Diretoria de Piratas Estilizados prestigia lançamento da chapa de Diego e Maurício para a presidência da escola


De famílias tradicionais do bairro do Laguinho, o contador Diego Cearense e o advogado Maurício Corrêa concorrem a presidente e vice-presidente, respectivamente, na chapa lançada na noite desta sexta-feira (11) para comandar o Grêmio Recreativo Escola Samba Piratas Estilizados. A dupla conta com o apoio da atual diretoria da agremiação carnavalesca, que tem Robério Leite na presidência.

Com propostas claras e objetivas apresentadas à comunidade estilizada, Diego e Maurício pretendem manter viva a tradição do carnaval tucuju diante da ausência dos desfiles oficiais do Carnaval Amapaense, desde 2015. Projetos para captação de recursos e de atividades sociais estão entre as metas estipuladas, bem como manutenção do calendário de eventos que vêm sendo realizados pelos dirigentes atuais e novas programações sociais visando dar visibilidade, credibilidade e promover a interação da comunidade alaranjada junto à sociedade.

Maurício faz parte do Estilizado junto com seus irmãos, como Mário Correa que ocupou e ocupa relevantes cargos na diretoria, e ajudaram a construir a história da escola mais querida da juventude amapaense e com grande atuação no desporto amapaense. Seu pai Milton Corrêa foi fundador do Guarany Esporte Clube e dá nome ao estádio Zerão.

Diego é perito judicial formado pela Amazon Green Solutions, membro da Câmara de Contadores do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon ) e especialista em elaboração e análise de projetos, conhecimentos que pretende utilizar na escola de samba de coração. Sua família, conhecida no bairro como “A Grande Família” de Piratas Estilizados tem história nos carnavais levados para a avenida do samba, desde os tempos de bloco, nos desfiles da Avenida FAB até a era Sambódromo.

“A experiência como brincante, ritmista, cavaquinhista, diretor musical, diretor financeiro, contador e patrocinador do GRESPE, nos faz criar uma grande responsabilidade e entendimento do funcionamento da entidade. Dessa grande carreira dentro da agremiação, me sinto conhecedor de Piratas Estilizados, tanto de seus problemas quanto de suas qualidades e ações e capacitado para comandar essa comunidade aguerrida e pela qual tenho muito carinho e orgulho de fazer parte”, manifestou o jovem Diego Cearense.

A eleição para a nova diretoria de Piratas Estilizados está prevista para acontecer no dia 10 de junho de 2018.

Gilvana Santos
Assessoria de ImPrensa GRESPE

Piratão comemora aniversário de fundação com grande ação social no bairro do Trem


A grande festa de comemoração do aniversário de 45 anos da Escola de Samba Piratas da Batucada está marcada para hoje (7 ), na Praça Nossa Senhora da Conceição.

A ação social com corte de cabelo, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, emissão de documentos e muitos outros atendimentos vai acontecer a partir das 8h até às 12h.

Vale ressaltar que quem quiser fazer a emissão da 1° e 2°via de RG’s, Sus e 2°via de CPF é obrigatório levar a certidão de nascimento original ou de casamento se for casado.

A grande festa com apresentação dos nossos interpretes oficiais e todos os segmentos que compõe a agremiação vai iniciar a partir das 18h.

Vamos contar com a participação dos cantores: Mauro Cotta e Letícia Auolly que vão agitar o público presente em um grande palco que será montado para as apresentações.

Serviço

Data: 7 de abril
Local: Praça Nossa Senhora da Conceição
Ação Social: 8h às 12h
Festa e atrações: 18h

Assessoria de comunicação

Ação social e shows marcam festa de 45 anos da escola de samba Piratas da Batucada no AP

Aniversário de 45 anos da Piratas da Batucada terá apresentação especial da escola (Foto: Ascom Piratas da Batucada/Divulgação)

Por Rita Torrinha

A escola de samba amapaense Piratas da Batucada completou 45 anos no dia 31 de março, mas como a data caiu na Semana Santa, a diretoria resolveu transferir os festejos para o sábado (7), na Praça Nossa Senhora da Conceição, no bairro Trem, Zona Sul de Macapá. A entrada é franca.

