19 anos do gol do Petkovic (minha crônica sobre um dos momentos mais felizes da vida de todos os flamenguistas)

Em 27 de maio de 2001, há exatos 19 anos, um gol inesquecível. Eu estava no antigo apartamento do Adriano e Silvana, meus primos. Assistíamos a final do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, juntamente com o amigo Aílton. Aquele dia tem um valor especial na vida dos milhões de flamenguistas no mundo.

O Vasco tinha ganhado o primeiro jogo por 2×1, o Flamengo precisaria vencer por dois gols de diferença para levar o título da competição.

Edílson abriu o placar pro nosso time e Juninho Paulista empatou pro Vasco. Acabou o primeiro tempo. Na segunda etapa da partida, o “Capetinha” meteu mais um. Mas o Mengão ainda estava em desvantagem, pois precisava vencer pela diferença de dois gols.

A torcida do Vasco já comemorava nas arquibancadas. Já eram 43 minutos do segundo tempo. Aí Edílson sofreu falta na intermediária, só que o gol de Hélton não tava tão perto. Petkovic arrumou a bola, deu três passos para trás e respirou fundo.

Bateu forte, colocado e com a precisão cirúrgica que lhe era peculiar. A batida foi perfeita. A bola pegou efeito e saiu do alcance do goleiro Helton. Aliás, o goleiro bem que tentou, saltou alto e se esticou todo, mas a defesa não foi possível. Nem dois goleiros ali embaixo daquela trave evitariam o gol quase sobrenatural. Foi lá onde “a coruja dorme”, no canto superior esquerdo da rede. Naquele momento, vibrei, quase choro, ri e me senti o cara mais feliz do mundo. Coisa de quem ama o futebol, sobretudo, o Flamengo.

Épico e eternamente na memória e coração dos torcedores dos rubro-negros, 3 a 1, porra! Era o tricampeonato carioca ao Rubro-Negro. A gente correu pra Praça Zagury, agora Beira-Rio, bebemos logo pelos três títulos consecutivos. Naquela noite, vi um amigo virar a casaca, tirou a camisa vascaína e vestiu o manto sagrado Rubro-Negro. Ele, o Frank Bitencourt, disse que tinha cansado de sofrer. Até hoje é possível vê-lo em algum bar durante as transmissões dos jogos do Flamengo.

Há alguns anos, Petkovic foi convidado pelo Globo Esporte para bater a falta novamente, do mesmo local. Adivinhem? O sérvio colocou a bola do mesmo jeito, no mesmo lugar. Ah, gringo foda da porra! Não à toa, é um dos maiores ídolos da era atual do Flamengo. Uma lenda viva, já que se tornou o jogador estrangeiro mais decisivo da história do clube e talvez até do futebol nacional.

Desde então, já se passaram 19 anos. Assim como a vida, o futebol é feito de ciclos. Mas é sempre bom lembrar dos momentos felizes e foi o que ocorreu.

“Nóis” é Mengão até depois de morrer e hoje é o atual campeão brasileiro e da Libertadores da América. Ou seja, o melhor time do Brasil, da América e um dos melhores do mundo!

Ao Petkovic, autor daquela obra-prima que ficará marcada para sempre na minha memória e coração, nossos milhões de obrigados!

Elton Tavares

Com apoio do Internacional, Bira prepara volta ao RS para tratamento contra o câncer (saúde para o nosso artilheiro)

Bira Campeão Brasileiro pelo Internacional — Foto: Arquivo/GE-AP

Por Rodrigo Juarez

Um dos maiores mones da história do futebol amapaense, Ubiratan do Espírito Santo, “Bira”, campeão brasileiro invicto com o Internacional de Porto Alegre-RS, em 1979, completou nesta quarta-feira (20), 65 anos de vida. Uma vida regada a gols, vitórias e conquistas, pelos vários clubes que passou a longo da carreiro.

Foto: site Memória do Inter

Bira, que também fez história com a camisa do Remo-PA, nos últimos anos vem travando uma luta intensa contra um câncer no fígado. E a próxima parada para realização do tratamento será Porto Alegre, para onde viajará no dia 29 de abril. O craque retorna a terra onde se consagrou nacionalmente no futebol, totalmente amparado pelo Inter que vai custear os exames e tratamento do craque enquanto ele estiver no Rio Grande do Sul.

