Grafite Comunicação lança o trailer do filme AÇAÍ

A Grafite Comunicação lançou, na última sexta-feira (13), o trailer do filme AÇAÍ. A produção contemplada no 1º Edital de Audiovisual do Amapá 2017, com financiamento do Governo do Estado do Amapá.

O filme narra a saga de Dionlenon em busca da refeição indispensável na mesa de um bom amapaense. Enfrentando aquela “lua” pelas ruas movimentadas do bairro Novo Horizonte, em Macapá-AP, o rapaz não mede esforços para conseguir concluir sua missão.

 Se preparem que o filme estreia daqui a um mês, trazendo um elenco cheio de moral: Joca Monteiro, Deize Pinheiro, Pauto Bastos, Rute Xavier, Naldo Martins, Veeney Nunes e Lu de Oliveira e mais uma penca de gente boa.

A equipe técnica também não fica atrás, com roteiro de Sandro Romero e direção de André Cantuária. Na trilha sonora o mestre Manoel Cordeiro e a banda O Sósia.

Então confere aí o nosso trailer : 

Daniel Alves
Assessor de Comunicação
(96) 98131-8844
Foto: Jonathas Sansi

Folclore amapaense é retratado com drama e comédia em curta-metragem independente

Filme de curta-metragem é independente e trabalha com cerca de 11 atores voluntários amapaenses — Foto: Divulgação/Amovis

Por Caio Coutinho

Um grupo de artistas voluntários do município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, está trazendo uma proposta diferente ao contar as lendas do Boto e da Cobra Sofia. O curta-metragem “Maizúúcaramba”, gravado no Museu Sacaca, quer mostrar como seria conviver com esses personagens nos dias atuais.

Com uma produção de 30 minutos, as cenas de drama e humor, mostram o dia a dia de ribeirinhos que moram em Oiapoque com os dois personagens do folclore amapaense. Cerca de 11 atores participam das filmagens, que duraram um só dia.

O diretor e roteirista do curta, Bruce Arraes, que atua há mais de 17 anos no audiovisual, explica que tudo foi produzido com o apoio dos próprios artistas e do Museu Sacaca, que cedeu o espaço para as locações.

“O roteiro surgiu a partir de uma ideia de um amigo chamado Silvio Castelo, de Santana, que pensou em uma produção de comédia regionalizada e construiu a dramatização em parceria comigo”, detalha Arraes.

Integrantes da Associação Movimento Audiovisual de Santana (Amovis) — Foto: Divulgação/Amovis

A ideia é disponibilizar o curta-metragem na internet, depois apresentar em escolas públicas e transformar outras histórias em pelo menos 15 episódios.

O curta conta a história de “Caramba” (interpretado por Nedy Mendes), um típico caboclo amapaense que mora as margens do rio Cupixi. Um belo dia, Jandira (Josy Mendes), sua prometida, encontrou o boto (Zaak Mendes), que a seduziu. Passado alguns dias, ele descobre a gravidez dela e decide assumir a criança. Mas, Jandira adoece misteriosamente.

A história se passa na busca de “Caramba” por um pajé (Antenor Meireles), da aldeia da tribo Galibi Karipuna, que deve curar sua amada. Para isso, ele conta com a ajuda do amigo Peteleco (Sílvio Castelo). No caminho a dupla encontra a Icorã (Regina Vitória) e outros mistérios da floresta como a Mãe Natureza (Valda Mendes) e o corajoso Ubiraci (Fábio Nescal) e Índia Potira (Anita Nascimento).

A gravação do filme utilizou uma técnica chamada “Começo, Meio e Fim” (CMF), onde o ator desenvolve o texto no improviso em cima de uma ideia dada pelo diretor. A iniciativa é da Associação Movimento Audiovisual de Santana (Amovis), que já produziu 388 curtas de forma independente.

Fonte: G1 Amapá

Capacitação Audiovisual Fotografia para Cinema, com Nildo Costa

O Sistema Fecomércio, através do Sesc Amapá, promoverá, no período de 23 a 27 de setembro, na unidade Sesc Araxá, a capacitação audiovisual “Fotografia para Cinema”. Entre as técnicas que serão ministradas estão: “Teoria e Prática”, “Noções de Direção de Fotografia” e “Introdução a linguagem filmica”. A qualificação será proferida por Francinildo Costa de Souza. Serão abertas (duas turmas), um turma das 8 às 12h e outra turma das 14h às 12h.  As inscrições, com vagas limitadas, estão abertas no setor de Cultura do Sesc. O investimento é 1kg de alimento não perecível.

A direção de fotografia é de suma importância no processo de construção de um filme, ele deve pensar quais momentos registrar a fim de alcançar o telespectador, mesmo de maneira inconscientemente, despertar o seu lado criativo e imaginário.

A oficina se propõe a discutir sobre todos os aspectos da fotografia de um filme como a iluminação, a escolha de lentes, câmera específicas, posicionamento de atores, movimentos de câmara, objetos em cena, ângulos e enquadramentos.

