Poema de agora: o amor passeia – Pat Andrade

o amor passeia

o amor desceu à terra na lua cheia
desbravou corações
percorreu praias e rios
e colecionou vidrinhos de areia

perto de minguar
já perdido nas paixões
o amor encontrou asas de orvalho
e aprendeu a voar

enquanto o amor crescia
foi escrevendo sua história
nas estrelas do céu
com um toquinho de giz

e antes de ir embora
o amor fez lua nova
pra ser feliz

Pat Andrade

‘Temos um povo que canta’: Patrícia Bastos faz a ponte entre o som do Amapá e o restante do Brasil

Patrícia Bastos – Foto: divulgação

Por Augusto Diniz

A cantora Patrícia Bastos conta uma das versões sobre a criação de um ritmo típico do Amapá: escravizados que chegavam àquelas terras, exaustos, morriam e eram jogados ao mar. “Então, cantavam com as alfaias, que são as caixas de guerra, uma música uma música que era o marabaixo, uma música de lamento. Acorrentados, eles cantavam, dançavam e choravam, pedindo para que aquela alma fosse salva.”

Atualmente, o Amapá mantém mais de uma dezena de comunidades quilombolas, com seus conhecidos batuques. No estado, há uma grande influência da música da Guiana e do Caribe, como o zouk e o cacicó.

“A gente ouve desde criança. Essas músicas animavam as festas. Isso influenciou muito a nossa música, o batuque de curiaú, como chamamos”, relembra. As músicas dos países vizinhos chegavam ao Amapá pelas ondas do rádio e por discos – que o pai de Patrícia comprava no mercado central da capital.

Patrícia Bastos – Foto: divulgação

Esses ritmos associados à influência dos povos originários da região estão presentes no trabalho de Patrícia Bastos, e seu último álbum (o oitavo solo), a Voz da Taba, celebra a confluência da cultura amazônica.

Trata-se da parte final de uma trilogia, composta também por Zulusa (2013) e Baton Bacaba (2016). “Agora, Voz da Taba traz mais uma música para dançar, é uma festa.”

Nos três trabalhos, a direção musical e os arranjos são de Dante Ozzetti.

“Queria um arranjador-pesquisador que viesse aqui e conhecesse essa música, a nossa história, a melodia, nossos ritmos, mas queria algo que não fosse regional. Queria que passasse disso”, relata a artista. “O Dante conseguiu fazer isso muito bem. Ele deixou muito clara a essência de nossa música, que é o marabaixo, nosso batuque. Ele universalizou isso.”

Dante Ozetti estuda os sons amazônicos há um bom tempo e, em 2016, chegou a lançar o instrumental Amazônia Órbita, a partir de pesquisas de ritmos locais, como lundu indígena, marambiré, carimbó, marabaixo e cacicó.

Para o mais recente trabalho de Patrícia Bastos, ele chegou a ir a Guiana Francesa e Suriname para pesquisar as influências amapaenses.

A Voz da Taba tem a participação de Caetano Veloso, Ná Ozzetti, Fabiana Cozza, Alzira E, Cristóvão Bastos, Orquestra Mundana Refugi, entre outros.

“É bom sempre trazer pessoas, para que haja um olhar sobre a Amazônia. Pessoas que pensam como a gente, que são ativistas, que têm essa luta, igual à minha, de meu povo.”

Sobre a participação de Caetano Veloso, ela diz se tratar de um sonho realizado. O baiano gravou Jeito Tucuju, obra do poeta Joãozinho Gomes musicada por Val Milhomem.

A letra reforça a necessidade de conhecer a Amazônia no seu âmago: “Quem nunca viu o Amazonas/ Nunca irá entender a vida de um povo/ De alma e cor brasileiras/ Suas conquistas ribeiras/ Seu ritmo novo”.

“Sempre o via cantando essa música, esse hino cultural”, celebra a cantora. “Ele deu voz nessa luta para que as pessoas olhem a Amazônia.”

Além de Joãozinho Gomes e Val Milhomem, o disco traz outros compositores da região, como Enrico di Micelli, Paulo Bastos e Ronaldo Silva.

“O Amapá é um estado de que poucas pessoas falam. É difícil chegar aqui. Nós temos um povo que canta. A forma A forma de eu fazer isso é através da música.”

Assista a entrevista com Patrícia Bastos aqui: 

Fonte: Carta Capital

Administrador Edmar Santos gira a roda da vida. Feliz aniversário, “Zeca”!!

