Mazagão completa 249 anos (minha família veio de lá).

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Como já publicado aqui hoje, Mazagão Velho completa 249 anos de fundação nesta sexta-feira. A minha família paterna veio do Mazagão, não do velho, mas do “novo” (que não tem nada de novo). Bom, vou falar um pouco da cidade e depois da relação do local com o meu povo.

O município de Mazagão tem uma história peculiar, rica em detalhes sobre o Amapá. Mazagão foi fundada porque o comerciante Francisco de Mello pretendia continuar com o comércio clandestino de escravos, mas pressionado pelo governador Ataíde Teive, resolveu cooperar, fornecendo índios para os serviços de construção da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Macapá.

Em retribuição, foi anistiado e agraciado com o título de capitão e diretor do povoado de Santana, mas, por conta de uma epidemia de febre, que acometeu os silvícolas, foi transferido para a foz do Rio Manacapuru, e, pelo mesmo motivo em 1769, para a foz do Rio Mutuacá. 67600_493165714105798_851665926_n Em 10 de março de 1769, D. José I, Rei de Portugal (POR), desativou a cidadela de Mazagão, na então colônia do Marrocos (MAR), 340 famílias sitiadas pelos mouros. Elas foram transferidas para Belém (PA). Para alojar estes colonos, o governador mandou construir um povoado às margens do Rio Mutuacá. Em 7 de julho de 1770, começaram a ser transferidos 136 famílias para a Nova Mazagão, hoje cidade de Mazagão Velho, como já denominava-se o lugar, pois desde o dia 23 de janeiro de 1770, havia sido elevado à categoria de Vila.

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Prefeitura de Mazagão – Foto: Elton Tavares

Na verdade, meu saudoso avô paterno, João Espíndola Tavares, nasceu na região do alto Maracá, no Sítio Bom Jesus, localidade de difícil acesso. Para se chegar ao local, as embarcações precisavam passar por muitas cachoeiras do município de Mazagão. E minha santa vó, Perolina Tavares, bisneta do senador do Grão Pará, Manoel Valente Flexa (que foi manda chuva em Mazagão no tempo que lamparina dava choque), também nasceu naquelas bandas. Ah, meu vô foi prefeito do Mazagão (preso em 1964, pela então “revolução”).

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Eu e meus avós paternos – Mazagão – 1978

Lá eles namoraram, casaram e constituíram família. Meu pai, Zé Penha e meus tios Maria e Pedro, nasceram no Mazagão. Os filhos mais novos do casal, Socorro e Paulo, nasceram em Macapá, onde minha família paterna é uma das pioneiras. Meu vô partiu em 1996 e meu pai depois dele, em 1998. Mas a família Tavares preserva a dignidade, o respeito e a amizade, fundamentais para a vida, aprendidos no Mazagão e trazidos para a capital amapaense.

Quando criança, fui ao Mazagão, mas não tenho essas lembranças na cachola. Retornei ao município em 2009, quando meu avô foi homenageado na Loja Maçônica da cidade, por ter sido um de seus fundadores. Depois em 2010, a trabalho, para cobrir a Inauguração da Ponte sobre o rio Vila Nova, na divisa da cidade com a vizinha Santana. E depois, em 2012, para a cobertura do aniversário de fundação da antiga vila (há exatos seis anos).DSCN0298

É, minha família paterna veio do Mazagão (na década de 50). De lá trouxe uma nobreza que admiro e muito me orgulho. Não sei explicar a sensação de ir lá, mas a senti todas as vezes. Parece um lugar que já estive há muito, muito tempo. Quem sabe noutra passagem por aqui. Do que tenho certeza, é que tais raízes nos deram muita cultura, histórias legais e respeito às tradições. Meus parabéns, Mazagão!

*Este texto é parte da monografia que escrevi para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação.

SOberba ORAção dos SERes da FLOResta parA IANEJAR, o heRÓI – Por Fernando Canto

 


Eu te agradeço Ianejar pelo teu sangue de borboleta avoante. Por seres a distorção da história fútil do homem branco que aqui chegou fincando sobre a terra seus valores.

Ianejar, eu te agradeço pelo fogo – o cataclismo devastador – mais que necessário para proteger teu povo do intrépido inimigo e de suas armas cuspidoras do brilho do infortúnio.

Todos os dias quando o sol se agiganta como um raivoso pai lá no horizonte, eu penso que tu estavas certo em provocar a fuga-exílio do teu povo sofredor por dentro de uma casa-argila, onde tantos faleceram de calor e de frio.

E era Mairi que flutuava pelas margens do Grande Paraná à deriva e à procura de uma terra em que houvesse paz.

Eu te agradeço, Ianejar, por conduzires com grandeza a dignidade do povo Wajãpi na sua memória ímpar, por enormes espirais que o nosso povo representa em ciclos míticos.

Sei que foi preciso destruir uma parte da Floresta-Mãe para depois fazer a roça e ver medrar a folha verde dos campos.

O cacique Piriri fuma seu charuto enquanto outros wajãpis celebram com cantos tradicionais. Nessas festas, eles costumam consumir caxiri, uma bebida típica com forte teor alcóolico preparada da fermentação da mandioca.Foto: Victor Moriyama

E mesmo antropizada como hoje diz o karaiko /o homem branco/ a floresta é a tua dádiva. É a cornucópia do nosso cabeludo povo, dada a nós por um demônio manso que hoje deita na tua rede no teu céu, lá onde estão as borboletas e a estrela em que tu te tornaste quando saíste pelo buraco do final da Terra.

Eu te agradeço, Ianejar, eu te agradeço.

Fernando Canto

* Publicado no livro EquinoCIO, de 2004.

Museu de Arqueologia e Etnologia da Amapá, em Macapá

Urnas funerárias antropomorfas

Por Luís Lopes

Museus são os locais ideais para conhecer a história e cultura de uma lugar ou de um povo. Visitamos o Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá (MAE-AP), em Macapá.

No MAE-AP há exposição de artefatos, peças e utensílios usados pelos povos que habitavam o Amapá. Urnas funerárias antropomorfas, vasos/cerâmicas também estão para exposição. Nossa cultura é riquíssima!

Ainda é possível apreciar, através de fotografias antigas, construções e lugares importantes de Macapá nos 50/60 e conhecer toda a transformação da capital. Você ainda pode comprar as famosas panelas de barro das louceiras do distrito do Maruanum. As panelas são feitas com o barro do Rio Maruanum e cascas de Caraipé e Jatobá. Uma obra prima!

Como chegar

O MAE-AP fica próximo ao centro de Macapá, na Rua São José, entre a Av. FAB e a Av. Iracema Carvão Nunes, em frente a Praça Barão do Rio Branco. Não tem erro! Espero que gostem do passeio.

Fonte: Trip Amapá

Confira a programação do Dia do Quadrinho

No próximo sábado, 26, os amantes de quadrinhos estarão reunidos na Biblioteca Elcy Lacerda numa vasta programação em comemoração ao Dia do Quadrinho.

Confira o que vai rolar por lá:
14h – Abertura (auditório)
Exposição dos originais de Joe Bennett (sala de processamento técnico)
15h – Contação de história no auditório.
RPG (saguão)
Swordplay (área verde)
16h – Bate-papo com Messias e Israel Guedes sobre quadrinhos no Amapá e publicação independente.
17h – Palestra com o Gian Danton sobre história do quadrinho nacional.
Escape Game (sala de informática)
18h – Quiz sobre Quadrinhos Nacionais no auditório.
A partir de 18h30 – Exibições de filmes relacionados aos quadrinhos nacionais.
15h30 até 17h – Oficina de desenho (sala de informática)

Fonte: Blog da Alcinéa

OS TRÊS MOSQUETEIROS – Retalhos da vida (Por Obdias Araújo)

Fotos: Google e blog Porta Retrato

Os meninos caminhavam pela Avenida Feliciano Coelho, em direção à ladeira que levava à praia da Vacaria do Barbosa. Troncos de buritis e árvores que a força do Amazonas arrancara pela raiz lhes serviriam de ponte.

Jorge, o mais velho, carregava uma sacola com um garrafão de vinho e meio quilo de piracuí, surrupiados da Casa Santa Maria, do senhor Eurico Vilhena, pai de um deles.

Assim que chegaram à praia, sentaram-se aos pés de um imenso assacuzeiro e sacaram desajeitadamente a rolha do garrafão de vinho. Os copos foram então distribuídos entre eles e o natal dos meninos começou.

Quando o garrafão estava pelo meio, os meninos entraram no rio e numa jangada improvisada com troncos de aningueira lançaram-se ao largo.

Não fora a intervenção do Guarda Territorial Adonias Trajano, os três meninos, vencidos pela correnteza do Rio-Mar, certamente morreriam.

Aliás, Jorge morreu alguns anos depois, coincidentemente afogado enquanto tentava arrancar ouro do fundo de um grotão no Garimpo do Lourenço.

O do meio vive hoje uma situação delicada. Não anda mais. O diabetes associado ao uso exacerbado da bebida o matam aos poucos. A aposentadoria compulsória o deixou em razoável situação financeira.

O mais novo, bem… O mais novo escreve versos e luta contra seus próprios dragões, embalado por um sonho.

Um lindo sonho de amor…

Obdias Araújo

Empreendedores recebem certificado de conclusão do curso de capacitação proporcionado pelo Município

Nesta terça-feira, 22, a Prefeitura de Macapá entregou 258 certificados aos empreendedores populares concluintes do curso de capacitação profissional realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec). A solenidade ocorreu no auditório do Centro de Ensino Profissionalizante do Amapá e contou com a participação do secretário Isaías Carvalho, titular Semdec, do senador Randolfe Rodrigues, da coordenação do curso e dos alunos que finalizaram todos os módulos da qualificação.

A Semdec efetuou a capacitação dos empreendedores para prestação de serviço qualificado, além de oferecer novas alternativas no ramo alimentício. “Ter esse percentual de concluintes significa que estamos inserindo 258 profissionais capacitados para atender a população macapaense. Logicamente que isso também abre novas portas para a atuação desses profissionais”, destacou o secretário Isaías Carvalho.

Ao criar condições de desenvolvimento do empreendedorismo individual, a Prefeitura de Macapá qualifica os profissionais para o mercado de trabalho. Além de possibilitar aos pequenos empreendedores o aumento de lucratividade nos serviços, assim ajudando o município a desenvolver sua economia com eficiência. Desse modo, proporcionando a geração de novas oportunidades de trabalho para os empreendedores populares crescerem e saírem da informalidade.

O senador Randolfe Rodrigues destacou a crise econômica que o país vive e, por isso, parabenizou a prefeitura da capital amapaense por optar em enfrentar a situação econômica e promover a capacitação profissionalizante de empreendedores populares. “O certificado que vocês recebem hoje é um passo decisivo para enfrentar o mundo e as dificuldades. Significa que estão capacitados para empreender. Não existe nada que não tenha sido conquistado por meio da educação”, ponderou.

Maria de Jesus, 46 anos, é uma das concluintes do curso. A empreendedora popular conta que a partir de agora tem planos para expandir seu empreendimento. “Ao sair daqui com meu certificado, conto com a expectativa de aumentar meu negócio e ter uma lanchonete própria. A partir de agora, posso pôr em prática o que aprendi ao longo desses meses”, disse.

O impacto do curso na cidade de Macapá será consideravelmente construtivo e positivo ao considerarmos que cada participante tem em média quatro pessoas por residência, que são dependentes diretos da renda vinda do empreendedorismo popular. Isso impacta diretamente um número de 1.500 pessoas. Dando aumento significativo em seu poderio de consumo, ganhos de renda e desenvolvimento produtivo local, de modo que venha aquecer a economia do município.

O curso

Foi realizado por meio do convênio 819904/2015-Sudam, de emenda parlamentar da deputada federal Josi Araújo, no valor de R$ 753 mil, e beneficiou 380 empreendedores populares dos municípios de Macapá. Foram 400 horas/aulas, divididas em aulas práticas e teóricas, onde procurou-se aperfeiçoar as competência e habilidades empreendedoras dos participantes.

Assessoria de comunicação/PMM
Fotos: Max Renê

Confira as vagas de emprego do Sine Amapá para o dia 23 de janeiro

O Sistema Nacional de Empregos no Amapá (Sine/AP) oferece vagas de empregos para Macapá. O número de vagas está disponível de acordo com as empresas cadastradas no Sine e são para todos os níveis de escolaridade e experiência.

Os interessados podem procurar o Sine/AP, localizado n Rua General Rondon, nº 2350, em frente à praça Floriano Peixoto. Em toda a rede Super Fácil tem guichês do Sine e neles é possível obter informações sobre vagas em Macapá e Santana. Outras informações e oferta de vagas são pelo número (96) 4009-9702.

Para se cadastrar e atualizar os dados, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de residência (atualizado).

Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas:

Fiscal de contabilidade (auditor-fiscal em contabilidade) – 1 vaga
Costureira em geral – 1 vaga
Cozinheiro industrial (cozinheiro geral) – 1 vaga
Cozinheiro salgador (salgadeiro) – 1 vaga
Empregada doméstica nos serviços gerais – 2 vagas
Soldador (vaga para Porto Grande) – 1 vaga
Mecânico industrial (vaga para porto grande) – 1 vaga
Soldador – 1 vaga
Servente de obra – 1 vaga
Fiel de depósito – 6 vagas
Recepcionista atendente – 3 vagas
Trabalhador rural – 1 vaga
Vendedor pracista – 1 vaga

Fonte: G1 Amapá

Especialização em Mídias na Educação-EAD Unifap abre inscrições

O Curso de Especialização em Mídias na Educação, na modalidade à distância, tem por objetivo capacitar em nível de pós-graduação lato sensu (especialização) os professores da educação básica da rede pública de ensino, como forma direta de contribuir para a melhoria da qualidade da educação brasileira, considerando como fator decisivo o uso integrado das mídias no processo educativo.

O Curso de Especialização em Mídias na Educação terá duração total de 18 meses e terá como carga horária total 360 horas.

São ofertadas 100 vagas para o polo Macapá, 100 vagas para Santana, 80 vagas para Vitória do Jari, sendo destinadas a candidatos que atendam a um dos seguintes requisitos: Ser professor ou técnico de escola pública ou privada; Possuir graduação em qualquer área do conhecimento; Ter disponibilidade de horário para realizar os estudos durante 10 horas por semana; Participar dos encontros presenciais no respectivo Polo de apoio presencial; Desenvolver atividades encaminhadas pelos Tutores; Possuir familiaridade com o uso de computadores e Internet.

O período da inscrição é de 24/01/2019 a 31/01/2019, são gratuitas e serão realizadas online através do endereço eletrônico do DEaD na página http://www2.unifap.br/ead .

O candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponibilizada na aba “inscrições abertas” no endereço eletrônico do DEaD.

Mais informações: http://www.unifap.br/public/index/view/id/10777

Contato:
Diretor : Andre Leite
Diretoria do Departamento – DEAD
Tel: (96) 3312-1798/1765

NaraCHAMBLAY
Assessora de Comunicação/UNIFA
[email protected]
Whatzaap 98116-6443

TURISMO BOTÂNICO E FLORAL EM SANTANA – Texto de Fernando Canto

Foto: Fernando Canto

Texto de Fernando Canto

Ir à casa de pessoas que gostam de plantas dá uma sensação de paz e de alegria, disse minha mulher Sônia, ao chegarmos na casa dos amigos Fernando e Elainy, na antiga vila do Staff da Icomi, no município de Santana. O enorme terreno com uma casa muito conservada da vila, com seus ladrilhos e esquadrias de madeira com basculantes e venezianas originais, dá uma ideia do que como viviam as pessoas nos tempos áureos daquela companhia que ao mesmo tempo em que explorava e vendia nossos minérios era o orgulho amapaense do sentido do progresso em um Território Federal recém-criado.

Casal de amigos (do Fernando e Sônia e meus também) e donos da “casa-verde-floral”, Elainy e Fernando. Foto do arquivo pessoal do Fernandinho.

É verdade que não vim aqui falar da casa, mas não pude deixar de observar as calçadas perfeitamente decoradas com pedaços de lajotas e ladrilhos tão bem assentados por experientes e profissionais pedreiros. O banheiro central possui uma banheira autêntica da época, um pouco desgastada pelo tempo e uma pia ornada de mosaicos prosaicos (aí não poderia deixar de rimar, né?); o piso de madeira também dá a dimensão do aproveitamento da matéria-prima local: amazônica em sua essência.

Rosas do Deserto – Foto: Fernando Bedran

Elainy se preparava para pegar um voo no Aeroporto Internacional de Macapá e logo se despediu. Nosso interesse era adquirir uns pés de rosa do deserto para presentear amigas da Sônia. E Fernando tinha uma canteiro que mais parecia um jardim clonal, com pés dessa planta em vários tamanhos. Ele apresentou algumas das plantações como as mangueiras, cujos frutos quase se arrastam pelo chão e fazem a alegria dos inúmeros passarinhos que por lá habitam, tais como pipiras, suís, bem-te-vis e sabiás, que têm até ninho na parede próximo ao teto da casa. Camaleões entram por cima dos muros assim como eventualmente os macacos-pregos da reserva ecológica vizinha que surgem,sempre brincalhões, nas copas de além muro do terreno.

Foto: Fernando Canto

Os pés de coqueiros, cajueiros, limão, romã e até pau-brasil emergem do tapete verde da grama do quintal em harmônica paisagem cuidadosamente planejada, como um resultado de uma aula de paisagismo botânico de Burle Marx. Entre caramanchões e a luz refletida pela piscina, pés de plantas decorativas e medicinais, também estão ali esperando as mãos dedicadas dos que amam os vegetais e, consequentemente, a natureza, essa deusa milagrosa da vida que o homem comum ainda não entendeu a razão do seu reinado no planeta. Samambaias balançam soltas em seus vasos aéreos, são avencas, cama de deus menino, azuis e simples; rosas vermelhas, rosas rosas, rosas do deserto, cana fichi, espada de são jorge, espada de santa bárbara, trevo vermelho, bougainvilles misto, vermelho e amarelo, dinheiro em penca, uma parreira, e dentro de uma velha antena parabólica inúmeros pés de onze horas coloridos. Há tantas espécies de flores e plantas que não saberia dizer o nome de todas. E eu nem contei que no quintal dois filhotes de Pit Bull crescem sem alarde para proteger a propriedade dos amigos do alheio.

Ao meio de uns goles da cerveja domingueira uma boa conversa sobre plantas e flores surge assim como um prazer inenarrável que dá sentido à vida no gesto da libação necessária para que a amizade também cresça como elas, pois tudo na vida precisa de cuidado para sobreviver. Elas estão lá na forma pura de suas energias e no seu permanente conteúdo perfumando de poesia neste domingo chuvoso sob a linha do equador. Tudo isso dá, mesmo, paz e alegria.

Programação de combate à intolerância religiosa conta com participação da prefeitura da capital

O Instituto Municipal de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Improir) participou da 4ª edição das Bandeiras de Matrizes Africanas, realizada na segunda-feira, 21. A programação lembrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Cultura: ancestralidade de um povo foi o tema deste ano.

A caminhada, além de reunir entidades da sociedade civil organizada e adeptos de religiões de matrizes africanas, chamou atenção da sociedade amapaense sobre a visibilidade da cultura afro-brasileira dos terreiros. “Hoje é o dia contra a intolerância de todas as religiões, mas, sobretudo, damos atenção neste dia às religiões de matrizes africanas, porque, historicamente, elas sofrem mais preconceitos e são marginalizadas. Essas religiões usam esse dia para chamar atenção e pedir que as outras possam respeitá-las”, enfatizou o diretor-presidente do Improir, Maycom Magalhães.

Segundo o coordenador do evento, Alessandro Brandão, a importância da visibilidade dada às religiões de matrizes tem relação direta com o preconceito, discriminação e repressão. “Neste dia, combatemos a intolerância religiosa com informação, além de fazermos valer a lei que fala sobre a cultura e a história afro-brasileira”, destacou.

A programação iniciou na Praça Veiga Cabral, com apresentações culturais de Marabaixo e rituais religiosos com roda de cânticos das nações religiosas. Posteriormente, o movimento ganhou as ruas do Centro da capital em direção à Praça Floriano Peixoto.

Assessoria de comunicação/PMM

Onça Miau: a saga pela sobrevivência de animais continua na Revecom com o apoio do MP-AP

Em 2002, o Batalhão Ambiental do Amapá (BA) tirou das mãos de caçadores um filhote de onça pintada, que foi levada para a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecom, sob os cuidados do administrador do local, Paulo Amorim, e passou a se chamar Miau. Transformada em símbolo da luta por preservação de animais em seu ambiente natural, a onça Miau ganhou a batalha contra os caçadores, mas perdeu para um câncer linfático, que tirou sua vida no último final de semana. A importância da Miau para o meio ambiente foi marcante, a ponto de se tornar personagem de uma livro ilustrado, em 2010, viabilizado pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente (Prodemac), através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Onça Miau – Foto: Revecom

A onça Miau viveu 17 anos na Revecom, localizada no município de Santana, e era uma atração determinante para que crianças, adolescentes e educadores se encantassem com a principal finalidade da reserva, que é a educação ambiental. Dócil e brincalhona, ela chamava atenção pela sua história, beleza, e porte elegante de maior felino da América Latina, e que podia ser vista de perto e servir de exemplo para os visitantes. A reserva é visitada principalmente por alunos de escolas públicas, que durante um passeio pela área verde e com mais de 200 animais, em logradouros e soltos, aprendem sobre respeito ao meio ambiente, preservação da fauna e flora, e se tornam instrumentos de conscientização quando acaba o passeio.

A iniciativa do Ministério Público do Amapá (MP-AP) através da Prodemac, chamou para a responsabilidade com o meio ambiente um empresa que causou danos ambientais e a multa foi revertida no projeto de educação ambiental da Revecom, que teve a revista financiada pela empresa. A história da onça Miau foi contada por Vanessa Araújo e roteirizada por Paulo Amorim, com ilustração e editoração de Luiz Porto, em 2010. No livro, os leitores acompanham a saga de muitas onças pintadas, que são caçadas e mortas pelo valor no mercado negro de sua pele, e de muitos filhotes são traficados, os separando das mães.

Floresta na RPPN Revecom – FOTO: JOÃO MARCOS ROSA

Paulo amorim conta que a proposta de Revecom era de promover educação ambiental com ajuda da leitura em quadrinhos, e a onça Miau seria a primeira história contada, com foco para a necessidades de sobrevivência das espécies e do sofrimento do animal. “Nossa ideia era em seguida falar sobre os passarinheiros e quem usam baladeiras, contando a agonia dos pássaros; e dos efeitos da destruição de áreas de ressacas, que tiram do ambiente natural animais como lontras, a exemplo da Chupeta, que perdeu os pais, foi resgatada e hoje está na Revecom; e do murucututu, que chegou na reserva com os dedos cortados por linha com cerol, o que o deixou preso para sempre, pois está impossibilitado de caçar”, conta Paulo Amorim.

Paulo Amorim, diretor da RPPN Revecom – FOTO: JOÃO MARCOS ROSA

O médico pediatra e ambientalista Paulo Amorim, transformou sua área particular de 17 hectares em reserva, em 1998, investindo recursos próprios no ambiente que hoje é um paraíso para animais em perigo. O local, que já serviu de refugio e hospedagem para animais resgatados pelo BA/AP, e recebe dezenas de visitantes por mês, passa por crises financeiras constantes, atualmente não abriga mais animais do Batalhão, e há 8 anos está sem investimentos do Governo do Estado e empresários. “Mesmo com as crises, fazem investimentos em outras áreas, mas o meio ambiente não é prioridade para eles. Gostaria muito que se sensibilizassem com a causa, que não é somente dos animais, e sim da humanidade.

As mais de duas centenas de animais recebem carinho e cuidados de seis funcionários, que Paulo Amorim paga com dificuldades, assim como é difícil a aquisição de alimentos para os animais. O único recurso certo foi garantido através do MP-AP, que conseguiu que a Prefeitura de Santana assinasse um Termo de Fomento para dar assistência financeira. “O problema é que o prazo de Termo encerra daqui a dois meses, e esperamos que o prefeito Ofirney Sadala seja sensível e o renove, ou teremos que recorrer novamente ao MP-AP, que é a única instituição pública que está sempre de portas abertas”.

Serviço:

Mariléia Maciel – Assessora CAOP/AMB
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Sesc Amapá abre chamada para apresentação de artistas em 10 projetos culturais

Sesc Amapá abre chamada para apresentação de artistas em 10 projetos culturais — Foto: Cia Cangapé/Divulgação

Seguem até o dia 22 de fevereiro as inscrições no edital de chamada pública para artistas interessados em se apresentar em 10 projetos culturais realizados pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) do Amapá. Os cachês variam entre R$ 700 e R$ 3 mil.

LEIA O EDITAL DO CHAMAMENTO PÚBLICO PARA CREDENCIAMENTO

A inscrição é gratuita e dever ser realizada nos horários das 8h às 11h e das 14h às 17h. É exigida uma série de documentos que estão listados no edital. A entrega deve ser feita via Sedex ou protocolados pessoalmente, no Setor de Protocolo do Sesc Araxá, na Rua Jovino Dinoá, nº 4311, bairro Beirol, CEP 68.902-030, até às 17h do dia 22 de fevereiro, em envelope lacrado.

As contratações são para apresentações nos municípios de Macapá, Santana, Mazagão, Amapá Laranjal do Jari, Oiapoque e outros, ao longo de 2019. Veja abaixo os segmentos e projetos disponíveis.

Para artes cênicas (teatro, circo e dança) os projetos previstos no calendário oficial do Sesc são: Sesc em Cena Amapá, Caravana Sesc das Artes (artes cênicas) e Aldeia de Artes Sesc Povos da Floresta.

Na literatura, que envolve contação de histórias e intervenção literária, os artistas podem se inscrever para os projetos “Movimento Literário” e “Caravana Sesc das Artes”.

No segmento da música há cinco programações: Projeto Música da Gente, Domingueira, Sesc Show, Sesc Verão, Jocomap e Sesc Geeks.

Ainda de acordo com o edital, “o proponente deve escolher apenas uma linguagem e um nível para cada proposta, mas pode se disponibilizar em todos os projetos disponíveis para a mesma, ficando a critério da coordenação técnica do Sesc/AP a alocação final da proposta aprovada”. Cada proponente poderá credenciar até duas atrações.

A divulgação da relação de credenciados será divulgada no site da entidade, a partir do dia 4 de março de 2019. Será realizado o contato direto por telefone e/ou e-mail com os artistas selecionados.

Mais informações podem ser obtidas na Coordenadoria de Cultura do Sesc Amapá, que fica na Rua Jovino Dinoá, nº 4311, bairro Beirol, ou pelo telefone (96) 3241-4440, ramal 239, de segunda a sexta-feira, em horário comercial (8h às 12h e das 14h às 18h).

Fonte: G1 Amapá

Sábado no Museu Sacaca – Por DaniElle Custódio

Por DaniElle Custódio

Sábado à tarde, e o que fazer? Há quem diga que em Macapá não há muitas opções de lazer.

Mas pra uma adulta como eu, é fácil lembrar das tardes agitadas no zoobotânico da JK entre amigos, lanches gostosos e a bicharada.

Justamente por essa lembrança que minha irmã e eu pegamos o Gui para passear. Não, não é no zoo, porque este por enquanto não reabriu e deixou uma geração de crianças de fora dessa aventura. Mas o levamos ao Museu Sacaca!

Gui, foi o primeiro pedacinho de gente que peguei no colo sem medo, também o segundo momento mais maravilhoso e de completa alegria. Agora se tornou um ótimo companheiro, com ele valorizamos cada momento.

Motivadas em compartilhar o melhor de nossa infância, longe do tablet, pegamos o Uber que Gui chama de “carona” e o levamos para uma tarde de lazer livre do WiFi. É muito euforia para uma criança só, que me faz lembrar do Fantástico Mundo de Bob. Gui vibra com as árvores de Samaúma, desconfia da estátua do Sacaca, corre pelas trilhas, tem medo de passar pelas pontes e se maravilha com o passeio de barco Regatão.

Ao final do passeio, deixamos o museu com a vontade de voltar logo. Cada visita, é uma descoberta. Já está combinado, a próxima aventura de Gui será na Fortaleza de São José.

Especialização em Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola – UNIAFRO vagas para Santana e Macapá

O curso de especialização em Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola – UNIAFRO faz parte do sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB, e tem como objetivo oferecer especialização a professores do ensino básico que atuam em áreas indígenas e/ou quilombolas e realizar o debate teórico sobre as Relações Étnico-Raciais e Políticas de Igualdade Racial na escola de ensino básico, bem como estender este curso aos ativistas dos movimentos sociais e egressos do Curso de Ciências Sociais.

As vagas ofertadas neste processo seletivo serão destinadas a candidatos que atendam a um dos seguintes requisitos: Ser professor da rede ensino público graduado em qualquer LICENCIATURA; Demanda social compreende-se os/as candidatos/as que desenvolvam atividades em Organizações Não-Governamentais (ONG’s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s), Fundações, Igrejas, Conselhos, Comitês, Fóruns, Núcleos e/ou Movimentos Sociais, com comprovada atuação; graduados em qualquer curso superior.

As vagas são para os polos de: Macapá com 80 vagas e Santana com 70 vagas.

O período da inscrição é de 24/01/2019 a 31/01/2019, realizada online através do endereço eletrônico do DEaD www2.unifap.br/ead

O candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponibilizada na aba “inscrições abertas” no endereço eletrônico do DEaD.

Mais informações: http://www.unifap.br/public/index/view/id/10774

Contato:

Diretor : Andre Leite
Diretoria do Departamento – DEAD
Tel: (96) 3312-1798/1765

NaraCHAMBLAY
Assessora de Comunicação/UNIFAP
[email protected]
Whatzaap 98116-6443