Hoje é o Dia das Mães –  texto/declaração de amor para Maria Lúcia

Sabem, eu nunca fui de  economizar declarações de amor. Na verdade, as acho fundamentais. Hoje, no Dia das Mães, vou falar um pouco da minha mãe, que também é mãe do Emerson Tavares. Quem conhece a mim e ao meu irmão há muito tempo, sabe: a gente “só é gente” por causa dela, nossa mais que maravilhosa genitora, a Maria Lúcia.

Mamãe é trabalhadora, honesta e dedicada. Ela não chameguenta, mas amorosa. Com absoluta certeza, o maior entre meus amores. E nestes tempos tristes e mascarados de pandemia, sou feliz e agradeço por estar junto de Maria Lúcia e pela sua saúde.

Apesar de eu ter 44 anos, minha mãe vive preocupada por eu ser gordão, por eu beber demais, entre outras milhares de coisas que ela esquenta a cachola por conta deste jornalista e de meu irmão. A gente puxou a amorosidade e loucura porreta do papai. Mas da Lucinha, com certeza herdamos a força e a coragem.

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia, a professora, orientadora, filha da Cacilda, avó da Maitê. E que eu e Emerson Tavares temos a honra de termos como mãe. Falando em meu irmão, por conta deste período em que vivemos, ele não está aqui, conosco, como em todos os anos anteriores a 2020, mas telefona todos dias e nos dá apoio em tudo, mesmo de longe. Nem sei o que eu e mano seríamos ou onde estaríamos hoje em dia sem a nossa mãe amiga. Sim. Porque existem sim mães inimigas.

Às vezes a gente se chateia um com o outro, noutras nos decepcionamos, mas seguimos sempre juntos, unidos, com muito amor e ajuda mútua na jornada da vida. Somos muito gratos pela mãe que temos. Maria Lúcia é a soma de tudo que somos de melhor (menos a boêmia, carisma e gaiatice, isso aprendemos com nosso velho e saudoso Penha, o pai). Se minha infância é uma série de memórias felizes, igualmente a adolescência,  boa parte do mérito é dos meus pais.

Falando em mãe, tenho a sorte de outros dos meus afetos, como a minha vó Peró, que virou saudade há quase dois meses, mas já faz uma imensa falta, e minhas tias Maria e Tatá, também foram meio que minhas mães ao longo da vida.  Cada uma tem uma participação importante na minha existência. Sou sempre grato por isso.

Também congratulo minha avó Cacilda, mãe de minha mãe. Além de minhas tias, primas, colegas de trampo e amigas queridas, tantas mães entre meus afetos. Vocês são guerreiras!

Os anos passam e o amor da mamãe segue em abundância sem fim e sem pedir nada em troca. Mas a gente retribui, pois aprendemos com ela.  Por tudo que fez, faz e é, hoje agradeço publicamente a minha mãe. Afinal, todos os dias eu faço isso, mas não textualmente para todos lerem aqui. Nós te amamos, Lucinha.

Essa época difícil passará e logo estaremos juntos de novo. Por ora, reze pela sua mãe. Esteja ela em outro lugar além de dentro do seu coração. E agradeça pela oportunidade de ser seu filho. É este meu sentimento neste segundo domingo de maio: amor e gratidão.

Elton Tavares e Emerson Tavares (escrevo e assino por nós dois mesmo. Coisa de irmão mais velho, rs).

Os 76 anos da Biblioteca Pública Elcy Lacerda e a importância dela para o Amapá – Por Paulo Tarso Barros – @paulotbarros

Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda – Foto: Maksuel Martins

Por Paulo Tarso Barros

Uma das instituições educacionais e culturais mais tradicionais do Amapá completa 76 anos de existência. Afinal, são mais de sete décadas de funcionamento contínuo. Nela já atuaram, como gestores, nomes importantes da educação e da cultura do nosso Estado (Lauro Chaves, Aracy de Mont’Alverne, Ângela Nunes, dentre outros), pessoas que deixaram sua marca e que hoje são relembradas pelo muito que contribuíram com várias gerações de alunos que passaram pela Biblioteca, seja fazendo pesquisa ou lendo obras literárias, biográficas, ensaios, manuseando jornais, revistas e outras publicações.

