitos, somos os mais fodas”. E era isso que realmente importava. Lembro-me que tinha em minha casa artefatos que hoje são jurássicos como um “Toca Fitas”, vermelho que atendia pela alcunha de “Meu primeiro Gradiente” (muitos vão saber o que é isso).

Ao colocar aquele famigerado k7 e ouvir os primeiros acordes de “Censorshit”, minha vida realmente ganhou sentido. Ver aquela figura, de voz esquisita, mandado aquelas verdadeiras farpas contra a censura americana foi algo que me fez refletir sobre o que fazemos no mundo. Ramones mostrava pra mim naquele som, que tudo estava errado. Que temos que fazer algo para melhorar e que o melhor e fazer por nossas mãos.

Mondo Bizarro, também foi o disco em que a banda conseguiu seu maior apelo e sucesso comercial, chegando a receber discos de ouro e platina em vários países como Brasil, Argentina e Chile (Pra ficarmos em nosso continente). Também foi o primeiro disco de estúdio que o C.jay Ramone gravou com a banda. Esse cara é responsável pela excelente “Strengh To Endure”. É para mim a melhor formação de todos os tempos de uma banda de rock: Joey, Johnny, C.Jay e Marky.

O disco brinda os fãs com uma bela mensagem em “It´s Gonna Be Alright”, “Isto é dedicado aos nossos fãs pelo mundo,mais fiéis e com certeza, quando a vida fica frustrante vocês fazem valer a pena…Não é ótimo estar vivo?”, exemplo de respeito e dedicação a os fãs é algo muito raro.

Sem contar claro da participação de Dee Dee Ramone que mesmo fora da banda nos brinda junto com Daniel Rey com a gloriosa “Poison Heart” Trilha sonora de “Pet Cemetery 2” (Clássico), bom podem ver que realmente um “Discão”.

A partir dessa audição e de muitas que fiz depois deste dia, minha vida ganhou relevância, pra começar o gradiente vermelho foi decorado logo com uma oriunda caveira desenhada toscamente por mim no esquema “Faça você mesmo”. Agradeço-te muito meu irmão por ter me dado sentido. Durante muitos anos o que eu realmente quis foi uma jaqueta preta, uma calça jeans rasgada, uma moto e uma camiseta dos Ramones.

VIDA LONGA A O PUNK!

*Marcelo Guido é jornalista, professor, assessor de comunicação, pai da Lanna e Bento e marido da Bia, além de amante de Rock and Roll.

**Mondo Bizarro é 12º álbum de estúdio dos Ramones. Em 1 de setembro de 1992, a banda lançou este, há 28 anos. Por conta da data, republicamos este texto porreta do Marcelo Guido. 

Estação Lunar: Live leva poesia, artes plásticas, Marabaixo e muita música regional (E hoje rola Estação Rock, veja a programação aqui)

Na última quinta-feira, 27, a prainha da Fazendinha foi o cenário da Live da programação do Macapá Verão 2020, com mas um projeto Estação Lunar. Houve apresentação musical, declamação poética, exposição de artes plásticas e muito Marabaixo para quem assistiu de casa.

A programação contou com exposição de artes plásticas do artista visual Ivan Amanajás, dando ênfase às belezas naturais de nossa terra. No palco, subiram Roni Moraes, Cleverson Baía, Helder Brandão e Beto Oscar, Rambolde Campos, além de Brenda Melo cantando canções regionais.

Para o compositor e músico Rambolde Campos, a emoção é grande em poder levar cultura a todos, mesmo de forma online. “Não temos muito costume, pois Live é uma coisa nova, vem crescendo de 3 anos para cá. Mas veio se intensificar agora nesse período da pandemia, uma forma muito interessante de divulgar nossa música. Hoje, o coração bateu forte mesmo, minha alegria é a música, a minha canção é autoral. Nosso objetivo é emocionar as pessoas. Essa é uma Live maravilhosa que apresenta as expressões da cultura amapaense e valoriza os artistas locais”, destacou.

O show teve também apresentação literária com declamações das poetisas Carla Nobre e Pat Andrade. “Este espaço para a Literatura é fundamental, é um segmento importante da cultura local, e o Amapá é repleto de bons escritores. Tenho 21 anos morando no Amapá, e essa é minha segunda participação no Macapá Verão, por meio da produtora OCA. Sinto-me feliz de levar conhecimento e emoção para as pessoas em suas casas”, destacou a poetisa Pat Andrade.

E quem levou os “ladrões” da expressão maior da cultura amapaense foi a Associação Cultura Devotos de São José Batuque e Marabaixo da Juventude, formada por 60 integrantes entre 11 e 25 anos, com o intuito do resgate religioso e cultural. “Somos jovens, alguns são descendentes de famílias tradicionais do Marabaixo e batuque, outros entraram porque gostam. Temos cinco anos de associação, e já realizamos várias apresentações, além de fazermos festas tradicionais. Queremos transmitir a outros jovens esses valores, mostrar nossa cultura e nossa fé, para mantermos vivas por muitos anos”, ressaltou a presidente da Associação, July Costa.

