The Doors: O filme – Resenha de Elton Tavares e André Mont’Alverne

Gostamos de cinema e rock, quando essas duas coisas estão juntas então, nem se fala. Hoje falaremos um pouco do filme “The Doors”, que contou a história da banda, homônima ao longa-metragem. Tudo bem que a película exalta muito mais a figura doideira do Jim Morrison (Val Kilmer) que dos outros componentes do grupo, ou a intelectualidade do vocalista (que lançou alguns livros nos EUA).

O filme é de 1991. Foi dirigido pelo renomado diretor Oliver Stone, que ganhou o MTV Movie Awards 1992 (EUA). Stone arrebentou, escolheu o ator Val Kilmer para o papel do lendário Jim Morrison, retratou os shows com ótimos efeitos e adicionou cenas reais ao filme.

O ator mais cotado para o papel era John Travolta, mas Kilmer enviou a Oliver um vídeo onde canta músicas da banda. Isso e o fato de ser muito parecido com o “Rei Lagarto” (como Morrison era conhecido) fez com que ele ganhasse o papel. E ele foi foda naquele filme, para mim, sua melhor atuação.

Para aqueles que não sabem (que devem ter vindo de Marte), o The Doors foi, na segunda metade dos anos 60 e início de 70, uma banda de rock norte-americana. O grupo era composto por Jim Morrison (voz), Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). A banda tinha influências de Blues, Jazz, Flamenco e Bossa Nova. Foi uma das maiores da história do rock mundial.

O filme conta a vida anárquica de Jim, todo tipo de loucura, paixão e sexo. Algumas amigas minhas detestaram a postura de Morrison, que faz muitas cagadas com sua namorada Pamela Courson (Meg Ryan), mas isso não é nenhuma peculiaridade dos rockstars (risos). O que queremos dizer aqui é: poucas películas fazem jus ao jargão “sexo, drogas e rock and roll” como esta obra de Stone.

Ouvimos dizer que Val Kilmer teve problemas para sair do personagem, andou meio doido, por ter vivido Jim. A atuação dele foi extraordinária, até Ray Manzarek e John Densmore elogiaram publicamente o desempenho de Kilmer.

O filme tem cada “liga torta” (mas muito bacana), como a influência xamânica de Morrison (que ele absorveu depois de presenciar um acidente de carro na estrada, onde um índio teria morrido e espírito do figura virou um “encosto” no rockstar (risos). O filme retrata até o envolvimento amoroso de Jim e a jornalista Patricia Kennealy.

Jim Morrison morreu em 1971, foi cedo demais, assim como muitos, antes e depois dele. Jim influenciou, definitivamente, uma geração que, posteriormente, influenciou outras. Por exemplo, Iggy Pop que decidiu fundar sua banda (Stooges) depois de ver Jim Morrison. Apesar de não gostar do som e da poesia dos Doors, Iggy admirava a postura sensual e misteriosa de Morrison.

Assim, juntando a vontade de criar uma nova sonoridade para o rock, a preocupação com o visual da banda nas apresentações ao vivo, os Stooges marcaram o início de um movimento que culminaria com o punk rock. Mas essa é outra história.

Voltando ao filme, Ray Manzarek (tecladista do Doors) lançou, anos depois, um livro falando de algumas “potocas” de Oliver Stone no filme e que a película conta “de forma horrível” a história da banda. Mas o diretor fez vários pedidos para que Manzarek trabalhasse como consultor no filme. Entretanto, Robbie Krieger (guitarrista dos Doors) foi o consultor, então tá valendo.

Enfim, este site aconselha a todos que não assistiram a fazê-lo. Os que já assistiram e gostam muito de rock e cinema, o assistem de vez em quando. Abraços na geral!

Ficha técnica:

Gênero: Biografia, Drama.
Direção: Oliver Stone.
Elenco: Billy Idol; Val Kilmer; Meg Ryan; Kyle MacLachlan, Frank Whaley, Kevin Dillon e Kathleen Quinlan.
Duração: 140 minutos.
Ano de produção: 1991.
Classificação indicativa: 18 anos.

Assista ao trailer do filme: 

Elton Tavares e André Mont’Alverne

Poema de agora: CINEMASCOPE – Luiz Jorge Ferreira

CINEMASCOPE

Eu no Cine Macapá.
Sean Connery doutro lado da rua, apalpando as costas da lua.
Rin tin tin latindo para as pipas coloridas que riscam o céu blue de blues.
Tenho o bolso cheio de lágrimas grisalhas, e dúzia de balas de Menta.
Tenho no bolso da calça Lee, o ano de 1962… esticado desde lá até 2019.

E como as rosas de Isnard ficaram órfãs.
Eu desenho todos os desenhos que fiz no muro do IETA…no meu calcanhar.
E ando passos que tatuam a caminhada que faço…com ecos azedos do passado.


E onde está o 007…Onde estamos nos
As mãos ocupadas em desmanchar dos dedos, os nos, dados atoa, sobre a calçada…pintada de lilás.
Titânia e Oberon, luas de Urano, dependuradas na árvore, a terceira.

Aquela que as raízes como atrizes, por ouvirem tanto a voz de Marlene Dietrich, com seu sotaque alemão…dizem… Monsieur… Monsieur…jogue em nós…borra de café.

Detrás de nuvens de chuva, espiã o Sol.
Detrás dos meus óculos de grau.
Espio Deus.
Nenhum se vê perfeitamente.
Como doe um pouco o cariado dente.
Mastigo bala de Menta.
Foi um dia desesperançado de esperanças, aquele Domingo de Junho de 1962.

Eu no Cine Macapá.
Trato de copular com Brigitte Bardot.
Antes que a pipoca do saco de pipocas, acabe de acabar.

Luiz Jorge Ferreira

A arte de ser um sonhador – Neste sábado (12), rola sessão especial de cinema em homenagem e memória de Simãosinho Sonhador

Por Manoel do Vale

Por ali por 2001, mais ou menos, eu fui contratado por uma agencia local para criar e produzir uma série de vídeos de um minuto contando a história de sucesso de alguns clientes da Agência de Fomento do Amapá – AFAP, o Banco do Povo.

Inspirado na experiência do Grameen Bank (em Bangladesh), criado na década de 1970 pelo economista bengali Muhammad Yunus (prêmio Nobel da Paz em 2006), o Banco do Povo operava com microcrédito no fomento de empreendimentos populares no Amapá, e já se mostrava um grande parceiro de algumas centenas de empreendedores populares a quem os bancos tradicionais fechavam as portas.

Das dezenas de histórias que me chamaram a atenção, cinco foram escolhidas. Entre elas estava a do Simão Alves de Souza, poeta piauiense que largou o chão seco de Olho d’água das Cunhãs (MA) para tentar a vida sob a linha do Equador, na capital do meio do mundo. Ele chegou aqui com mala e cuia, e a mulher e os filhos. E também, toda a bagagem cultural que os nordestinos carregam com eles para onde quer que vão.

Falador e muito simpático, Simão era um sonhador replicando os sonhos de milhares de outros nordestinos, atraídos para Amazônia pela esperança de vida mais próspera.