Fundada em 20 de abril de 1945, desde então a Biblioteca vem cumprindo seu papel como entidade que abriga um valioso acervo responsável pela formação educacional de milhares de pessoas e de suporte à pesquisa. Aberta das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, sempre recebeu os estudantes e a comunidade com muita atenção. Seus funcionários, a maioria oriundos da SEED, têm experiência e treinamento para orientar, apoiar e encaminhar todos os usuários aos locais mais adequados a cada tipo de pesquisa que se faz necessário, da mais simples à mais complexa.

Fachada principal da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda vista do alto do Teatro das Bacabeiras – Foto encontrada no site Literatura do Amapá

Atualmente, em pleno século XXI, a Biblioteca está cada vez mais sintonizada com as demandas da modernidade, sendo um dos points mais frequentados por escolas, entidades culturais e educacionais, associações, Academia de Letras, professores em busca de mestrado e doutorado e alunos de todos os níveis que encontram o espaço adequado para suprir as suas necessidades num mundo em que o conhecimento e a pesquisa ocupam cada vez mais um lugar relevante.

A Biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 60 mil itens, entre livros, CDs, DVDs, revistas, panfletos, jornais (inclusive os primeiros jornais que circularam no Amapá, desde 1895 – no caso o Pinsônia) e os seguintes espaços: Sala Amapaense (livros e documentos com assuntos e temáticas do Amapá e da Amazônia); Sala Afro-indígena; Sala do Ensino Médio e Superior (que serve também como local de estudos e pesquisas); Sala Circulante (com obras literárias nacionais e estrangeiras disponíveis para leitura e empréstimo domiciliar); Sala de Artes; Sala Infanto-juvenil (que conta com o Grupo de Contadores de Histórias) e duas Salas com Jornais e Periódicos (com destaque para a Sala de Obras Raras); uma Sala de Braille e a Reserva Técnica (onde os livros são recebidos e distribuídos às salas).

A Biblioteca Estadual Elcy Lacerda é um espaço aberto, dinâmico, efervescente, muito democrático e o mais representativo das ações educacionais e culturais do Amapá. Seu atual gerente é o professor e escritor José Queiroz Pastana, que pela segunda vez ocupa o cargo.

*Paulo Tarso Barros é escritor, editor e professor e funcionário da Biblioteca há 17 anos.

A esperança não morre sem ar (pequena crônica sobre eu ter sido vacinado hoje)

 

Foto: Alvani Melo

Sem nenhuma pretensão ou gabolice, digo-vos: graças a Deus, tenho uma sorte dos diabos. E como nada é de todo ruim, por ser gordo, hoje, 19 de abril, recebi a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca. Fui vacinado na cota dos obesos. Nem senti a agulha, de tão feliz que estava.

2020 não foi fácil pra ninguém. 2021 não está diferente. Cada um de nós perdeu um amigo, parente ou conhecido que gostava. Estamos há mais de um ano travando uma guerra desleal contra esse vírus. E com baixas demais, além da conta. O que a vida reservou pra gente, hein?

O escritor Rubem Alves disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Bênção’ vem de ‘bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem ‘bem diz’ é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”. Pois é, essa vacina é uma benção nestes tempos difíceis.

Nossos planos e sonhos estão todos guardados para depois da pandemia e seguimos obstinadamente lutando por nossas vidas. Talvez, depois que tudo isso passar – e VAI PASSAR -, eu escreva sobre esse período sofrido. O título será: “Depois do Fim do Mundo – Uma crônica para sobreviventes”.

Resumindo, continuo em frente e com a força de sempre. Sempre correndo atrás e com cada vez mais motivos pra permanecer sorrindo. Ser imunizado renovou minhas esperanças. Aquele sentimento de nem tudo está perdido. Apesar do nosso presidente genocida (quem não entendeu isso até agora, nunca entenderá).

Continuo grato a Deus. Pois a esperança, queridos leitores, não morre sem ar. É isso!

Valeu, God!

Elton Tavares

 

 

 

Marcelo Guido gira a roda da vida. Feliz aniversário, irmão!