O Macapá Verão 2020 segue em sua versão online nesta sexta, 28. Tem Estação Rock a partir das 19h, com transmissão pela página da Prefeitura de Macapá e Youtube.

Estação Rock HOJE – 28 de agosto (sexta-feira):

19h às 23h – CEU das Artes

19h – Brenda Zeni (música)

19h30 – Tia Biló (música)

20h – Stereovitrola (música)

20h30 – Mini Box Lunar (música)

21h – Dezoito21 (música)

21h30 – Keona Spirit (música)

22h – Nova Ordem (música)

22h30 – Vennecy (música)

Secretaria de Comunicação de Macapá
Pérola Pedrosa
Assessora de comunicação
Fotos: Gabriel Flores

Há 16 anos, Banda Stereovitrola faz rock alternativo autoral em Macapá

stereovitrola – Foto: Arquivo da banda.

Por Paula Monteiro

Stereovitrola é uma banda macapaense de rock alternativo que existe desde 2004, quando os integrantes Ruan Patrick (guitarras e vocais), Marinho Pereira (contrabaixo), Rubens Ferro (Baterias) e Wenderson Matrix (samplers e efeitos) se propuseram a criar e tocar suas próprias canções nas festas alternativas da capital amapaense.

“O grupo segue seu caminho há 16 anos nesta rota arenosa e nebulosa que é o rock autoral no extremo norte do Brasil, rock este muitas vezes solitário, underground, alto, estranho e com um monte de guitarras por vezes desagradáveis”, disse o vocalista.

Foto: Aog Rocha

“É difícil enxergar e fechar as influências do grupo em apenas poucas variáveis, mas ali se encontra um pouco de garage rock, tonelada de fuzz, reverb e sons sintetizados do pós- punk inglês, mas que ao se comunicarem nos remete a diferentes lugares da cidade e costumes da vida alternativa macapaense”, explica.

Em 2006, o grupo lançou o primeiro EP “Cada molécula é um ser”. Com músicas como “Oh! Valeria” e “Depois das seis”, a banda experimentava cada vez mais o rock autoral. Com apenas um ano de lançamento, eles tiveram a oportunidade de se apresentar pela primeira vez fora do estado, em Belém (PA), no festival “Se Rasgum no Rock”.

Foto: Aog Rocha

Dois anos mais tarde, Stereovitrola retornou à capital paraense para o lançamento do primeiro CD cheio “No Espaço Líquido”. “As músicas deste disco tornaram-se um hino da geração perdida jovem tucujú de 2009 e são cantadas até hoje pelo nosso público durante os shows”, conta o vocalista.

Em 2012, eles lançaram seu terceiro trabalho “Symptomatosys” e viajaram no ano seguinte para Natal (RN), onde se apresentaram no “Festival DoSol”. A participação da banda nesse evento rendeu uma boa divulgação no cenário nacional, que viu com bons olhos o potencial do rock no extremo norte do país.

Foto: Instagram da stereovitrola

A banda coleciona apresentações em diversos bares da cidade, festas alternativas, programações culturais e de esportes radicais como o skate. Tocou em vários festivais amapaenses como o “Quebramar” e “Grito Rock”. Em 2010, a banda fez show em São Paulo (SP), no “Serralheria”; São Carlos (SP), na “Ufscar”; e ainda passaram por Goiânia (GO), no festival de Rock “Vaca Amarela”. Em 2013, se apresentaram no “Festival DoSol”, em Natal (RN), além de apresentações em Belém do Pará.

O último trabalho da banda foi lançado em 2017, com o EP “Macacoari, rio triste”. O lançamento também marcou a entrada de Carlos Radion (sintetizadores) para somar junto ao grupo.

Vídeos da discografia: 

Meu comentário: Lembro bem da primeira vez que vi uma apresentação do grupo, ainda com o “liguento” nos vocais e o Anderson na guitarra base. Foi no Lago do Rock, em 2004 (movimento criado por mim, Gabriela Dias e Arley Costa) e realizado na Praça Floriano Peixoto.Saco a banda e gosto do som dos caras desde o início. Força sempre, stereo! (Elton Tavares)

Fonte: Portal Égua, mano!