Simãosinho morava no Novo Horizonte, numa casa de madeira, piso de barro, bem humilde. O tempo era o senhor dos seus dias, literalmente. Ele vendia relógios de pulso, de diversos tipos. Mas o grande tesouro dele era um caderno pequeno, tipo brochura, nas linhas retas do qual ele escrevera, com seus garranchos, os versos do ABC da Mulher, obra que viria a ser seu best seller por vários anos aqui na nossa capital e nos arredores do mundo.

Quando aqui chegou, Simão não sabia ler nem escrever, aprendeu na escola Paulo Freire, quando esta ainda funcionava na praça Floriano Peixoto.

Para confirmar sua habilidade em versejar de improviso, Simão criou um cordel para o Banco do Povo. Com o dinheiro dos empréstimos que conseguia na Afap, o poeta comprava os relógios que revendia e também pagava a impressão de seus livros, isso quando não as conseguia de graça com algum empresário da área. Não recordo o nome de nenhum agora, mas a eles registro meu muito obrigado.

Para o Banco do Povo ele era o cliente ponta firme, pagava antecipado as parcelas, e era tratado como cliente vip naquela instituição, da qual foi um dos primeiros clientes.

Ele também é personagem de destaque no livro “Banco dos Sonhos”, projeto do qual também fiz parte como redator. Para este produto em especial o poeta criou um cordel inspirado em sua própria história de empreendedor.

Simão passou a ter o status de amigo em minha vida. E foi inspiração para o projeto Doctv IV, programa do Ministério da Cultura que ganhei em 2008. O filme, produzido pela Castanha, tem roteiro e direção assinados por mim, a edição é do Gavin, que dividiu a fotografia e câmera com o Gilmar Pureza. A produção é do Bruno Jeronimo; Patrícia Andrade assina a direção de arte.

Simãosinho Sonhador virou passarinho, mas antes, em vida, virou título de prêmio literário, moeda social (Palavra), lançada na Flap, que Homenageou ainda o professor Munhoz, a professora Zenaide, o poeta Alcy Araujo, e Araci Mont’Alverne.

A meu ver, Simão representa um bom bocado do povo humilde que brotou por aqui. Um povo espalhado igual semente de Samaúma solta no vento da sorte. Diásporas infinitas, feitas pelo acaso ou por obrigação nômade de encontrar um bom lugar para viver.

Assista ao trailer do documentário: 

ARTEAMAZON RECEBE CONVITE PARA PARTICIPAR DO EVENTO EM HOMENAGEM AO DIA DO FOTÓGRAFO


A coordenação do GERA – Grupo de Energias Renováveis da Amazônia, através do seu diretor cultural, o fotógrafo Paulo Gil, realizou convite ao ARTEAMAZON para participar do evento denominado “Homenagem ao fotógrafo amapaense”. O evento visa homenagear os fotógrafos amapaenses que foram destaque durante o ano de 2018.

Durante o evento será estará sendo realizada exposições coletiva dos fotógrafos amapaenses Manoel Raimundo Fonseca, Floriano Lima e Kurazo Okada. O co-fundador do ARTEAMAZON, Gilberto Almeida, será o cerimonialista do evento.

Sobre o evento:

Evento: Homenagem ao fotógrafo amapaense
Data: 08 de janeiro de 2019 (Terça-feira)
Hora: 19 h
Local: Biblioteca pública Elcy Lacerda – Centro – Macapá/AP
Entrada franca
Contato: 96 8102-1907 (Paulo Gil)

Fonte: ARTEAMAZON

Com exibição de dois filmes sobre fotografia, hoje rola Sessão Especial de Cinema em homenagem ao Dia do Fotógrafo

Hoje, a partir das 19h, no Foto Nunes, vai rolar uma Sessão Especial de Cinema. Em cartaz estarão dois documentários sobre os caminhos e descaminhos dessa arte/profissão. A exibição dos filmes será mais uma edição do projeto Janela Fotográfica e será realizada por conta do Dia do Fotógrafo, celebrado neste 8 de janeiro.

Os amantes da fotografia terão a oportunidade de curtir as películas, mas a entrada é franca e as vagas são limitadas. Interessados em participar do evento devem fazer sua reserva enviando uma mensagem no in box aqui da página do Facebook do Foto Nunes: https://www.facebook.com/fotonunes/

Serviço:

Sessão Especial de Cinema
Local: Foto Nunes, na Avenida Diógenes Silva, Nº 1098, no bairro do Trem
Hora: 19h
A entrada é franca e as vagas são limitadas.
Informações: 981183510 (whats)

Elton Tavares, com informações do Foto Nunes.

“The Prince”: amapaense compõe em inglês trilha sonora do filme “Novo Amapá”

Obra conta a história do naufrágio do navio Novo Amapá, em 1981, que vitimou mais de 300 pessoas

Por Cássia Lima

A jovem Jéssica Amanajás Abreu de Amorim, de 24 anos, natural do município de Amapá, foi escolhida para dar voz à trilha sonora do filme Novo Amapá – A Última Viagem. A obra conta a história do naufrágio do Novo Amapá, ocorrido no dia 6 de janeiro de 1981, que vitimou mais de 300 pessoas.

O acidente marcou a história, pelo número de vítimas, e ficou gravado na memória dos amapaenses. O filme será dirigido pelo diretor paraense Wagner Junior, com o roteiro de André Laurent.

Jéssica Abreu gravou a canção em inglês com o nome de “The Prince”, mas já pretende fazer uma versão em português. Ela falou sobre a inspiração da música para o filme, que será seu primeiro trabalho profissional. (ao final da entrevista, confira a trilha sonora do filme).

Naufrágio matou mais de 300 pessoas Foto: Edgar Rodrigues/Arquivo Pessoal

Você já é cantora há muito tempo?

Canto desde os 12 anos, mas só do ano passado para cá tenho me dedicado mais a essa arte. Até então, só cantava para amigos e família. Na música, tudo o que sei foi aprendizado de pequenas pesquisas. Toco alguns instrumentos, mas aprendi também de forma autodidata.

Você que escreveu a letra?

Sim. Apesar de não falar fluente o inglês, consegui escrever a música usando a internet e consultando a tradução com uma amiga que está terminando o curso da língua inglesa.

Qual a inspiração?

Bom, a princípio, a história do Novo Amapá era algo que eu apenas ouvia falar. Quando vi a primeira matéria no jornal a respeito do filme, fiquei feliz por ‘lembrarem’ da história de tantas pessoas. E depois que consegui o ‘sim’ da produção do mesmo para mostrar algo, eu fui atrás de documentários a respeito, e, nesse documentário, dois entrevistados me chamaram a atenção com o que comentaram. O primeiro dizia que ‘o que houve com o barco Novo Amapá foi o crime de estado. E o Estado foi negligente’. E o segundo dizia ‘Ah… isso já tem tantos anos que a gente deveria esquecer…’. E na hora isso me tocou bastante, porque me coloquei no lugar de quem perdeu alguém ali.

Cantora Jéssica Abreu Foto: Arquivo Pessoal

E de onde surgiu a ideia de fazer a música?

Foi em casa mesmo. Mas como eu já queria mostrar algo para a produção, eu escutei músicas que me ajudassem a despertar uma boa melodia e ouvi histórias sobre o naufrágio.

Você perdeu parentes no naufrágio?

Não, mas conheço pessoas que perderam. E imagino o tamanho da dor.

Será apenas uma música sua no filme?

No momento estou me dedicando a outras músicas que também terei a oportunidade de colocar no filme. Serão 4 músicas de minha autoria, 3 em inglês e 1 em português.

E como você vê essa oportunidade?

Eu só tenho a agradecer ao diretor do filme, Wagner Júnior, e a toda a equipe, pela oportunidade, pois eles confiaram a mim uma missão muito importante no filme, mesmo eu não tendo uma carreira formada. Além de que me escolheram no meio de tantos outros.

Escute a trilha sonora do filme: 

Fonte: SelesNafes.Com

*Reportagem de março de 2018. Republicada por conta dos 38 anos do naufrágio. 

Marcas da Vidas: filme gravado em Laranjal do Jari é exibido no município

No último dia 29 de dezembro, foi exibido em Laranjal do Jari o primeiro filme gravado no Município, Filme Marcas da Vida.

Depois de quase um ano de produção a população do município pôde acompanhar o drama da Vida de dona Marte, vítima de violência, e puderam também acompanhar depoimentos reais de mulheres vítimas de violência no decorrer e no final do filme.

Toda a programação do dia 29 foi voltada para as mulheres, iniciando com a Feira da Mulher Empreendedora, Mesa de conversa em prol de políticas públicas para as mulheres e o ápice da programação que foi a exibição do Filme e o show musica com Ropecco.

Com um elenco composto por atores de Laranjal do Jari, A sessão de exibição contou com a presença de mais ou menos 600 pessoas que lotaram a a quadra Poliesportiva da Praça Central da cidade para prestigiar o evento.

O longa ainda não está disponível para o público. O filme participará de alguns festivais de cinema em 2019 e somente apos esse período vai para as redes.

Assista ao trailer do filme:

Gambiarra – a festa do FIM

Após uma maratona audiovisual, o Festival Imagem-Movimento encerra sua 15º edição com a Festa Gambiarra. Nela, cinco atrações de diversos estilos musicais terão espaço para interagir com o público e celebrar o audiovisual independente brasileiro. O encerramento do evento acontecerá hoje (15), a partir das 19h, no Sintracom, localizado na Avenida Iracema Carvão Nunes, nº 644, Centro. A entrada será de apenas R$5.

Abrindo a festa, o grupo Pinducos apresenta em seu repertório composições autorais, mesclado a ritmos tradicionais do Norte do Brasil, como o Carimbó e o Marabaixo. Em seguida, é a vez da Maniva Venenosa, que em sua curta carreira, já conquistou o público com seu reggaeton autoral e fusões de reggae, dub e funk. O coletivo de Rap Máfia Nortista, que faturou o Prêmio Gengibirra de Audiovisual em 2016 com o clipe “Macapá Quebrada”, também traz seu rap autoral com doses de Marabaixo para o palco da Gambiarra. Após, a banda Passa o Wi-Fi toca seu som autoral, aliado ao bom e velho samba temperado pelo suingue de quem aposta firme nas várias vertentes da música brasileira-mundial. Encerrando a noite O Sósia manda seu repertório de músicas autorais, Rock psicodélico e clássicos do brega em versões instigadas.

O ponto alto da festa será a divulgação do vencedor do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual que leva para casa R $ 1.000,00 de incentivo e um troféu cujo desenho é de autoria do artista plástico paraense, Aog Rocha. Este ano o Festival fez uma importante parceria com a Amora Filmes, que fornecerá suporte técnico ou consultoria para o desenvolvimento de um projeto, a critério do vencedor optar entre os dois.

SERVIÇO:

GAMBIARRA – A FESTA DO FIM
Data: 15 de dezembro
Hora: 19h
Local: Sintracom, (Avenida Iracema Carvão Nunes, nº 644, Centro)
Entrada: R$5
Evento para maiores de 18 anos

Mary Paes
Festival Imagem-Movimento

Hoje rola a Gambiarra – a festa do FIM

Para encerrar a maratona audiovisual que tomou conta da cidade, o Festival realiza a Festa Gambiarra. Nela, bandas autorais, cartunistas, artistas circenses e de diversas outras linguagens terão espaço para interagir com o público e celebrar mais uma edição do FIM. O encerramento do evento acontece hoje (8), a partir das 19h, no Quintal Cultural Walô 54.

O ponto alto da festa será a divulgação do vencedor do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual que leva para casa R $ 1.000,00 de incentivo e um troféu cujo desenho é de autoria do artista plástico paraense, Aog Rocha.

Terra em sangue

Com o mote “terra em sangue”, a edição deste ano fez uma homenagem aos 50 anos – completados em 2017 – do clássico filme do Cinema Novo, Terra em Transe, de Glauber Rocha e, ao mesmo tempo, fez uma crítica à exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, a maior reserva de água doce do mundo, cuja prospecção está em fase de pesquisa, mas as áreas de exploração já foram leiloadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Foi a primeira vez, ao longo das 15 edições do FIM, o Amapá é o Estado que mais inscreveu trabalhos no evento, superando inclusive São Paulo, que tradicionalmente sustenta os melhores números nesse quesito.

Serviço:

GAMBIARRA – a festa do FIM
+ Entrega do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual
Data: 08 de dezembro
Local: Quintal Cultural Walô 54 (Av. José Antônio Siqueira, 1212, Jesus de Nazaré)
Horário: 19h
Entrada: R$10
+ 18 anos

Assessoria de comunicação do 15º Festival Imagem-Movimento

12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) chega às escolas

A 12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) está na reta final, foram mais de 400 pessoas, entre estudantes, professores e sociedade civil que assistiram aos filmes deste o dia 26 de novembro, na abertura da Mostra, que continua até o dia 10, com exibição em escolas da Rede Pública do Estado.

O evento comemora os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos, celebrado no dia 10 de dezembro, e está acontecendo em todas as capitais brasileiras. No Amapá, a MCDH é encabeçada pelos produtores do audiovisual, Ana Vidigal e Thomé Azevedo.

A mostra busca sensibilizar, questionar e debater temas como diversidade, direitos humanos, povos negros, indígenas, pessoas com limitações, direitos dos idosos, da mulher, à saúde, educação, diversidade religiosa e meio ambiente. Cerca de 40 filmes divididos em quatro temáticas, para atender todos os públicos, Temática, Panorama e Homenagem, que nesta edição é dedicada ao ator brasileiro Milton Gonçalves. Nesta edição de 2018, as crianças também ganharam a Mostrinha, com filmes só para elas.

A primeira semana ocorreu nos prédios do MP-AP Centro e Araxá, e esta semana estão sendo exibidos nas escolas públicas, Barão do Rio Branco, Sebastiana Lenir e Igarapé do Lago, além de uma sessão especial no Centro à Pessoa com Deficiência. A estudante Liliane Pereira, de 15 anos, do 9º ano da escola Barão do Rio Branco, gostou muito da Mostra e destacou o quanto o filme “Menina de Barro” pode combater o bullying na escola. “Como vemos no filme, a pessoa que comete o bullying acha que está fazendo uma brincadeira, mas não vê como isso pode magoar e afetar quem sofre, que pode levar a depressão, até mesmo ao suicídio. Quando eu era pequena eu já passei por isso, me apelidavam e eu não gostava. O bullying machuca muito”.

A produtora e gerente do Núcleo de Produção Digital, Ana Vidigal ressalta que essa é a primeira vez que a Mostra é levada para as escolas, e informou que em 2019 os filmes da Mostra irão percorrer várias escolas no Amapá, pois os filmes estão licenciados para a exibição, e que as instituições de ensino que estejam interessadas podem solicitar o agendamento. “A Mostra é um elo entre produções cinematográficas e conscientização, e a educação é uma ponte para isso, acredito que a escola é fundamental para desenvolver a temática dos Direitos Humanos, além de despertar o interesse nos alunos pela sétima arte”.

A Mostra conta com a parceria do Governo do Estado, Ministério Público do Amapá, Secretarias de Educação e Cultura, Núcleo de Produção Digital Equinócio, Museu da Imagem e do Som, Nagib Produções, Programa Canto da Amazônia, Sistema Diário de Comunicação e Blog de Rocha.

Assessoria de comunicação da 12ª MCDH

Festival de cinema amapaense chega a sua XV edição – O FIM está próximo!

A primeira semana de dezembro é um período especial para os amantes da 7ª arte no Amapá. Nela, há 15 anos, Macapá se transforma na capital do cinema na Amazônia e vira destino de filmes produzidos em diversos lugares do país que superam as fronteiras de seus estados para chegarem ao FIM, o Festival Imagem-Movimento, evento que nasceu em 2004 e se reinventou até se transformar no festival de cinema mais antigo da Região Norte do Brasil.

A abertura oficial do evento acontecerá no próximo dia 02/12, domingo, às 19h, com a já tradicional Mostra da Muralha, que há doze anos realiza uma projeção de filmes em tela gigante montada nas muralhas da Fortaleza de São José de Macapá.

A programação segue no dia 03/12, segunda-feira, no Auditório Mestre Oscar do Centro de Educação Profissional de Música Walquíria Lima a partir das 18h30. Todas as mostras realizadas pelo Festival são com entrada franca.

A partir do dia 04/12, terça-feira, até o dia 07/12, sexta-feira, a programação exibirá longas-metragens à tarde no Cine Imperator 3D do Villa Nova Shopping e à noite as mostras se concentrarão no auditório Mestre Oscar.

Terra em sangue

Com o mote “terra em sangue”, a edição deste ano faz uma homenagem aos 50 anos – completados em 2017 – do clássico filme do Cinema Novo, Terra em Transe, de Glauber Rocha e, ao mesmo tempo, faz uma crítica à exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, a maior reserva de água doce do mundo, cuja prospecção está em fase de pesquisa, mas as áreas de exploração já foram leiloadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Prêmio Gengibirra de Audiovisual

Esse ano, 15 produções amapaenses disputarão entre si a 4ª edição do Prêmio Gengibirra de Audiovisual, que é concedido ao filme melhor avaliado pelo voto popular e pelo júri técnico do FIM. O nome da premiação é uma referência à bebida característica do Marabaixo, manifestação cultural amapaense de matriz africana que é marcada por músicas (ladrões), dança e vestimentas próprias.

Pela primeira vez, ao longo das 15 edições do FIM, o Amapá é o Estado que mais inscreveu trabalhos no evento, superando inclusive São Paulo, que tradicionalmente sustenta os melhores números nesse quesito.

O aumento de inscrições do Amapá fez com que a curadoria do FIM dividisse a Mostra Fôlego!, que é dedicada a produção local, em duas sessões, nos dias 6 e 7/12.

Gambiarra – a festa do FIM

Para encerrar a maratona audiovisual que tomará conta da cidade, o Festival realiza a Festa Gambiarra. Nela, bandas autorais, cartunistas, artistas circenses e de diversas outras linguagens terão espaço para interagir com o público e celebrar mais uma edição do FIM. O encerramento do evento acontecerá no dia 8/12, a partir das 19h, no Quintal Cultural Walô 54.

O ponto alto da festa será a divulgação do vencedor do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual que leva para casa R $ 1.000,00 de incentivo e um troféu cujo desenho é de autoria do artista plástico paraense, Aog Rocha.

Fonte: FIM

12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos inicia com a exibição de dois documentários no auditório do MP-AP

A abertura da 12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) aconteceu nesta segunda-feira (26), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), com a presença de alunos das escolas estaduais Nazaré Vasconcelos e Zolito Nunes, autoridades, produtores e militantes do segmento audiovisual no Amapá. A mostra está ocorrendo em todo o Brasil, para marcar os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos. O procurador Jair Quintas representou o procurador-geral, Márcio Augusto Alves, e a promotora de justiça Ivana Cei também esteve presente no evento. O Ministério Público do Amapá (MP-AP) assim como o Governo do Estado (GEA) são parceiro do Ministério dos Direitos Humanos e do Instituto Cultura em Movimento (ICEM), que estão à frente da Mostra.

No total serão exibidos até o dia 5 de dezembro, 40 filmes com temas relacionados às lutas para garantir direitos, das mulheres aos negros, do meio ambiente e idosos à diversidade religiosa, divididos em quatro categorias, Temática, Panorama, Mostrinha, para crianças e adolescentes, e Homenagem, que nesta edição é dedicada ao ator brasileiro Milton Gonçalves. As escolas estaduais e auditórios do MP-AP serão transformadas em salas de exibição com acesso gratuito, desde que respeitadas os limites de idade. Todos os filmes são conhecidos pelo seu teor de conscientização sobre direitos e deveres.

O produtor, ator e diretor Thomé Azevedo fez a abertura falando dos caminhos percorridos pelo movimento do audiovisual no Amapá, para que se chegasse até a ter o reconhecimento e entrasse no circuito de programação nacional e respeito de instituições como o GEA e MP-AP. A professora Arlene Favacho discursou sobre a emoção de estar contribuindo para que adolescentes, jovens e adultos tivessem acesso à filmes e à produtores do audiovisual no Amapá. “É de uma enorme importância que estes alunos assistam e participem dos debates sobre direitos humanos”, disse a educadora.

O Procurador Jair Quintas ressaltou que tratar de direitos é um dos objetivos do MP-AP, e que esta mostra chega em um momento adequado, quando a violência, em todos os sentidos, que desrespeita os direitos das pessoas impera no Brasil. “Infelizmente o Amapá está inserido neste contexto da violação dos direitos. Hoje amanhecemos com a triste notícia de um assalto com muitos reféns no centro de Macapá, então reunir jovens para que sejam conscientizados quanto aos direitos humanos através do cinema é de grande utilidade pública. E o Ministério Público do Amapá é parceiro desta iniciativa”.

O público, que lotou o auditório, ficou encantando com a performance do contador de histórias Joca Monteiro, que interagiu sitiando sua realidade e de sua família para abordar o tema direitos humanos, e com a emocionante apresentação de pessoas portadoras de deficiência visual, que fizeram um número de dança, mostrando que acima de tudo está o respeito com as diferenças e opções. Dois filmes foram exibidos na abertura, “A Rua É Noiz”, documentário de Eduardo Cunha e Pedro Cela, e “Livre Enrolado na Raiz”, de Camila Caracol.

A programação segue com exibições gratuitas até o dia 5 de dezembro.

