Hoje é o Dia Internacional da Mulher

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Hoje (8) é o Dia Internacional da Mulher. Neste domingo, rendo homenagens à minha mãe (rainha e mulher mais importante na vida), avós, cunhada, sobrinha, algumas tias e primas, colegas de trabalho e muitas amigas queridas.

Eu não seria ninguém sem a insistência, amor e zelo de algumas mulheres. Sobretudo da minha mãe, a amorosa e batalhadora Lúcia, o maior exemplo de amor e luta por direitos feministas que conheço (como diz o Veríssimo: “as mães são a comunicação direta com Deus”). Parabéns para minha cunhada, guerreira que cuida dos meus amores Emerson e Maitê, essa última ainda criança, mas que será uma baita mulher. Boto fé!

Agradeço pelos anos de dedicação da vó Peró e tia Maria (as duas são uma espécie de mãe para mim).

Minha gratidão pela amizade de tantas mulheres que é difícil nomeá-las aqui. Se assim o fizesse, cometeria algumas injustiças.

Sou grato ainda à aquelas que foram minhas amigas e por conta das curvas na estrada da vida, deixaram de ser, mas que tiveram papéis fundamentais em algum momento desta caminhada.

Ah! as mulheres!!! Mulheres!!! Sem vocês seríamos apenas um espermatozóide vagando à esmo; como um barco bêbado rumo ao infinito imprevisível” – Régis Sanches.

A origem da data

A data foi marcada por uma greve em uma fábrica de tecidos em New York, no dia 8 de março de 1857. As operárias protestaram e só queriam melhores condições de trabalho. Como acontece até hoje, a manifestação foi reprimida violência. Mas lá foi mais desumano que o “habitual”. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Ao todo, 130 tecelãs morreram carbonizadas. Triste, fatídico e histórico.

Só em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, por conta da barbárie de 1857 e em homenagem as vítimas. Como tudo para os seres humanos do sexo feminino é difícil, somente em 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Enfim, agradeço a todas vocês, mulheres da minha vida, por tudo. Muito obrigado e meus parabéns pela data!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Pedro Júnior! – @P_Aureli0

Hoje o bacharel e Direito e colaborador da Cunha & Tavares Consultoria, Pedro Aurélio Júnior gira a roda da vida. Filho caçula do querido tio Pedro, Jr. é mais que meu primo, é um amigo. Uma espécie de irmão mais novo. Às vezes fico muito puto com ele, mas o amo de verdade.

Neto mais novo da vó Peró, irmão do Marcelo, são-paulino sofredor convicto, amante de Rock and Roll, música eletrônica e cervejas especiais e esportista (já foi praticante de artes marciais, jogou bola, tênis e foi corredor de rua, hoje dia tira a cana do corpo em academias).

Eu nunca tinha brigado com o Pedro, mas ano passado rolou. Espero que tanto ele, quanto eu, tenhamos aprendido o que é mais importante: a amizade e a nossa família.

Sempre digo que eu já era adulto quando ele e Ana (nossa prima de mesma idade dele) chegaram e trouxeram ainda mais alegria pra nossa família. E foi assim mesmo. Amo os dois, que são tão diferentes, mas igualmente importantes para mim.

Pedro Júnior ainda tem muito o que aprender sobre malacagens e perrengues da vida, mas ele dará conta. O cara deixou de ser aquele moleque, o meu priminho mais novo e hoje em dia é um parceiro prestativo e fiel. Um comparsa (risos) e um grande brother. Entretanto, digo a ele que até para ser doido, é necessário dar o batalho. Acredito que PJ já sacou que é por aí mesmo.

Se alguém brigar com PJ, que não seja o pai dele ou algum de nós (só nós podemos), briga comigo, pois ele é o nosso caçula, o mais novo do Clã e a gente ama o moleque.

Pedro, meu primo-irmão, que tenhas sempre saúde e sucesso na jornada. Que a gente ainda beba, ria e pire muito junto. Por pelo menos mais umas duas décadas (que acho que será o máximo que aguento de boemia, rs). Sabes que podes contar comigo. Te amo!

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Minha tia preferida gira a roda da vida hoje. Feliz aniversário, Maria Penha Tavares!

Sempre digo que, “graças a Deus tenho uma sorte dos diabos”. Sim, sou um cara abençoado por ter pessoas incríveis ao meu redor. E melhor, que nutrem amor por mim em uma relação recíproca. Um destes afetos, dos de primeira linha, gira a roda da vida hoje. Maria Conceição Penha Tavares completa 67 fevereiros (apesar de parecer no máximo uns 50). Ela é minha tia preferida, uma pessoa que amo de forma desmedida.

Entre as várias facetas de tia Maria, como competente bancária durante décadas, contadora e colaboradora da Cunha & Tavares Consultoria, tia e irmã amorosa, certamente a de filha é a sua maior marca. Não desmerecendo seu lado profissional, onde ela sempre foi extremamente comprometida e eficaz, mas é que a nossa Maria vive duas vidas: a dela e a da nossa matriarca, minha amada avó Peró. Quem conhece essa linda história sabe da nobreza e total compromisso da titia para com sua mãe. A gente só agradece.

Mas este é um texto de aniversário. Pois bem. Antes de felicitar, preciso contar histórias sobre minha relação com Maria Penha (Conceição para alguns ou só Penha para outros).

Ela sempre esteve lá. “Que esse desespero é moda em 76”, cantou Belchior em “A Palo Seco”, mas o desespero não foi tão desesperante assim, a tia estava lá. É que nasci naquele ano e mamãe teve um problema de saúde. Tive que ficar com meus avós e tia Maria. Nunca mais sai da casa deles. Meu coração vive lá.

Tia Maria foi minha amiga desde o início, e seu um dia eu for pra Maitê a metade do tio que ela foi e é pra mim, a missão estará cumprida com sucesso. Costumo contar que Maria Penha foi a pessoa que me educou musicalmente. Graças a ela, gosto de música boa.

Já disse e repito, ela sempre foi uma espécie de mãe, madrinha, amiga, apoiadora, conselheira, parceira, entre outras tantas coisas maravilhosas que essa pessoa sensacional representa na minha existência.

Com Maria, ao longo destes meus 42 anos, vivemos muitas vidas nesta vida. Fomos colegas de trabalho, quando ela me orientava sempre, somos parceiros de cerveja, papo e som. Ela é sempre minha companheira quando precisamos ficar no hospital com a vó (ainda bem que há tempos não temos essa necessidade) e acima de tudo, ela é uma grande amiga que tenho nessa jornada. E desconfio que também foi assim em outras passagens por aqui.

Por ser essa pessoa fantástica que ela é, todos nós a amamos. Eu mais que alguns, certamente (risos). Sou grato à Deus pela existência de Maria orbitar a minha vida e vice-versa. A gente nem sempre concorda, mas nos apoiamos sempre.

Tia, tu sabes o quanto te admiro e respeito. Que tu sigas com saúde sempre. Do resto você sempre deu conta. Obrigado por tudo e parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares (mas falo pelo Emerson Tavares também). 

Hoje é o Dia Internacional do Maçom (meus parabéns à Ordem e sobre os maçons da minha família)

Hoje é o Dia Internacional do Maçom. A data é celebrada em 22 de fevereiro por conta do aniversário do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington. Ilustre Irmão Maçom e principal artífice da independência dos EUA. Inclusive, ao assumir o mandato, em 1789, prestou seu juramento constitucional sobre a Bíblia da Loja Maçônica na qual era Venerável Mestre.

O conceito de Maçom diz: “homens de bons propósitos, perseguindo, incansavelmente, a perfeição. Homens preocupados em ser, em transcender, num preito à espiritualidade e à crença no que é bom e justo. Pregam o dever e o trabalho. Dedicam especial atenção à manutenção da família, ao bem-estar da sociedade, à defesa da Pátria e o culto ao Grande Arquiteto do Universo”.

Maçonaria é uma sociedade discreta e, por essa característica, entende-se que se trata de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam. Seus membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade. Além do aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática, filosófica, progressista e filantrópica.

Maçonaria no Amapá e meu avô maçom

A Maçonaria existe no Amapá desde 1947, quando foi fundada a Loja Maçônica Duque de Caxias, localizada na Avenida Cloriolano Jucá, Nº 451, no Centro de Macapá. Hoje existem 24 lojas maçônicas no Amapá. Destas, 13 são da Grande Loja do Amapá e 12 da Grande Loja Oriente do Brasil. Além da capital, os municípios de Mazagão, Porto Grande, Santana e Laranjal do Jari possuem uma loja cada.

João Espíndola Tavares, meu amado e saudoso avô.

Meu avô paterno, João Espíndola Tavares, foi maçom. Aliás, foi um homem dedicado à Maçonaria. Vou contar um pouco dessa história:

Em 1968, após ser observado pela sociedade maçônica de Macapá, João Espíndola (meu avô) foi convidado a ingressar na Loja Maçônica Duque de Caxias, onde foi iniciado como Maçom. Logo se destacou dentro da Ordem por conta de seu espírito iluminado. Foi um dos maiores incentivadores de ações filantrópicas maçônicas no Amapá.

João foi agraciado, em 1981, após ocupar 22 cargos maçônicos, com o Grau 33 e o título de “Grande Inspetor Litúrgico”. Ele sedimentou seus conhecimentos sobre literatura mundial lendo de tudo.

Vô João transitou por todos os cargos da Ordem. As cadeiras que ocupou foram sua ascendência à graduação máxima da instituição. Foi Vigilante, 2ª Mestre de Cerimônias, Venerável Mestre, 1º Experto Tesoureiro, Delegado do Grão Mestre para o 11ª Distrito Maçônico e presidente das Lojas dos Graus Filosóficos. Também foi um dos participantes do Círculo Esotérico da comunhão dos membros.

Meu avô é o primeiro da esquerda. Nessa foto, com outros maçons, entre eles o senhor Araguarino Mont’Alverne (segundo da direita para a esquerda), avô de amigos meus.

Ele também integrou o grupo de humanistas da instituição, que objetivava a assistência social e humanitária, oferecendo atendimento médico gratuito ao público. A entidade filantrópica também ministrava aulas preparatórias para candidatos ao exame de admissão ao Curso Ginasial, que hoje conhecemos como Ensino Médio.

Quando ele morreu, em 1996, em nota, a Maçonaria divulgou: “Durante sua estada entre nós, sempre foi ativo colaborador e possuidor de um elevado amor fraterno”.

Há nove anos a Loja Maçônica do município de Mazagão, Francisco Torquato de Araújo, comemorou 20 anos de fundação. No evento, a instituição homenageou seus fundadores, entre eles o patriarca da minha família paterna, João Espíndola Tavares.

Tio Pedro, Venerável da Loja Duque de Caxias, ao lado do Anatal, Venerável da Loja Acácia do Norte.

Tio Pedro, o Venerável Mestre

Meu tio e querido amigo, Pedro Aurélio Penha Tavares, é o único maçom da minha família. Ele também é o atual Venerável Mestre da Loja Duque de Caxias, que este ano completou 70 anos de fundação. Meu avô, lá nas estrelas, deve ter muito orgulho de seu filho, que seguiu seu caminho Maçônico.

Não sei se um dia terei perfil para ser um membro da nobre instituição, mas seria uma honra. Lembro de crescer com um certo fascínio sobre a Maçonaria por conta do meu avô. Além do vô João e tio Pedro, parabenizo todos os meus amigos maçons. São eles: Nilson Montoril Júnior, Fernando Canto, Silvio Neto, Renivaldo Costa, Mateus Silva, Vladimir Belmino, Anderson Favacho e meu, entre outros que não me recordo agora. Congratulações pela data!

“Fale de sua aldeia e estará falando do mundo” – Leon Tolstoi.

Elton Tavares

Meus parabéns, Adriano Siqueira!

Dou valor em muita gente. Hoje em dia, nem tenho tanto contato com algumas dessas pessoas. É o caso do José Adriano Siqueira da Silva. Conheci o Zé Adriano em 1993, no apartamento da tia Sanzinha. Ele era namorado da minha querida prima Silvana Sena, com quem é casado há mais de duas décadas. Hoje é aniversário do cara. Aliás, um baita cara!

O “porco alemão”, apelido dado ao Adriano por sua turma de Belém (PA), é o pai amoroso do Felipe, marido apaixonado da Silvaninha, um filho sempre dedicado, um dos remistas mais remistas que conheço, além de botafoguense conformado (ele torce para esses dois timinhos, mas o importante é ter saúde).

O brother também é um cervejeiro convicto, amante de boa música, irmão exemplar e amigo pra todas as horas (afirmo isso com veemência, pois o cara já me ajudou e muito nessa vida).

Zé Adriano foi um dos grandes amigos que meu saudoso pai Zé Penha teve, e certamente é um dos que posso me orgulhar de ter amizade. Apesar da gente não ter tantos encontros como antes, sei que posso contar com ele e é recíproco.

Em resumo, Zé Adriano é um homem de bem e com toda a certeza, um dos melhores seres humanos que conheci nessa vida (e talvez nas outras). “Germany Pig”, que tua vida seja longa e com muito mais saúde e sucesso. Que tua jornada atinja no mínimo mais 53 fevereiros chuvosos. Tu és do coração, mano velho.

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Sobre domingos de quando eu era moleque

Quando eu era moleque, nas manhãs de domingo, acordava com a MPB rolando no toca-discos de vinil, meu pai já tomando uma e minha mãe cozinhava (isso quando não íamos comer fora). O cheiro porreta da broca já exalava na casa. Meu irmão ainda tava na parte de cima do beliche, desmaiado. Eu o acordava pra começarmos a brincar, azucrinar e dominar o mundo. Papai, sempre carinhoso, nos abraçava e cheirava. Mamãe, também amorosa, mas mais comedida, dava um beijo em cada um dos moleques. Uma vida vivida no amor. É assim até hoje, mas sem o velho Zé Penha. Que saudades!

“Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez” – Trecho do poema “Filtro Solar”.

Elton Tavares

Hoje é dia de Maria Lúcia. Feliz aniversário, mãe!

A orientadora educacional e professora aposentada, Maria Lúcia Neves Vale, completa 65 anos de vida neste domingo. Eu e meu irmão, Emerson Tavares, temos a honra e muuuuuita sorte de sermos seus filhos, pois a amamos e somos correspondidos desde o início desta jornada (no meu caso, há 42 anos). A “Lucinha” é a filha mais dedicada da vovó Cacilda, avó coruja da pequena Maitê e esposa do Enilton.

Mamãe é íntegra, honesta, inteligente, batalhadora, e decente. Também é a melhor cozinheira do mundo (da Galáxia é a vó Peró), minha conselheira, benzedeira e melhor amiga. Uma espécie de Deus particular, que sempre me protege, orienta, ajuda, cuida e, se for preciso, briga por mim.

É impossível contabilizar os benefícios que recebemos de nossos pais, particularmente na infância. Mamãe sempre fez das tripas coração para que tivéssemos um ambiente seguro de amor, que foi a base de nossa educação e dos valores que aprendemos com ela.

Deus deve ter dito: “Godão, tu vais ser um nó-cego se depender somente do teu livre arbítrio, mas vou te dar uma força, vou te enviar dois anjos da guarda para segurar tua onda nessa vida”. E assim, nasci filho de Maria Lúcia e irmão de Emerson Tavares.

Lucinha sempre abre frestas de claridade e ilumina meus, às vezes, escuros caminhos. Ela ama dançar e viajar. Eu admiro sua vontade invencível de viver. Aliás, a vida tem desdobramentos imprevisíveis, mas usa a força do bem a seu (nosso) favor.

Da mamãe herdamos atitude, força e firmeza. Eu e Emerson talvez não fossemos caras corretos, trabalhadores e todo o resto de coisas legais que nos tornamos se não fosse por conta dela. Temos um forte laço de amor, que só se reforça ao passar dos anos.

Mamãe, parabéns pelo teu dia. Que sua vida seja longa, com muita saúde, festas para dançar, divertidas rodas de amigos, e viagens inesquecíveis. A gente te ama demais. Obrigado por tudo e feliz aniversário!

Elton Tavares e Emerson Tavares (pois como irmão mais velho, posso falar pelo Merson)

Onde andará Mariazinha, que estaria festejando entre nós 85 anos? Saudades minha estrela!

Dia 2 de fevereiro de 1934 foi o dia do calendário escolhido para dar início à saga da mamãe neste mundo. Não que tenha nascido nesta data, mas foi a ditada em seu registro de nascimento, e nem ela sabe o porque, assim como tantos outros porquês de seus primeiros anos neste mundo que ficaram sem respostas. E sua passagem por aqui foi sempre desse modo, com uma cortina de mistérios nunca desvendados, alguns ela se recusava a falar, e outros, nunca ela nem nós descobrimos. Nossa Mariazinha jurou que antes de partir iria nos dizer o que sabia de sua infância, mas a dificuldade em se comunicar quando percebeu que era chegada sua hora, e nossa falta de habilidade com a leitura de pensamentos e outros métodos e linguagens, além da situação triste e incômoda em sua última estadia, no hospital, não inspirava curiosidade, porque nossa esperança que dali levantasse, era maior que qualquer outro sentimento.

Eu sempre tive curiosidade em saber de onde tinha vindo aquela mulher baixinha, forte, decidida e trabalhadora, que não cansava de repetir todo sacrifício que passou para estudar e trabalhar ao mesmo tempo, morando na casa dos patrões, e tendo como única referência de família a madrinha e o padrinho, Dolores e Eugênio, que colocaram no seu registro de nascimento seus nomes, e que aprendemos a chamá-los de avô e avó. Ninguém dizia nada, uma única pista, e os caminhos para encontrar o início dessa história ficavam turvos com a falta de informações, porque o mais perto que tínhamos da verdade era o sobrenome Alcântara, e que ela vinha das ilhas do Pará. O pouco que ela sabia, se foi com sua memória, e continuamos aqui, sem saber dos primos e tios que não conhecemos, e nem como eram nossos verdadeiros avós. O sobrenome que ganhou dos padrinhos foi Cardoso Coelho, herdamos o Cardoso, e ela adotou o Maciel do papai. E os filhos da Maria e do Raymundo formaram então a família Cardoso Maciel.

Assim como os médicos, papai sempre questionou sua idade, e dizia que tinha mais que o registrado oficialmente. Seus documentos indicavam ser mamãe um ano mais velha que ele, também nascido em fevereiro. Nunca soubemos de uma paixão antes do papai, porque sua descrição e falta de amigos da juventude para nos revelar algum segredo, deixou esse campo vazio, e para mim, seu único amor foi papai, com quem se casou na delegacia, na frente do juiz, inúmeras vezes nas fogueiras de São João e na igreja, com uma festa de três dias, narrada com detalhes pelos meus tios. Seus amigos sempre foram a família do papai e da escola Barão do Rio Branco, onde lecionou por longos anos, e nos alertava sobre cuidados com as amizades, talvez por alguma decepção, ou porque seu sangue de índia misturada com a ascendência ribeirinha a tornassem uma mulher desconfiada por natureza.

Para mim, a história de nossa família começou quando mamãe chegou no Bailique, Igarapé Grande do Curuá, para assumir o cargo de professora, e conheceu papai, marítimo, primeiro filho da vó Rosa e do pai que o adotou com um amor imenso, nosso avô Tomás Pena Amanajás, O Velho. Foi a partir daí que ela soube o que era uma família de verdade. Os irmãos do papai, foram alunos da mamãe, e quando se tornaram cunhados, continuaram a chamando de professora, e foi escolhida pra madrinha de familiares e vizinhos, sendo então uma pessoa querida e respeitada, temida e amada. Foi mamãe quem insistiu em vir para Macapá quando minha irmã mais velha terminou a 4ª série. Papai relutou em sair do Bailique, onde caçava e pescava, ajudava vovô no comércio e de onde saia para atravessar rios e mares em barco à vela até Belém para vender mercadoria. Ele então veio, e aqui, por incentivo da esposa, estudou, foi secretário escolar, professor e se aposentou como diretor da escola Augusto dos Anjos, cargo em que ficou por 16 anos.

Depois dessa travessia de mudança pelo rio Amazonas, começa nossa história em Macapá, com mamãe sempre à frente da família, decidindo, opinando, aconselhando, ralhando, com o jeito Mariazinha de ser, que virou lenda entre nós. Sempre nos incentivando a estudar e crescer na vida. Mamãe era feminista sem saber ao certo o que significava esse termo. Dizia sempre pras sete filhas não dependerem de marido, tinha que ter estudo e emprego, e mesmo sem a obrigação de ir às urnas, votava sempre em mulheres, quando elas passaram a ter oportunidade de se tornarem candidatas. Sua elegância estava na naturalidade e simplicidade. Sua história de vida ainda hoje é bússola e os mistérios de sua estadia aqui, nossa força para sermos sempre unidos e nunca passarmos pela saudade de algo que não viveu.

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

Me vejo hoje repetindo os gestos e manias que critiquei e viraram piadas iniciadas por papai, e se tornaram folclore entre nós, como me preocupar com panelas e louças, se tem toalha e lençol para todos que se abrigam em nossa casa, levantar pra confirmar se a porta está de fato trancada, e vou mais na igreja que em qualquer outro tempo, porque o que me ensinou sobre fé e amor, eu fortaleço em frente ao altar, como ela dizia que era o certo. Todos os dias rezo em seu altar na sala, faço o café, e quero mesa arrumada para as refeições. Sinto uma enorme falta dela, que fez de mim uma mulher mais forte e pronta enfrentar muitas guerras, inclusive uma doença em um idoso. Mamãe despertou em mim a segurança que deixei escondida em um canto dentro de mim na pior época da minha vida, porque eu precisava estar firme para cuidar dela, que sempre cuidou de todos nós.

Sou grata eternamente à ela e ao papai, e por eles, quando sinto necessidade, derramo lágrimas de saudades, oro e desejo felicidades para este amado casal, que finalmente se encontrou novamente após 5 anos de separação física. Talvez neste dia 2 , dia de Iemanjá, que como mamãe, é das águas, esteja completando 85 anos, ou mais. Minha única certeza é meu desejo de que mamãe também tenha encontrado sua mãe, pai e irmãos, e que esteja olhando pior nós todos, completando o ciclo de amor que nos envolveu e chegou até filhos, netos e bisnetos, inclusive Maria Elis, que foi sua bonequinha em seus últimos anos.

Nunca esquecerei as primeiras músicas religiosas, para Mãezinha do Céu, Anjo da Guarda, as do Luiz Gonzaga e da Ângela Maria, nem das suas preferidas do Zeca Pagodinho. Não esqueço também das músicas que assobiava na cozinha, dos chorinhos e boleros dançados com papai, dela regando as plantas, fazendo as asinhas de frango de forno e o bife bem passado. Lembro bem do tempo em que decidiu comer somente em um prato em formato de peixe, que já procurei e nunca encontrei; e de seus últimos anos andando devagar pela casa, mas sempre independente, dispensando ajuda; nem de sua saída do banho para o café, da resistência para tomar remédios, e da missa no final da tarde. Saudade grande também do “bença mãe, bença, pai”. Meu Deus, se eu soubesse que a saudade doía tanto, talvez tivesse feito bem mais. Não me arrependo de nada, nem das festas que perdi, nem dos amores que passaram sem eu ter dado atenção, porque hoje meu peito é só gratidão.

Esteja bem mamãe e papai, meus velhos mestres, amigos e protetores, obrigada por tudo!

Feliz aniversário minha estrelinha!

Mariléia Maciel 

Hoje é o Dia da Saudade (e bote saudades nisso!)

Hoje, 30 de janeiro, é “comemorado” o Dia da Saudade. Não encontrei o porquê de hoje ser destinado à falta de alguém ou um lugar. Só sei que todo dia é dia de sentir saudade. O conceito diz: “Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia”.

De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade. Palavra que só existe na língua portuguesa.

eu-e-papai2Bom, eu sou um cara saudoso de tanta coisa. Sinto saudades absurdas do meu pai. Grande saudade do meu avô paterno, de alguns parentes e amigos que partiram para outra vida (ou plano, como quiserem) como meu tio Itacimar (Ita).

Tenho saudade diárias do meu irmão, que reside em Belém (PA) e amigos que moram longe. Também sinto falta de todos aqueles que marcaram minha história positivamente e hoje em dia não fazem mais parte da minha vida.

O escritor Charles Baudelaire disse: “Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno”.

Quem dera ser tãeueav_so simples. Já o poeta Paulo Leminski frisou “Haja hoje para tanto ontem”. Só que o Raul Seixas, o mais maluco dos compositores, foi mais enfático ainda ao dizer: “A saudade é um parafuso que, quando a rosca cai só entra se for torcendo, porque batendo não vai,mas quando enferruja dentro, nem distorcendo não sai”. Perfeito!

Sinto saudade da minha infância, da falta de responsabilidade e dos dengos da minha avó Peró. Saudade dos tempos do Colégio Amapaense, das memoráveis festas de rock, amanhecidas, dos bons tempos com ex amigos, da velha equipe de comunicação e até das boas brigas. É, a gente botava pra quebrar!

Sinto saudades do jornalista e amigo querido Tãgaha Luz, que nos deixou e seguiu para a redação celestial. Que saudades desse cara!

Deus, graças a ele, sobrevivi aos anos 90. Era tudo tão surreal, tão perfeito, tão legal, doce ilusão. Saudades daqueles anos vividos intensamente! Sinto saudades até de ter saudades de alguns que foram tão importantes e agora não passam de mais um rosto na multidão.

Sinto saudades de tanta coisa. Mas, como tudo na vida, há saudades justificáveis.

Também sinto saudades da época que era inocente, que não era tão duro, tão egoísta, tão cético e cínico. A saudade é alimentada pelas ternas lembranças guardadas na memória e no coração. E é tanta coisa que nem dá pra listar aqui. Isso acontece todos os dias e não somente hoje.

Li em algum lugar que, se sentimos saudades, é porque valeu a pena. Vida que segue. E graças a Deus, segue feliz, mesmo com minhas saudades. É isso!

Elton Tavares

Minhas ausências involuntárias

 

Não fui na casa da minha avó paterna neste fim de semana passado. Já fazia quase uma semana que não nos vemos. Estas “ausências involuntárias” são muitos ruins. Se você se ausenta, some por algum motivo, é uma coisa, mas por razões que fogem ao seu controle é bem triste, principalmente quando quem sente sua falta são as pessoas que você ama.

Eu deveria, por exemplo, me organizar para ir ver os meus corações que moram em Belém (PA), periodicamente. Falo da minha sobrinha, irmão e cunhada, além da querida amiga Rita. Mas por pura falta de empenho, isso não acontece.

Essa rotina frenética nos afasta de muita gente importante, às vezes chego cansado do trabalho, tomo um banho e vou direto para cama. Mas nunca esqueço de quem amo. Às vezes, já tarde da noite, penso: “eu poderia ter ao menos telefonado hoje, mas agora já não dá mais tempo ”.

Um dia, encontrei um amigo do passado e comecei a me perguntar: por que nos afastamos? Não encontrei motivo algum, foi a vida, nossas prioridades e escolhas, mas o cara ainda é “considerado” um amigo querido. Doideira, né?

Graças a Deus (ou seja lá o nome Dele), tem muita gente que gosta de mim, já passei por diversas turmas, tenho velhos e bons amigos. Quando encontro alguns deles, seja em Belém ou Macapá, sempre rola aquele papo: “pô, vamos marcar algo, será muito legal”. E nunca acontece o tal encontro, falamos tudo da boca para fora, involuntariamente.

Meu falecido pai um dia me disse: “temos que dizer para as pessoas que amamos que as amamos hoje, amanhã pode não ser possível”, concordo.

É isso mesmo. Preciso urgentemente visitar pessoas queridas, prestigiar aniversários e ir a festas de gente que gosta de mim. Tudo isso parece simples, mas, por algum motivo, às vezes deixo de lado. Não sei vocês, mas preciso dar um jeito nas minhas ausências involuntárias.

O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade” – John Dryden.

Pensem nisso e tenham uma ótima semana.

Elton Tavares

*Republicado pelo mesmo motivo. 

Hellen Cortezolli gira a roda da vida. Meus parabéns, nerdzinha! – @Cortezolli

Hoje a filha amorosa do Aécio e Lu, supervisora financeira da Walmart Brasil e minha querida amiga, Hellen Cortezolli, gira a roda da vida e muda de idade. Jornalista por formação, ex-blogueira, mulher bonita e inteligente, entre outras tantas coisas lindas que essa gaúcha é, me fizeram cair de amores por ela há quase uma década. Mas este amor não se trata do comum entre um cara e uma menina, mas sim de irmão mais velho para com a “nerdzinha”.

“Samoleca” sempre foi Phoda no que se dispôs a fazer. Trabalhamos juntos em 2010 na assessoria de comunicação do Governo do Amapá, quando nasceu essa amizade que perdura pelo tempo e distância física. Aliás, o tempo só fez bem a ela, pois Cortezolli está mais bonita, mais segura e eu orgulhoso dela. Sinto saudades de nossas conversas, de seu sarcasmo, do humor negro latente que contrasta com sua áurea boa dessa menina.

Ex-documentarista, fotógrafa, cinegrafista, editora de imagem, roteirista, atriz de teatro, além de ex- colaboradora deste site, Cortezolli é uma pessoa que está do outro lado do Brasil, mas sempre em meu coração. O importante que ela está feliz lá no Sul e eu sempre torço para a manutenção de sua felicidade.

Uma vez a Cortezolli escreveu em um texto: “amizade é uma relação ímpar, que pode ser par, ou multiplicável pelo infinito”. Boto fé. Sempre digo que amizade é um bem precioso e Hellen é um dos maiores desses tesouros que conquistei na vida.

Hellen, parabéns pelo teu dia. Você sempre está aqui e sempre estará entre as coisas mais lindas que o jornalismo me deu. Tua existência sempre vai orbitar a minha. Te amo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Mazagão completa 249 anos (minha família veio de lá).

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Como já publicado aqui hoje, Mazagão Velho completa 249 anos de fundação nesta sexta-feira. A minha família paterna veio do Mazagão, não do velho, mas do “novo” (que não tem nada de novo). Bom, vou falar um pouco da cidade e depois da relação do local com o meu povo.

O município de Mazagão tem uma história peculiar, rica em detalhes sobre o Amapá. Mazagão foi fundada porque o comerciante Francisco de Mello pretendia continuar com o comércio clandestino de escravos, mas pressionado pelo governador Ataíde Teive, resolveu cooperar, fornecendo índios para os serviços de construção da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Macapá.

Em retribuição, foi anistiado e agraciado com o título de capitão e diretor do povoado de Santana, mas, por conta de uma epidemia de febre, que acometeu os silvícolas, foi transferido para a foz do Rio Manacapuru, e, pelo mesmo motivo em 1769, para a foz do Rio Mutuacá. 67600_493165714105798_851665926_n Em 10 de março de 1769, D. José I, Rei de Portugal (POR), desativou a cidadela de Mazagão, na então colônia do Marrocos (MAR), 340 famílias sitiadas pelos mouros. Elas foram transferidas para Belém (PA). Para alojar estes colonos, o governador mandou construir um povoado às margens do Rio Mutuacá. Em 7 de julho de 1770, começaram a ser transferidos 136 famílias para a Nova Mazagão, hoje cidade de Mazagão Velho, como já denominava-se o lugar, pois desde o dia 23 de janeiro de 1770, havia sido elevado à categoria de Vila.

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Prefeitura de Mazagão – Foto: Elton Tavares

Na verdade, meu saudoso avô paterno, João Espíndola Tavares, nasceu na região do alto Maracá, no Sítio Bom Jesus, localidade de difícil acesso. Para se chegar ao local, as embarcações precisavam passar por muitas cachoeiras do município de Mazagão. E minha santa vó, Perolina Tavares, bisneta do senador do Grão Pará, Manoel Valente Flexa (que foi manda chuva em Mazagão no tempo que lamparina dava choque), também nasceu naquelas bandas. Ah, meu vô foi prefeito do Mazagão (preso em 1964, pela então “revolução”).

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Eu e meus avós paternos – Mazagão – 1978

Lá eles namoraram, casaram e constituíram família. Meu pai, Zé Penha e meus tios Maria e Pedro, nasceram no Mazagão. Os filhos mais novos do casal, Socorro e Paulo, nasceram em Macapá, onde minha família paterna é uma das pioneiras. Meu vô partiu em 1996 e meu pai depois dele, em 1998. Mas a família Tavares preserva a dignidade, o respeito e a amizade, fundamentais para a vida, aprendidos no Mazagão e trazidos para a capital amapaense.

Quando criança, fui ao Mazagão, mas não tenho essas lembranças na cachola. Retornei ao município em 2009, quando meu avô foi homenageado na Loja Maçônica da cidade, por ter sido um de seus fundadores. Depois em 2010, a trabalho, para cobrir a Inauguração da Ponte sobre o rio Vila Nova, na divisa da cidade com a vizinha Santana. E depois, em 2012, para a cobertura do aniversário de fundação da antiga vila (há exatos seis anos).DSCN0298

É, minha família paterna veio do Mazagão (na década de 50). De lá trouxe uma nobreza que admiro e muito me orgulho. Não sei explicar a sensação de ir lá, mas a senti todas as vezes. Parece um lugar que já estive há muito, muito tempo. Quem sabe noutra passagem por aqui. Do que tenho certeza, é que tais raízes nos deram muita cultura, histórias legais e respeito às tradições. Meus parabéns, Mazagão!

*Este texto é parte da monografia que escrevi para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação.

Feliz aniversário, Inês Vale!

Hoje aniversaria a servidora pública, bacharel e RH, filha Cacilda da vó Cacilda, irmã predileta da minha mãe, cristã, mas fã de cervas geladas, apreciadora de samba, criadora de cachorros e minha tia, Inês Vale.

Eu e Inês somos amigos. Nossa diferença de idade não é tão grande e por isso convivemos muito. Claro que não somos tão próximos quanto fomos há alguns anos, mas a gente se gosta e se respeita. Se um precisar do outro, nos ajudamos sem pestanejar.

Ela é a melhor amiga de minha mais que maravilhosa mãe. Trata-se de uma mulher forte, honesta, trabalhadora e batalhadora. Uma pessoa sorridente e prestativa. Sobretudo, uma figura do bem.

Meu saudoso pai ajudou a criar/educar a Inês. A gente é amigo desde que me entendo por gente. Enfim, este post é só para parabenizar e desejar à Inês tudo que ela conceitua como felicidade. Que tua vida seja longa e boa, tia. Saúde e sucesso pra ti.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado. 

Há 23 anos, morreu João Espíndola Tavares, meu amado avô

Vó Peró e vô João. Orgulho de descender deles.

Há exatos 23 anos, em 7 de janeiro de 1996, por volta das 18h30 de um domingo, morreu, aos 69 anos, João Espíndola Tavares, meu avô paterno. Ele foi vítima de um acidente automobilístico, na zona Sul de Macapá. Espíndola, como era conhecido em Macapá, foi delegado, diretor da Penitenciária Agrícola do Estado (hoje Iapen), entre tantos outros cargos públicos. Um pioneiro da capital amapaense.

Ele nasceu em 27 de janeiro de 1927, na Região do Alto Maracá, no Sítio Bom Jesus, uma região de difícil acesso, no município de Mazagão.

Vovô também foi prefeito de Mazagão, onde se casou com a minha amada avó, Perolina Penha Tavares. Lá nasceram o meu pai, José Penha Tavares e meus tios, Maria Conceição Penha Tavares e Pedro Aurélio Penha Tavares. João era um visionário doméstico, pois resolveu vir morar na capital para que os filhos tivessem acesso à educação.

Já em Macapá, nasceram os filhos Maria do Socorro Penha Tavares e Paulo Roberto Penha Tavares. Com força de vontade e determinação, Espíndola também conseguiu sorver conhecimento e concluiu o segundo grau (hoje ensino médio) na Escola Gabriel Almeida Café.

Além do sucesso no campo profissional e pessoal, João Espíndola foi um estudioso da filosofia maçônica. Vovô atingiu o ponto alto da nobre ordem, o “Grau 33”. Ele foi muito respeitado pelos membros da augusta arte real. Vovô foi um dos amapaenses presos injustamente, durante o golpe militar de 1964, mas provou sua inocência com altivez e retomou sua gloriosa vida.

Meu avô foi um grande cara. Com a ajuda fundamental da vó Peró, formou uma família íntegra da qual tenho a honra de pertencer. Sou tão fascinado pela trajetória de meu avô, que o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de jornalismo foi sobre sua história.

Cerca de 500 pessoas foram ao seu funeral, dentre elas, secretários de Governo, políticos, empresários e cidadãos comuns, pois apesar de frequentar a alta roda da sociedade amapaense, Espíndola não tinha comportamento elitista, era amigo de “peões” e “doutores”, tratando-os da mesma maneira.

No dia de sua morte, em nota, a Maçonaria divulgou: “Durante sua estada entre nós, João Espíndola Tavares sempre foi ativo colaborador e possuidor de um elevado amor fraterno”. E foi mesmo.

A retidão e firmeza dos meus atos são embasados nos ensinamentos que o nosso “JUCA” repassou a nós durante toda sua vida quando de nossa educação e formação de caráter. Honrarei sempre nosso nome e nossa família” – Pedro Aurélio Penha Tavares (meu tio disse tudo aí).

Eu, com vó e vô. Gratidão!

Ter saudade é um privilégio, pois se sentimos falta de alguém ou de uma época, é porque foi bom. Sempre teremos saudades do nosso “Juca”, que foi (ou voltou) para as estrelas, mas nos ensinou o caminho do bem, lições de amor, sabedoria (que talvez um dia eu aprenda), honestidade e humanidade por ele deixadas, entre milhares de felizes lembranças são nossa herança eterna. Valeu pelo exemplo e pela família, vô João. Até a próxima vez!

Elton Tavares

*Texto republicado e assim será enquanto sentirmos saudades. Ou seja, para sempre!