O Escafandro e a Borboleta (resenha bacana do Lúcio sobre um filmaço)

 

Por Lúcio Costa Leite

Alguns filmes são experiências tão pessoais quanto desconcertantes, são diálogos e cenas que parecem, diametralmente, feitos e escritos como se propositalmente quisessem nos atingir. Esse é o caso do filme “O Escafandro e a Borboleta”, produção francesa dirigida por Julian Schnabel, que na época de seu lançamento, recebeu várias premiações.

O filme narra a história real de um editor da revista Elle, Jean-Dominique Bauby, após um derrame cerebral cuja conseqüência principal foi a perda de todos os movimentos do corpo, exceto o do olho esquerdo. O excepcional é que mesmo dentro das limitações físicas imprimidas pelo incidente, o protagonista da história conseguiu ditar um livro usando apenas o movimento do olho.

O filme tinha tudo para ser um drama-doença sobre alguém acometido por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), mas a centra-se nas dificuldades de comunicação do protagonista, fazendo do filme um legítimo ensaio sobre a linguagem, o expressar-se.

O drama é angustiante, mas assinala um aprendizado para a reflexão das paralisias que nos assombram mediante as dificuldades O trecho abaixo é a transcrição de um dos monólogos do filme:

Hoje, sinto que minha vida é uma série de frustrações. Mulheres que não fui capaz de amar. Oportunidades que não soube avaliar. Momentos de felicidade que deixei escapar. Uma corrida cujo resultado eu conhecia de antemão, mas falhei em escolher o vencedor.Tenho sido cego e surdo ou os duros golpes me fizeram descobrir minha verdadeira natureza”.

Meu comentário: Este filme, muito bem descrito pelo meu amigo Lúcio, é uma lição de vida. Com um roteiro firme e sacadas incríveis do protagonista. O longa me fez pensar em quem nos ama de verdade, pois quando Jean-Dominique Bauby estava enfermo, quem se importou com ele foi sua ex esposa e não sua namorada (pivô de sua separação). O filme é lindo, eu recomendo.

Elton Tavares

Assista ao trailer do filme: 

Longa-metragem com Fernanda Vasconcelos e Zezé Motta será gravado no Amapá

Belezas turísticas no Amapá serão exploradas no filme ‘Amanda’ — Foto: Divulgação

Por Jorge Abreu

A partir de 2019, o longa-metragem “Amanda” será gravado no Amapá e vai explorar as belezas turísticas e áreas preservadas, por questões indígenas ou quilombolas. O enredo conta a trajetória de uma paulista envolvida em lutas sociais e o forte engajamento político.

“Amanda” tem a direção do amapaense Célio Cavalcante Filho, com roteiro original escrito por Diogo Mattos e Rodolfo Valente, que também atual nos papéis de Miguel e Eduardo, respectivamente.

A protagonista será a atriz Fernanda Vasconcelos, que já protagonizou as novelas Paginas da Vida, Malhação e Sangue Bom, na TV Globo. Também compõem o elenco Zezé Motta e Fábio Lago.

Segundo o diretor, a proposta é contrastar a realidade dos municípios amapaenses com uma grande metrópole, questionando o que é ser de fato evoluído e o real progresso, trazendo de volta alguns valores que se perderam na época onde se tem tão pouco tempo.

“O filme será rodado na cidade de São Paulo e em, pelo menos, seis municípios do Amapá, sendo 90% do filme se passa no estado. É a oportunidade de mostrar para o mundo um pouco da nossa gente e dos nossos valores, principalmente por estarmos no meio da Floresta Amazônica”, prevê.

Fernanda Vasconcelos, Rodolfo Valente, Fábio Lago e Zezé Motta — Foto: Divulgação

Sinopse

Em meio à crise política, a história quer mostrar um lado dos brasileiros no qual usam como armas as redes sociais e saem para as ruas em protestos na defesa de opiniões e lados, sem ouvir o outro, mas focados em pessoas preocupadas com o bem comum e que respeitam as diferenças.