Na programação está confirmado o oferecimento de serviços gratuitos à comunidade, como emissão de documentos, corte de cabelo e atendimentos na área da Saúde. Essas atividades vão ocorrer das 8h às 12h.

À noite, a partir das 20h, a agenda está cheia de shows musicais. Terá, claro, a apresentação da escola de samba, com participação de todos os interpretes oficiais, informou a diretoria. Em seguida, os cantores Mauro Cotta e Letícia Auolly assumem a festa.

Para o presidente da Piratas da Batucada, Marcelo Zona Sul, comemorar o aniversário da escola é uma forma de fortalecer os laços com a comunidade e retribuição.

“A importância de realizar um evento desse é de fazê-lo dentro da nossa comunidade do Trem. Será uma comemoração para que as pessoas que amam a escola possam brincar e estar perto da gente, e agregando valor social. É também para todos que amam o carnaval, seja para qual escola torça. É aberto, é só chegar”, convidou o presidente.

Festa será no dia 7 de abril, na Praça Nossa Senhora da Conceição, em Macapá (Foto: Ascom Piratas da Batucada/Divulgação)

Piratas da Batuca

A escola foi criada em 1962, por um grupo de carnavalescos do bairro do Trem. O nome foi inspirado no rótulo da garrafa de uma bebida alcoólica muito apreciada à época.

Os fundadores foram Jeconias Alves de Araújo, autor dos primeiros sambas da escola; Walber Damasceno Duarte, o Zê; e Antonio Pinheiro, conhecido como “Pancho”. E eles eram liderados pelo artista plástico Raimundo Braga de Almeida, o R. Peixe. O Piratão, como é carinhosamente conhecida, conquistou 17 títulos no carnaval amapaense.

Serviço:

Festa de 45 anos da escola de samba Piratas da Batucada
Data: 7 de Abril (sábado)
Local: Praça Nossa Senhora da Conceição, no bairro Trem
Ação Social: 8h às 12h
Shows musicais: a partir das 20h

Fonte: G1 Amapá

Sessão solene em homenagem ao Piratão

No próximo dia 23/03, a Escola de Samba Piratas da Batucada será homenageada pelo Deputado Estadual Doutor Furlan na Assembleia Legislativa do Amapá, que através de uma Sessão Solene, irá parabenizar o Rei do Carnaval amapaense, que neste ano completa 45 anos de criação. A homenagem será realizada no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, onde funciona provisoriamente a Alap.

Outra notícia boa e considerada um marco histórico para uma agremiação carnavalesca, será o lançamento de um selo dos Correios em alusão aos aniversario da Escola de Samba, essa ação acontecerá no mesmo dia da sessão solene na Assembleia Legislativa.

Na oportunidade, vão ser homenageados os 10 últimos presidente da escola de samba que receberão uma moção de aplausos dos deputados.

Diante do que foi dito aqui, a diretoria executiva do Piratão convida toda sociedade a se fazer presente na Casa de Leis, para juntos, participarmos dessa grandiosa homenagem que ficará marcada na história do carnaval amapaense.

Serviço:

Sessão solene em homenagem à Escola de Samba Piratas da Batucada
Data: 23/03
Local:  Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço
Horário: 9h

Depois do Carnaval a gente recomeça (Crônica porreta de Fernando Canto)

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Por Fernando Canto

Não tenho nenhuma dúvida que quem gosta do carnaval é hedonista, e nesse caso guarda a obrigação para depois do prazer. O carnaval é o tempo em que se tira o uso da carne, no seu sentido literal do latim carnelevamen, mas que é tempo também em que se promove a licenciosidade, a crítica, o erotismo e a voluptuosidade.

Deixar as coisas para depois desse grande acontecimento na vida do brasileiro é prática normal. Tudo se resolve depois do carnaval. O tratamento daquela gastrite, a construção da calçada, o pagamento da luz e do cartão de crédito e até o abastecimento da geladeira. – Ora, ainda tem muita coisa pra se aproveitar na despensa. Pensa o guerreiro fantasiado. – Depois a gente resolve isso, fica frio, diz o chefe da repartição. nani_humpr_depois-do-carnavalO Governo abre o orçamento bem pertinho do carnaval, mas só depois é que as ações deslancham e se encaixam, após a imprescindível curtição da ressaca. Às vezes até adianta o pagamento dos funcionários públicos para que estes possam ser felizes e não se esquecerem jamais o quanto os governantes são legais. Depois que acaba o dinheiro do salário, o folião não tem o menor pudor de pedir fiado no mercantil da esquina, no boteco da praça e até no ambulante que conheceu um dia desses no ensaio da escola de samba. Pagará depois, se assim o dono da birita ou da comida aprovar.

O depois do carnaval pode ser espichado para muito longe, depende do valor do fiado, dos interesses do chefe da repartição ou do Governo, que sempre aproveita essa época para encaminhar projetos ao Legislativo, sem alarde, porque o povo nem vai saber. O povo não está nem aí, quer curtir o carnaval. E só. Se souber, diz: – Depois a gente pensa no assunto e tenta resolver.Índios_escravizados,_século_XIX

Soube pelo jornal que o Governo e a Prefeitura vão mudar o secretariado logo que termine a quadra momesca, porque se mexer muito agora pode ter prejuízos políticos. Desde pequenos damos ouvidos a expressões idiomáticas como “Não se deixa para depois o que se pode fazer hoje” e “Deus ajuda quem cedo madruga”, que ensejam a necessidade do trabalho bem feito, com tempo e disposição ou aquela que trata do mau trabalho, daquilo feito com má vontade, onde o tempo também é elemento necessário: “o preguiçoso trabalha duas vezes”. Ideólogos dizem que elas são frases carregadas do espírito capitalista que desde o início da colonização tentou mudar o rumo da vida brasileira a dizendo que o índio era indolente. Que besteira, dizem uns, por qCARNAVAL ZE PEREIRA pag. 26ue iria querer trabalhar feito um cão para ganhar dinheiro se a natureza dava tudo a ele? O peixe, as caças, as frutas da floresta, a água… Talvez por isso tenha sido escravizado em algumas regiões. Mal sabiam, porém, os portugueses, que eles mesmos iriam introduzir o carnaval do Brasil e com isso deixar a festa rolar. Assim abandonaram a grosseria do entrudo para depois, em 1852, trazerem a novidade do Zé Pereira, que era “um conjunto de bombos e tambores capitaneados pelo sapateiro português José Nogueira de Azevedo Paredes”, segundo o musicólogo Edigar de Alencar. Por ser ruidoso e contagiante logo se alastrou pelo Rio de Janeiro e depois por todo o país.

frases_hipocrisiaPara muitos de nós, brasileiros, as resoluções que tomamos no ano novo só iniciam mesmo depois dessa festa, quando pensamos em criar vergonha e caminhar para perder uns quilinhos, quando decidimos sobre o que precisamos e queremos há tempos, para depois realizarmos algumas ações hipocritazinhas como se nada tivesse acontecido no carnaval, embora sempre haja a conivência de alguém. Eu poderia ir bem mais longe com estas elucubrações, porém hoje é dia de desfile e a minha escola me chama.

Não posso deixar esse desfile tão esperado por um ano para nele faltar, assim vão falar mal de mim até depois do carnaval. Talvez nem venha a concluir este artigo, por causa da agitação que precede um acontecimento importante como este, onde minha agremiação é uma das favoritas para ser a campeã. Também não posso de jeito nenhum deixar de assumir minha responsabilidade que é escrever este artigo. Mas hoje é sábado e posso concluí-lo mais tarde. Ou talvez depois das 12h00 da quarta-feira de 12695569_1053008754752155_2118296523_oCinzas quando me recolho, como milhões de outros brasileiros, a uma quase santa meditação.

É que vem o tempo da Quaresma e depois da Semana Santa, no Domingo da Páscoa, rompendo a Aleluia, inicia o ciclo do Marabaixo.

Publicado em 2008. Jornal do Dia

Carnaval: Semsa distribui mais de 300 mil preservativos e estimula população para fazer teste rápido

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) contabilizou a distribuição de 366 mil preservativos e géis nas programações que aconteceram no período carnavalesco. Somente no trajeto do bloco A Banda, 180 mil insumos de anticoncepção foram dispensados. O uso do preservativo ainda é a alternativa mais eficaz e segura na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s).

“Por isso montamos a estratégia de distribuição em pontos de grande concentração de pessoas. Acompanhamos todo o trajeto da Banda, entregando os preservativos e alertando a população para os perigos de uma relação sexual desprotegida”, diz o coordenador municipal de IST’s, César Melo.

Ele também faz um alerta às pessoas que tiveram relação sexual sem preservativo para que procurem a UBS mais próxima para a realização de um teste rápido. “Se mesmo com toda a nossa divulgação a pessoa manteve uma relação sexual sem camisinha, é importante que ela procure uma unidade e faça um teste rápido para ter conhecimento da sua condição sorológica. Algumas doenças, como sífilis e hepatites, têm cura com o tratamento adequado e diagnóstico precoce”.

Os testes rápidos que detectam os anticorpos contra o HIV, sífilis e hepatites em até cinco minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo, são feitos gratuitamente em todas as UBS’s, de segunda a sexta-feira. Além da coleta e da execução dos exames, há um processo de aconselhamento antes e depois do procedimento para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.

Jamile Moreira
Assessora de comunicação/Semsa
Contato: 99135-6508

Passamos na Banda (algumas fotos de um dos melhores dias do ano, todos os anos)

Foto: Maksuel Martins (aliás, fotaça!)

A Banda foi, como sempre, hilária. A marcha louca e alegre de todos os anos, onde rimos dos outros e de nós mesmos, além de ser uma confraternização de pessoas, como eu, que amam o Carnaval. Ontem (13), o tradicional bloco percorreu as ruas no Centro de Macapá, na sua 53ª edição e levou mais de 170 mil foliões para as vias da capital amapaense. Eu tava de Rei Momo do bloco da imprensa e reencontrei muitos velhos amigos. Foi porreta!

Seguem algumas fotos da terça-feira gorda e feliz: 

Concentração

“…Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor”

 

Rompi com o mundo SQN – Croniqueta meia-boca pós-Carnaval de Ronaldo Rodrigues


Croniqueta meia-boca pós-Carnaval de Ronaldo Rodrigues

Tentei romper com o mundo, mas parece que foi sem sucesso. Parece, não! FOI sem sucesso! Ser ermitão na Idade Média deve ter sido mais fácil. Agora, com esse monte de recursos, a solidão e o isolamento parecem mais distantes.

Mas o que digo aqui trata-se de uma ruptura simbólica, ou vontade apenas. O fim do Carnaval traz para mim essa coisa de fim/começo de ciclo. Logo, vem a tal da reflexão sobre isso. Foi-se a folia, que virou cinza, e outra urgências se apresentam.

Já que não sinto ressaca (a não ser que sono possa ser chamado de ressaca), para me ocupar com alguma coisa, me restou partir para esta reflexão que ora coloco diante de vossos olhos.

Para muitos, o ano só começa depois do Carnaval. Para mim, é assim também, mas tem uma certa coerência. Vejamos: logo depois das farras de Natal e fim de ano, vêm as celebrações do meu aniversário em janeiro, que faço questão de comemorar, já que sempre pode ser o último (um dia será). Depois, engato no Carnaval, que não deixo escapar de jeito algum.

Pois bem, o Carnaval passou e me deixou esta reflexão que sabe-se lá irá servir para alguma coisa, tipo entender que, se não rompi com o mundo, é porque ele não merece toda essa atenção.

Pelo menos, rendeu esta croniqueta meia-boca. O Carnaval foi ótimo, veremos o resto. Bom ano a todos.

Depois que A Banda passa – Por @heluanaquintas

Por Heluana Quintas

Passa a Banda com toda a gente da cidade. Estranhas figuras reptilianas respiram água no mormaço e transpiram sob tecidos coloridos. Para cada penacho molhado, há um milhão de gotinhas de suor varando o poro das lantejoulas e explodindo no choque, no chacoalho e no chão.

A marcha pirada, foliã do improvável, do cenário verde-molhado, conduz uma alegoria movida a vapor de asfalto e um sentimento de disposição para o inesquecível. Acenam galhofeiros, fanfarrões, lambisgoias e no destaque uma mulher de meia rasgada côa assovios entre os dentes.

Chega a noite e todas flores de mangue já estão carnívoras. Sobram pela FAB os brigões, os bêbados e os blefados. Pela manhã, passa nas avenidas, o bloco das sandálias perdidas. É a banda da sandália. No seu curso ímpar, ela é a piada do amigo, o resto da briga, o passo incompleto. Ela é parte do conto inesquecível de alguém, é a prova de que a Banda passou mais uma vez com seu antigo sucesso de mormaço aos 13 dias do mês de fevereiro.

Bora pra A Banda! (o maior bloco de sujos do Norte sai hoje pelas ruas de Macapá)

Os macapaenses esperam o ano todo para sair às ruas na terça-feira gorda. Sim, é hoje! Chegou o dia do ápice do Carnaval amapaense, A Banda! E este ano será sua 53ª edição. Alguns verão a Banda passar e outros, como eu, sairão pela cidade cantando e pulando no maior bloco de sujos do Norte do Brasil.

Todo ano é a mesma coisa. Acordo, banho, como algo leve e vou pra casa da dona Sabá, mãe do amigo Anderson. Lá rola caldo, cerveja e começa a “fuleiragem”. De lá, vamos para a concentração da Banda, na Praça Veiga Cabral, de onde o maior bloco de sujos do Norte do Brasil sai às 14h.

A Banda foi fundada no carnaval de 1965, pelos foliões Nonato Leal, professor Savino, Jarbas Gato, tenente Pessoa, Amour Jaci Alencar e José Maria Frota. E lá se vão 53 anos!

Na Banda a gente ri dos amigos, ri da gente, ri de estranhos. Nós bebemos debaixo de sol e chuva. Subimos e descemos ladeiras, rodamos as vias de Macapá num incrível espetáculo colorido e democrático.

Hoje o espírito folião de Macapá aflora e A Banda passa sem papas na língua. O improviso e a desorganização são marcas registradas dos foliões. Alguns satirizam a política local e nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia, deboche e o bom humor multifacetado do carnaval. Milhares de caras vestidos de mulheres e a criatividade sacana dos brincantes não têm limites. Tem de tudo, até manifestações artísticas.

Saio na Banda há 23 anos. Sempre na paz e acompanhado de amigos. Que hoje seja assim de novo. Sairemos da Praça Veiga Cabral, no centro de Macapá, pegaremos a Rua Cândido Mendes, depois na Avenida Henrique Galúcio e seguiremos pela na Rua Tiradentes.

Aí chegaremos já possuídos, na Avenida Feliciano Coelho e dobraremos na Rua Leopoldo Machado, no bairro do Trem. Daí a multidão de foliões segue até a Avenida Ernestino Borges, desceremos a Rua São José e finalmente chegaremos na Praça do Barão, onde o coro continuará comendo.

A Banda faz parte da nossa Cultura. É uma tradição do Carnaval amapaense, uma manifestação popular incrível, um verdadeiro show de irreverência e humor. Eu me ‘esbaldo’ na festa, pois a marcha é alegre. E bote alegre nisso! Estarei de Rei Momo entre os milhares de foliões. Desejo uma ótima brincadeira a todos.

Elton Tavares

Sobre os Reis Momos do Amapá e a história dos Reis Momos

Amo Carnaval e seus personagens. No caso da quadra carnavalesca amapaense, dois deles são Reis Momos e marcaram a história. Essas duas personalidades importantes do carnaval tucuju, são Raimundo dos Santos Souza, o Sacaca, primeiro monarca da alegria foliã por aqui e o segundo é Raimundo Tavares, o “Sucuriju” que subiu ao trono da alegria quando o primeiro virou saudade.

Sacaca, além do primeiro Rei Momo amapaense, participou da fundação da primeira escola de samba, a Boêmios do Laguinho e, em 1994, foi homenageado pela escola de samba Piratas da Batucada, com o enredo “Festa para um rei negro”. A agremiação foi a campeã neste ano.

Raimundo dos Santos Souza também foi mestre em medicina natural, o “curandeiro”. Tinha duas paixões além de sua família: as plantas e o Carnaval. Ficou famoso por suas garrafadas, remédios caseiros feitos de ervas, e por ser um folião apaixonado, sobretudo pelo bloco “A Banda”. Ele morreu aos 73 anos, em 1999 e deixou um legado inestimável para o Carnaval local, mas vive na memória e coração das pessoas que curou e com quem dividiu os carnavais memoráveis de sua época.

Sucuriju foi eleito, em 2003, o Rei Momo do Amapá, desde então nunca mais deixou o trono. De acordo com informações da jornalista Alcinéa Cavalcante, ele é amante do samba desde os 9 anos, quando participou de um desfile pela primeira vez. Caiu no samba ainda gitinho, foi ritmista de bateria de escola de samba, passista cheio de breque e ginga e um dos melhores mestres-sala do Estado.

Eu e Raimundo Tavares, o “Sucuriju”, nosso Rei Momo., no bloco A Banda – Carnaval 2017

Amo brincar Carnaval e me visto de Rei Momo. Aliás, sou o Rei do bloco “Me imprensa que eu te jogo na rede”. No meu caso, é um auto-barato por conta do porte físico bucho-quebrado, mas respeito e muito os Reis Momos de verdade e o papel deles na história da folia nacional.

Sobre o surgimento do Rei Momo

Na mitologia greco-romana, o Momos era o Filho do Sono e da Noite. Ele ficava o tempo todo prestando atenção nas atitudes dos deuses e dos homens e fazendo graça de tudo. Era considerado o deus da Graciosidade, pois passava o tempo todo rindo e fazendo piadas dos outros. Era representado com uma máscara numa mão e uma figura ridícula na outra, para dar a entender que ele tirava a máscara dos vícios dos homens.

Com o passar do tempo, em Portugal, virou um personagem que tinha o trabalho de divertir os amos e senhores, nos castelos e nas casas dos nobres.

Ele apareceu pela primeira vez como personagem de um carnaval na Colômbia, em 1888. Uma figura alegre, brincalhona e governante da bagunça da festa.

No Brasil, surgiu em 1933, no Rio de Janeiro. Jornalistas que trabalhavam no periódico “A Noite”, inventaram um boneco de papelão e batizaram ele de O Momo.

No ano seguinte, decidiram transportar o personagem do papel para a vida real. O cronista do jornal Moraes Cardoso aceitou o cargo e eles saíram desfilando pelas ruas do Rio de Janeiro, saudando o rei! Ele foi o rei Momo pelos 15 anos seguintes, até morrer.

A tradição se manteve e, até hoje, a figura do Rei Momo é adotada nos carnavais cariocas e de outros estados. É a autoridade maior do evento e recebe até as chaves da cidade para governar durante o período de festas.

Elton Tavares, com informações do blog do Simão e Alcinéa Cavalcante.
Fotos: blog Porta-Retrato; Canto da Amazônia e da Alcinéa Cavalcante.

Causo do carnaval – Sucuriju? Não tem (Por @alcinea)

Eu, Rei Momo dos bloco “Nada me Imprensa”, dos jornalistas do Amapá e o Rei Momo do Carnaval Amapaense, Sucuriju – Foto: Patrick Bitencourt

O pauteiro de uma emissora de televisão chamou o cinegrafista e disse:

– Vai lá no Sambódromo e filma o Sucuriju. Tô precisando dessa imagem pra jogar um flash daqui a pouco no ar.

O cinegrafista pegou a câmera e se mandou pro Sambódromo. Uma hora depois ele voltou avisando que a pauta furou.

– Mas como a pauta furou? Perguntou irritado o pauteiro.

Candidamente o cinegrafista respondeu:

– Procurei em todos os cantos do Sambódromo e não vi nenhuma cobra. Lá

só tinha gente. Muita gente sambando e cantando.Era a maior animação, até o Rei Momo tava lá. Mas cobra não tinha nenhuma. Nem sucuriju, nem jiboia, nem nada.

P.S – Sucuriju é o Rei Momo de Macapá.

Alcinéa Cavalcante

Hoje rola Futebol à Fantasia na Praça Nossa Senhora da Conceição – Você torce para qual time, Dondocas ou Bonecas?


Hoje (12), a partir das 15h, vai rolar o tradicional e irreverente futebol à Fantasia na Praça Nossa Senhora da Conceição, zona Sul de Macapá. As partidas entre Bonecas contra Dondocas e Solteiros versus Casados é uma das atrações do Carnaval amapaense.

A brincadeira completa 34 anos em 2018 e é realizada pela Associação de Solteiros e Casados do Bairro do Trem. Fintas de bom humor, belas jogadas de palhaçada e uma goleada de risos estão garantidas para festa. Bora lá!

Elton Tavares