Ao Vivo Lá Em Casa: Última sexta do mês de julho terá programação virtual nas redes sociais da Secult/AP

Com ótima aceitação do público, o projeto Ao Vivo Lá Em Casa, da Secretaria de Cultura do Amapá (Secult/AP), encerra sua primeira etapa de exibições virtuais, nesta sexta-feira (31). Mais sete atrações locais se apresentam pelas redes sociais da pasta (Facebook e Instagram), entre elas, a banda de rock Tia Biló, DJ Netinho Popular, Workshop de Balé e Histórias da Quadra Junina. A programação inicia às 18h.

Desde o dia 10 de julho, mais de 80 produções de artistas locais já foram transmitidas virtualmente para os amapaenses, de forma totalmente acessível, garantindo a interação entre o trabalhador da cultura e seu público. Com a iniciativa, o Governo do Amapá (GEA) – por meio da Secult/AP – enaltece a classe artística do Estado, possibilitando também que pessoas de outras regiões ou países conheçam um pouco da cultura tucuju.

Uma programação diversificada foi oferecida, com shows musicais, recitais poéticos, espetáculos, performances, exposições, exibições, contação de histórias, demonstrações técnicas, entre outras. Na quarta-feira (29) e quinta-feira (30), teve música com Heber Lemos, Brenner Pinheiro, Ezequias Monteiro, Cleverton Nélio, Mariele Maciel, Artur Loran e Amado Amâncio. Completaram a programação, os artistas Jansen Rafael (Artesanato), Rafael Lacerda (Teatro), José Inácio (Audiovisual) e Luiz Alberto (Capoeira).

“Os artistas locais precisaram se adaptar para poder continuar trabalhando nesse período de pandemia; coube então a nós, da Secretaria, criar os mecanismos para que a produção cultural não fosse totalmente afetada. Acredito que o projeto Ao Vivo Lá Em Casa foi uma excelente experiência para os produtores culturais e o público amapaense que, mesmo dentro de suas casas, pôde apreciar a riqueza dos segmentos culturais presentes em nosso Estado”, enfatizou o titular da Secult/AP, Evandro Milhomen.

Programação:

31 de julho (sexta-feira)

18h – Ademir Barbosa (Artes Visuais); 18h20 – Luana Mira (Dança); 18h40 – Letícia Rosa (Cultura Popular); 19h – Kleber Luiz (Música); 19h20 – Júlia Medeiros (Música); 19h50 – Banda Tia Biló (Música); 20h20 – Dj Netinho Popular (Música).

Discos que formaram meu caráter (Parte 29) – “Back In Black” – AC/DC (1980) – Republicado por conta dos 40 anos deste álbum, completados ontem, 25 de julho. Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Muito bem moçada!

Estamos de volta com nossa programação normal, ou não. Perdidamente em um espaço sinistro de um mundo particularmente miraculoso, eis que retornamos com nossa muito louca nave para mais uma edição dos “Discos que formaram meu caráter”.

Sei que devo ter deixado várias pessoas chateadas e putas da vida, principalmente o dono desse blog, que é um cara muito legal (faz logo uma farofa), mas não voltaríamos à toa. Sem mais delongas e “eltontavarices” à parte, é com orgulho que volto do inferno para apresentar para vocês o sétimo disco dessa turma de Sidney (AUS). Senhoras e senhores, com toda a pompa e circunstância que a ocasião permite, orgulhosamente, apresento a vocês: “Back In Black” do AC/DC. Todos de pé de PÉ.

Muito bem; corriam os anos 80 – a ressaca dos famigerados anos 70 ainda estava no ar e os caras do AC/DC já tinham provado à Europa que na Austrália não existia só Canguru, coalas e o Men At Work (grande banda, por sinal). Mas faltava ainda a conquista da América, a invasão australiana aos EUA já era um objetivo. Os planos da banda quase foram abortados por uma tragédia. Em fevereiro de 1980 o carismático e competente Bon Scott morre afogado no próprio vômito (yeah), mais rock impossível.

Sem muito tempo para frescuras e digerindo a perda – coisa que Scott não fez direito (rá) – os caras recrutaram o não menos foda ex-vocal do Geordie, Brian Johnson. Com nova formação, o AC/DC partiu para um estúdio e resolveu fazer uma homenagem ao finado frontman. Sem as 15 músicas escritas por Bon Scott para um novo álbum (um sinal de respeito dos caras), as cartas estavam na mesa.

Lançado em 25 de julho de 1980, o disco foi uma homenagem póstuma, um tributo a Bon Scott. Caras, que tributo!!

Sem mais salamaleques e leros vamos dissecar este belo artefato:

A bolacha começa com a hoje clássica “Hells Bells”, nada mais justo do que tocar os “sinos do inferno” para homenagear o saudoso e “vomitão” vocalista; aí o clima sombrio dá espaço a um alucinado riff de Angus; aí, meus velhos, a pauleira corre solta com Brian falando em alto e bom som que “se você é mal, então é dos meus”.

Entra a não menos alucinante “Shoot To Thrill”, que particularmente considero atemporal; mesmo com quase 30 anos, ainda pode ser aproveitada pela grande indústria – não é à toa que é o tema da vida de Tony Stark (só os bem fodas).

Vamos para “What Do You Do For Money Honey”, a mais digamos “pop” do disco; fala o que as pessoas podem fazer por dinheiro, segundo os caras “principalmente as mulheres”. “Giving The Dog A Bone”, o clássico “balance a cabeça e acompanhe o refrão”, recheada de conotações sexuais, é uma das melhores da bolacha. Chegando a “Let Me Put My Love Into You”, começa vagarosa, mas logo é dominada por riffs e uma bateria insana.

Sem deixar a peteca cair “Back In Back” – a faixa título do discão – mostra exatamente o que os caras estavam passando, a volta do “luto” ou você não sente isso quando ouve “de volta do luto/eu caí na cama/Estive longe por muito tempo….Sim eu fui libertado da forca”. O clássico dos clássicos, a melhor música já composta, os acordes, riffs e letras mais perfeitos; sim, amigos: “You Shook Me All Night Long” é, sem dúvida alguma, um dos hinos do rock no mundo, uma homenagem de Brian a sua namorada da época (risos).

“Have A Drink On Me”: em time que está ganhando não se mexe, ou seja, mesma fórmula, começa calma e termina em um espetáculo de porradaria. “Shake A Leg”, cantada por Brian com um vozeirão dos infernos, mostra o que seria a banda a partir daquele momento. E no fim de tudo, “Rock And Roll Ain`t Noise Pollution” – uma introdução improvisada na hora, e riffs animalescos – fecha o álbum com chave de ouro. São quarenta e um minutos e trinta segundos de pura porrada nos ouvidos. Sem dúvida nenhuma, um disco que já nasceu para ser foda. Medalha de clássico em primeira linha.

Esta bolacha foi um sucesso de vendas, vendeu até hoje 51 milhões de cópias é o disco de rock mais vendido de todos os tempos, e o segundo álbum mais vendido de toda história (perde apenas para “Thriller” do Michael Jackson, que realmente não conheço ninguém que tenha).

Se Bon Scott precisou morrer para a concepção desde verdadeiro míssil sonoro em ode ao rock, cara, sua morte não foi em vão.

Este álbum foi um verdadeiro “chute nos colhões” da dita New Wave da época. Tive a imensa felicidade de receber meu mais novo exemplar das mãos da Bia (minha garota), que viu o quanto fiquei feliz com o presente.

Muito bem macacada, é isso! Velhos, quem não conhece o disco, não merece nem em 100 anos a patente de foda, pegue seu dito passado roqueiro e jogue no lixo. No mais, é só.

* Marcelo Guido é Punk, Pai da Lanna e Bento, barba (malfeita) e marido da Bia… “nem a morte, muito menos o Diabo podem parar o Rock In Roll”.
**Publicado neste site originalmente em novembro de 2014. Republicado por conta dos 40 anos deste álbum, completados ontem, 25 de julho.

Raoni Holanda gira a roda da vida. Feliz aniversário, amigo! – @RaoniHolanda

Tenho alguns companheiros (brothers) com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato. É o caso do Roni Holanda. Hoje é aniversário do cara, que gira a roda da vida pela 33ª vez.

Esse maluco é desenhista, ilustrador, ateu, humanista, desencanado e jornalista, compositor, cantor, e brother deste editor. Um cara gente fina, com um puta bom humor, inteligente e papo firmeza. Ele mora há anos em São Paulo (SP). Sibixo fez faculdade de jornalismo comigo e nos tornamos amigos.

Um figura que escreve bem, tem boas ideias e uma felicidade infinita e invejável. Ele é fã de música, cinema e quadrinhos, esse brother possui uma visão legal das coisas; quem conhece esse santanense sabe do que falo. Holanda foi vocalista da banda de rock amapaense, Godzilla.  Talentosíssimo, ele arrebentava nos vocais, sempre com atitude e presença de palco. Aliás, esse grupo dá saudades, eles eram foda.

Sobre a Godzilla

A Godzilla misturava performance, técnica e crueza. A banda possui linguagem própria, totalmente visceral. Eles me surpreendiam a cada show. Se fosse no Liverpool então, era cagada firme. Formada em 2007, além de Raoni, a formação original tinha a Sandra Borges no contrabaixo, o Magrão na bateria e Wendril na guitarra.

Eles Conquistaram seu espaço no Rock And Roll amapaense e tocaram em Belém (PA), no Nordeste e em Sampa. Tinham público, fãs, eram queridos. Chegaram a gravar um disco. Eles eram fodas mesmo. Acompanhei, divulguei, fui plateia. Agora é só história e nostalgia.

