26 anos do lançamento de Nevermind, o antológico álbum da banda Nirvana

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Na manhã do dia 24 de setembro de 1991, uma terça-feira, começaram a chegar caixas nas lojas de discos dos Estados Unidos e da Inglaterra trazendo CDs e vinis com uma capa azul, com um bebê nu nadando atrás de uma nota de um dólar em um anzol. A quantidade de cópias, pouco menos de 50 mil, dava a exata dimensão da expectativa moderada que a gravadora Geffen esperava vender de Nevermind, o álbum de uma banda nova vinda do interior do país, chamada Nirvana.
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Ainda fruto do final da década de 1980, Nevermind seria mais um disco de rock independente numa época assolada por Michael Jackson, boy’s bands e cabeludos do heavy metal. Porém, o disco quebrou o mainstream, tirou Michael Jackson do topo das paradas e transformou o grunge melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo. O disco está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame (Uma espécie de ranking da fama do rock).

Obra, de certa forma, sombria e ainda sim capaz de embalar festas em qualquer parte, com uma sonoridade que, mesmo depois de 26 anos, permanece atual. Nevermind, mesmo vindo depois do primeiro álbum do Pearl Jam, (o material do Nirvana engoliu o disco de estreia da outra banda de Seattle) conseguiu – por causa de uma junção de letras, formato e até mesmo “descompromisso” estético – chegar a mais pessoas e conversar com elas de uma maneira mais direta e idealmente imperfeita.

Em conjunto com tudo isso o segundo disco do Nirvana também é comparado por alguns grandes nomes da indústria musical a um lançamento dos Beatles. As realidades são diferentes, mas o impacto de Nevermind no mercado musical e na audiência é, realmente, inquestionável, a ponto de gerar shows caóticos e superlotados por quase todos os lugares que banda passou em seu auge.

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Embebido em todas essas circunstâncias, com letras diretas e marcantes, completando o combo de trabalho, o disco tem uma das capas mais icônicas de todos os tempos – que já recebeu homenagens das mais diversas -, e conta com o clipe de “Smells Like Teen Spirit“, gravado com pouca produção e grana, que se tornou um sucesso instantâneo na MTV e elevou o hype do álbum às alturas, colaborando para que o status do Nirvana fosse muito além dos contemporâneos, Pearl Jam e Soundgarden.

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Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Número comparável com o Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. As 12 músicas logo se tornaram um clássico e o impacto que o disco causou na música e na cultura pop é sentido até hoje. Recentemente, o jornal inglês The Guardian citou o disco como um dos eventos mais importantes da história do rock. O Nirvana chegou a se apresentar no Brasil em 1993.

Formado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, o Nirvana acabou com a morte prematura de Cobain. Aos 27 anos, em 5 de abril de 1994, o letrista e líder da banda se suicidou.

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Meu comentário: naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Tempos de festinhas de garagem e TDK 90 minutos, com os nomes das músicas anotadas no papel interior da capa da fita cassete.

O Nevermind surgiu para os jovens amapaenses no mesmo período que outra boa nova, a MTV. Lembro como se fosse ontem, em 1992, a recém chegada emissora exibia o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” incessantemente e nós não enjoávamos. Foram grandes momentos para a minha formação cultural. Eu tinha 16 anos e toda aquela adorável barulheira ainda ecoa no meu coração.

Viva os 26 anos de lançamento do Nevermind, eu escutarei Nirvana para sempre, assim como Beatles, Led Zepellin, Ramones e Pink Floyd. Musica é a trilha sonora das nossas vidas e a da minha é o bom e velho Rock And Roll.

Elton Tavares

Fontes: Fontes: Veja; Omelete e das minhas quase três décadas escutando Rock and Roll.

O preço das cortinas do show e a roda viva do aprender (reflexão legal do Fernando Bedran)

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Muito pouco se vive quando quase nada se permite, Quando se valoriza por demais as cortinas do show da jornada, quando muito se festeja ou se permanece em um futuro criado pelos outros para si.

A justa busca se torna oca e sem eco, tão vazia, mas tão vazia, que nada jamais procria. E aí como dizem os poetas há milanos: vão se passando os anos. Tudo em função do ter, do mandar, do poder… Dos outros.

Sua vida se torna secundária ou fona. Não importa se você se entrega aos outros e ainda serve e paga por isso com sua alegria, sua paz, seu bom viver e nem lágrimas por isso pode você deixar cair. Pois seus donos logo iram rir e dizer: fraqueza de quem não tem Fortaleza.

