O velho, a loja e o Vasco – Por Marcelo Guido

A temporada futebolística de 2019 acabou para a maioria dos clubes e para o Vasco não foi diferente. Dentro das quatro linhas, um time limitado, um técnico vencedor e uma torcida que abraçou o time de forma poucas vezes vista no Brasil.

Longe de ter o que se comemorar de fato, mas passamos longe do desespero. O “pofexô” Luxemburgo cumpriu o que prometeu ao assumir o clube na zona de rebaixamento, entre os últimos na colocação da tabela.

Primeiro saímos da zona da confusão, rumamos ao meio da tabela e sim, conseguimos algo a mais no fim das contas. O Vasco não brigou para se manter na primeira divisão, o Vasco se manteve e não foi mais longe dentro do que podia, por erros seus mesmo. Pontos perdidos quando pareciam ganhos, erros grosseiros que mostraram a todos os que entendem de futebol, as limitações do elenco.

Bom, como já frisado, 2019 se foi para o Vasco; apenas a Taça Guanabara e o abraço secular da torcida que mais que dobrou o número de sócios torcedores para ser lembrado – esse sim motivo de grande orgulho. E 2020 nos parece ser mais real a partir de agora, nos últimos dias, horas; a probabilidade da entrada de um patrocinador controverso, mas com um cofre abarrotado de dinheiro fez com o que a torcida ficasse de orelha em pé. Se realmente a loja e seu dono aportariam em São Januário, como prováveis redentores do clube. Uma espécie de nova era.

Valores já são especulados, giram cifras astronômicas até onde sabemos. O Velho do Dinheiro, personagem que mais parece ter saído de um circo do que ser um empresário de respeito, olha para o Vasco e vê uma oportunidade de melhorar a própria imagem.

Oras, que outra torcida fez o que fez a do Vasco, no Brasil? Eu respondo: nenhuma. Qual outro clube de caráter popular, que sempre brigou pelos seus, que teve resposta histórica, que peitou mandatários e foi excluído de federação por apoiar seus atletas, que peitou gigante da comunicação? Respondo mais uma vez: nenhum.

Isso não passa despercebido aos olhos desse tipo de gente – que nada tem HAVAN, opa, haver com a história do Vasco. Sempre fomos mais povo que elite, mais clube do que time. O Vasco fez sua raiz popular e não é patrocínio que vai acabar com essa bela história. O futebol se fez negócio, e pra isso precisa de receita, não se monta elenco sem dinheiro.

A paixão nesse caso não alimenta. Somos escravos de cotas de TV que a cada ano são menores. Vimos o maior rival organizar as contas, atrair investidores e depois de 38 anos, ter um ano realmente perfeito. Vemos o time do Palmeiras montar cada vez mais um elenco maior e milionário a cada ano. E não tenha dúvidas: quem não fizer o mesmo, vai ficar para trás.

Não somos o “Massa Bruta”, que depois da Red Bull, será apenas uma bela lembrança da fenomenal camisa carijó. O Bragantino disputará a primeira divisão já com outro nome. Uma pena. Não sabemos ainda o que vai acontecer, mas como proprietários do clube, iremos ficar de olho. Não seremos o Corinthians a sorrir com aqueles dólares trazidos pelo gângster iraniano bancado por russos em 2005.

O Vasco, clube que se orgulha de sempre estar do lado certo da história, terá que escolher: ou adequa-se a uma nova realidade, ou continuará à margem dos futuros grandes feitos.

Infelizmente.

Marcelo Guido é vascaíno.

Nesta quarta-feira, jogo entre Mangueirão e Amapá define disputa na final do Intermunicipal

Acontece nesta quarta-feira, 04, o jogo de volta entre Mangueirão e a Liga de Amapá. Os dois times disputam a vaga na final do Campeonato de Futebol Intermunicipal, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF). A partida inicia às 16:00 horas no Estádio Augusto Antunes, em Santana.

O jogo de ida entre os clubes aconteceu no dia 28/11, no Estádio Aluízio Videira, em Amapá. A partida terminou no 0 x 0, e por isso, a vaga da final depende da vitória de uma das equipes nesta quarta-feira.

Preparação

A Liga de Calçoene já está na final, classificada em disputa do dia 16/11, quando eliminou Santana em um jogo em casa.

“Estamos treinando incansavelmente para a final. Com o time unido e sob às ordens do técnico Judá, vamos em busca desse hepta campeonato” disse Jean Freitas, presidente do time classificado.

Transmissão

A partida em Santana será transmitida pela FAF TV, através do site MyCujoo. O link do jogo pode acessado através do endereço https://mycujoo.tv/video/fafap?id=ck3q7tlnqddh70ge24d79heu4&src=CPT_EL e ficará disponível na plataforma na íntegra e com os destaques do melhores momentos.

Assessoria de comunicação

Flamengo Libertador – Por @Urublog (Textaço sobre o Flamengo no topo da América)

Foto: República Paz e Amor

Por Arthur Muhlenberg

Uma coisa precisa estar bem clara logo de saída para evitar qualquer mal entendido. Nós nunca mais seremos os mesmos. E digo nós com toda a abrangência e amplitude que o pronome comporta. Depois da tarde mágica no Monumental de Lima a vida de todos nós, rubro-negros e anti-rubro-negros, foi profundamente modificada.

A correlação de forças mudou, a balança da justiça pendeu mais um pouco para o nosso lado e o Flamengo deu mais um passo firme e decidido para se tornar uma potência dominante do futebol mundial. Tem muita gente no Brasil que não vai concordar, o que é a melhor parte de da história toda. Estamos cagando pra eles. A tão temida hegemonia rubro-negra que vai acabar com a competitividade do futebol brasileiro chegou. Quem zuou, zuou. Quem não zuou não zoa mais. Acabou a palhaçada.

Esta nova Era Flamengo, tempos de aço e dominação, foi oficialmente inaugurada ontem em Lima — quando o time todo, medalhas no peito, ergueu a cobiçada Libertadores, fulminando uma inhaca de 38 anos e liberando quatro gerações de rubro-negros de uma sina maldita. O Flamengo, reeditando com talento, casca grossa e uma sorte do caralho as grandes conquistas históricas dos seus predecessores, rompeu os pesados grilhões que o prendiam e atrasavam. O Flamengo estava livre. O Flamengo estava liberto. O Flamengo liberto é senhor da América.

Todos os esquecíveis e amargos 38 anos de espera na fila imensa foram se condensando a medida em que a multidão mulamba, de avião, de barco, carro, trem e motocicleta foi pacificamente invadindo e dominando a capital peruana. Muito antes da bola rolar já era tudo nosso. Quando o jogo começou, toda revolta, tristeza e recalque estocados em 38 anos se comprimiam perto da saída, para serem despejados, exorcizados e esquecidos durante os 90 minutos.

Mas, independente da fé, quem é flamenguista sabe que quando dois ou mais se reúnem em nome do Flamengo o perrengue está entre eles. E foi exatamente assim que se desenrolou o drama rubro-negro no gramado limeño. Um roteiro emocionante, cheio de suspense, viradas, peripécias e plot points. Enquanto a bola rolava uma voz soava sem parar nos fundos da minha cabeça. Era a voz do Galvão Bueno dizendo “teste pra cardíaco”, “teste pra cardíaco”, “teste pra cardíaco”.

Até os 14 minutos do primeiro tempo o jogo foi só lazer. O Flamengo serelepe de sempre, o River aparentemente acuado, mas encurtando espaços, com um jogo extremamente físico, duro e meio desleal, ou seja, absolutamente em conformidade com a regra não escrita da Libertadores. Quem não quer contato físico que jogue vôlei. Tudo corria dentro da normalidade até que correu o primeiro sangue. E foi nosso, com Rodrigo Caio se dando mal num quebra-coco com um riverense qualquer.

Medicado, sangue estancado, Rodrigo Caio voltou ao gramado e daí pra frente só deu River. Os caras foram chegando, apertando, tocando muito rápido a bola, marcando alto e não deixando o Flamengo nem dominar direito as bolas. Nossos jogadores estavam sempre cercados por dois argentinos, dificultando o passe e nos afastando da grande área. Arrascaeta tava descendo até a lateral pra tentar armar jogadas.

O gol deles nasceu num vacilo clássico, um deixa que eu deixo de pelada. A bola não interceptada pelos nossos defensores caiu no pé do cara bom deles, que mandou o sapato no contrapé do Diego Alves e abriu o placar. 1×0 pros alemão com nosso time levando porrada e sufoco. Mais Flamengo, impossível. O River nem tentou disfarçar, depois do gol fez como o time da padaria, se reagrupou em bolo e defendeu em massa.

Mas como é um time bom, levava perigo nos contra ataques supervelozes e nuns chutes de meia-distância perigosíssimos daquele Palácios. Verdadeiras pedradas que do nada iam em direção ao nosso gol. Nessas horas, em que a Nação em desespero roía as unhas e fazia contas apressadas dos investimentos naquela Libertadores, nós não percebíamos, mas a sorte do caralho indispensável aos campeões já operava a nosso favor.

No primeiro tempo os nossos craques não conseguiam driblar sem que um argentino se atirasse sobre eles e parasse o jogo. O River dava uma aula de futebol argentino resultadista. Jesus, de colete, parecia calmo e controlado. Só impressão, é que ele prestava atenção na aula do River. No vestiário o papo deve ter sido forte, porque o time, como sói acontecer, voltou com outro desenho dentro de campo.

Mais solto, aparecendo com mais perigo no ataque, mas sem a contundência necessária pra furar o bloqueio gallina, o Flamengo começou a cavar a vala que engoliria o bicho-papão das Américas. Que jogava tranquilão, e tinha motivos. O 1×0 muquirana no placar, com nossos talentos individuais manietados em uma marcação extremamente rigorosa e bem executada, era obviamente uma goleada para eles. O River mostrou muita disciplina tática se defendendo e extrema letalidade quando atacou. Mas esse jogo deles tem um custo físico alto, com o tempo passando a marcação foi se afrouxando, o Flamengo foi chegando.

Mas chegar não é suficiente, você não pode dizer que foi a um determinado lugar só porque chegou na porta. É preciso entrar. E às vezes não querem que você entre, a porta então deve ser arrombada. Não tem outro jeito, nunca teve e nunca terá. É nessas horas que a camisa é içada por mãos invisíveis. A invicta torcida do Flamengo percebe a sua deixa e entra em campo.

Os cantos flamengos ecoavam no Monumental, criando uma atmosfera sufocante e assustadora para quem não é fechado com o certo. 40 milhões de Monumentais espalhados pelo mundo emanavam ondas de energia que iam sendo absorvidas em campo pelos nossos. Quando em um sistema há energia em excesso pode ocorrer que um ou outro componente não aguente a carga e pife. Foi o que aconteceu com Gerson. Jesus então coloca Diego. A substituição chega a assustar aos mais sensíveis, que não percebiam que não era Diego que Jesus colocava em campo e sim a invencível camisa 10 da Gávea. Sem a qual o Flamengo jamais venceu um grande título. Sinais. Forte sinais.

Foto: República Paz e Amor

Aos poucos, a técnica, que é mato entre nossos craques, foi sendo substituída pela raça, ofício de fé da Nação. Era o ingrediente que faltava para por aquela porta abaixo. Chegamos perto do gol em linda jogada aos 30 minutos. E em outra mais aos 36. A partir dos 43 minutos do segundo tempo o Flamengo arrombou as portas do River, rompeu aquelas correntes e libertou seu povo para despejar em apenas dois minutos toda a tensão acumulada em 38 anos.

Até nas frugais artes culinárias mulambas dois minutos é um espaço de tempo muito curto, não dá nem pra fazer um Miojo al dente. Mas o Flamengo só precisou de dois míseros minutos pra matar, depenar, esfolar, temperar e assar a gallina riverplatense na final de Libertadores mais maluca de todos os tempos. Os fatos ocorridos naquele quadrilátero relvado entre os minutos 43 e 46 do segundo tempo resumiram de forma Exorbitante e operística tudo que o futebol possui de mais intenso, belo e animal.

A esta altura o Flamengo jogava como quem não tinha mais nada a perder. A Libertadores estava deitada com a cabeça no colo de Marcelo Gallardo, que lhe fazia cafuné. O Flamengo era fera ferida, no corpo, na alma e no coração. Animal arisco, no gol de empate os talentos de Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol se combinaram em perfeita sincronia para iludir os hermanos.

Quando a bola balançou a rede foi como uma explosão atômica, que foi se irradiando de Lima para o mundo, colocando a nação em transe extático. Um gol comemorado com muita alegria com muito extravasamento, mas com a certeza tranquila de que iriamos jogar uma prorrogação de 30 minutos e continuar lutando pelo título. Só que não, o Flamengo nem deixou a gente comemorar direito o gol de empate.

O Flamengo não estava disposto a jogar prorrogações. O Flamengo dentro de campo queria ganhar a Libertadores tanto quanto o Flamengo do lado de fora queria. Só que com mais pressa. E Diego, do interior da mística camisa 10 arrumou um balão, um balão mágico, superfantástico, daqueles que fazem o mundo bem mais divertido e que muita gente chama de lançamento.

O balão, ou lançamento, como queiram, chegou em Gabigol, que disputou a jogada com os dois beques que tinham sido um pé no nosso saco durante 88 minutos. Disputou e ganhou, com uma leve ajuda do barbudinho Pinola. Gabigol, investido de todos os poderes do mundo livre, mete a canhota na bola com tamanha convicção, tamanha verdade, tamanha certeza de que a nossa hora tinha chegado que nem esperou ela bater na rede para começar a tirar a camisa e correr pro abraço com o eterno.

Notem que Gabriel não tirou a camisa pra comemorar o gol, Gabriel ao tirar o Manto Sagrado estava, na verdade, se desarmando para se apresentar com a humildade devida aos pés do Olimpo rubro-negro e pedir permissão para subir. Permissão dada no mesmo instante pelos 40 milhões de guardiões de nosso panteão. O Flamengo voltava ao topo do mundo e Gabigol puxava a fila dos heróis de 2019 aos quais foi concedido o privilegio da imortalidade.

Mesmo promovido a semideus Gabriel não perdeu a oportunidade de continuar fazendo boas ações. Arrumou uma expulsão das mais necessárias ao dar uma expressiva balangada nos documentos em direção ao nojento banco do River e à sua hinchada mais nojenta ainda. E ainda deu um último olé num prego que deixou o desubicado governador no vácuo. Gabigol é matador, artilheiro da América e humilha mesmo. É pra isso que nós vemos futebol, pra ver os adversários serem ridicularizados. Pra ver eles se cumprimentado ao fim dos jogos nós assistiríamos tênis.

As nossas vidas mudaram, mas nossos objetivos continuam os mesmos. Honrar o Flamengo e esfregar na cara dos secadores toda o nosso orgulho de vencedor. Como será essa era flamenga de aço e dominação ainda não sabemos. A única certeza é que se já tava ruim pra eles, agora vai ficar muito pior. Nós, os vencedores, os dominadores, os opressores, estamos oficialmente autorizados a sermos insuportáveis. Talvez nem seja difícil para a maioria de nós.