É 10 de abril e Marcelo Guido gira a roda da vida pela 41ª vez. Trata-se de um brother muito presente, fiel aos seus ideais e suas pessoas. Admiro o figura por isso. O cara é pai da Lanna e Bento, marido da Bia, jornalista e assessor de comunicação, ateu (daqueles chatos) ex-blogueiro, vascaíno calejado (com muito amor por esse time e resignado pelo sofrimento), remista, colaborador deste site (onde assina a sessão “Discos que Formaram o meu caráter” e escreve crônicas sobre futebol), amante de rock and roll e futebol, fã Nº 1 dos Ramones.

Com o Guido. Tempos de violência!!

Marcelo vive como quer, nos seus próprios termos. Quando vou na casa dele e da Bia, a gente fala sobre tudo. É papo sobre família, nossos brothers, séries, filmes, bandas, shows, discos, quadrinhos e muita merda. Fazemos piada de tudo, de todos e até da gente mesmo.

Marcelo é um baita cara porreta. Um irmão de vida e parceiro de doidices. Apesar de ele não acreditar em Deus, se não fosse ELE, nem eu e nem Guido estaríamos vivos, de tanto que a gente aprontou nessa vida.

O papel mais Phoda desempenhado pelo Guido é o de pai. É lindo ver como ele fala e age com seus filhos. O Marcelo se tornou um homem de família, quem diria. Admiro ele por isso também.  A gente era nó-cego, mas nos tornamos caras legais. Faz tempo que não quebramos ninguém na porrada – e nem estamos com saudades disso (risos).

Volto a dizer: o Guido é uma força da natureza. Se gostar de você, é um puta dum amigo. Um cara Phoda mesmo! Se não der valor em ti, é encrenca certa. Com os parceiros, é um malandro engraçado e 100%. Além de forte defensor de suas opiniões. A gente segue a jornada da vida pirando junto (aliás, saudades), se ajudando mutuamente e com muito humor negro, paixão e brodagem. E sem perder a ternura.

Com o Guido e Bia, na noite de autógrafos do meu livro, em outubro de 2020. Saudades, amigos do coração! Foto: Sal Lima.

Guido, obrigado por aturar minhas “eltontavarisses” (termo inventado por ele para minhas frescuras e etecéteras). Tu és um cara que posso contar para qualquer coisa. Aqui é na reciprocidade sempre, tu saaaabes.  Que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Te amo, manão! Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Bora ser mais Zé – Por Orlando Júnior (@Orlando_Fla_Jr), sobre o Zé Ricardino (@Ze_Ricardino), que fez a passagem hoje

Por Orlando Júnior

O início desse texto era pra exaltar uma figura que se tornou tão presente no nosso cotidiano: o amigo virtual. Exato. Não era pra lembrar de alguém que está conosco dia e dia, algumas vezes à noite, mas sim por um cidadão que eu pouco conhecia pessoalmente, mas quase que somente de redes sociais.

Esse “fenômeno” é bom pra qualquer perspectiva, vejamos a cidadã conhecida como “Vih Tube”, hoje participante do reality show “Big Brother Brasil”, é uma das youtubers mais conhecida do público infantil brasileiro. Entretanto, no game presencial e transmitido 24 horas para o país inteiro: é uma jovem recém saída da adolescência que não admite ser contrariada, extremamente mimada e que usa qualquer forma de ação para estar em evidência ou pra ser admirada, sem escrúpulo algum, pois dificilmente deve ter sido contrariada alguma vez pelos pais.

De outro lado temos o Zé. Sim, nosso Zé, o cara rabugento e correto, sendo que um defeito não anula a qualidade, ao contrário, só reforça a ideia de que deixamos pra trás nossa humanidade. Porque era isso que o Zé era, humano, e acima de tudo, humilde.

Eu conheci a família do Zé ainda criança, frequentei a casa dele por duas vezes, tanto o meu pai quanto o pai dele sempre foram extremamente católicos, não a toa que o Zé sempre preservava a Quaresma, como todo católico fervoroso.

Já fui reencontrá-lo no twitter, mas sem muitas interações, até porque eu sempre fui avesso às amizades feitas em redes sociais e ele sempre foi “rabugento”.

Em 2019 passamos a ter mais contato, mas sempre bem superficial, mas ele passou a me mostrar uma faceta do twitter que eu não conhecia: a da solidariedade. Foi daí que passei a interagir com outros “tuíteiros” assíduos, entre eles a Kayser, não a cerveja, chegando a apresentá-la a vários amigos no Brasil inteiro para ajudarem na época do apagão (um viva para a Kayser – não a cerveja).

Hoje, no dia que o Zé fez a passagem, que não era dele, deve ter pego de alguém pela educação que lhe era peculiar, eu não tenho lágrimas, pois tive dois parentes e três amigos que faleceram recentemente pelo mesmo vírus e isso me deixa cada vez mais com o “coro curtido”, só consegui olhar para as mensagens e lembrar do dia em que convidei o Zé pra almoçar em casa.

Ele tinha elogiado um prato que eu havia feito num domingo para almoçar, achei de dizer “vou fazer um pra tu e a Nega depois desse lockdown”, ele, com a sutileza peculiar do cidadão respondeu: nem quando acabar a pandemia. Esse era o Zé, um cara, um zé, um amigo, sem ser conhecido, um cidadão que você gosta porque ele era exatamente isso, um cidadão, que cuidava da família e do trabalho, que lhe tratava como amigo dentro dos limites da amizade virtual.

Hoje lamentei tanto a morte dele quanto a do meu tio, meu coração tá pesado, e não é virtualmente.

*Orlando Júnior é professor, servidor de carreira da Justiça Eleitoral e amigo do Zé.

Eu me inventei (crônica sincera para o Dia do Jornalista)

Ilustração de Ronaldo Rony

“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se não quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Ilustração de Ronaldo Rony

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, office boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

*Do livro “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em setembro de 2020. Ah, A obra tá linda e está à venda na Public Livraria ao preço de R$ 30,00 ou comigo, Elton Tavares (96-99147-4038).

O Craque Dener – Por Marcelo Guido (republicado por conta que hoje, se vivo, o jogador faria 50 anos)

Por Marcelo Guido

Dos campos de terra, ao palco celeste. Os Deuses do futebol conspiram sempre nos terrões localizados nas várzeas, “campos” onde grama é algo raro, surgem talentos natos. Em um desses veio para o mundo da bola o genial Dener.

Negro, baixo, magro como muitos de seus pares, tinha o dom de comandar a pelota como poucos. Esguio, liso como peixe ensaboado, deixava para trás seus adversários, que ficavam a mercê de seu talento como míseros “Joões” sem pai nem mãe.

Dribles desconcertantes foram sua marca maior, tal qual Umbabarauma , o ponta de lança africano de Benjor. Dener era o arquétipo máximo do bom jogador.

Honrou em sua curta passagem pela vida três dos maiores pavilhões do futebol. Portuguesa, Grêmio e Vasco. Deixou boquiaberto o grande Maradona. Don Diego teve sua reestreia no futebol portenho ofuscada pelo desempenho maior do camisa 10 de São Januário.

Foram realmente poucos títulos, a Copinha de 91 pela Lusa, o Gauchão de 93 pelo Tricolor e a Taça Guanabara de 94 pelo Gigante. Mais sua contribuição foi eterna para o espetáculo. Até hoje quem entende um pouco de futebol, não importando a identificação clubística , coloca o garoto do Canindé entre os melhores que já pisaram em um campo de futebol.

Pepe, eterno canhão da Vila, rendeu-se ao Gênio comparando ao incomparável Rei do futebol :“ foi o mais próximo que chegamos de um novo Pelé”. Pegar a bola em uma linha central, sair driblando em zigue-zague com o objetivo máximo de levar a criança para dormir no fundo das redes adversarias era sua constante dentro de campo.

Dener era o suprassumo da coerência futebolística, para ele um drible bonito era sim, mais bonito que um gol. Ele era o espetáculo.

Calou críticos, que ousaram dizer que o campeonato gaúcho era muito pesado para ele, levou o Maracanã ao delírio em um inesquecível Vasco x Fluminense, onde a torcida Vascaína bradou em alto e bom som, “E cafuné , o Dener é a mistura do Garrincha com Pelé”, fez o gol mais bonito já feito no solo sagrado do Canindé , contra a Inter de Limeira, virou musica na voz de Luiz Melodia, “ se vocês querem um conselho vou dar, deixem o menino driblar” e literatura nas mãos de Luciano Ubirajara Nassar autor de “ Dener , o Deus do Drible”.

