Sete clubes disputarão o Campeonato de Futebol sub-17 desse ano

Com o encerramento das inscrições para Campeonato de Futebol na categoria sub-17, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), se definiu que a disputa pelo título de campeão reunirá sete clubes profissionais do Amapá esse ano.

Trem, Santos, São Paulo, Ypiranga, Santana, Macapá e Oratório são os clubes inscritos para o campeonato que tem previsão para iniciar no próximo dia 27/01, com abertura realizada no Estádio Zerão. Os locais dos demais jogos ainda serão definidos.

Manoel Figueira, diretor do Departamento Técnico da FAF, explicou que na sexta-feira, 17, serão divulgados primeiramente a tabela de jogos e o regulamento do campeonato. “Por enquanto estamos trabalhando com o início de jogos previsto para o dia 27, mas essa data será confirmada após regularização de todos os jogadores no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF”, concluiu.

Marcelle Nunes
Assessoria de comunicação da FAF

Sócrates, o “Dr. Democracia”: mais que futebol, um exemplo

Por Marcelo Guido

Sem dúvida alguma, um dos melhores jogadores brasileiros de todos os tempos. Cerebral, comandava como poucos o meio campo. Desfilou seu talento ostentando as camisas do Botafogo de Ribeirão Preto, Flamengo e Santos, mas entregou seu corpo e sua alma para o Corinthians.

Majestoso que era, o Doutor conseguia ser em campo um verdadeiro cirurgião, rasgando a pele das defesas adversárias com passes que, de tão precisos, só poderiam partir de um médico. A perfeição em campo era sua marca.

Destacou-se pelo seu primordial passe de calcanhar, algo que nem os melhores marcadores poderiam imaginar sair daquele corpo esguio, magro – que em nada lembrava um atleta de ponta. Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira era a classe do futebol em estado absoluto, um ser deveras abençoado e tocado pelos deuses da bola para ser o melhor.

Nascido em Belém do Pará no ano de 1954, apareceu para o mundo do futebol trajando as cores do Tricolor de Ribeirão. Sua prioridade, na época, era o curso de medicina – que não foi deixado de lado – e com muita luta e persistência foi um dos primeiros (e raros, até hoje) a adentrar um campo de futebol profissional com diploma de nível superior na parede. Ser diferente era uma de suas características.

Cortejado por vários clubes, foi levado para o Parque São Jorge pelo lendário Vicente Mateus e no dia 20 de agosto de 1978 vestiu-se de alvinegro pela primeira vez para enfrentar o Santos, seu velho e querido clube de infância.

Com a alcunha de ser o jogador mais caro do Brasil na época, mostrou para 120 mil privilegiados torcedores todas as suas credenciais de jogador único, diferenciado. A palavra craque lhe cairia como uma luva.

Levantou sua primeira taça no ano seguinte, fez dupla inesquecível com Palhinha e foi para seleção. Tinha o objetivo pessoal de jogar um mundial. Frustrado por ficar de fora da copa de 1978, abandonou hábitos peculiares como cerveja e cigarro e se fez atleta pelas mãos de Telê Santana.

O ano de 1982 viu um futebol bem jogado, de enriquecer os olhos de quem gosta de ver a bola rolar; era o maestro de um time aguerrido e sem modéstia, o Capitão de uma senhora seleção Brasileira que sucumbiu em pleno Sarriá para a Itália de Paulo Rossi. O futebol industrial e burocrático venceu o futebol espetáculo. Coisas do jogo.

Figura pública, controverso nunca se esquivou a falar o que pensava, comemorou seus 317 tentos muitas das vezes com o punho em riste tal qual um pantera negra. Em tempos sombrios no Brasil, foi pilar da democracia corintiana, movimento que colocava equidade nas decisões tomadas pelo time.

Como brasileiro nato, combateu a ditadura de peito aberto; suas ideologias sempre estiveram do seu lado. Conseguiu como poucos, com seu carisma, chamar atenção para os anos de chumbo viventes na época. Sua promessa de não sair do Brasil caso a emenda Dante de Oliveira (que permitiria ao povo votar) passasse, foi um dos pontos altos no comício das Diretas Já.

Antes de ser um excelente jogador, Sócrates foi símbolo de luta e ativismo político, em um momento conturbado na história do Brasil.

Sócrates virou verso e melodia: “Com destino e elegância dançarino pensador. Sócio da filosofia da cerveja e do suor. Ao tocar de calcanhar o nosso fraco a nossa dor. Viu um lance no vazio herói civilizador, o Doutor!” pelas mãos de José Miguel Wisnik.

Virou livro nas linhas traçadas por Tom Cardoso. Virou campo de Futebol feito pelo Movimento Sem-Terra (MST). Virou sonho e orgulho de toda a nação corintiana e brasileira. Eleito pelo diário Inglês The Gardian, um dos seis esportistas mais inteligentes da história (único brasileiro), levando em conta a sua atuação, que extrapolou os campos.

Sim, teve outros títulos; o Bicampeonato Paulista 82/83 pelo Timão e o Carioca de 86 pelo Flamengo passagem pela Fiorentina e pelo Santos. Voltando em 1989 para o berço e se despedindo pelo Botafogo de Ribeirão.

Um ser que deixou um legado dentro e fora de campo. Um pensador que se fez ideia, viveu seu ideal, sua luta por uma sociedade mais justa, menos desigual; um país sem fome, sem miséria, sem homofobia, foi aquilo que sempre sonhou e propagou.

Hoje enquanto craques são mais celebridades comerciais, fazendo propaganda de relógio ou carros, caras como o Magrão fazem falta. Em um Brasil que aos poucos vai caindo no abismo abissal da ignorância e atraso novamente, sua voz faria diferença.

Sócrates teve tempo de cumprir sua última profecia: só morreria com toda a Fiel corintiana banhada em alegria. Partiu no dia 4 de Dezembro de 2011 – no mesmo dia em que o Corinthians foi campeão Brasileiro.

*Marcelo Guido é Jornalista. Pai da Lanna Guido e do Bento Guido e maridão da Bia.

Poema de agora: O Elogio do Pé – (Fernando Canto para Ubiratan do Espírito Santo, o “Bira”, craque do futebol amapaense)

Bira – Foto: Camisa 33 ( no Facebook)

O ELOGIO DO PÉ

I
Ainda que a mão guie
O rápido correr do atleta
O pé equilibra a perseguição da pelota e seu couro
Tal como o ouro em seu brilho
Desperta e arrisca o assombro à cobiça
No fado de explodir a bola
Num voo atômico em direção à rede.

II
O atleta – certeiro – atinge o alvo duas vezes
Pé e cabeça se harmonizam nesse objetivo
E mais vezes, mais os olhos se guiam à rede – incansável,
Mistura de inseto, soldado, animal de testa larga
Arranca cem vezes o grito da torcida enlouquecida.

III
É azul, preto e branco, vermelho
O gosto da loucura ecoante
De rugidos da selva, de cantares da alvorada
E de sangue guerreiro de norte a sul do Brasil:
É Bira de Nueva Andaluzia, paraoara,
Dos pampas, das alterosas,
Do espiritu sancto do gol, das vitórias domingueiras
Das tardes ensolaradas, crepúsculos festivos
Da tela não-pintada de Michelangelo
(Alegoria de Deus que entrega a bola a Adão
No leve tocar de dedos)
Como um contrato entre as partes no Éden tupiniquim.

Foto: Camisa 33

IV
É Bira, príncipe da arte de chutar no gol
Viajante contumaz do oco da bola
Onde moram os querubins do futebol

V
No contato da chuteira e a bola
Centelhas rompem imperceptíveis aos olhos da torcida
Mas ali, na trajetória da pelota ensandecida
Girando em curva ou reta
Corre o chute mágico do atleta uBIRAtan
Que trave alguma, vento algum, goleiro algum,
É capaz de parar ante o fundo da rede, o seu destino.

Foto: site Memória do Inter

VI
É certo que o tempo, implacável como o goleador
Também abre ruas no rosto em movimento
Ventos empoeirados surgem abruptos dos logradouros
Como quem logra a vida em ciclos imemoriais.

VII
Onde se vê de novo o voo rasante dos quero-queros
Sobre verde do gramado?
Talvez no espelho da lembrança
Porque a fama, efêmera e fugaz
Faz da vida o templo da memória, onde se clama
O que ficou para trás
Onde os cantares se repetem em rituais
Para abençoar a glória dos que vencem
Em tempos que escrevemos nosso esquecimento.

Foto: site Memória do Inter

VII
A voz grossa dos que torcem e glorificam
Deixam grandes silêncios na alma
Cobram-se cobranças, cobram-se castigos
A falta, a mão, o pênalti
E o gol, que para sempre é objetivo
Resta, então, a festa da massa em labaredas
Em gritos, confetes e bandeiras
(ou o desterro infausto em outros horizontes)
VIII
Entretanto o pé-de-ouro arrisca
Em balés de pés-de-lã/ pés-de-moleque
Pés-de-pato sob as gotas de um pé-d’água na neblina
Nas estações mais aziagas das paisagens-penitências

E realiza seu trabalho de cerzir o tempo e as camisas coloridas

Foto: site Arquibancada Colorada

IX
Ora, a inveja é um olhar sinistro
Que se movimenta sobre a dádiva
Ofertada aos talentosos
É um ovo só
Saído das entranhas da serpente,
Para reduzir a alma que alimenta com seu ranço

X
Ora, o futebol não se limita a homens
Em seus campos de lama e de gramas aparadas
Há um árbitro, há rivais que se trajam de esperança
Oponentes opulentos em nervos eriçados
Quando a bola cintilante gruda ao pé do craque
E ele mergulha nas funduras do seu rio
Onde cardumes geram suas eternidades
E esperam uma coreografia não ensaiada
Para, enfim, soltar a voz contida em milênios de partida

Foto: O Canto da Amazônia

XI
Ah, a pira dos deuses parece penetrar em águas abissais
De onde irrompe o grito final do campeão

XII
Quem não viu não mais verá. Nem ouvirá
O clamor dos ribeirinhos do Amazonas, o eco da baía de Guajará
O som ferrífero da serra do Curral e o brado dos gaúchos do Guaíba.
Quem não viu não sentirá
A poesia refletida na potência do olhar, da mira
Da luz mágica do Bira e seu bólido de vidro e luz
Transformando-se em espelho pela última vez.