Francinildo Costa de Souza

Começou sua carreira na cidade de Macapá (AP) no ano de 2002 na empresa ALTV, onde trabalhou como cinegrafista e executou dois documentários: Junior Achiviement (SEBRAE) em Macapá (AP) e “CADAM CELULOSE” em Monte Dourado – PA. Tem vasta experiência em direção de fotografia. Através da empresa “Five Produções”. Foi diretor de fotografia dos documentários: “Prático do Amapá”, “Aquarela de Ensino á Distância” e documentário que representou o Amapá, no Congresso de Educação da UNESCO, recentemente em 2017. Participou como Diretor de Fotografia na série “Mad Scientist” do diretor Célio Cavalcante.

Com informações da Assessoria de comunicação do Sesc-AP.

Informações: 96-3241-4440

“Don’t You Forget About Me” (“Não se Esqueça de Mim”) – A Geração John Hughes (Por @RicardoMacapa)

Salve, pessoal !! Estou por aqui para compartilhar umas experiências que tive um tempo atrás com relação à música e cinema…

Às vezes o saudosismo me bate forte… E no final de 2014 fui surpreendido por um documentário que estava passando na HBO, “Don’t You Forget About Me” é o título desse documentário… Que retrata a vida e obra de John Huges, o qual não conhecia até ver aquele bendito documentário (vergonha…rsrs!).

Sinto-me envergonhado, pois não sabia que se tratava de uma pessoa que foi muito importante na minha adolescência… John Hughes foi criador, diretor, produtor e roteirista de inúmeros filmes que marcaram aquela fase de minha vida (e de muitos que vivenciaram os anos 80)… Filmes como “Gatinhas e Gatões”, “Mulher Nota Mil”, “A Garota de Rosa Shocking”, “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”) e “Curtindo A Vida Adoidado” (“Ferris Bueller’s Day Off”), este último, meu preferido… Hughes se tornou referência do gênero teen movies dos anos 80.

A internet é algo incrível… Tantas coisas que vi, escutei e vivenciei antes dela, e só agora é que estou descobrindo do quê e de quem se tratava… Esse é o caso de John Hughes… Não sou cinéfilo, mas gosto demais de assistir filmes, e conheço alguns caras do cinema, os mais famosos pelo menos… George Lucas, Spielberg, Tarantino (porém, quem não os conhece, né??? rsrs !!!)… Mas John Hughes não… eu deveria tê-lo conhecido antes de sua morte em 2009… É algo que vou demorar pra me perdoar…

O referido documentário foi lançado no mesmo ano da morte de Hughes, e foi idealizado por um grupo de fãs desse gênio, que conhecia como poucos a alma e os corações dos adolescentes da década de 1980…

Em 2010, um filme fez grandes referências a Hughes: “A Mentira” (“Easy A”), protagonizado por Emma Stone (ruivinha muito linda)… Muito bom esse filme, recomendo! Ele não passou nos cinemas tupiniquins, e foi direto pras locadoras aqui no Brasil em 2012 ou 2013, não lembro bem…. Mas recomendo os dois, tanto o filme quanto o documentário…

A Mentira (“Easy A”):

Don’t You Forget About Me (Documentário):

O Documentário explica muita coisa que aconteceu na vida de Hughes… Uma delas foi o sumiço repentino dele de Hollywood, ficando recluso em sua cidade natal até sua morte… Muitos dizem que foi devido a muitas crítica negativas sobre os filmes dele feitas por alguns ‘críticos’ de cinema norte-americanos (uns babacas)… Algumas pessoas tem dificuldades de lidar com isso… Principalmente pessoas mais sensíveis…

Outra curiosidade que vi também no documentário: Hughes escolhia pessoalmente as músicas para compor a trilha sonora de seus filmes… Assim ele escolheu “Don’t You Forget About Me” do Simple Minds para fazer parte da trilha de “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”), e que acabou virando o título do documentário em sua homenagem… E convenhamos, o cara tinha um bom gosto musical…

Simple Minds – Don’t You (Forget About Me):

 

Mas continuando meu praguejamento: como posso não ter conhecido o criador, produtor e roteirista de “Curtindo A Vida Adoidado” ??!!!… Parafraseando Mestre Yoda: falha minha imperdoável essa é… Como já disse, esse é meu filme preferido do universo Hughes, e acredito que seja o favorito de muitos também… Quem não viu alguma vez esse filme na Sessão da Tarde? A Globo cansou de passar, acho que só não passou mais do que “A Lagoa Azul”… rsrs :p !!!

“Curtindo A Vida Adoidado”, pra mim, foi um marco no estilo de fazer esse tipo filme… Quando Ferris Bueller (Matthew Broderick) vira pra câmera e começa a falar com você, é de espantar!!! rsrs! E fora a trilha sonora que é maravilhosa (escolha de Hughes, é claro)… Duas cenas são marcantes neste filme, com relação a trilha sonora. Para maioria a número 1: Na Parada da cidade – com “Twist And Shout” (Beatles); e para mim a número 2: Cena do Museu – com “Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)” (The Smiths), mas com performance de The Dream Academy… Num instrumental que é de arrepiar!! Essa cena do museu marcante pra mim…

“Twist And Shout”:

“Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)”:

Bom, é isso galera… Quem sabe começo a me perdoar, pois agora já sei quem foi John Hughes, e o quanto ele foi importante em minha vida, e na vida de muitos, acredito eu… Um abraço e Valew!!

* Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Cinema e Rock’n’roll.

SESC Amapá realiza “Fórum de Cinema” com a presença de diretores renomados

Em continuidade ao Projeto Amazônia das Artes, o SESC Amapá realiza entre os dias 27 e 29 de agosto às 19h no Sesc Centro, o “Fórum de Cinema” com a presença dos diretores: Rose Panet (Filme Manuel Bernardino: O Lenin da Matta- MA); Sergio de Carvalho (Filme Sabá – AC); André dos Santos (Filme: Limiar – PA); Fernanda Martins – (Filme: Marajó das Letras – Os Abridores de Letras da Amazônia Marajoara PA); Severino Neto (Filme: Juba – MT).

O Fórum de Audiovisual tem como objetivo possibilitar reflexões acerca do cinema, suas dificuldades, particularidades e seus avanços. Além disso, busca debater as políticas públicas voltadas para o cinema, sua amplitude no cenário atual, bem como as iniciativas independentes, tanto no que se refere ao conteúdo quanto à exibição, à distribuição e à publicidade.

A mostra de cinema, com este evento, almeja aproximar os profissionais do audiovisual com o público, seja este estudioso, seja espectador. O evento contará com mesa redonda, compostas por profissionais do audiovisual: diretores, produtores, roteiristas, exibidores, estudiosos e gestores de instituições engajadas no incremento da cinematografia.

Programação de hoje:

29/08- DEBATE SOBRE CONCEITOS EXPOSTOS.

FICÇÃO: Juba; Diretor Severino Neto; Duração: 19min.

SINOPSE:

Juba é uma jovem que ganha dinheiro fazendo malabares nas ruas de Cuiabá. Em uma dessas raras oportunidades que a vida oferece, Juba e seus companheiros recebem uma proposta irrecusável. Porém, mesmo com tudo combinado, alguns detalhes do seu complexo cotidiano tornam a decisão mais difícil do que parece. Um dilema de como os sonhos e a própria vida se misturam e se é possível que a arte sobreviva à realidade.

FICÇÃO: LIMIAR; Diretor: André dos Santos; Duração: 26minutos; Ano de Produção: 2017; Classificação: Livre.

SINOPSE: João (Benjamin Fortunato), um garoto de apenas sete anos, fica preso curiosamente dentro de um casarão, numa noite sombria. A partir de então ele se depara com acontecimentos inesperados com fortes ligações com seu passado e futuro.

Meia-Noite em Paris – (Midnight in Paris)

Hoje assisti novamente o filme “Meia-Noite em Paris”, que foi reprisado pela Rede Globo nesta madrugada. A primeira vez que vi essa obra prima do cinema foi em 2012. Entre todas as coisas muito legais do longa, contextualizei o saudosismo e a insatisfação que Gil Pander (Owen Wilson), o protagonista roteirista conceituado em Hollywood, que almeja se tornar um grande escritor, sente. Além de ser uma viagem literária, as imposições da família da sua noiva, Inez (Rachel McAdams) e a vontade do cara de ser feliz do jeito que ele são coisas muito familiares.

Que o Woody Allen é gênio, todos sabemos. Mas o neste filme, que é uma declaração de amor à Cidade Luz, como é conhecida a capital francesa, ele arrebentou. Apesar de inteligente, o longa não enche o saco com intelectualismo chato. Aliás, possui diálogos simples para uma obra que possui muita cultura em suas conversações.

Como todo ser inquieto que precisa escrever, Gil é da madrugada. Após boas doses de vinho, Ele viaja pelo tempo através de um carro antigo sempre em um ponto de Paris todas as noites. Lá encontra seus ídolos da Literatura e personagens marcantes da Cultura mundial, como Salvador Dali, Pablo Picasso, Cole Porter, F. Scott Fiztgerald e Ernest Hemingway. No filme, Gil anda pelas velhas ruas de Paris, seus locais badalados e frequentados pelas ilustres personalidades dos anos 20.

O escritor encontrar-se com seus ídolos literários e artísticos que já estão mortos, com que debater literatura e arte, além de ter seu livro lido e criticado por Gertrude Stein (Kathy Bates).

Entre os papos legais que rolam no filme, Ernest Hemingway diz a Gil Pander: “Não gosto de textos ruins e quando leio escritos melhores que os meus, sinto inveja e não gosto também”. Paid’égua!

Meia-Noite em Paris nem de longe lembra um enlatado hollywoodiano, nem um romance água com açúcar. Acho que quem gosta de filmes europeus e não assistiu ao longa metragem, vai curtir o filme.

O mais legal na história é que Pander enche o saco de Inez (cheia de vontades e chatices) e de seus pais, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy), que não escondem a antipatia pelo cara. Ele resolve pagar o preço, arrisca e no final dá tudo certo. Tudo por uma vida menos ordinária.

Pander se aventura em uma autorreflexão e consegue resolver suas crises existenciais, além de descolar um novo amor, (afinal, “fazer por merecer” é mais que um ditado, é uma lei da vida). Tudo isso com uma trilha sonora espetacular.Um filme agradável, que faz você pensar que é sempre certo fazer o que lhe aprazia. Não sei qual seria a minha viagem no tempo, mas certamente eu saberia aproveitá-la, afinal, ser escritor é um daqueles sonhos que não envelhecem. Para quem não assistiu, recomendo!

Elton Tavares

Trailer do filme: 

As belas imagens do documentário (em produção) sobre a Festa de São Tiago (produzidas por Aladim Júnior)

Saquem as belas imagens do documentário, ainda em produção, sobre a festa de São Tiago, em Mazagão Velho. O belo trabalho é assinado pelo produtor, fotógrafo, cinegrafista, editor, entre outras coisas que ele é fera,  Aladim Júnior. Adorei os frames de vídeo cedidos (parece foto, mas são quadros da montagem do doc) pelo amigo. Vejam:

Documentário retrata o surgimento do ‘graffiti’ nos espaços urbanos de Macapá

Documentário retrata o surgimento do ‘graffiti’ nos espaço urbano de Macapá — Foto: Divulgação

Por Rita Torrinha

O surgimento do graffiti em espaços urbanos de Macapá é o assunto traçado nos 35 minutos do documentário “Tatuagem da Cidade”, que será exibido nesta quarta-feira (17) em um espaço cultural no Centro da capital. O filme tem como base pontos de vista de dez artistas amapaenses da vanguarda e da nova geração.

“Buscamos entrevistar grafiteiros antigos, alguns que transitaram entre espaços que acreditamos ser importantes, como o Catita Clube e o Espaço Caos. Também escolhemos alguns grafiteiros mais novos que representam a cena hoje, a galera que está na ativa”, explica Danrlei Chagas (Jack), que assina a direção do filme.

Criadores, da esquerda para direita: Danrlei Chagas (Jack), Ramones Otirb e Lucas Monte — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

Jack compartilha o roteiro e direção do documentário com o amigo Ramones Otirb e contou com Lucas Monte nas filmagens. Os dois primeiros são estudantes de artes visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap), onde surgiu a ideia da gravar a película, como parte do trabalho de conclusão de curso. Foram oito meses de trabalho, entre gravação e finalização.

Artista Moara Negreiros é uma das entrevistadas no documentário — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

“Começamos a escrever o TCC e ao mesmo tempo gravar. Para gravar contamos com a ajuda do Lucas Monte, que se disponibilizou a fazer as imagens, e a edição é do André Cantuária. Assim surgiu a ideia de fazer um curta-doc sobre esses relatos e também mostrar como é agora a identidade da arte urbana local”.

“O muro é símbolo da sociedade moderna e não por acaso também é o suporte favorito dos grafiteiros”, Jack — Foto: Divulgação

“Tatuagem da Cidade” não fala sobre o processo individual criativo dos grafiteiros, se propõe a registrar relatos desses espaços coletivos que surgiram e desapareceram, mas que contribuíram para a valorização da cena da arte urbana.

Gabi Campis estuda artes e é grafiteira. Ela também está no documentário — Foto: Divulgação

Para Jack, apesar de ser considerada “tímida” por alguns grafiteiros, a arte de rua existe e resiste ao passar do tempo, mesmo que seja em movimentos cíclicos, mas com potencial de intervenção cada vez maior.

Danrlei Chagas (Jack), diretor do documentário — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

É também uma decisão de trazer à visibilidade e fomentar discussões, inclusive acadêmica, onde, segundo os documentaristas, o acervo sobre a temática ainda é pífia. Para os grafiteiros, os muros são os suportes favoritos para usar os sprays multicoloridos e ressignificar o lugar.

Documentário retrata a arte do graffiti integrada ao cenário urbano de Macapá — Foto: Divulgação

Todos os entrevistados no documentário são grafiteiros e a maioria tem formação ou está se formando no curso de artes visuais, seja a nível técnico, seja em licenciatura.

Ter um recorte da cena do graffiti registrado em filme representa também o resgate de rodas constantes de discussões sobre o movimento e a (re) aproximação dessa tribo. Uma reflexão que vai além de um filme ou trabalho acadêmico.

Serviço:

Exibição do documentário “Tatuagem da cidade”
Local: Casa Viva (Avenida Almirante Barroso, nº 851, Centro)
Data: 17 de julho (quarta-feira)
Hora: 20h
Entrada gratuita

Fonte: G1 Amapá

Projeto de audiovisual em escolas do Amapá precisa de votos populares para conseguir financiamento de edital

O projeto Cine Perifa, desenvolvido no Estado do Amapá, está entre os 100 selecionados de um total de mais de 2 mil inscritos no Edital do “Movimento Bem Maior”. O certame visa apoiar projetos de ONGs e Coletivos de todo Brasil e, assim, possibilitar financeiramente as suas execuções. A seleção nessa primeira fase do projeto amapaense os habilitou a passar para a próxima etapa de votação popular.

Para votar só é necessário fazer o cadastro no site do Movimento Bem Maior (https://movimentobemmaior.org), confirmar a inscrição via e-mail e votar no projeto CINE PERIFA. As inscrições vão até o dia 14 de julho (domingo), qualquer pessoa pode participar.

O Cine Perifa é o único projeto do Amapá entre os 100 selecionados. Desse número, os 50 mais votados receberão o patrocínio para a sua realização. De acordo com a idealizadora da iniciativa, “essa é a oportunidade de investir em equipe, estrutura e logística para atender aos demais municípios do estado do Amapá”, explicou Jhenni Quaresma.

O projeto amapaense

O projeto iniciou no ano de 2015, a partir do trabalho desenvolvido pela jornalista e fotógrafa Jhenni Quaresma, quando a mesma ministrava oficinas de fotografia e cinema em escolas públicas de Macapá. Em 2016, foi montada uma pequena equipe, onde foram definidos os caminhos da iniciativa que levou o nome de “Cine Perifa”.

O objetivo é ofertar aos professores e estudantes de escolas públicas das periferias de Macapá formação em audiovisual, permitindo assim que trabalhem o cinema dentro da sala de aula em conjunto com outras disciplinas. Além de permitir uma nova forma de contar suas histórias.

Ainda em 2016, o grupo obteve o apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF) através da II Chamada Pública do Inventar com a Diferença, o que permitiu a aquisição de equipamentos e a manutenção do projeto até o início de 2018.

Daniel Alves
Assessor de Comunicação
(96) 98131-8844

Exibição de filmes marca Semana Mundial Sem Carne em Macapá

Campanha nacional é organizada pela Greenpeace, Sociedade Vegetariana Brasileira e Mercy for Animals.

Por Jorge Abreu

Como parte da campanha Semana Mundial Sem Carne, uma programação com exibições de curtas-metragens, debates e degustações de comidas veganas será realizada na sexta-feira (21), em Macapá.

O evento nacional é promovido pelas ONGs Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Mercy for Animals e Greenpeace, com objetivo de discutir e divulgar os principais pontos abordados pelo veganismo.

Além disso, a programação busca levar reflexões voltadas para meio ambiente, como os impactos negativos provocados pela pecuária, desmatamento de florestas, poluição, aquecimento global, entre outros.

Na capital amapaense, o evento acontece entre 15h45 até 17h45, na escola de idiomas Yázigi, que fica localizado na Avenida Clodóvio Coelho, nº 222 – bairro Trem. A entrada é gratuita e qualquer pessoa pode participar.

Semana Mundial Sem Carne

Apesar do nome, a proposta da campanha não é focada somente na restrição alimentar e sim no veganismo, que um movimento social e político a respeito dos direitos animais, por questões éticas e também pela sustentabilidade.

É a primeira vez que a SVB, Mercy for Animals e Greenpeace se juntam para realizar um programação para abordar a causa. Eventos similares acontecem em vários estados do Brasil.

InterAmazônias: filme mostra ancestralidade das música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa

Será lançado nesta quarta-feira (19), às 9h30,  o documentário “ interAMAZÔNIAS – uma fronteira musical”. O Filme é resultado de dissertação de mestrado que visa mostra como a criatividade e a vitalidade da música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa ajudaram a manter uma herança ancestral africana que ainda está muito presente. O mesmo tem a duração de 1h30min e será apresentado em uma sessão aberta ao público no Cine Imperator do Vila Nova Shopping.

O filme inicia trazendo o conceito de fronteira não como fim ou inicio de um território, mas como lugar de junção, sendo abordado em uma perspectiva da interação, um ponto de contato entre culturas distintas que estabelecem trocas e se reconhecem pelas particularidades que essas culturas carregam.

“A criatividade e a vitalidade da música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa ajudaram a manter uma herança ancestral em que o passado africano ainda está muito presente. A origem de algumas danças e ritmos de “tambor”, que remontam à escravidão, alimentou a base para novos ritmos que marcam a música tradicional e contemporânea que se toca nessa parte da Amazônia.Norteou essa pesquisa o conceito de Geograficidade cunhado por Eric Dardel, o qual expressa a natureza geográfica da consciência do indivíduo de ser e estar no mundo, e seus diálogos com o lugar e a paisagem. É com essa perspectiva que usamos a música como aporte para compreender as representações da geograficidade amazônida expressa nas músicas tradicional e contemporânea do Amapá e da Guiana Francesa. Desta forma, abordamos essa parte da Amazônia pelo viés cultural, ou seja, a maneira como ela é vista através de atores que a constroem, em especial os grupos musicais tradicionais, compositores e cantores“, explicou Clícia de Miceli.

O mesmo trata a fronteira como lugar fecundo, área privilegiada onde se estabelecem empréstimos. Em seguida, é apresentado os ritmos tradicionais Batuque e o marabaixo do Amapá e o KANMOUGWÉ e GRAJÉ da Guiana Francesa.

Na sequência, a abordagem é sobre a música contemporânea encenada pelos compositores e cantores que trazem em sua obra a leitura dessa amazonidade. No filme, tradição e contemporaneidade não aparecem como pares opostos, mas como elementares e complementares.

“O filme inicia trazendo o conceito de fronteira não como fim ou inicio de um território, mas como lugar de junção, sendo abordado em uma perspectiva da interação, um ponto de contato entre culturas distintas que estabelecem trocas e se reconhecem pelas particularidades que essas culturas carregam. Tratamos a fronteira como lugar fecundo, área privilegiada onde se estabelecem empréstimos. Em seguida, apresentamos os ritmos tradicionais BATUQUE e o MARABAIXO do Amapá e o KANMOUGWÉ e GRAJÉ da Guiana Francesa; e na sequência, a abordagem é sobre a música contemporânea encenada pelos compositores e cantores que trazem em sua obra a leitura dessa amazonidade. Aqui, tradição e contemporaneidade não aparecem como pares opostos, mas como elementares e complementares. Nesse caso, a tradição, o substrato de base que a música contemporânea absorve e reinventa, representa uma música que está sendo feita no momento histórico em que vivemos: é a música do agora e marca da identidade musical transfronteiriça do Amapá e da Guiana Francesa”, finalizou Clícia.

Serviço:

Exibição do documentário InterAmazônias: filme mostra ancestralidade das música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa

Dia: 19/06 (Quarta-feira)
Hora: 9h30
Local: Cine Imperator do Vila Nova Shopping
Endereço: Avenida Presidente. Vargas, 271 – Central

Entrada: FRANCA.

Assessoria de comunicação

Sesc AP realiza a 2ª edição da Mostra Sesc de Cinema com a apresentação de curtas e longas-metragens de todas as regiões do Brasil.

O evento será nos dias 17 a 19 de junho, a entrada será gratuita.

O Sistema Fecomércio AP, por meio do Sesc Amapá promove a 2ª edição da Mostra Sesc de Cinema, que ocorrerá nos 17 a 19 de junho, em duas sessões, às 09h e 15h, com entrada gratuita. A abertura da Mostra será no Cine Imperator e a programação segue no Sesc Araxá na Sala de Audiovisual. O evento tem como objetivo promover a difusão de obras cinematográficas que estão fora do mercado exibidor brasileiro.

Com representantes das cinco regiões do país, o evento procura democratizar o acesso da população a uma filmografia que expresse a diversidade da produção nacional contemporânea. O Sesc selecionou 34 filmes para compor a Mostra Sesc de Cinema 2018, que será exibida este ano. Os 27 curtas e 07 longas, escolhidos entre 1.061 filmes inscritos, serão exibidos em todo o Brasil.

Representando a região norte estão os curtas: Dom Kimura–Manaus (AM), 2015; A História De Zahy-Belém (PA), 2017; Romana – Palmas (TO), 2017; Metempsicose Rio Branco (AC), 2017. As obras que compõem essa Mostra foram definidas por uma comissão formada por profissionais do Sesc e especialistas das áreas de cultura e cinema.

Serviço:

Sesc Amapá
Coordenadoria de Comunicação e Marketing
E-mail: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)
Site: www.sescamapa.com.br

Com entrada gratuita, Mostra Sesc de Cinema será nos dias 17 a 19 de junho

O Sistema Fecomércio AP, por meio do Sesc Amapá promove a 2ª edição da Mostra Sesc de Cinema, que ocorrerá nos 17 a 19 de junho, em duas sessões, às 09h e 15h, com entrada gratuita. A abertura da Mostra será no Cine Imperator e a programação segue no Sesc Araxá na Sala de Audiovisual. O evento tem como objetivo promover a difusão de obras cinematográficas que estão fora do mercado exibidor brasileiro.

A História De Zahy’ é uma das produções na competição — Foto: Divulgação

Com representantes das cinco regiões do país, o evento procura democratizar o acesso da população a uma filmografia que expresse a diversidade da produção nacional contemporânea. O Sesc selecionou 34 filmes para compor a Mostra Sesc de Cinema 2019, que será exibida este ano. Os 27 curtas e 07 longas, escolhidos entre 1.061 filmes inscritos, serão exibidos em todo o Brasil.

Filme ‘Desvios’ é um dos selecionados na Região Sul — Foto: Divulgação

Representando a região norte estão os curtas: Dom Kimura–Manaus (AM), 2015; A História De Zahy-Belém (PA), 2017; Romana – Palmas (TO), 2017; Metempsicose Rio Branco (AC), 2017. As obras que compõem essa Mostra foram definidas por uma comissão formada por profissionais do Sesc e especialistas das áreas de cultura e cinema.

Clique aqui e veja quais são os filmes da Região Norte

Clique aqui e veja quais são os filmes da Região Nordeste

Clique aqui e veja quais são os filmes da Região Sudeste

Clique aqui e veja quais são os filmes da Região Sudeste

Serviço:

Sesc Amapá
Coordenadoria de Comunicação e Marketing
E-mail: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)
Site: www.sescamapa.com.br

Um grande passo para o mercado audiovisual amapaense

O diretor do telefilme, Marcus Oliveira, afirma que a obra é a oportunidade do amapaense se reconhecer nas telas. Foto: Arquivo Super Panc Me

Por Jamily Canuto e Mônica Peixoto

Em 2016, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) realizou uma chamada pública para que produções audiovisuais de todo país pudessem concorrer ao Fundo Setorial Audiovisual (FSA), um dos recursos mais importantes do país nesta área. A partir desta chamada, o Governo do Estado do Amapá teve iniciativa de realizar uma parceria com a Ancine, buscando incentivar o cinema amapaense e fomentar a economia local gerando empregos por meio de produções audiovisuais. Assim, foi lançado em 2017 o Primeiro Edital de Audiovisual do Amapá. Doze projetos foram selecionados para serem patrocinados. O valor destinado ao edital foi três milhões de reais. Do total, um milhão foi investido pela Secretaria de Estado e Cultura (Secult) e dois milhões, pela Ancine.

Duas das exigências que constavam no edital era que 90% da produção fosse locada no Amapá e que 80% da equipe contratada fosse amapaense, residente no estado por no mínimo, um ano. Desta maneira, o projeto cumpriria o objetivo de gerar emprego no Amapá.

Ana Vidigal, gerente do Núcleo de Produção Digital (NPD)

Para Ana Vidigal, gerente do Núcleo de Produção Digital (NPD), regente do edital, esta iniciativa “dobra uma esquina transformadora, que possibilitou o realizador olhar o audiovisual como um mercado, como um setor da economia”. Ela explica que esta é a primeira vez em que o desenvolvedor de audiovisual, no Amapá, tem um recurso no banco que garanta a produção de sua obra, incluindo o Microempreendedor Individual (MEI).

“Nós temos o fundo setorial, temos uma agência, um mercado. Além disso, somos uma área da cultura que mais agrega. Você não faz um filme sem pensar na costureira, no cozinheiro, no músico, entre outros profissionais”, ressalta Vidigal.

Um dos projetos selecionados foi o Super Panc Me, um telefilme (filme para televisão) de ficção, com direção e roteiro do cineasta Marcus Oliveira, proposto pela Castanha Filmes. Para o diretor, “a experiência de realizar uma ficção na cidade com possibilidade de estrutura é uma bênção: é a possibilidade de colaborar para a construção cultural do nosso povo”.

Ele salienta que seu filme faz parte da primeira geração de obras ficcionais de uma indústria cultural que gera emprego e distribuição de renda, além de representatividade da cultura amapaense. “É o momento do amapaense se reenxergar nas telas, se reconhecer e se ressignificar. De vislumbrar outras possibilidades de realidade a partir do que se vive aqui no Estado. E esse momento só é possível graças ao histórico de produção voluntária, amadora, apaixonada e de resistência dos últimos anos”, declara Marcus Oliveira. Ana Vidigal lembra que desde quando se mudou para Macapá, há dezoito anos, os profissionais do audiovisual buscam o desenvolvimento do setor.

A gerente do NPD esclarece que dos doze projetos selecionados no edital, nove foram financiados com o valor de um milhão de reais disponibilizado pelo Estado e que tiveram o recurso depositado em conta bancária. Todos estes filmes enquadram-se em telefilmes e/ou curtas-metragens. A partir do pagamento, as produções teriam doze meses para serem concluídas. O telefilme de ficção Super Panc Me, teve as últimas gravações finalizadas em abril deste ano. Os outros três filmes, que são longa-metragens, dividiram os dois milhões de reais disponibilizados pela Ancine.

Sobre a produção Super Panc Me e a importância do tema abordado

O telefilme é uma releitura do documentário Super Size Me, dirigido por Morgan Spurlock (2004). Na trama original, o personagem principal é o próprio diretor, que registra em vídeo trinta dias da sua vida comendo apenas comidas de fast food da rede McDonald’s. Ele mostra todas as transformações pelas quais seu corpo passa consequentes da rotina alimentar, desde as mudanças no peso, até a constante sensação de exaustão.

Em Super Panc Me, uma garota decide fazer um documentário sobre sua rotina alimentar assim como Spurlock. Mas invés de McDonald’s, ela passa a se alimentar de Plantas Alimentícias Não-Convencionais (Panc). A expressão Panc foi assinalada pelo botânico, professor e pesquisador Valdely Ferreira Kinupp em sua tese de doutorado em fitotecnia (técnica de estudo das plantas) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Panc é o acrograma para Plantas Alimentícias Não-Convencionais, que são plantas de potencial alimentício, mas pouco conhecidas pela maioria das pessoas. Algumas já estão prontas para consumo, outras necessitam de um processo de cozimento. De acordo com Kinupp, muitas plantas/ervas espontâneas, as chamadas “daninhas” ou “inços”, são alimentícias, porém estão em desuso por grande parte da população, consumidas geralmente em pequenas regiões e cultivadas em escalas domésticas por produtores que conhecem sua funcionalidade.

Em 2014, o pesquisador Valdely Ferreira lançou o livro “Plantas alimentícias não-convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas”. Na obra são listadas mais de 300 espécies de plantas comestíveis. Em Macapá já foram cadastradas mais de 30 espécies, entre elas a “Maria Pretinha”, uma planta com uma frutinha roxa, que é a parte comestível. Outros exemplos são a papoula vermelha e a própria Vitória-régia que contém fruto alimentício.

Enquanto Morgan Spurlock quis fazer uma crítica aos hábitos alimentares de sua geração, que ingeria excessivamente comida de fast food, reflexo da falta de tempo para aguardar o preparo de pratos mais balanceados, Marcus Oliveira quis trazer à tona a discussão sobre outras maneiras de se alimentar.

“O projeto partiu de pesquisas que faço sobre formas alternativas de alimentação e identificação botânica. Juntei a prática audiovisual e a necessidade de se discutir soberania alimentar nos territórios urbanos da Amazônia para elaborar o filme. A ideia surgiu num período em que estava assistindo muitos documentários sobre consciência alimentar, como Cowspiracy, What the Health, O veneno está sobre a Mesa, Food Mais”, explica Marcus.