 

Em 2019, estive em São Paulo a trabalho e tive o prazer de tomar umas cervejas com o Raoni. Ele continua o mesmo cara porreta.É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”

Com o Raoni – Sampa 2019. A foto ficou palha, mas essa noite foi firme!

Raoni, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa garra, sabedoria, coragem e talento em tudo que te propões a fazer. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre, amigo. Parabéns pelo teu dia! Feliz aniversário!

Elton Tavares

Lançamento do Livro Digital “Rock História The Silver Boys”

Por Jean Kelson Costa do Carmo

Rock História The Silver Boys – 1992 a 2018 de Jean Kelson Costa do Carmo (Jean Carmo) é um livro escrito no gênero textual relatório onde apresenta o registro da carreira musical de uma das bandas de Rock de Macapá/AP mais longevas.

Neste livro registro o leitor poderá encontrar as informações registradas em arquivos pessoais e publicações em vários meios de comunicação sobre as datas de shows, locais e seus produtores, entrevistas e apresentadores, bem como outros artistas que fizeram parte desta estrada ao longo de 26 anos na história do Rock Amapaense.

Sobre Jean do Carmo

Além de escritor, Jean Carmo é cantor, instrumentista e compositor amapaense. Começou seu trabalho musical aos 13 anos de idade, tocando em igrejas. Depois integrou a banda Silver boys. Após um longo período tocando covers de bandas como The Beatles, Nirvana, Ramones, Pink Floyd entre outras.

Iniciou sua carreira autoral em 2012, com canções direcionadas para temática regional como valorização cultural e histórica do povo amapaense, mitologia amazônica e a preservação ambiental. Jean tem estilo próprio, combinando o blues, o rock e o funk dos anos 60 e 70, com ritmos regionais como o Marabaixo. Suas canções tratam de temas conhecidos na cultura e região amazônica

Em 2016 o artista lançou seu primeiro disco, denominado “Amazônidas” e em novembro de 2018, gravou o EP intitulado Outras Canções.

Apesar do viés autoral, Jean nunca parou de tocar e cantar o bom e velho Rock and Roll e é a soma de sua longa experiência musical que ele apresenta no show de hoje.

Para adquirir a obra, acesse os sites:

Rock História The Silver Boys

O Rock – Por Patrick Bitencourt #DiaMundialDoRock

Por Patrick Bitencourt

É hoje! 13 de Julho, dia mundial do Rock. Único gênero musical reconhecido mundialmente por lutar contra tudo que é escroto nessa vida. Amo Rock, do fundo das minhas entranhas. Quem não gosta de Rock só pode ser doente do pé, da cabeça e da alma.

No século passado, fui apresentado ao gênero, e com ele, tive a sorte incomensurável de absorver toda a aura paid’égua and FIRME de ser Rocker ou Roquer.

O rock é tão LEGAL, que a primeira coisa em que ele te encaminha é o exercício de soltar a língua, soprar a voz ao ar sonoramente. Ele ajuda a colocar as juntas, as vértebras e as articulações no lugar.

Cúpula do Trovão no show do Mossissey – Brasília (DF) – 2015

O Rock é corrente elétrica alternada e contínua, te faz transpirar tudo que desespera, que tá torto, errado. Te faz lembrar do amor, mas também de bichos escrotos, é o único que de tão paid’égua sai da Louisiana e transforma-se em Birmingham. É tão foda, que constrói público severo e crítico de si mesmo.

Ah!…O Rock é extraordinário, que de tão foda transmission até o lado negro da lua, saca?! Constrói escadas para o céu e te mantém em contato direto com o divino e o underground.

E, sem mais delongas nesse papo furado, o Rock é matéria escura que absolve e ajuda criar, teorias, ideias, inquietações e revoluções. Portanto, viva o Rock in roll meus queridos olds Friends todos os dias.

*Patrick Bitencourt é professor e amante de Rock and Roll a vida toda. Além de membro fundador da Cúpula do Trovão, confraria porreta de doidos varridos-boêmios-sacanas-amigos de Macapá, que existe desde os anos 90. 

Eu apoio o rock amapaense: movimento de bandas e artistas autorais promove Live no dia Mundial do Rock n’ Roll – Por Daniel Alves – @danalvesjor

Por Daniel Alves, especial para o site Blog De Rocha

No Dia Mundial do Rock, data celebrada nesta segunda-feira (13), um grupo de bandas e artistas do rock amapaense fará uma Live no Facebook, com música e bate-papo sobre o movimento autoral no Estado. A transmissão “O autoral é quem pariu o rock” vai rolar na fanpage da banda Dezoito21 (https://web.facebook.com/dezoito21/), às 22h, com a participação de Brenda Zeni, Otto Ramos, Jean Ferreira, Geison Castro (Dezoito21), Ruan Patrick (Stereovitrola) e Augusto Máximo (VM Rock).