Com anos de vivência na capital amapaense, Amanda retorna a São Paulo, cidade de origem, para fazer doutorado. Ao reencontrar velhos amigos, ela decide dar uma nova chance ao antigo namorado, Miguel. Ela retoma as lutas sociais e ao forte engajamento político.

Após um trágico acidente, Miguel e Eduardo, irmão da Amanda, partem para o norte do Brasil em busca de saber sobre as experiências da protagonista. No entanto, a viagem se torna o encontro com eles mesmos e antigos ideais, além do contato com o universo desconhecido da Floresta Amazônica, resgatando valores perdidos de um país que ainda pode dar certo.

Produção do filme na Fortaleza de São José, um dos cenários do filme — Foto: Divulgação

Produção

Um pré-levantamento da região para as gravações já chegou a ser feito, mas a pesquisa oficial só inicia a partir de janeiro de 2019. O processo será acompanhado por Célio Cavalcante Filho e o preparador de elenco Christian Duurvoort, responsável pelos filmes “Cidade de Deus”, “Trash” e “Ensaio sobre a cegueira”, com auxílio do produtor Thomé Azevedo.

Mais de 20 atores locais para papéis de linha de frente na história e cerca de 200 figurantes devem participar da obra. A escolha do elenco será através de chamadas públicas de testes. As filmagens estão previstas para acontecer entre junho e agosto do ano que vem. O orçamento do longa é no valor de R$ 4,3 milhões.

O lançamento ainda não tem data oficial definida. Segundo Cavalcante Filho, de imediato no filme e partir para todas as etapas de pós-produção aproveitando a janela dos festivais internacionais que iniciam as inscrições entre outubro do ano que vem e março de 2020. A primeira janela é composta de festivais internacionais, depois os festivais nacionais, e, então, o circuito comercial de cinema.

Fonte: G1 Amapá

Espetáculo no AP terá filme de Charles Chaplin com trilha sonora tocada ao vivo

Por Victor Vidigal

Assistir um filme de Charles Chaplin no teatro, com direito a trilha sonora ao vivo. Essa é a experiência que os macapaneses poderão ter nesta sexta-feira (14), no Teatro das Bacabeiras, no espetáculo audiovisual Cinepiano. A apresentação acontece pela primeira vez em Macapá, às 20h.

A ideia é que o público possa assistir ao clássico “O Garoto”, de 1921, interpretado por Charles Chaplin, acompanhado pela trilha sonora do pianista Tony Berchmans. A partir de músicas de própria autoria, ele busca criar um sincronismo com a narrativa emocional da história.

Pianista Tony Berchmans ficará responsável por tocar a trilha sonora do clássico “O Garoto” — Foto: Paulo Heise/Divulgação

O espetáculo, único do gênero no Brasil, existe desde 2010 e já realizou mais de 120 edições em países como Portugal, Inglaterra, Noruega, Itália e Romênia.

Berchmans, que é o próprio criador do espetáculo, é autor do livro “A Música do Filme – Tudo que você gostaria de saber sobre a música de cinema” e professor de pós-graduação em trilha sonora para cinema e tv.

O Garoto (The Kid, 1921)

O filme conta a história de uma mãe que está deixando um hospital de caridade com o filho recém-nascido. Sem condições de criar, a mãe coloca um bilhete na roupa da criança, pedindo para quem o achar cuide com amor e carinho do bebê. Com isso feito, a mãe deixa a criança no banco de trás de um carro luxuoso.

Serviço:

Cinepiano de Tony Berchmans no Teatro das Bacabeiras
Data: 14 de setembro (sexta-feira)
Local: Teatro das Bacabeiras – Rua Cândido Mendes, 1087 – Macapá
Hora: 20h
Entrada: R$ 40 (inteira) – R$ 20 (meia)
Ingressos: no link

Fonte: G1 Amapá

Circuito Sesc Amazônia das Artes 2018: hoje (15) rola Mostra de Cinema no Sesc Araxá

Nesta quarta-feira (15), a partir das 19h, rolará uma Mostra de Cinema no Sesc Araxá. Serão exibidos os filmes Meninx (PA) – Classificação 16 anos; Pandorga (MA) – Classificação 12 anos; Metempsicose (AC) – Classificação 10 anos; Romana (TO) – Classificação Livre; Carta Sobre o Nosso Lugar (AP) e o Documentário Açaí – O Petróleo do Amapá (AP) – Classificação livre. O evento integra o cronograma do Sesc Amazônia das Artes edição 2018, iniciado no último dia 3 e que irá até o dia 17 de agosto. A entrada será gratuita.