Inter campeão brasileiro 1979 — Foto: Bira Espírito Santo/Arquivo Pessoal

– Os jogadores que atuaram comigo na conquista do Brasileiro de 79 e os dirigentes atuais se reuniram e resolveram me ajudar neste momento. Sou grato pela atitude e sempre serei a estes eternos amigos e ao clube que sempre me tratou muito bem – destaca Bira, que atuou no ataque do Inter ao lado do eterno capitão colorado, Falcão.

Remo homenageando Bira durante uma partida do Parazão — Foto: Bira Espírito Santo/Arquivo Pessoal

Em fevereiro deste ano Bira foi homenageado pelo Clube do Remo. Ele esteve em Belém para realizar exames e uma parte do tratamento contra o câncer.

CARREIRA

Bira – Foto: Camisa 33 ( no Facebook)

A carreira no futebol de Bira teve inicio no Esporte Clube Macapá, onde ainda jovem, vieram as primeiras conquistas. Foi campeão amapaense na era amadora e invicto do antigo Copão da Amazônia, competição que reunia as principais equipes da região Norte do país.

Centroavante “matador” fez Bira se destacar e aos 18 anos ser contratado, pelo Paysandu-PA, onde sagrar-se campeão paraense de 1976. A conquista chamou atenção do Clube do Remo, que não mediu esforços para tirar o jogador do rival e garantir ele no comando do ataque. Com a camisa do Remo, Bira levou o Leão a conquista do tricampeonato paraense nos anos de 1977, 1978 e 1979, no último sendo o artilheiro do campeonato com 32 gols, marca que até hoje, em mais de 100 anos do Parazão, não foi batida.

Bira Campeão Brasileiro pelo Internacional — Foto: Jonhwene Silva/GE-AP

Ainda em 79, Bira chegou ao Sul contratado pelo Internacional. Lá se consagrou ao lado de craques como Falcão, Mário Sérgio e Mauro Galvão, ao conquistar o Campeonato Brasileiro de forma invicta.

O craque amapaense também teve passagens destacadas por clubes como: Atlético-MG, onde foi campeão estadual. Juventus-SP, campeão da Taça de Prata, antiga segunda divisão do Brasileirão e Náutico-PE, onde ajudou a quebrar um jejum de 10 anos do clube ao conquistar o Campeonato Pernambucano.

Bira, antes de pendurar as chuteiras jogou ainda no Remo (segunda passagem), Novo Hamburgo-RS, Brasil de Pelotas-RS, Aimoré de São Leopoldo-RS, Tiradentes-PA e encerrou a carreira no Vila Nova, de Castanhal, no Pará.

Fonte: GloboEsporte.Com

Eu e Bira, em um encontro de trabalho quando ele era administrador do Estádio Zerão, em 2011. Saúde para o amigo artilheiro!

Pego carona na matéria do Rodrigo Juarez para desejar que Bira fique logo bem. O artilheiro era amigo do meu saudoso pai, Zé Penha. Gosto pra caramba do Bira. Tive o prazer de conviver com ele em um período da minha vida, entre 2004 e 2009.

Saúde pra ti, amigo!

Elton Tavares

FAF defende que o vencedor do campeonato profissional seja escolhido em campo, após quarentena

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) se posiciona a favor do retorno do campeonato profissional quando o cenário dos contágios de coronavírus for favorável no Amapá. A FAF defende que o campeão da competição deva ser vencedor em campo.

As discussões sobre o retorno dos jogos têm sido debatidas em videoconferências semanais promovidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e nas quais o Amapá está presente.

O planejamento da CBF era que o clubes nacionais retornassem das férias na segunda quinzena de maio para retomada dos jogos, o que não deve se concretizar diante da realidade vivida em todo Brasil.

Segundo o presidente da FAF, o calendário pode ser adequado até dezembro, o importante agora é a segurança de todos diante do aumento de números de casos. “Temos nos posicionado favoráveis à volta do campeonato para escolha de um campeão em campo, mas não agora, diante do cenário no Amapá. Temos discutido isso com a CBF e já avaliamos que se for preciso, outras competições como Amapazinho e Não Profissional poderão ser canceladas esse ano para dar espaço para o profissional quando for possível retornar”, explicou Netto Góes.

O Campeonato Amapaense de Futebol Profissional foi interrompido faltando um mês para terminar, e segundo o acordo da FAF com os clubes quando tudo foi suspenso, para o seu retorno, será dado um mês para treinos e preparação. Sendo assim, o campeonato poderá retornar até novembro, se o cenário de saúde mundial permitir.

Planejamento

Mesmo com o retorno sem data confirmada, a FAF já se prepara para adequar os protocolos da CBF à realidade do Amapá, com abertura gradativa de portões, monitoramento de controle semanal da saúde dos atletas e espaçamento de datas para partidas.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Hoje é o Dia do Goleiro – meu saudoso pai foi/é o meu goleiro preferido

No Brasil, em 26 de abril é comemorado como o Dia do Goleiro. A data foi criada há quase 40 anos para fazer uma homenagem para aqueles atletas que por muitas vezes não tem o reconhecimento devido do seu trabalho. A ideia foi do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, que eram professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, e começou a ser comemorada a partir da metade dos anos 70, segundo relata Paulo Guilherme, jornalista que escreveu o livro “Goleiros – Heróis e anti-heróis da camisa 1”.

Como eu já disse aqui, por diversas vezes, amo futebol. Goleiro é posição maldita do esporte bretão (chamado assim por ter sido inventado na Grã-Bretanha). Meu saudoso e maravilhoso pai, José Penha Tavares, era goleiro. Posso afirmar, sem paixão (talvez com um pouquinho dela), que ele foi muito bom.

Papai agarrou pelos times amapaenses (quando o futebol aqui era amador) do São José e Ypiranga Clube. Também foi amigo de um monte de conhecidos boleiros locais. Infelizmente, meu amigo Leonai Garcia (que também já virou saudade), esqueceu-se dele no seu livro “Bola da Seringa”.

Quando moleque, acompanhei papai em centenas de peladas. Torcia e sofria quando ele levava gols, principalmente quando falhava. Aprendi a admirar goleiros com ele. Lembro bem de expressões como: “Olha essa ponte!”, “Que defesa, catou legal!” ou algo assim, bons tempos aqueles.

Bem que tentei jogar em todas as posições, inclusive o gol (sempre era o último a ser escolhido), mas nunca consegui me destacar pela bola, mesmo antes de engordar. Não sei se as crianças de hoje ainda escolhem o pior dos meninos (ou meninas) para agarrar, aquilo é bullying (risos). Digo isso com conhecimento de causa.

Quando me refiro ao goleiro como “posição maldita”, falo de uma série de injustiças que vi goleiros sofrerem ao longo dos meus 43 anos, mas uma é mais marcante: a crucificação do arqueiro Barbosa, da seleção de 1950. Há alguns anos, assisti a um documentário sobre a derrota para o Uruguai na final daquele mundial. Aquele homem foi estigmatizado até o fim de sua vida.

Em 2010, durante uma entrevista, Zico (não preciso dizer quem é, né?) declarou que o Barbosa, no fim da vida, disse a ele: “desculpe, mas gostei de ver você perder aquele pênalti em 1986, pelo menos me esqueceram um pouquinho”. Imaginem como o velho goleiro sofria pela falha de 1950? É a maldição do goleiro.

Vi grandes goleiros jogarem. Raçudos e classudos, voadores, pegadores de pênaltis. Foram tantos que é difícil enumerar, mas lembro bem do Buffon, Gilmar, Taffarel, Raul, Dida, entre tantos outros arqueiros que nos encantaram com a segurança debaixo da trave. Mas para mim, meu pai foi o melhor de todos eles.

Este texto é uma homenagem aos goleiros profissionais e peladeiros, que se machucam em saltos destemidos, levam chutes meteóricos, além de divididas violentas. Em especial ao meu pai, meu goleiro preferido para sempre. Amo-te, Zé Penha. Um beijo pra ti, aí nas estrelas!

Elton Tavares

Clubes amapaenses que disputam campeonatos nacionais recebem ajuda financeira da CBF

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) recebeu na tarde desta quarta-feira, 08, os representantes do Santos-AP, Ypiranga e Oratório para comunicar o repasse de recursos enviados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos clubes que disputam competições de nível nacional. Santos e Ypiranga estão na Série D do Brasileirão e Oratório está na Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino.

