Se ainda estivesse por aqui, meu pai faria 69 anos hoje

No dia de hoje (17), se meu saudoso pai estivesse entre nós, faria 69 anos. Antes eu dizia “se estivesse vivo”, mas ele está, dentro de nós. É difícil definir um modelo de vida, acredito que cada um vive da forma que lhe é aprazível. José Penha Tavares viveu tudo de forma intensa e foi um homem muito feliz.

O mais legal é que ele nunca fez mal a ninguém, sempre tratou as pessoas com respeito e foi muito amoroso com os seus. Meu irmão costuma dizer que ele nos ensinou o segredo da vida: “ser gente boa” (apesar de alguns gatos pingados não comungarem desta opinião sobre mim).

Quando o bicho pega, falo com ele. Uma espécie de monólogo, mas juro que sinto conforto em lhe contar meus raros problemas. Acredito que papai escuta e, de alguma forma, me ajuda. Devaneio? Não senhores e senhoras, é que aquele cara foi um grande pai, ah se foi. Portanto, deve mexer os pauzinhos lá por cima.

Ele partiu em 1998, faz e fará sempre falta. Sinto saudade todos os dias. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Gostaria de lhe dar um abraço hoje, desejar feliz aniversário e tomar muitas cervas com o Penhão, como costumávamos fazer.

Faço minhas as palavras do poema Filtro Solar: “Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez”. Saudade. Feliz aniversário, papai!

Elton Tavares

Hoje é o Dia do Administrador

Hoje, 9 de setembro, é comemorado o Dia do Administrador no Brasil. A data foi escolhida em homenagem a assinatura da Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, responsável por regulamentar a profissão no Brasil, instituída pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.

O administrador é o profissional responsável por gerenciar uma organização, e que pode atuar em diferentes áreas. Para exercer a profissão, o indivíduo deve concluir o curso de ensino superior em Administração de Empresas, numa instituição que seja reconhecida pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Com meus tios e amigos, Pedro e Paulo. Dois administradores competentes.

Cheguei a cursar cinco semestres de Administração, mas não me identifiquei com a profissão. Aliás, administrar é bem difícil para mim. Prefiro escrever mesmo. No jornalismo, me encontrei.

Conheço e admiro um monte de administradores. Entre eles, meus tios Pedro e Paulo ( ambos Penha Tavares, claro), que apesar de terem outros cursos superiores, se formaram e atuaram como administradores por anos, sempre com sucesso.

Em nome dos competentes administradores irmãos de meu pai e queridos amigos meus, homenageio estes importantes profissionais. Meus parabéns pela data!

Elton Tavares

Hoje é o Dia do Irmão e eu tenho o melhor de todos os irmãos. Obrigado por tudo, Merson!

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Este site possui a seção “Datas curiosas”. Para essa coluna escrevo sobre curiosidades dos dias do ano. Na cultura Nepali, 5 de setembro (hoje) é o “Dia do Irmão”. A celebração faz parte de uma série de comemorações de festivais hindu. Lá, este é um dia de reconciliação, perdão e reencontro.

No Brasil, o dia surgiu por iniciativa da Igreja Católica, que homenageia o aniversário de morte da missionária Madre Teresa de Calcutá, desde 2007 – data que completou 11 anos de sua morte, também 5 de setembro. No entanto, não há um registro que oficialize a data no país.

Sim, eu sei, todos os dias é dia do irmão. Além de irmãos de sangue, todas àquelas pessoas especiais, consideradas grandes amigos e que também são como irmãos. Tenho tantos que não vou nomeá-los neste texto, pra não correr o risco de cometer injustiças. Aos meus queridos companheiros de vida, meu muito obrigado. Mas vou me ater ao meu irmão de fato, o Emerson Tavares.


Admiro quem é bom irmão, mas a coisa é mais rara do que parece. São tantos casos de pilantragens, traições e falta de amor entre irmãos que, só de saber, lamento. Conheço muita gente que não dá valor aos seus e acho isso lamentável.

Eu tenho muita sorte de ser irmão de Emerson Tavares. O cara é gente boa, espirituoso, inteligente, bom caráter, bom pai, bom marido, bom filho, bom neto e irmão perfeito. Sim, perfeito pra mim. Tenho tanto orgulho dele que não cabe em mim.

Se alguém me perguntasse quem eu gostaria de ter ao meu lado para atravessar qualquer tipo de situação adversa, seria ele. Eu e Merson já enfrentamos muitas barras juntos e sempre vencemos tudo.