A vasta programação cultural, realizada pelo Sistema Fecomércio, por meio do Sesc Amapá, acolhe o circuito que integra 17 produções culturais de teatro, música, dança, circo, cinema, exposição, oficinas, artes audiovisuais, intercâmbio cultural, com o objetivo de promover e divulgar as produções culturais da região amazônica.

Amazônia das Artes

Pensada como uma estratégia, baseada nas políticas culturais do Sesc, para fomentar a produção artística amazônica e ser mecanismo para a desconstrução de fronteiras geográficas e culturais que dificultam a circulação de obras de arte por esta região, o projeto difunde trabalhos nas linguagens artes visuais, intervenção urbana/performance, artes cênicas, audiovisual, literatura, audiovisual e música. Além das apresentações, os artistas se encontram para compartilhar experiências e técnicas ou para participar das inúmeras oficinas ministradas pelos artistas em circulação para ampliar o contato com o público de onde estiverem. Em 10 anos foram realizadas mais de 1.500 apresentações com 700 artistas dos estados Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Amapá, Tocantins e Piauí.

Serviço:

15/08 – Quarta-feira
Mostra de Cinema
19h – Salão de Eventos Sesc Araxá
Entrada Franca

Assessoria de comunicação do Sesc/AP

Meia-Noite em Paris – (Midnight in Paris)

Hoje assisti novamente o filme “Meia-Noite em Paris”, que foi reprisado pela Rede Globo nesta madrugada. A primeira vez que vi essa obra prima do cinema foi em 2012. Entre todas as coisas muito legais do longa, contextualizei o saudosismo e a insatisfação que Gil Pander (Owen Wilson), o protagonista roteirista conceituado em Hollywood, que almeja se tornar um grande escritor, sente. Além de ser uma viagem literária, as imposições da família da sua noiva, Inez (Rachel McAdams) e a vontade do cara de ser feliz do jeito que ele são coisas muito familiares.

Que o Woody Allen é gênio, todos sabemos. Mas o neste filme, que é uma declaração de amor à Cidade Luz, como é conhecida a capital francesa, ele arrebentou. Apesar de inteligente, o longa não enche o saco com intelectualismo chato. Aliás, possui diálogos simples para uma obra que possui muita cultura em suas conversações.

Como todo ser inquieto que precisa escrever, Gil é da madrugada. Após boas doses de vinho, Ele viaja pelo tempo através de um carro antigo sempre em um ponto de Paris todas as noites. Lá encontra seus ídolos da Literatura e personagens marcantes da Cultura mundial, como Salvador Dali, Pablo Picasso, Cole Porter, F. Scott Fiztgerald e Ernest Hemingway. No filme, Gil anda pelas velhas ruas de Paris, seus locais badalados e frequentados pelas ilustres personalidades dos anos 20.

O escritor encontrar-se com seus ídolos literários e artísticos que já estão mortos, com que debater literatura e arte, além de ter seu livro lido e criticado por Gertrude Stein (Kathy Bates).

Entre os papos legais que rolam no filme, Ernest Hemingway diz a Gil Pander: “Não gosto de textos ruins e quando leio escritos melhores que os meus, sinto inveja e não gosto também”. Paid’égua!

Meia-Noite em Paris nem de longe lembra um enlatado hollywoodiano, nem um romance água com açúcar. Acho que quem gosta de filmes europeus e não assistiu ao longa metragem, vai curtir o filme.

O mais legal na história é que Pander enche o saco de Inez (cheia de vontades e chatices) e de seus pais, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy), que não escondem a antipatia pelo cara. Ele resolve pagar o preço, arrisca e no final dá tudo certo. Tudo por uma vida menos ordinária.