Sua vida passou como ele passava pelos beques , seu drible mais desconcertante foi com certeza na miséria e sua carreira foi rápida como um raio. Dener Augusto de Sousa deixou órfãos os amantes do bom futebol no dia 19 de abril de 1994, em um fatídico acidente automobilístico na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Talvez o próprio Deus, boquiaberto com tanto talento daquele menino negro, resolveu escala-lo para seu time celeste para o jogo de domingo.

Ficou a história de um dos que, em pouco tempo, provou ser um dos melhores no mundo da bola.

Dener, Deus e Drible, os “D” em caixa alta, atitude mais que correta.

* Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna Guido e do Bento Guido. Maridão da Bia.

**Republicado por conta que hoje, se vivo, o jogador faria 50 anos.

Há 23 anos, morreu meu pai, Zé Penha Tavares (o meu eterno herói)

Um discurso que sempre pautou a minha vida foi o amor pela minha família. Há exatos 23 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. Já que “Recordar, do latim Re-cordis, significa ‘passar pelo coração”, como li em um livro de Eduardo Galeano, passo pelo meu essas memórias.

Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares, nasceu no município de Mazagão, em 1950, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos.

Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete? Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.

Após o seu falecimento, li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve a culpá-lo por este extremo defeito?”.

Papai e mamãe – Anos 90

Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas com certeza foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas e bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades.

Penha não gostava de se envolver em política. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preto, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Aquele cara era extraordinário!

Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas.

Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema. Ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.

Com ele aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, e aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele.

Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne”, como ele mesmo brincava.

Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele, pois acredito que as pessoas morrem, mas nunca em nossos corações.

José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”.

Papai (com as mãos nos ombros da Clara, sua namorada), eu (de pé) e meu irmão Emerson (sentado de camisa branca). 1997. Saudade!

Meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, disse: “Papai nos ensinou o segredo da vida: ser gente boa e companheiro com os que nos são caros (família e amigos). Sempre nos espelhamos nele. Para mim é um elogio quando falam que tenho o jeito dele, pois o Zé Penha foi um homem admirável, um verdadeiro ser humano!

Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu”. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu pai, que passou rápido e intensamente por essa vida.

Essa montagem foi uma brincadeira do meu irmão, sobre tomarmos umas com o velho nos dias de hoje.

Queria que o Zé Penha tivesse vivido pra ver a Maitê, pra sacar que consegui me encontrar e ser um bom profissional, pra ver o grande cara que o Emerson se tornou. Enfim, pra tanta coisa legal. Também faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “haja hoje para tanto ontem”.

Ao Penha, dedico este texto, minha profunda gratidão e amor eterno. Até a próxima vez, papai!

Obs: Texto republicado todo ano nesta data e assim será enquanto eu sentir saudade. E essa saudade, queridos leitores, nunca passa!

Elton Tavares

Onde Deus possa me ouvir – Escrito de insônia de Ronaldo Rodrigues

Escrito de insônia de Ronaldo Rodrigues

Quando encontramos uma música que fala o que precisamos escutar dá um alívio tremendo. Foi o que senti ao deparar com Onde Deus possa me ouvir. Quando se está de saco cheio de pessoas e situações e opiniões e falta de perspectivas, eis que vem pelas ondas da internet uma música para dizer que não estamos sozinhos contra a indiferença, a ignorância e a falta de refinamento no pensar, tão flagrantes em nossos dias.

Coisa boa deve ser compartilhada e foi o que fiz, lançando, no oceano da madrugada solitária, a minha garrafa de náufrago, cuja única mensagem era essa pérola. Uma mensagem de socorro, mas também de alento, de tentativa de compreensão do mundo, para quem possa necessitar de atenção e afago neste nosso labirinto de madrugadas insones, por vezes ásperas. Enviei para alguns companheiros de jornada com os quais compartilho aflições e compensações de viver na mesma época em que, a todo momento, palavras cruéis ferem nossos ouvidos e corações e mentes.

Há tempos que não me sentia tocado por uma música e dei graças ao fato de que minha sensibilidade ainda resista à tentação de seguir a manada e se tornar estéril ou mesmo inexistente. E quando gosto de uma música, gosto de pensar que outras pessoas também poderão gostar e me faço mensageiro dessa música, cuja força pode até salvar o mundo de alguém.

A música que me deixou em transe e que volto a compartilhar agora com vocês é de Vander Lee gravada na voz de Gal Costa. E como disse Jesus Cristo (e nas primeira vezes que li essas palavras achei que Jesus estava sendo redundante): – Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Onde Deus possa me ouvir – Gal Costa – Composição: Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também

Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo o desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor, deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
Adeus

Um ano de pandemia: a gente perde o chão quando falta saúde – Crônica de Elton Tavares

2020 não foi fácil pra ninguém. 2021 não está diferente. Cada um de nós perdeu um amigo, parente ou conhecido que gostava. Realmente a gente perde o chão quando falta saúde. Este mês fez um ano que estamos travando uma guerra desleal contra esse vírus. Este março está mais pesado para mim. Muitos amigos tratando de Covid-19 e uma muito amada familiar doente de Covid.

Continuo grato a Deus por nenhum dos que são do meu núcleo de amor ter partido por conta da pandemia e por eu mesmo ter driblado a doença até aqui. Me solidarizo com os que não tiveram a mesma sorte.

Estamos há um ano fazendo esforços. A maioria de irresponsáveis não quis fazer e não faz. Um ano de negação, torpeza e omissão criminosa do mito satânico e seus asseclas que plantam um jardim de lapides. Só lamento pelas estúpidas atitudes nestes tempos tão difíceis. Pagamos a penitência de ter colocado esses caras no poder, mas a esperança não morre sem ar.

Fico triste e puto com os irresponsáveis que seguem quebrando as regras de prevenção e distanciamento social. É como diz o adágio popular: “a ignorância faz devotos”. A populaçao está há um ano assistindo a tudo numa calma quase hipnótica. Mas quem não acorda com a triste realidade, a gente surra com fatos.

Chegam telefonemas doloridos, mensagens assustadoras, posts terríveis sobre partidas nas redes sociais. As mortes somam mais de um quarto de milhão. Isso só no Brasil. Destes, são 1.181 no Amapá. Parece uma cruel uma realidade paralela. Uma distopia, um purgatório e, às vezes, um inferno contínuo. E sigo rezando pelos meus afetos, sobretudo os enfermos, para passarem por isso da melhor forma.

Nas melancólicas escuras e silenciosas horas da noite, resmungo, suspiro, oro, me indigno e choro. Algumas vezes, um pouco de álcool para flutuar na tormenta.

Seguimos obstinadamente lutando por nossas vidas. Continuo cauteloso, amedrontado, com cuidados e orações. E deixo um recado para os imbecis: parem. Não levem a culpa pela morte de seus pais ou avós. Pois a verdade é que a gente perde o chão quando falta a saúde de quem amamos. Pense nisso e cuide bem dos seus amores!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Internacional da Mulher – Minha homenagem

Hoje (8) é o Dia Internacional da Mulher. Nesta segunda-feira, rendo homenagens à minha mãe (rainha e mulher mais importante na vida), avós, cunhada, sobrinha, algumas tias e primas, colegas de trabalho e muitas amigas queridas.

Eu não seria ninguém sem a insistência, amor e zelo de algumas mulheres. Sobretudo da minha mãe, a amorosa e batalhadora Lúcia, o maior exemplo de amor e luta por direitos feministas que conheço (como diz o Veríssimo: “as mães são a comunicação direta com Deus”). Parabéns para minha cunhada, guerreira que cuida dos meus amores Emerson e Maitê, essa última ainda criança, mas que será uma baita mulher. Boto fé!

Agradeço pelos anos de dedicação da vó Peró e tia Maria (as duas são uma espécie de mãe para mim).

Minha gratidão pela amizade de tantas mulheres que é difícil nomeá-las aqui. Se assim o fizesse, cometeria algumas injustiças.

Sou grato ainda à aquelas que foram minhas amigas e por conta das curvas na estrada da vida, deixaram de ser, mas que tiveram papéis fundamentais em algum momento desta caminhada.

Ah! as mulheres!!! Mulheres!!! Sem vocês seríamos apenas um espermatozoide vagando à esmo; como um barco bêbado rumo ao infinito imprevisível” – Régis Sanches.

A origem da data

A data foi marcada por uma greve em uma fábrica de tecidos em New York, no dia 8 de março de 1857. As operárias protestaram e só queriam melhores condições de trabalho. Como acontece até hoje, a manifestação foi reprimida violência. Mas lá foi mais desumano que o “habitual”. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Ao todo, 130 tecelãs morreram carbonizadas. Triste, fatídico e histórico.

Só em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, por conta da barbárie de 1857 e em homenagem as vítimas. Como tudo para os seres humanos do sexo feminino é difícil, somente em 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Enfim, agradeço a todas vocês, mulheres da minha vida, por tudo. Muito obrigado e meus parabéns pela data!

Elton Tavares

Empresária visita Macapá e oferece desconto aos amapaenses em sua clínica de tratamento estético

Gicele Batista – Foto: divulgação

A empresária Gicele Batista, franqueada da Onodera Belém, está em Macapá visitando a família e revendo amigos. Ela está oferecendo aos amapaenses um voucher de R$ 250 reais para tratamentos estéticos de alta tecnologia na sua franquia, na capital das mangueiras. Para isso, basta procurar a clínica e comprovar que mora na terrinha.

Gicele é paraense, mas veio para o Amapá ainda na primeira infância, quando a família mudou para Macapá, no início dos anos 70. A filha da Maria Juracy, aposentada da Justiça Federal, e de Marçal Batista, servidor da Assembleia Legislativa (in memória), é farmacêutica, graduada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com Mestrado em Química e especialização em estética.

Gicele Batista – Foto: divulgação

A partir dos conhecimentos técnicos adquiridos, resolveu investir em uma franquia reconhecida no país pela utilização de recursos tecnológicos de última geração para embelezamento, tanto facial quanto corporal, com expertise de décadas. A Onodera completa em 2021, 40 anos de mercado, se firmando como a maior franquia de estética no Brasil, com mais de 50 franqueados.

Em fevereiro de 2010, o sonho de Gicele se tornou realidade com a inauguração da Onodera Belém. Desde então, vem acumulando reconhecimento público, sendo ganhadora do “Prêmio de Melhor Clínica de Estética”, pela Revista Negócios e Destaque; “Melhor Clínica de Estética”, eleita pela Revista 3 x 4 Magazine; e o Prêmio ORM (Organizações Rômulo Maiorana) do Empreendedor ano 10, na categoria Melhor Clínica de Estética do Pará, por meio de votação do público. Recebeu o Selo de Excelência da franqueadora, por vários anos.

Ao chegar a Macapá, na última semana, a empresária Gicele Batista, feliz em visitar lugares da sua infância e adolescência, sendo acolhida com muita festa pelas amigas e amigos de Macapá, sem deixar de falar da família, deixa esse voucher de presente para os amapaenses que quiserem fazer tratamento estético em Belém.

Gicele Batista – Foto: divulgação

A Onodera Estética Belém funciona, de segunda a sábado, na Rua Domingos Marreiros, 463, no Umarizal, em Belém-PA. São 11 anos atendendo os clientes com carinho e atenção.

Gilvana Santos  – Jornalista

Resenha do livro “Amazônia – Região Universal e Teatro do Mundo” – Por Andreia França

Livro: Amazônia – Região Universal e Teatro do Mundo.

“Este instigante volume nos devolve uma Amazônia bem diferente, com certeza, daqueles clichês costumeiros com que nos habituamos a vê-la. Fruto bem-sucedido de trabalho acadêmico e artístico-cultural coletivo, a partir de seminário internacional realizado em Viena, em 2007. Os artigos reunidos neste livro revelam uma região tão vital para o planeta quanto complexa, sob todos os aspectos. E que só poderá ser preservada à medida que entendida.”

Nessa linha, ainda me abisma o quanto “forasteiros” re.conhecem o potencial e riqueza da região mais biodiversa do planeta, ao passo que nós, nascidos em seu seio, filhos e habitantes fazemos pouquíssima, ou talvez, nunca foi questão nem pra “ganhar pontos” na escola, alvará de valor afetivo e efetivo.

A #Amazônia é o palco do presente e futuro da terra. Há tantas construções que urgem nossa participação para não continuarmos a ser os “índios/amazônidas” seduzidos por bugigangas gringas, entregando nosso santuário de bandeja nas mãos dos neocolonizadores, eleitos inclusive. Estamos falhando miseravelmente e os conflitos e expropriações aumentarão.

Por ser globo e não plano o mundo que habitamos (1° série) e tudo estar interligado, as Nações “politizadas” e o futuro nos precisa e deseja. Enquanto nós, AQUI… Amodo que seguimos deitados pós-açaí do meio-dia, em rede esplêndida.

Maizéisso, independente das razões que nos levaram ao “apagamento e não formação” pra valoração de nossas raízes e identidade, ainda dá tempo, eu penso; e com tanta tecnologia e recursos, tradição e ciências, podemos nos aplicar a construir futuros + “prósperos” pros nossos curumins vindouros. Nem que seja pra vender caro seu pedaço de terra, e não ser meros escravos dos Chineses, quando forem os donos legais dos nossos quintais. De rocha meu mano, te experta, defende e valoriza o teu pirão!!

Bora y rema!! E como diria nosso querido Nilson Chaves: “Sou muito mais, sim, eu sou #amazônia.”

*Andreia França é especialista em Docência e em Mídias na Educação, Designer de Produtos – Gerente em Redes de Computadores e técnica em Edificações.

Maria Penha Tavares gira a roda da vida. Feliz aniversário, tia!

Gira a roda da vida, neste vigésimo terceiro dia de fevereiro,  uma das primeiras pessoas que me amou e uma das grandes amigas que tenho na vida, minha tia, Maria Conceição Penha Tavares. Ela chega aos 69 anos com saúde e aparência de 50  invernos amazônicos, graças a Deus!

É difícil falar a respeito de pessoas que, de tanto amor e presença afetiva, fazem parte da nossa construção pessoal. É como tentar descrever um pedaço de nós. Nesse caso, de um lindo pedaço.

Tia Maria é a filha mais dedicada de que tenho notícia, irmã preferida do meu pai (que já virou saudades) e filha preferida da Peró e vô João (que também já seguiu para as estrelas).

Tia também foi uma competente bancária durante décadas, é contadora e ex colaboradora da Cunha & Tavares Consultoria. Ela sempre foi empenhada, muito séria, responsável e dedicada em tudo que se propôs e se propõe a fazer.

Às vezes, ficamos muito putos um com o outro. Normal, somos teimosos e geniosos, mas nos amamos demais. Em razão da pandemia, não tenho sido tão presente na vida dela e da vó Peró, nossa matriarca e pessoa muito bem cuidada e amada pela tia (Quem conhece essa linda história sabe da nobreza e total compromisso da titia para com sua mãe). Mas elas sabem que podem contar comigo.

Perdi a conta de quantas vezes Maria Penha me socorreu com grana, quando eu ainda era um moleque doido e perdido na vida. Não que hoje eu seja um cidadão exemplar, é que virei um velho gordo que pira muito menos que antes. E ela sempre morou nesse meu coração transloucado.

Titia é íntegra, honesta, inteligente, batalhadora e decente. Maria sempre foi um dos faróis (assim como mamãe e vovó Peró) na tempestade que sou, sempre foi umas das luzes do meu caminho. João Espíndola e Perolina tiverem a sorte de ter uma filha como ela. Assim como todo o resto de nós, os Tavares.

Quando puxo na memória afetiva, ela sempre esteve lá, desde 1976, quando pintei por aqui. São quase 45 anos de amizade e amor.  Sou só gratidão a ela. Se um dia eu for pra minha sobrinha Maitê a metade do tio que ela foi e é pra mim, a missão estará cumprida com sucesso.

Ah, ela também me educou musicalmente. Graças a ela, gosto de música boa. Ela sempre foi uma espécie de mãe, madrinha, amiga, apoiadora, conselheira, parceira, entre outras tantas coisas maravilhosas que essa pessoa sensacional representa na minha existência.

Maria, às vezes nossas personalidades e rabugices colidem, mas isso passa logo, é somente uma vírgula no lindo livro da nossa vida juntos. Tia, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta, iluminado, com paz e muita saúde pra você seguir na jornada e na tua bela missão. Graças a Deus tenho uma sorte dos diabos da tua existência orbitar a minha. Parabéns pelo teu dia. Te amo! Feliz aniversário!

Elton Tavares