E depois de morto, pois isso sim é morte em vida, na festinha do velório com risadas e torradinhas, perceberás que não tem como voltar e votar atrás, Inês de fato morreu.

A cobra mordeu o rabo e tudo começa em um novo e lindo bailado. Mas a oportunidade morreu nos grilhões que nada fizestes para arrebentar, sequer te destes o trabalho de gritar ou de se fazer ouvir.

Mesmo no terreno Santo dos mortos corpos, justiça é feita. Começar tudo de novo é viver. Bem melhor que morrer, afinal se cantam em verso e prosa nossa imortalidade eterna nessa roda viva do aprender.

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Com o meu sábio amigo Fernandinho Bedran

Fernando Bedran – Intelectual, humanista, bon vivant, rosa-cruz e filósofo eventual.

Maitê: três anos de um dos amores da minha vida!

Sabem aquelas coisas na vida que encantam a gente? Pois é, uma das coisas que mais iluminam e enchem meu coração de amor é a Maitê Ferreira Tavares, minha pequena grande mulher da minha vida, que hoje completa três anos de vida. Ela é uma criança inteligente, geniosa, linda, sapeca, desconfiada, engraçada, entre outras coisas lindas de sua breve existência.

Sim, hoje é dia de festa, mas vamos festejar mesmo no sábado (8), em Belém (PA), onde nossa princesa mora com seus pais, meus amados irmão Emerson e cunhada Andresa. Aliás, eles são excelentes pais.

Dizem que crianças são um tipo de fio condutor de Deus para conosco. Mamãe já está por lá, em Belém, curtindo a lindeza que é a neta. Sempre digo que a Maitê chegou para reforçar nossos laços de amor. ELE deve estar neste momentos que vão desde o cafuné de avó à correria com o tio. Uma alegria que me acalma.

Confesso que sou um pouco atrapalhado com crianças, mas não com a Maitê. Ela derrete meu coração fácil e sempre faço tudo que aquela molequinha linda quer. Ela me fez aprender as canções dos ‘The Backyardigans’ e ‘Galinha Pintadinha’, além de me fazer gostar dos episódios de ‘Masha e o Urso’ (logo eu, o tio bruto, para vocês verem).

Maitê também faz este gordo correr com uma bola ou atrás dela. Eu e ela de pés descalços pela casa. E ainda brincar de esconde-esconde ou bola de sabão. Pasmem, até brinco de boneca. Dá uma canseira gostosa. Coisas de tio. Agradeço a Deus por cada um destes momentos.

A gente baba por ela. Se a Maitê dança, ri, fala ou simplesmente manda um beijo, nós sorrimos. É algo inexplicável e amorosamente lindo. Sinto falta de ter mais convívio, mas isso em nada diminui o amor que temos por ela.

É isso mesmo, querido leitores deste site, há exatos três anos, a vida mudou pra melhor. Parte do meu coração foi tomada de assalto e virou território da Maitê. Eu a conheci quando ela tinha 11 dias de vida. Ao vê-la, o amor floresceu dentro de mim.

Queria hoje poder estar com ela hoje, lhe dar os presentes que comprei e a encher de carinho. Mas o farei na sexta-feira, quando chegarei na cidade das palmeiras.

Maitê ainda não sabe o quanto o mundo é cheio de possibilidades, belo, misterioso e perigoso, mas para os perigos da vida, sempre estaremos por perto para mostrar os caminhos e, quando preciso, ajudá-la.

Meus parabéns, Maitêzinha (um dia você vai ler isso aqui). Titio te ama de forma desmedida. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Livro-reportagem sobre a Operação Mãos Limpas é eleito o melhor da Região Norte (orgulho do @abinoanAP )

O produto venceu a edição regional do Expocom, realizada em Manaus, e foi produzido por egresso do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá como trabalho de conclusão de curso.

Por Rafael Aleixo

O livro-reportagem “Inquérito 681 – Operação Mãos Limpas: os bastidores da investigação que transformou o cenário da política do Amapá” conquistou a edição regional do Expocom 2017 – Exposição de Projetos Experimentais, que ocorreu em Manaus (AM), entre os dias 24 e 26 de maio. A disputa premia os melhores trabalhos produzidos em jornalismo e comunicação das instituições de ensino superior da região Norte.