Mariléia Maciel – Assessora técnica
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Programação 15º Festival Imagem-Movimento

DIA 2/12 – MOSTRA MURALHA

Largada oficial do 15º FIM. Momento de ocupação dos espaços públicos de Macapá, a tradicional Mostra na Muralha da Fortaleza de São José acontece há doze anos, e exibe curtas-metragens de diversos gêneros e técnicas. Uma forma tipicamente amapaense de exibir filmes. Uma celebração ao audiovisual e a Fortaleza de São José.
Data: 02 de dezembro
Horário: 19h
Local: Muralha da Fortaleza de São José
Duração: 1h30
Classificação: 12 anos

1-AS BALAS QUE NÃO DEI AO MEU FILHO

Direção: Thiago Gomes
Ano: 2018
Duração: 13’
Origem: Salvador/BA
Classificação: 10 anos
Sinopse: Ao chegar em casa do trabalho tarde da noite, o policial Jessé não encontra Martinho, seu filho adolescente. Jessé recebe mensagens no grupo de WhatsApp do pelotão relatando uma ocorrência na região onde eles moram. A tensão aumenta quando chegam fotos de jovens mortos durante a ação policial.

2- CASTIGO

Direção: Lucas Maia
Ano: 2017
Duração: 13’
Origem: Niterói/RJ
Classificação: 12 anos
Sinopse: Rose, doméstica negra, se vê obrigada a levar o filho para o trabalho.

3- EPÍLOGO

Direção: Bruno Conrado
Ano: 2018
Duração: 10’22”
Origem: São Bernardo do Campo/SP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Em um dia no parque, Camila corre junto com seu namorado até ver, Pedro – seu ex – sentado ao longe. Camila decide perguntar como vão as coisas e a conversa se desenrola de uma maneira ao mesmo tempo familiar e cheia de estranhamentos, tal qual quaisquer duas pessoas que se estranham depois de um tempo longe.

4- ESSA VALSA É MINHA

Direção: Rene Brasil
Ano: 2018
Duração: 11’47’’
Origem: São Paulo/SP
Classificação: Livre
Sinopse: Um vigia noturno de um cinema no centro de São Paulo é apaixonado por uma estrela do filme que está em cartaz onde trabalha. Ele sonha com essa figura constantemente e acaba colocando seu emprego e casamento em risco.

5- NOME PROVISÓRIO

Direção: Bruno Arrivabene e Victor Allencar
Ano: 2018
Duração: 20’
Origem: Santos/SP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Renata, enquanto aguarda a chegada de sua amiga em um restaurante, depara-se com uma família em festa pela gravidez de Márcia e seu marido. A descoberta do sexo do bebê traz à tona uma importante reflexão.

6- O MALABARISTA

Direção: Iuri Moreno
Ano: 2018
Duração: 10’55’’
Origem: Goiânia/GO
Classificação: Livre
Sinopse: Documentário em animação sobre o cotidiano dos malabaristas de rua, que colorem a rotina monótona das grandes cidades.

DIA 3/12

MOSTRA MISCELÂNEA

Apresenta produções de todos os cantos do país, trazendo em seu conceito a diversidade brasileira: uma mistura de sotaques, expressões, rostos e realidades que se estende para o audiovisual, com filmes de grande ou pequeno orçamento, produções de estúdio ou caseiras circulando livremente pelo mesmo espaço.
Data: 03 de dezembro
Horário: 18h30
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Duração: 3h13
Classificação: 16 anos
Entrada franca

1- CARNE INFINITA

Direção: Isadora Cavalcanti
Ano: 2018
Duração: 14’07’’
Origem: Rio de Janeiro/RJ
Classificação: 10 anos
Sinopse: Alice é uma jovem de 13 anos que joga em seu tablet, quando sons estranhos vindos da máquina de lavar interrompem o seu jogo.

2- EXU REI – ABDIAS DO NASCIMENTO

Direção: Bárbara Vento
Ano: 2017
Duração: 23’
Origem: Rio de Janeiro/RJ
Classificação: Livre
Sinopse: Divindade africana que aportou no Brasil junto aos negros, Exu é conhecido como o orixá da comunicação, guardião das ruas e do comportamento humano. O curta-metragem de não-ficção Exu Rei – Abdias do Nascimento dialoga com a influência desse arquétipo pela cultura negra e sua assimilação pela arte brasileira. Em seu subtexto, o filme homenageia um de nossos grandes ativistas da causa negra – o ator, poeta, dramaturgo e político Abdias do Nascimento. O posicionamento do documentário procura incorporar o espírito de luta, expressivo e inquieto de Abdias: elo onipresente entre personagens, imagens e sons do filme.

3- FANTASIA DE ÍNDIO

Direção: Manuela Andrade
Ano: 2017
Duração: 18’
Origem: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: Desde criança, ouvia minha mãe falar da minha ascendência indígena. Há duas décadas atrás meu tio materno foi ao encontro dos Xukurus à procura de rastros desse passado, e eu resolvi dar continuidade a essa busca.

4- MERCADORIA

Direção: Carla Villa-Lobos
Ano: 2017
Duração: 15’20”
Origem: Rio de Janeiro/RJ
Classificação: 14 anos
Sinopse: A partir da chegada de uma novata, seis mulheres compartilham suas experiências, desejos e medos no trabalho com a prostituição.

5- O MISTÉRIO DA CARNE

Direção: Rafaela Camelo
Ano: 2018
Duração: 18’
Origem: Brasília/DF
Classificação: 16 anos
Sinopse: Desde 2016 o Papa Francisco permite a participação das mulheres na cerimônia de lava-pés. As adolescentes da igreja São Pedro Apóstolo, em Brasília, se preparam para participar pela primeira vez do ritual. Camila só espera poder encontrar Giovana.

6- ONZE MINUTOS

Direção: Hilda Lopes Pontes
Ano: 2018
Duração: 17’
Origem: Salvador/BA
Classificação: 14 anos
Sinopse: É noite. Uma mulher precisa ir ao aeroporto. No caminho, somente obstáculos.

7- PÃO DE ROSAS

Direção: Daniela Camila
Ano: 2018
Duração: 25’
Origem: Itaúnas/ES
Classificação: 16 anos
Sinopse: Uma família ribeirinha composta de mãe, filha e padrasto vivem de forma rústica em relativo isolamento no litoral do Brasil; num ambiente rodeado por Dunas, rio e mar. A mãe, Antônia, segue a tradição das mulheres de sua família, fazendo e vendendo pães após percorrer longas distâncias. Janaína, filha de Antônia, segue as ordens de uma mãe austera que descarrega nela suas frustrações. Ambas convivem com Jaime, um pescador da região que explora sexualmente, de forma velada, a companheira e a enteada. É nesse contexto opressor impregnado de ingredientes indigestos que mãe e filha tentam descobrir à sua maneira uma nova receita para a vida.

8- RAPAZ EM AMARELO

Direção: Lucas Hossoe
Ano: 2018
Duração: 20’
Origem: São Carlos/SP
Classificação: 16 anos
Sinopse: Brasil, 1981. Rodolfo sente os limites entre sua vida privada e profissional tornarem-se cada vez mais tênues quando o jovem Alberto é contratado na pequena Lima Advogados Associados.

9- RODA GIGANTE

Direção: Iomana Rocha
Ano: 2018
Duração: 22’
Duração: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: Uma avó e sua neta. Existências femininas que vagam no interior nordestino. Os ciclos, o que faz mover, o que faz parar, o que faz girar.