Pander se aventura em uma autorreflexão e consegue resolver suas crises existenciais, além de descolar um novo amor, (afinal, “fazer por merecer” é mais que um ditado, é uma lei da vida). Tudo isso com uma trilha sonora espetacular.Um filme agradável, que faz você pensar que é sempre certo fazer o que lhe aprazia. Não sei qual seria a minha viagem no tempo, mas certamente eu saberia aproveitá-la, afinal, ser escritor é um daqueles sonhos que não envelhecem. Para quem não assistiu, recomendo!

Elton Tavares

Trailer do filme: 

Como Mestre Yoda falar devemos, mas falar assim fácil não será!

Yoda, o grande mestre Jedi, é uma das figuras mais marcantes da cultura pop. Mestre Yoda foi um guerreiro extraordinário da Ordem Jedi mas, acima de tudo, um professor que marcou gerações de fãs da saga. Seus pensamentos filosóficos foram ensinamentos emblemáticos do cinema, e ensinaram muito a Luke e ao público sobre disciplina, dedicação máxima e a Força.

Yoda falava uma versão incomum do Básico. Ele usualmente colocava os verbos (principalmente verbos auxiliares) após o objeto e do sujeito (um formato objeto-sujeito-verbo).

Cheguei à conclusão que seria muito mais prático se falássemos todos como o Yoda, colocando a ideia central – o que interessa – no início da frase, e o sujeito no final. Muito mais simples seria, se todos os Humanos assim falassem. Prática esta ideia irão achar. Resistentes a esta sugestão não devem ser, uma maior compreensão dos assuntos as pessoas iriam atingir.

Exemplos de fala de Yoda:

“Quando 900 anos você tem, ter aparência boa difícil é”.

“Aliada minha é a Força. E poderosa aliada ela é.”

“Por 800 anos treinei eu jedi. A mim decidir cabe quem treinado deve ser. Um Jedi precisa um profundo compromisso ter. A mente mais séria.”

“Iniciada, a Guerra dos Clones está.”

“A tempestade está piorando, temo eu.”

“Em um estado sombrio nós nos encontramos… um pouco mais de conhecimento iluminar nosso caminho pode.”

“O medo é o caminho para o Lado Escuro. O medo leva à raiva, raiva leva ao ódio; ódio leva ao sofrimento. Eu sinto muito medo em você.”

“Gelada, esta cerveja está!”

“Comigo cabreiros eles ficaram.”

Se expressar assim legal é e como Mestre Yoda falar devemos, mas fácil não será!

Estranheza, sentem vocês? Fácil é a adaptação, achar isto vocês irão em breve. Mais divertidas as conversas se tornariam, mais cedo o assunto perceberíamos e reduzida a especulação seria, muitas discussões desnecessárias evitar-se-iam assim. Pensar nisto devem vocês, mais prático, direto e interessante seria, não concordam vocês comigo?

Que a Força esteja conosco!

Clube de Cinema exibe o filme “Fernando”, neste sábado (28), na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Neste sábado (28), às 19h, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, o Clube de Cinema exibirá o filme “Fernando”. A sessão terá entrada franca.

Sinopse

FERNANDO: Misturando realidade e ficção, o professor e artista Fernando, um brasileiro de 74 anos, é provocado a interpretar sua própria vida e rotina. E, mesmo passando por um momento em que sua saúde está gravemente abalada, toca o seu cotidiano e projetos artísticos sem interrupção.

FERNANDO é um dos longas selecionados pela curadoria da Mostra do Filme Livre, inéditos ou com circulação bastante restrita, para melhor aprofundar a discussão sobre as possibilidades do “filme livre” no cinema brasileiro de hoje, destacados pelo seu caráter de exceção e pelo debate que podem gerar. Imperdível!

Assista ao trailer do filme: 

Serviço:

Clube de Cinema exibe o filme Fernando
Data: 28/07/2018 (sábado)
Hora: 19h
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda, localizada na Rua São José, Nº 1.800, centro de Macapá.
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada franca

Cine Rock: neste sábado (28), rola exibição do filme Cobain: Montage of Heck, na Praça da Bandeira

O grupo cultural Liberdade ao Rock promoverá neste sábado (28), a partir das 19h, o “Cine Rock”, na Praça da Bandeira, centro de Macapá. Na ocasião será exibido o filme Cobain: Montage of Heck, que é o documentário sobre o vocalista, guitarrista e compositor Kurt Cobain, líder do Nirvana.

Sinopse de Cobain: Montage of Heck

Com acesso a arquivos pessoais e depoimentos de familiares de Cobain – inclusive com a participação da filha dele com Courtney Love, Frances -, o filme conta do início até a ascensão de sua carreira, apresentando diversas canções, algumas delas inéditas. O retrato íntimo de um artista que raramente se revelou para a mídia.

Assista ao trailer do filme: 

Serviço:

Cine Rock
Exibição do Cobain: Montage of Heck.
Local: Praça da Bandeira, no centro de Macapá
Data: 28/07/2018.
Hora: 19h.
Entrada: franca.
Realização: Liberdade ao Rock

Elton Tavares

Documentário sobre Kurt Cobain, do Nirvana, é exibido em praça de Macapá

Por Carlos Alberto Jr

O Movimento Cultural Liberdade ao Rock promove no sábado (28), às 19h, na Praça da Bandeira, Centro de Macapá, mais uma edição do projeto Cine Rock, com a exibição do documentário “Cobain: Montage of Heck”, que mostra bastidores da vida de Kurt Cobain, líder de uma das bandas mais populares do rock nos anos 90, o Nirvana.

Mesmo 23 anos após a morte de Cobain, o artista ainda inspira diversos músicos e movimentos culturais. Entre eles, o próprio Liberdade Ao Rock, que nasceu da ideologia punk do “faça você mesmo”.

“Mesmo não sendo uma banda necessariamente de punk, o Nirvana seguia esse ideal do ‘faça você mesmo’ e o sucesso do grupo motivou muitos jovens que não se sentiam bons músicos a se arriscarem a fazer o seu som. Até hoje surgem bandas novas fazendo covers do Nirvana, e esse é o impacto da banda para a música”, disse Diego Meireles, vocalista da banda Nova Ordem e membro do Liberdade ao Rock.

Conhecido por produções audiovisuais ligadas ao mundo da música, o documentário é dirigido por Brett Morgen, que reuniu um material inédito com vídeos, fotos e o diário pessoal de Cobain. Ele contou com o apoio da família do artista, incluindo a viúva Courtney Love e a única filha, Frances, que assumiu a produção-executiva do projeto.

Assista ao trailer do filme:

Serviço:

Exibição do filme “Cobain: Montage of Heck”
Dia: 28 de julho (sábado)
Hora: 19h
Local: Praça da Bandeira
Classificação: Livre
Entrada livre

Fonte: G1 Amapá

Açaí: curta-metragem narra a saga de personagem em busca do alimento preferido do amapaense

No meio das ensolaradas ruas do bairro Novo Horizonte, zona norte de Macapá, estão acorrendo as gravações do filme “Açaí”. A produção conta com mais de 30 pessoas no elenco e relata a aventura do personagem Dionlenon, que como todo bom amapaense não dispensa o açaí à mesa.

Vivido pelo ator e contador de histórias Joca Monteiro, o personagem passa por diversos apertos para conseguir levar o alimento para a sua casa. A produção foi selecionada no 1º Edital de Fomento ao Setor Audiovisual do Amapá, para conteúdos inéditos sobre o estado, e tem a coordenação da Produtora de Audiovisual Grafite Comunicação.

A ideia do roteiro inicial veio de alunos da escola Estadual Professora Raimunda dos Passos, bairro Novo Horizonte, durante o ano de 2015, dentro do Festival “Curta o Curta”, iniciativa que busca desenvolver os talentos da comunidade escolar.

A partir de 2017, a Grafite Comunicação iniciou o projeto “Cine Perifa” na instituição,por meio da parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ) oferecendo curso de formação na metodologia do “Inventar com a Diferença” para professores e alunos da Escola sobre audiovisual. Lá a equipe começou a trabalhar a produção que tem previsão para estrear no mês de dezembro, durante a edição deste ano do Festival.

A escola do bairro Novo Horizonte desenvolve todo ano o Festival “Curta o Curta”, sendo também uma iniciativa que busca desenvolver os talentos da comunidade escolar. A estreia do curta está prevista para o mês de dezembro, durante a edição deste ano do Festival.

SINOPSE:

O curta “Açaí” conta a saga de Dionlenon, um homem de 30 anos que está acostumado com a vida que leva ao lado da mãe, com quem mora numa periferia de Macapá. Ele sai em busca de dois litros de açaí para almoçar, mas não conta com uma viagem tão distante assim do seu porto-seguro que é o seu mundo. Uma jornada de herói como todas as outras já contadas, mas a partir da realidade de uma periferia da região norte do Brasil. A predileção pelo açaí, mundialmente conhecido e o prato principal da mesa do amapaense, retratada de maneira cômica aqui nesta obra, é o grande motivador para tudo o que se segue na trama, destacando a enorme importância que o produto tem dentro da cultura local.

EQUIPE:

Produtora: Grafite Comunicação
Direção: André Cantuária
Roteiro e Assistente de direção: Sandro Romero
Produção: Rafael Aleixo
Direção de Fotografia: Nildo Costa
Assistente: Jonatas Sansi
Direção de Som: José Ribeiro
Direção de Arte: Pedro Stkls
Direção de Elenco: Thomé Azevedo

Daniel Alves
Assessor de Comunicação
(96) 98131-8844
Fotos: Jonathas Sansi

Semana de férias no Museu Sacaca inicia nesta terça-feira (24)

Uma programação recheada de recreações, jogos e oficinas promete fazer a alegria das crianças nos últimos dias de julho, no Museu Sacaca, Zona Sul de Macapá. A “Semana de Férias no Museu” vai acontecer de 24 a 29 de julho, sempre das 9h às 17h, e a participação é gratuita.

Brincadeiras de rodas, visita mediada no barco “O Regatão”, pinturas, contos, passeio de canoa, oficinas de bonecas e de pipas, caça ao tesouro e jogos de dama, botão, dominó, cartas, xadrez, pega-vareta, resta um, e outras atividades constam na lista de diversão.

A administração do espaço informou que qualquer criança pode participar, desde que esteja acompanhada dos pais ou responsáveis. Além disso, não é permitido levar comida. Isso porque há uma praça de alimentação disponível para atender essa necessidade.

O museu, que homenageia o curandeiro Raimundo Santos Souza, o Sacaca, foi inaugurado em 1997 e possui um circuito expositivo a céu aberto, construído com a participação das comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e produtoras de farinha do Amapá.

Além de participar da programação especial de férias, as famílias também têm a oportunidade de passear pelos ambientes e conhecer um pouco da história dessas comunidades.

O circuito expositivo é composto pela casa dos índios Waiãpi, casa dos índios Palikur, (atualmente em processo de reconstrução), o barco Regatão, o sítio arqueológico do Maracá, a praça do Pequeno Empreendedor Popular, praça do Sacaca, a casa da farinha, a casa da fitoterapia e a casa dos ribeirinhos.

O Museu Sacaca fica na Avenida Feliciano Coelho, nº 1509, bairro Trem, na Zona Sul.

Confira a programação de férias

Dia 24 (terça-feira – manhã e tarde)

Brincadeira de roda
Visita mediada no Regatão
Amarelinha
Pinturas
Contos

Dia 25 (quartafeira – manhã e tarde)

Visita mediada no Regatão
Jogos
Passeio de canoa
Pinturas
Tênis de mesa

Dia 26 (quinta-feira – manhã e tarde)

Pinturas
Oficinas de bonecas
Visita mediada no Regatão
Jogos
Tênis de mesa

Dia 27 (sexta-feira – manhã e tarde)

Teatro
Pinturas
Tênis de mesa
Jogos
Visita mediada no Regatão

Dia 28 (sábado – manhã e tarde)

Visita mediada no Regatão
Pinturas
Oficinas de pipas
Jogos
Tênis de mesa

Dia 29 (domingo – manhã e tarde)

Jogos
Tênis de mesa
Exibição de filmes – 10h e 14h
Caça ao tesouro – Somente à tarde 16h
Visita monitorada no Regatão

Cláudio Rogério
ASSCOM/IEPA

Filme gravado no interior com atores locais é inspirado em casos de violência doméstica

Por Carlos Alberto Júnior

Uma ficção inspirada em histórias reais de violência sofrida por tantas mulheres. Essa é a proposta do filme amapaense “Marcas da Vida”, filmado todo em Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá, e tem estreia prevista para acontecer até o fim de agosto.

A trama narra a história de uma mulher que sempre foi violentada pelo marido, mas a vida dela muda quando ele vai embora e desaparece por 20 anos. Após o período de calmaria, os problemas voltam para a vida da protagonista com o retorno do ex-companheiro.

Filme ‘Marcas da Vida’, gravado em Laranjal do Jari, foi inspirado em casos de violência doméstica (Foto: Marcas da Vida/Divulgação)

De acordo com o diretor do filme, Dios Furtado, a ideia do média-metragem é levar para as telas de forma artística um problema real. Para ilustrar isso, além da trama principal, o filme também conta com depoimentos de mulheres que foram violentadas.

“Nosso filme não é baseado em fatos reais, mas, sim, na realidade de muitas mulheres, seja no interior do estado ou em qualquer lugar do mundo. Enquanto artista, esse é um dever nosso levantar tais assuntos para reflexões”, contou o diretor, que também interpreta no filme.

Produção independente, “Marcas da Vida” conta com uma equipe de 40 pessoas, sendo 30 atores. Além da direção de Furtado, o filme é co-dirigido por Wanderson Viana e roteirizado pelo paulista Marcelo Luz.

‘Marcas da Vida’ contou com trabalho de 30 atores, todos do Amapá (Foto: Marcas da Vida/Divulgação)

“Foi proposto que o elenco também deveria ser local, de Laranjal do Lari mesmo. Logo, realizamos preparação de elenco com oficinas. Ou seja, além de promover o audiovisual dentro da cidade, também queremos fomentar a formação artística fora da região metropolitana do estado”, destacou Furtado.

As filmagens aconteceram em diversos pontos de Laranjal do Jari, durante duas semanas no mês de março. Atualmente, o projeto segue na fase de pós-produção e o filme deverá ter em torno de 1 hora de exibição.

A produção ainda estuda onde acontecerá a estreia do filme, mas o planejamento é que ele aconteça em um cinema comercial da capital e depois rode por todo estado, no formato cinema itinerante.

Assista aqui o trailer do filme: 

Fonte: G1 Amapá

Na sessão deste sábado, 21, o Cineletrico apresenta: O Sétimo Selo.

Uma obra-prima diretor sueco Ingmar Bergman, que completaria 100 anos no dia 14 de julho, foi lançada em 1956, onde o enredo procura resgatar na era medieval, particularmente no universo do século XIII, avassalado pela deflagração da Peste Negra, um paralelo com o mundo moderno.

Assista o trailer do filme: 

Serviço:

Cinelétrico
Data: Sábado, 21 de julho
Hora: 17h
Valor: 5$ (Pipoca e suco)
Local: Ateliê Índigo (Alameda Pedro Dantas, nº 40, centro – entre General Rondon e Cora de Carvalho)

Mostra do Filme Livre (MFL) inicia neste sábado (21), na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

A Mostra do Filme Livre (MFL) teve sua primeira edição em 2002 no Rio de Janeiro e ao longo de 17 anos firmou-se como a mais relevante mostra de cinema independente brasileiro, exibindo a cada ano mais de 200 filmes nacionais em várias capitais.