Edmar, eu e meu irmão Emerson, em algum piseiro do passado

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Também me gabo de ser um cara de sorte, pois tenho muitos amigos longevos. São pessoas que posso passar tempos sem encontrar, mas se eu precisar, eles não me faltam. Com alguns tenho um laço de afeto, amor e parceira há quase três décadas. Um deles é o Edmar Campos Santos, o nosso querido “Zeca”, que gira a roda da vida pela 50ª vez neste vigésimo sexto dia de fevereiro. Por ser um cara fantástico, rendo homenagens a esse irmão de jornada.

Edmar é administrador socioambiental, servidor público e barbeiro (sim, o brother é multifacetado e virado pra trampar). Mas acredito que os papéis que ele desempenha melhor ainda do que seu lado profissional é o de amoroso pai da Duda, marido da Eva e filho caçula da dona Osvaldina.

Com o Zeca. A gente já aprontou muito nessa vida.

Zeca é meu irmão de coração. Eu e ele já passamos por muita coisa juntos. Sim, a gente aprontou muito nesta vida. Nos conhecemos no Colégio Amapaense, em 1990. Mas nos tornamos parceiros mesmo em 1994, há exatos 30 anos.

O Zeca era um dos caras mais safos da nossa época de Colégio. Parecia sacar de tudo um pouco. Edmar já era politizado pra idade e me abriu os olhos para muita coisa.

Zeca, eu, Helder “DT” e Emerson (meu irmão), em alguma cachaça lá em casa, no final dos anos 90.

Eu e Zeca “gazetávamos” aula e íamos beber no Xodó. Escutávamos todas as histórias que Albino contava, ouvíamos suas músicas antigas, ríamos quando ele cortejava as garotas e fingíamos surpresa a cada vez que ele nos mostrava seu diploma em “couro de carneiro”. Nós adorávamos aquele saudoso coroa. Ele era divertido.

Com o Edmar, comemorei títulos do Flamengo (assistindo juntos, nunca perdemos uma final); dei porrada em babacas (a gente venceu a maioria das lutas de rua em que nos metemos e ele foi certamente o cara com quem mais me arrisquei na vida); curtimos carnavais e festas de Rock e Samba. Já bebemos mais cervejas juntos do que posso contabilizar, já tivemos um bar, já saímos no braço, já discutimos muito e, em várias situações complicadas, nos apoiamos. Nunca enfrentei tantos perigos com outro figura quanto com ele.

Eu, minha namorada Bruna Cereja, Zeca (Edmar), Duda e Eva – A Banda – 21/02/2023

Assim como eu, Zeca é um cara genioso, mas de bom caráter. Ele é um daqueles amigos que sei que posso contar e é recíproco. É bom olhar pra trás e não nos arrependermos de todas as cagadas que nos metemos juntos, pois estamos bem (temos durado, mano).

Edmar também foi um dos amigos que me deu apoio na época da morte de meu pai, em 1998. Zeca é leal, confiável e sempre tem um sorriso no rosto, mesmo nos momentos mais difíceis. Sou muito grato por isso.

Eu e Zeca – A Banda – Julho de 2022

Hoje em dia, o Zeca bebe pouco, está feliz com a família e no trampo. Agradeço a Deus por isso. Nos encontramos uma vez ou outra e é sempre bacana. A gente ri das merdas que já fizemos. Este parabéns público é para mostrar minha consideração, amizade e respeito por ele.

Zeca, mano velho, que sigas sempre tua jornada com saúde e desse jeito: “impávido que nem Muhammad Ali, tranquilo e infalível como Bruce Lee“, como diria Caetano Veloso. Que teu novo ciclo seja ainda mais porreta, com saúde e sucesso. Que tua vida seja longa, no mínimo por mais 50 anos (é um milagre, mas tu te garantiu chegar no meio século, RS). É uma honra ser teu amigo. Parabéns pelo teu dia, irmão. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Conheça o amapazeiro, árvore que deu origem ao nome do Estado do Amapá

Foto: Divulgação/IEF Amapá

O amapazeiro (Parahancornia amapa) é uma árvore nativa da região amazônica que estampa a bandeira oficial do Estado do Amapá e é, também, responsável pelo seu nome.

Várias são as espécies vegetais conhecidas popularmente como “amapá”, algumas pertencendo, inclusive, a famílias diferentes. Essas árvores, entretanto, acumulam uma série de similaridades, seu tronco chega até 35 metros de altura e delas é coletado um látex, chamado de “seiva-do-Amapá”.

Cada espécie da árvore produz seiva de coloração e sabor diferente, sendo mais procurada a que tem uma seiva branca de coloração amarga, muito utilizada para o preparo de medicamentos naturais.

O leite-do-Amapá é o medicamento natural amazônico mais utilizado pela população do Amapá, principalmente no tratamento de doenças respiratórias, gastrite, anemia, problemas musculares e no processo de cicatrização.

A extração da seiva do Amapazeiro, se assemelha muito com o processo de extração do látex da seringueira, no qual um corte é aberto na casca da árvore, permitindo o escoamento da seiva para algum recipiente. Esse processo, entretanto, tem tornado os Amapazeiros cada vez mais difíceis de serem encontrados no Estado, já que a quantidade de árvores mortas por conta de ferimentos em seu tronco vem aumentando exponencialmente, principalmente por conta do manejo irregular e da utilização de ferramentas inadequadas na retirada do leite.

O amapazeiro é uma das plantas que representa a Amazônia Legal, tendo grande valor simbólico, principalmente no estado que teve seu nome inspirado por ele. Sua importância para a população da região é inestimável, e sua preservação contribui com a preservação deste símbolo ambiental.

*Com informações do ABC Amazônia e da Embrapa
Fonte: Portal Amazônia

Governo do Amapá lança linha de crédito para startups e negócios inovadores durante o Startup20

Como parte da política de fortalecimento do empreendedorismo criativo e sustentável, o Governo do Amapá lançou uma linha de crédito para startups e empresas inovadoras do estado. O anúncio, pelo governador Clécio Luís, aconteceu durante o terceiro dia do Startup20, que reúne 20 delegações das maiores potências mundiais no Amapá.

Denominado de Inova Cred, o programa vai financiar recursos de cerca de R$ 4 milhões, através da Agência de Fomento do Amapá (Afap), juntamente com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta, disponível a partir desta segunda-feira, 26, viabiliza de forma rápida, acessível e inclusiva, investimentos para o desenvolvimento dos projetos.

“Neste momento inédito que marca a história das startups no Amapá queremos associar esse ativo ambiental ao ativo econômico que o Startup20 nos oferece. Estamos lançando o Inova Cred, um programa que vai viabilizar recursos para startups, investimento em inovação e novas tecnologias. O anúncio dessa linha de crédito é uma grande ferramenta de indução dessa economia inovadora”, enfatizou o governador, Clécio Luís.

O diretor-presidente da Afap, Eduardo Ferreira, explica que os interessados em aderir a modalidade de crédito devem procurar a Afap e preencher um formulário. Após isso, as solicitações seguem para entrevista, visita técnica, análise da proposta e, posteriormente, estando tudo conforme os critérios estabelecidos ocorre a liberação do crédito.

“Neste primeiro momento, as empresas interessadas devem procurar a Afap. O Inova Cred, é voltado para inclusão produtiva e ampliação de oportunidades inovadoras, esse recurso é uma forma de fortalecer e alavancar o ecossistema de startups do Amapá. Por exemplo, nós temos startups muito fortes como a Proesc e a Orçafácil que tem um valor comercial relevante, mas que precisam de recursos para fortalecer e ampliar seu sistema de inovação”, pontuou o diretor-presidente.

O Amapá é o estado da Amazônia com o maior ecossistema de startups no mercado, a nível nacional ocupa o segundo lugar no segmento de inovação tecnológica e criativa.

Para Juliana Nunes, CEO da startup Açaí Maps, o programa Inova Cred, é o apoio que precisava para expandir ainda mais a atuação de startups no mercado gerando diversos benefícios na economia e uma escala maior de produtividade.

“Cada vez mais nós buscamos crescimento acelerado, mas para que a gente possa fazer isso precisamos de acesso a incentivos como o Inova Cred que acabou de ser anunciado pelo governador Clécio Luís, o recurso é primordial para que a gente, ao invés de crescer em 10 anos, consiga fazer isso em três. Com essa agilidade geramos maior renda e facilidade para o consumidor acessar a matéria-prima. O evento é uma oportunidade para o mundo identificar o que temos na Amazônia. Estar aqui é uma honra e espero cada vez mais acessar e ter oportunidades como esta”, destacou Juliana.

Startup20 no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, que encerra nesta segunda-feira, 26, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

Texto: Alexandra Flexa
Fotos: Israel Cardoso, Max Rêne e Nayana Magalhães/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

Poema de agora: Desamarrando balões – Luiz Jorge Ferreira

 


Desamarrando balões

A roupa ficou folgada em mim…
Mas eu a enchi de lembranças e saudades
de modo que quem me ver vai recordar de alguma coisa.
Ou sorrir por um motivo engraçado, ou lagrimar por estar defronte a uma súbita tristeza.
O sapato puído quer caminhar sozinho…se acha o dono do meu destino como eu fui do dele décadas atrás.
Sob a luz embaçada da antiga lâmpada eu crio figuras abstratas sobre a minha pálida sombra, talvez um esboço de Migliane nos becos tuberculosos de Paris…

Depois do silêncio que espreita atrás da cortina manchada de amarelo,
a Canção de Nico Fidenco barulha cutucando a solidão com sobras sobreviventes da paixão que me tornou febril por toda a caminhada.
Eu costuro pedaços desiguais de paixões e amores…e invado o Teatro para pedir desculpas aos aplausos.

Prazeroso seria eu carregar o mar nos bolsos e ensopar com eles as lágrimas secas dos tristes.
Estes não me olham frente a frente, sempre de soslaio..
São arredios aos meus votos de felicidades
E nunca dançam quando eu canto Bob Marley
Ou entoo Gilberto Gil.
Saem sutis, e amanhecem nas estrelas.

Não há janelas a abrir, não há sol a desenhar no dorso da escuridão, todos bailam em uma só direção, lamento ter te puxado pela mão para uma última dança, ter enlaçado tua cintura para imitar o vôo dos pássaros migrando para o Sul.
Lamento todas as melodias dependuradas em meus tímpanos.
E que eu em tua direção as açoitei para que entendesses o azul.

E por fim ignorei minha inútil tentativa de ser luz.
Fadigado procurando Deus entre os Vaga-lumes coloridos.
Fico na saída da sala, sem saída.
Para o resto do resto do tempo que me resta.
Embora tudo…desapareça.
Nada foi embora.
Resta-me ainda…atirar para fora de mim…
Eu.

Luiz Jorge Ferreira

O Capitão Caverna, o meu super- herói favorito – Crônica de Elton Tavares (do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”)

Adoro desenhos animados antigos, mas não sou muito chegado nos que são exibidos agora. Normal, tô ficando velho. Concordo que as animações antigas perdem em recurso tecnológico para os “mangás & Cia” que passam na TV atualmente, mas ganham, e muito, em criatividade dos de hoje. Pois eles eram engraçadíssimos e possuíam uma originalidade fantástica.

Também sou chegado em histórias de heróis diferentes. O Capitão Caverna, por exemplo, era um dos mais esquisitos. Pesquisando sobre o personagem, li em alguns sites basicamente isso: “O Capitão Caverna foi criado por Joe Ruby e Ken Spears, em setembro de 1977. Entre os seus poderes estavam a super força e uma variedade de trecos escondidos sob seus abundantes pelos”.

Ah, ele ainda tinha um tacape, com o qual o herói voava e que também se transformava em vários objetos, dependendo das situações inusitadas. Capitão Caverna é um personagem dos estúdios Hanna-Barbera, que produziu os clássicos “Os Flintstones e Scooby Doo”, entre tantos outros.

Além de seu peculiar visual, cabeludo e descabelado, baixinho, troncudo, narigudo e com um terrível apetite. O Capitão Caverna tinha um vocabulário próprio, que contava com as palavras “unga-bunga” antes de qualquer frase mal construída que ele emitia. Sem falar no seu grito estridente: “Capitão Caveeernaaaaa!!”. Um verdadeiro super-homem da idade da pedra.

Tudo bem que sua história é clichê, pois ficou congelado durante eras e acordou no século 20, despertado por Brenda, Kelly e Sabrina, “As panterinhas”. Mas ele formou uma parceria infalível com essas meninas, solucionou mistérios e combateu o mal por toda a minha infância. Com certeza, o Capitão Caverna era, com toda a sua patetice, o meu super- herói favorito. Bons tempos aqueles. É isso.

Elton Tavares

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em setembro de 2020.

Sesc Araxá recebe exposição “Amazônia Bela”, em homenagem ao mês da mulher

Autora: Adriana Corrêa

O Sesc Amapá, no mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, abre exposição com pinturas de três artistas locais: Adriane Corrêa, Leila Martins e Suzy Aguiar. Com tema “Amazônia Bela”, a exposição terá o vernissage no dia 07 (quinta-feira), a partir das 19h, na Galeria de Artes Antônio Munhoz, no Sesc Araxá.

Através das mãos de artistas mulheres, os trabalhos relatam as belezas naturais da Amazônia, suas vivencias, sensações e sentimentos. simbolizando não apenas a luta histórica das mulheres, mas também, a mulher criativa e artística.

Com entrada gratuita, as telas ficam disponíveis para visitação entre 8 de março e 5 de abril. A Galeria de Artes Antônio Munhoz funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e 14h às 18h.

Autora: Adriana Corrêa

Entre Artes – o projeto é uma iniciativa que busca apoiar e incentivar a produção de artes visuais no estado do Amapá e disseminar ações educativas que visem o aprimoramento do olhar humano. A essência do projeto é fortalecer a produção artística, através das atividades de cunho educativo que tem anualmente edital de ocupação lançado em âmbito nacional. Pretende-se que a sociedade e os artistas possam se beneficiar com a troca de experiências, impressões e reflexões que o contato com a diversidade cultural potencialmente proporciona.

SERVIÇO:

Exposição “Amazônia Bela”
LOCAL: Galeria de Artes Antônio Munhoz – Sesc Araxá
PERÍODO: 07/03/2024 à 05/04/2024

Jamily Canuto – assessora de imprensa
Telefone: 3241-4440, ramal 235

Nunca fui… – crônica de Elton Tavares (Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”)

Ilustração de Ronaldo Rony

Crônica megalomaníaca de Elton Tavares

Nunca fui sonhador de só esperar algo acontecer. Sou de fazer acontecer. Não sou e nunca serei um anjo. Não procuro confusão, mas não corro dela, nunca!

Nunca fui de pedir autorização pra nada, nem pra família, nem para amigos. No máximo para chefes, mas só na vida profissional.

Nunca fui estudioso, mas me dei melhor que muitos “super safos” que conheci no colégio. Nunca fui prego, talvez um pouco besta na adolescência.

Nunca fui safado, cagueta ou traíra, mesmo que alguns se esforcem em me pintar com essas cores.

Nunca fui metido a merda, boçal ou elitista, só não gosto de música ruim, pessoas idiotas (sejam elas pobres ou ricas) e reuniões com falsa brodagem.

Nunca fui “pegador”, nem quis. É verdade que tive vários relacionamentos, mas cada um a seu tempo. Nunca fui puxa-saco ou efusivo, somente defendi os trampos por onde passei, com o devido respeito para com colegas e superiores.

Nunca fui exemplo. Também nunca quis ser. Nunca fui sonso, falso ou hipócrita, quem me conhece sabe.

Nunca fui calmo, tranquilo ou sereno. Só que também nunca fui covarde, injusto ou traiçoeiro.

Nunca fui só mais um. Sempre marquei presença e, muitas vezes, fiz a diferença. A verdade é que nunca fui convencional, daqueles que fazem sentido. E quer saber, gosto e me orgulho disso. E quem convive comigo sabe disso.

Elton Tavares

*Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”, de minha autoria, lançado em novembro de 2021.

4º Festival Gino Vinil – Homenagem a Gino Flex e Lula Jerônimo Te liga nessa, gabiru!

Ilustração de Ronaldo Rony

Gino Flex e Lula Jerônimo são sinônimos de encontros e alegria. Os dois já se foram? Há controvérsias, pois continuam rendendo assunto, memória e a vontade de festejar a vida. E é isso que nós, que tivemos a honra de tê-los por perto, estamos fazendo agora, com mais um festival em seus nomes, onde suas vidas são celebradas, nos mostrando que jamais estaremos separados daqueles que marcam nossas existências.

Gino Flex – Foto: arquivo pessoal

O Rei do Vinil

Apaixonado pela lua, Gino Flex vivia entre noites alucinadas e saudações ao nascer do sol, de preferência numa praia. A sua arte de fazer amigos e promover encontros gerava, continuamente, mais amigos e mais encontros. Como as rodadas de vinil que ele comandava, nos permitindo ouvir a música riscadinha dos antigos bolachões e retornar a um tempo em que tudo era mais simples, mais humano. Hoje ele festeja com Mestre Guiga, Mestre Canela, Siney Saboia, Raul Seixas, Rita Lee, Tim Maia e faz a cabeça de Bob Marley. E manda, todo dia, um abraço à imensa galera do bem.

Lula Jerônimo: Foto: Sal Lima

Do Nordeste para o Meio do Mundo

Lula Jerônimo chegou por aqui em 1987, trazendo o sotaque inconfundível de sua fala e a expressão de sua música. Compositor, cantor e intérprete de seu universo rural, misturado ao que encontrou aqui, ajudou a engrandecer a arte musical que pulsa neste canto do planeta Brasil. Apaixonado por MPB, bossa nova e cantorias, Lula Jerônimo continua sendo artista do povo, um operário da noite, agora com seu brilho chegando a vastidões bem maiores que o sertão originário, a floresta que o recebeu e o nosso rio, o maior do mundo, que nos abençoa e protege.

Bora festejar!

Essas biografias merecem, precisam ser festejadas e estamos aqui para isso. Estão todos convidados para este evento, porque é preciso manter o alto astral e a arte que alimenta e nos movimenta. Bora dá-lhe!

Atrações:

• Música ao vivo
• Som de vinil
• Performances
• Intervenções poéticas
• Exposição de cartum

Artistas:

• Alan Yared
• Barca do Iraguany
• Canícula Blues
• Carla Nobre
• Dj Duffnaldson
• DJ Flávio
• Enpretiadu
• Hayam Chandra
• Jota Mambembe
• Mano Roots
• Marcos Fernandes
• O Sósia
• Ronaldo Rony
• Sabrina Zahara
• Tio Zé
• Microfone aberto

Serviço:

4º Festival Gino Vinil – Homenagem a Gino Flex e Lula Jerônimo
Data: 13 de março de 2024
Hora: a partir das 18h
Local: Rua Francisco Azarias da Silva Neto, 3852 (Complexo Beira-Rio)
Realização: Coletivo Arte da Pleta e Amigos de Gino e Lula

Texto: Assessoria de Comunicação do Festival

Jornalista Luiz Melo é absolvido na Justiça em processo movido por deputada

Por Douglas Lima

A Justiça do Amapá, através da 1ª Vara Criminal de Macapá, absolveu o jornalista Luiz Melo de acusação imputada a ele pela deputada federal Sílvia Waiãpi, como transgressor dos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal Brasileiro.

A acusação da parlamentar foi em reação à publicação no Sistema Diário de Comunicação e nas redes sociais, assinada pelo jornalista, a respeito dos comentários e noticiários, em nível nacional, da então tida como participação dela nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

No curso dos comentários e noticiário da imprensa, e também das investigações sobre o ataque aos três poderes do país, ficou comprovado que a deputada federal, eleita pelo estado do Amapá, não estava em Brasília no dia 8 de janeiro do ano passado.

Os artigos do Código Penal invocados por Sílvia Waiãpi, para condenar Luiz Melo, trata dos crimes de calúnia (138), difamação (139) e injúria (140). O jornalista foi defendido no processo pelo advogado Helder Carneiro. Sílvia descreveu na denúncia que os comentários e notícias do jornalista “tentaram corromper a imagem pública” dela.

Na decisão, a Justiça, ao julgar improcedente o pedido da deputada Sílvia Waiãpi, assim se expressou: “Analisando detidamente a exposição fática, as provas juntadas nos autos, bem como o depoimento do querelado, é forçoso reconhecer que não restou configurado o crime de calúnia, difamação ou injúria”.

Fonte: Diário do Amapá.

Delegações do Startup20 no Amapá conheceram tecnologias da Embrapa

Como parte da programação do evento Startup20 no Amapá, a Embrapa recebeu na manhã desta segunda-feira, 26/2, representantes de delegações do evento, durante uma visita técnica aos prédios dos Laboratórios de Proteção de Plantas, Recursos Florestais Madeireiros e Não-Madeireiros, e Alimentos e Biotecnologia.

O roteiro incluiu a recepção de boas-vindas da Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Cristiane Ramos de Jesus, e de equipes técnicas; seguido de apresentações nos laboratórios de dendrocronologia (método de cálculo da idade das árvores), óleos amazônicos, entomologia (com ênfase nos estudos visando o controle biológico da mosca-da-carambola) e Vitrine do Açaí Seguro. Neste ambiente está instalada a batedeira padrão da Embrapa Amapá para atividades em disseminação de boas práticas de processamento de frutos de açaí. A programação, coordenada pelo analista de transferência de tecnologias, Daniel Montagner, foi encerrada com degustação de açaí.

“A realização do Startup 20 no Amapá é um evento histórico, de grande importância como troca de conhecimentos e visibilidade interna e externa do nosso ecossistema de inovação tecnológica. Para a Embrapa em especial, representa oportunidade para demonstrarmos nossas pesquisas em diversas áreas, desde produtos florestais, estudos voltados para o controle biológico de pragas, e o uso do principal produto da bioeconomia local que é o açaí. É com certeza um evento significativo para consolidar relações de negócios sustentáveis para a Amazônia, por meio de parcerias com startups de atuação no nosso segmento”, destacou Cristiane Ramos.

A CEO da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Mariane Takahashi, fez parte do grupo que visitou a Embrapa. “Incluímos esta importante instituição na programação das visitas técnicas, devido ser uma referência no Amapá e em todo o país, não somente para os avanços na agropecuária, mas também no desenvolvimento da bioeconomia desta região (Amazônia). É muito importante nossos associados terem contato direto com iniciativas da Embrapa que fortalecem a bioeconomia de forma estruturada, por meio de pesquisas científicas”, pontuou a visitante.

O evento foi promovido pela Abstartups, Governo do Amapá e Sebrae

O Startup20 Amapá é promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae, no período de 23 a 26 deste mês. Trata-se de um evento internacional de inovação, tecnologia e empreendedorismo. Acontece pela primeira vez no Brasil, reunindo autoridades, representantes e empresários de 20 países para debater, apresentar cases e incentivos a iniciativas de desenvolvimento sustentável.

A participação da Embrapa Amapá incluiu ainda a recepção ao administrador Ricardo Politi, representante de uma rede que conecta investidores a iniciativas de projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, que fez uma visita técnica ao centro de pesquisas na tarde do dia 23/3. Na ocasião, gestores da startup Inova, apoiada pela Embrapa Amapá, especializada em inovação na área florestal, também participou da recepção.

O Startup 20 faz parte das ações do Grupo de Engajamento criado pelo G20, organização que reúne as maiores economias do planeta, mais outras nações da União Europeia e Africana. As discussões da Startup20, que serão levadas à cúpula do G20, também são consideradas preparatórias para a Conferência da ONU pelas Mudanças Climáticas, a COP 30.

O Startup 20 no Amapá contou com 20 delegações: Brasil, Índia, Alemanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Indonésia, Omã, Portugal, Suíça, Rússia, Turquia, União Africana, Austrália, Itália, Japão, África do Sul. Após o Amapá, o Startup20 terá agenda em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.


Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

1ª Jornada Terrestre de 2024: Justiça do Amapá realiza ação pelas Comunidades de Santo Antônio e Abacate da Pedreira

Levar a Justiça a quem mais precisa. Com esse objetivo, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Programa Justiça Itinerante, levou serviços de cidadania e atendeu às comunidades de Santo Antônio da Pedreira e Abacate da Pedreira. Há cerca de 50 km da capital amapaense, a primeira ação de 2024 ocorreu na sexta-feira (23), na Escola Quilombola Estadual Pedro Alcântara Chaves Lopes.

O Programa Justiça Itinerante, coordenado pela juíza Laura Costeira, contabilizou dezenas de atendimentos, distribuídos entre jurídicos e serviços básicos de cidadania, como: emissão de CPF, cadastro no Bolsa Família e Cartão do SUS, audiências de conciliação e assistência da Defensoria Pública Estadual e Conselho Tutelar. Nesta edição, também foi realizada uma conversão de união estável para casamento civil.

“Essa é uma ação de grande importância para a comunidade, é um trabalho essencial do Tribunal de Justiça e que não pode ser esquecido. Infelizmente não conseguimos trazer a Política Científica (Politec), que presta um dos serviços essenciais, por conta do processo de transição para o RG Nacional. Mas nossos outros parceiros estão presentes e atendemos muitos cidadãos”, enfatizou o gerente administrativo do Programa Justiça Itinerante, Elivaldo Silva.

Entre os atendidos estão Patrícia Albuquerque e Máximo Guedes, o casal buscou a Justiça do Amapá e conseguiu o reconhecimento de paternidade dos seus quatro filhos e aproveitou a oportunidade para oficializar o casamento civil.

“Sempre quis colocar meu nome no registro deles, mas perdi meus documentos e fiquei muito tempo sem estar documentado. Agora consegui e a gente veio fazer isso, estou aliviado. Isso é importante porque somos uma família”, destacou Máximo Guedes.

“Estamos juntos há 14 anos e sempre tivemos esse sonho. Além do registro das crianças, também casamos hoje. Ele me convidou pra casar umas três vezes e eu falava que não queria, mas agora senti no meu coração que era a hora. Espero que Deus venha abençoar ainda mais a nossa união”, contou Patrícia Albuquerque.

Mais sobre o Programa Justiça Itinerante

A Justiça Itinerante é um programa do Judiciário amapaense que já acontece há mais de 26 anos e tem a finalidade de levar atendimento às comunidades distantes e aproximar o Judiciário da população, além de promover a desburocratização da Justiça e dar ainda mais celeridade aos serviços judiciais.

– Macapá, 26 de fevereiro de 2024 –

Secretaria de Comunicação do TJAP
Texto: Fernanda Miranda
Fotos: Flávio Lacerda
Central de Atendimento ao Público do TJAP: (96) 3312.3800

Mestrado em Direito seleciona alunos para a primeira turma

A coordenação do Programa de Pós-graduação em Direito (PPGD), da Universidade Federal do Amapá (Unifap), realizará processo seletivo para ingresso de alunos na primeira turma do Mestrado Acadêmico em Direito. A inscrição no processo seletivo será gratuita e ocorrerá no período de 18 a 27 de março de 2024, exclusivamente no site https://depsec.unifap.br/concursos/.

CONFIRA O EDITAL DE SELEÇÃO

Serão ofertadas 26 vagas, sendo 19 para ampla concorrência e 7 vagas para cotas de ações afirmativas, assim distribuídas: 5 vagas para pessoas negras (pretas ou pardas), 1 vaga para indígena e 1 vaga para pessoa com deficiência (PcD), incluindo pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Poderão inscrever-se para o processo seletivo graduados(as) em Direito. No ato da inscrição, os candidatos deverão preencher todos os campos do Formulário de Inscrição e anexar os documentos listados no edital de seleção. No Formulário de Inscrição, os candidatos deverão indicar a linha de pesquisa para a qual concorrerão.

A seleção terá quatro etapas:

– Pré-Projeto de Pesquisa (eliminatória e classificatória);
– Prova Escrita (eliminatória e classificatória), a ser aplicada no dia 19 de maio;
– Defesa Oral e Arguição (eliminatória e classificatória), no período de 12 a 19 de junho; e
– Prova de Títulos (classificatória).

O resultado final será divulgado no dia 15 de julho de 2024. A convocação para matrícula será no período de 22 a 31 de julho deste ano.

Sobre o curso

O Mestrado Acadêmico em Direito, do Programa de Pós-graduação em Direito (PPGD/Unifap), funcionará na modalidade presencial e tem como área de concentração “Justiça e Direitos Humanos”, estruturada em duas linhas de pesquisa: “Sistemas de Justiça e Direitos Humanos” e “Justiça Social e Desenvolvimento”.

Dentre seus objetivos, estão a formação de pesquisadores qualificados para produção de conhecimento no âmbito da ciência jurídica, em diálogo com questões internacionais e nacionais e com implicações regionais, em especial na região Norte brasileira; o desenvolvimento de estudos e pesquisas com foco na área de Justiça e Direitos Humanos; e minimizar as assimetrias regionais com a formação humana qualificada.

Saiba mais em https://www2.unifap.br/ppgd/.

Serviço:

Seleção de alunos para a primeira turma do Mestrado em Direito
Inscrições gratuitas de 18 a 27 de março de 2024, exclusivamente no link https://depsec.unifap.br/concursos/. 26 vagas. Público alvo: pessoas graduadas em Direito. A íntegra do edital de seleção está disponível no link https://depsec.unifap.br/concursos/processos/65d61b68975a9c08ed8fc3d3.

Jacqueline Araújo (Jornalista – DRT/PA 2633)
Contato: (96) 98138-9124
Assessoria Especial da Reitoria – Assesp/Unifap
[email protected]