Produzido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) pelo egresso Abinoan Santiago, o livro foi um dos representantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) na edição do concurso neste ano. É a quarta vez seguida que o curso tem produtos premiados.

Neste ano, o livro Inquérito 681 – Operação Mãos Limpas foi o único produto do Amapá a receber o prêmio. A orientação do livro teve a supervisão do professor Antônio Sardinha.

Como vencedor na modalidade livro-reportagem, o trabalho é finalista da etapa nacional do Prêmio Expocom. A premiação acontecerá em setembro, durante a realização do 40º Congresso Nacional de Ciências da Comunicação, em Curitiba (PR).

O livro

O livro-reportagem foi produzido ao longo de seis meses e narra os bastidores que antecederam a operação Mãos Limpas, o dia da ação da Polícia Federal (PF) no Amapá, em 10 de setembro de 2010, e os desdobramentos nas eleições e no poder judiciário estadual.

O caso ainda é o maior escândalo de corrupção do estado, envolvendo mais de 600 agentes federais e da Receita Federal. O material traz revelações inéditas do delegado que comandou o caso, documentações nunca reveladas que culminaram na operação e colhidas ao longo do processo, assim como entrevistas com atores ligados ao caso.

Para Abinoan Santiago, mestrando em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR) e egresso do Curso de Jornalismo da Unifap, a premiação brinda o esforço empenhado ao longo da elaboração do livro, previsto para ser publicado ainda 2017.

O troféu é resultado de incansáveis meses debruçados sobre documentos, insistência em conseguir entrevistas de pessoas envolvidas no caso e de técnicas de reportagem teorizadas no curso de Jornalismo. Além disso, o livro vem com esse papel de preencher uma lacuna deixada pela imprensa do Amapá na cobertura da operação Mãos Limpas, como resultado do poder político e econômico sobre as redações, à época da operação, comentou.

O professor orientador Antonio Sardinha destaca que a premiação mantém histórico de prêmios recebidos por acadêmicos do Curso de Jornalismo no Expocom Norte. “O livro também demonstra um exercício de reportagem e fortalece a perspectiva do que deve ser um curso de jornalismo, em um contexto de implementação das diretrizes curriculares, que é a de formar repórteres capazes de produzir conteúdos jornalísticos com qualidade para as diferente mídias”, explica.

Histórico

O curso de Jornalismo da Unifap conta com um histórico de prêmios acumulados no Expocom/Região Norte.

Em 2014, foram vencedoras as reportagens Homofobia como fator de exclusão escolar, do acadêmico Joaquim Netto, com orientação do Prof Antonio Sardinha e Áreas de Ressaca em Macapá: a realidade do bairro “Muca”, do acadêmico Wanderson Viana, com orientação da Profa Elaide Martins.

Em 2015, foram três prêmios: Agência de Notícias Ciência Unifap, de autoria da acadêmica Aline Paiva e orientação do professor Antonio Sardinha; a reportagem de capa da edição do Cuíra Trabalho Infantil no Amapá: reportagem sobre a situação da exploração da mão-de-obra de crianças e adolescentes, de autoria de Aline Paiva e orientação do professor Antonio Sardinha e produção fotográfica coletiva com o tema Terceira Idade, sob a orientação da Profa Luciana Macêdo.

No ano seguinte, em 2016, a premiação foi na categoria jornal-laboratório com a edição “A corrida clandestina pelo ouro na fronteira’ – capa da 4º número do Cuíra – elaborado pela turma 2013 do curso de Jornalismo sob a orientação do professor Antonio Sardinha.

Fonte: Unifap

Meu comentário: isso aí deu mais orgulho ainda do jornalista e brother Abinoan.  Eu sempre disse que ele é fera. Além de muito gente fina, inteligente, culto e observador, o cara é um talentoso repórter, radialista e redator, com passagens por redações de web, TV e rádio, além de assessoria de imprensa, onde trabalhei com Santiago na comunicação da Prefeitura de Macapá e ele é PHODA mesmo. Profissional jovem, mas com dom de apurar e investigar fatos. A análise em sua declaração foi perfeita. No seu perfil do Twitter, o premiado parceiro disse: “O livro deve ser lançado até o fim de 2017”. Desejo sucesso. Parabéns, amigo!

MUNHOZ E A ARTE – Por Fernando Canto

Fernando Canto e o professor Munhoz – Última foto de velhos amigos

Prezados amigos, é um pouco difícil falar sobre o professor Munhoz neste momento doloroso de sua partida definitiva, sua última viagem. Ele deixará um vazio enorme na cultura amapaense, não só pela sua atuação no sacrossanto trabalho no magistério, mas sobretudo pelo homem que foi: um paladino das letras e das artes plásticas, que formou milhares de pessoas e que acreditava num mundo mais justo e melhor para todos.

Era um crítico ferrenho e um professor austero. Um cidadão justo, um católico intransigente .

Mas também era uma pessoa alegre, sempre disposta a ouvir os causos contados pelos amigos.

Mesmo não tendo sido seu aluno, aprendi muito com ele sobre História da Arte, matéria que falava com profundeza, arrematando estilos, escolas e artistas consagrados com a experiência de quem visitou centenas de museus em dezenas de países.

Fomos membros do Conselho Territorial de Cultura e nas últimas semanas estávamos reestruturando a Academia Amapaense de Letras, juntamente com seus ex-alunos Paulo Guerra, Manoel Bispo, Nilson Montoril e Antônio Carlos Farias.

Essa lacuna nunca será preenchida, pois Munhoz era ímpar no seu metier como crítico e intelectual das artes no nosso Estado.

Agora ele só precisa de preces e do nosso verdadeiro reconhecimento como insigne mestre que foi e um amigo mais velho que não parava de ensinar e de dignificar o que fazia.

Macapá, 23 de maio de 2017
Fernando Canto

Um breve relato sobre amizade, jornalismo e felicitações: meus parabéns, Mariléia Maciel! (te amo, irmã)

A gente conhece muita gente na vida. Algumas, damos graças a Deus por serem passageiras. Já outras, é preciso agradecer a Deus por elas terem aparecido e permanecido. É o caso da jornalista Mariléia Maciel na minha jornada. A Léia é um dos meus afetos mais preciosos. Quem a conhece bem, a ama, como eu. Hoje é aniversário dela.

Filha zelosa da dona Maria, mãe dedicadíssima do Yan e do Caio, avó amorosa da linda Elis, irmã e amiga prestativa. Mariléia é um monte de coisas lindas em uma só pessoa. Ela é uma cidadã trabalhadora, competente, inteligente, divertidíssima, fiel aos seus e, sobretudo, uma mulher do bem.

Boemista apaixonada pelo Carnaval, extraordinária assessora de comunicação (a melhor do Amapá no âmbito cultural), uma das maiores divulgadoras do marabaixo, cronista inventiva, agitadora-humorista de grupos de WhatsApp, a branca mais negra do Laguinho, entre uma porrada de coisas admiráveis. Mariléia Maciel é uma figuraça!

A Mariléia é minha parceira de trampo, confidente, conselheira, ouvinte, “ralhadora”, apoiadora, companheira de pautas e mesas de bar, entre tantas outras coisas porretas que fazemos juntos. Sabem, a gente não tem aquele lance de um breve telefonema. Toda vez que ligo pra ela ou que a Léia me telefona, bote no mínimo 20 minutos de conversação sobre assuntos diversos que vão desde trabalho à presepadas.

Eu, Gil e Léia – Juntos somos invencíveis!

E risos? Não dá pra contabilizar o quanto rimos juntos. Essa doida sabe tirar um barato, benzadeus! (risos).

Mariléia possui motores auxiliares, pois assessora diversas instituições, cuida da mãe, cuida dos filhos (seus moleques adultos e dois caras porretas), auxilia os amigos, marca entrevistas, apaga incêndios midiáticos, agiliza apoios, consegue espaços e ainda arruma tempo e energia para se divertir conosco, seus amigos. Aliás, ali tem amigos, tédoidé! Não à toa, somos todos loucos pela “Mar e Hiléia”, como diz o Fernando Canto.

Já disse e repito: Léia é uma profissional diferenciada e fora de série. Ela se vira, mas faz tudo acontecer. Torna interessante o que parece não ter brilho. Acreditem, já vi a mulher operar verdadeiros milagres quando trabalhamos juntos. E não é somente pelo seu alto nível de competência, mas também pelo trato que tem com todos. Mariléia é uma pessoa do bem e muito benquista no Amapá.

Em 2011, a Léia apareceu na minha vida profissional. A gente passou muita coisa juntos. Ela me ensinou a ser melhor como jornalista e como pessoa. E se for para brigar, a gente quebra tudo, pois com ela, sou invencível.

Ah, a maluca também tem um superpoder de me encontrar triste ou aborrecido e me deixar felizão após meia hora de papo. Por ser essa doida varrida e lúcida que distribui afeto na vida, além de todo o resto totalmente impublicável, hoje, rendo homenagens à Mariléia Maciel.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Tenho muito orgulho de dizer de onde vim (sobre o Dia do Trabalhador)- Por @MarileiaMaciel

Tenho muito orgulho de dizer de onde vim. De dizer que meus pais trabalharam um vida inteira, desde a infância, pra sair da pobreza, mamãe nas cozinhas e reparando filhos que não eram seus, e papai nos barcos, pescando e vendendo, até se tornarem professores. Orgulho de dizer que sempre trabalharam com gosto, honestamente, pra nos ver bem, pra construir bens, até se aposentarem. Verdadeiros operários, incansáveis.

Orgulho também de dizer que eles também mantinham respeito pelos trabalhadores da nossa casa, que nunca eram explorados. Cresci assim, com esses dois, Raymundo e Maria, trabalhando e respeitando, sem mexer no que não era seu, sem se aproveitar de nada que não fosse fruto de seus suores.

Desejo aos trabalhadores, patrão com o mesmo senso de justiça e respeito do meu pai, Raymundo Maciel, que pouco antes de partir, deixou este bilhete com as recomendações para a nova secretária que ira tomar conta de nossa casa. Tenho orgulho desse bilhete, que mostra o quanto respeitava o trabalhador doméstico, tanto quanto o dos gabinetes. Guardo com carinho este pedaço de papel manuscrito, pra nunca esquecer que trabalhador honesto tem que ser respeitado​.

Feliz dia dos que trabalham, não importa onde, nem quanto ganham!

Mariléia Maciel – Jornalista, contista, cronista, branca mais preta do Laguinho e minha irmã de vida.

Sempre levo comigo a Frase que meu professor de Sociologia fala: “Um povo educado é muito perigoso”

Por Nádia Launé

Quando um país entra em crise, tudo tende a ficar mais caro para suprir o que tá faltando, o governo AQUI no Brasil passa a cobrar mais em impostos e é cortar as verbas destinadas a população

Em países desenvolvidos, a crise é o momento perfeito pra inovar, buscar soluções e alternativas e assim surgem boas ideias. Um exemplo disso é uma professora que ministra a matéria de Gestão e empreendimento nos ensina como ousar… Ela nos ensina como usar vários objetos para vender.

Países de primeiro mundo tem como uma das características, criarem soluções criativas e inovadoras pra fugir da crise. Porém O Brasil não, os governantes cortam gastos públicos e aumentam impostos, ai começa uma espécie de bola de neve pois essas supostas “soluções” não ajudam a parar a crise, e sim a aumenta como se fosse secando os bolsos de todo mundo aos poucos .

Aumentar a passagem de ônibus não é uma solução para nada, aumentar a passagem de ônibus não vai pagar dívida pública ou tirar o país da crise. O que vai acontecer é que vai fazer crianças, adolescentes, jovens a não conseguirem ir pra escola e pessoas a terem que comer menos para se locomover para determinados lugares.

Os trabalhadores que vivem em situações desfavoráveis a passar por mais dificuldades por conta de tirar do bolso um dinheiro a mais para a passagem de ônibus sendo que pode ser usado em várias outras coisas…

Eu gostaria de saber de coração, como vocês governantes querem fazer esse aumento, sendo que são os primeiros a falar sobre a crise que o Brasil sofre?

Porque não cortar gastos com determinados cargos, viagens, motoristas etc. Que são usados por vossas excelências, quer dizer que o certo é logo aumentar os impostos para as pessoas que vivem em situações difíceis?

É bom pensar em nós eleitores que colocamos vocês para nos representar em todas essas questões…Somos nós que vivenciamos essas situações precárias do dia-dia com o serviço público. E eu falo com convicção, como estudante da rede pública federal, como a que usa o transporte público de segunda a sexta. A super lotação nos ônibus, também alguns micro-ônibus que usam de motorista como contador. Estamos sujeitos a acidentes, pois duas coisas para uma pessoa só? Sendo que tem horários de “pico”…

As condições precárias dos ônibus também, estamos sujeitos a assaltos, eu saio de casa e ao pegar ônibus creio que Deus me proteja, meu pai deixa eu ir de ônibus porém tem uma preocupação, Macapá está ficando perigosa. Isso é complicado, pois ficamos com traumas e isso resulta em medo de sair de casa, andar de ônibus…

Outra realidade que vivenciamos, No instituto federal do Amapá- IFAP, não temos parada de ônibus, sendo que descemos em uma BR onde o fluxo de carro é alta e com uma velocidade mais alta. Estamos correndo risco, mesmo que tenha faixa de pedestre, tem motoristas imprudentes que acabam não respeitando as sinalizações de transito.

Será que tudo isto só será providenciado quando acontecer uma tragédia? Não podemos prevenir tudo isto?

Sempre levo comigo a Frase que meu professor de Sociologia fala: “ Um povo educado é muito perigoso”

Gente vamos lutar a favor nossos direitos, não podemos ficar calados com situações que piora a vida da nossa população.

* Nádia Launé cursa o no Instituto Federal do Amapá (IFAP).

Dicas do Fernando Bedran para o Feriado

Dica para o feriado?
Desligue a TV.
Use o mínimo de celular e net.
Faça e coma o rango de sua preferência.
Curta sua família e amigos com muita alegria.
Escute boa música.
Seja você mesmo e reflita se não está viajando demais na barca “da Maria vai com as outras”, pense por você, decida por você.
Não recrute para sua cabeça mágoas, rancores, pessoas sórdidas, hipócritas e nefastas.
Saia um pouco da mesmice viciante do dia a dia e sorria muito, inclusive de você mesmo.
Abrace forte quem estiver por perto.
Reze ao DEUS de seu coração pelos menos favorecidos e os que estão em desencanto.
Aprenda algo e ensine algo.
Se beber ,beba uma por mim.
Se não, sorria mesmo assim.
Bom feriado em harmonia com o todo!

Fernando Bedran

IMPORTAR – Por Vladimir Belmino

A palavra importar é da classe gramatical verbo do tipo regular, etimologicamente vem do Latim (importare: ‘trazer para dentro, importar’). Como verbo, pode ter vários significados, variáveis de acordo com sua flexão e com seu emprego, seja como verbo intransitivo, seja como verbo pronominal, seja como verbo transitivo direto e, finalmente, como verbo transitivo indireto.

Para efeito deste rápido trabalho, nos interessa o verbo pronominal, o que traduz ‘dar importância a’; ‘fazer caso de’, podendo ser utilizado como nas frases: “não se importa com nada” e “ele se importa com ela”.

Ainda como verbo, como todo e qualquer verbo, ele é ação em sua essência. Ou seja, o palavra-verbo importar implica um movimento; sendo da classe verbo às palavras que fazem a vida existir, a exemplo do famoso texto bíblico de João 1:1-4 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”.

E esse pensamento é muito poderoso, uma chave de conhecimento, independente de sua contextualização religiosa. Em verdade, a mensagem que vem do texto bíblico transpassa a religiosidade ao se perceber que não é dado a ninguém, nem mesmo ao Deus, realizar sem ação, sem verbo.

Então, na frase “ele se importa com ela”, o que nos conta o verbo ‘importar’ na utilização pronominal? A qual movimento nos agita? A qual ação nos inspira? Ele nos diz que temos que nos importar com o outro, mas como se dá essa ação de se importar com o outro? É a compaixão, seria compreender o que o próximo está passando ou o colocar-se no lugar do outro? Refletindo sobre outro trabalho apresentado na sessão da Loja Zohar, de autoria de nosso irmão José Lobo Neto, cheguei a outra conclusão.

Se importar com o outro é o movimento de trazer o outro para dentro de si; como se fosse um ato de importar produto do estrangeiro para dentro de nosso pais. É mais que sentir compaixão, muito mais do que se colocar no lugar do outro, sentir na pele o que ele passa. Isso é só o começo do ‘se importar com o outro’.

No momento em que se realiza a dificuldade alheia, percebendo-a, foi dado o primeiro passo no complexo ato de ‘se importar’ com o outro, na sequencia vem a ação propriamente dita de tirar o outro de onde se encontra – ajudar a sair da dificuldade ou do sofrimento – trazendo-o para seu mundo onde esta vicissitude não existe, ou onde pode ser mais branda pelo compartilhamento da solidariedade.

Solidariedade é um ato de bondade com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo. Ao pé da letra, significa cooperação mútua entre duas ou mais pessoas, interdependência entre seres e coisas ou identidade de sentimentos, de ideias, de doutrinas. Alguém quer falar de sua etimologia? Pois ela não é verbo, mas rende bons pensamentos também.

Por fim, para que repouse em nossa mente algo de útil sobre o verbo e sobre agir, que demonstre a beleza de seu movimento e a pequenez de nossa mente, socorro-me e espalho o pensamento inquietantemente belo de Manoel de Barros, no poema VII de “Uma didática da invenção” (in Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011), deixando a quem deseje, criar a poesia IMPORTAR:

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

Confrade Vladimir Belmino de Almeida, cadeira nº 31 Moacyr Arbex Dinamarco, em 12.02.2017.

Aos 90 anos, morre Chuck Berry e nasce a lenda Chuck Berry

Chuck Berry, um dos “Guitar’s Heros”, morreu hoje (18), aos 90 anos de vida. E que vida! Segundo a BBC, ele foi encontrado sem sinais de vida em sua casa, em Missouri, nos Estados Unidos. A polícia local recebeu uma chamada de emergência, mas não chegou a tempo de salvá-lo. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Charles “Chuck” Berry nasceu em St Louis, Missouri, em 18 de outubro de 1926. Com sete décadas de carreira, o artista está entre os pioneiros que misturaram, Jazz, country music, Blues e R&B, ritmos afro-americanos e transformaram no melhor estilo musical entre as trilhas sonoras da vida, o Rock and Roll.

Não á toa, a revista Rolling Stone o escolheu como o 5º maior artista da música de todos os tempos e sétimo melhor guitarrista do mundo.

O precursor do rock ‘n’ roll támbém teve um talento incrível para se meter em confusão. Em 1959, no auge do seu sucesso, pegou quatro anos de prisão por ter levado uma índia apache de 14 anos do México para seu clube noturno em Saint Louis.

Também teve problemas com o Departamento do Tesouro dos EUA por receber seus shows em dinheiro e não declará-los. Foi acusado de evasão de divisas e pegou 100 dias de prisão. E, em 1988, pagou uma multa para dar fim a um processo de US$ 5 milhões que Marilyn O’Brien Boteler moveu contra ele.

Assim como Mark Knopfler, Kurt Cobain, Tom Morello, John Frusciante, Joe Satriani, Keith Richards, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Neil Young, David Gilmour, Eddie Van Halen, B.B. King, John Fogerty, Brian May, Eric Clapton, entre outros iluminados, Chuck Berry é um herói da guitarra, um menestrel!

Por tudo que fez e representa para a cultura mundial, rendo homenagens ao velho músico doido. Certamente, tocará no céu (ou no inferno, com B.B. King e Jimmy Hendrix). Go, go, Chuck Berry, siga pelas estrelas e muito obrigado!

Elton Tavares, com informações de sites, revistas e mais de 30 anos escutando e lendo sobre Rock and Roll.

Terceira Carta – Por May Sousa

Faz um tempo que todas as coisas são desconhecidas, desconexas e descabidas. Parece que no relógio houve uma inversão de tempo, eu parei, você continuou. Eu me perdi. Cadê o ponteiro disso tudo? Do jeito que se adianta as coisas e nada acontece, quando o que eu mais quero é que simplesmente se faça. E eu nem sei o quê que eu quero. Ta amontoando vários espaços pra você aqui, na casa, no quarto, no terraço e no meu corpo. Na quentura do meu corpo. Onde há suor e tudo em ebulição.

Tu vem? A minha cabeça ta fazendo um jogo de esconde, tem dia que eu nem acho. Tô jogando. Tô perdendo. O ponteiro parado, que ora parece adiantado, ora atrasado, só me traz a dúvida estúpida de arriscar no vento a melhor hora pra te encontrar… espera!? Tu ta jogando o jogo do esconde? Mas… eu não tava sozinha? Ah, já nem sei. As coisas estão sem calço correto e vão pendendo para o lado que querem, desisti de ter controle sobre elas, combinando essa bagunça ao que tu me dedicas: dúvida, pedaços de ‘para sempre’, tiras enormes de ‘porquês’ e saliva rala de quem quer tentar segurar o tempo no intervalo de um beijo.

Esse experimento de querer ta me condenando à fórmula absoluta de provar e somente provar… um gosto provisório daquilo que não pertence ao meu ficar, e, assim sendo não sei que horas chega ou que se um dia nunca irá.

Uma roda gigante de mim mesma que se desfaz em pequenas coisas, e eu vou me recompondo aos poucos em um esboço tímido de alegria reclusa.