Flamengo ergue a taça de campeão da Libertadores — Foto: Reuters

A América está mais uma vez a nossos pés. O Flamengo está de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Missão cumprida com êxito. E esta é apenas a segunda Libertadores que conquistamos. Nós ainda nem começamos. Eu poderia me estender muito mais sobre a significância dessa primeira conquista da nova Era Flamengo. Mas o Flamengo não deixa, nem quando está de folga, nem comemorando a Libertadores conquistada no sábado, esse time para de ganhar tudo. Já tem um Heptacampeonato do Brasil fazendo o maior esporro na nossa porta e bagunçando o nosso domingo. Vamos ter que dar alguma atenção a ele. Afinal, as peladinhas que nos faltam podem ser um ótimo treino pra pegar o freguesão Liverpool em Doha.

Mengão Sempre

Fonte: República Paz e Amor

Com telão para torcedores na orla, Guarda Municipal prepara esquema de segurança

A segurança da orla da cidade será reforçada pela Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM) e Polícia Militar neste sábado, 23. O reforço se deve à instalação de um grande telão para os torcedores acompanharem a final da Libertadores entre Flamengo e River Plate, que acontecerá às 17h, em Lima, no Peru.

O telão será colocado na bifurcação entre as ruas Binga Uchôa e Azarias da Costa Neto, no Centro, bem na esquina da praça Izaac Zagury. A estrutura será montada já nesta sexta-feira, 22. “São esperados mais de 3 mil torcedores. Por isso, montamos um esquema de segurança que inclui nossa unidade móvel de videomonitoramento e um trabalho em conjunto de guarnições a pé e motorizadas da PM e GCMM”, destacou o subcomandante da Guarda, inspetor Delcival Camarão.

Serão 50 guardas municipais e mais de 25 militares que farão um trabalho de policiamento preventivo e ostensivo. A unidade móvel da Guarda será instalada em frente ao Macapá Hotel, onde funcionará o posto fixo, das 16h às 21h. A partir das 12h até as 22h, o trânsito será bloqueado no perímetro do hotel até o prédio da OAB/AP. Além disso, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) dará apoio no trânsito no perímetro.

Cássia Lima
Assessora de comunicação/GCMM

38 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

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Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa.

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Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

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Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”…

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Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 38 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

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Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

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Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

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Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

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Anselmo Vingador!

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 38 anos, direto do túnel do tempo…E hoje seremos novamente campeões da América. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).  

Novas árbitras da FAF estreiam em jogos do Campeonato Feminino

Um time de oito novas árbitras está escalado para os jogos do Campeonato de Futebol Feminino do Amapá. Como árbitras assistentes e sob a supervisão atenta da Comissão Estadual de Arbitragem, as alunas têm suas primeiras experiências com a dinâmica do campo e a execução do que aprenderam em sala de aula.

As novatas estão em fase de conclusão do curso de formação promovido pela Escola Estadual de Arbitragem (EEAA), da Federação Amapaense de Futebol (FAF).

Marilene Matta, diretora da escola e da comissão de arbitragem, ressalta que esse momento de estágio supervisionado é importante para os alunos em formação, pois podem enfim sentir a emoção e a responsabilidade que carregam a cada jogo.

“Achamos que o campeonato feminino seria uma boa oportunidade para a iniciação dessas profissionais, que apesar de estarem começando na prática agora, trazem muito conhecimento técnico na bagagem. Nossa equipe de instrutores está acompanhando cada uma nos jogos e já adianto que elas mostram muito talento para a missão”, disse Matta.

A EEAA possui atualmente 21 alunos em processo final de formação. O curso tem duração de 240 horas e a formatura está prevista para o dia 15 de dezembro. Além das aulas de pilares técnicos, os novos árbitros têm aulas de preparação física e preenchimento de súmulas.

A FAF conta com 120 profissionais formados atuantes nos jogos regionais, destes, 27 são mulheres. Samaria Santos é uma das profissionais amapaenses que recentemente recebeu aulas do RAP FIFA, curso promovido pela CBF em Águas de Lindoia, São Paulo.

Campeonato

O Campeonato Feminino de Futebol reúne nove times em cinco rodadas até a chegada nas semifinais, previstas para acontecer em duas partidas nos dias 06 e 07 de dezembro. A grande final está marcada para o dia 11 de dezembro.

Comunicação FAF

Futebol – Texto porreta de Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

A vida marcada em sonhos, glórias e decepções; tudo em 90 minutos.

O que seria do mundo sem futebol? Longe de mim imaginar tal heresia. Nem em meus piores pesadelos posso ter a competência de vislumbrar tal desastre.

Como pode pensar a vida, sem as noites etílicas, ou sem amizades verdadeiras formadas e moldadas em campinhos de terra, ruas com traves de chinelos? Ou aquela emoção inusitada em acordar na segunda-feira, com a moral lá em cima, para uma semana, sabendo que teu time fez por merecer no domingo. Pior acordar, querendo que o fim de semana seja só um amargo devaneio de derrota, quando os Deuses da bola simplesmente te esqueceram na rodada passada? É amigos, isso acontece.

Para quem gosta de futebol, isso é uma constante, os dois lados da mesma moeda. A linha tênue entre o afago caloroso da vitória e o amargo beijo da derrota.

Futebol não é exato, não é chato como matemática, não é nem esporte. Não tem nomenclatura melhor para o popular “esporte” bretão do que jogo. Isso, futebol é jogo.

Jogo esse, em que vinte e duas almas levam a responsabilidade de milhões de sentimentos nas costas. Onde mandinga, superstição, mania, tudo faz a diferença. Futebol faz ateu rezar, e teísta duvidar da própria fé. Sei disso.

O jogo fabrica heróis, personifica talentos, faz vilão e mais que tudo, mexe com os sentimentos mais profundos e realistas do ser. O futebol te transforma em humano.

Na torcida, não tem titulo homérico, graduação, patente ou divindade… Todos são iguais, tirando – claro – aquele típico pé frio, que levará a culpa pela existência na terra em caso de revés clubístico.

Nomeamos sempre nossos heróis, tivemos a Enciclopédia, o Divino, o Galinho, o Mané, o Dinamite. Tivemos também o Baixinho, o Animal, o Príncipe, o Reizinho, o Super, e o maior de todos: o Rei.

O futebol tem lei sim: a de Gerson, que em seu único artigo, inciso, parágrafo e outros badulaques jurídicos possíveis, diz que “quem corre é a bola”

O jogo é uma verdadeira ópera, construída com drama e comédia, feita por Almirantes, Mosqueteiros, Urubus, Sacis, Raposas, Leões, Galos – uma infinidade de personagens, onde o herói se torna vilão (olhem para o Galinho em 86) e o mais improvável coadjuvante tem seu momento único (procurem Gabiru em 2006).

E o torcedor, figura máxima, esse sim, o verdadeiro reflexo festivo, o que dá toda gama de personificação, o toque final do espetáculo. Sem o torcedor não existiria palco. Em um mundo atual onde estádios são renomeados de Arena, este sim o mais prejudicado. Quão é feia uma comemoração sem geral. O mais feroz dos hooligans ingleses pediria para sair em meia hora de RExPA no mangueirão.

O futebol é isso. É marcante. É emoção. E para quem diz que é só um jogo, minhas mais sinceras condolências; vocês não merecem uma nota escrita no livro chamado vida.

*Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna e do Bento …Maridão da Bia.

Jogos no Campeonato Não Profissional recomeçam dia 19 de novembro

Após suspensão dos jogos por impedimento de uso do Estádio Zerão, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) retoma a tabela do Campeonato de Futebol Não Profissional do Amapá. A decisão é fruto de acordo entre a diretoria da federação e os presidentes dos clubes, anunciado em reunião desta terça-feira, 05.

Os dirigentes e a FAF entraram em consenso para retomada utilizando o campo do Santos –AP, em Macapá, e o Estádio Augusto Antunes, em Santana.

O campeonato foi suspenso na segunda rodada de jogos e será retomado com as partidas entre Cruzeiro X Nacional e Olímpicos X Portuguesa, no dia 19 de novembro, no Centro de Treinamento do Santos –AP.

O próximo jogo neste CT acontece no dia 26 de novembro, entre Mangueirão X MV-13 e Combatente X Rio Norte.

A terceira rodada de jogos acontece toda em Santana, com disputas entre Renovação X Olímpicos e Mangueirão X Combatente, com datas ainda em definição.

Participantes

Onze times disputam pelo título de campeão conquistado pelo Mangueirão em 2018. Os participantes estão divididos em duas chaves. São elas:

Chave A

Mangueirão (de Santana)

Cruzeiro (de Macapá)

Nacional (de Macapá)

MV-13 (de Macapá)

Rio Norte (de Macapá)

Combatente (de Macapá)

Chave B

Bare (de Ferreira Gomes)

Renovação (de Macapá)

Olímpicos (Santana)

Portuguesa (de Macapá)

Adec (de Calçoene)

Netto Góes, presidente da FAF, explica que os campos estão sendo organizados para receber os campeonatos Não Profissional e Feminino, e juntos vão fechar o calendário de 2019 da federação.

“Na segunda quinzena de dezembro devemos finalizar o Não Profissional e encerrar as atividades do ano consagrando o campeão. As datas finais da tabela vão ser divulgadas nos próximos dias”, concluiu.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato de Futebol Feminino começa dia 15 de novembro em Macapá

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) confirma o início do Campeonato Feminino para o dia 15 de novembro (sexta-feira), com as primeiras disputas entre Ypiranga/Oratório e Santana/Trem, no campo do Santos- AP, em Macapá.

Este ano, nove clubes disputam pela vitória, divididos em duas chaves. Na Chave A estão Ypiranga, Oratório, Liga de Cutias, MV-13 e Esporte Clube Macapá. Compõem a Chave B os times do Trem, Santana, Liga de Amapá e Combatente Atlético Clube.

O campeonato terá cinco rodadas e 16 jogos até a chegada nas semifinais, previstas para acontecer em duas partidas nos dias 06 e 07 de dezembro.

Locais

Com a suspensão de atividades no Estádio Zerão para recuperação da grama, os jogos dessa temporada serão divididos nos campos disponíveis de Macapá e Santana. A decisão foi tomada em acordo com os presidentes dos clubes, para que o calendário não fosse afetado. As partidas se revezarão entre o campo do Santos –AP e o Estádio Augusto Antunes.

Todas as partidas serão transmitidas ao vivo pela FAF TV, na plataforma de streaming MyCujoo, e poderão ser acessadas através das redes sociais da federação.

O presidente da FAF, Netto Góes, agradeceu o envolvimento das equipes que compõem esse campeonato e garantiu que a disputa encerrará o ano com chave de ouro. “Temos nove equipes femininas nesse campeonato, todas empenhadas em conquistar a vitória. Vamos fechar 2019, o ano da Copa do Mundo Feminina, mostrando que as jogadoras do Amapá são as melhores”, concluiu.

A grande final do campeonato deve acontecer dia 11 de dezembro, com jogo no Estádio Augusto Antunes, em Santana.

Comunicação FAF
Marcelle Nunes

Ser Flamengo – Por Artur da Távola

 

Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição.

É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.

É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.

Artur da Távola

Cry Me a River – Por Arthur Muhlenberg (sobre a classificação do Flamengo)

A semifinal da Libertadores que consagrou o Flamengo como time que joga o melhor futebol do Brasil, apesar da discordância de simpatizantes do PSL, começou de uma forma totalmente inesperada. Ao contrário do que fizeram no jogo de ida no Uruguai do Norte, os imortais tricolores (risinhos abafados) partiram pra cima do Flamengo, tentando imprensar o time maior através da marcação cerrada lá no nosso campo de defesa. Já disseram que o plágio é a expressão mais sincera do elogio. Foi bonitinho eles tentando nos imitar, mas não adiantou porra nenhuma.

Depois de meia hora dessa marcação insana, os maluco já estavam pregadões, com palmos de língua pra fora, torcendo pelo amor de Deus pro 1º tempo acabar antes que um deles caísse duro no gramado. Mas eles não se deram bem, numa hora lá em que faltou fôlego pra dividirem uma bola no meio o Bruno Henrique puxou aquele contra-ataque rápido e violento, Gabigol recebeu na área e mandou o sapato, o goleiro deu mole e Bruno Henrique jogou no barbante, 1×0. Que fase espetacular do Bruno Henrique, suas arrancadas são impressionantes, o cara nasceu no planeta Bolt. E ainda sabe fazer gol.

Time rubro-negro ser classificou para a final da Copa Libertadores, onde enfrentará o River Plate, da Argentina, em novembro (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Obtida a vantagem mínima no placar dissipou-se na mesma hora toda a tensão que vinha sendo acumulada ao longo de dias pelos rubro-negros. Tensão que não era pouca, gerada nem tanto pelo grau de dificuldade do desafio esportivo a ser travado em campo, mas principalmente pela solenidade e transcendência do momento histórico. A torcida do Flamengo tem sensibilidade pra dar e vender.

Nenhum torcedor do Flamengo é obrigado a respeitar o Imortal do Pampas (risos comedidos), mas todos tem obrigação de fazer as devidas reverencias ao hiato de 38 anos entre as aparições do Flamengo em finais de Libertadores. O momento exigia sim, um mínimo de contrição por parte dos barulhentos flamengos. Mas com o gol do Bruno Henrique a tensão, junto com a compostura, desapareceu imediatamente. Virou festa.

No intervalo os bares do estádio voltaram a encher e tava todo mundo bem calminho, apreensão entre nós não havia. Até quem assistia ao jogo em casa pela TV aproveitou pra ir ao banheiro tranquilo ou estourar um Caramuru 3 tiros em direção ao vizinho secador. Era muito evidente que o Imortal (risos de claque de programa humorístico) tava mortinho. Só faltava enterrar.

Foto: Mídia Bahia

Já o 2º tempo foi diferente. O Flamengo, provavelmente incentivado pelas furiosas catilinárias do Mister no vestiário, entrou com fogo no rabo e em 30 segundos Gabriel já tinha feito um golaço de canhota pra consignar 2 x 0. Que marcou o início do passeio e também o fim definitivo da verve renightiana.

Nessa hora deu pra ver direitinho os gremistas mais precavidos começado a abandonar o Maracanã. Segundo Lupicínio, eles vão a pé onde o Grêmio estiver. Dava até pra imaginar os infelizes se antecipando pra acompanhar com passo arrastado o Imortal (é ironia, gente) na sua longa caminhada rumo à casa do caralho. Vão ter bastante tempo pra chorar esse defunto.

E esses tricolores fizeram muito bem em dar linha na pipa mais cedo. Em menos de 10 minutos Gabriel fez seu 2º gol, um pênalti daqueles tão evidentes que Daronco, Vuaden et caterva jamais dariam, mas que o juiz argentino apitou com total convicção e sem nem olhar pro monitor do VAR. O que até então parecia ser apenas um passeio meio chato pro Grêmio se transformou rapidamente na versão tijucana do Massacre da Serra Elétrica.

Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

O Flamengo oprimia, não dava espaços, não deixava os gaúchos sequer tocarem na bola. O Imortal (epíteto compartilhado com meu ovo) estava sendo triturado sem a menor cerimônia. A arquibancada apinhada de gente bem vestida, elegante e sincera era um mar vermelho e preto onde um Leviatã indomável emergia, resfolegava e rugia num frêmito hipnótico e assustador. Não se pode culpar os gremistas por se amedrontarem, quando os bares do Maraca fazem promoção vendendo 2 cervejas a 10 real o flamenguista médio fica meio perigoso mesmo e não é bom ficar de bob por perto.

Visivelmente abalados, os gremistas não queriam mais nada com o jogo, arregaram completamente. O domínio do Flamengo era tão humilhante que a gauchada não tinha disposição nem pra apelar ao violento e desleal jogo de fronteira que usualmente se pratica nas coxilhas que ficam pra lá do Mampituba. Baldando assim todas as minhas esperanças no aparecimento das cenas lamentáveis que conferem um charme vândalo à Libertadores.

Inermes, doidos pra voltar invisíveis pra dentro da barriga da mamãe o quanto antes, os grêmio acabaram deixando o Flamengo escolher como terminar aquele duelo tão desigual. E o Flamengo, sem um pingo de empatia ou sombra de misericórdia, optou por esculachar os farroupilhas. Em campo, a disparidade de intensidade entre as equipes era tão evidente que era possível até corta-la com uma faca.

Foto: Olé

Na beira do gramado, contrastando com a expressão glútea que nublava as feições do outrora verboso Renight, Jorge Jesus, que é igual à mãe do Prince na When Doves Cry (she’s never satisfied) gesticulava apoplético, visivelmente muito puto com a timidez do placar parcial de 3 x 0. Tomado pela ira, o estratego luso de longas cãs conclamava o Flamengo a partir pra cima e não fazer prisioneiros com tamanha ênfase que até eu me levantei da poltrona e fui me colocar no segundo pau a espera de um rebote.

Talvez por puro medo do português os nossos beques foram lá na frente fazer graça e se deram bem. O quarto e o quinto gol saíram em rápida sucessão. Sem desmerecer os dotes ofensivos dos nossos zagueiros, deu a impressão de que o amigo Paulo Vitor nos ajudou um pouquinho nessa festa da uva fora de época.

Foto: O Lance

Só não entendi muito bem por que o Flamengo não aproveitou melhor o momento mão de alface do goleiro deles e chutou mais vezes de fora da área. Se fosse no gol, entrava. Depois os marmanjos não sabem por que tão toda hora sendo comidos no esporro por Jesus. Ora, meus amigos, é evidente que levam esporro porque cometem esses erros infantis. No fundo isso é bom, mostra que o Flamengo pode melhorar, ainda não chegou ao seu apogeu.

Foto: Mídia Bahia

Com 5×0 no placar já não fazia mais tanta diferença um gol a mais ou menos, o Imortal (teu cu) estava aniquilado por pelo menos umas 3 encarnações. O time do Flamengo, tenho certeza que os jogadores vão negar isso até a morte, tirou um pouco o pé pra não estragar o velório. Com exceção do fominha Jorge Jesus, não tinha mais ninguém no Maracanã com fissura de gol. A turba rubro-negra, que não é olho-grande, estava plenamente saciada.

E tinha os mais justos motivos pra essa saciedade. Nos dois jogos pela semi da Libertadores o Flamengo tinha feito 10 gols no Grêmio. 10 gols! 10 gols! 10 gols! Meia dúzia deles valeram e outros 4 foram anulados, surrupiados, subtraídos, metidos ou afanados por vocês sabem quem. Mas quando o seu time faz 10 gols em 2 jogos e volta à final da Libertadores depois de quase duas gerações ausente o torcedor não quer guerra com ninguém. Muito menos com o adversário que já tá todo caquerado. Deu até pena deles (mentira deslavada).

As partidas que o Flamengo jogou contra a gauchada (ambas as duas) são um belo cartão de visita pra chegar na final da Libertadores, seja lá em que capital da Ursal ela venha a ser jogada, com muita moral. É por causa desses 10 gols que Marcelo Gallardo está até agora perplexo, catatônico em frente à TV e ninguém mais dorme no Monumental. Ficamos honrados com a admiração, o treinador argentino nem devia se envergonhar por isso. Em Liverpool, que é tão nosso freguês quanto o River, ninguém tá conseguindo dormir também.

Hasta la victoria siempre!

Mengão Sempre

Fonte: República Paz e Amor

Times do Amapá jogam contra a homofobia nos estádios

Quem pôde acompanhar os jogos das últimas temporadas dos campeonatos promovidos pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), viu que um novo passo em grupo foi incluído no ritual de início das partidas. Não se trata de superstições e orações pedindo pela vitória, mas sim, de uma manifestação por respeito nas torcidas.

Graças à resolução 001/2019 do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TJD/AP), os jogadores mostraram que antes da disputa entre adversários, vem o respeito ao próximo, dentro e fora do campo. Uma faixa contra homofobia foi o instrumento utilizado para mostrar aos torcedores que nossos desportistas jogam, antes de tudo, contra todo tipo de preconceito.

A campanha contra homofobia é resultado de acordos entre os clubes e o TJD/AP, para compensar penas e multas de faltas cometidas no decorrer dos jogos.

Arthur Lobo, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá, explica que esse movimento de conversão de penas começou em 2017, quando o TJD/AP passou a adotar essa possibilidade prevista no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

“O código desportivo prevê a conversão de pena em medidas de interesse social. Muitas vezes, os clubes não tem dinheiro para arcar com as multas, e até 50% das penas podem ser convertidas. Sendo assim, iniciamos esse movimento de responsabilidade social que já trouxe temas como violência contra mulher, racismo e, este ano, a homofobia para o campo”, disse.

As conversões iniciaram em 2017 e desde então, também foram efetivadas campanhas de doações de sangue, fraudas geriátricas e cestas básicas como forma de conversão de penas ou execuções de transações disciplinares para os clubes punidos.

O presidente da FAF, Netto Góes, defende que o respeito vem antes de qualquer rivalidade. “Não apoiamos em nenhuma situação que palavras de incentivo esportivo na torcida deem espaço para gritos preconceituosos. Nossas campanhas são por um futebol livre de intolerância”, disse.

No Brasil

Em agosto desse ano, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva emitiu um ofício para clubes e federações do futebol brasileiro contra os casos de homofobia nas competições nacionais. A nota, assinada pelo procurador geral Felipe Bevilacqua, foi embasada em decisões recentes do Superior Tribunal Federal e da Fifa, que visam defender a diversidade na sociedade – e também dentro dos estádios.

Comunicação FAF

Disputa entre Mazagão e Santana abre os jogos das quartas de final do Intermunicipal

Começa nesta quarta-feira, 16, a rodada das quartas de final do Campeonato Intermunicipal 2019, realizado pela Federação Amapaense de Futebol (FAF). Oito times chegaram à essa fase do campeonato e o primeiro jogo entre as ligas de Mazagão e Santana acontece no Estádio Aluizio Videira, em Mazagão. Na partida de volta, que será realizada no sábado, 19, os times jogam em solo santanense, no Estádio Augusto Antunes.

A liga de Mazagão voltou ao campeonato com a desclassificação da liga de Pedra Branca, penalizada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá por não entrar em campo com todos os jogadores regularizados conforme determinação da CBF.

Próximas partidas

Os jogos da Chave F, entre Pracuúba e Calçoene, acontecem nos dias 23/10 (ida) e 26/10 (volta) nas próprias localidades sedes.

Pela Chave G, Porto Grande e Mangueirão se enfrentam nos dias 29/10 e 01/11, com partidas nos Estádios Augusto Antunes e C.Brito, em Santana e Porto Grande, respectivamente.

Os últimos jogos da rodada acontecem dias 06/11 e 09/11, entre Amapá e Cutias, nas próprias localidades sedes.

Os primeiros cruzamentos das semifinais estão marcados para começar dia 13/11 com local a definir. A final do Intermunicipal 2019 deve acontecer no dia 07 de dezembro, conforme planejamento da FAF.

Comunicação FAF
Marcelle Nunes

FAF aguarda julgamento de recursos para continuação do Intermunicipal 2019

O Campeonato Intermunicipal, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), continua suspenso enquanto o Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TJDAP) julga os recursos das ligas penalizadas por entrarem em campo com jogadores não regularizados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Em sessão de quarta-feira, 02, o TJDAP julgou procedente penalizar as ligas de Cutias, Pracuúba, Serra do Navio e Pedra Branca com a perda de quatro pontos na tabela. Com a decisão, as classificadas Cutias e Pracuuba, que tinham sete pontos, ficaram com três e Pedra Branca, que vinha com quatro pontos, perdeu tudo e foi automaticamente impedida de seguir para as quartas de final do campeonato. A desclassificação de Pedra Branca, classifica Mazagão, com dois pontos.

Recursos de jogos

A liga de Pedra Branca recorreu da punição ao TJDAP, e Laranjal do Jari ingressou com impugnação da partida jogada contra o Mangueirão no dia 28 de setembro.

Os recursos podem vir a conceder nova pontuação para os times, trazendo Pedra Branca e Laranjal de volta à competição.

Campo

A liga de Porto Grande também aguarda julgamento para saber se perde o mando de campo, já que foi penalizada por mau comportamento da torcida no último jogo no município. Caso o TJDAP decida manter a penalidade, o jogo terá que acontecer em outra sede, a ser definida posteriormente.

A sessão de julgamento das ações pendentes acontece na próxima quinta-feira, 10, a partir das 19:00, no Tribunal da Justiça Desportiva. Até que a Corte se reúna, a FAF aguarda para retomar o campeonato.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF