Galeria de arte Samaúma realiza exposição no Aeroporto Internacional de Macapá

Aberta no último dia (17), no Aeroporto Internacional, a exposição de arte “Alberto Alcolumbre” é composta por 17 grandes artistas, que apresentam 60 obras de diferentes técnicas e estilos no Espaço Cultural no saguão do 1° andar. Essa é a primeira mostra coletiva de artes plásticas após a inauguração do novo terminal de passageiros da capital amapaense.

A visitação pode ser feita enquanto o Aeroporto estiver aberto ao público. A iniciativa é promovida pela galeria de artes Samaúma.

Serviço:

Exposição Coletiva “Alberto Alcolumbre”
Período de visitação: de 17 de abril a 17 de maio
Hora: enquanto o Aeroporto estiver aberto ao público.
Local: no Aeroporto Internacional (Espaço Cultural no saguão do 1° andar).
Entrada gratuita
Realização: Galerias de artes Samaúma

Elton Tavares

Projeto Sesc em Cena Amapá realiza a oficina: “Corpo Cômico – Oficina de Palhaço”

O Sistema Fecomércio AP, através do Serviço Social do Comércio (Sesc), realiza a oficina “Corpo cômico – oficina de palhaço”. Em continuação às ações formativas do projeto Sesc em Cena, a oficina contará com a participação do artista Diocélio Barbosa de João Pessoa/ PB, e será executada no Salão de Eventos do Sesc Araxá, no horário das 18h às 22h, durante o período de 22 a 26 de abril. As inscrições são presenciais, com vagas limitadas, sendo necessário cada inscrito contribuir com 1kg de alimento não perecível.

Com carga-horária de 20 horas/aula, e emissão de certificado de participação, com classificação a partir de 16 anos, a oficina será desenvolvida a partir das aulas teóricas por meio de exposição dos aspectos mais relevantes da trajetória do palhaço. Nas aulas práticas serão abordados conteúdos como jogos de improvisação, jogos dramáticos, técnicas de palhaço e performances. Esses conteúdos serão experimentados com a perspectiva de uma capacitação global ao universo circense. Ao final da oficina, será montado um experimento cênico como exercício final, mediante a atuação performática palhacesca de todos, em espaços cênicos criados, produzidos e apresentados pelos próprios participantes.

A oficina tem como público alvo: atores, bailarinos, cantores, músicos e artistas circenses, estudantes de produção cênica e das áreas artístico-cênicas em geral, já devem ter iniciado as linguagens artísticas.

Serviço:

Sesc Amapá
Marcel Ferreira – Assessoria de Comunicação e Marketing
Anézia Lima – Estagiária de Jornalismo
Email: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)
Cel/WhatsApp (96) 98407-9956

Alcinéa Cavalcante terá obra “Caneta Dourada” lançada na Bienal de Culturas Lusófonas de Lisboa – @alcinea

A escritora, poeta e jornalista do Amapá, imortal da Academia Amapaense de Letras (AAL), além de querida amiga deste editor, Alcinéa Cavalcante, terá sua obra, “Caneta Dourada”, lançada na Bienal de Culturas Lusófonas de Lisboa (POR), que será realizada no dia 5 de maio de 2019.

Publicado pela editora Mágico de Oz, o livro reúne belos poemas ou crônicas da autora tucuju.

O evento, que conta com o apoio do Núcleo de Letras e Artes de Portugal, visa difundir e preservar a literatura de países da Língua Portuguesa e integrantes da Comunidade Lusófona.

Internacionalmente conhecida, Alcinéa já atravessou oceanos com outros feitos literários, como o conto “A pedra encantada do guindaste”, publicado na Antologia “As Melhores Obras deste Século”, em 2017.

” A pedra encantada do guindaste” também faz parte da antologia “Vozes Portuguesas”, do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa, lançada em Maio do mesmo ano, em Odivelas (Portugal).

Em outubro de 2018, com o conto “La Pierre enchantée” integrou a antologia “Les Plus Belles Oeuvres de ce Siècle”, que foi lançado no Museu do Louvre, em Paris (FRA) e no no Museu do Perfume, na cidade de Marrakesh (MAR).

Por conta de sua contribuição literária, Alcinéa já foi homenageada e recebeu medalhas que o Núcleo de Letras e Artes de Portugal concede a escritores lusófonos, como o prêmio Camões.

Alcinéa escreve com colorida ternura e leveza. Seu lirismo é recheado de referências da memória afetiva amapaense, que se confunde com seu admirável talento.

Tudo que li de sua autoria, sejam poemas, contos ou crônicas, além dos incontáveis textos jornalísticos, foi feito com brilho peculiar da escritora.

Repito sempre: Alcinéa é “PHO – DA”! Assim mesmo, com PH, silabicamente e em caixa alta. E estou orgulhosão dela.

Meus parabéns à escritora, que representa a literatura do Amapá nacional e internacionalmente. Orgulho de ti, Néa. Estamos felizes por você e por nós. Parabéns!!

Elton Tavares

Arte na periferia: neste domingo (21), rola Baixada Cultural

Nesse domingo (21), a partir das 16h, na Avenida Piauí, no bairro Pacoval, vai rolar o “Baixada Cultural”. Com o proposito de incentivar a cultura e lazer nas áreas periféricas, essa será a terceira edição do projeto. A programação contará com vários artistas, entre eles, Tio Nescal , Joca Monteiro, Cia De Artes Tucuju e a Cia Norteando Arte, Marias na comunidade.

A iniciativa é idealizada e produzida pelo artista Caique Sampaio, em parceria com Jhou Santos e Gisele Brás .

Serviço:

Baixada Cultural
Local: na Avenida Piauí, no bairro Pacoval
Data: 21 de abril de 2019 (domingo)
Hora: 16h
Entrada: franca.
Atrações: Tio Nescal , Joca Monteiro, Cia De Artes Tucuju e a Cia Norteando Arte, Marias na comunidade.
Realização: Caique Sampaio, em parceria com Jhou Santos e Gisele Brás.

Elton Tavares, com informações de Caique Sampaio

Páscoa – Por Rubem Alves

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“Ressurreição” – Tela de Pierro della Francesca ( 1410 – 1492 )

Tenho, no meu escritório, uma tela de Pierro della Francesca ( 1410 – 1492 ) chamada “Ressurreição”. A pedra do túmulo corta a tela em duas partes. Na parte de cima, com seu pé sobre a pedra, o Cristo ressuscitado. Na parte inferior, encostados à pedra, os guardas adormecidos. Perguntam-me sobre o sentido da tela. Respondo que não sei o sentido da tela. As telas têm muitos sentidos. Eu só posso dizer os pensamentos que aquele quadro me faz pensar. E digo: enquanto os guardas da morte estão dormindo, o divino que mora em nós sai do sepulcro. Sabem disso as cigarras. Caminhando hoje pela manhã na fazenda Santa Elisa eu ouvi o seu canto. Já haviam deixado suas cascas nos troncos das árvores. Agora são seres alados. Cantam e voam, a procura do amor…Acho que estão celebrando a Páscoa…

Rubem Alves

Peça ‘Uma Cruz para Jesus’ completa 40 anos de exibição na Semana Santa em Macapá

Atores participam de ensaio da peça ‘Uma Cruz para Jesus’, que completa 40 anos em Macapá — Foto: Allan Oliveira/Arquivo Pessoal

Por Ugor Feio

A peça teatral “Uma Cruz Para Jesus” completa 40 anos de apresentações em Macapá durante a Semana Santa de 2019. O espetáculo, exibido gratuitamente, acontecerá no anfiteatro da Fortaleza de São José, na orla da cidade, na quinta-feira (18) e na Sexta-feira da Paixão (19). O espetáculo é considerado um dos maiores a céu aberto do Amapá.

Realizada pela Companhia Teatro de Arena, a peça é gratuita, tem duração de pouco mais de uma hora e conta com a participação voluntária de 120 atores, músicos e produtores. A encenação conta a história desde a criação do mundo – segundo a visão cristã – até a paixão de Jesus Cristo.

Encenação da peça ‘Uma Cruz para Jesus’: um dos momentos mais esperados é a crucificação de Cristo — Foto: Ascom/PMM

Um dos momentos mais esperados é a cena da crucificação de Jesus Cristo, interpretado por Allan Oliveira. Ator veterano encerando o papel pelo décimo ano seguido, ele se despede do espetáculo em 2019.

“A Fortaleza é linda por si própria, já temos o cenário natural que faz o personagem crescer dentro da gente. A própria plateia consegue voltar no tempo e viver a emoção junto com os atores, dessa linda história”, comentou.

Allan Oliveira, que interpreta Cristo, no ensaio da peça ‘Uma Cruz para Jesus’, em Macapá — Foto: Allan Oliveira/Arquivo Pessoal

Outra atriz veterana que já participou do elenco, a professora Socorro Souza, foi conferir um dos ensaios e se emocionou. Ela foi a primeira mulher a interpretar na peça Maria, a mãe de Jesus. Ela se diz agradecida pelo sucesso do espetáculo, porque foi nos bastidores que ela conheceu o marido, o produtor do espetáculo, Amadeu Lobato.

“Estou muito emocionada, meu coração está disparado de alegria. Jesus é tudo na minha vida. Foi na peça que conheci meu primeiro amor. A peça tem o objetivo de mostrar Jesus, porque ele não morre nunca em nosso coração”, disse, emocionada.

Peça começou a ser exibida no fim da década de 1970, em Macapá — Foto: Amadeu Lobato/Arquivo Pessoal

Os ensaios com os atores voluntários e produção do espetáculo acontecem diariamente, abertos ao público, até o dia da primeira exibição, na quinta-feira. Eles ensaios os vários atos da peça já na área externa da fortaleza.

Serviço:

Espetáculo “Uma Cruz Para Jesus”
Dias: 18 e 19 de abril (quinta-feira e sexta-feira)
Hora: 20h
Local: anfiteatro da Fortaleza de São José
Entrada gratuita

Fonte: G1 Amapá

Show internacional “A Ponte” :Zé Miguel divide o palco do Norte das Águas com a cantora francesa Roseline Jersier

De um lado a presença marcante e magica da cantora francesa Roseline Jersier, soltando a voz e interpretando Zouk Love, de outro lado o cantor e compositor amapaense Zé Miguel e suas canções cheias de poesia e fascínio. Um encontro que promete encantar o público na noite do dia 04 de maio no espetáculo “A Ponte”.

O show acontecerá no Norte das Águas, localizado no Araxá, e é assinado por Edna Pantoja, produtora cultural amapaense, “é um show especial, com muito Zouk para o povo dançar, está sendo trabalhado com carinho para se transformar em uma noite magica que ficará na memória dos participantes”.

Roseline e Zé Miguel são os autores da música que empresta nome ao show e é, reconhecidamente, um dos maiores sucessos atuais no repertório de programas de rádio e televisão na Guiana Francesa.

Conheça a artista Roseline Jersier

Uma guianense, apaixonada por ciência e matemática que sonhava em ser astronauta e acabou se transformando em uma das maiores referências musicais da Guiana Francesa. Está é Roseline Jersier, cantora formada em jazz por uma das maiores escolas de Paris, ganhadora de prêmios e concursos culturais.

Roseline vem de uma família de nove filhos, pais guianenses e guadalupenses profundamente enraizados na música. Foi através da mãe, Rolande Dauphin, conhecida na Guiana por seu envolvimento cultural, cantora de “La Lyre Cayennaise”, que sonhava em um dia ver entre seus filhos um sucessor, que Roseline deu os primeiros passos na música.

Se apresentou em vários locais em Cayenne, Paris e durante três anos foi produzida pela LB Records, representada pelos irmãos Lancri, dos Estados Unidos. Os Lancri também produziram dois álbuns da cantora e, foi através deles que se apresentou no Zenith de Paris durante o Big Bad Zouk. Seu último álbum foi distribuído na Fnac de Paris.

A cantora também se apresentou várias vezes no Brasil. No Amapá, além de se apresentar ao lado de cantores amapaenses, Roseline gravou a musica “A Ponte” no ultimo álbum do cantor e compositor Zé Miguel, que divide com ela a parceria na composição da música, além disso a cantora fará uma participação especial na gravação do próximo álbum do cantor e compositor Fineias Nelluty.

Zé Miguel – Foto: Aílton Leite

Zé Miguel

A frase “Eu não vejo graça em outras coisas como vejo em cantar”, pronunciada por Elis Regina no auge de sua carreira, expressa bem o jeito de ser desse ícone da musica amapaense.

Primogênito de uma família de 06 irmãos, Zé Miguel optou pela carreira musical desde muito cedo. Iniciou cantando em Igreja Evangélica. A voz bem afinada encantava os fieis e, em pouco tempo, o pequeno artista era um dos preferidos para subir ao púlpito da igreja.

Cresceu buscando realizar o sonho de se tornar um grande guitarrista. Paralelo a isso, começou a exercitar o hábito de compor suas próprias canções, inicialmente com a intenção de participar dos festivais da época, depois tomou gosto pela coisa e seguiu adiante.

Com uma carreira amadurecida e consolidada, Zé Miguel lançou seis Cds solo e um DVD. Já dividiu o palco com grandes nomes da musica nacional e internacional. Participou de shows em diversos estados Brasileiros e é, reconhecidamente, um dos maiores nomes da musica popular amapaense.

Assista ao vídeo sobre: 

Serviço:

Show: A Ponte
Artistas: Zé Miguel e Roseline Jersier Local. Norte das Águas
Data. Dia 04/05/2019
Hora. 22h30
Valor mesa. 150,00
Reservas. 981216999

Assessoria de comunicação

Projeto ‘TECNO BARCA’ abre inscrições para residência artística no Bailique

Até o dia 15 de Maio estão abertas as inscrições para a residência artística do projeto “TECNO BARCA – Um ateliê galeria itinerante sobre a terra das águas”, que acontece entre 19 e 30 de Julho no Arquipélago do Bailique. A iniciativa reúne artistas que residirão durante 12 dias na Vila Progresso, compartilhando seus processos criativos, oficinas e intercâmbios junto às comunidades ribeirinhas.

As obras e ações resultantes serão instaladas em um barco – a “Galeria de Arte Flutuante” – que nos últimos dias da residência navegará pelo arquipélago, atracando nas pequenas vilas e convidando os moradores a participar das exposições, exibições de filmes e performances.

O TECNO BARCA busca conectar artistas e comunidades em ações de troca de saberes, criação colaborativa e formação de redes, apresentando diversas possibilidades de inserção da arte no cotidiano e no aprendizado.

Chegando em em sua terceira edição em 2019, o projeto é uma iniciativa do artista amapaense Wellington Dias, como uma oportunidade para se reconectar com as raízes familiares e levar ações artísticas a um lugar que geralmente está fora do circuito cultural.

Segundo Wellington, “Tecno Barca foi um chamamento, uma inquietude, um projeto imaginado e que se dá no coletivo, nos relacionamentos, na disposição para o encontro, a troca, o silêncio e atenção ao tempo da floresta, ao ciclo das águas, às urgências cotidianas, causos nobres e memórias dos ribeirinhos”.

Através de diversas parcerias, o projeto cresceu e hoje é realizado pelos coletivos Frêmito Teatro e Bando Filhotes de Leão em cooperação com a Cia. Supernova e o Coletivo Tensoativo, grupos independentes dedicados a movimentar a cena cultural amapaense. Em 2019, alguns dos artistas de fora do estado do Amapá que participaram da primeira e segunda edição retornarão ao Bailique para dar continuidade aos seus processos artísticos em diálogo com as comunidades e paisagens do Bailique.

Além dos participantes que retornam ao arquipélago, o projeto selecionará cinco artistas locais – residentes no Amapá – podendo ser oriundos de diversas áreas como artes visuais, artes cênicas e audiovisual. A inscrição é realizada através de um formulário online disponível no blog do projeto [http://tecnobarcabailique.blogspot.com/].

Para se candidatar, cada artista deve enviar informações sobre o trabalho que desenvolve e uma breve carta de intenção. O projeto oferecerá translado de barco até o Bailique, hospedagem, alimentação e uma ajuda de custo para os materiais das propostas artísticas.

SERVIÇO:

TECNO BARCA III – Um ateliê galeria itinerante sobre a terra das águas
Inscrições para artistas locais: até 15 de Maio
Data da residência: 19 a 30 de Julho de 2019
Inscrições pelo link: http://tecnobarcabailique.blogspot.com/
Contato: [email protected] | (96) 98107-1972)

REDES SOCIAIS:
Frêmito Teatro: https://www.facebook.com/fremitoteatro/
Bando Filhotes de Leão https://www.facebook.com/bandofilhotes.deleao
Cia. Supernova: https://www.facebook.com/ciasupernova/
Coletivo Tensoativo https://www.facebook.com/tensoativo/

Nossos Batuques – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

O batuque é uma parte do conjunto de atos que acontecem em louvor aos santos de Mazagão, Igarapé do lago e Curiaú. Ocorre durante e após as obrigações religiosas de uma vasta programação festiva, na qual os membros dessas comunidades têm grande e ativa participação. Consiste ainda na música e dança próprias, caracterizados pelo ritmo rápido produzido por instrumentos rusticamente confeccionados por artesãos locais.

No Igarapé do Lago, durante a festa de Nossa Senhora da Piedade, são usados tambores como o “cupiúba”, feito da árvore “cupiubeira”. Este tem um metro de comprimento e serve para fazer a marcação rítmica; o “macacaúba”, feito da árvore do mesmo nome e o “cajuna”, o menor deles, usado mais na procissão, preenchem os vazios da marcação do batuque, onde também são utilizados a “taboqueira”, espécie de ganzá feito de “taboca” em cujo interior se põem grãos de milho e sementes de tento, e o “rapador”, confeccionado com bambu, com gomos escavados por fora e tocados com uma vareta. Os pandeiros são feitos de tiras de árvores, couro de animais e fichas de refrigerantes. São utilizados ainda o clarinete, o violão, o cavaquinho e a viola. Quando tocam nos salões, um pedaço de pau chamado “rolete” é posto sob os tambores para que os batuqueiros tenham maior comodidade.

Já no Curiaú o batuque era realizado somente na festa de São Joaquim, padroeiro do lugar, ou em comemorações especiais, porém hoje, devido à diversificação de devotos de outros santos, ocorre diversas vezes ao ano, não necessariamente no só centro comunitário, mas nas casas dos promesseiros. Ali, os dois (ou mais de dois) tambores utilizados têm o nome de “macacos”. São eles, o “amassador” e o “repinique”, feitos da árvore do “macacaueiro”. O primeiro tem a função de marcar e o segundo de dobrar o ritmo. Seus pandeiros (três) são feitos com a madeira do cacaueiro e do couro de carneiro ou de sucuriju. Da mesma forma que no Igarapé do Lago, os batuqueiros do Curiaú tocam seus tambores, sentados neles, que ficam sobre um tarugo de acapu, inclinados, para melhor repercutirem. Do lado de fora do salão, onde ocorre o batuque, fica permanentemente acesa uma fogueira para esquentar e esticar o couro dos tambores e pandeiros.

Durante as festas realizadas em louvor a Nossa Senhora da Piedade, em Mazagão Velho e Ajudante, o batuque é tocado em dois tambores, sendo que um terceiro batuqueiro, sentado no tambor de marcação ou “amassador”, toca com duas baquetas na parte traseira do tambor “repinique”, para incrementar o ritmo. A “taboqueira” e o “rapador” também fazem parte do grupo de instrumentos da percussão do batuque.

Outro ritmo amapaense que muito se assemelha ao batuque de Mazagão Velho, pela forma de ser tocado é o “Zimba”. Esse nome não tem relação com o que diz Mário de Andrade, no seu Dicionário Musical Brasileiro. O musicólogo explica que o nome vem significar o mesmo que “sanza”, um “instrumento de lâminas, percutidas com os polegares, também conhecido como “zimba” e “kibanda” entre os Babunda e os Bakwese (África), classificado nos grupos das marimbas ou m’bichi, por Stephen Clauvert. O zimba, enquanto música e dança folclórica, é praticado na localidade de Cunani, município de Calçoene. Suas músicas e formas de dançar são semelhantes ao Carimbó da costa paraense, uma área geográfica habitada por pescadores tradicionais que se fixaram no litoral do Amapá.

*Fotos surrupiadas dos blogs Som do NorteAmapá, minha amada terra!.

Três Tempos – Por Lara Utzig (@cantigadeninar)

Segunda-feira, rumo à UNIFAP, pista do meio, 40-50 km/h, passa o Macapá Shopping, semáforo da Leopoldo Machado com a Feliciano Coelho. Freio. Colada no ônibus da Sião Thur-transportando-os-filhos-de-Deus-tá-estressado-vai-orar vidro abaixado folder do Amapá da Sorte distribuído por fantasias felpudas e calorentas malabares com facas moeda de um real gracias, señorita, buenos días

Segunda-feira, retorno da UNIFAP, pista da direita, 40-50 km/h, em frente ao Hipercenter Santa Lúcia, semáforo da Jovino Dinoá com a Acelino de Leão. Freio. Ajude a pagar minha faculdade comprando uma trufa pendurado fazendo acrobacias no tecido aéreo um Homem-Aranha circense prefere árvores em vez de arranha-céus moeda de cinquenta centavos gracias, señorita, buenos días

Final de semana, sem destino, rolê pela cidade, pista da esquerda, 50-60 km/h, na diagonal a praça da Bandeira, saudades do Liberdade ao Rock, quem sabe hoje praça Floriano Peixoto, ou a Veiga Cabral, talvez um filme no Cine Imperator, semáforo da Eliezer Levy com a Avenida FAB. Freio. Contribua para que possamos ir para um retiro espiritual qualquer valor serve Jesus te ama a moça sobe pallets e caixotes de feira apodrecidos fazem papel de escada no alto malabares dessa vez com tochas acesas o fogo moeda de vinte e cinco centavos gracias, señorita, buenos días engraçado que nesses anos todos nunca ouvi nenhum artista de rua gringo me agradecendo thank you so much have a nice day

Lara Utzig

Inscrições para cursos profissionalizantes do Cândido Portinari vão até 17 de abril

O Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari está com inscrições abertas. São 135 vagas disponíveis para os cursos profissionalizantes de ilustração, pintura em tecido, serigrafia e cartonagem à mão. As matrículas começaram nesta segunda-feira, 15, e seguem até quarta-feira, 17, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30, na secretaria da instituição, localizada na Avenida Cônego Domingo Maltês, nº 1.978, bairro Santa Rita, em Macapá.

As vagas serão preenchidas por ordem de chegada e são destinadas às pessoas com idade acima dos 14 anos e que tenham interesse em empreender por meio de trabalhos artísticos. Os documentos necessários para a matrícula são: cópias da certidão de nascimento ou carteira de identidade, comprovante de residência, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), uma foto 3×4, um classificador transparente e declaração de matrícula escolar (para quem for estudante).

Os cursos têm duração de um semestre e são de Formação Inicial e Continuada (FICs). Em caso de desistência ou sobra de vagas, haverá matrículas para remanescentes no período de 22 a 26 de abril. As aulas começam no dia 29 de abril.

Confira as vagas e turnos dos cursos ofertados:

Manhã

– Ilustrador (15 vagas)

– Artesão de pintura em tecido (15 vagas)

Tarde

– Ilustrador (30 vagas)

– Artesão de pintura em tecido (15 vagas)

Noite

– Ilustrador (15 vagas)

– Artesão de pintura em tecido (15 vagas)

– Serigrafia (15 vagas)

– Cartonageiro à mão (15 vagas)

Assessoria de comunicação da Seed
Foto: Erich Macias/Seed

ARTE & PAIXÃO – MOSTRA DE ARTES

Os acadêmicos do Curso de Artes Visuais 2019 da UNIFAP realizam mostra de artes visuais denominada “Arte & Paixão”. A mostra reúne estudos compositivos através de desenhos e pinturas sobre papel que retratam a Paixão de Cristo e seus desdobramentos no mundo contemporâneo.

Os trabalhos buscam explorar de forma poética, a paixão de Cristo sob os pontos de vista histórico, político, social e religioso.

A mostra fica aberta para visitação somente nesta terça-feira, 16 de abril de 2019, das 10h às 12h e das 16h às 21h, na Galeria Fátima Garcia na UNIFAP. A mostra tem o apoio da Pró-Reitoria de Graduação, Pró-Reitoria de Extensão e da Prefeitura do Campus Marco Zero do Equador da UNIFAP.

Serviço:

Arte & Paixão – A paixão de Cristo e seus desdobramentos no mundo contemporâneo
Data: 16 de abril 2019
Local: Galeria Fátima Garcia na UNIFAP
Abertura e visitação: Dia 16 de abril, terça das 10 horas às 12 horas e das 16 horas às 21 horas.

Pelo quarto ano, festival no AP vai premiar o melhor espetáculo curto de teatro com R$ 3 mil

Experimento cênico ‘Nós entre Nós’ foi o vencedor do 3º Festival Curta Teatro — Foto: Captta/Divulgação

Por Carlos Alberto Jr

Já é tradição. Pelo quarto ano consecutivo vai acontecer no Amapá o Festival Curta Teatro, uma mostra competitiva que premia, com R$ 3 mil, o melhor espetáculo curto inédito de teatro, além de outras categorias que têm produções do estado. As inscrições, ao preço de R$ 50 por produção, estão abertas e seguem até 31 de março, na sede do Conselho Estadual de Cultura ou pelo e-mail [email protected].

As produções de companhias, coletivos, produtores e artistas independentes serão apresentadas no palco no Teatro das Bacabeiras, em Macapá, entre os dias 23 e 27 de abril. Mesmo com a proposta de ser uma programação para estimular o teatro local, artistas de todo o país também podem se inscrever na competição.

Em 2018, a “Cia de Artes Tucuju” venceu o concurso, com a peça “Nós Entre Nós”. Organizado pela Cia. Ói Nóiz Akí. O festival em 2019 também terá a apresentação de espetáculos convidados, de debates, seminários, mesas redondas e oficinas livres.

Curta teatral “Entre Seres”, da Cia. Trecos InMundos concorre no Festival Curta Teatro, no Amapá — Foto: Festival Curta Teatro/Divulgação

Podem participar da mostra competitiva produções autorais inéditas de curta duração, entre 10 e 15 minutos, de qualquer linguagem cênica.

O 4º Festival Curta Teatro também vai premiar os melhores em processo cênico, direção, concepção sonora, caracterização, dramaturgia, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Os vencedores levam o Troféu Creuza Bordalo, mais certificado.

Outras informações sobre a mostra competitiva e a ficha de inscrição podem ser encontradas no regulamento do 4º Festival Curta Teatro.

Serviço:

4º Festival Curta Teatro
Dias: de 23 a 27 de abril
Inscrições: até 31 de março
Local de inscrições: Conselho Estadual de Cultura do Amapá (Avenida Cora de Carvalho, nº 1842, bairro Santa Rita), em horário comercial.

Fonte: G1 Amapá