Quando um evento focado na (crescente) produção alternativa, feita na maioria das vezes sem patrocínios ou uso de verbas públicas, se torna o maior de um lugar como o Brasil, toda reverberação é importante. Fruto da dedicação e esforço de muita gente, por mais de década a MFL insiste que o cinema mais amoroso que monetário é fundamental de ser feito e mostrado.

Criada há 11 anos como um desdobramento da MFL, a ação Cineclubes livres realiza parcerias com iniciativas de todo o Brasil para a distribuição de filmes selecionados na Mostra. A cada ano, novos e maiores públicos vêm sendo atingidos, em uma constante busca pelo fortalecimento do cinema independente produzido no país.

Desta forma, o FIM (Festival Imagem-Movimento), festival amapaense de audiovisual realizado desde 2004 e o mais antigo da Região Norte, igualmente comprometido em ser uma janela de exibição para o cinema alternativo brasileiro, este ano integra o circuito de exibição da ação Cineclubes Livres pela terceira vez, por meio do Clube de Cinema, cineclube mantido pelo FIM há 08 anos.

Em Macapá, a Biblioteca Pública Elcy Lacerda recebe nos dias 21 e 28 de julho as Sessões Curtas Livres e Longa Livre, ambas com entrada franca.

CURTA RIO: Sessão especial de abertura com curtas produzidos no Rio de Janeiro e exibidos em edições anteriores da MFL e do FIM.

EU QUERIA SER ARREBATADA, AMORDAÇADA E, NAS MINHAS COSTAS, TATUADA (Andy Malafaia, 16’, 2015, RJ).
Sinopse: Silvana quer fugir.

>KBELA (Yasmin Thayná, 23’, 2015, RJ).
Sinopse: Uma experiência audiovisual sobre ser mulher e tornar-se negra.

>PEDRA QUE SAMBA (Camila Agustini e Roman Lechapelier, 11’, 2015, RJ).
Ensaio sobre a roda de samba que acontece toda semana na Pedra do Sal. Um passeio pelo Circuito da Herança Africana na região do antigo porto do Rio de Janeiro. Uma voz de uma escrava evoca o passado. Construções são demolidas. A cidade não se cansa de se reinventar. Ficam as pessoas. E o samba.

SESSÃO CURTAS LIVRES: o melhor da Mostra do Filme Livre 2018.

>HISTORIOGRAFIA (Amanda Pó, 4’, 2017, SP)
Sinopse: Por quem foi escrita a História?

>TRAVESSIA (Safira Moreira, 5’, 2017, RJ)
Sinopse: Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.

>CORPOSTYLEDANCEMACHINE (Ulisses Arthur, 7’, 2017, BA)
Sinopse: “Ando por mistério, vivo por mistério […] Nosso corpo é uma máquina, ou cuida ou sabe como é né?” Entre memórias da boate e relatos de resistências cotidianas, Tikal, importante personalidade do Recôncavo da Bahia, dança e afronta as normas.

>A PAZ AINDA VIRÁ NESTA VIDA (Isabella Geoffroy, Nícolas Bezerra, 6’, 2017, RJ)
Sinopse: Dois amigos, e a necessidade de fazer um filme sobre o cotidiano violento da favela aonde vivem.

>A RETIRADA PARA UM CORAÇÃO BRUTO (Marco Antônio Pereira, 15’, 2017, MG)
Sinopse: Ozório é um senhor que vive sozinho onde o Judas perdeu as botas, na zona rural de Cordisburgo-MG. Passa seus dias ouvindo rock no rádio, enquanto vive o luto da sua companheira. Até que um movimento no céu quebra sua solidão.

>TALAATAY NDER (Chantal Durpoix, 20’, 2016, BA)
Sinopse: Talaatay Nder”, significa em língua Wolof “Terça feira de Nder”, é uma homenagem poética para as mulheres de Nder, na região do Walo, Saint-Louis, Senegal. Em 1820, as Rainhas de Nder, lutaram e escolheram o suicídio coletivo para escapar à escravidão e preservar a sua liberdade e dignidade. A história de Nder continua viva e atualiza-se na modernidade.

Fonte: FIM