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Emerson é o meu melhor amigo. Cara que sempre contei, conto e sempre contarei na vida. Ele me apoia, me aconselha, me ajuda, compra minha briga e, se preciso, me critica para que eu possa melhorar. Ele é sensacional!

Deus foi muito bom comigo. Merson é um cara fantástico. Uma pessoa sensacional que irradia positividade. Ele e minha mãe são pessoas que sempre me apoiaram e sempre apoiarão nesta vida.

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Se você não é tão amigo de seu irmão ou irmã, ainda é tempo de fazer essa relação virar um laço de amor, pois é para sempre.

A canção diz “o amor é um grande laço”. Entre irmãos, ele é mais forte e para sempre. Te amo, Merson! Obrigado por tudo, meu irmão maravilhoso!

Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e certamente quem vai sempre te apoiar no futuro” – Trecho do poema Filtro Solar.

Elton Tavares

Sobre domingos de quando eu era moleque

Quando eu era moleque, nas manhãs de domingo, acordava com a MPB rolando no toca-discos de vinil, meu pai já tomando uma e minha mãe cozinhava (isso quando não íamos comer fora). O cheiro porreta da broca já exalava na casa. Meu irmão ainda tava na parte de cima do beliche, desmaiado. Eu o acordava pra começarmos a brincar, azucrinar e dominar o mundo. Papai, sempre carinhoso, nos abraçava e cheirava. Mamãe, também amorosa, mas mais comedida, dava um beijo em cada um dos moleques. Uma vida vivida no amor. É assim até hoje, mas sem o velho Zé Penha. Que saudades!

“Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez” – Trecho do poema “Filtro Solar”.

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Maçom (meus parabéns a Ordem)

Hoje é o Dia Internacional do Maçom. A data é celebrada em 20 de agosto por conta de que no mesmo dia, em 1822, aconteceu uma sessão histórica entre as Lojas de Maçonaria “Comércio e Artes” e “União e Tranquilidade”, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na ocasião, o Irmão Gonçalves Ledo teria feito um discurso emocionante e inspirador, pedindo a Independência do Brasil ainda naquele ano.

A data oficial foi oficializada no artigo 179 da Constituição do Grande Oriente do Brasil, tornando o dia 20 de Agosto o Dia do Maçom Brasileiro. A iniciativa dele foi aprovada por todos os maçons presentes e registrada na ata do Calendário Maçônico no 20º dia, do 6º mês do ano da Verdadeira Luz de 5.822. Esta data, convertida para o calendário gregoriano (o que é usado na maioria dos países ocidentais), seria equivalente ao dia 20 de Agosto de 1822. Isso teria sido impulso da sociedade maçônica para que o príncipe regente, Dom Pedro I, proclamasse a Independência do Brasil, no dia 7 de Setembro de 1822 (menos de um mês depois da grande reunião no Rio de Janeiro).

O conceito de Maçom diz: “homens de bons propósitos, perseguindo, incansavelmente, a perfeição. Homens preocupados em ser, em transcender, num preito à espiritualidade e à crença no que é bom e justo. Pregam o dever e o trabalho. Dedicam especial atenção à manutenção da família, ao bem-estar da sociedade, à defesa da Pátria e o culto ao Grande Arquiteto do Universo”.

Maçonaria é uma sociedade discreta e, por essa característica, entende-se que se trata de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam. Seus membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade. Além do aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática, filosófica, progressista e filantrópica.

Maçonaria no Amapá e meu avô maçom

A Maçonaria existe no Amapá desde 1947, quando foi fundada a Loja Maçônica Duque de Caxias, localizada na Avenida Cloriolano Jucá, Nº 451, no Centro de Macapá. Hoje existem 24 lojas maçônicas no Amapá. Destas, 13 são da Grande Loja do Amapá e 12 da Grande Loja Oriente do Brasil. Além da capital, os municípios de Mazagão, Porto Grande, Santana e Laranjal do Jari possuem uma loja cada.

Meu avô paterno, João Espíndola Tavares, foi maçom. Aliás, foi um homem dedicado à Maçonaria. Vou contar um pouco dessa história:

Em 1968, após ser observado pela sociedade maçônica de Macapá, João Espíndola (meu avô) foi convidado a ingressar na Loja Maçônica Duque de Caxias, onde foi iniciado como Maçom. Logo se destacou dentro da Ordem por conta de seu espírito iluminado. Foi um dos maiores incentivadores de ações filantrópicas maçônicas no Amapá.

João foi agraciado, em 1981, após ocupar 22 cargos maçônicos, com o Grau 33 e o título de “Grande Inspetor Litúrgico”. Ele sedimentou seus conhecimentos sobre literatura mundial lendo de tudo.

Vô João transitou por todos os cargos da Ordem. As cadeiras que ocupou foram sua ascendência à graduação máxima da instituição. Foi Vigilante, 2ª Mestre de Cerimônias, Venerável Mestre, 1º Experto Tesoureiro, Delegado do Grão Mestre para o 11ª Distrito Maçônico e presidente das Lojas dos Graus Filosóficos. Também foi um dos participantes do Círculo Esotérico da comunhão dos membros.

Meu avô é o primeiro da esquerda. Nessa foto, com outros maçons, entre eles o senhor Araguarino Mont’Alverne (segundo da direita para a esquerda), avô de amigos meus.

Ele também integrou o grupo de humanistas da instituição, que objetivava a assistência social e humanitária, oferecendo atendimento médico gratuito ao público. A entidade filantrópica também ministrava aulas preparatórias para candidatos ao exame de admissão ao Curso Ginasial, que hoje conhecemos como Ensino Médio.

Quando ele morreu, em 1996, em nota, a Maçonaria divulgou: “Durante sua estada entre nós, sempre foi ativo colaborador e possuidor de um elevado amor fraterno”.

Há oito anos a Loja Maçônica do município de Mazagão, Francisco Torquato de Araújo, comemorou 20 anos de fundação. No evento, a instituição homenageou seus fundadores, entre eles o patriarca da minha família paterna, João Espíndola Tavares.

Tio Pedro, o Venerável Mestre

Meu tio e querido amigo, Pedro Aurélio Penha Tavares, é o único maçom da minha família. Ele também é o atual Venerável Mestre da Loja Duque de Caxias, que este ano completou 70 anos de fundação. Meu avô, lá nas estrelas, deve ter muito orgulho de seu filho, que seguiu seu caminho Maçônico.

Hoje, tio Pedro, como Venerável Mestre, expediu a seguinte mensagem pela passagem da data:

Tio Pedro, Venerável da Loja Duque de Caxias

O Maçom, por princípio, não deve ter um dia específico para agir maçônicamente. Todos os dias são Dias de Maçon, pois a construção do Templo Interior é um trabalho árduo, diuturno e que leva uma vida para ser concluído “. Parabéns a todos os IIR . ‘ ., livres e de bons costumes, especialmente os que buscam viver como verdadeiros MMaç . ‘ ., “levantando TT. ‘ . à virtude e cavando masmorras ao vício” para que sejam “Justos e Perfeitos”, parabenizou o Venerável Mestre da Duque de Caxias.

Não sei se um dia terei perfil para ser um membro da nobre instituição, mas seria uma honra. Lembro de crescer com um certo fascínio sobre a Maçonaria por conta do meu avô. Além do vô João e tio Pedro, parabenizo todos os meus amigos maçons. São eles: Nilson Montoril Júnior, Fernando Canto, Silvio Neto, Renivaldo Costa, Mateus Silva, Vladimir Belmino, Anderson Favacho e meu, entre outros que não me recordo agora. Congratulações pela data!

Elton Tavares

Eu lembro, pai. Muito obrigado! – Texto atualizado e republicado por motivo de saudades. 

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Papai, eu e Emerson (no meio, sentado)

Lembro da minha infância com alegria. Eu e meu irmão fomos agraciados com excelentes pais, que nos proporcionaram tudo de melhor possível (e muitas vezes impossível, mas eles fizeram mesmo assim). Graças a Deus, minha mãe continua aqui e é meu anjo da guarda.

Lembro todos os dias do meu pai, José Penha Tavares. Ele faz muita falta. Não só hoje, que é Dia dos Pais, mas sempre. E sempre fará. Difícil compreender as indecifráveis razões de Deus para algumas despedidas.

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Lembro que nós nunca fizemos a primeira comunhão, nem eu e nem Emerson, pois fugíamos das aulas de catecismo para ir com o papai pra AABB. Ele ia jogar bola e nós curtíamos a piscina. Apesar de não ter sido um frequentador de igrejas, Zé Penha tinha muito mais Deus no coração do que a maioria dos carolas que conheço.

Lembro-me de quando ele me levava para ver seus jogos de futebol. Era goleiro dos bons. Lembro quando tinha mais ou menos uns quatro anos ele me chamava de “Zôk”, apelido dado por causa da risada que eu dava quando ouvia o nome da moto Suzuki.