10- SARAH E LUÍSA

Direção: Lucas Moraga
Ano: 2018
Duração: 15’
Duração: Belém/PA
Classificação: Livre
Sinopse: Para as amigas Luísa e Sarah religião sempre foi algo muito importante, mas que jamais as separaria de alguma forma. Porém, os pais de Sarah não aceitam a amizade das garotas por Luísa seguir os preceitos da Umbanda. Assim, elas irão lutar com todas as forças para demonstrar que respeito e amor ao próximo existem independente de religião.

DIA 4/12

Longa-metragem: FABIANA
Data: 04 de dezembro
Horário: 18h30
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Direção: Bruna Laboissière
Ano: 2018
Duração: 1h30
Origem: Goiânia/GO – São Paulo/SP
Classificação: 12 anos
Entrada franca
Sinopse: O documentário acompanha a última viagem de Fabiana, mulher trans e motorista de caminhão, às vésperas de se aposentar. A complexidade da personagem é potencializada por uma aposta no encontro filmado, fruto da persistente e afetuosa proximidade estabelecida pela protagonista com a realizadora (e, consequentemente, a câmera). Ainda que grande parte do filme transcorra na boleia de um caminhão, é forte o sentimento de liberdade que deriva das estórias ali narradas, e, principalmente, da potência da imagem de Fabiana, a recusar estereótipos e responder com inspiradora leveza aos desafios que a vida lhe reservou.

DIA 4/12

MOSTRA QUINTESSÊNCIA
Para a Cosmologia, a Quintessência seria um elemento de natureza desconhecida responsável pela expansão acelerada do Universo, um agente provocador de transformações e evolução. No audiovisual, ao adotar o experimental como norte, os realizadores propõem novos desafios a si mesmos e ao espectador. Novas e desconhecidas linguagens surgem do cruzamento das já existentes, indo além das classificações, movimentando a roda imaginária da imagem-movimento.
Data: 04 de dezembro
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Duração: 1h30
Horário: 20h
Classificação: 18 anos
Entrada franca

1- ARQUITETURA DO ABISMO

Direção: Pietro Santurbano
Ano: 2018
Duração: 17’
Origem: São Paulo/SP
Classificação: 16 anos
Sinopse: Nos sonhos tudo é silencioso.

2- BOLHA

Direção: Mateus Alves
Ano: 2018
Duração: 15’
Origem: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: Produzido a partir de pinturas a óleo e acrílico do artista plástico pernambucano Daniel Araújo, a animação “Bolha” retrata um dia na vida de um jovem em dessintonia com o mundo a sua volta. Deparando-se com uma deformidade em seu corpo, ele busca uma saída.

3- GERÔNIMO

Direção: Anny Stone
Ano: 2018
Duração:15’
Origem: PE
Classificação: Livre
Sinopse: Gerônimo é o Sísifo contemporâneo. Abandonado e condenado por si mesmo, empurra o fracasso de se identificar, no plano individual ou coletivo. Entre o simbólico e o real, ele faz com que reflitamos: O que cada um carrega? Ou abandona pelo caminho? Que força faz mesmo a vida girar? A verdade? O amor? Nesse Mise en abyme, Gerônimo atravessa suas questões, mas muito mais as nossas.

4- IMPACTO

Direção: Clelia Mello
Ano: 2018
Duração: 2’27’’
Origem: Florianópolis/SC
Classificação: Livre
Sinopse: Em 14 de setembro de 2017 a Universidade Federal de Santa Catarina foi surpreendida com a invasão da Polícia Federal e a prisão de professores e servidores; inclusive o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que se suicidou duas semanas depois em decorrência da humilhação pública de um espetáculo midiático sem precedentes.
A partir da operação policial, por dois meses capturei imagens de manchetes, jornais, vídeos, sites e páginas da internet, onde as mesmos textos e imagens foram reproduzidos em grande quantidade. Editadas vertiginosamente, não há repetição na edição, nem tentativas de filtrar as mensagens ou impor um posicionamento a priori. Cada um é despertado a fazer seu próprio balanço e sua própria síntese dos elementos que se interligam na tragédia.

5- INTRAPROJEÇÃO

Direção: Camila Albrecht e Takeo Ito
Ano: 2017
Duração: 21’14”
Origem: Rio Grande do Sul
Classificação: Livre
Sinopse: Um ensaio sobre a visão e a imagem a partir de um encontro com a lucidez no sonho.

6- profanAÇÃO

Direção: Estela Lapponi
Ano: 2018
Duração: 25’
Origem: São Paulo/SP
Classificação: 18 anos
Sinopse: Cinco artistas – umx surdx, dXis com baixa visão, umx cadeirante e umx claudicante – se encontram para responder às perguntas que vasculham tudo o que há de bom e de ruim em Ser o que são. O tempo – um ritual de respostas – é gira, é poética, é artístico e vai além daquilo que se quer “ouvir”. profanAÇÃO é performance em experimento cinematográfico.
Este curta inicia uma pesquisa de inserção dos recursos de acessibilidade como parte da poética de obra artística.

7- Terra não dita, mar não visto

Direção: Lia Letícia
Ano: 2017
Duração: 9’
Origem: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: Um encontro entre seres intangíveis, por vezes visíveis. No encontro entre terra e mar.

DIA 5/12

Longa-metragem: BANDO, UM FILME DE
Data: 05 de dezembro
Horário: 17h
Local: Cine Imperator 3D (Villa Nova Shopping)
Direção: Lázaro Ramos e Thiago Gomes
Ano: 2018
Duração: 1h45
Origem: Salvador/BA
Classificação: Livre
Entrada franca
Sinopse: Um documentário poético sobre os 28 anos de trajetória do Bando de Teatro Olodum na construção de um teatro afrografado, político e social. Um baú de memórias, fotos e vídeos, além de entrevistas com o Bando, colaboradores e convidados.

DIA 5/12

MOSTRA MEMORABILIA

No dicionário, memorabilia é descrito como “fatos ou objetos, dignos de serem rememorados, que se guardam na lembrança ou como lembrança”. Os documentários, independente do tema, tendem a somar para a memória coletiva, enquanto registro dos mais variados aspectos da vida, preservando momentos, pontos de vista, realidades, personalidades, acontecimentos… A Memorabilia traz um rico recorte da produção audiovisual documental brasileira, com trabalhos inscritos no FIM 2018.
Data: 05 de dezembro
Horário: 18h30
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Duração: 2h46
Classificação: Livre
Entrada franca

1- ADMIRÁVEL MUNDO DESTRO

Direção: Luiza Leal
Ano: 2017
Duração: 25’
Origem: Maceió/AL
Classificação: Livre
Sinopse: Em um mundo planejado para pessoas destras, a minoria canhota experimenta a vida ao contrário. O documentário visita cidades no Brasil e na Europa para mostrar o cotidiano em comum de quem nasceu à esquerda da sociedade e refletir sobre como o lado esquerdo tem sido associado ao mal na história da humanidade.

2- BALANCEIA

Direção: Juraci Júnior e Thiago Oliveira
Ano:2017
Duração: 7’40
Origem: Porto Velho/RO
Classificação: Livre
Sinopse: Uma viagem à Amazônia provoca uma fusão de sentimentos em um homem. Depois de vivenciar o festival folclórico em uma ilha, o viajante se surpreende com crianças ribeirinhas que desafiam a força das águas.

3- C(ELAS)

Direção: Gabriela Santos Alves
Ano: 2017
Duração: 18’
Origem: Vitória/ ES
Classificação: Livre
Sinopse: Os meses finais da gravidez e os primeiros após o nascimento de um bebê são experiências únicas na vida de uma mulher. E quando esse cotidiano é vivido dentro de uma penitenciária?

4- ELZA

Direção: Leandro Olímpio
Ano: 2018
Duração: 20’
Origem: Santos/SP
Classificação: Livre
Sinopse: A gente não presta atenção, mas o cineasta sempre escolhe quais cenas entram e quais ficam de fora do filme. Na vida não é diferente, vó. A memória é uma ilha de edição.

5- ENTREMARÉS

Direção: Anna Andrade
Ano: 2018
Duração: 20’
Origem: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: No chão de lama, mulheres compartilham os seus vínculos e vivências com a maré, a pesca, e a Ilha de Deus.

6- IMAGINÁRIOS URBANOS

Direção: Glauber Martins Freire Xavier
Ano: 2017
Duração: 24’40’’
Origem: Maceió/AL
Classificação: Livre
Sinopse: Imaginários Urbanos mixa arte, corpo e cidade, esboçando inquietações de um grupo de pesquisadores e artistas dispostos a estimular reflexões sobre as representações simbólicas sobre a cidade de Maceió.

7- MAJUR

Direção: Rafael Irineu
Ano: 2018
Duração: 20’
Origem: Rondonópolis/ MT
Classificação: Livre
Sinopse: Conheça Majur, chefe de comunicação de uma aldeia no interior de Mato Grosso. O documentário mostra um recorte de um ano de sua vida.

8- SIMBIOSE

Direção: Júlia Morim
Ano: 2017
Duração: 19’39’’
Origem: Recife/PE
Classificação: Livre
Sinopse: Uma conversa com Maria dos Prazeres de Souza, parteira tradicional, cuja trajetória de saberes é uma “simbiose” entre o tradicional e o contemporâneo, entre o popular e o biomédico. Dona Prazeres transita entre mundos e realidades contrastantes e assim mantém uma constante incorporação e construção de saberes.

9- UM LUGAR AO SUL

Direção: Gianluca Cozza
Ano: 2018
Duração: 11’48”
Origem: Pelotas/RS
Classificação: Livre
Sinopse: Dame, imigrante senegalês em Pelotas, conquista seu maior sonho: ser jogador profissional de futebol. Em uma viagem para defender seu novo clube, relembra os momentos difíceis que enfrentou: a saudade do Senegal, as dificuldades como vendedor ambulante, a ilegal viagem até o Brasil e a saudade de um amor que ficou para trás.

DIA 6/12

Longa-metragem: HÍBRIDOS – OS ESPÍRITOS DO BRASIL
Data: 06 de dezembro
Horário: 17h
Local: Cine Imperator 3D (Villa Nova Shopping)
Direção: Priscilla Telmon e Vincent Moon
Ano: 2017
Duração: 1h28
Origem: Brasil/França
Classificação: 14 anos
Entrada franca
Sinopse: HÍBRIDOS, OS ESPÍRITOS DO BRASIL desvela um dos grandes assuntos da nossa geração – a espiritualidade está em voga em nossa sociedade e o seu epicentro é o Brasil. Desde a maior procissão católica do mundo a um desconhecido ritual indígena no Mato Grosso, de passes de cura em centros espíritas a novos rituais com ayahuasca em São Paulo, o documentário revela os laços fraternos entre curandeiros, xamãs, místicos, devotos e iniciados. Sem comentários, o filme é uma jornada musical através dos diversos rituais, enquanto tece, aos poucos, um novo ritual – um ritual cinematográfico.

DIA 6/12

MOSTRA FÔLEGO!

+ Votação popular do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual
Mostra que carrega o apelo de uma das mais fortes expressões amapaenses. A expressão “Fôlego!” é usada para denotar espanto, surpresa, admiração… E aqui ela dá nome à mostra que é dedicada à produção audiovisual amapaense. Uma forma de incentivar os realizadores e a produção local, uma busca por novas inspirações, novos ares. Após a primeira noite da “Mostra Fôlego!”, o público participa da votação popular do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual.
Data: 06 de dezembro
Horário: 19h
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Duração: 2h
Classificação: Livre

 

1- A ORLA DE MACAPÁ: O CONTRASTE ENTRE BELEZA E ABANDONO

Direção: Bianca Moro de Carvalho
Ano: 2018
Duração: 23’13’’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: Produzido por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFAP em parceria com o projeto de extensão Planejando com a Comunidade. Esta pesquisa propõe refletir sobre a importância do espaço público na vida dos cidadãos, denunciando a ausência do poder público em uma das áreas mais nobres da cidade de Macapá.

2- DE DOMINGO À DOMINGOS

Diretor: Marcus Vinicius de Oliveira
Ano: 2018
Duração: 10’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: A poesia no dia a dia de Seu Domingos, um produtor agroecológico.

3- FOME DE QUÊ?

Direção: Ronaldo Rony
Ano: 2018
Duração: 2’48’’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: A busca pela informação como alimento essencial para a compreensão da realidade é o tema deste curtíssima-metragem.

4- DESVENTURA

Direção: Djonathan Rabelo e Carlos Washington
Ano: 2018
Duração: 4’41’’
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: Obra fictícia que aborda as vivências e dificuldades encontradas por um jovem artista independente da cidade.

5- UM FILME BONITO DE SE VER

Direção: André Cantuária
Ano: 2017
Duração: 35’
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: Documentário fruto do Projeto Experimental apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo, apresenta um panorama sobre a produção de documentários independentes no estado do Amapá, mostrando desafios e perspectivas. Produção realizada por André Cantuária e Jhenni Quaresma sob orientação da professora doutora Isabel Regina Augusto.

6- COLORINDO

Direção: Josean Ricardo
Ano: 2018
Duração: 42’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: O documentário trata da história de pessoas que passaram por estigmatizações por não serem percebidas como “normais” em relação aos seus gêneros e/ou sexualidades na cultura escolar do Amapá entre 1988 e 2018.

DIA 7/12

Longa-metragem: EX-PAJÉ
Data: 07 de dezembro
Horário: 17h
Local: Cine Imperator 3D (Villa Nova Shopping)
Direção: Luiz Bolognesi
Ano: 2018
Duração: 1h21
Origem: Brasil
Classificação: Livre
Entrada franca
Sinopse: Até o contato do povo Paiter Suruí com os brancos, em 1969, Perpera era um pajé poderoso. Após chegada dos brancos, um pastor evangélico afirma que pajelança é coisa do diabo e Perpera perde seu papel na tribo, passando a viver com medo dos espíritos da floresta. Mas quando a morte ronda a aldeia, o poder de falar com os espíritos pode novamente ser necessário…

DIA 7/12
MOSTRA FÔLEGO!

+ Votação popular do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual
Após a segunda noite da “Mostra Fôlego!”, o público participa da votação popular do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual.
Data: 07 de dezembro
Horário: 19h
Local: Auditório CEPM Walkíria Lima (Eliézer Levi nº 63, Centro)
Duração: 2h
Classificação: 10 anos

1- A CHAMADA

Direção: Evaldo Dias Matos
Ano: 2018
Duração: 2’’34’’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: Um jovem está estudando em seu quarto quando recebe uma ligação misteriosa que o levará ao máximo de tensão.

2- HABITAÇÃO POPULAR NA AMAZÔNIA: O ELESBÃO

Direção: Bianca Moro de Carvalho e Marcos Ramon
Ano: 2017
Duração: 22’20’’
Origem: Macapá/ AP
Classificação: Livre
Sinopse: Realizado por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFAP, através do Projeto de Extensão “Planejando com a Comunidade”. No bairro do Elesbão, em Santana, alguns elementos da arquitetura, do modo de vida e a coexistência da relação homem-natureza o tornam uma experiência peculiar: a construção das casas é realizada pela própria comunidade sem apoio do poder público; a importância do rio engloba desde as atividades de estaleiro até sua influência na alimentação, marcada pelo consumo do peixe e do açaí. As belezas e as dificuldades deste lugar são uma situação paradoxal, em que riqueza natural e descaso público são revelados pelos depoimentos que estão neste documentário.

3- ENGASGA, ENGASGA

Direção: Wenner George
Ano: 2016
Duração: 6’12”
Origem: Macapá/ AP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Um jovem aventureiro que tem um fim inesperado.

4- INTERVENÇÃO URBANA – BAIXADA VIVE

Direção: Chyara Gomes
Ano: 2018
Duração: 12’20’’
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: Um projeto de design gráfico e graffiti voltado para os moradores das áreas de ressaca.
Com o intuito de proporcionar uma reflexão voltada ao incentivo da cultura através do design gráfico, valorização da comunidade, o projeto torna-se também uma plataforma de reintegração e inclusão social, levando o design e todo o movimento que o graffiti prega para dentro das áreas de ponte. Bem-vindos ao projeto de intervenção urbana BAIXADA VIVE!

5- BOJACK

Direção: Djonathan Rabelo e Carlos Washington
Ano: 2017
Duração: 3’28’’
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: inspirado na série de animação, Bojack faz um retrato de jovens que se perdem internamente com as responsabilidades, as pressões e dificuldades emocionais que interferem em sua compreensão da vida para além da superficialidade.

6- MEU CORPO FEMININO

Direção: Fernanda Lima
Ano: 2018
Duração: 12’40”
Origem: Macapá/AP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Não é exagero dizer que toda mulher já foi assediada na vida. O documentário apresenta o desabafo de quatro mulheres sobre os diversos assédios cotidianos, depoimentos que mostram que o corpo feminino é sinônimo e alvo de pequenas e grandes violências diárias trazidas pelo emaranhado de experiências e vivências em uma sociedade que desumaniza as mulheres.

7- ROBOCOP

Direção: Djonathan Rabelo
Ano: 2018
Duração: 4’13’’
Origem: Macapá/AP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Nas periferias de Macapá, moradores narram suas batalhas cotidianas por sobrevivência em uma sociedade que criminaliza seus corpos e suas vidas.

8- REVISITANDO BUDA

Direção: Sady Menescal
Ano: 2018
Duração: 01’43”
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: Processo criativo

9- MAZAGÃO – PORTA DO MAR

Direção: Gavin Andrews
Ano: 2016
Duração: 52’
Origem: Macapá/AP
Classificação: Livre
Sinopse: “Mazagão – Porta do Mar” mergulha no imaginário e na história do povo de Mazagão em uma trajetória que atravessa 246 anos e o Oceano Atlântico. O documentário registra o encontro de dois mundos e tempos: o da cidade do passado e suas histórias de batalhas gloriosas, com a comunidade tradicional que está numa encruzilhada com o mundo moderno.

DIA 8/12

GAMBIARRA – a festa do FIM

+ Entrega do 4º Prêmio Gengibirra de Audiovisual
Data: 08 de dezembro
Local: Quintal Cultural Walô 54 (Av. José Antônio Siqueira, 1212, Jesus de Nazaré)
Horário: 19h
Entrada: R$10
+ 18 anos

Fonte: FIM

12ª MCDH no Amapá inicia segunda-feira e exibe filmes sobre direitos humanos

A 12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) exibe de 26 de novembro a 5 de dezembro, filmes emblemáticos que falam de temas diversos, que retratam a luta para que os direitos do homem sejam respeitados e preservados. O evento comemora os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos, celebrado no dia 10 de dezembro, e está acontecendo em todas as capitais brasileiras. No Amapá, a MCDH é encabeçada pelos produtores do audiovisual, Ana Vidigal e Thomé Azevedo, em parceria com o Ministério Público do Amapá (MP-AP) e Governo do Estado (GEA).

O enfoque da mostra é conscientizar, questionar e debater temas como diversidade, direitos humanos, povos negros, indígenas, pessoas com limitações, direitos dos idosos, da mulher, à saúde, educação, diversidade religiosa e meio ambiente. São 40 filmes divididos em quatro temáticas, para atender todos os públicos, Temática, Panorama, Mostrinha, para crianças e adolescentes, e Homenagem, que nesta edição é dedicada ao ator brasileiro Milton Gonçalves. Os filmes serão exibidos nos prédios do MP-AP das Zonas Norte e Sul, e escolas públicas, e a entrada é franca, com respeito à faixa etária.

A Mostra é considerada um marco na consolidação do movimento do audiovisual no Amapá, que nos últimos anos tem conquistado apoio e público, pela organização instituições, grupos organizados e produtores locais, que conseguiram inserir o Amapá no seleto segmento de estados que produzem filmes com qualidade, graças ao trabalho de inclusão e capacitação. Seminários, festivais, mostras, palestras, e outras atividades, popularizaram o audiovisual, e no processo natural, profissionais e talentos foram descobertos e hoje estão no mercado.

A produtora Ana Vidigal, contabiliza os avanços no setor no Amapá em 2018, que é a colheita de um intenso trabalho dos produtores. Ela cita a inauguração do Núcleo de Produção Digital Equinócio (NPD), que facilita gratuitamente a produção de filmes, propagandas e documentários por produtores locais. Outra conquista festejada é o edital de produção de Audiovisual do Amapá, lançada pelo GEA em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), onde foi disponibilizado R$ 3 milhões para produção de 12 vídeos, sendo que 80% dos produtores devem ser de origem local, e 90% rodados no Amapá.

Ana Vidigal, que coordena o NPD, disse estar certa de que a Mostra é um elo importante para que os amapaenses tenham acesso à produções cinematográficas que sejam gatilhos para conscientização, e as parcerias foram fundamentais para o evento. “O público terá filmes com contextos atuais e que abalam muitas famílias e pessoas, e é muito importante que todos assistam para próprio conceito pessoal sobre os temas. Tivemos parcerias importantes que viabilizaram esta Mostra, como com o Ministério Público do Amapá, Governo do Estado, através das Secretarias de Educação e Cultura, que foram essenciais para a concretização deste projeto”.

Para Thomé Azevedo, produtor, ator e militante do audiovisual, a Mostra é importante para o movimento no Amapá, porque traz diversos formatos, do longa, ao curta e média metragem, com filmes de ficção, que retratam a realidade, que debatem politicas públicas e diversidade. “É hora de trazermos a comunidade, estudantes, donas de casa, professores, em torno de um tema que é debatido em todo o mundo, que é a garantis dos direito humanos, e o Amapá tem que estar inserido”.

A 12a Mostra inicia segunda-feira, 26, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do Amapá, no Araxá, às 19h, com abertura e exibição dos filmes A Rua é Nóiz, e Enrolado na Raiz.

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação