DISCUSSÃO DE BAR – Pequenas histórias diárias (parte 2) – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Existem casos que acontecem com a gente que dão sentido à vida. Talvez sem essas estórias, historias e “causos”, a vida perderia um “Q” de graça e – por que não – o próprio sentido.

Isso realmente aconteceu comigo.

Bares da vida são lugares extremamente democráticos, onde sua condição financeira, classe social, escolaridade e outras congruências não fazem a mínima diferença. No bar, todos somos iguais.

Frequentador nato de botecos que sou, costumo interagir com vários tipos de pessoa. Quão divertido é toda essa simbiose de conhecimento inútil, tiradas inesperadas e palavrões. De tudo se aprende. É realmente um ambiente de saber, uma escola para a vida.

A discussão de bar deveria ser alvo de estudo pelas mais importantes universidades e centros mundo, porque em nenhum outro ambiente está concentrada uma gama tão grande de especialistas sobre os mais inimagináveis assuntos correntes.

Encontramos advogados de causas ganhas, engenheiros de obras prontas, historiadores de fofocas, técnicos de futebol, comentaristas de mesa redonda, craques de futebol, cozinheiros fantásticos, conselheiros espirituais; ou seja, uma verdadeira Barsa etílica.

Certa vez, me meti numa discussão em um bar. Assunto corrente: futebol, claro. Especialista que sou no jogo, não iria perder a oportunidade de mostrar ao meu oponente que não seria fácil ganhar a “quisinba”. O negócio estava feio.

Ringue montado, eu inspirado rebatendo todo tipo de argumento, as pessoas em volta vibrando, o tintilar dos copos americanos juntos aos cristais “Cica”, fumaça de cigarro. O oponente ia às cordas e voltava; eu já me divertia com tal situação. Na maior das tranquilidades, sem utilizar de argumentos ou ofensas pessoais (coisa rara em um bar).

Torcedor do Vasco que sou, é muito difícil ganhar discussões futebolísticas com teu time por baixo. Teu conhecimento sobre títulos, partidas memoráveis, artilheiros, história do clube e bons jogadores tem que estar em dia. E estava.

Em um ato impensável resolvi me levantar para consolidar minha vitória. Com o dedo em riste, me posicionei na frente do adversário e o impensável aconteceu.

Minha calça caiu. Putaquepariu! Nunca! Nem em meus piores pesadelos tal coisa tinha acontecido comigo. E todo meu conhecimento futebolístico não foi páreo para uma única frase do meu oponente:

“LEVANTA ESSA TUA CALÇA FILHO DA PUTA”.

Entre gargalhadas aleatórias, no qual tu tens que participar, se não acaba ficando enfurecido com o acontecido, fui derrotado.

Uso roupas quatro números maiores que o meu, desde a adolescência, e meus cintos nunca tinham me traído, até esse dia.

Duas coisas eu aprendi com tal episódio:

Não devemos ter plena confiança em nossos cintos e que ninguém ganha uma discussão com as calças abaixadas.

*Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna Guido e do Bento Guido e Maridão da Bia.

38 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

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Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa.

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Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

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Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”…

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Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 38 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

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Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

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Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

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Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

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Anselmo Vingador!

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 38 anos, direto do túnel do tempo…E hoje seremos novamente campeões da América. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).  

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte VI)

Tenho dito aqui, desde fevereiro de 2018, que meu amigo Cleomar Almeida é cômico no Facebook (e na vida). Ele, que é um competente engenheiro, é também a pavulagem, gentebonisse, presepada e boçalidade em pessoa, como poucos que conheço. Um maluco divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade, além de inventor do “PRI” (Plano de Recuperação da Imagem), quando você tá queimado. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA, SEGUNDA, TERCEIRA, QUARTA e QUINTA edições sobre seus papos no Facebook, mais uma vez selecionei alguns de seus relatos hilários na referida rede social.

Boa leitura (e risos):

Concessão

Se fecharem a Globo, sobra o quê, SBT, Record e Manchete. Não tenho condições de assistir Maria do Bairro e Ratinho no mesmo dia.

Chuva em novembro

Não se animem, isso não é chuva, é só um morisco.

Catita

Pior que encontrar uma catita no feijão é encontrar só metade dela. É-gu-a.

Paquera das antigas

Point dos melhores “tochas” das décadas de 80 e 90. Galera estacionava melhor do que se tivesse câmera de ré, tudo organizado, sem bagunça, cada um na sua, vez ou outra se baixava o vidro pra respirar ou jogar algo fora. Depois era só atravessar a rua, estacionar ao lado da Fubica do Neves, tomar duas latinhas e ir feliz da vida pra casa. Êh saudade!

Calor de Macapá

Acho que a gente tem que olhar as coisas de forma positiva sempre, tipo, esse calor infernal de Macapá já serve como um preparatório pra o Juízo Final. Quando chegarmos lá, e observem que eu disse “chegarmos”, já que tenho certeza que encontrarei lá muitos de vcs meus caros amigos, tiraremos isso de letra. Tamo junto!

Polêmicas do Bozo

O povo pode reclamar do que quiser deste governo, menos de monotonia.

Brasil

Se o Brasil fosse no Japão, a gente já tava extinto. É bomba nuclear, tsunami, tufão. Brasileiro não se livra nem de dengue.

Luvas

Neguinho, se tivesse que inseminar uma vaca talvez não usasse luva, mas na hora de comer aquele hambúrguer gourmet já não come sem uma, isso sem falar no suco com leite no pote de palmito. Negócio tá ficando muito frescalhado, vou te contar!

Pra viagem

Morar em Macapá é ir num restaurante e se tu não deu conta de comer tudo, é de lei chamar o garçom e mandar embalar pra viagem sem nenhum constrangimento. Eu carrego mesmo!

Calor II

Hoje, vendo essa molecada andando de moleton nesse calor infernal, eu me lembrei que eu ia pra tertúlia do Babilônia com duas camisas. Também já fui aru.

Conselho Tutelar

Só de olho aqui, neguinho não cuida direito dos próprios filhos, pedindo voto pra ser Conselheiro Tutelar, te manca!

Prudência

Antes de descer da árvore que te deu abrigo, é bom verificar se vai dar pra subir de novo caso algo dê errado lá embaixo. Isso serve pra árvores, empregos, relacionamentos, festas open bar… Tem umas “paragem” que depois que se sai é complicado o retorno, isso quando já não tem outro no lugar da gente.

Ressaca divina

E nos primórdios, na luta entre o bem e o mal, eis que o Capeta diz: Inventarei a bebida.
Deus, do alto de sua sapiência lhe responde: Pois eu, inventarei a ressaca.
Em verdade eu vos digo, a ressaca veio pra disciplinar, Obrigado Senhor!

Loteria e pavulagem

Vai entender! Hoje, que a premiação máxima nas lotéricas era de 11 milhões não tinha ninguém apostando, o povo só quer de 120 milhões pra cima, quando tem que passar 3 horas na fila, nesse calor de lascar. Eu, como sou de hábitos simples e costumes baratos, até o Amapacap já me deixaria feliz.

Macapá

As vezes acho que Macapá é uma LOST da vida real, tipo, a gente já levou o farelo, só que ainda não sabe, aí fica só pagando penitência, tentando sair daqui. O avião não enguiçou mas a passagem é o preço de um rim, os Outros são a bandidagem tentando ferrar a gente o tempo todo, nossos políticos são a Iniciativa Dharma e nós, perdidos, sofrendo nesse calor da porra, achando que ainda vamos nos salvar.

Roberto Carlos de Santana, meu louco favorito – Crônica porreta de Fernando Canto

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Crônica de Fernando Canto

Não sei bem em que jornal eu li sobre um maluco que morava numa praia do Rio de Janeiro, mas quem o deixou comigo foi meu amigo RT na volta de uma viagem à cidade maravilhosa. O texto o descrevia como um homem corpulento, negro e barbudo, que fumava maconha, mas que não incomodava ninguém. Cumprimentava a todos e fazia parte da paisagem urbana de Ipanema. Todo mundo o conhecia no bairro e o autor do artigo falava em uma espécie de reencontro com ele depois de muitos anos que passou fora do Brasil.

Em Macapá conheci algumas dessas pessoas alienadas, praticamente abandonadas por suas famílias. E foi exatamente na minha adolescência, quando era estudante do ginásio. Na saída das aulas os mais velhos instigavam os mais novos a fazerem chacotas com elas e apelidá-las quando passavam em frente ao colégio.

Nunca esqueci a “Onça”, que possivelmente não era louca, mas viciada na cachaça. Qtonho-da-lua-4uando convidada fazia espetáculos sensuais, levantava a saia rodada e dançava Marabaixo, sem se desvencilhar da garrafa de “Pitú’ equilibrava na cabeça, rebolando, para o delírio da turma, que a aplaudia sem parar, rindo e gritando com aquelas vozes de fedelhos em mudança, quase bivocais.

Ainda posso ver o “Cientista” lá pelas bandas do Mercado Central trajando seu paletó azul claro e um calção sujo e descolorido. A barba rala, as feições indígenas e o olhar sereno. Vez por outra procurava alguma coisa embaixo de uma ficha de refrigerante ou em uma pequena poça d’água, como se tivesse perdido algo muito valioso. À vezes anotava (ou fazia que anotava) alguma coisa em um papel de embrulho, daí as 32229-loucos-4-originalpessoas acharem que eram importantes fórmulas de um cientista, vindas em um “insigth”, um estalo de ideia. Eu o vi também trajando o pijama de interno do Hospital Geral, de onde fugia de uma ala reservada aos doentes mentais.

Quase decrépito, mas imponente, calvo e meio gordinho era o famoso “Pororoca”. Para mim é inesquecível a cena que vi dele descendo a ladeira da Eliezer Levy, no bairro do Trem, no sol quente do meio dia, bem embaixinho da linha do equador, quando os raios do sol pareciam rachar os telhados das casas e estalar a piçarra. Lá vinha ele, rindo à toa, descalço, de cueca branca e um imenso couro de jiboia enrolado no peito. Um figuraço!aliceatravesdoespelhofilme.jpg2 (2)

Creio que todos os frequentadores do bar Xodó chegaram a conhecer o “Rubilota”, um senhor de aparência forte, que andava invariavelmente sem camisa, que pedia um cigarro e ia embora. Mas de repente surtava e começava a gritar pornofonias das mais cabeludas possíveis. Quando ficava violento era preciso chamar a polícia, mas com um bom reforço, pois ele era durão.

Quem sempre aparecia pela Beira-Rio era o Zé, cearense e empresário de sucesso, mas que enlouqueceu, dizem, de paixão. Ele me conhecia, e sempre que me via nos bares ia me cumprimentar ou pedir um cigarro. Os garçons tentavam expulsá-lo do ambiente porque andava sujo e com o pijama do hospital, de onde fugia igual ao seu colega “Cientista”. Porém esergiocabeleirau não deixava que o escorraçassem.

Havia um cara que eu conheci ainda sem problemas psiquiátricos. Ele tocava violão e cantava na Praça Veiga Cabral, ali na parada das kombis que faziam linha para Santana. Estudava, salvo engano, no Colégio Comercial do Amapá. Anos depois eu o encontrei pelo centro da cidade cantando sozinho pela rua as músicas seu ídolo: era o Roberto Carlos de Santana.

O pessoal da sacanagem do Xodó chegava a pagar R$1,00 para ele cantar o “Nego Gato” no ouvido de algum freguês desprevenido. O RC de Santana chegava por trás da vítima (normalmente um amigo que não sabia da onda da turma) e dava um berro que até o Rei da Jovem Guarda se espantaria. Cantava “Eu sou o nego gato de arrepiar…” em alto e bom som e em seguida saía correndo com medo da porrada até a intervenção dos gozadores que morriam de rir.0,,22536863,00

Esse era o meu maluco predileto. Não sei por onde ele anda, se morreu como a maioria dos aqui citados, se ainda recebe uma grana para cantar o “Nego Gato” ou se ainda canta acreditando que é o Roberto Carlos, lá em Santana. O interessante é que as pessoas sempre têm uma explicação para a causa da desgraça alheia. Dizem que todos eles tiveram desilusões amorosas, que foram vítimas de traições, e por isso surtaram, e assim viveram e assim alguns morreram. Mas com certeza viveram bem, imersos no seu mundo, sem se importarem com que os “normais” pensassem a seu respeito, sem se indignarem com os acontecimentos inescrupulosos dos políticos indignos, estes sim, os deficientes mentais que precisam ser recolhidos definitivamente da sociedade.

Comédia ‘Fulana, Sicrana e Beltrana’ promete divertir público do AP com três amigas inusitadas

 

Atores Diego Homci, Kadu Santoro e Emanoel Feitas — Foto: Divulgação

O reencontro de três amigas após 20 anos separadas e a reviravolta na vida de cada uma delas é o que revela o espetáculo “Fulana, Sicrana e Beltrana”. A comédia está em cartaz no sábado (5) e domingo (6), no Teatro das Bacabeiras, em Macapá.

Os atores Emanoel Feitas, Diego Homci e Kadu Santoro dão vida às personalidades controversas das três amigas. Fulana é fitness, mas sofre com a separação. Beltrana é uma empresária esnobe e acha que homem serve apenas como brinquedo. Já Sicrana é a psicóloga da história.

Tudo vem à tona depois que as três se reencontram em um site de relacionamento. Elas marcam um encontro para saber da vida de cada uma e acabam descobrindo que uma foi responsável, direta ou indiretamente, pelo fim do casamento da outra, gerando o gatilho da história.

A partir daí, o espetáculo traz revelações e confissões inusitadas que prometem divertir o público amapaense.

A peça reúne o paraense Emanoel Freitas, que já atuou em novelas, séries e programas humorísticos da Rede Globo , entre eles Zorra Total, A Grande Família, além de 15 espetáculos de teatro e 10 musicais. Apresenta também Kadu Santoro, que além de ator é também diretor, produtor e arte educador com mais de 18 anos de carreira. E Diego Homci, que faz parte da nova geração de atores globais. Junto com o irmão gêmeo, Tiago Homci, atuou na novela “Além do Horizonte”. Ele completou 6 anos de carreira.

Serviço

Espetáculo ‘Fulana, Sicrana e Beltrana’
Local: Teatro das Bacabeiras (Rua Cândido Mendes, 1087 – Centro)
Data: 5 e 6 de outubro (sábado e domingo)
Hora: 20h
Ingressos: R$ 60 (meia entrada antecipada até 2h antes da peça)
Informações: (91) 98719-2035

Fonte: G1 Amapá

Há cinco anos, foi extinto o Orkut, o nosso primeiro hospício virtual

O Google matou (desativou) o Orkut há exatamente cinco anos. O site, criado em janeiro de 2004, pelo engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten, foi uma febre no Brasil, assim como o Facebook e Instagram. Aliás, os brasileiros foram os recordistas de adesão. Em dezembro de 2011, ele foi substituído pelo “Feice”, que deu as caras por aqui em português.

Aí, por causa dessa parada, fui ao meu antigo “profile” Orkut salvar fotos velhotas. Bateu logo saudades. A nostalgia foi um misto de alegria e tristeza. Amigos que já partiram para outro plano, outros que não são mais amigos e aqueles que foram embora de Macapá. Momentos felizes eternizados nas imagens, manifestações de carinho, etc. Coisa louca saporra de lembrança virtual que mexe com a memória afetiva.

Lembro que para entrar no Orkut, ainda em inglês, era preciso um convite de um amigo. Depois traduziram a rede social e você já podia criar um perfil sem ser convidado. Fui expulso do site três vezes. O motivo? Discutia nas comunidades, me divertia com a polêmica dos assuntos banais que rolavam nas comunidades mais inusitadas.

Só que o Orkut não era só guerrinha pra tirar barato com as minhas idiotices e futilidades (minhas e dos outros), mas também umas paradas bacanas. Para encontrar pessoas então, era uma espécie de Interpol.

Lá, escrevi e recebi “scraps” (recados) de amor, amizade, elogios e “testimonials” (depoimentos) bacanas. Muitas juras para sempre (que sempre acaba). No Orkut encontrei uma velha amiga que acabei namorando por cinco anos. Por causa dele, eu e outra moça que namorei, quase nos matamos. Ciúme virtual nem é uma coisa tão das antigas assim. Não no meu caso (risos).

O Orkut foi o nosso primeiro hospício virtual. Foi um lance paid’égua, apesar de dizerem que a “orkutização” seja uma grande babaquice, todos nos divertimos (e muito) por lá. Sim, aquela parada foi legal pra caramba. Valeu!

Elton Tavares

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte V)

Sempre digo que meu amigo Cleomar Almeida é um cara competente engenheiro. O figura também é a personificação da pavulagem e gentebonisse, presepeiro e boçal como poucos que conheço. Um maluco divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA, SEGUNDA, TERCEIRA e QUARTA edições sobre seus papos no Facebook, mais uma vez selecionei alguns de seus relatos hilários na referida rede social.

Boa leitura (e risos):

Casamento

Se tua mulher não te ameaça semanalmente, dizendo que vai botar azeite quente no teu ouvido, ou que vai mandar fazer um porrete pra te dar umas cacetadas, sinto te informar, mas teu casamento caiu na rotina parceiro.

Bons modos

Definitivamente não sei comer em quilão, “amodo” que eu incorporo um estivador. Pense num prejuízo!

Pirsiguição

Aí tu ganhas uma camisa de presente do dia dos pais e tua mulher vem reclamar pq tu estás usando a dita camisa já tem três dias. Como dizia minha avó, égua da “pirsiguição”, tá nem fedendo ainda.

Vegetariana

Aí no almoço minha filha me diz: Pai, vou virar vegetariana!
Eu: Aproveita, larga esse bife e começa comendo esses carás roxos e esse jerimum que estão na geladeira.
Ela: Acho que vou virar vegetariana só semana que vem!

Doido

Toda família tem um doido, se tu achas que na tua não tem, presta atenção que o doido és tu.

Novela

O cara casa com a Maria da Paz e de lambuja, ganha uma loja de birita. Esse mundo é muito injusto mesmo.

Espanhol

Pareço normal, mas sou o tipo de pessoa que assiste La Casa de Papel e passa o dia inteiro falando sozinho em espanhol.

Circo

Circo Ramito esqueceu os funcionários aqui em Macapá. Toda esquina tem um malabarista, um equilibrista ou um Homem Aranhista.

Aprendizado

Conversando mais cedo com um amigo, ele indignado com uma situação me diz:
Negão, o homem não aprende com o cérebro, aprende com o cu, cada vez que toma no cu, ele aprende algo. Vivendo e aprendendo!

Mega-Sena

Sentado na pracinha em Laranjal do Jari, esperando meu sanduba, ouço o cara da mesa ao lado expressar seus desejos a um outro que o acompanha, em relação a Mega-Sena acumulada.
Dizia ele: Bicho, se eu ganho, compro um barco, encho de puta, contrato o Wanderley Andrade e vou fazer onda no Festival do Camarão.
O cara que o acompanha, eufórico diz: Bicho, vai ser muita onda, eu vou contigo.
Pena que os planos falharam, ia ser muita onda mesmo.

Ser pai

Quando se tem filhos a gente a gente se enquadra em três níveis de bestidade. O besta propriamente dito, o abestado e o abestalhado. Nesse último, me enquadro perfeitamente.

Nem Deus perdoa

Nunca ouvi alguém dizer “que Deus me perdoe” e na mesma frase, desejar algo de bom pra alguém.

Calendário falho

Tendo como base, uma análise minuciosa na geladeira e no armário aqui de casa, vejo que o mês já deveria ter acabado a dez dias.

Vingancinha marota – Crônica de Ronaldo Rodrigues

Crônica de Ronaldo Rodrigues

Eu sei que toda atividade honesta é digna de respeito etc., mas confesso que tenho vontade de esquecer esse ensinamento dos meus pais quando certa atividade entra em rota de colisão com a minha atividade. Me refiro aos operadores de telemarketing. E creio que eu não seja o único vivente desta era abarrotada de operadores de telemarketing que querem te vender tudo quanto é porra (estão vendo/lendo? Já perdi a porra da paciência! rsrsrs).

Ultimamente, esses caras têm abusado muito da minha zenitude (atitude de quem é zen, segundo meu dicionário) e me enchem tanto o saco que resolvi, para alívio meu e para não tentar algo mais drástico, escrever esta crônica em desagravo, lembrando que, sim, é o trabalho deles e todo mundo tem que arranjar um meio de sobrevivência e tal.

Pois bem. Decidi parar de ignorar a maioria das ligações de números de outros estados, mas faço uma ou outra concessão e topo levar um papo com esse profissional que só tem duas coisas a fazer na vida: perguntar por alguém que eu não faço a menor ideia de quem seja ou tentar me empurrar bolso adentro um pacote hiper-mega-ultra-supervantajoso, que vai me permitir falar com o pessoal de Marte, caso eu tenha algum conhecido lá.

A última ligação que recebi (espero, mas não creio, que seja realmente a última) o cara, pela milésima vez, me perguntou se o meu número pertencia ao seu João Everaldo. Já me perguntaram tanto por esse sujeito que quase chego a me perguntar se não o conheço mesmo. Respondi, respirando fundo e indo buscar, lá no mais íntimo do meu ser, o último fio de gentileza e da minha já citada zenitude:

– Já disse que não conheço ninguém com a porra desse nome, caraaaaaaalhooooo!

Claro que exagerei um pouco aqui e jamais respondi a alguém dessa forma, é mais para dar a medida do que me provocam essas ligações. Ontem eu fingi que sou um homem extremamente ocupado e fiz ao operador da vez um relato do que essas ligações provocam no meu dia a dia:

– Moço, é o seguinte. Por favor, me escute! Eu trabalho no setor de criação de uma agência de publicidade e esse meu trabalho consiste justamente em ter ideias. Tenho que parir ideias a todo momento. Mesmo que não sejam geniais, precisam ser ideias pelo menos razoáveis, aquelas que, na pior das hipóteses, possam ser bem embaladas e resolvam/atendam/satisfaçam os clientes e seus públicos. Aí, no exato momento em que estou tendo a tal da ideia, tu, ou alguém da tua laia, me liga, interrompendo meu já surrado raciocínio e mandando pelo ralo qualquer ideia que qualquer cristão, mesmo que não trabalhe com ideias, possa ter. Tu apagas, com uma ligação que eu não pedi sobre algo que não me interessa, qualquer vislumbre/lampejo/centelha que possa ser uma chama, uma faísca, algo que eu possa agarrar e puxar e lapidar e burilar até que se torne uma bendita boa ideia que me faça resolver o job em questão. E aí? Quem paga esse prejuízo?

Aí o cara responde, numa calma exasperante, quem sabe lendo o Sagrado Manual do Operador de Telemarketing, edição revista e ampliada:

– Calma. O senhor vai estar me desculpando, mas estou apenas fazendo o meu trabalho.

– Ah, tá! – respondo eu – Então o TEU trabalho é atrapalhar o MEU trabalho! É isso? É isso, canalha? – Esse canalha é exagero meu também. Não chamei o cara de canalha.

– Desculpe, senhor, mas o senhor está muito nervoso. Vou estar desligando. Bom dia, senhor.

– Bom dia é o caralho! – Desta vez eu disse assim mesmo, mas antes me certifiquei de que ele já havia desligado.

Me senti vingado, uma vingancinha marota, que não vai impedir que os operadores de telemarketing continuem sua saga de perturbar os pobres seres que possuem uma linha telefônica. Epa! Meu celular tá tocando! Deixa eu ver de onde me chamam. De São Paulo. Só pode ser um operador de telemarketing. Desta vez, vou mudar de tática:

– Puxa! Ainda bem que tu ligaste, meu amigo seja quem for! Eu preciso falar com alguém! Preciso desabafar! Minha vida tá uma merda! Me escuta! Me escuta!

Bora ver no que vai dar. Queres que eu te vingue também, minha cara leitora, meu digníssimo leitor? Pode ser divertido. rsrsrsrs

Hoje é o “Mandela Day” – Viva Nelson Mandela! (Se vivo, o herói da liberdade faria 101 anos hoje)

18 de julho é o Dia Internacional de Nelson Mandela, conhecido como “Mandela Day” e adotado pelas Nações Unidas em 2009. A data foi escolhida por ser a mesma do nascimento do herói da liberdade, falecido em 2013. Ele faria 101 anos hoje.

Ex-presidente da África do Sul, dono de um Prêmio Nobel da Paz e um dos homens mais respeitados do planeta, Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, na África do Sul. Ele foi vítima de um câncer ao qual lutava contra desde 2001.

Ele foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como Apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. A luta contra a discriminação no país o levou há ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo, em 1963.

Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.

Mandela defendeu o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais.

Frases:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”

“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.”

“Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo.”

Para saber mais sobre a história deste fantástico homem do bem, assistam o documentário “O Milagre Mandela”:

Ele tornou-se ícone da liberdade e da igualdade. Sou negro, filho, neto e bisneto de negro e hoje rendo homenagens a um dos mais importantes homens da história. Nelson Mandela, o Madiba, foi fundamental. Não somente para um povo ou uma raça, mas para a humanidade.

Viva Nelson Mandela!

Elton Tavares

Liga da Comédia: hoje, grupo de amigos santanenses faz sucesso na comédia stand-up

Por Araciara Macedo

Uma conversa despretensiosa entre três amigos e a vontade de fazer um projeto de humor utilizando o a comédia stand up (termo que designa um espetáculo de humor executado por apenas um comediante, que se apresenta geralmente em pé) como principal ferramenta para levar alegria ao público em geral. Assim surgiu o grupo Liga da Comédia formado pelos santanenses Relson Cardoso, Joabe Lima e Fabiano Luz. Hoje (11), a partir das 21h, na Villa Show Eventos em Santana, o grupo apresentará seu show especial.

“Sempre conversamos sobre a falta de opção nessa área em Santana, um dia nos reunimos e formamos o grupo”, contou Relson, um dos integrantes.

Com o grupo montado surgiu a ideia da primeira apresentação, “montamos nossa apresentação, mas faltava espaço para mostrar, então a Coordenadoria da Juventude de Santana estava com um evento mas não tinha atração, então nos apresentamos pela primeira vez”.

O sucesso foi tão grande que logo após a apresentação no evento o grupo foi contratado para uma apresentação em um evento corporativo, “já estávamos nos sentindo maravilhados com o sucesso da apresentação quando fomos surpreendidos com a contratação do grupo para um evento corporativo do atacadão Carrefour”, disse Relson.

No evento do Carrefour o grupo, mais uma vez, arrancou aplausos e gargalhadas encantando o público presente, “fomos um sucesso no Carrefour, o público participou com a gente, serviu para nos mostrar que estamos no caminho certo para consolidar nossa carreira na comédia”.

Os convites para apresentação em vários locais foram surgindo e o grupo resolveu montar um show completo que acontecerá em julho.

Ingressos

Os ingressos para o show, no valor de R$ 10,00, já estão sendo comercializados através dos números 991473252, 991025666 e 991511643. “Montamos um texto novo, muito divertido e, com certeza, vai agradar bastante quem é fã desse estilo de comédia. Vamos mostrar para os santanenses que temos grandes comediantes no município”, finalizou Relson.

Conheça o projeto

O projeto Liga da Comédia tem como principal objetivo fomentar a cultura santanense, busca o amadurecimento e experiência de seu atual elenco, assim como a formação de novos talentos locais, o grupo pretende no futuro inserir nas escolas e entidades de ensino o Stand Up, como forma de conscientização de problemas sociais como o suicídio, combate a depressão, ao uso de drogas e à violência. Buscando assim resgatar também jovens inseridos em grupos de riscos.

Esse tipo de iniciativa é pioneira no município de Santana, pois nesse segmento nunca houve quaisquer manifestação ou interesse por parte do poder público ou privado. Esse pioneirismo é visto com bons olhos pelos idealizadores do projeto, devido a sua boa receptividade por parte da sociedade, percebeu-se que o município estava carente deste tipo de manifestação cultural

O grupo conta principalmente com o apoio de amigos, seguidores e entusiastas da comédia nas mais variadas plataformas de redes sociais, sempre incentivados para que continuem levando seu bom humor para todos aqueles que buscam uma maneira sadia e divertida de entretenimento.

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte IV)

Como já dito aqui, meu amigo Cleomar Almeida é um competente engenheiro. O cara também é a personificação da pavulagem e gentebonisse, presepeiro e boçal como poucos que conheço. Um figura divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA, SEGUNDA e TERCEIRA edições sobre seus papos no Facebook, mais uma vez selecionei alguns de seus relatos hilários na referida rede social.

Boa leitura (e risos):

Filhos

Quando se tem filhos a gente a gente se enquadra em três níveis de bestidade. O besta propriamente dito, o abestado e o abestalhado. Nesse último, me enquadro perfeitamente.

Print

Eu sempre falei, esse negócio de print ainda vai acabar com a raça humana.

Batucada na barriga

Nunca confiem em um homem que não sabe fazer uma batucada na barriga, com certeza tem algo errado com ele. ☺️

Convocação para a Copa América

Vi essa convocação e tenho quase certeza que o Dunga sequestrou o Tite.

Cargo na AL

Se a pequena fosse barangada eu duvido que tava essa fuleiragem toda, bando de feio com dor de cotovelo.

Mês longo

Tendo como base, uma análise minuciosa na geladeira e no armário aqui de casa, vejo que abril já deveria ter acabado a dez dias.

Bolsomínions na chuva

Pra começo de conversa, blogueiro semi analfabeto não é jornalista, tem mais é que ficar na chuva mesmo.

Briga na Câmara de Vereadores

Já me meti num porradal desses, eu era o cara que chega voando!

Música

A gente tá bem assistindo ao Jornal e páh, me aparece o Mauro Cotta. Dá logo uma vontade do cabôco sair rabiando no brega.

Conversa com Deus

Se eu pudesse falar com o Criador só teria uma pergunta. Chefe, o Senhor vai precisar mesmo desses carapanãs? Fooooolego, tá demais.

Maju, a fofura amapaense de 21 milhões de visualizações (VÍDEOS) – Sensacional!!!

Maju com suas mães Maria Rosa e Jéssica Trindade. Foto: Rodrigo Indinho/SN

Por RODRIGO INDINHO

Com números impressionantes, que batem a marca dos 21 milhões de visualizações, em menos de um mês, os vídeos estrelados pela pequena amapaense Maria Júlia, a Maju, de 3 anos, vêm se estabelecendo como uma verdadeira febre na internet.

Nas redes sociais, a menina ganhou mais de 430 mil seguidores apenas uma semana depois de lançar sua página no Facebook. Em pouco tempo, se tornou uma celebridade da web. A fofura, o talento e o humor com que ela trata assuntos cotidianos é o que chama a atenção.

Em apenas uma semana no Facebook, a pequena amapaense conquistou 430 mil seguidores. Saiba quem é Maju. Ela mora em Macapá – Foto: Rodrigo Indinho/SN

Ela é filha das empresárias Maria Rosa, de 30 anos, e Jéssica Trindade, de 29 anos, ambas publicitárias. Maju foi adotada pelas empresárias no terceiro dia de vida. As mães contaram como surgiu a ideia dos vídeos. Em janeiro de 2019, a pequena internauta pediu que gravassem um vídeo para enviar ao seu ídolo, o ator Pedro Henriques Motta, que interpreta o personagem Pippo, da série infantil Detetives do Prédio Azul.

“Ela pediu para gente gravar um vídeo dela para que ele pudesse vê-la e conhecê-la”, revelou a mãe, Maria Rosa.

O vídeo foi produzido, mas não foi possível alcançar o ídolo, ainda. No entanto, era o começo de tudo. No dia 14 de maio, Maju começou a fazer vídeos de humor que se tornaram o maior sucesso no Instagram.

“Para ela, é uma brincadeira, ela adora. Mas quando não está disposta a gravar, a família não insiste, é tudo no tempo dela”, acrescentou Maria Rosa.

A pedido dos amigos, a outra mãe de Maju, Jéssica Trindade, que administra as redes sociais da menina, postou os vídeos no Facebook. Em apenas uma semana de criação, a página ganhou mais de 380 mil curtidas e 430 mil seguidores. Os vídeos acumulam milhões de visualizações, milhares de compartilhamentos e comentários.

“Tudo tomou uma grande proporção e chegou a países como: França, Portugal, Arábia Saudita, Espanha, África, e outros. Cada dia que passa, tá crescendo e atingindo muita gente. Não estamos conseguindo responder a todos, mas estamos fazendo o possível”, garantiu Jéssica Trindade.

Mudança de rotina

A grande repercussão mudou a rotina da família inteira, principalmente de Maju. A criança iniciou acompanhamento com uma psicóloga para saber lidar com toda a situação. Já as mães tiveram que organizar a empresa para trabalharem só pelo turno da manhã, que é o horário no qual Maju estuda. Os turnos da tarde e da noite são dedicados à menina.

Motivação

Além do carinho dos visitantes das redes de Maju, Maria Rosa e Jéssica Trindade encontraram um estímulo a mais para continuar com as postagens. Elas recebem mensagens de pessoas com depressão e diversos outros problemas, que assistem aos vídeos e dizem se sentir melhor. As conversas são printadas e guardadas para mostrar futuramente para a menina.

“É muito bom saber que minha filha ajuda as pessoas a se recuperar através do sorriso. Têm pessoas que até perguntam se a gente impulsiona a página, lhes digo, claro que não, ela vem conquistando a todos com seu jeitinho meigo mesmo”, orgulhou-se Jéssica.

Trabalhos

Com o sucesso, Maju está fechando contratos com empresas para comerciais. Ela já foi chamada para fazer presença VIP em eventos e receber mimos de lojas. Tudo o que a menina lucra em dinheiro com os trabalhos está sendo investido nela e em sua carreira como atriz. A família da menina garante que ela continuará levando alegria para todos os que precisam, através de vídeos com humor saudável.

Maju pode ser encontrada no Facebook através da página Amaju. No Instagram: @amajuoficial. E no YouTube: no canal amajuoficial.

Fonte: SelesNafes.Com

*Meu comentário: há cerca de três semanas, a Maria Rosa (uma das mães da Maju), me mostrou essa lindeza no Instagram. Virei fã automaticamente, pois essa fofura é um prodígio. Sou viciado nos seus vídeos, que são garantia de risadas e doses de alegria. (Elton Tavares). 

Uma crônica De Rocha – Texto sensacional de Kairo Moto Táxi

Kairo mototaxi – Foto: Maksuel Martins

Era uma dessas manhãs cinzentas, por volta das 5h45, eu vinha subindo a Rua 13 de setembro, sentido Buritizal – Centro. Nesse horário as ruas estão completamente vazias e o silencio se apodera de nossa mente, é como andar de moto sobre as nuvens, mas a esperança de pegar uma corrida nunca acaba.

De longe vejo alguém e à medida que vou me aproximando consigo ver uma senhora, bem baixa, deveria ter no máximo 1.20cm de altura, o cabelo curto, não era um cabelo volumoso, o penteado era um rabo de cavalo, amarado com um pompom listrado nas cores vermelho, branco e azul e pelo fato de não ser um cabelo volumoso o rabo de cavalo ficava mais ou menos da grossura de um lápis, o rosto tinha algumas rugas, o que é normal devido a idade, um par de argolas de “ouro”, uma blusa branca com uma frase em inglês escrito: “ I am alive”, uma bermuda desbotada e uma sandália dessas rasteirinhas, com um detalhe em pedrarias.

Quando parei a moto notei que se tratava de alguém muito humilde; ela então sorrindo me disse:

– Meu filho, quanto é uma corrida daqui ao igarapé das mulheres?

Para quebrar o gelo eu sempre uso essa estratégia, então disse assim:

– Baratooooo! Não vai passar de R$10,00 reais.

Ela sorriu e disse:

– E ida e volta, faz um desconto!?

Eu: – Claro que faço, nem pra mim e nem pra senhora, me dê R$18,00 reais.

E por incrível que pareça ela me respondeu com a seguinte expressão:

– Já é!!!

E montou na moto com uma agilidade que nem essas novinhas de 18 anos têm. Ao longo do percurso, ela puxou assunto e me disse que estava indo comprar peixe e uma melancia, porque na feira perto da casa dela os peixes não prestavam, os vendedores passam colorau na guelra dos peixes para ficarem com aspecto de que o peixe é novo (fresco). Eu sempre concordando com tudo, afinal ela não estava falando nenhuma mentira. Então, pediu que eu parasse em um posto de gasolina para trocar o dinheiro e assim o fiz.

Lá, desceu da moto, meteu a mão por dentro da blusa com certa delicadeza, como se fosse a coisa mais normal do mundo guardar dinheiro dos seios, tirou duas sacolas, uma tinha um bolinho de dinheiro, deveria ter uns R$ 300,00 e na outra uma carteira de Derby Prata ( Cigarros ). Aí disse:

Guardo aqui pra não molhar! E o dinheiro guardo aqui também, porque ninguém quer pegar em peito de velha.

Nessa hora todos rimos, eu, ela e o frentista do posto!

Abasteci a moto, coloquei R$10,00 de gasolina e entreguei o troco, seguimos viagem…

Chegando ao local desejado, eu disse:

– Fique à vontade!

Ela me entregou o capacete e foi andando em direção ao vendedor de peixe, escolheu, escolheu, escolheu até que, pelo que pude notar de longe, encontrou o peixe ideal. O peixe pra falar a verdade não foi o problema, a dificuldade foi pra escolher a melancia, bateu nem todas, sabe quando você bate na porta de alguém? Pois é, foi assim mesmo! Fez em todas as melancias, até encontrar a perfeita! Tudo isso ela descobriu somete escutando o som das melancias (esse ouvido deve certamente ser estudado).

E quando já caminhava em minha direção, foi abordada por um homem, cabelo grande, encaracolado, estilo do Cazuza no começo de carreira, uma regata branca, uma calça branca e um chinele muito desgastado, o rapaz segurava na mão uma cédula de R$ 50,00 reais, pensei: – ele deve está pedindo pra ela trocar o dinheiro!

Então ela colocou a sacola de peixe e a melancia no chão, segurou a nota de R$ 50,00 reais do rapaz na mão, e com aquela destreza de sempre meteu a mão em seu sutiã para tirar o dinheiro, trazendo a luz uma de suas sacolas tão bem guardadas.

De repente aquele rapaz, que parecia ser uma boa pessoa, pulou na mão da senhora e tomou o que ela tanto guardava, correu, mas correu tão rápido que parecia Forrest Gump. Meu primeiro pensamento foi:

-Essa corrida eu não recebo! (Desculpa, eu não deveria ter pensado isso, rs)

Mas logo fui tomado por uma força, uma raiva, então disse para mim, eu sei que se for atrás dele e conseguir pega-lo, vou apanhar (devido ao meu porte físico, reconheço que não é o meu ponto mais forte), mas eu vou. Quando coloquei o capacete na cabeça e já ia ligar a moto, a senhorinha grita de lá:

– Ei Mano, Ei, Ei, Moto Táxi, espera!

Ela chegou perto de mim muito nervosa e disse:

– Mano, um bora embora, que eu roubei o ladrão!

Me entregou a sacola de peixe, montou na moto e disse:

– Mano, chuta!!!

Eu, mais que depressa fiz o que ela estava me mandando sem entender nada, resolvi ir pela orla, era mais rápido. Quando chegou lá perto da primeira rotatória do Santa Inês, perguntei:

– Mana,o que foi que aconteceu?

– Ela: Mano, o caboco pediu pra trocar um dinheiro pra ele, quando ia puxar a sacola com dinheiro, ele pulou da minha mão e levou, correu. só que ele levou a sacola com o cigarro e o dinheiro tá aqui ainda, e eu ainda fiquei com os R$ 50,00 reais que ele pediu pra trocar.

-Roubei o ladrão!!! Roubeiiiiii o ladrão !!!!

Nessa hora começamos a rir, mas rir muito! Ela ria e dizia:

– Caboco Burro! Burroooooooo!!!!

Chegamos até a frente da casa dela, quando me disse:

– Mano, tu foi ‘’De rocha!’’, então vou fazer o seguinte, fica com os R$50,00 reais do burro.

Falei: – Sério? Num boto fé!

Fiquei feliz, R$ 50,00 reais assim, rápido! Mas disse pra ela ter mais cuidado.

Foi então que ela disse, sorrindo:

-É… agora vou guardar o cigarro e o dinheiro em um só peito, em sacolas separadas, afinal, meu filho, ninguém quer pegar em peito de velha.

Eternos risos!

NEM LÍNGUA DE CACHORRO AJUNTA – Crônica de Fernando Canto ( e recado pros manés de plantão)

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Crônica de Fernando Canto

As más línguas, quando querem, destroem qualquer situação, pessoa ou relação aparentemente estável. Já vi coisas se transformarem da noite para o dia em verdade absoluta, bastando para isso uma pequena interrogação irônica ou uma afirmação leviana, por um balançar de cabeça de pessoas consideradas sérias.

Em muitas dessas situações inventadas está escondida a verdadeira intenção do difamador, que lança seus “diabinhos” e deixa que eles corram como rastilho aceso em direção à banana de dinamite. Daí, os pedaços voam e se esmiúçam cada vez mais na cabeça dos ingênuos que se convencem dos fafofoca1tos e espalham a falsa notícia, para a satisfação do interessado. A estratégia do caluniador conta sempre com o apoio das “rádios cipós” que se ancoram pelos corredores das repartições públicas, pelas esquinas e bares. Elas são fontes secundárias de informações pelo princípio empírico e popular de que “onde há fumaça há fogo”, e, aliás, aproveitada com muita competência por apressados comunicadores locais, nem um pouco interessados em checarem a “notícia” plantada.

Muitas vezes, e sem querer, somos atores nesse processo, que é da natureza humana, uma vez que vivemos em grupo, nos comunicamos por diversos meios e temos interesses comuns e particulares. levianoTemos desejos e conflitos políticos e portamos uma conduta psicológica calcada em personalidades próprias e bem diferentes uma das outras. Talvez por isso nem nos damos conta que ao recebermos uma mensagem, seja de onde e de quem vier, nos tornamos personagens que vão beneficiar ou maltratar alguém ou alguma coisa.

Os políticos, de modo geral, se valem desses expedientes quando querem salvaguardar seus interesses, mormente na hora que os argumentos se esgotam. 1355812829Já descrevi aqui neste espaço invenções articuladas com o propósito de inverter o jogo das eleições. Lembro que ouvi pessoas sérias afirmarem ter visto o marido de certa candidata a prefeita sangrando no Pronto Socorro, por causa de um tiro dado pelo irmão do candidato que venceria as eleições. Lembro ainda que em outra eleição deu no rádio que o candidato mais velho a prefeito da capital havia falecido. O boato crescera tão rápido logo pela manhã que um batalhão de repórteres saíra à cata do suposto morto. Quando ele se manifestou nas rádios já era tarde. Seus eleitores não queriam “perder o voto” e já haviam votado em outros candidatos. Esses são apenas pequenos episódios que envolvem boatos e fofocas no meio político, onde um criativo mundo se articula diariamente em permanente conflito na busca da estabilidade e poderes.facefofoca

A calúnia, a difamação e a injúria são crimes previstos em lei. São palavras diferentes para ações legais muito semelhantes que tiram o sono dos “bocudos” quando têm de pagar indenizações na justiça a alguém a quem ofenderam moralmente de forma leviana e irresponsável. São elementos do controle social necessários à estabilidade da sociedade, dada à variabilidade e às diferenças das influências ambientes.cachorro_calor[6]Nosso comportamento é motivado pelas necessidades psicológicas herdadas e pelos anseios sociais adquiridos. Somos induzidos a agir por isso e conforme nossas necessidades, ambições e interesses de ordem pessoal. Daí, também, advém os desvios de conduta, os excessos temperamentais e a ausência de educação e controle que fazem as pessoas disseminarem suas opiniões ofensivas à dignidade de alguém. A Lei serve para controlar e punir esses crimes. Mas, uma vez feito o estrago, difícil é a reparação. Segundo o seu Jurandir, do Bailique: “Depois que o caldo cai no chão nem língua de cachorro ajunta”.

* Crônica de novembro de 2007 e publicada no livro Adoradores do Sol, de 2010.