Moedas e Curiosidades: “A princesa do Grão-Pará” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Adquiri recentemente para minha coleção, três moedas de cobre da rainha Maria II, que governou Portugal e Algaves em dois períodos diferentes, primeiro de 1826 até ser deposta por seu tio Miguel, e depois de 1834 até sua morte em 1853, o que pouca gente sabe que Maria II é brasileira, e em 2019 comemora-se os 200 anos do seu nascimento.

Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Rafaela Gonzaga (ufa, que nome grande!), nasceu no Rio de Janeiro a 4 de abril de 1819, filha de D. Pedro IV de Portugal e da arquiduquesa D. Leopoldina da Áustria. Tinha sete anos quando o pai abdicou do trono de Portugal em seu favor, tornando-se D. Pedro I imperador do Brasil.

No Rio de Janeiro, Maria da Glória vai ter uma infância despreocupada e feliz, educada e muito amada pelos pais e pelas camareiras do palácio. Aos sete anos, essa alegria é interrompida abruptamente com a morte da mãe. O pai será seu grande amigo e protetor. Nem mesmo com os problemas políticos que D. Pedro IV enfrenta no Brasil e em Portugal, lhe fazem esquecer da sua filha mais velha, a quem vai escrever cartas sempre ternas, que terminavam “adeus minha adorada filha, teu saudoso pai que muito te ama D. Pedro”.

No ano de 1822, a nossa princesa contava com dois anos e meio, quando nas margens do rio Ipiranga aconteceu o grito da Independência do Brasil. No ano de 1826 em Portugal, morre D. João VI, e seu filho D. Pedro IV, residente no Brasil, vai ter que optar entre ser imperador do Brasil ou rei de Portugal. Escolheu o Brasil, e em 1826, abdica do trono de Portugal em nome da sua filha Maria da Glória.

Maria da Glória devia casar, logo que tivesse idade, com o tio D. Miguel, que foi nomeado regente de Portugal em 1826. Mas um levante absolutista liderado por D. Miguel, a 23 de junho de 1828, levou-o a autoproclamar-se rei de Portugal.

Começaram então as Guerras Liberais, que se prolongaram até 1834. Terminando o conflito em 24 de setembro de 1834, D. Maria II assumiu o governo de Portugal com quinze anos de idade. Teve um reinado conflituoso, marcado não só pela guerra civil, mas também por revoltas militares e populares.

Depois de um casamento não consumado com o seu tio D. Miguel, e de ter ficado viúva do seu segundo marido, pouco depois do matrimônio, é nos braços de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha que encontra a felicidade e a alegria da maternidade.

D. Maria II recebeu vários títulos ao longo de sua vida, sendo chamada também de “A Educadora”, pela excelente educação que deu a seus filhos. A 15 de novembro de 1853, treze horas após o início do trabalho de parto do 11° filho, D. Maria II morreu.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data. Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

76 anos da criação do ex-Território Federal do Amapá

No dia 13 de setembro de 1943, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Decreto-lei nº 5.812, que desmembrou o Amapá do Estado do Pará elevando-o a categoria de Território Federal. Quando foi criado, o território possuía apenas três municípios: Macapá, Mazagão e Amapá.

A data comemorativa foi promulgada em 20 de dezembro de 1991, e consta na Carta Magna do Amapá em seu Art. 355, definindo o dia 13 de setembro como feriado em todo o Estado, alusivo a Fundação do Ex-Território Federal do Amapá.

Com a instituição do Território Federal do Amapá, foram criadas diretrizes políticas e administrativas, infraestruturas e incentivos para o desenvolvimento de atividades econômicas, principalmente voltadas ao setor do extrativismo mineral.

E lá se vão 76 anos da fundação do ex-Território Federal do Amapá.

16 anos sem Johnny Cash – Para não esquecer do “Homem de Preto”

Há exatos 16 anos, morreu o cantor, compositor, escritor, diretor e ator norte-americano Johnny Cash, o popular “O Homem de Preto”. O cara foi um dos pioneiros do rock’n roll. Também um dos artistas mais completos que o mundo já viu e certamente está entre os mais influentes do século XX.

Sua inconfundível voz sepulcral, o distintivo som “boom chicka boom” de sua banda de apoio “Tennessee Two”, foram “marcas registradas” do artista que também foi o “rei da música country”.

Criativo, inovador, romântico, rebelde e diferente. Foi um dos pioneiros do rock’n roll, exibia um ar meio maldito andando sempre de preto, mesmo nas coloridas décadas de 60 e 70. Suas canções falavam de crimes, cadeia, de um cotidiano underground e alternativo.

Com seu vozeirão típico e sua poesia amarga, Cash foi precursor de um grito social em uma época que ninguém estava muito preocupado com esse assunto, e além de tudo, ele era o tipo de ídolo que apreciava enfiar o pé na lama sem dó. Mas ao contrário de muitos que foram influenciados pela sua poderosa postura marginal e revolucionária, resolveu viver bem mais que 27 anos e assim deixar uma extensa obra musical.

John R. Cash nasceu dia 26 de fevereiro de 1932, em Kingsland, Arkansas e era o quarto de sete irmãos. Eles eram de uma família não muito rica, nem muito pobre. Acho que classe média baixa para aquela época se encaixa bem no perfil. E resumindo bastante a vida dele antes da carreira, ele começou a cantar e tocar violão bem cedo. Chegou a cantar na rádio local músicas gospel na época da escola e até gravou um álbum com essas músicas.

Em 49 anos de carreira, Johnny Cash escreveu mais de 1000 canções, lançou 55 álbuns de estúdio, 6 ao vivo, 84 compilações, 165 singles, 19 videoclipes e 2 trilhas sonoras.

Cash nunca fez um show em que ele não estava usando preto. Cash começou a usar ternos pretos como um amuleto de boa sorte, porque ele usava uma camiseta preta e calça jeans em seu primeiro show ao vivo. Ele uma vez disse a Larry King, “[Eu] nunca fiz um show em qualquer coisa, mas preto. Você anda no meu armário de roupas. É escuro lá dentro.”

 

Recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, como 1 Academy of Country Music, 1 Academy of Achievement, 3 Americana Music Association, 9 Country Music Association, 17 Grammy Awards e 1 MTV Vídeo Music Awards.

Cash faz parte do Hollywood Walk of Fame (1960), Nashville Songwriters Hall of Fame (1977), Songwriters Hall of Fame (1977), Country Music Hall of Fame and Museum (1980), Rock and Roll Hall of Fame (1992), Kennedy Center Honors (1996), Rockabilly Hall of Fame, National Medal of Arts (2001) e Gospel Music Hall of Fame (2011).

Um pouco de sua história foi retratada no filme Johnny & June, de 2006, com Joaquin Phoenix interpretando o homem de preto. Cash teria sido a primeira pessoa a ser processada nos EUA por ter causado um incêndio florestal. Cash que muitas vezes levava seu trailer, Jesse James, para o deserto para farras regadas a metanfetamina. Uma vez, o trailler teve um vazamento de óleo que causou um incêndio no Los Padres National Wildlife Refuge. O incêndio matou quase todos os condores ameaçados do refúgio, e Cash respondeu: “Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos.”

O respeito pelo Homem de Preto manteve-se mesmo após sua morte, em 2003. Desde então, trabalhos póstumos alimentam o legado do cantor e essa procura não resume-se apenas ao terreno musical. Em 2016, foi publicada uma coleção de poemas e letras, até então desconhecidos – “Forever Words: The Unknown Poems”. Dezesseis desses textos foram musicadas e o resultado por ser ouvido na recém-lançada compilação “Johnny Cash: Forever Words”. A lista de realizadores presentes na homenagem reúne familiares, amigos ou artistas sobre quem Cash exerceu uma forte influência.

O rock é minha expressão artística favorita e Cash foi um dos maiorais. Todos nós, fãs, guardamos o homem de preto na memória e no coração.  Johnny morreu em 12 de setembro de 2003, aos 71 anos, vítima de diabetes. Ele nunca parou de gravar, de compor e de fazer shows. Deixou um dos maiores exemplos de como um homem deve se portar a frente de uma longa e tortuosa estrada da vida: ser ele mesmo.

Amapá tem semana de festa na Capital Federal

O Amapá vai invadir o Senado Federal na próxima quarta-feira (11), a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede) vai ocorrer uma sessão especial para comemorar os 76 anos de criação do Território Federal do Amapá.

Será uma semana inteira de comemoração na capital federal, que tem início hoje, terça-feira (10), às 10h, com a exposição “Amapá – Onde os hemisférios se encontram”, no Espaço Ivandro Cunha Lima e finaliza na quinta-feira (12), acontecerá o Festival Amapá no Restaurante dos Senadores, com cardápio especial.

“O Amapá é um estado que lutou para ser Brasil. Precisamos mostrar para o Brasil nossas belezas e riquezas. Todos os anos a gente faz questão de relembrar a data”, explicou Randolfe. O território federal do Amapá foi criado em 13 de setembro, por desmembramento do estado do Pará, a partir do Decreto-Lei 5.812, de 1943.

Em Macapá, na sexta-feira (13), às 18h, na Livraria Leitura, no Shopping Amapá Garden, acontece o lançamento do livro “Os Selos da República de Cunani”, que traz relatos inéditos sobre a história do Amapá. O livro foi publicado pela editora do Senado Federal, a pedido de Randolfe e será distribuído gratuitamente.

Jornalista/Assessora de Comunicação
Carla Ferreira
Contato: (96) 98110-1234 (Whatsapp)
Twitter: @Carlinha_F
e-mail: [email protected]

Os 48 anos do disco “Imagine”

Em 9 de setembro de 1971, há exatos 48 anos, John Lennon lançou “Imagine”. Foi o segundo álbum solo de estúdio de ex-Beatle e gênio da música mundial. Produzido por Phil Spector, o disco é um dos trabalhos mais belos e intimistas do sensacional artista. A produção da música contou com a participação de Yoko Ono e de George Harrison nas guitarras.

A canção homônima ao disco estourou e tornou-se a mais tocada nas rádios da época. E virou o hino da geração hippie, que pregava a paz e o amor nos anos 1970.

John Lennon foi um músico, compositor e cantor brilhante, além um ativista fervoroso. Um artista original, que fazia questão de expressar o que pensava e sentia, ainda que várias vezes caísse em contradição ou criasse confusão com isso. O cara foi, além de talentosíssimo, muito polêmico.

“Imagine”, a faixa-título, mostra o ativismo político e social de Lennon. O disco foi seu maior e mais importante trabalho solo. Apesar de quase cinco décadas depois de seu lançamento, a música-título segue atual, pois o mundo está necessitado demais de paz e de amor.

Sim, o velho Lennon sabia das coisas.

Em 14 de novembro de 2015, a banda Pearl Jam fez um show no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Eu tava lá. O grupo americano homenageou, de uma só vez, os mortos nos atentados terroristas em Paris (FRA), ocorridos na noite anterior ao show, e John Lennon (o falecido Beatle completaria 75 anos em 2015). O Pearl Jam tocou “Imagine” e todos no estádio do Morumbi acenderam seus celulares, pois a luz da esperança nunca apaga. Foi emocionante e lindo!

“A vida é o que te acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos” – John Lennon

Fonte: Revistas, filmes, discos, livros, sites, amigos e minha imensa admiração por John Lennon.

Elton Tavares

Moedas e Curiosidades: “O dinheiro não fede” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outro interessante item da minha coleção é um “As” de cobre com o rosto do imperador romano Vespasiano, o imperador que começou a construção do mais famoso símbolo do Império Romano: o Coliseu. Mas um fato curioso de sua administração foi que para aumentar a arrecadação do estado, resolveu taxa a urina humana!

A frase “Pecunia non olet” – significando que “o dinheiro não fede” ou “o dinheiro não está contaminado” – é uma famosa frase atribuída ao imperador romano Tito Flávio Vespasiano. O significado por trás das palavras é bastante simples: não importa como você conseguiu o seu dinheiro, porque tudo tem o mesmo valor.

O suicídio do imperador Nero em 68 d.C. trouxe um final abrupto da dinastia Júlio-Claudiana, que reinava desde Augusto, o homem que transformou Roma de república em império. Sem filhos sobreviventes ou herdeiros designados, o falecimento de Nero causou um vácuo de poder. Sem surpresa, proeminentes políticos e generais romanos aproveitaram-se da situação, lutando pelo trono imperial.

Entre os anos de 68-69 d.C., conhecidos como o “Ano dos Quatro Imperadores”, Roma viu quatro romanos poderosos reivindicarem o titulo de imperador. Isso resultou em uma guerra civil com quatro homens governando em curta sucessão: Galba, Otho, Vitélio e Vespasiano.

Ao contrário dos imperadores anteriores, Vespasiano não era de uma família nobre. Em vez disso, ele entrou no serviço militar e subiu nas fileiras em grande parte por seu próprio mérito. Mas independente de seu humilde começo, Vespasiano tinha um grande problema, o tesouro imperial estava praticamente esgotado pela guerra e pelos gastos excessivos de Nero.

Um item peculiar que Vespasiano decidiu taxar, foi a urina humana coletada em banheiros públicos. Como se constata, a urina humana tinha muitos usos na Roma Antiga. Para começar era amplamente utilizada para lavar roupas. Isso ocorre porque a urina continha uréia, que depois de 24 horas, transforma-se em amônia. A amônia por sua vez, é excelente na remoção de sujeira e gordura das roupas romanas, deixando as cores mais claras e brilhantes.

Enquanto o imposto da urina ajudou Vespasiano a equilibrar os cofres romanos, algumas pessoas eram contra a ideia. O mais famoso era o filho mais velho de Vespasiano e futuro imperador Tito, que expressou abertamente seu desgosto, foi então que seu pai lhe pediu para cheirar um monte de moedas e dizer se fedia. Quando Tito respondeu negativamente, Vespasiano brincou: “no entanto, vem da urina”.

Desde aquela época, a frase foi usada para promover a ideia de que o valor do dinheiro não é marcado pela sua origem. Mas, apesar das origens humorísticas desse termo, não podemos dizer que o imposto de Vespasiano não funcionou. De acordo com registros históricos, diz-se que Vespasiano deixou o tesouro romano cheio de dinheiro para os seus herdeiros.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

O tempo das paradas escolares – Outra crônica porreta do Fernando Canto

1960 004 Macapá Desfile 7 de Setembro Tropa da Marinha do Para

Crônica de Fernando Canto

O rufar dos tambores da escola vizinha a minha casa troa mais forte que a chuva de verão que acabou de cair. É um barulho salutar, bem compassado e ritmado que tem o objetivo de marcar o passo dos alunos desfilantes do dia sete de setembro, dia da Pátria. A banda ensaia no entorno da escola, mas é uma banda de fanfarra, onde não faltam notas desafinadas de clarins e seus sons amorfos e jovens balizas ensaiando, em busca da perfeita harmonia que por certo terão no dia do desfile, no Sambódromo…1979 006 Macapá Desfile de 7 de Setembro

Quando a época de comemoração da nossa Independência se aproxima eu sempre pergunto aos amigos da mesma faixa etária se sentem saudade dos desfiles a que éramos obrigados a participar. Eles não só dizem que sim como acreditavam que era um tempo de disciplina, que os ajudou a tomarem “tento” na vida. Depois me confessam que foi só por um momento, quando ainda estavam no ginásio. Mais tarde, porém, já no colegial, é que foram perceber o quanto viveram isolados e alienados da realidade do país. Não só eles, como os educadores, diretores e principalmente os pais. Quase todos eram filhos de funcionários públicos, que vivam sob a dependência dos governantes militares que vinham para o Amapá como poderosos vice-reis.1963 014 Macapá Desfile dos escoteiros 7 de Setembro de 1963

Os estabelecimentos escolares tinham praticamente duas semanas de preparativos e ensaios para os desfiles. E eram categorizados: as escolas e grupos primários desfilavam no dia 5 de setembro, o Dia da Raça, que creio nem mais se comemorar no Brasil; os ginásios e colégios faziam seus desfiles no dia sete, precedidos pelos militares e, no dia 13 de setembro, dia da Criação do Território do Amapá, era realizada a grande parada escolar, com desfile de carros alegóricos temáticos e ricamente enfeitados. As bandas da Guarda Territorial ou do Exército acompanhavam os desfiles dos colégios que não possuíam bandas de música. Mas só o Ginásio de Macapá atravessava a passarela da Avenida FAB com o garbo peculiar que lhe dera fama e um público fiel que o aplaudia do come1963 010 Macapá desfile de 7 de Setembro de 1963ço ao fim. Seus pelotões e carros alegóricos criativos enfrentavam o sol e o vento de setembro sob a batuta do Mestre Oscar Santos. E nós alunos vivíamos sob a marca de um tempo que não imaginávamos sua dimensão histórica para o resto do Brasil e do mundo.

Apenas mais tarde, já em outros desfiles, mas ainda sob a égide da ditadura militar, é que começamos a recusar a obrigatoriedade, do papel servil que nos impunham por tabela os ditadores, lá do planalto central. Os desfiles eram obrigatórios, sim. Quem não respondesse a chamada na área de concentração podia ser suspenso se não justificasse a ausência depois. Os professores de educação física, responsáveis pelos desfiles eram que faziam a fiscalização. Um grande amigo meu, hoje radialista famoso na cidade, me contou que por ter errado o passo numa situação dessas ficou três dias suspenso. Só não foi expulso depois do quiproquó que fez graças à intervenção firme do seu pai, um açougueiro muito respeitado. Mesmo assim ficou marcado como “um meninão que não amava a Mãe Pátria”.images

Os colégios costumavam representar os estabelecimentos militares em função dos seus diretores e professores que acompanhavam cegamente os ditames dos ditadores e governadores da época. Ninguém podia “ser do contra”, sob pena de sofrer as sanções impostas pelos regulamentos especialmente preparados para os alunos considerados “rebeldes”.

images (2)Ainda bem, tudo passou. A saudade dos desfiles continua na cabeça de muita gente, assim como a ditadura também está presente na mente de muitos governantes que crêem que só pela força podem continuar mandando. Ainda bem, a vida segue seu curso sem precisar que o vento negro da morte e da tortura caminhe novamente sob a paz do nosso país. Viva a Independência e nossa melhor memória.

*Fotos cedidas pelo jornalista (e amigo) Edgar Rodrigues. As outras imagens são do Google mesmo.

Setembro dos desfiles na Fab – Crônica de @MarileiaMaciel

Crônica de Mariléia Maciel

Depois de junho, época das quadrilhas, o mês mais esperado era setembro. Isso no tempo em que os desfiles na Fab tinham a grandiosidade do carnaval, e a avenida enchia de alunos e as arquibancadas de familiares e amigos. Dia da Raça, 5, só as escolas de 1ª a 4ª série, 7, dia da Pátria, vez das escolas de médio porte, e no glorioso dia 13, o mais esperado, quem entrava em cena eram as grandes, com bandas marcais, carros alegóricos, muitos pelotões com balizas na frente e todos artifícios possíveis na época, das bicicletas enfeitadas aos apelos de atrações nacionais. Vi em cima do carro do CA o Maguila e outra vez no palanque oficial a então miss Brasil, Dayse Nascimento.

Desfiles eram bons de assistir e de participar. Só passei a curtir mesmo a partir da 5ª série, no IETA. Dia 5 eu sempre ia pra ver a escola Augusto do Anjos desfilar com papai no comando, sempre alinhado e marchando junto com os alunos. As arquibancadas não lotavam tanto e as bandeirinhas do Brasil e cataventos não coloriam completamente a avenida de verde e amarelo. No dia 7 a coisa melhorava. Lá vinham os militares com suas cabeças carecas cobertas pelas boinas. A meninada gritava, jogava beijos e sonhava andar de mãos dadas com um, vestido de preferência de branco, mas quando uma de nós conseguia paquerar um militar, era sempre um PM, da Marinha, nem pensar.

Desfilei uma vez com uma enxada. Quando lembro me dói a costa. Empolgada com a disciplina de Técnicas Agrícolas, em que plantávamos pepino e alface, que depois iam parar na sala de Educação para o Lar, resolvi atender ao convite do professor. E lá fomos nós com um short branco e uma camisa de xadrez branca e vermelha amarrada na cintura. O problema era o acessório que nos arrumaram pra representar melhor, enxadas, mangueiras, regadores e outros utensílios. Me sobrou a enxada no ombro com a qual atravessei, suada, a Fab. Não podia trocar de ombro e nem perder a cadência.

Mas o melhor foi quando descobri que o sonho de desfilar na banda podia ser aliado às horas de alforria na rua por causa dos ensaios, que começavam em junho. Antes da quadra ser construída, ensaiávamos onde hoje fica a nova Catedral, mas quando se aproximava a data do desfile ou do festival que escolhia a melhor banda, tínhamos que manter segredo e o ensaio era em lugar incerto, só se ouvia o barulho dos instrumentos. A disputa maior era entre GM, CCA, CA e IETA, que tinham as melhores e maiores bandas. Minha estreia foi com o instrumento pra quem não tinha muito talento, o prato.

No dia do desfile, nervosa, fui apertar o nó que prendia o prato e acabei afrouxando. Quando o IETA já entrava, com o público ansioso e aplaudindo, um dos pratos soltou e caiu justamente em cima do meu dedão. Desfilei em prantos, mas cumpri minha missão e jurei que no outro ano não passaria por aquilo. E assim foi. No ano seguinte estava eu tocando, desafinadamente, a caixa, fruto da minha insistência com o maestro Ronaldo. Logo depois, subi mais um degrau e andava pra lá e pra cá com as baquetas do meu tarol. O passo seguinte era o trompete, que nunca toquei, mas desfilei com as bochechas infladas, sem que nenhum som saísse.

E assim passava setembro, com as escolas em alvoroço de professores e alunos pra fazer o melhor desfile, o barulho dos instrumentos, os muitos namoros que duravam até o dia 13, as quadras com os chassis de carros para colocarmos as alegorias de papel celofane, as bicicletas com os raios cheios de papel verde e amarelo, os bambolês e bolas que sempre eram usados nas coreografias dos professores de educação física. O melhor de tudo era que o desfile era feito com amor, não tinha competição, isso ficava para o concurso de bandas, onde a premiação era um troféu de latão, mas que tinha um valor inestimável na estante da escola. Não tinha injustiça nem jurado comprado, a campeã era sempre a nossa escola.

Os desfiles de setembro – Crônica porreta de Fernando Canto

Crônica de Fernando Canto

Machado de Assis dizia: “há certas memórias que são como pedaços da gente, em que não podemos tocar sem algum gozo e dor, misturas de que se fazem saudades”. Então saudade é uma lembrança boa, algo que queremos apalpá-lo para provar que vivemos, é desejo legítimo de recordar cenas episódicas, reviver aqueles instantes mesmo sabendo que o filme acaba.

José Penha Tavares, meu saudoso pai,em desfile pela banda do Colégio Amapaense.

Mas se um acaba outros começam. E essa legitimidade de penetrar no passado por certo suscita o intangível e apura a virtualidade do sonho. Os olhos riem de satisfação quando os rostos suados dos adolescentes enfrentavam o sol da manhã de verões duros que o vento do Amazonas amenizava. A fome, a sede, qualquer pendência se resolveria depois do desfile. O importante era o garbo e o compromisso de passar na frente do palanque da Avenida FAB, onde cabiam as autoridades e suas famílias. Mal sabíamos, na nossa santa ingenuidade, que da cabeça daqueles homens não só irradiava o sentimento de amor pela Pátria, mas também a satisfação de verem milhares de pessoas reunidas ali para apreciarem suas mãos de poderosos. E entre galardões e medalhas, sob o pálio, davam o circo ao povo.

Acordar às cinco da manhã para tomar café, vestir a farda de mescla azul (engomada cuidadosamente pela mãe na noite anterior), luvas e polainas, sempre dava nervoso. Afinal, um desfile era uma estreia, e valia pontos na eterna disputa intercolegial. Nós do Ginásio de Macapá levávamos certa vantagem porque tínhamos a banda do Mestre Oscar Santos que interpretava hinos patrióticos magnificamente, inclusive dobrados de compositores locais, como “O Artífice” do saxofonista Cícero Melo. Ao chegar ao ginásio mais um reforço de café, pão e o famoso leite “peidão”. A caminhada para a concentração, o constante corre-corre dos inspetores e professores, que entre apitos estressantes e gritos de ordem tentavam organizar os pelotões. Mas só depois das oito, quando se encerravam as solenidades de hasteamento do Pavilhão Nacional na Praça da Bandeira é que o desfile iniciava. Não sei quem passava por primeiro, se os militares ou os colegiais, pois a gente, os mais altinhos da “turma da graxa” só queria mesmo mostrar que havíamos ensaiado bem e que nosso uniforme era impecável, bem como o garbo que caracterizava os estudantes do GM.

É certo que vez por outra um aluno perdia o casquete azul na marcha contra o vento, mas jamais perdia a pose. Depois vinha a compensação pelo belo desfile: um refrigerante com a família, uma conversa com colegas de turma, uma volta pela praça no rescaldo dos acontecimentos e, quem sabe, um encontro tímido com a linda morena de olhos graúdos do colégio rival. Os olhos abaixados, porém cheios de paixão, corriam furtivos sob o sol do equador, num quase equinócio de desejo pela moça. Os rostos vermelhos de calor e agonia, a vontade de tocar naquelas mãos de anjo e a realidade da presença dos pais e irmãos que a conduziam para casa. Um último olhar para trás, todavia, parecia o convite para um encontro que se realizaria, talvez, num domingo qualquer na segunda sessão da tarde do cine João XXIII, ou em frente ao velho Macapá Hotel.

As paradas de Macapá dos anos de Território Federal trazem mesmo essas lembranças tão férteis como o solo que adubamos para fazer nascer o que queremos plantar. Mesmo com o amor por esta terra “pegando de galho”, como foi meu caso, o passado das manhãs de setembro não é feito de fotografias guardadas num álbum confeccionado na Imprensa Oficial pelo Sabá Ataíde. Continua sendo um filme de moto perpétuo, que apanho sempre na locadora da vida quando quero espantar a tristeza e reencontrar um mundo tão bom que eu nem sabia.

Ora, o mesmo Machado também diz com sabedoria que saudade não é nada mais que uma ironia do tempo e da fortuna. Para mim, nessa ironia, cabe a sorte de vivermos as alegrias e os perigos da memória, posto que relembrar com saudade só é saudável se valeu à pena não nos arrependermos de nossas ações.

*Fotos do acervo das jornalistas Alcinéa Cavalcante e Graça Penafort

Campanha para ajudar a RPPN Revecom

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) está chamando cidadãos para que façam adesão à campanha para ajudar na manutenção da RPPN Revecom, local de abrigo e cuidados de animais silvestres e flora, situada no município de Santana, e que mais uma vez está com dificuldades para alimentar os animais e pagar funcionários.

🥰 Deposite qualquer quantia, sua sensibilidade com causa é muito importante para o meio ambiente!

Por conta da campanha, republico o texto “Um guardião no Amapá”, do jornalista João Marcos Rosa, publicado na revista National Geographic em 2016: 

Santana_AP, 28 de Agosto de 2011.
Paulo Amorim, diretor da RPPN Revecom.
FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO

Por JOÃO MARCOS ROSA

Santana_AP, 28 de Agosto de 2011. Veado-fuboca (Mazama rondoni) na floresta da RPPN Revecom. FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO
FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO

Nossas escolhas sempre definirão o futuro que nos espera, mas algumas das opções que fazemos podem também ajudar a construir uma história diferente. Recentemente estive no Amapá para fotografar e tive o prazer de conhecer uma pessoa que fez da sua história a história do lugar que escolheu para viver.

Paulo Amorim era médico no Rio de Janeiro quando, há 41 anos, decidiu mudar-se para a Amazônia. Nesse tempo o Amapá ainda era um tapete verde, um verdadeiro santuário que englobava diversos ecossistemas, transitando entre o Cerrado e a Floresta Amazônica.

Ainda hoje o estado se gaba por ter mais de 70% do seu território em áreas protegidas, mas o que se vê na prática é uma realidade diferente das anunciadas pelas autoridades. A maioria das unidades de conservação do estado não dispõe de infraestrutura e pessoal para fiscalização, vivendo à mercê de garimpeiros, caçadores e invasões, inclusive de estrangeiros, já que é mais fácil chegar no Amapá vindo de outro país do que do próprio Brasil.

Santana_AP, 28 de Agosto de 2011. Vista do Rio Amazonas desde a sede da RPPN Revecom. FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO
FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO

Na tarde em que estive com Paulo à beira do rio Amazonas ouvi esse relato, além de outras diversas histórias desse cidadão do mundo que resolveu ali em Santana montar o seu quartel na luta por um mundo melhor.

O que antes era uma mata contínua foi se esvaindo e, em 1999, Paulo recorreu às suas economias para tentar manter protegidos os 17 hectares que transformou na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecom.

Santana_AP, 28 de Agosto de 2011. Floresta na RPPN Revecom. FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO
FOTO: JOAO MARCOS ROSA / NITRO

Pelos cursos e palestras de educação ambiental que promove na RPPN já passaram mais de 70 mil pessoas, a maioria delas crianças, e o local acabou se tornando uma referência no manejo e recuperação de animais silvestres no estado.

Na caminhada que fizemos pela reserva naquela tarde de sábado, consegui enxergar o amor que alguns homens ainda nutrem pela natureza. Pude também perceber que as bandeiras pessoais podem, sim, ser levantadas em busca de um futuro melhor para todos.

Fonte: National Geographic

 

“Don’t You Forget About Me” (“Não se Esqueça de Mim”) – A Geração John Hughes (Por @RicardoMacapa)

Salve, pessoal !! Estou por aqui para compartilhar umas experiências que tive um tempo atrás com relação à música e cinema…

Às vezes o saudosismo me bate forte… E no final de 2014 fui surpreendido por um documentário que estava passando na HBO, “Don’t You Forget About Me” é o título desse documentário… Que retrata a vida e obra de John Huges, o qual não conhecia até ver aquele bendito documentário (vergonha…rsrs!).

Sinto-me envergonhado, pois não sabia que se tratava de uma pessoa que foi muito importante na minha adolescência… John Hughes foi criador, diretor, produtor e roteirista de inúmeros filmes que marcaram aquela fase de minha vida (e de muitos que vivenciaram os anos 80)… Filmes como “Gatinhas e Gatões”, “Mulher Nota Mil”, “A Garota de Rosa Shocking”, “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”) e “Curtindo A Vida Adoidado” (“Ferris Bueller’s Day Off”), este último, meu preferido… Hughes se tornou referência do gênero teen movies dos anos 80.

A internet é algo incrível… Tantas coisas que vi, escutei e vivenciei antes dela, e só agora é que estou descobrindo do quê e de quem se tratava… Esse é o caso de John Hughes… Não sou cinéfilo, mas gosto demais de assistir filmes, e conheço alguns caras do cinema, os mais famosos pelo menos… George Lucas, Spielberg, Tarantino (porém, quem não os conhece, né??? rsrs !!!)… Mas John Hughes não… eu deveria tê-lo conhecido antes de sua morte em 2009… É algo que vou demorar pra me perdoar…

O referido documentário foi lançado no mesmo ano da morte de Hughes, e foi idealizado por um grupo de fãs desse gênio, que conhecia como poucos a alma e os corações dos adolescentes da década de 1980…

Em 2010, um filme fez grandes referências a Hughes: “A Mentira” (“Easy A”), protagonizado por Emma Stone (ruivinha muito linda)… Muito bom esse filme, recomendo! Ele não passou nos cinemas tupiniquins, e foi direto pras locadoras aqui no Brasil em 2012 ou 2013, não lembro bem…. Mas recomendo os dois, tanto o filme quanto o documentário…

A Mentira (“Easy A”):

Don’t You Forget About Me (Documentário):

O Documentário explica muita coisa que aconteceu na vida de Hughes… Uma delas foi o sumiço repentino dele de Hollywood, ficando recluso em sua cidade natal até sua morte… Muitos dizem que foi devido a muitas crítica negativas sobre os filmes dele feitas por alguns ‘críticos’ de cinema norte-americanos (uns babacas)… Algumas pessoas tem dificuldades de lidar com isso… Principalmente pessoas mais sensíveis…

Outra curiosidade que vi também no documentário: Hughes escolhia pessoalmente as músicas para compor a trilha sonora de seus filmes… Assim ele escolheu “Don’t You Forget About Me” do Simple Minds para fazer parte da trilha de “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”), e que acabou virando o título do documentário em sua homenagem… E convenhamos, o cara tinha um bom gosto musical…

Simple Minds – Don’t You (Forget About Me):

 

Mas continuando meu praguejamento: como posso não ter conhecido o criador, produtor e roteirista de “Curtindo A Vida Adoidado” ??!!!… Parafraseando Mestre Yoda: falha minha imperdoável essa é… Como já disse, esse é meu filme preferido do universo Hughes, e acredito que seja o favorito de muitos também… Quem não viu alguma vez esse filme na Sessão da Tarde? A Globo cansou de passar, acho que só não passou mais do que “A Lagoa Azul”… rsrs :p !!!

“Curtindo A Vida Adoidado”, pra mim, foi um marco no estilo de fazer esse tipo filme… Quando Ferris Bueller (Matthew Broderick) vira pra câmera e começa a falar com você, é de espantar!!! rsrs! E fora a trilha sonora que é maravilhosa (escolha de Hughes, é claro)… Duas cenas são marcantes neste filme, com relação a trilha sonora. Para maioria a número 1: Na Parada da cidade – com “Twist And Shout” (Beatles); e para mim a número 2: Cena do Museu – com “Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)” (The Smiths), mas com performance de The Dream Academy… Num instrumental que é de arrepiar!! Essa cena do museu marcante pra mim…

“Twist And Shout”:

“Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)”:

Bom, é isso galera… Quem sabe começo a me perdoar, pois agora já sei quem foi John Hughes, e o quanto ele foi importante em minha vida, e na vida de muitos, acredito eu… Um abraço e Valew!!

* Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Cinema e Rock’n’roll.

Hoje é o Dia Internacional do Gamer

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Como os leitores deste site sabem, temos uma seção “Datas Curiosas”. Portanto, vamos ao inusitado do calendário deste vigésimo dia do mês oito. Hoje, 29 de agosto, é o Dia Internacional do Gamer. Em 29 de agosto de 2008, um grupo de revistas espanholas especializadas em games criou a data para parabenizar todos os aficcionados por jogos eletrônicos. E olha que tem gente à beça que curte os diversos tipos de videogames.

A data é bastante democrática, pois independentemente do console, plataforma ou qualquer tipo, amamos gamers. Seja como pilotos de prova, corridas, aviões ou espaçonaves; lutadores, soldados, jogadores de futebol; no combate hordas à de aliens, indo de castelo em castelo em busca de uma princesa, atirando nos barris vermelhos para explodir tudo, assassinando todo o panteão do Olimpo ou pulando de estruturas extremamente altas esperando que um monte de palha amorteça a queda.

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Para ser um gamer basta curtir jogos eletrônicos, esse passatempo fantástico. Tanto faz se em frente à televisão, monitor do PC ou celular, a gente ama jogar. Uns mais que os outros, é verdade. Alguns defendem a tese de que os jogos estimulam habilidades intelectuais. Será? Pode ser, se aliada a leitura e demais formas da construção cultural do ser humano.

De jogo em jogo, desde os tempos das fichas de fliperama, Atari, MegaDrive, Supernitendo, Playstation 1,2,3, etc…aprendi muito. Aliado a um tufão de sentimentos que vão desde a satisfação da vitória ou de zerar o jogo, até a frustração da derrota ou perda de várias vidas em uma única fase.

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Hoje em dia, sou um gamer casual, apesar de todos os dias jogar pelo menos meia hora no celular. Mas tenho muitos amigos viciadíssimos, como o Fausto e o Cid.

Portanto, este é um dia de celebração para essa sensacional cultura midiática do entretenimento.

Agora, convenhamos, o mundo midiático dos videogames é mesmo fascinante. Sabe lá Deus quantos livros e filmes legais deixei de ler ou assistir por conta deste vício.

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Certa vez, em 2010, escrevi a crônica “Até quando jogaremos videogame?”. Tenho certeza que a resposta é “forever”.

Parabéns aos mais de 1,2 bilhões de gamers de todo mundo. Vocês transformam esta indústria na mais lucrativa do ramo de entretenimento. Em segundo lugar vem o cinema.

Fontes: EuroGamer, PlayStationBlog e History.

Elton Tavares

Moedas e Curiosidades: “Big Mac” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Para aumentar a minha coleção tive uma difícil missão, comer cinco sanduíches “Big Mac”. Todo esse delicioso sacrifício foi para adquirir as moedas comemorativas dos 50 anos do “Big Mac” – Flores Poderosas, Arte Pop, Formas Abstratas Ousadas, Tecnologia de Vanguarda e Evolução da Comunicação – as Mac moedas não tem valor monetário e só é resgatável por um “Big Mac” gratuito nos restaurantes McDonald’s participantes até 2018.

A McDonald’s Corporation é a maior cadeia mundial de restaurantes de “Fast Food” de hambúrguer, servindo cerca de 68 milhões de clientes por dia em 119 países. Com sede nos Estados Unidos, a empresa começou em 1940 como uma churrascaria operada por Richard e Maurice McDonald. Em 1948, eles reorganizaram seus negócios como uma hamburgueria que usava os princípios de uma linha de produção. O empresário Ray Kroc ingressou na empresa como franquiado em 1955. Em seguida, ele comprou a cadeia de restaurantes dos irmãos McDonald e expandiu a rede no mundo.

A receita da McDonald’s Corporation vem do aluguel, royalties e honorários pagos pelos franqueados, bem como das vendas em restaurantes operados pela empresa. Em 2012, a corporação teve uma receita anual de 27,5 bilhões de dólares e lucro de 5,5 bilhões. De acordo com um relatório de 2012 da BBc, o McDonald’s é o segundo maior empregador privado do mundo, atrás apenas do Walmart.

O McDonald’s vende principalmente hambúrgueres, cheeseburguers, frango, batata frita, itens de café, refrigerantes, milk shakes e sobremesas. Em resposta à evolução dos gostos dos consumidores, a empresa ampliou o seu menu para incluir saladas, peixes, wraps, smoothies e frutas.

O primeiro restaurante da McDonald’s no Brasil foi inaugurado em 1979, em Copacabana, no Rio de Janeiro. É uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil e um dos maiores empregadores de jovens no país, o McDonald’s reforça seu compromisso com a segurança e saúde do trabalhador e anunciou o apoio ao movimento “Abril Verde”, uma iniciativa que ressalta a discussão sobre a segurança e a saúde no ambiente de trabalho.

O sanduíche “Big Mac” – 2 carnes, alface, queijo, molho especial, cebola e picles em um pão de gergelim – foi criado por um franqueado americano Jim Delligatti, no estado da Pensilvânia, para atrair o público adulto para o restaurante. Ninguém iria imaginar que este sanduíche acabaria sendo o carro-chefe da rede desde então, vendendo cerca de 1,5 milhão da “Big Macs” por dia em todo o mundo.

No ano de 2018 em comemoração aos 50 anos do “Big Mac”, o McDonald’s lançou cerca de 6 milhões de moedas “Mac Coins” em restaurantes de 57 países, inclusive o Brasil. São cinco moedas diferentes, cada um referente a uma década de vida do famoso sanduíche. Elas foram distribuídas aos consumidores que pediram uma oferta do “Big Mac” em mais de 900 restaurantes da rede no país.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.