May Sousa

Proibição de marchinhas é sintoma de fascismo cultural

Por Simão Pessoa

Algumas decisões politicamente corretas são tão absurdas, tão próximas do ridículo que até artistas consagrados são contra. É o que está acontecendo com o fascismo cultural envolvido na censura às músicas consideradas incorretas nos repertórios das bandas e blocos de rua.

A lista é considerável. Segundo o Estadão, O Cordão do Boitatá, no Rio, decidiu acatar a proibição de não tocar O Teu Cabelo Não Nega, de Lamartine Babo. Os versos “mas como a cor não pega, mulata / mulata eu quero o teu amor” seriam os vilões de um mundo que não condizia com a realidade.

Outro clássico das marchinhas de carnaval que fizeram a alegria de muitos, Ai que Saudades da Amélia, que Mario Lago e Ataulfo Alves fizeram em 1942, já está na lista das “proibidas do carnaval”.

O próprio Caetano Veloso diz: “Sou mulato e adoro a palavra mulato: é como o país é chamado em Aquarela do Brasil, que é nosso hino não oficial. Sempre detestei A Cabeleira do Zezé por causa do refrão “corta o cabelo dele”, que é repetido como incitação a um quase linchamento. Mas não tenho vontade de proibir nada”. Às vezes, até o polêmico baiano tem noção do ridículo.

A folia contra o bom-senso também chegou a São Paulo onde alguns blocos se posicionaram a favor do cuidado com o que iriam tocar para não reforçarem supostos preconceitos. A clássica Índio Quer Apito foi vetada por ser depreciativa aos costumes e hábitos dos nossos silvícolas.

O compositor João Roberto Kelly tem cerca de 100 marchinhas, todas diametralmente opostas às ideias da patrulha do mimimi: Cabeleira do Zezé, Menino Gay, Maria Sapatão e Mulata Bossa Nova são algumas.

“Nunca vi um patrulhamento tão grande, nem no tempo da ditadura. Carnaval é brincadeira, meu querido. A gente goza do careca, do barrigudo, não podemos levar as coisas ao pé da letra”, ensina ele.

Tom Zé é outro que se assusta quando ouve que sambistas estão deixando de tocar Amélia. “Puxa vida, mas ela era uma mulher tão dedicada… Carnaval é a época de fazer tudo ao contrário, mas agora querem consertar o mundo.”

“Estão querendo mostrar serviço no lugar errado”, insiste Djavan. Para ele, a discussão do reforço de estereótipos precisa passar, antes, pela educação. “O racismo está ligado à falta de formação, desde sempre.”

Ney Matogrosso reforça a opinião de que há patrulhamento desnecessário. Ele lembra que Maria Sapatão, por exemplo, não fala mal da mulher quando diz que “o sapatão está na moda, o mundo aplaudiu / É um barato, é um sucesso / dentro e fora do Brasil”.

“Estão gastando energia com coisas desnecessárias”, afirma.

O pesquisador Tárik de Souza também fala: “Ninguém pode ser obrigado a cantar o que não quer. Mas a volta da censura, mesmo que por razões consideradas nobres, é algo assustador. O carnaval tem sempre um sentido anárquico e caricatural. Já pensou se forem revisar também as chanchadas da Atlântida, vetar os personagens malvados e politicamente incorretos dos folhetins de TV? Vamos acabar num quartel ou num colégio de freiras carmelitas…”

Reforçando a hipocrisia da patrulha do mimimi, Ruy Castro, outro pesquisador, se atenta ao termo “mulata”: “Das dezenas de marchas que falam da mulata, muitas foram compostas por Assis Valente, Wilson Baptista, Haroldo Lobo, a dupla Zé e Zilda, Haroldo Barbosa, Monsueto Menezes etc. etc., e lançadas por cantores como Orlando Silva, Silvio Caldas, Aracy de Almeida, Carmen Costa, Ciro Monteiro, Moreira da Silva, Jorge Veiga, Ângela Maria etc. etc.. Todos mulatos. E não viam nenhum problema nisso.”

Fonte: Blog do Simão

Abraham Lincoln sobre o silêncio

“Às vezes, é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida.” – Abraham Lincoln, um dos país da democracia americana, num ensinamento que deveria ser seguido por dez entre dez homens públicos brasileiros, mas que, infelizmente, é ignorado por nove entre dez.