XIII
E nós aqui tal degredados em nossa própria aldeia
Apenas com as imagens do passado e nosso orgulho
Fomos os pés, os pés do Bira
Quando o chute governava a bola
E a noite vigorava um brinde
A mais um campeonato ganho na história
Pelos pés do nosso ídolo
De sonho e de memória.

Fernando Canto

 

* Poema para Ubiratan do Espírito Santo, o “Bira”, craque maior do futebol amapaense

Ézio, o Super Herói Tricolor – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

O futebol é mágico! E jogo é fantástico! Transforma seres em mitos e dá a eles a alcunha de herói. Assim foi com Ézio Moraes Leal Filho.

Nos tempos áureos, nos anos 90 (só quem viveu sabe), o futebol era menos técnica e mais vontade; e nisso, o Super Ézio era rei.

Fez do Maracanã seu palco, da torcida tricolor sua corte. Se lhe faltava destreza com a bola, nunca lhe faltou disposição. Revelado pelo Glorioso Bangu de Castor, honrou a camisa da lusa e do Galo, mas foi nas laranjeiras que encontrou sua morada. O coração tricolor bateu forte várias vezes em virtude dele.

Foram quatro anos; de 1991 a 1995, 237 jogos e 119 gols – o que o coloca no décimo lugar na lista de artilheiros tricolor – uma taça Guanabara em 1991 e um Estadual em 1995. Se os números aparentemente são escassos, lembraremos o período.

Ézio foi ídolo de uma torcida carente, sua vontade em campo lhe proporcionava feitos de craque. E isso era ser tricolor naquela época. Esse era o futebol.

Ézio era antes de tudo o rosto do Fluminense. Era dele que a torcida tão sofrida podia esperar algo. Era nele que eram depositadas as fichas. Ézio era o tricolor.

Fazer 12 gols no maior rival, ser o terceiro maior artilheiro do FlaxFlu e a procura incessante pelo gol os faziam acreditar que sim, algo bom era possível. Longe de ser um fenômeno – mas era o que bastava.

Entre contratos assinados em branco e a vontade de permanecer no clube em fase difícil, em um período sem Unimed, onde as melhores lembranças já iam longe com a Máquina Tricolor de Dom Romeo e Branco, ou do Casal 20, Washington e Assis, Ézio se fez tricolor.

Imortalizado pelo mestre Januário de Oliveira, fez suas glórias maiores no Maracanã. Corria para geral ao comemorar seus tentos. Majestoso, o manto verde, branco e grená lhe caia como smoking e cartola para noite de gala.

Tinha garra, sorte às vezes e faro de gol. Goleador nato. Fazia gols porque sabia que era disso que o povo gostava.

Ficam as histórias e o agradecimento de pessoas que aprenderam a amar o Fluminense em um período de nove anos sem títulos. Nove: o número da camisa que tanto honrou. No dia nove de novembro de 2011 perdeu – talvez a partida mais importante. A luta travada contra o câncer havia terminado.

O Super Herói saiu da vida para a cadeira cativa em todo coração tricolor. Mas, eterno que foi em campo e, como nas histórias em quadrinhos, o bem sempre vence o mal, Ézio se fez imortal na história tricolor.

Marcelo Guido é jornalista.

Estão abertas inscrições para o Campeonato Amapaense de Futebol sub-17

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) abriu nesta segunda-feira, 06, as inscrições para os clubes interessados em participar do Campeonato Amapaense de Futebol na categoria sub-17.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 15 de janeiro, exclusivamente através do e-mail inscricoes2020@fafamapa.com.br , por meio de um documento assinado pelo presidente do clube interessado. Somente clubes profissionais em pleno gozo de seus direitos estatutários podem participar da disputa. Para compor os times, os jogadores devem ter de 14 a 17 anos.

Segundo o calendário divulgado pela FAF, o campeonato começa dia 20 de janeiro, em Macapá. Tabela e locais de jogos serão divulgados posteriormente.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

O Craque Dener – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Dos campos de terra, ao palco celeste. Os Deuses do futebol conspiram sempre nos terrões localizados nas várzeas, “campos” onde grama é algo raro, surgem talentos natos. Em um desses veio para o mundo da bola o genial Dener.

Negro, baixo, magro como muitos de seus pares, tinha o dom de comandar a pelota como poucos. Esguio, liso como peixe ensaboado, deixava para trás seus adversários, que ficavam a mercê de seu talento como míseros “Joões” sem pai nem mãe.

Dribles desconcertantes foram sua marca maior, tal qual Umbabarauma , o ponta de lança africano de Benjor. Dener era o arquétipo máximo do bom jogador.

Honrou em sua curta passagem pela vida três dos maiores pavilhões do futebol. Portuguesa, Grêmio e Vasco. Deixou boquiaberto o grande Maradona. Don Diego teve sua reestreia no futebol portenho ofuscada pelo desempenho maior do camisa 10 de São Januário.

Foram realmente poucos títulos, a Copinha de 91 pela Lusa, o Gauchão de 93 pelo Tricolor e a Taça Guanabara de 94 pelo Gigante. Mais sua contribuição foi eterna para o espetáculo. Até hoje quem entende um pouco de futebol, não importando a identificação clubística , coloca o garoto do Canindé entre os melhores que já pisaram em um campo de futebol.

