Feliz aniversário, Amaral Júnior!

Hoje aniversaria o marido apaixonado da Claudinha, pai dedicado do Aldryn e Maria Luíza, fervoroso flamenguista, remista sofredor, boêmio do Laguinho, caprichoso doente (daqueles que vai dançar toada em Parintins), ex-nadador com vários títulos, funcionário público e velho amigo meu, Amaral Junior. Um velho e querido amigo. Trata-se de um cara porreta, fiel à família e amigos. Sobretudo, um homem honesto e do bem.

Amaral faz parte da turma que denominei “galera da piscina”, grupo de amigos que nadaram na velha Piscina Olímpica de Macapá. Nem sei quanto tempo o conheço, mas faz muitos anos.

Com ele, eu e a velha turma assistimos incontáveis títulos do Mengão e bebemos algo próximo a dois rios amazonas de cerva. Sempre na casa do sacana, pois o Amaral e Claudinha são grandes anfitriões. Sim, vivemos excelentes momentos em inúmeros churrascos com Rock e dominó. Ele e a maioria daquela galera fazem parte das minhas memórias felizes.

Junior é sensato e equilibrado. É uma pessoa que os amigos escutam e respeitam, inclusive eu. A gente se distanciou com o tempo, mas nos gostamos. Sempre torço pelo sucesso e saúde do Amaral, assim como de sua bela família.

Depois de tempos sem encontrar o Amaral, tomei umas com ele e Claudinha, há cerca de um mês e meio. Também tive a grata surpresa de ver que o Aldryn se tornou um cara safo. Foi muito firme!

Enfim, mano velho, que que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Dry Hopping, o novo espaço de cervejas artesanais em Macapá

As cervejas artesanais vêm conquistando cada vez mais o mercado, forçando bares populares a reservarem espaços específicos para este tipo de cerveja. No Amapá, cresce o número de apreciadores de novos e exclusivos sabores da bebida.

Pensando nesse público amante desse novo conceito de qualidade, a jornalista Denise Muniz chega com seu espaço cuidadosamente trabalhado para agradar a bons paladares. Ainda sem data definida para inaugurar, a Dry Hopping – Cervejas Especiais vai oferecer o melhor em cervejas artesanais com acompanhamentos de linguiças igualmente artesanais, que harmonizam entre si, oferecendo sensações marcantes.

Com previsão de abertura para ainda este mês, a Dry Hopping nasceu de um sonho trabalhado ao longo de quase um ano, desde que a jornalista resolveu largar o emprego de editora de webjornal, para seguir novos rumos.

“Jornalismo é minha paixão maior, mas, depois de tanto tempo atuando na área, senti que precisava também caminhar por novas descobertas. Mudanças provocam boas sensações, adrenalina, isso funciona como um estalo que tira você do comum”, disse Denise.

Quer descobrir e apreciar os diferentes tipos de cervejas embutidos em termos como Lager, Ale, Lambic, etc.? Conheça, em breve, a Dry Hopping – Cervejas Especiais, o novo espaço para apreciadores de qualidade e bons sabores. A loja vai funcionar na Rua Hamilton Silva, 1398, Centro (ao lado do Uirapuru Autopeças).

Ivana Contente gira a roda da vida neste domingo (18). Feliz aniversário, broda!

Gira a roda da vida, neste domingo (18), a mãe, avó e esposa amorosa, advogada, assessora jurídica do Ministério Público do Amapá (MP-AP), minha colega de trabalho e querida amiga, Ivana Contente.

Com honestidade a toda prova, firme nos posicionamentos, inteligentona, séria e muito competente, admiro essa mulher.

Com o perdão do trocadilho, Contente é bem-humorada, muito educada, trabalhadora, responsável, divertida e dona de papo firmeza. Sabe aquelas pessoas que você tem certeza que são reais, sem máscaras? Assim é a aniversariante.

Ivana, queridona, este registro é para ressaltar o meu respeito, admiração e amizade por ti, pois acredito que é essencial dizer/escrever para as pessoas que gostamos, afirmando isso. E publicamente, pois gente do bem, como você, merece.

Que tenhas sempre sucesso e saúde junto aos teus amores. Parabéns pelo seu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Jorge Junior!

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Foto de quando eu era menor e J.J. era maior. Bons tempos (risos).

Hoje é aniversário do marido da Patrícia, pai do lindo Pedro Jorge, repórter cinematográfico e fotojornalista Jorge Cardoso Junior, o “Sombra”. O figura é bem humorado, inteligente, prestativo, gente fina e profissional competente, além de querido amigo meu.

Experimentado no meio jornalístico amapaense, Jorge já foi cinegrafista de vários veículos de comunicação de Macapá. Conheci o figura somente em 2011, quando trabalhamos juntos na comunicação do Governo do Amapá.

Com ele, cobri os mais variados eventos, percorremos as estradas do Amapá, trampamos em muitas cidades, durante dias e noites. Dividimos quartos de hotéis nada recomendáveis, comida e cervejas.

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Além de ótimo colega e profissional, Jorge é um cara bacana. Um homem que trata a todos com respeito. Ele é, sobretudo, um cara do bem.

Sombra, mano velho, que Deus te ilumine sempre. Que tenhas saúde e sucesso para alcançar seus objetivos. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado, mas de coração.

Feliz aniversário, Sônia Canto! – @soniacanto

Gira a roda da vida, nesta quinta-feira (15), esposa dedicada e zelosa do Fernando, briosa mãe de quatro filhos e avó amorosa de quatro lindas crianças, advogada, blogueira, boemia do Laguinho, amante de MPB (maior fã do Chico Buarque que conheço), plantas e cinema, além de muito querida amiga deste editor, Sônia Canto.

A aniversariante foi servidora pública, empresária, produtora cultural (uma das melhores que vi atuar no Amapá, editora de Caderno cultural de jornal e primeira repórter da TV Amapá.

Sônia Canto é inteligente, dona de vasta cultura e articulada. Daquelas pessoas que fazem a viração com empenho. Ela faz bem feito tudo que se propõe. Tenho certeza que sua experiência e tenacidade serão combustível para a recente carreira no Direito. Boto fé na Doutora!

Conheço essa linda pessoa há 18 anos, quando fiz amizade com seus filhos. Com o perdão do trocadilho clichê, Sônia materializa os sonhos do Fernando, pois a esposa sempre apoiou o marido em tudo e é bonito ver o amigo reconhecer isso. Ele me disse dia desses: “Elton, com minha mulher ao meu lado, não tenho medo, venço tudo”. Porreta!

Com excelente papo, é sempre um prazer imenso sentar a mesa com Sônia Canto. Enquanto ela toda sua coca-cola, eu e Fernando bebemos cerveja. E a gente proseia sobre as tudo, desde política, literatura, poesia, a bobagens legais. São momentos que viram recortes felizes na minha memória. Aliás, a amiga que roda o calendário hoje sempre foi gentil comigo e me apoiou em vários momentos. Sou muito grato a ela.

Por tudo isso e muito mais não escrito aqui, amamos a Sônia. É uma honra para mim ter a sua amizade e respeito.

Queridona, que continues com essa maravilhosa percepção que tens. Que tua vida seja longa e que alcances o sucesso sempre. Saúde e felicidades é o que te desejo. És do coração do gordão aqui. Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Meus parabéns aos amigos jornalistas Abinian Santiago e Adryany Magalhães, que aniversariam hoje – @abinoanAP e @drykamagalhaes

Já tive o prazer de trabalhar com muita gente legal e competente. Entre eles, os jornalistas Abinoan Santiago e Adryany Magalhães. Ambos aniversariam hoje.

Abinoan é um excelente repórter investigativo. Acho que o melhor da nova geração. Além disso, é cara é bom de texto, de rádio, TV e webjornalismo. Um figura Phoda! E um sujeito tranquilo, gente fina, inteligente, culto e observador. Talentoso e brpther.

Como ninguém é perfeito, o figura é simpatizante da Escola de Samba Macacatu da Favela, mas em contrapartida, fã de Red Hot Chulli Pepers e AC/DC. É, Abinoan é diversificado. Trabalhei com Santiago na comunicação da Prefeitura de Macapá e garanto: o cara é bom de trampo e um brother do bem.

Já a Adryany é meio espevitada, mas muito gente fina, apesar de pagodeira (risos). Já nos ajudamos muito nessa vida, tanto quando trabalhávamos juntos na assessoria de comunicação do Governo do Amapá e na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Macapá, quanto agora. Ela é parceira!

A querida amiga se tornou uma excelente assessora e mãe, com responsa e competência comprovadas nas duas atividades. Tenho orgulho dela (mesmo a broda sendo do Boêmios do Laguinho). Aliás, fiz faculdade de jornalismo com a moça. Ou seja, já é uma velha amiga.

Enfim, desejo tudo de bom aos jovens e talentosos jornalistas. Vocês são queridos. Saúde e sucesso sempre. Feliz aniversário, amigos!

Elton Tavares

Fernandinho Bedran gira a roda da vida nesta terça-feira (13). Feliz aniversário, irmão!

Gira a roda da vida, nesta terça-feira (13), o marido apaixonado da Elainy Alfaia (outra que é um lindeza de pessoa), libanês da Cidade Velha, Rosa-Cruz, degustador de heinekens tuíras, presidente da Divisão Internacional da Vida Alheia (D.I.V.A.) no Amapá, recordista intergalático de gentebonisse, mestre em paidéguice boêmia, fabricante e sócio-diretor da PimentArte do Brimo, administrador comercial, fã dos quadrinhos (principalmente de Asterix), amante de boa música, locutor e DJ da Rádio Fuleiragem, ilustre morador de Santana e do Amapá há 21 anos, melhor papo de bar que conheço (onde ele é também meu providencial conselheiro), além de querido irmão de vida, Fernando Bedran.

Conheci Bedran há mais ou menos 20 anos, em uma reunião de amigos. Quando entrei na festa, ele arranhava um violão e cantava Sessão das 10, do Raul Seixas. Foi empatia na hora, pois aquele bicho animava o ambiente, como é de seu feitio. De lá pra cá, fortalecemos a amizade e bebemos juntos (às vezes bem e noutras mal acompanhados) uns dois rios amazonas de cerveja.

O Bedran é um cara ímpar. Sério, não é clichê, pois nunca conheci um figura igual a ele. Trata-se de um cara paid’égua à máxima potência multiplicado ao cubo. Além de sábio, dono de vasta cultura geral e extremamente inteligente, ele é um homem de bem. Fernandinho é daqueles que não falam mal de ninguém. A não ser dos filhos da puta, pois estes ele combate em tempo integral, assim como todos deveríamos fazer.

Longe da larga e comprida esteira dos “Maria vai com as outras”, Bedran é um cidadão tenaz, coerente, instigado, de visão crítica e justa, que promove a reflexão nos que lhe cercam. A gente admira o sacana. Paralelo a isso, é um doidão que não cultiva mágoas ou rancores. Só dispara contra pessoas sórdidas ou hipócritas (só uns 2%, pois nos outros 98 o cara é só alegria).

Já disse e repito: Bedran é uma das pessoas que mais gosto de ter por perto, por conta da energia boa e positividade que o figura irradia. Um figura que usa o hemisfério esquerdo do cérebro para o bem dele e de quem o cerca.

Fernando Bedran não é jornalista, poeta ou escritor por pura falta de vontade, pois ele tem talento, senso crítico, ins-piração e conhecimento demais. Certamente seria caralhento em qualquer uma dessas atividades (ou em todas). Só para vocês terem uma ideia, o Fernando Canto escreveu o conto Mama-Guga (que nomeia seu livro de mesmo nome), realismo fantástico de primeira linha, inspirado em papos com o Fernandinho. Avalie!!

Ontem mesmo, ao tratarmos de um assunto escrotaço, Fernandinho disparou: “não sou e jamais pretendo ser curador do Mundo e de seus dramas,mas me reservo (depois de muito ter apanhado) a não contrair karma daquilo que não me é permitido aprofundar”, disse o Bedran. É assim que o brother é, lúcido e sensato. Foi um tiro na conversa, que morreu para dar lugar a um papo melhor.

Meio bruxo, meio alquimista, parece que o maluco veio enviado de outra dimensão para disseminar alegria, disparar sacadas geniais, sarcasmo boêmio, ironia fina e pérolas da boa sacanagem (ao som da sua inconfundível gargalhada). Outra coisa que sempre repito é a frase do meu irmão, Emerson Tavares: “Bedran é melhor para tomar cerveja do que tira-gosto de charque”. E é mesmo!

O saudoso jornalista Tãgaha disse: “gente do bem é outra coisa, passa e deixa rastros”. Bedran é assim.

Por tudo dito e escrito acima, a gente ama esse cara. Falo por mim e pelo nosso grupo de amigos “boçais e fuleiras”, com quem muito me honra dividir poucas tristezas e muitas alegrias nesta vida.

Fernandinho, meu irmão, que tenhas sempre saúde e sucesso. Que Deus siga a iluminar teu caminho no qual sempre segues a luz. Tu és um cara Phoda demais. Te admiro muito. Que tua vida seja longa. Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Cinco anos sem Gino Flex, o Rei dos Malucos de Macapá

Há cinco anos, na madrugada de uma terça-feira, 12 de novembro de 2013, morreu o artista, músico, inventor do Clube do Vinil, Dj oficial de encontros memoráveis e Rei dos Malucos de Macapá, Gino Flex. Hoje completa meia década seu “embarque”. Não sei quantos anos ele tinha, mas acho que o “Gabiru” deveria ter quase 60 verões.

Conheci o Gino há uns 20 anos, ainda com meus 20 e poucos e curta estrada na boemia da capital amapaense. O cara era querido por todos. E não é porque morreu não. O cara era do naipe do fictício Quincas Berro D’Água e do real Charles Bukowski.

O estilo de vida era “de boa”, uma verdadeira ode a boemia e hedonismo. Sim, o velho Gino era “brother”. Ele e seu jeito amalucado era considerado por todos. Com certeza, é um daqueles doidos-varridos que sempre farão falta. Abraço ao Gino, lá nas estrelas!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Edricy França!

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Eu e Edricy, na semana passada

Hoje aniversaria neste festivo sábado (5), o desenhista, caricaturista, grafiteiro, amante de Rock and Roll e tatuador Edricy França. Uma figuraça, que além de artista talentoso, carismático e criativo, é meu velho e querido amigo.

Eu o sacava há tempos, da época da pista de skate que ficava em frente ao Banco do Brasil, na orla de Macapá. Mas somente em 2007, quando o cara fez a grafitagem no Bar do Francês e uma caricatura minha, começamos uma amizade.

Quando fiz a minha tatuagem com ele (rosto da minha mãe), em 2009, Edricy já era um dos melhores artistas de Macapá na área. Hoje em dia, aqui, ninguém é melhor que o cara. Aliás, ele trampa na capital amapaense, São Paulo e já tatuou na capital federal.

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Edricy é uma figura “por demais” gente boa. Ao cara “risca” pessoas e materializa fantásticas imagens em pele, rendo homenagens hoje. Além de talentosíssimo, ele é bem humorado, tranquilo, desprovido de boçalidade e é, sobretudo, um homem de bem.

Sem mais rasgação de seda, te digo, Edricy: gosto pra caralho de ti, sacana. Que tenhas sempre saúde, pois do resto você dá conta. Meus parabéns e feliz aniversário, parceiro!

Elton Tavares

A chegada do Banana no céu – Crônica de João Lamarão (contribuição de Fernando Canto)

Banana - Foto: Chico Terra
Banana – Foto: Chico Terra

Por João Lamarão

Um mês já havia se passado daquela noite fatídica, tempo mais do que suficiente para que os tramites burocráticos do Purgatório se processassem normalmente, contando é claro, com o jeitinho brasileiro, instrumento fundamental para que qualquer processo corra rapidamente em qualquer lugar e o Banana foi autorizado a ingressar no átrio que dá acesso a porta do Céu. O ambiente normalmente tranqüilo, nesta hora estava altamente congestionado. Filas intermináveis, parecia mais com o pronto socorro durante os finais de semana do que a ante-sala do Paraíso.

Como era de se esperar, a situação mexeu com os brios do Banana que esbravejou aos quatro cantos que aquilo era uma esculhambação geral e que até ali, não havia respeito com as almas que aguardam a redenção eterna, por isso, iria se queixar diretamente a Ele. Deus, seu amigo intimo, que já o salvara de poucas e boas, de forma que a BACOL não deixaria aquilo barato.12038305_1027354530650172_9082153324834620988_n-300x222

Em um cantinho apertado, tipo 3×4, pois o preço do aluguel no Céu está pela hora da morte e onde foram implantadas as modernas instalações do Xodó Celestial, várias almas disputavam uma vaga no exíguo espaço a fim de conseguirem tomar uma cerveja geladinha enquanto aguardavam a vez de serem chamados pelo assessor especial de São Pedro, um negro alto e forte, ar de bonachão, que pela sua estatura sobressaia a turba, impondo respeito ao ambiente. Era nada mais, nada menos que o Pururuca.

12400675_1957125681178307_1652223358896026548_n-282x300Numa área reservada àqueles do regime semi-aberto que podem sair e entrar no Céu a qualquer hora, ao redor de uma mesa estrategicamente colocada, Paulão, Waldir Carrera, Marlindo Serrano e Bode, jogavam conversa fora. Faziam conjecturas de como estava a vida pelas bandas daqui de baixo, se haveria ou não carnaval, se a micareta na orla seria liberada, entre outras coisas.

Pela parte interna do balcão de mármore branco italiano, entre santinhos, velas e terços postos a venda, o Albino muito p… da vida meio a confusão peculiar, reconheceu nosso amigo ao longe, perdido meio a multidão e esbravejou:

– P.Q.P., taí o motivo da minha cuíra. Acabou o nosso sossego. Vejam quem acaba de chegar prá me aporrinhar.

segundo_rev_xodo_1999_thumb[7]Todos se viraram rapidamente na direção indicada. A alegria foi geral e imediatamente uma festa foi armada para receber o novo hóspede, gerando grande confusão, todos ávidos por notícias da terra, uma vez que por aquelas bandas não tem televisão e nem pega celular. Sabedores de que o Banana era onipresente, conseguia a proeza estar em vários lugares praticamente ao mesmo tempo, teria portanto, muita informação a dar.

Passada a euforia inicial, as coisas foram acalmando, mas ao largo, um grupo de almas francesas xingava até em patuá, a falta de organização do ambiente, exigindo providencias urgentes. Ao fundo, uma voz em fluente francês tentava acalmar o agitado grupo dizendo:

fernando_venilton_frank_thumb[3]Monsiers et mademoiselles, calma, calma… aqui as coisas são assim mesmo. Não se preocupem que vou ajeitar tudo pra vocês. Se há necessidade de dar um jeitinho, daremos; para isso, sou a alma certa, conheço todo mundo aqui no pedaço; tenho até autorização do Todo Poderoso para trabalhar como lobista e, mais rápido do que o pensam, vocês estarão rezando um terço com Senhor. Mas antes, preciso de um adiantamentozinho prá molhar a mão do porteiro.

Ouvindo isso e intrigado com a presença de tantos franceses, o Banana virou-se rapidamente e deu de cara com nada mais nada menos que o Franky de Lámour que tentava resolver a questão:

– Franky, que bagunça é essa, cara? Aqui não é o Céu, onde tudo é mil maravilhas?

– Não Banana! Aqui não é o Céu, aqui é Caiena.

– Valha-me Deus! Dancei.

*Essa crônica sobre o Banana é antológica. Foi escrita pelo nosso parceiro João Lamarão, engenheiro e escritor que  também já foi pra Caiena, infelizmente. Ele é o autor do livro “No tempo do Ronca,- Dicionário do falar Tucuju”. Essa é uma singela homenagem àqueles que fazem parte da vida macapaense e que partiram deixando saudades e para não esquecer o quanto ele também fez parte de nossa história. Sua simplicidade, bom-humor (às vezes mau-humor, mas sem ser grosseiro) e profundo amor por esta terra.

Fernando Canto

**Fotos encontradas nos blogs O Canto da Amazônia, do Chico Terra e da Sônia Canto. 

Três vivas para a Tatá!

Hoje gira a roda da vida a policial civil, amante de carnaval e de cachorros, mãe da  Dayane, viúva do Ita e minha tia ( e amiga) , Maria do Carmo Vale Simões, a nossa querida “Tatá”.

Tatá é uma mulher forte e muito importante na minha vida, pois me ajudou em um momento conturbado. A Tatá também foi uma das melhores amigas do meu saudoso pai, o Zé Penha.

Tia Tatá sempre cuidou de mim e de do meu irmão Emerson, para ajudar sua irmã mais velha, minha mãe. Ela até morou conosco quando eu era moleque.

Também, durante uma época conturbada de minha vida, me deu muito apoio. A tia já me ajudou emocional e financeiramente. Sou muito grato por tudo.

Apesar de pouco nos encontrarmos hoje em dia, ela é uma de minhas mães (ao lado da minha mãe, vó Peró e tia Maria). Tatá é jovial, alegre, extrovertida e cômica.

Entretanto, não pise em seus calos ou tentem prejudicar alguém que ela ama. A “Macaca” (como meu pai a chamava carinhosamente) vira bicho. Entendo e gosto disso nela. Com a Tatá também aprendi a ser escroto, quando preciso. Sim, ela sempre botou pra quebrar.

Hoje em dia, a gente nem tem tanto contato como antes, mas nós amamos. Quando nos encontramos sempre rolam risos e mais risos.

Tatá mora nos nossos corações (meu e do meu irmão Emerson, de quem ela é madrinha). Com ela, curti carnavais inesquecíveis e posso me gabar que essa nobre mulher sempre me apoiou em tudo.

Tatá, tu sabes: amo-te! Parabéns pelo teu dia. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Sávio Leite!

Eu e Sávio Leite.

Hoje é aniversário do acadêmico de jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap), fotógrafo, praticante de artes marciais, amante do rádio (como radialista), integrante da equipe da comunicação do Ministério Público do Amapá, colega de trampo e amigo deste editor, Sávio Leite.

Com o Saviola e a designer Ana Beatriz.

“Saviola” é um cara tranquilo, trabalhador, inteligente, esforçado e muito gente fina. Leite é um cara na dele, observador. Daqueles que mais escuta do que fala. O cara é focado, prestativo, sempre passa do horário quando necessário e tem todas as características necessárias para ser um bom jornalista, que são responsabilidade e ausência de preguiça para trampar. Boto fé que será um grande profissional (será somente pelo motivo de estar no início).

O moleque (no melhor sentido da palavra) está conosco há poucos meses, mas já provou o seu valor. Que nessa louca e feliz profissão que escolhestes, brother, na qual já sigo a estrada há um pouco mais tempo que você, sejas feliz.

Sávio, eu e a jornalista (minha irmã de vida) Gilvana Santos.

Sávio, mano, não sou só teu chefe, mas teu amigo. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos teus amores. Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

OS ZUMBIS E O MENTECAPTO – Por Fernando Canto

Darth Sidious – Filme Star Wars

OS ZUMBIS E O MENTECAPTO

Por Fernando Canto

A palavra opinião tem a ver com conceito, ideia, doutrina, crença, capricho, juízo, reputação, parecer e até modo de pensar. Filosoficamente é uma atribuição de verdade ou falsidade, mas não é certeza. É uma asserção não-objetiva nem subjetiva. Entretanto, também é um ponto de vista que pode se tornar ideologia a partir de sua frequente manifestação entre grupos que se ligam sem a presença física e que se sustentam mais pela propaganda que lhes é incutida do que pela certeza ou pela objetividade dos seus valores implícitos.

Na minha opinião, grupos de opinião que estão à direita da História, que cultuam valores odientos do passado, estão fadados a cair como as pedras de dominó enfileiradas após a queda da primeira ou como as balizas de madeiras em feitio de garrafas, do jogo de boliche ao primeiro toque sutil da bola. E é exatamente nesses grupos que me detenho para falar das eleições que amanhã vão mover o país, já crucificado por um governo espúrio, que se move sub-repticiamente em suas últimas ações de conchavos políticos no palácio do Planalto e entre os que saem e os que entram no Congresso Nacional. É a espera de um novo palimpsesto histórico que se repetirá mais uma vez como farsa, se por acaso venha a ganhar o pleito.

Filme Guerra Mundial Z

Porém, a ordem hoje é superar dialeticamente o que pode vir de ruim daqui para a frente, pois Lord Vader e os outros prepostos do Imperador estão na linha de frente, no front de uma saga indubitavelmente cruel para o nosso país, onde os influenciáveis soldados vão a loucura com as “propostas” emanadas por um pretenso líder de um exército de zumbis. E de um mentecapto tudo pode se esperar, principalmente se no seu grupo disseminador de ideias estão presentes outros paranoicos que em tudo veem a possibilidade de destruir para tentar construir novamente a seu modo.

Darth Vader – Filme Star Wars

Que estamos diante do perigo de um governo despótico, estamos. Não há necessidade de teorizarmos o que pode vir de uma ditadura com seus ditames cerceadores das liberdades individuais. Quem teve a experiência de passar por isso nos dias nefastos do estado de exceção dos militares sabe o seu significado simbólico e prático. Só quem lutou pela democracia sente na pele e nos ossos a ameaça depois do resultado das urnas amanhã. Os milhões de jovem que se emprenharam pelos ouvidos e pelas fofocas das redes sociais – e que hoje usufruem da liberdade conquistada por seus pais ou parentes com muita luta em vários lugares deste rincão pátrio – são papagaios repetitivos, pessoas que desconhecem o sentimento da gratidão histórica, a bem dizer, por homens e mulheres que se sacrificaram com suas famílias e amigos para que a juventude tivesse a liberdade de dar sua própria opinião, ainda que antinômicas e paradoxais, pois o culto da democracia também é divergir. Mas não com a força explícita do mentecapto que semeia o ódio entre patrícios, só para não deixar de falar essa palavra antiga, porém comum a todos os irmãos brasileiros que querem o melhor para o futuro dos seus descendentes.

Filme Guerra Mundial Z

Neste momento excruciante, à beira de uma ameaça de epidemia esquizofrênica, não haveria psiquiatra nem psicólogo para conter a praga.

Entretanto e por outro lado, o contágio pode ser do vírus da esperança, do vislumbre de novos avanços e de uma democracia onde as aporias fiquem apenas no campo filosófico e do diálogo e não no estouro de um disparo que poderá ferir o sonho conquistado e transformá-lo em pesadelo permanente.

A tensão visceral provocada pelas falsas notícias não poderá abalar as mentes lúcidas, a não ser que penetrem a fundo naquelas predispostas a terem vertigens provocadas pelo impacto esterilizador da vontade. E isso o mentecapto e seu grupo de lobos faz bem, diga-se assim. Mas não será por isso que serei impedido de sempre sonhar com a evolução da nossa democracia à brasileira, impermeável que estou às agruras políticas, e reflexivo diante do “espelho da fraternidade cósmica, que é a sociedade humana”, ou de um poema, no dizer de Octávio Paz.

Filme Star Wars

Dos discursos de resistência dos difíceis tempos em que fui guardião, com meu canto solitário e quase anônimo, hoje também estou diante do nascimento de um poder ameaçador com suas engrenagens reificadoras que deterioram a natureza humana e as potencialidades dos homens. Entretanto, tenho a ESPERANÇA de milhões de homens e mulheres e crianças que acreditam que ela seja fundante, construtiva e alicerçante, e que é capaz de ser partilhada com os eleitores sensatos, meus semelhantes brasileiros, amanhã, ainda que o barulho das armas de fogo ensurdeça os zumbis do mentecapto.

Por isso, e por muito mais, voto pela DEMOCRACIA conquistada com muita luta e esperança em Haddad 13.

Meu comentário: Fernando Canto é um pacifista e possui excelente leitura política. Além de poeta, sociólogo, imortal da Academia Amapaense de Letras e maior escritor vivo do Amapá, orgulho-me de dizer que ele também é um grande amigo meu.

Pela liberdade, que a Força esteja conosco!

Amigos, não se percam! – Excelente crônica de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

Na ditadura, podia-se perder um amigo de um momento para o outro. Perder significa perder mesmo. Esse amigo poderia ser assassinado, morrer em emboscadas ou sob tortura. Ou, o que é pior, poderia desaparecer para sempre. Bastaria para isso que ele dissesse abertamente tudo aquilo que pensava. Ou tivesse comportamento e pensamento livres demais. Ou tivesse ligação com artistas, intelectuais, jornalistas ou outras espécies de pessoas que pensam. Uma pessoa pensando livremente é a maior ameaça a uma tirania. Podia ser nada disso. Uma suspeita de um vizinho bastava. Uma denúncia, uma invasão de domicílio arbitrária, uma prisão ilegal… E lá se ia nosso amigo.

Hoje, na democracia, para perder um amigo basta manifestar opinião contrária a ele. Liberdade de expressão, duramente conquistada, é, por muita gente, confundida com liberdade de agredir, ferir, magoar. Fazer isso com pessoas estranhas já é deplorável. Quando, por muitas vezes, quem está do outro lado é o que sempre se imaginou ser um amigo, a coisa fica insustentável.

Pelas redes sociais, amigos deixam de ser amigos, para constatar o fato de que nunca foram amigos. E trocam grosserias e se machucam e se excluem, em todos os sentidos. Essa é a derrota de todo mundo, não do lado A, nem do lado B, muito menos de quem não tem lado, o que não quer dizer está em cima do muro.

Perder um amigo é horrível. E aquele amigo que morreu na ditadura morreu exatamente para que os amigos de hoje possam exercer plenamente a maravilha de se ter um amigo.

Eu não admito perder um amigo para esse conjunto de fatos que citei acima. Posso perder uma discussão política, se o argumento contrário for mais forte do que o meu, perder amigo, não! Por essa causa sou capaz de convocar manifestações, organizar passeatas, subir no carro-som e disparar discursos. Quem vem comigo levanta mão aí!