A iniciativa tem o propósito de valorizar e fortalecer o trabalho dessa galera, promovendo pelas mídias sociais esse estilo musical amado por milhões de pessoas e, que, no Amapá, conta com cantores e músicos de alto nível. O movimento sonoro iniciou há um mês e meio e, nesse período, já promoveu diversas programações com o objetivo de ampliar o material produzido pelos grupos de rock amapaenses.

Toda semana trabalhamos no canal do Youtube de uma banda, mas também utilizamos Facebook e Instagram para dar visibilidade às nossas campanhas. Nas redes sociais da Dezoito21 falamos de algum grupo de rock autoral, no estilo de entrevista, para relatar a história da banda ou dos artistas. Aproveitamos e também pedimos para o pessoal que está assistindo se inscrever nos canais, compartilhar e apoiar o movimento”, explicou Geison Castro, vocalista e baixista da Dezoito21.

Outra ferramenta utilizada é o WhatsApp, onde os membros disparam informações sobre as bandas, para que o público que curte o som conheça um pouco mais do trabalho. O grupo está aberto para outros artistas e bandas de rock autoral e, atualmente, conta com o apoio de Adriano Reis, Alexandre Avelar, Brenda Zeni, Dezoito21, Guerra em Paz, Otto Ramos, Rafael Vasconcelos, Stereovitrola, Vini, VM Rock, Zé Ninguém, Michel Lawrence e Sr. Caos.

No Amapá tem muita banda de qualidade, que desenvolve um trabalho profissional com a gravação de discos autorais físicos e nas plataformas virtuais. É importantíssimo valorizar o som revolucionário dos gritos e ruídos vindos do Norte. Desta forma, para ampliar a campanha, o movimento também criou um selo para compartilhar nas redes sociais: Eu apoio o rock amapaense. A proposta é que mais pessoas venham somar, compartilhando com os amigos o que é produzido em terras tucujus.

Lista de canais do AP Rock YT UP:

1. VM Rock

2. Dezoito21

3. Guerra em Paz

4. Marcel Valkant

5. Ravel Amanajás 

6. Brenda Zeni

7. Stereovitrola

8. Vini Gonçalves

Texto: Daniel Alves – Jornalista e colaborador do De Rocha
Edição: Elton Tavares

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (meu texto em homenagem ao melhor estilo musical da galáxia) #DiaMundialDoRock

Amo Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. O gênero sonoro mais legal de todos, fruto da junção do Jazz e Blues, é celebrado nesta data porque em 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia. Lá se vão 35 anos do show que mudou a história do rock.

Sobre viver o Rock

Já em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

Lembro o momento exato que me apaixonei perdidamente pelo Rock. Em 1989, assistia a novela Top Model (sim, naquela época eu não tinha tantas opções) e torcia para o Gaspar (Nuno Leal Maia), um hippie remanescente de sua geração e surfista quarentão, lembrar-se da sua esposa, Maria Regina Belatrix (Rita Lee), que o havia abandonado.

Sempre fomos do Rock

Tudo porque durante as lembranças do cara, em imagens preto e branco, tocava “Stairway to Heaven”, canção clássica do rock and roll, da banda inglesa Led Zeppelin. Era firme. Eu tinha 13 anos. Muito antes, eu já curtia rock nacional e Beatles. Acho que curto som bacana desde 1986.

Sempre fomos do Rock

Desde que cai de amores pelo Rock, foram muitas festas nas quadras de escolas de Macapá, bares, boites, shows na capital amapaense e fora dela. Shows memoráveis e emocionantes nas grandes cidade e festivais inesquecíveis.

Alguns dos shows que fui e fotografei

Aqui na minha aldeia já vi apresentações de várias bandas nacionais. Fora do Amapá, já fui para quatro festivais Lollapalooza, onde assisti aos shows do Interpol, The Smashing Pumpkins, Raimundos, New Order, Pixies, The XX, Metallica, Duran Duran e The Strokes. Isso sem falar nas excelentes apresentações de Rancid, Jimmy Eat World e Criolo. Também rolou de ver, graças a Deus, Red Hot Chilli Peppers, U2, Pearl Jam, The Killers, Radiohead, Morrissey e The Cure (o melhor de todos).

Além disso, procuro incentivar por meio de divulgação todos os eventos rockers no Amapá. Nos anos 90, produzi algumas festas e até criamos um movimento chamado Lago do Rock, em 2004. Coleciono grandes momentos felizes na vida. A trilha sonora dessa memória afetiva é 90% Rock. Bons tempos!

Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

Final do show do Morrissey – Brasília (DF) – 2015. Da esquerda pra direita: Adê Belém, Anderson Miranda, Cid Nunes, Emerson Tavares, Andresa Ferreira, eu e Patrick Bitencourt. Foto de uma adorável desconhecida de prá nome Cassiana. Valeu, amigos!

O Rock n’ Roll me salvou. Graças a ele, não tenho uma vida ordinária e nem me tornei um  “eclético”. Não só amo o estilo, mas vivo o Rock. Se não estivéssemos vivendo dias de confinamento por conta da pandemia, hoje era seria dia de escutar som, beber e aglomerar. Mesmo assim, Feliz Dia Mundial do Rock e LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

“O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês

Elton Tavares

Sobre a Origem do Rock e do Dia Mundial do Rock #DiaMundialDoRock

Amamos Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. No dia 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia. Lá se vão 35 anos do show que mudou a história do rock.

Em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock. Vamos resumir a ópera (tudo bem, é um resumão, mas vocês vão curtir):

Sr. Jazz e Sra. Blues

Há cerca de 70 anos, um casal de velhinhos, casados desde o fim da segunda guerra, ambos de pele escura, donos de vozes graves e um jeito simpaticíssimo, risonhos e alegres, que adoram “mexer as cadeiras”, como eles mesmos dizem, brigavam com uma vizinha, a Senhora Música Clássica. É, o Sr. Jazz e Sra. Blues não eram fracos.

Reza a lenda que quando eles saiam por aí juntos, ninguém era de ninguém, e por isso, até hoje é difícil saber quem são os verdadeiros pais dos quatro garotos que brotaram dessa relação tão moderna. O Rockabilly, Rock Progressivo, Hard rock e Rock Pop.

Rockabilly

Rockabilly, o irmão mais velho, herdou dos pais a incansável vontade de dançar. Na adolescência andou muito com um dos seus irmãos, o Rock Pop. Usava calça boca de sino, topete e óculos escuros, mesmo quando não fazia sol. Fez um tremendo sucesso entre as garotas quando jovem, mas se tornou um velho gordo.

Rock Pop

O Rock Pop está sempre na moda, mas quando quer dizer algo, se perde em suas contínuas mudanças de opinião. Já andou com todos os seus irmãos, mas sempre teve problemas com o Rock Progressivo. O que se sabe, é que ele está sempre montado na grana e quem anda com ele, sempre se dá bem financeiramente. Rock Pop é viciado em dinheiro e se vende por qualquer coisa. É normal ouvir falar por aí que ele é um enganador, mas nunca ninguém conseguiu uma prova concreta.

Rock Progressivo

O Rock Progressivo, por sua vez, está na cara, no corpo e no jeito de ser de um legítimo filho do Sr. Jazz e Sra. Blues. É um cara exibicionista, adora se “amostrar”, fazendo inúmeras loucuras. Às vezes, fica chato por demorar muito tempo em suas loucuras, só porque é difícil de fazer. Isso causa irritação em muitas pessoas, mas no fundo, é um cara bacana.

Hard Rock

O Hard Rock é o mais revoltado da família. Às vezes, no meio da diversão se torna meio dançante. Cabeludo, adora usar lenço na cabeça, maquiagem e vive fazendo poses homossexuais. Alguns o chamam de gay, outros dizem que ele só se comporta assim para causar impacto. O que se sabe é que na adolescência, ele era ninfomaníaco e usou e abusou das drogas. Mas logo casou e teve dois filhos. O primogênito Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Heavy Metal
Punk Rock

No meio disso tudo, a vizinhança comenta que o Sr. Blues teve um namoro sério com uma ativista política, e dessa relação surgiu o Rock, simples assim. Um rapaz afoito, naturalista e espontâneo. Nunca teve papas na língua e dizia exatamente aquilo que pensava. Às vezes era muito relaxado, tentou ser igual ao pai, mas não teve sucesso nessa tentativa e se frustrou. Surgindo daí um sentimento de revolta meio contido, que só era observado nas entrelinhas.

Dependendo do seu humor, ele não tá nem aí para nada. Fala de igualdade e exalta idéias comunistas. Este teve dois filhos com uma namorada linda e problemática. O Grunge e o Hard Core.

O Hard Core adora andar de skate pela casa, quebrando tudo, porém é um cara organizado, gosta de filmes de surf e tem o corpo todo tatuado. Às vezes fica meio EMOtivo e reclama muito da vida, mas todos sabem que é por causa da namorada que o trai o tempo todo.

Grunge

O Grunge é melancólico por natureza, também reclama muito da vida. Está na puberdade e por isso a sua voz desafina constantemente. Ele costumava levar a vida de uma forma suicida, anda dizendo para todo lado que nada importa…nevermind!!

Heavy

O Heavy Metal é um alcoólatra fortão, cheio de tatuagem de caveira pelo corpo. Adora andar a toda velocidade na sua Harley Davidson. É uma aficionado pela Mitologia Nórdica, Ocultismo e odeia a Igreja Católica. Alguns dizem que ele tem um pacto com o Diabo. Pois tem uma voz grave, mas quando grita, fica tão aguda que é capaz de quebrar os vidros do espelho. Tem fama de malvado, mas na verdade, não é. Trata-se de um cara gente boa, que se dá bem com todo mundo. Ele teve vários filhos: Thrash , Melódico, Prog Metal, Death, Black, Doom, Gothic, todos são muito unidos.

E isso aí, demos uma viajada, mas o que importa é que amamos o Rock and Roll. O estilo é fundamental para nós e nossos amigos. Costumamos comparar o Rock com o Universo. Os dois estão em constante expansão e em alta velocidade. Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas.

É o velho lance de superar momentos difíceis, voltar com força total. Assim Raul, o pai do rock nacional, inventou o termo “metamorfose ambulante”. Ele se descreveu como pessoa e usou isso para explicar o rock and roll. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

*Texto escrito há oito anos a quatro mãos por mim, Elton Tavares e André Mont’Alverne, nosso antigo colaborador.

Em alusão ao Dia Mundial do Rock: Banca Rio’s Beer e banda Além do Rádio promovem live em tributo à Legião Urbana, neste sábado (11)

Hoje (11), a partir das 19h, vai rolar Live Especial Legião Urbana. O Tributo será feito pela banda Além do Rádio, especializada em Rock’n’roll Nacional. O show on-line será dentro das instalações da Banca Rio’s Beer, melhor loja de cervejas especiais e artesanais de Macapá, com transmissão pelos perfis da loja e do grupo nas redes sociais Facebook (https://www.facebook.com/alemdoradio/https://m.facebook.com/bancariosbeer/) e Instagran (@alemdoradio / @bancariosbeer). O evento acontece em alusão ao Dia Mundial do Rock, celebrado no dia 13 de julho e tem o objetivo de proporcionar cultura e lazer aos fãs de “roquenrrou”, nestes tempos de confinamento.

“Iremos revisitar a maior banda do rock nacional dos anos 80, vamos passear por todos os discos e fases da banda que mudou a história do rock brasileiro. Um presente pra todos os legionários”, garantiu o vocalista, guitarrista e líder da Além do Rádio, Ewerton Dias.

Rock e Cerveja

A Banca Rio’s Beer está com novo espaço físico, na Avenida Mendonça Furtado, 1773. Nesta parceria com o grupo de rock, cederá a parte externa da casa para a transmissão, tudo com os devidos cuidados por conta da pandemia.

A Banca não abrirá nesta noite, mas a casa funcionará com drive thru. Ou seja, você pode ir lá comprar as melhores cervejas e de quebra ainda escutar um som bacana enquanto aguarda. Mais Informações pelos telefones: 96 98117-8839 (Igor Maneschy) e 91 98509- 2293 (Austy Maneschy).

Dá um olho no menu de cervejas artesanais da Banca https://app.menudino.com/bancariosbeer, nos pedidos acima de R$ 100,00 vai rolar um presente exclusivo. O Delivery e retirada começam a partir das 16h.

Sobre a Além do Rádio

A Além do Rádio é uma banda com uma proposta de fugir do “mais do mesmo” e tocar o lado “B” dos hits das bandas oitentistas. Com um repertório diversificado, eles são muito bons. O grupo é formado por Ewerton Dias (guitarra base e vocal), Fernando Cabral (guitarra solo), Maycon Silva (baixo) e Júnior (jotaerre) na bateria.

Sobre a Legião

Formada originalmente por Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, a Legião foi e sempre será a maior de todas as bandas deste país. Eles venderam 20 milhões de discos durante a carreira. Duas décadas após a morte de Russo (e Rocha, mas ele saiu logo no início, o grupo ainda apresenta vendagens expressivas.

Sabe, sempre fui fã da Legião Urbana. As músicas embalaram noites memoráveis – quando andei com os loucos – e foi trilha de paixões inesquecíveis da juventude. Eles marcaram a minha geração e a geração anterior à minha.

Show de 2019 – Foto: Sal Lima

Nós, amapaenses, tivemos a oportunidade de assistir a dois shows da Legião anos de 2016 (“Legião XXX anos”, que celebrou os 30 anos da Legião) e 2019 (comemorativo aos 30 anos dos álbuns “Dois” e “Que país é este”), com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e André Frateschi. Ambos, momentos inesquecíveis, repletos de memória afetiva. Quem não foi, perdeu.

Portanto, bora curtir essa Live, pois conheço o trabalho da Além do Rádio e os caras mandam muito bem!

Urbana Legio Omnia Vincit (Legião Urbana Vence Tudo). Força sempre!

Elton Tavares