Pepe, eterno canhão da Vila, rendeu-se ao Gênio comparando ao incomparável Rei do futebol :“ foi o mais próximo que chegamos de um novo Pelé”. Pegar a bola em uma linha central, sair driblando em zigue-zague com o objetivo máximo de levar a criança para dormir no fundo das redes adversarias era sua constante dentro de campo.

Dener era o suprassumo da coerência futebolística, para ele um drible bonito era sim, mais bonito que um gol. Ele era o espetáculo.

Calou críticos, que ousaram dizer que o campeonato gaúcho era muito pesado para ele, levou o Maracanã ao delírio em um inesquecível Vasco x Fluminense, onde a torcida Vascaína bradou em alto e bom som, “E cafuné , o Dener é a mistura do Garrincha com Pelé”, fez o gol mais bonito já feito no solo sagrado do Canindé , contra a Inter de Limeira, virou musica na voz de Luiz Melodia, “ se vocês querem um conselho vou dar, deixem o menino driblar” e literatura nas mãos de Luciano Ubirajara Nassar autor de “ Dener , o Deus do Drible”.

Sua vida passou como ele passava pelos beques , seu drible mais desconcertante foi com certeza na miséria e sua carreira foi rápida como um raio. Dener Augusto de Sousa deixou órfãos os amantes do bom futebol no dia 19 de abril de 1994, em um fatídico acidente automobilístico na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Talvez o próprio Deus, boquiaberto com tanto talento daquele menino negro, resolveu escala-lo para seu time celeste para o jogo de domingo.

Ficou a história de um dos que, em pouco tempo, provou ser um dos melhores no mundo da bola.

Dener, Deus e Drible, os “D” em caixa alta, atitude mais que correta.

* Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna Guido e do Bento Guido. Maridão da Bia.

O velho, a loja e o Vasco – Por Marcelo Guido

A temporada futebolística de 2019 acabou para a maioria dos clubes e para o Vasco não foi diferente. Dentro das quatro linhas, um time limitado, um técnico vencedor e uma torcida que abraçou o time de forma poucas vezes vista no Brasil.

Longe de ter o que se comemorar de fato, mas passamos longe do desespero. O “pofexô” Luxemburgo cumpriu o que prometeu ao assumir o clube na zona de rebaixamento, entre os últimos na colocação da tabela.

Primeiro saímos da zona da confusão, rumamos ao meio da tabela e sim, conseguimos algo a mais no fim das contas. O Vasco não brigou para se manter na primeira divisão, o Vasco se manteve e não foi mais longe dentro do que podia, por erros seus mesmo. Pontos perdidos quando pareciam ganhos, erros grosseiros que mostraram a todos os que entendem de futebol, as limitações do elenco.

Bom, como já frisado, 2019 se foi para o Vasco; apenas a Taça Guanabara e o abraço secular da torcida que mais que dobrou o número de sócios torcedores para ser lembrado – esse sim motivo de grande orgulho. E 2020 nos parece ser mais real a partir de agora, nos últimos dias, horas; a probabilidade da entrada de um patrocinador controverso, mas com um cofre abarrotado de dinheiro fez com o que a torcida ficasse de orelha em pé. Se realmente a loja e seu dono aportariam em São Januário, como prováveis redentores do clube. Uma espécie de nova era.

Valores já são especulados, giram cifras astronômicas até onde sabemos. O Velho do Dinheiro, personagem que mais parece ter saído de um circo do que ser um empresário de respeito, olha para o Vasco e vê uma oportunidade de melhorar a própria imagem.

Oras, que outra torcida fez o que fez a do Vasco, no Brasil? Eu respondo: nenhuma. Qual outro clube de caráter popular, que sempre brigou pelos seus, que teve resposta histórica, que peitou mandatários e foi excluído de federação por apoiar seus atletas, que peitou gigante da comunicação? Respondo mais uma vez: nenhum.

Isso não passa despercebido aos olhos desse tipo de gente – que nada tem HAVAN, opa, haver com a história do Vasco. Sempre fomos mais povo que elite, mais clube do que time. O Vasco fez sua raiz popular e não é patrocínio que vai acabar com essa bela história. O futebol se fez negócio, e pra isso precisa de receita, não se monta elenco sem dinheiro.

A paixão nesse caso não alimenta. Somos escravos de cotas de TV que a cada ano são menores. Vimos o maior rival organizar as contas, atrair investidores e depois de 38 anos, ter um ano realmente perfeito. Vemos o time do Palmeiras montar cada vez mais um elenco maior e milionário a cada ano. E não tenha dúvidas: quem não fizer o mesmo, vai ficar para trás.

Não somos o “Massa Bruta”, que depois da Red Bull, será apenas uma bela lembrança da fenomenal camisa carijó. O Bragantino disputará a primeira divisão já com outro nome. Uma pena. Não sabemos ainda o que vai acontecer, mas como proprietários do clube, iremos ficar de olho. Não seremos o Corinthians a sorrir com aqueles dólares trazidos pelo gângster iraniano bancado por russos em 2005.

O Vasco, clube que se orgulha de sempre estar do lado certo da história, terá que escolher: ou adequa-se a uma nova realidade, ou continuará à margem dos futuros grandes feitos.

Infelizmente.

Marcelo Guido é vascaíno.