Os valores da ajuda enviada são R$120 mil para o Santos, R$120 mil para o Ypiranga e R$ 50 mil para o Oratório.

Segundo a entidade, o valor destinado por clube é equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas de cada uma dessas divisões, segundo dados apurados no sistema de registro de contratos da CBF.

“Vivemos um momento inédito, de crise mundial, cuja extensão e consequências ainda não podem ser calculadas. É necessário, portanto, agir com critério e responsabilidade. O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas”, afirma o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

O repasse é a título de doação, para minimizar as dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus. Serão beneficiados 140 clubes, em uma ação realizada pela CBF com o apoio das Federações Estaduais. O objetivo é colaborar para que esses clubes possam cumprir seus compromissos com os jogadores e jogadoras durante o período de paralisação do futebol.

Para Netto Góes, o apoio dado pela CBF permite que o futebol profissional do Amapá permaneça de pé a espera pelo fim da pandemia. “Sabemos que o mundo parou para lutar contra o coronavírus e enquanto esperamos que o Amapá passe por essa pandemia com as menores sequelas possíveis, mantemos a força que move os desportistas acessa com ações locais virtuais e, agora, com a ajuda financeira destinada pela CBF”, concluiu o presidente da FAF.

(Com informações da CBF)
Marcelle Nunes
Ascom FAF

FAF garante pagamento para arbitragem e prestadores de serviços do AP

Nesta quarta-feira, 1, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) recebeu representantes da arbitragem do Amapá para atualização do pagamento dos profissionais que atuam nos jogos realizados pela entidade. A quitação de débitos também se estende aos prestadores de serviços como gandulas, maqueiros, auxiliares e fornecedores de material esportivo.

O representante do sindicato dos árbitros, Carlos Lima, explica que mesmo em meio à crise que o país atravessa, a FAF procurou alternativas para pagar a todos e garantir a esses profissionais maneiras de se manter enquanto a sociedade cumpre o isolamento social orientado pelo Ministério da Saúde.

A Federação Amapaense possui 120 árbitros em seu quadro fixo e o pagamento por jogo varia a cada competição, podendo chegar a R$500 por partida para os árbitros centrais. A FAF destinou R$ 50 mil na atualização da folha de pagamento dos profissionais que atuam no futebol local.

Esse dinheiro, segundo a diretora da Comissão de Arbitragem do Amapá, Marilene Matta, é de direito desses colaboradores e a FAF cumpre seu dever mais uma vez. “Dever cumprido não só como entidade mantenedora, mas como federação preocupada com a sociedade e a crise que se enfrenta em todo mundo em tempos de pandemia”, disse.

Para a árbitra Patrícia Ferreira, é um momento delicado e o pagamento vem em auxílio a esses trabalhadores do esporte.

“Sabemos que o mundo está em crise, que muitos estão sem trabalhar neste momento e que não é fácil para muitos que dependem do futebol, direta ou indiretamente. Como árbitra, pensei muito nos meus colegas, como estariam enfrentando este momento, já que muitos dependem exclusivamente desta profissão. A notícia do pagamento foi uma luz. Grata pela FAF por ter pensado na arbitragem neste período em que estamos”, concluiu.

Outras medidas

Seguindo a orientação da Organização Mundial de Saúde na prevenção a Covid-19, desde o 19 de março, todos os campeonatos e jogos realizados pela Federação foram suspensos e neste dia 1º de abril, a diretoria da FAF aprovou férias coletivas de 30 dias para todos os funcionários que atuam na sede da entidade e que já vinham exercendo suas atividades remotamente.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Mogi Mirim, 92/93: A glória eterna do Carrossel Caipira – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Ah, o futebol! Para alguns insensatos seres, um esporte. Para incautos de coração triste, “só um jogo”. Mal sabem eles que o futebol respira, ama; tem paixão nas veias. Futebol é sangue, é vontade! Talvez a mais humana das invenções. Abençoada por deuses que, por vez ou outra, aprontam das suas.

E foi assim que se deu essa história…

Entre 1992/93, o Mogi Mirim Esporte Clube assombrou os grandes de São Paulo que ousaram atravessar seu caminho. Um mal falado esquema tático, o famigerado 3-5-2, bolado pela cabeça de um certo Oswaldo Alvarez, hoje muito conhecido como Vadão.

O Sapo, com seu traje branco e vermelho, colocava os adversários para rodar, e via tal comparação com fantástica Holanda de 74. Estava vivo o Carrossel Caipira, onde nenhum jogador guardava posição.

A velocidade do time parecia ser surreal, e a cadência do jogo era ditada de forma que o Mogi sabia o momento certo de apunhalar sua vítima. O time não ganhava jogos, ele construía vitórias.

Fazendo de sua casa – o charmoso Vail Chaves – um verdadeiro alçapão, onde a emoção e o orgulho interiorano eram as marcas principais. O Mogi, para os clubes da capital, era o “Terror do Interior”.

A formula do “bom, bonito e barato” foi a farinha que deu início ao bolo. Apostando na prata da casa, em contrações de clubes menos badalados no cenário nacional e em jogadores sem espaço em suas grandes equipes, o Mogi fez história.

No gol, estava Mauri; Polaco, Admilson, Ildo, Marcão e Luiz Carlos Guarnieri completavam a defesa.

Na meia, onde corre o talento, encontravam se Capone, Fernando, Luiz Simplício, Lelís, Chiquinho e Valber.

No ataque, Leto, Rivaldo e Sandro Gaúcho eram os responsáveis por balançar as redes dos incautos adversários. Essa era a base do time.

O time jogava por música, e tudo dava certo. Em grande fase, os caras aprontaram pra cima do já todo-poderoso Palmeiras. Os dólares lácteos da Parmalat não foram páreo para o talento interiorano do Mogi: vitória histórica por 2×1 em pleno Parque Antártica.

Os três zagueiros, os alas em linha com os meias e a dupla de ataque deixavam muito desconfiados os amantes da bola – mas as críticas não abalaram o time que se sagrou campeão da copa “90 anos da Federação”; foi líder do grupo B do campeonato Paulista e quase chegou as finais em 1992. Vítima do regulamento em 1993, foi o clube que menos perdeu, mas mesmo assim ficou de fora da segunda fase – coisas do futebol.

Foi finalista do “Torneio João Havelange” – um pequeno Rio-São Paulo – eliminando o Timão e vendendo cara a final nos pênaltis para o Vasco da Gama. Venceu o torneio “Ricardo Teixeira”, em uma final contra o Bangu que lhe garantiu na série B de 1994.

A viagem deste fantástico time acabou no meio de 1993, pelas razões de sempre que acompanham a sina dos clubes do interior.

Os destaques:

Admilson: lateral que sabia jogar, fazia com o que a pelota chegasse livre ao ataque; Capone: campeão da Copa do Brasil pelo Juventude, campeão da Copa da UEFA e supercopa da UEFA pelo Galatasaray; Valber era o talento em estado bruto do time, o craque. Leto: atacante clássico – era o cheiro do gol. Rivaldo: o melhor do Mundo, o dez do pentacampeonato. Sandro Gaúcho: calou um Maracanã inteiro, com dois tentos pelo Ramalhão.

Mas fica na memória de quem os viu jogar juntos, um futebol vistoso, suave; um verdadeiro espetáculo, onde só os Deuses da bola poderiam colocar tanto talento em um clube só.

Os que presenciaram, aplaudiram de pé as apresentações do Carrossel e sem dúvida alguma fica na memória dos amantes do futebol esse belo exemplar de plantel.

Que nunca seja esquecida a história do Mogi Mirim, o lábaro alvirrubro há de tremular novamente no caminho das vitórias.

*Marcelo Guido é Jornalista. Pai da Lanna Guido e do Bento Guido. Maridão da Bia.

Santana enfrenta Ypiranga nesta quinta-feira no Campeonato de Futebol Profissional

O Canário Milionário é o mandante de campo na partida contra o Time da Torre desta quinta-feira, 19, às 17h, no Zerão. Por determinação da diretoria da Federação Amapaense de Futebol (FAF), em acordo com os clubes participantes do Campeonato Amapaense de Futebol, os portões do estádio continuarão fechados para a torcida, e, em campo, não passará de 100 o número de envolvidos no jogo.

O confronto entre Santana e Ypiranga é a segunda partida da rodada, que começou com placar de 3 X 2 para o Santos contra o Trem, nesta segunda-feira, 16. Apesar de fechado para a torcida, o jogo de abertura já teve mais de nove mil acessos nas plataformas digitais da Federação.

Todo o jogo desta quinta-feira, 19, será transmitido pela FAF TV, através do aplicativo MyCujoo no link https://mycujoo.tv/view/event/94817?src=CPT_EL

As transmissões contam com narração de Fran Tavares, comentaristas convidados e espaço para interação com os telespectadores.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

FAF anuncia jogos com portões fechados no Campeonato Profissional do Amapá

A Federação Amapaense de Futebol (FAF), após reunião com os seis clubes que participam do Campeonato Amapaense de Futebol Profissional, determinou nesta segunda-feira, 16, que os jogos da temporada aconteçam com os portões fechados para torcedores no Estádio Zerão. A decisão acata uma medida da Prefeitura de Macapá, que suspendeu eventos de grandes aglomerações na capital durante o período para evitar contaminações com o novo coronavírus.

Em acordo com o clubes, a FAF determinou que seja respeitado o número máximo de 100 pessoas no estádio durante os jogos, contando atletas, equipes técnicas e imprensa.

A limitação segue por tempo indeterminado e a diretoria da Federação ainda discute a necessidade posterior de alteração de datas na tabela.

“Enquanto não temos nenhum caso confirmado, seguimos cautelosos com a saúde coletiva, mas não vamos suspender o campeonato ainda. Os portões serão fechados para a torcida, mas as transmissões ao vivo serão mantidas pelo canal da FAF TV”, explicou Netto Góes, presidente da FAF.

Transmissões

Todas as partidas do Campeonato Profissional estão sendo transmitidas ao vivo pela FAF TV no link mycujoo.tv/fafap e podem ser acessadas em todas as redes sociais da Federação.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

No mês de março, torcedoras terão acesso gratuito aos jogos do Campeonato Profissional do Amapá

Março é o mês dedicado às mulheres e à busca por direitos e respeito na sociedade. Para fomentar a luta por essa causa, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) e os clubes profissionais do Amapá decidiram liberar o acesso de todas as torcedoras ao Estádio Zerão durante os jogos do Campeonato Amapaense de Futebol Profissional que acontecem até o fim do mês.

O campeonato está em sua primeira rodada e reúne seis clubes profissionais. O terceiro jogo da disputa acontece neste sábado, 14, com confronto entre Ypiranga e Macapá, às 18h.

Além de demonstrar apoio às causas de luta das mulheres e repúdio à violência e ao feminicídio, a iniciativa da gratuidade quer também estimular a presença de torcedoras no estádio. A entrada para elas será liberada durante todo o mês de março.

Para o público em geral, as entradas para as partidas custam R$10 inteira e R$5 meia e são vendidas na bilheteria do Zerão. Os jogos também estão sendo transmitidos ao vivo pela FAF TV no aplicativo MyCujoo.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato Profissional: Trem enfrenta São Paulo nesta quinta-feira

O Campeonato Amapaense de Futebol Profissional segue para o segundo confronto. Dessa vez, Trem Desportivo Clube joga com São Paulo – AP ainda na primeira rodada de classificação. A partida acontece na quinta-feira, 12, às 20h no Estádio Zerão.

O campeonato começou na última segunda-feira, 09, e levou ao estádio 330 torcedores do Santos –AP e do Santana Esporte Clube. No canal da FAF TV, 2.453 pessoas já acessaram a partida online.

Primeiro jogo

O Canário Milionário saiu na frente com o gol marcado antes dos primeiros cinco minutos de partida pelo camisa 11, Davison. Aos 34 e aos 36 minutos do primeiro tempos, Preto Barcarena e Batata viraram o jogo para o Peixe da Amazônia, que teve seu terceiro gol marcado por Denilson, aos 30 minutos do segundo tempo.

O Campeonato Profissional é a competição mais tradicional promovida pela Federação Amapaense de Futebol e todas as partidas são transmitidas ao vivo pela FAF TV, no canal online do aplicativa MyCujoo.

Na página da FAF TV no aplicativo (https://mycujoo.tv/en/video/fafap ), é possível acessar o link de todos os jogos das fases classificatórias do campeonato e assistir todos as partidas já transmitidas, com melhores momentos e gols destacados.

Os ingressos dos jogos são vendidos na bilheteria do estádio no valor de R$10 inteira e R$5 reais meia.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato Amapaense de Futebol Profissional começa na próxima segunda-feira, 9

Seis clubes disputam o Campeonato Amapaense de Futebol Profissional desse ano, que inicia na próxima segunda-feira, 09, com jogo às 20h entre Santos e Santana no Estádio Zerão.

Após o jogo de estreia, na quinta-feira, 12, é a vez de Trem e São Paulo se enfrentarem no estádio do meio do mundo. Ao todo, o campeonato terá 21 jogos e os clubes participantes são Esporte Clube Macapá, Trem Desportivo Clube, Santana Esporte Clube, São Paulo –AP, Ypiranga Clube e o atual campeão, Santos – AP.

O campeonato é a mais tradicional disputa promovida pela Federação Amapaense de Futebol (FAF) para os clubes profissionais do estado. Segundo a tabela, serão cinco rodadas classificatórias antes das semifinais, marcadas para iniciar na segunda quinzena de abril.

Todos os jogos serão transmitidos ao vivo pela FAF TV, na plataforma online do aplicativo MyCujoo, no endereço https://mycujoo.tv/en/regional/federacao-amapaense-de-futebol-rnhpfj

Para os torcedores que forem ao estádio assistir às partidas, os ingressos serão vendidos na bilheteria no valor R$10 inteira e R$5 meia.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Justiça suspende final do sub-17 marcada para amanhã

A grande final do Campeonato Amapaense de Futebol sub-17 entre Santos- AP e Trem Desportivo Clube não acontecerá mais nesta sexta-feira, 06. A decisão de suspensão é do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TDJ/AP) e foi notificada na tarde desta quinta-feira, 05.

O jogo está suspenso até que a Corte julgue o recurso impetrado pelo Oratório Recreativo Clube, que foi rebaixado após decisão do TJD/AP que o puniu após jogo contra o Trem no dia 13/02.

A punição contra o Oratório foi resultado de denúncia que aponta irregularidade na inscrição de jogadores no Boletim Informativo Diário (BID), como exige o regulamento do campeonato e as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

A nova decisão do TDJ/AP também determina que a Federação Amapaense de Futebol (FAF) não homologue o resultado do jogo da semifinal do dia 03/03, onde o Trem Desportivo Clube se classificou para final por 1 a 0 contra o São Paulo.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

FAF marca semifinais do sub-17 para próxima terça-feira, 03

Em resolução divulgada nesta sexta-feira, 28, a Federação Amapaense de Futebol marcou os dois jogos das semifinais do Campeonato Amapaense de Futebol sub-17 para a próxima terça-feira, 03, no estádio Zerão. Os semifinalistas são, por ordem de classificação de pontos, Trem, Santos, Macapá e São Paulo.

Os jogos da terça-feira iniciam às 18h com o confronto entre Trem e São Paulo, em seguida entram em campo Santos e Macapá. As duas partidas serão transmitidas ao vivo pela FAF TV através da plataforma MyCujoo.

Caso Oratório

O Oratório Recreativo Clube foi rebaixado após decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/AP) que o puniu após jogo contra o Trem no dia 13/02.

A denúncia contra o Oratório aponta que o clube entrou em campo sem escalação prévia de seus jogadores e com um de seus componentes irregular. O jogador Fernando Pinheiro não teria se credenciado no Boletim Informativo Diário (BID) em tempo hábil, como exige o regulamento do campeonato e as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em sessão realizada nesta quinta-feira, 27, o TJD/AP emitiu decisão desfavorável ao clube denunciado e o puniu com a perda de três pontos da tabela além dos pontos obtidos na partida citada. Com o parecer judicial, o Oratório passou a ter seis pontos e caiu de quarto para quinto lugar na classificação, ficando fora das semifinais.

O clube ainda pode recorrer, mas a data dos jogos já foi planejada para organização da estrutura, como explica Manoel Figueira, diretor- técnico da FAF: “Estamos às portas do campeonato profissional, já nos preparamos para a finalização do sub-17, por isso já temos nossas datas definidas. Qualquer mudança só será realizada com nova decisão de efeito suspensivo emitida pelo TJD, até lá, seguimos com nosso planejamento”, finalizou o diretor.

Marcelle Nunes
Assessoria de comunicação da FAF