A soberania alimentar conceitua-se no direito das sociedades de escolher o que produzir, como produzir e para quem produzir. É o direito dos povos de produzir seu próprio alimento, de definir políticas próprias de produção sustentável, distribuição e consumo de alimentos, garantindo alimentação à toda população, tendo em vista suas prosódias culturas e diversidades.

Em contraponto ao conceito de soberania alimentar, temos a segurança alimentar que consiste no direito da população ao acesso habitual e perdurável a alimentos de boa qualidade e em quantidades suficientes, sem comprometer qualquer outra necessidade básica. Além disso, deve-se basear em práticas alimentares saudáveis, respeitar as diversidades culturais e manter ambientes ambientais, sociais, culturais e econômicos sustentáveis.

A soberania alimentar é uma proposta alternativa de produção e consumo, visando estabelecer que se esses meios estão sob “domínio” do povo, não devem subordinar-se a vontades governamentais ou de empresas privadas. Já a segurança alimentar defende o modelo de produção e consumo, e o define como fundamental para garantir a segurança alimentar e nutricional a quem ingere, produz e distribui o alimento, além de garantir segurança e respeitar o meio ambiente, de onde são retirados os alimentos.

O diretor da obra ressalta que embora o centro irradiador do filme sejam as Panc, tema que diariamente ganha a devida importância, por se tratar de soberania alimentar em um país que vem perdendo acesso a alimentação de qualidade, “o filme também trata de realização audiovisual, conexão com a natureza, relações pessoais, ocupação e violência urbana, comportamentos abusivos, assuntos que podem contribuir para discussões sobre os contextos sociais que vivenciamos em Macapá e na Amazônia brasileira”.

Produzindo em Macapá…

Todas as cenas do telefilme foram gravadas no Estado. Na capital Macapá, os bairros Renascer, Trem, Marabaixo 2, Baixada Pará, Centro, Perpétuo Socorro e Santa Rita viraram cenário da história. Além da Área de Preservação Ambiental (APA) da Fazendinha e o Raízes do Bolão, no bairro Curiaú. Uma loja de confecções e o centro de Santana também foram parte das filmagens.

A seleção dos integrantes do filme também priorizou a escolha de profissionais locais. Para a seleção dos atores, foi realizada uma chamada pública por meio das redes sociais, além de convites diretos a atores e aspirantes. De acordo com informações da produção, mais de 70 pessoas se inscreveram, 32 pessoas realizaram o teste e o elenco foi fechado com 16 atores e atrizes, com 4 pessoas compondo o elenco principal.

Depois de selecionados, os artistas participaram de uma dinâmica em grupo, que aconteceu no espaço externo do Museu Sacaca. Após a dinâmica, cada um passou por um teste gravado individual. Ao final desse período, o diretor Marcus Oliveira juntamente com a equipe de produção, escolheram cada personagem baseado nos currículos, nos testes e nas entrevistas.

Ariane da Silva Pereira, ou apenas Hary Silva (nome artístico), interpreta a protagonista do telefilme. A atriz de 18 anos, revela que ficou sabendo do teste de elenco pelas redes sociais, mas não se encaixava no perfil procurado, já que pediam uma jovem entre 20 e 22 anos e ela só tinha 17 na época. Porém, depois recebeu um convite do próprio diretor e acabou conquistando a vaga, e interpreta a personagem Gabriela Iana, carinhosamente apelidada de “Gaia”.

Hary Silva é atriz há sete anos e em 2018 se formou em Técnica em Produção Audiovisual. Ela já participou de outras produções, mas que não foram concluídas. Esse foi o seu primeiro trabalho como protagonista, e ela garante ter sido um sonho realizado, especialmente por se tratar de uma produção regional. “O interesse de participar de qualquer produção aqui no Estado enche os olhos de qualquer ator local. Comigo não foi diferente. Além de tudo, eu amo minha profissão, tenho maior prazer em ser atriz, oportunidade de trabalhos assim, não podem ser desperdiçadas”.

A atriz ainda ressalta a importante mensagem que o filme traz em seu enredo, sobre uma alimentação mais saudável. “A importância do filme é ímpar, é visível. Ele vem realmente para conscientizar a gente sobre novas formas de alimentação. As PANCs são plantas alimentícias não convencionais, e ele quer mostrar para a gente que há alimento no nosso quintal, na rua… O filme passa uma realidade que nos traz mais saúde”.

A estreia de Super Panc Me está prevista para julho deste ano, na Tv Cultura do Pará. O edital exigia que ao apresentar a documentação para concorrer ao FSA, os grupos de audiovisual deveriam entregar também o comprovante de licenciamento para exibição em canal de televisão. Porém, o Estado foi quem articulou a licença junto da Tv Cultura. “Por ser o primeiro edital, nós percebemos que os nossos realizadores ainda não têm essa expertise, nunca vivenciaram esse processo de licenciamento de uma obra. É importante pontuar que a Tv Cultura licenciou cem por cento das obras. É muito difícil um estado conseguir isso”, explica Vidigal.

A Secult, junto do NPD e do Museu da Imagem e do Som (MIS) está organizando uma grande festa de lançamento das nove obras financiadas com o recurso do Governo do Estado, prevista para 29 de junho.

Fonte: Revista Digital Tajá