Nesta quarta-feira, jogo entre Mangueirão e Amapá define disputa na final do Intermunicipal

Acontece nesta quarta-feira, 04, o jogo de volta entre Mangueirão e a Liga de Amapá. Os dois times disputam a vaga na final do Campeonato de Futebol Intermunicipal, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF). A partida inicia às 16:00 horas no Estádio Augusto Antunes, em Santana.

O jogo de ida entre os clubes aconteceu no dia 28/11, no Estádio Aluízio Videira, em Amapá. A partida terminou no 0 x 0, e por isso, a vaga da final depende da vitória de uma das equipes nesta quarta-feira.

Preparação

A Liga de Calçoene já está na final, classificada em disputa do dia 16/11, quando eliminou Santana em um jogo em casa.

“Estamos treinando incansavelmente para a final. Com o time unido e sob às ordens do técnico Judá, vamos em busca desse hepta campeonato” disse Jean Freitas, presidente do time classificado.

Transmissão

A partida em Santana será transmitida pela FAF TV, através do site MyCujoo. O link do jogo pode acessado através do endereço https://mycujoo.tv/video/fafap?id=ck3q7tlnqddh70ge24d79heu4&src=CPT_EL e ficará disponível na plataforma na íntegra e com os destaques do melhores momentos.

Assessoria de comunicação

Flamengo Libertador – Por @Urublog (Textaço sobre o Flamengo no topo da América)

Foto: República Paz e Amor

Por Arthur Muhlenberg

Uma coisa precisa estar bem clara logo de saída para evitar qualquer mal entendido. Nós nunca mais seremos os mesmos. E digo nós com toda a abrangência e amplitude que o pronome comporta. Depois da tarde mágica no Monumental de Lima a vida de todos nós, rubro-negros e anti-rubro-negros, foi profundamente modificada.

A correlação de forças mudou, a balança da justiça pendeu mais um pouco para o nosso lado e o Flamengo deu mais um passo firme e decidido para se tornar uma potência dominante do futebol mundial. Tem muita gente no Brasil que não vai concordar, o que é a melhor parte de da história toda. Estamos cagando pra eles. A tão temida hegemonia rubro-negra que vai acabar com a competitividade do futebol brasileiro chegou. Quem zuou, zuou. Quem não zuou não zoa mais. Acabou a palhaçada.

Esta nova Era Flamengo, tempos de aço e dominação, foi oficialmente inaugurada ontem em Lima — quando o time todo, medalhas no peito, ergueu a cobiçada Libertadores, fulminando uma inhaca de 38 anos e liberando quatro gerações de rubro-negros de uma sina maldita. O Flamengo, reeditando com talento, casca grossa e uma sorte do caralho as grandes conquistas históricas dos seus predecessores, rompeu os pesados grilhões que o prendiam e atrasavam. O Flamengo estava livre. O Flamengo estava liberto. O Flamengo liberto é senhor da América.

Todos os esquecíveis e amargos 38 anos de espera na fila imensa foram se condensando a medida em que a multidão mulamba, de avião, de barco, carro, trem e motocicleta foi pacificamente invadindo e dominando a capital peruana. Muito antes da bola rolar já era tudo nosso. Quando o jogo começou, toda revolta, tristeza e recalque estocados em 38 anos se comprimiam perto da saída, para serem despejados, exorcizados e esquecidos durante os 90 minutos.

Mas, independente da fé, quem é flamenguista sabe que quando dois ou mais se reúnem em nome do Flamengo o perrengue está entre eles. E foi exatamente assim que se desenrolou o drama rubro-negro no gramado limeño. Um roteiro emocionante, cheio de suspense, viradas, peripécias e plot points. Enquanto a bola rolava uma voz soava sem parar nos fundos da minha cabeça. Era a voz do Galvão Bueno dizendo “teste pra cardíaco”, “teste pra cardíaco”, “teste pra cardíaco”.

Até os 14 minutos do primeiro tempo o jogo foi só lazer. O Flamengo serelepe de sempre, o River aparentemente acuado, mas encurtando espaços, com um jogo extremamente físico, duro e meio desleal, ou seja, absolutamente em conformidade com a regra não escrita da Libertadores. Quem não quer contato físico que jogue vôlei. Tudo corria dentro da normalidade até que correu o primeiro sangue. E foi nosso, com Rodrigo Caio se dando mal num quebra-coco com um riverense qualquer.

Medicado, sangue estancado, Rodrigo Caio voltou ao gramado e daí pra frente só deu River. Os caras foram chegando, apertando, tocando muito rápido a bola, marcando alto e não deixando o Flamengo nem dominar direito as bolas. Nossos jogadores estavam sempre cercados por dois argentinos, dificultando o passe e nos afastando da grande área. Arrascaeta tava descendo até a lateral pra tentar armar jogadas.

O gol deles nasceu num vacilo clássico, um deixa que eu deixo de pelada. A bola não interceptada pelos nossos defensores caiu no pé do cara bom deles, que mandou o sapato no contrapé do Diego Alves e abriu o placar. 1×0 pros alemão com nosso time levando porrada e sufoco. Mais Flamengo, impossível. O River nem tentou disfarçar, depois do gol fez como o time da padaria, se reagrupou em bolo e defendeu em massa.

Mas como é um time bom, levava perigo nos contra ataques supervelozes e nuns chutes de meia-distância perigosíssimos daquele Palácios. Verdadeiras pedradas que do nada iam em direção ao nosso gol. Nessas horas, em que a Nação em desespero roía as unhas e fazia contas apressadas dos investimentos naquela Libertadores, nós não percebíamos, mas a sorte do caralho indispensável aos campeões já operava a nosso favor.

No primeiro tempo os nossos craques não conseguiam driblar sem que um argentino se atirasse sobre eles e parasse o jogo. O River dava uma aula de futebol argentino resultadista. Jesus, de colete, parecia calmo e controlado. Só impressão, é que ele prestava atenção na aula do River. No vestiário o papo deve ter sido forte, porque o time, como sói acontecer, voltou com outro desenho dentro de campo.

Mais solto, aparecendo com mais perigo no ataque, mas sem a contundência necessária pra furar o bloqueio gallina, o Flamengo começou a cavar a vala que engoliria o bicho-papão das Américas. Que jogava tranquilão, e tinha motivos. O 1×0 muquirana no placar, com nossos talentos individuais manietados em uma marcação extremamente rigorosa e bem executada, era obviamente uma goleada para eles. O River mostrou muita disciplina tática se defendendo e extrema letalidade quando atacou. Mas esse jogo deles tem um custo físico alto, com o tempo passando a marcação foi se afrouxando, o Flamengo foi chegando.

Mas chegar não é suficiente, você não pode dizer que foi a um determinado lugar só porque chegou na porta. É preciso entrar. E às vezes não querem que você entre, a porta então deve ser arrombada. Não tem outro jeito, nunca teve e nunca terá. É nessas horas que a camisa é içada por mãos invisíveis. A invicta torcida do Flamengo percebe a sua deixa e entra em campo.

Os cantos flamengos ecoavam no Monumental, criando uma atmosfera sufocante e assustadora para quem não é fechado com o certo. 40 milhões de Monumentais espalhados pelo mundo emanavam ondas de energia que iam sendo absorvidas em campo pelos nossos. Quando em um sistema há energia em excesso pode ocorrer que um ou outro componente não aguente a carga e pife. Foi o que aconteceu com Gerson. Jesus então coloca Diego. A substituição chega a assustar aos mais sensíveis, que não percebiam que não era Diego que Jesus colocava em campo e sim a invencível camisa 10 da Gávea. Sem a qual o Flamengo jamais venceu um grande título. Sinais. Forte sinais.

Foto: República Paz e Amor

Aos poucos, a técnica, que é mato entre nossos craques, foi sendo substituída pela raça, ofício de fé da Nação. Era o ingrediente que faltava para por aquela porta abaixo. Chegamos perto do gol em linda jogada aos 30 minutos. E em outra mais aos 36. A partir dos 43 minutos do segundo tempo o Flamengo arrombou as portas do River, rompeu aquelas correntes e libertou seu povo para despejar em apenas dois minutos toda a tensão acumulada em 38 anos.

Até nas frugais artes culinárias mulambas dois minutos é um espaço de tempo muito curto, não dá nem pra fazer um Miojo al dente. Mas o Flamengo só precisou de dois míseros minutos pra matar, depenar, esfolar, temperar e assar a gallina riverplatense na final de Libertadores mais maluca de todos os tempos. Os fatos ocorridos naquele quadrilátero relvado entre os minutos 43 e 46 do segundo tempo resumiram de forma Exorbitante e operística tudo que o futebol possui de mais intenso, belo e animal.

A esta altura o Flamengo jogava como quem não tinha mais nada a perder. A Libertadores estava deitada com a cabeça no colo de Marcelo Gallardo, que lhe fazia cafuné. O Flamengo era fera ferida, no corpo, na alma e no coração. Animal arisco, no gol de empate os talentos de Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol se combinaram em perfeita sincronia para iludir os hermanos.

Quando a bola balançou a rede foi como uma explosão atômica, que foi se irradiando de Lima para o mundo, colocando a nação em transe extático. Um gol comemorado com muita alegria com muito extravasamento, mas com a certeza tranquila de que iriamos jogar uma prorrogação de 30 minutos e continuar lutando pelo título. Só que não, o Flamengo nem deixou a gente comemorar direito o gol de empate.

O Flamengo não estava disposto a jogar prorrogações. O Flamengo dentro de campo queria ganhar a Libertadores tanto quanto o Flamengo do lado de fora queria. Só que com mais pressa. E Diego, do interior da mística camisa 10 arrumou um balão, um balão mágico, superfantástico, daqueles que fazem o mundo bem mais divertido e que muita gente chama de lançamento.

O balão, ou lançamento, como queiram, chegou em Gabigol, que disputou a jogada com os dois beques que tinham sido um pé no nosso saco durante 88 minutos. Disputou e ganhou, com uma leve ajuda do barbudinho Pinola. Gabigol, investido de todos os poderes do mundo livre, mete a canhota na bola com tamanha convicção, tamanha verdade, tamanha certeza de que a nossa hora tinha chegado que nem esperou ela bater na rede para começar a tirar a camisa e correr pro abraço com o eterno.

Notem que Gabriel não tirou a camisa pra comemorar o gol, Gabriel ao tirar o Manto Sagrado estava, na verdade, se desarmando para se apresentar com a humildade devida aos pés do Olimpo rubro-negro e pedir permissão para subir. Permissão dada no mesmo instante pelos 40 milhões de guardiões de nosso panteão. O Flamengo voltava ao topo do mundo e Gabigol puxava a fila dos heróis de 2019 aos quais foi concedido o privilegio da imortalidade.

Mesmo promovido a semideus Gabriel não perdeu a oportunidade de continuar fazendo boas ações. Arrumou uma expulsão das mais necessárias ao dar uma expressiva balangada nos documentos em direção ao nojento banco do River e à sua hinchada mais nojenta ainda. E ainda deu um último olé num prego que deixou o desubicado governador no vácuo. Gabigol é matador, artilheiro da América e humilha mesmo. É pra isso que nós vemos futebol, pra ver os adversários serem ridicularizados. Pra ver eles se cumprimentado ao fim dos jogos nós assistiríamos tênis.

As nossas vidas mudaram, mas nossos objetivos continuam os mesmos. Honrar o Flamengo e esfregar na cara dos secadores toda o nosso orgulho de vencedor. Como será essa era flamenga de aço e dominação ainda não sabemos. A única certeza é que se já tava ruim pra eles, agora vai ficar muito pior. Nós, os vencedores, os dominadores, os opressores, estamos oficialmente autorizados a sermos insuportáveis. Talvez nem seja difícil para a maioria de nós.

Flamengo ergue a taça de campeão da Libertadores — Foto: Reuters

A América está mais uma vez a nossos pés. O Flamengo está de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Missão cumprida com êxito. E esta é apenas a segunda Libertadores que conquistamos. Nós ainda nem começamos. Eu poderia me estender muito mais sobre a significância dessa primeira conquista da nova Era Flamengo. Mas o Flamengo não deixa, nem quando está de folga, nem comemorando a Libertadores conquistada no sábado, esse time para de ganhar tudo. Já tem um Heptacampeonato do Brasil fazendo o maior esporro na nossa porta e bagunçando o nosso domingo. Vamos ter que dar alguma atenção a ele. Afinal, as peladinhas que nos faltam podem ser um ótimo treino pra pegar o freguesão Liverpool em Doha.

Mengão Sempre

Fonte: República Paz e Amor

Com telão para torcedores na orla, Guarda Municipal prepara esquema de segurança

A segurança da orla da cidade será reforçada pela Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM) e Polícia Militar neste sábado, 23. O reforço se deve à instalação de um grande telão para os torcedores acompanharem a final da Libertadores entre Flamengo e River Plate, que acontecerá às 17h, em Lima, no Peru.

O telão será colocado na bifurcação entre as ruas Binga Uchôa e Azarias da Costa Neto, no Centro, bem na esquina da praça Izaac Zagury. A estrutura será montada já nesta sexta-feira, 22. “São esperados mais de 3 mil torcedores. Por isso, montamos um esquema de segurança que inclui nossa unidade móvel de videomonitoramento e um trabalho em conjunto de guarnições a pé e motorizadas da PM e GCMM”, destacou o subcomandante da Guarda, inspetor Delcival Camarão.

Serão 50 guardas municipais e mais de 25 militares que farão um trabalho de policiamento preventivo e ostensivo. A unidade móvel da Guarda será instalada em frente ao Macapá Hotel, onde funcionará o posto fixo, das 16h às 21h. A partir das 12h até as 22h, o trânsito será bloqueado no perímetro do hotel até o prédio da OAB/AP. Além disso, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) dará apoio no trânsito no perímetro.

Cássia Lima
Assessora de comunicação/GCMM

38 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

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Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa.

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Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

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Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”…

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Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 38 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

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Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

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Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

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Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

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Anselmo Vingador!

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 38 anos, direto do túnel do tempo…E hoje seremos novamente campeões da América. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).  

Novas árbitras da FAF estreiam em jogos do Campeonato Feminino

Um time de oito novas árbitras está escalado para os jogos do Campeonato de Futebol Feminino do Amapá. Como árbitras assistentes e sob a supervisão atenta da Comissão Estadual de Arbitragem, as alunas têm suas primeiras experiências com a dinâmica do campo e a execução do que aprenderam em sala de aula.

As novatas estão em fase de conclusão do curso de formação promovido pela Escola Estadual de Arbitragem (EEAA), da Federação Amapaense de Futebol (FAF).

Marilene Matta, diretora da escola e da comissão de arbitragem, ressalta que esse momento de estágio supervisionado é importante para os alunos em formação, pois podem enfim sentir a emoção e a responsabilidade que carregam a cada jogo.

“Achamos que o campeonato feminino seria uma boa oportunidade para a iniciação dessas profissionais, que apesar de estarem começando na prática agora, trazem muito conhecimento técnico na bagagem. Nossa equipe de instrutores está acompanhando cada uma nos jogos e já adianto que elas mostram muito talento para a missão”, disse Matta.

A EEAA possui atualmente 21 alunos em processo final de formação. O curso tem duração de 240 horas e a formatura está prevista para o dia 15 de dezembro. Além das aulas de pilares técnicos, os novos árbitros têm aulas de preparação física e preenchimento de súmulas.

A FAF conta com 120 profissionais formados atuantes nos jogos regionais, destes, 27 são mulheres. Samaria Santos é uma das profissionais amapaenses que recentemente recebeu aulas do RAP FIFA, curso promovido pela CBF em Águas de Lindoia, São Paulo.

Campeonato

O Campeonato Feminino de Futebol reúne nove times em cinco rodadas até a chegada nas semifinais, previstas para acontecer em duas partidas nos dias 06 e 07 de dezembro. A grande final está marcada para o dia 11 de dezembro.

Comunicação FAF

Futebol – Texto porreta de Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

A vida marcada em sonhos, glórias e decepções; tudo em 90 minutos.

O que seria do mundo sem futebol? Longe de mim imaginar tal heresia. Nem em meus piores pesadelos posso ter a competência de vislumbrar tal desastre.

Como pode pensar a vida, sem as noites etílicas, ou sem amizades verdadeiras formadas e moldadas em campinhos de terra, ruas com traves de chinelos? Ou aquela emoção inusitada em acordar na segunda-feira, com a moral lá em cima, para uma semana, sabendo que teu time fez por merecer no domingo. Pior acordar, querendo que o fim de semana seja só um amargo devaneio de derrota, quando os Deuses da bola simplesmente te esqueceram na rodada passada? É amigos, isso acontece.

Para quem gosta de futebol, isso é uma constante, os dois lados da mesma moeda. A linha tênue entre o afago caloroso da vitória e o amargo beijo da derrota.

Futebol não é exato, não é chato como matemática, não é nem esporte. Não tem nomenclatura melhor para o popular “esporte” bretão do que jogo. Isso, futebol é jogo.

Jogo esse, em que vinte e duas almas levam a responsabilidade de milhões de sentimentos nas costas. Onde mandinga, superstição, mania, tudo faz a diferença. Futebol faz ateu rezar, e teísta duvidar da própria fé. Sei disso.

O jogo fabrica heróis, personifica talentos, faz vilão e mais que tudo, mexe com os sentimentos mais profundos e realistas do ser. O futebol te transforma em humano.

Na torcida, não tem titulo homérico, graduação, patente ou divindade… Todos são iguais, tirando – claro – aquele típico pé frio, que levará a culpa pela existência na terra em caso de revés clubístico.

Nomeamos sempre nossos heróis, tivemos a Enciclopédia, o Divino, o Galinho, o Mané, o Dinamite. Tivemos também o Baixinho, o Animal, o Príncipe, o Reizinho, o Super, e o maior de todos: o Rei.

O futebol tem lei sim: a de Gerson, que em seu único artigo, inciso, parágrafo e outros badulaques jurídicos possíveis, diz que “quem corre é a bola”

O jogo é uma verdadeira ópera, construída com drama e comédia, feita por Almirantes, Mosqueteiros, Urubus, Sacis, Raposas, Leões, Galos – uma infinidade de personagens, onde o herói se torna vilão (olhem para o Galinho em 86) e o mais improvável coadjuvante tem seu momento único (procurem Gabiru em 2006).

E o torcedor, figura máxima, esse sim, o verdadeiro reflexo festivo, o que dá toda gama de personificação, o toque final do espetáculo. Sem o torcedor não existiria palco. Em um mundo atual onde estádios são renomeados de Arena, este sim o mais prejudicado. Quão é feia uma comemoração sem geral. O mais feroz dos hooligans ingleses pediria para sair em meia hora de RExPA no mangueirão.

O futebol é isso. É marcante. É emoção. E para quem diz que é só um jogo, minhas mais sinceras condolências; vocês não merecem uma nota escrita no livro chamado vida.

*Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna e do Bento …Maridão da Bia.

Jogos no Campeonato Não Profissional recomeçam dia 19 de novembro

Após suspensão dos jogos por impedimento de uso do Estádio Zerão, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) retoma a tabela do Campeonato de Futebol Não Profissional do Amapá. A decisão é fruto de acordo entre a diretoria da federação e os presidentes dos clubes, anunciado em reunião desta terça-feira, 05.

Os dirigentes e a FAF entraram em consenso para retomada utilizando o campo do Santos –AP, em Macapá, e o Estádio Augusto Antunes, em Santana.

O campeonato foi suspenso na segunda rodada de jogos e será retomado com as partidas entre Cruzeiro X Nacional e Olímpicos X Portuguesa, no dia 19 de novembro, no Centro de Treinamento do Santos –AP.

O próximo jogo neste CT acontece no dia 26 de novembro, entre Mangueirão X MV-13 e Combatente X Rio Norte.

A terceira rodada de jogos acontece toda em Santana, com disputas entre Renovação X Olímpicos e Mangueirão X Combatente, com datas ainda em definição.

Participantes

Onze times disputam pelo título de campeão conquistado pelo Mangueirão em 2018. Os participantes estão divididos em duas chaves. São elas:

Chave A

Mangueirão (de Santana)

Cruzeiro (de Macapá)

Nacional (de Macapá)

MV-13 (de Macapá)

Rio Norte (de Macapá)

Combatente (de Macapá)

Chave B

Bare (de Ferreira Gomes)

Renovação (de Macapá)

Olímpicos (Santana)

Portuguesa (de Macapá)

Adec (de Calçoene)

Netto Góes, presidente da FAF, explica que os campos estão sendo organizados para receber os campeonatos Não Profissional e Feminino, e juntos vão fechar o calendário de 2019 da federação.

“Na segunda quinzena de dezembro devemos finalizar o Não Profissional e encerrar as atividades do ano consagrando o campeão. As datas finais da tabela vão ser divulgadas nos próximos dias”, concluiu.

Marcelle Nunes
Ascom FAF