Lembro que sempre foi nosso herói, meu e do meu irmão Emerson. Depois, também virou ídolo de muitos amigos, por conta do nível caralístico de paideguice que ele tinha. Lembro que poucas vezes vi meu pai triste ou irritado.

Lembro-me das poucas broncas, de algumas porradas, de poucas discussões. Disso mais lembro de esquecer. Lembro muito mais das viagens, da parceria, da amizade, da proteção, da admiração que tinha e tenho por ele.

Lembro-me de papai nos levar para jogar bola, ao cinema, circo, arraial ou qualquer lugar em que ficássemos felizes. Éramos moleques exigentes, mas lembro que ele e mamãe sempre davam um jeito, mesmo com pouca grana. Lembro dos ensinamentos e sei que uma porção grande de bondade que trago em mim herdei de meu pai.

Lembro que conviver com meu pai era viver no paraíso. Lembro-me de como todos o amavam e até hoje, todos sentimos saudades. Lembro que já são 21 anos sem você. Lembro, Zé Penha, de o quanto fomos parceiros, confidentes e grandes amigos. Aliás, pai, fostes o melhor de todos. Lembro de como eras sensacional, cara. Incrível, mesmo!
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Lembro de tudo amorosamente, pouquíssimas vezes com lágrimas nos olhos, mas a maioria com sorrisos. Pois o que mais lembro é que tu, pai, era a personificação da alegria e bom humor. Enfim, de vida. Lembro de ti, Zé Penha, todos os dias. E amo lembrar o que fostes e o que representas. Obrigado por todo o amor. Um beijo em ti. Estejas tu nas estrelas ou em qualquer lugar além do meu coração. Amo-te, pra sempre. Feliz Dia dos Pais!

Elton Tavares

*Texto atualizado e republicado por motivo de saudades. 

Os 64 anos de casados do Papai e Mamãe: Benedito e Maria – Por @BernadethFarias

Por Bernadeth Farias

Essa é uma história em que o AMOR é o personagem principal. Em 06 de Agosto de 1955, eles disseram o SIM. Sim, eu te aceito como Marido. Sim, eu te aceito como Esposa.

E foi assim que Benedito e Maria, aqueles dois jovenzinhos nascidos em Breves, município do Pará, uniram suas vidas e escolheram Santana, município do Amapá, como lar. Em 06 de Agosto de 2019 eles completam 64 anos de casados.

Um amor de mais de seis décadas que gerou 10 filhos. O primogênito Manoel, nosso querido “’Botão”; Jacira, a primeira das mulheres; nossa saudosa irmã Benedita (in memoriam), a Neka, que em 2004 partiu deixando saudades; Jacirema (Rema); Benedito (Bico); Jacirene; José (Zé); Mário; João e esta que com muita emoção escreve este texto, eu, Bernadeth (Berna). E os filhos espalharam a semente do amor proporcionando a eles netos, bisnetos, genros, noras. A família aumentou ainda com os amigos e amigas que se tornaram filhos e filhas de coração.

Hoje, ao celebrarmos esta data, recordamos que nossos pais são o maior exemplo de amor que existe no mundo! Contemplamos com carinho os cabelos brancos, o profundo olhar, as rugas na fronte e na face, sinais da experiência e memória de tantos anos vividos. Permitam-nos, neste momento especial, acompanhar com ternura seus passos lentos, algumas vezes trôpegos, mas cheios da sabedoria que a vida lhes ensinou.

Um casamento com muitos e muitos anos de conquista, luta, força, onde sempre imperou a lealdade, respeito e amor, inclusive em momentos de maior dificuldade, de tristeza e de perdas. Se existe história de amor, que mexe com os sentimentos de quem a conhece, é a deles.

Que orgulho sentimos! Mais um aniversário de casamento. Mais uma temporada de amor. Estamos em júbilo por esta linda e abençoada união.

Somos imensamente gratos por tudo que nos ofereceram desde sempre. Todos os seus ensinamentos são a razão da nossa educação. Eles nos ensinaram dois caminhos: o da Escola (conhecimento) e o Igreja (amor ao próximo e generosidade). Não temos dúvidas que a felicidade como casal, como pais, como família, depende de empenho, de suor, de sacrifício.

Papai e Mamãe nos ensinaram que o amor é o caminho. Passaram para nós os princípios essenciais da importância de amar o próximo. Nunca alguém esteve tão certo. Eles são absolutamente exemplares como seres humanos.

Hoje a felicidade invade a nossa família e os amigos, pois comemoramos mais um aniversário de casamento dos nossos pais, aqueles que nos ensinaram as melhores lições e nos proporcionaram um amor tão grande que não temos nem como retribuir.

Este é o casal mais lindo que já encontramos na vida. Sua trajetória que nos inspira a seguir os mesmos passos.

Papai e Mamãe, pedimos a Deus que permaneçam para sempre com esse olhar amoroso um com o outro, sempre generosos, que o amor só aumente. Que todos os dias se sintam apaixonados, e possam comemorar juntos muitos outros aniversários. A esperança nos leva a crer que outros dias lindos como esse acontecerão, pois vocês são frutos da mais bela obra que Deus colocou na nossa história. Parabéns!

06 de agosto de 2019.

Meu comentário: a história do casal é linda. Tenho certeza que estes ensinamentos foram fundamentais para que a Berna, jornalista filha deles que assina este texto, se tornasse essa pessoa maravilhosa que ela é. Parabéns aos seus pais, querida amiga (Elton Tavares).

As recordações, os cheiros e o gosto dos sábados em casa

Ir à feira dia de sábados é andar pra trás na linha do tempo e visitar uma época gostosa que levarei para sempre em meu coração. Lembrar do papai e mamãe saindo cedinho para a feira, de mãos dadas, sacola de náilon, ele de bermuda, camisa de botão e sandálias nos pés, ela, de saia e camisa florida ou com a imagem de Nossa Senhora ou vestido. Atravessavam a ponte que liga a Mãe Luzia com São José com a maestria de quem já andou muito em cima de madeira no interior. Voltavam com sacolas de peixes, carnes, verduras, e iniciavam o ritual de sábado: temperar comida para semana toda, som ligado com chorinho, de vez em quando papai interrompia o corte da carne e a mamãe a mistura de temperos para dar uma “rascunhada” pela cozinha.

Como bons ribeirinhos, eles estavam acostumados com peixes, e diferenciavam só de olhar, o pescado novo do moído. Papai foi pescador, e navegou muito atravessando o Amazonas em barco à vela do Bailique até Belém, com a embarcação cheia de mercadorias, ou com o carregamento de madeira. Para ele o rio não tinha mistérios, e conhecia todos os peixes da região, e deles falava com detalhes que deixavam a boca com saliva. Eram estes pescados e mariscos escolhidos com zelo que embelezavam nossa mesa, especialmente aos sábados.

Meu olfato foi treinado para o cheiro de sábado, mais do que dos outros dias da semana, é o que mais faz falta, eles estimulam as recordações e permanecem em minha memória. Cheiro da comida, da caipirinha do papai, do vinho da mamãe, das frutas do quintal, da limpeza feita na casa com capricho, da cera cachôpa ou cardeal passada no piso, do óleo de peroba nos móveis, da carne assando no fogareiro, mujica de camarão, da banana frita, mingau de banana e de tapioca, as coisas de sábado, que até podiam ter outros dias, mas no sábado era feito diferente.

Papai temperava muito bem, mas mamãe cuidava de peixe e carne como ninguém, seu tempero era inconfundível, e o cheiro de sua comida ficava na casa toda e atravessava os muros, fazendo inveja em quem sentia o odor de comida caseira. Fomos acostumados a comer de tudo em casa, de peixes do mato à vísceras, de caça à carne de primeira. Dificilmente comíamos comida congelada, até o frango era abatido em casa, assim como o porco, que também criávamos no quintal. Tudo era muito saudável, a comida sempre fresquinha na nossa mesa, por preferência deles. Mamãe gostava mais de urucum do que colorau, a pimenta ela trazia em grãos, e em casa batia em um pano, torrava no fogão e eu passava espirrando pela cozinha, porque o cheiro dava cócegas no meu nariz.

E os sábados seguiam assim, até a hora do almoço, quando a mesa ficava linda de tanta gente de casa, que vinham comer a comida da mamãe, cozida no fogão ou na brasa, era um entra e sai que se estendia até de noite, porque invariavelmente o almoço emendava com o lanche e a janta. Quando papai comprou o Santa Maria, final dos anos 80, esses costumes de sábado passaram para nosso paraíso, com direito a banho de igarapé e horas de alegrias, união e felicidade da molecada e dos adultos. Era uma carinhosa confusão de redes, moleques atentados, gritaria e muitas, mas muitas gargalhadas. Estas lembranças estão tatuadas em meu corpo e alma. Acho que nossos filhos nunca irão esquecer dessa época, e sinto pena de nosso netos, que não viveram esta experiência de passar dias no meio do mato, brincando de caçar, pescar, jogar bola, alimentar o gado e as galinhas, colher verduras e comer frutas tiradas na hora.

Sempre que posso vou aos sábados na feira, aquecer a saudade. Não aprendi a diferenciar peixe fresco do moído, infelizmente não herdei a aptidão para a cozinha, e mesmo que tivesse facilidade, nunca iria fazer o tempero da mamãe, aquele gosto inconfundível, que não senti mais. A casa não fica mais com o cheiro das comidas e dos costumes da sábado, às vezes eles me vêm do nada na cabeça, já acordei no susto sentindo o gosto do passado e com o nariz empesteado do cheiro da nossa casa, principalmente aos sábados. É nesse dia que eu paro em casa e a saudade aperta o peito e escorre pelos olhos. Sinto uma enorme saudade de nossa vida aos sábados, da casa com quintal e desse depois da reforma que concretou nosso espaço, mas que nunca deixou de ser um local de afeto e reunião da família e amigos.

Mariléia Maciel

25 anos sem o Ita

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Na esquerda, nos anos 80, Ita comigo e meu irmão Emerson. No centro em Natal (RN), em 1990 e na direita, em 1994.

Convivi com muita gente porreta nessa vida. Entre essas pessoas fantásticas, o sensacional Itacimar costa Simões, o querido “Ita”. Ele era marido da minha tia Tatá, pai da Dayane (duas pessoas com quem tenho pouco convívio hoje em dia, mas sou grato a ambas) e um dos mais valiosos amigos que tive a honra de ter. Hoje completam 25 anos que o Ita embarcou na cauda do cometa e seguiu para outra existência.

Ita morreu em 29 de julho de 1994, vítima em um acidente automobilístico na estrada do Igarapé do Lago, no interior do Amapá. Era período eleitoral. Na época ele era candidato a deputado estadual. Ele foi um cara sempre foi alegre, prestativo, inteligentíssimo, igualmente competente. Além disso, aquele figura foi excelente pai, filho, irmão e marido.

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Zé Penha (meu pai) e Itacimar Simões (meu tio). Eles eram grandes amigos por aqui e devem tomar umas lá no Céu.

Ita era professor de ofício, mas ocupou vários cargos administrativos no Governo do Amapá. Além disso, foi o melhor amigo do meu pai, Zé Penha, que também já fez a passagem. Ainda posso ouvir e ver papai e Ita tomando cerveja, jogando dominó ou somente falando adoráveis sacanagens.

Impossível não lembrar de Itacimar no dia 29 de julho e não sentir saudades dele. Ao Ita, todo ano dedico este texto, minha eterna gratidão e amizade. Saudades, tio. Até a próxima vez!

Elton Tavares

Hoje é o Dia da Avó!

Hoje (26) é o Dia da Avó. No Brasil a data é comemorada em 26 de julho por conta da celebração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Não tenho mais avôs vivos, eles já foram passear com as estrelas e viraram saudade. ,Mas, graças a Deus, minhas avós estão entre nós com suas ternas presenças.

Sim, graças a ELE, convivo com minha avó paterna, Perolina Penha Tavares (com 92 anos), e materna, Cacilda Neves Vale (de 89 anos), ambas muito lúcidas. Elas são pessoas formidáveis, de uma honestidade e boa fé a toda prova.

Eu e vó Cacilda, em 2014.

Entre as duas, tenho mais afinidade com a Peró, mãe do meu pai. Sobre a vó Cacilda, ela sempre foi uma senhora amável, batalhadora e bondosa.

Já sobre Perolina, minha vó favorita, sou seu neto mais velho e temos uma sintonia mágica. Ah, a Peró! Senhora sábia e caprichosa. Mulher amorosa e forte. A Peró é admiravelmente incrível, uma ilustre senhora de quem tenho a honra de descender e a sorte de ter o amor, que é recíproco e profundo.

Eu e vó Peró, a nonagenária mais linda do mundo, em dezembro de 2016.

As avós merecem reconhecimento, consideração e respeito. Elas foram fundamentais com todos os conselhos, ralhos, presentes, puxões de orelha, comidas, preocupações, remédios caseiros, enfim, amor!

Minhas homenagens também a minha mãe, Maria Lúcia, vó amorosa da Maitê, nossa pequena princesa de quatro aninhos. Ela é a única neta da mamãe e muito amada pela Lucinha.

Minha mãe, Lúcia e Maitê, sua neta e nossa princesa linda.

Também felicito as amigas que são avós, como a Mariléia Maciel e Alcinéa Cavalcante. Em nome delas, todas as minhas queridas que receberam essa benção.

Por tudo isso, se você tem uma ou duas avós, valorize-as. Feliz Dia da Avó!

Elton Tavares

SÃO TIAGO E O CAVALO – Crônica de Raimunda Clara Banha

Foto: Luanderson Guimarães

Existem coisas que acontecem em nossas vidas, que não conseguimos encontrar explicações lógicas.

Todas as vezes que o Glorioso SÃO TIAGO fez visitas ao Ministério Público do Amapá, no mês de julho, por ocasião da peregrinação, eu sempre estava de férias, portanto, não participava.

Na última segunda-feira, 15 de julho de 2019, o SÃO TIAGO fez a visita ao MP-AP, por desígnios de Deus, eu estava respondendo como Procuradora-Geral de Justiça e por esta razão, tive a honra de conduzir a imagem do SÃO TIAGO até o auditório. Quando recebia a imagem nos braços confesso que que tive uma grande emoção, pois lembrei que há dois anos atrás, recebemos o SÃO TIAGO na fazenda, como já aconteceu outras vezes, para receber cavalo de doação de meu pai João Melo Picanço, para ser utilizado nas cavalhadas de SÃO TIAGO.

Ao chegarem na fazenda os integrantes da comitiva almoçaram, fizeram a apresentação da “Dança do Vominê” e depois seguimos para o curral, onde meu pai faria a entrega do cavalo que estava na corda.

Foto: /BigStock

No momento em que meu pai fazia a entrega, o cavalo baixou a cabeça e curvou levemente uma das patas dianteira, um senhor que fazia parte da comitiva, reparou o gesto do cavalo e falou que era como se o cavalo estivesse fazendo uma reverência ao SÃO TIAGO.

O cavalo foi colocado no caminhão e a comitiva partiu.

Voltando ao último dia dia 15, quando caminhava com a imagem de SÃO TIAGO nos braços, lembrei daquele dia e senti uma emoção incontrolável, pois entendi que o gesto do cavalo tinha um significado bem maior, foi como o pressentimento de que aquele momento representava a última vez que meu pai faria a entrega de um cavalo para o SÃO TIAGO.

Foto: Luanderson Guimarães

Agradeci a Deus e ao SÃO TIAGO pelo privilégio de ter participado da entrega do último cavalo que meu pai doou ao SÃO TIAGO.

Meu pai faleceu no dia 11 de fevereiro de 2019.

Obrigada, SÃO TIAGO.

*Raimunda Clara Banha é procuradora de Justiça do MP-AP.

Hoje é o Dia do Amigo – Minha homenagem aos meus queridos amigos

Hoje é o Dia do Amigo. O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho. A iniciativa foi apresentada conjuntamente por 43 países (incluindo o Brasil e quase todos os países sul-americanos), e foi aceita unanimemente pela Assembleia Geral.brad-a-cura

Tenho muitos deles, disso posso me gabar, graças a Deus! Muitos com quem posso contar em momentos escrotos e para também, claro, dividir momentos felizes de minha existência.

Algumas amizades são sólidas como o adamantium que reveste o esqueleto de Wolverine e outras, por conveniência, tão instáveis quanto gato em teto de zinco quente. É preciso ser muito burro para chegar a romper amizades por política, intolerância, ciúmes ou qualquer outra bobagem nefasta. Já fiz isso e já fizeram isso comigo. De repente, os heróis de ontem viraram os vilões de hoje e vice-versa.1346

Já magoei alguns, que nunca mais voltaram, “por conta de uma pedra em minhas mãos”, como disse Renato. A estes, só desculpas não são suficientes, só quero que saibam que eu sinto muito (em alguns casos, que fique claro). Outros me sacanearam pesado e foram devidamente escanteados. Um deles se tornou um inimigo de fato.

Por causa do318756_348363848572538_1426974176_ns amigos, já me meti em brigas, fofocas, me endividei, bati e apanhei. Não me arrependo de nada, eles fizeram por mim também. É na hora que o bicho pega que vemos quem é quem.

Li em algum lugar que “Amigo é aquele que o coração escolhe”, em outro que “não fazemos amigos, os reconhecemos”. Pode ser, mas uma coisa é certa, a amizade é um bem precioso. E como é!

Amigos são a família que escolhi, o meu povo, os meus amados (e às vezes odiados). Afinal, as brigas fazem parte da coisa. Demorei muito pra aceitar e respeitar as pessoas como elas são. Quem não o faz, sofre.523

Tenho amigos que quero sempre junto a mim, eles energizam o ambiente. Amizade é um bem precioso, portanto, cuide daqueles que lhes são caros. Mas somente os que são amigos de mão dupla, pois a reciprocidade é fundamental.

Bacana a definição do meu amigo jornalista Edi Prado: “A gente não sabe quais os motivos dos nossos encontros nessa vida ou quais os motivos que nos levar a gosta de alguém. Mas acho que o que vale mesmo é o sentimento de carinho e demonstração de amor enquanto estamos vivos. Se o que temos pra lembrar são os momentos e as fotografias”. É isso aí, mestre Edi!

Resumindo, obrigado a vocês que fazem parte da minha vida e a tornam muito mais feliz. E feliz pra cacete! Difícil é nomear todos, mas lhes rendo homenagens aqui neste site sempre que trocam de idade. Sobretudo, enfatizo, a minha família. Eles sempre foram e sempre serão os meus melhores amigos. “Tenho amigos que não sabem quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles” – Paulo Sant’Ana.

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Com a mãe e o irmão, maiores e melhores amigos pra sempre!

Portanto, obrigado a todos os brothers e irmãzinhas que me aturam (sei que não é fácil). Ah, que fique registrado: amo vocês, comparsas. “A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro” – Platão.

Elton Tavares

*Ainda sobre amizade, assistam o vídeo de quando o Charlie Brown conhece o Snoopy, uma das mais belas amizades da ficção:

Sobre Macapá, Mazagão e meu avô, João Espíndola – por Bellarmino Paraense de Barros

 *O texto é de 1997. O recorte de jornal foi um presente da minha amada tia Maria Conceição (A “Penha”). Adorei a forma que o senhor Bellarmino redigiu e contextualizou os fatos para enaltecer a pessoa do meu avô, falecido um ano antes do autor escrever esse belo registro. 

Paulinho Bitencourt gira a roda da vida. Feliz aniversário, Boca Mole!

Apesar de eu ser estranho em alguns momentos, ranzinza noutros e até anti-social na maior parte do tempo, posso me gabar que tenho amigos-irmãos. Algumas dessas pessoas são companheiros de jornada há mais de 20 anos. Por mim, eles estariam sempre comigo, mas nem sempre isso acontece. É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”. Um deles gira a roda da vida hoje. Falo do Paulinho Bitencourt, o nosso muito querido “Boca Mole”.

Pai de duas lindas meninas, esposo da Rose, engenheiro civil, religioso, professor, cientista maluco, fã de Rock and Roll, flamenguista, bicolor, filho, irmão, amigo dedicado e velho parceiro deste jornalista, o Paulo é um baita cara porreta!

Conheci o Paulinho em 1996. E lá vão 23 anos de amizade. Boca era meio que líder da Cúpula do Trovão (nossa antiga turma, que aprontou muito em Macapá nos anos 90 e grupo do qual sempre faremos parte). É, a gente pirou muito e temos muitas histórias legais pra contar.

Emerson, Boca, eu, Clash e Patrick. Irmãos!

Sempre digo que o Paulo é um homem trabalhador, honesto, meio desconfiado, calado, às vezes meio tímido, mas sempre espirituoso e extremamente inteligente. O Boca (esse apelido o persegue desde que ele era moleque, nem eu sei direito porque) é, em sua essência, um homem de bem.

Casado há sete anos, Paulinho é um pai de família exemplar.Aliás, o amigo sempre foi um excelente familiar com seu clã. A dona Conceição (mãe) e o Bode (pai) que o digam.

A gente quase nunca se encontra hoje em dia, mas o Boca sempre está em minhas orações e em meu coração. Tenho certeza que se um dia eu precisar dele, serei atendido. E é recíproco!

Boca Mole, mano velho, que tenhas sempre saúde e sucesso pra cuidar dessa linda família que possuis. Que continues pisando firme em busca de seus objetivos e que tudo que você conceitue como felicidade se realize. Tenho orgulho de ter você na lista dos meus grandes amigos.

Eu e Emerson (meu irmão que também é teu irmão) te amamos, cara. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares