Música de agora: Velouria – Pixies

Velouria – Pixies

segure minha cabeça
nós vamos pular numa cama elástica
finalmente através do teto
em cima de algum lugar perto
e distante no tempo
velouria
sua protetora
carreira que envolve viagens
ela pode realmente se mudar
oh, veludo barato!

minha velouria, minha velouria
sempre vou te adorar
minha velouria

diga para mim,
onde você esteve?
finalmente através do teto
e como pode a pele do lêmure
refletir o mar?

nós vamos passar com dificuldade pelo brilho do eterno
nós vamos passar com dificuldade pelo brilho do eterno
nós vamos passar com dificuldade pelas marés de cada verão
cada verão
cada verão
cada
minha velouria
minha velouria

para sempre verde
sei que ela está aqui
na Califórnia
posso ver as lágrimas
de shastasheen

minha velouria, minha velouria
sempre vou te adorar
minha velouria

 

Poeta Pat Andrade gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga!

A poeta Patrícia Andrade.

É onze de maio e Patrícia Andrade, a querida “Pat”, gira a roda da vida. A brilhante poeta chega aos 50 anos, mas nem parece. Tanto fisicamente, quanto espiritualmente. A bela e talentosa artista é uma livre pensadora e, como poucas pessoas que conheço, deu uma guinada em sua vida. Para melhor, claro. Por ser seu dia, hoje rendo homenagens à essa mulher sensacional.

Conheci Patrícia Andrade há 22 anos, quando ela desembarcou aqui, no meio do mundo, vinda de Belém (PA), em 1999. Safa, descolada e sem estar ideologicamente presa a nada, Pat se tornou rapidamente “chegada” de todos nós, os malucos da cidade. Logo virou broda de intelectuais, militantes culturais e, é claro, poetas e escritores. A menina sempre se distinguiu por ser inteligente e despudoradamente franca. Aliás, poesia é uma arte que essa linda domina. Patrícia é senhora do ofício de poetizar.

Pat Andrade, há 20 anos, nos saraus de Macapá

Cheia de papos legais e dona de vasta cultura geral, Patinha é uma mulher cheia de poesia, histórias hilárias, outras nem tanto, e uma trajetória bacana no cenário cultural de Macapá. Além de poeta, trata-se de uma multi-artista, pois ela também se garante nas artes plásticas, escritora/cronista, discotequeira (Vinil-DJ) e produtora de vídeo e ativista cultural. Pat, inclusive, foi uma das fundadoras do movimento do vinil na Floriano e em outros locais desta cidade cortada pela Linha do Equador. Também é figura presente em saraus ou qualquer manifestação cultural e de defesa de direitos da sociedade.

Eu vi o Artur gitinho e já é esse cara aí ao lado da mãe. O moleque é talentoso também. Gente querida!

O tempo passou, eu virei um velho gordo e a poupança Bamerindus levou o farelo. A Pat namorou, casou, se tornou mãe do querido Artur, trampou e pirou. Tudo com intensidade, paixão, sás coisas legais que gente como ela faz e acho muito firme, pois sou assim também.

O mais legal é que, nos últimos três anos, Patrícia e eu nos reaproximamos. Ela virou a poeta que mais contribui com este site e minha parceira de trampo. Patrícia colabora para este site, onde assina a sessão “Caleidoscópio de Pat Andrade”. Além de broda para papos bacanas e desabafos, que todos precisamos.

Pat e o marido, Marcelo Abreu.

Outra coisa porreta sobre Andrade é que ela se reinventou, começou a cuidar da saúde física e mental. Essa virada de chave é algo lindo de constatar. Hoje, casada com o também poeta Marcelo Abreu, a amiga vive feliz, com seu esposo e filho. Como diria Raulzito, ela não quer mais andar na contramão. Sempre vejo a querida postar em suas redes sociais fotos de atividades físicas, entre outras coisas bacanas e penso: será que um dia eu conseguirei? Enfim, se ela tá feliz, eu tô feliz.

Calistenia matutina de Pat e seus amores.

Pat também cursa Letras na Universidade Estadual do Amapá (Ueap), mas poderia dar aula, de tanta sintonia que tem com as palavras e com a língua portuguesa. A obra poética de Patrícia Andrade é resultante de uma mistura de vivências, amores, dores, tudo em tom de confissão.

A poesia de Pat Andrade é um passeio emocional entre as esquinas da arte e da vida, quando sentam para conversar. Há o ritmo do Equador e uma ternura própria, em suas linhas. Além de tudo dito e escrito, a Patrícia é uma pessoa que sei que posso contar. Amigos assim são bem raros. Ela é Phoda! E eu a amo como uma irmã.

Eu e Pat Andrade. Brodagem!

Patrícia, minha querida, que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, saudável, rentável e que tudo que couber no seu conceito de felicidade se realize. E que tua vida seja longa, por pelo menos mais uns 50 maios. Apesar destes tempos cinzas de pandemia que vivemos, hoje é um dia feliz pelo teu ano novo particular e tu mereces todo o amor que houver nessa vida. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário.

Elton Tavares

Amapá registra baixa procura por vacina contra Influenza

Foto: Arquivo Secom – Vacinas estão disponíveis nas unidades básica de saúde.

Relatório da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) registra baixa procura por vacinas contra influenza. Técnicos da SVS acreditam que é possível que o receio da população em procurar os postos de saúde, onde as vacinas estão disponíveis, por conta da pandemia de covid-19, seja um dos motivos da aplicação de poucas vacinas. O Amapá já recebeu 140.480 doses do imunizante, mas até o dia 5 de maio apenas 24.245 pessoas, totalizando 8,8% do público alvo, haviam sido vacinadas.

O Estado do Amapá tem 272.709 pessoas como público alvo da campanha de vacinação contra a influenza. A meta proposta pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% desse grupo prioritário. A imunização iniciou no dia 12 de abril e se estenderá até o dia 9 de julho e foi dividida por etapas.

A primeira etapa teve o seguinte público: crianças entre 6 meses e 6 anos, gestantes e puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto), povos indígenas e trabalhadores da saúde.

Nesta terça-feira, 11, a vacinação entra na segunda etapa disponível para professores e idosos com mais de 60 anos, essa etapa vai ocorrer até o dia 8 de junho. A próxima etapa será a partir do 9 de junho, quando serão vacinados integrantes das forças de segurança e salvamento, pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas.

“É importante que a população procure os postos de vacinação, os imunizantes já estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de todo o Estado e os profissionais já estão equipados e orientados a atender toda a população alvo que procurar os postos”, afirmou Andrea Marvão, chefe do Setor de Imunobiológicos da SVS.

Lembrando que a campanha contra a influenza faz parte do Plano Nacional de Vacinação e ocorre anualmente em todo território nacional.

“Precisamos virar esse quadro. Apenas 8,8% de pessoas vacinadas é um número muito baixo, precisamos que as pessoas se conscientizem e procurem os postos para garantir sua imunização contra a influenza”, alertou Dorinaldo Malafaia gestor da SVS.

O Ministério da Saúde orienta um intervalo de 14 dias entre a vacina da Covid e da influenza.

Só crianças com menos de 6 meses de vida e pessoas com histórico de reação alérgica intensa aos componentes da vacina da gripe têm contraindicação.

Nathanael Zahlouth e Marcelo Guido
Assessoria de comunicação da SVS

Hoje é o Dia das Mães –  texto/declaração de amor para Maria Lúcia

Sabem, eu nunca fui de  economizar declarações de amor. Na verdade, as acho fundamentais. Hoje, no Dia das Mães, vou falar um pouco da minha mãe, que também é mãe do Emerson Tavares. Quem conhece a mim e ao meu irmão há muito tempo, sabe: a gente “só é gente” por causa dela, nossa mais que maravilhosa genitora, a Maria Lúcia.

Mamãe é trabalhadora, honesta e dedicada. Ela não chameguenta, mas amorosa. Com absoluta certeza, o maior entre meus amores. E nestes tempos tristes e mascarados de pandemia, sou feliz e agradeço por estar junto de Maria Lúcia e pela sua saúde.

Apesar de eu ter 44 anos, minha mãe vive preocupada por eu ser gordão, por eu beber demais, entre outras milhares de coisas que ela esquenta a cachola por conta deste jornalista e de meu irmão. A gente puxou a amorosidade e loucura porreta do papai. Mas da Lucinha, com certeza herdamos a força e a coragem.

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia, a professora, orientadora, filha da Cacilda, avó da Maitê. E que eu e Emerson Tavares temos a honra de termos como mãe. Falando em meu irmão, por conta deste período em que vivemos, ele não está aqui, conosco, como em todos os anos anteriores a 2020, mas telefona todos dias e nos dá apoio em tudo, mesmo de longe. Nem sei o que eu e mano seríamos ou onde estaríamos hoje em dia sem a nossa mãe amiga. Sim. Porque existem sim mães inimigas.

Às vezes a gente se chateia um com o outro, noutras nos decepcionamos, mas seguimos sempre juntos, unidos, com muito amor e ajuda mútua na jornada da vida. Somos muito gratos pela mãe que temos. Maria Lúcia é a soma de tudo que somos de melhor (menos a boêmia, carisma e gaiatice, isso aprendemos com nosso velho e saudoso Penha, o pai). Se minha infância é uma série de memórias felizes, igualmente a adolescência,  boa parte do mérito é dos meus pais.

Falando em mãe, tenho a sorte de outros dos meus afetos, como a minha vó Peró, que virou saudade há quase dois meses, mas já faz uma imensa falta, e minhas tias Maria e Tatá, também foram meio que minhas mães ao longo da vida.  Cada uma tem uma participação importante na minha existência. Sou sempre grato por isso.

Também congratulo minha avó Cacilda, mãe de minha mãe. Além de minhas tias, primas, colegas de trampo e amigas queridas, tantas mães entre meus afetos. Vocês são guerreiras!

Os anos passam e o amor da mamãe segue em abundância sem fim e sem pedir nada em troca. Mas a gente retribui, pois aprendemos com ela.  Por tudo que fez, faz e é, hoje agradeço publicamente a minha mãe. Afinal, todos os dias eu faço isso, mas não textualmente para todos lerem aqui. Nós te amamos, Lucinha.

Essa época difícil passará e logo estaremos juntos de novo. Por ora, reze pela sua mãe. Esteja ela em outro lugar além de dentro do seu coração. E agradeça pela oportunidade de ser seu filho. É este meu sentimento neste segundo domingo de maio: amor e gratidão.

Elton Tavares e Emerson Tavares (escrevo e assino por nós dois mesmo. Coisa de irmão mais velho, rs).

Poema de agora: Kurimãtã – Luiz Jorge Ferreira

Peixes com grafismos indígenas – Imagem Maisi Garcia

Kurimãtã

Estou como Rita Lee.
Vestido de índio deitado na grama do quintal sem sol e sem sal engravidando os Horizontes.
Jogando cartas com as formigas, afogando Pirilampos na cicatriz do meu umbigo repleto de suor, olhando as unhas dos pés crescerem milímetros por Século, assoviando Ravel.
Sobrevivo absorto olhando aos céus para flagrar Deus acordando.

Estou do outro lado da vida.
O lado do avesso… depois do Arco Íris, que trago cristalizado na retina.
Ontem pedi ao dia que não corresse tão rápido como um Negro Corcel.
Implorei as Borboletas que não ousassem trocar suas cores por neons pálidos.
Ouvi trovões e raios, mas só me enamorei do rio, se alimentando da chuva vespertina que deliciosamente sufoca as maçãs.

Índio morador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru toma banho no Rio Jari com seu papagaio. Foto: Victor Moriyama

Sou um velho índio pescador de nuvens e semeador de lembranças
no qual as Primaveras ruidosamente, cicatrizaram vidas.

Luiz Jorge Ferreira

 

Vitório Barreto gira a roda da vida pela 73ª vez . Feliz aniversário, amigo! (o melhor “piloto” do GEA)

Tenho alguns companheiros (brothers e brodas) com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato. E, como todos os leitores deste site sabem, gosto de parabenizar os amigos em seus aniversários. Quem gira a roda da vida, pela 73ª vez, neste sétimo dia de maio, é o querido Vitório Barreto e lhe rendo homenagens.

Na época que trabalhei na assessoria de comunicação do Governo do Estado, entre 2010 e 2012, viajei por todas as estradas paras dos 16 municípios do Amapá, além de incontáveis comunidades. Meu motora/piloto preferido sempre foi o Vitorio Barreto. Além de ser um motora que se garante, é um pai dedicado, homem trabalhador e justo, parceiro e, sobretudo um cara do bem.

Vitório é virado e prestativo, pois se precisar é mecânico, desatola veículos, reboca companheiros, faz “galiqueiras” necessárias para chegarmos ao nosso destino. O cara tem o pé pesado, mas era o único cara que me passava a segurança necessária. Foram muitas aventuras, perrengues e alegrias junto a esse coroa maluco.

Entre várias lições que o velho motorista me ensinou foi ficar sempre focado e alerta. Ele dizia que quanto pior a estrada, melhor, pois a piçarra o impedia de se distrair. Quando a demanda na estrada da vida fica pesada, lembro-me do grande amigo e companheiro de viagens. Aí retomo o foco, empenho e atenção.

Em julho de 2010, mais precisamente no dia 7, era Copa do Mundo. A gente acabou uma cobertura em Ferreira Gomes 1h antes da partida entre Brasil e Holanda. O Vitorino me disse: “gordo, tu vais assistir esse jogo na tua casa”. Ele sentou o pé e eu, que vim no banco do carona, na frente com ele, abri o nootbook e botei pra escrever. Na parte de traz da cabine da pick-up estavam os amigos Irineu Ribeiro e Gilmar, repórteres cinematográfico e fotográfico, respectivamente. Cheguei 5 minutos antes de começar o jogo com a matéria pronta, entregue com fotos. Vitório sempre foi PHoda!

Além de competente, experiente e conhecer as estradas do Estado na palma da mão, Vitorino é um cara porreta! Todos nós, jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas ou qualquer outro profissional que viajou ou viaja com o coroa sabe o coroa é muito Phoda. Vitório é um baita cara e ele mora no coração da gente.

O Sal me falou que o Vitória anda meio adoentado da vista. Parece que operou um olho ou algo assim. Desejo que o amigo fique ligo bom, afinal, ele sempre foi “impávido que nem Muhammad Ali e tranquilo e infalível como Bruce Lee”.

Meus parabéns, Vitório (seu velho safado, rs). Que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa sabedoria e coragem pisando forte em busca de seus objetivos. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Que tua vida seja ainda mais longa, no mínimo, mais 73 anos na estrada da felicidade. Sinto saudades de rir das suas histórias. Saúde e sucesso sempre, querido amigo. Feliz aniversário, brother!

Elton Tavares

Não complique e seja feliz – Crônica de Elton Tavares (com ilustração de Ronaldo Rony)

Ilustração de Ronaldo Rony

A sabedoria popular costuma dizer: a felicidade não tem preço. Outros ainda dizem que não existe felicidade ou tristeza plena. Pode ser. Preocupo-me em desenvolver minhas atividades de forma correta e discreta. Também sou assim na vida pessoal.

O conceito diz: “A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior”.

Ah, estou no aprendizado sobre cuidar somente da minha vida. Afinal, os outros são problema deles. Sim, sou um cara feliz, muito feliz. Pois não tenho grana, mas sim família, amigos, trampo, dignidade, notoriedade e reconhecimento.

É, a felicidade não tem mesmo preço. Mas se tivesse, eu pagaria. Que a semana seja porreta para todos nós!

Elton Tavares

*Republicado pelo motivo de ter gente que dificulta as coisas. Égua!

Maio Laranja: MP-AP adere à campanha do TJAP de combate e prevenção à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) aderiu à campanha “Maio Laranja – Não deixe quem você ama ser a próxima vítima!”, lançada nesta quinta-feira (6), de forma virtual e promovida pelo  Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). A ação visa a conscientizar, orientar e educar para prevenção de qualquer tipo de abuso ou violência sexual contra crianças e adolescentes no seio familiar, assim como se tornar capaz de identificar os primeiros sinais de vitimização.

A abertura do evento foi feita pelo presidente do TJAP, desembargador Rommel Araújo. O lançamento também contou com a exibição de um vídeo com a mensagem da presidente do Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG) e procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, em apoio e fortalecimento da iniciativa. A PGJ do MP-AP abraçou a causa e a campanha que tem o apoio do CNPG já foi veiculada nas redes sociais do órgão ministerial amapaense.

Durante o mês de maio serão realizadas ações de combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Estado e na Fronteira do Brasil com Oiapoque. A Campanha conta com o apoio de diversos órgãos e entidades e foi lançada virtualmente, por meio das plataformas Zoom e Canal do TJAP no YouTube.

A partir de iniciativas como esta campanha, os organizadores pretendem promover uma maior sensibilização dos pais, responsáveis e profissionais da atenção básica de saúde da família, assistência social e profissionais da educação infantil da rede pública e privada para uma abordagem junto às famílias, em especial neste período de constante confinamento pelo isolamento social e ensino híbrido (presencial e online).

O secretário-geral do Ministério Público do Amapá, promotor de Justiça Alexandre Monteiro, representou a PGJ do MP-AP, Ivana Cei, na abertura da programação.

“O MP-AP agradece o convite para participar do evento, em nome da Dra. Ivana Cei. Este é um tema muito relevante para a sociedade brasileira e amapaense. Ele está inserido nas atribuições do Ministério Público brasileiro. Um assunto que ganhou grande relevância com a pandemia, por conta da disseminação do abuso e exploração pelos meios digitais. Portanto, é algo que nos faz ficar mais atentos ainda. Nós esperamos contribuir com a campanha do TJAP para que possamos diminuir a incidência dessa prática que faz com que nossa sociedade sofra ainda mais nos dias de hoje”, frisou o secretário-geral do MP-AP.

Autoridades e parceiros

Participaram do lançamento: o presidente do Fórum Nacional da Justiça Protetiva, juiz Hugo Sarrer; a juíza auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça, dra. Lívia Perez, representando o Fórum Nacional da Infância e Juventude do CNJ; magistradas do TJAP; a coordenadora da Bancada Federal do Amapá da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância Região Norte, deputada Federal Aline Gurgel e deputados estaduais.

Também presentes no evento online: o comandante da 22ª Brigada de Infantaria de Selva (“Brigada Foz do Amazonas”), general Adilson Giovani Quint; oficiais do Exército Brasileiro no Amapá; o coronel do Corpo de Bombeiros Sandro Bonfim; o capitão Edix Lamour, do Centro de Cooperação Policial; o coordenador da Polícia Federal (PF), Jorge Calandrini, do Centro de Cooperação Policial Franco-Brasileiro; o delegado da PF, José Roberto; o delegado da Polícia Rodoviária Federal, Pablo Luna; e vereadores e secretários municipais de várias cidades do Estado.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação: Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares, com informações do jornalista Aloísio Menescal, da Ascom TJAP.
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Música de agora: C’mere (Venha Cá) – Interpol

C’mere (Venha Cá) – Interpol

Já é muito tarde para termos isto trancado dentro de nós
O problema é que você esta apaixonada por outra pessoa
Deveria ser eu
Oh, deveria ser eu

Suas partes sagradas, suas fugas
Você vem comigo nos dias de verão
Suavemente
Deliciosamente

Então podemos dar um tempo
Para tentar encontrar uma outra pessoa
Este lugar é meu

Você disse hoje que sabe exatamente como eu me sinto
Eu tinha minhas dúvidas, menininha, estou apaixonado por algo real
Poderia ser eu, mas isto está mudando

Então podemos dar um tempo
Nós tentamos e encontramos outra pessoa que tenha limites

Agora temperados de forma saudável
Dois amantes caminham ao lacustre de um lago
Tentando dar prazer com reserva, rodeios
E ver o que dura muito acabando rapidamente

Oh, como eu te amo
Durante a noite, quando estamos dormindo
Estamos dormindo
Oh, estamos dormindo

Então podemos dar um tempo
Nós tentamos e encontramos outra pessoa que tenha limites

Agora temperados de forma saudável
Dois amantes caminham ao lacustre de um lago
Tentando dar prazer com reserva, rodeios
E ver o que dura muito acabando rapidamente

 

Em Ação Civil Pública do MP-AP, Justiça condena Município de Laranjal do Jari a realizar a aquisição de EPI’s para agentes comunitários da cidade

Resultado de Ação Civil Pública (ACP), ajuizada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Laranjal do Jari, ajuizada em 2017, o Juízo da Comarca condenou, na última terça-feira (4), o Município a realizar a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs). A decisão favorável objetiva que os agentes comunitários de Saúde que atuam na cidade recebam esses EPI’s, fundamentais para o exercício de suas atividades.

De acordo com a ACP, nº do processo: 0003118-38.2019.8.03.0008, assinada pelo Rodrigo Cesar Viana Assis, à época titular da 1ª Promotoria de Laranjal do Jari, a Prefeitura Municipal da cidade não cumpriu a Lei Municipal que destina recurso para a compra de EPI’s e nunca repassou a verba para a aquisição desse material – essencial para o trabalho dos agentes de Saúde.

O acompanhamento do processo foi realizado pelo atual titular da 1ª Promotoria de Justiça de Laranjal do Jari, promotor de Justiça Benjamin Lax.

Entenda o caso

A ACP, embasada no Inquérito Civil (IC) n° 0000544-36.2016.9.04.0008, é fruto de  reclamação do Sindicato dos Agentes Comunitário de Saúde Laranjal e Vitória do Jari (SACOSLAVJ).

O recurso do Governo Federal, na ordem de R$ 39.343,20 (trinta e nove mil, trezentos e quarenta e três reais e vinte centavos), está previsto pela Lei 12.994/2014, que dispõe incentivo destinado aos municípios, para manutenção do Programa PACS e visa a fortalecer políticas afetas à atuação destes profissionais.

De acordo com a investigação, a verba foi repassada ao Município, que lhe deu destinação específica, mas o uso é incerto. Conforme o IC, instaurado em 2016,  a verba federal implementada pela Lei 510/2015 não havia sido destinada para seu fim e foi desviada no período de 2015/2016. O documento constatou que o recurso foi usado pelo Município para  complementar a Folha de Pagamento da Prefeitura Municipal da cidade. O dinheiro não seria pago direto ao agente de Saúde, mas seria usado no aparelhamento da categoria. A ação foi pugnada pela Defensoria Pública do Estado.

Condenação

Na sentença, o juiz Davi Kohls, titular da 1ª Vara de Laranjal do Jari, condenou o Município, com obrigação de – no prazo de 60 (sessenta dias) – repor e implementar a verba de R$ 39.343,20 (trinta e nove mil, trezentos e quarenta e três reais e vinte centavos), destinada ao Programa PACS, a fim de aparelhar os trabalhadores.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares
Contato: [email protected]

Poema de agora: Metamorfose – Mauro Guilherme

Metamorfose

Da árvore as folhas caindo,
A lagarta virando borboleta,
Uma flor morrendo e outra se abrindo,
O sol se vai para que se venha a noite…

Enquanto isso, uma criança nasce,
Depois um homem vai partindo…
Tudo no mundo se encadeando,

Das nuvens a chuva surgindo.
Do solo a semente brotando

É Deus lá em cima construindo
Vai-se um tempo, mas outro surge

E o homem vai evoluindo
Porque tudo na Natureza muda
Para que continue existindo.

Mauro Guilherme

Adeus, poeta Mauro Guilherme. Até a próxima vez, amigo! – @mauroguilherme_

Mauro Guilherme – Foto: arquivo pessoal do escritor.

Assim como a maioria dos membros do Ministério Público do Amapá (MP-AP), instituição que muito me honra trabalhar, conheci o promotor Mauro Guilherme em 2017, ano iniciei meu trabalho no MP. Nos apresentamos na recepção, acho que era uma sexta-feira. Ele disse: “tu és o cara do Blog De Rocha, leio as crônicas do Fernando Canto lá”. Respondi que sim e que fiquei feliz em saber que ele era um dos leitores do meu site.

Passado o tempo, entre os encontros de trabalho nas pautas que eu cobri como assessor de comunicação da instituição, Mauro, a exemplo de outros escritores locais, começou a me enviar poemas e contos de sua autoria, para publicar neste site. Sempre contribuições porretas, aliás.

Mauro Guilherme – Foto: Flávio Cavalcante

A gente conversava de vez em quando sobre a Literatura local e eu dizia a ele que um dia seria escritor, de fato, com livro publicado e tudo. Mauro, que era poeta, contista e cronista renomado (com 10 livros publicados), sempre incentivou, é verdade. Quando ele me convidou para participar de uma antologia, denominada “Cronistas na Linha do Equador”, fiquei feliz demais. O convite foi ideia dele, em conjunto com a poeta Alcinéa Cavalcante. A obra foi lançada em maio de 2020, no formato E-Book. Fiquei boçal por estar entre tantas feras do universo literário tucuju.

Mauro Guilherme – Foto: arquivo pessoal do escritor.

Em setembro, quando a pandemia deu uma trégua, lancei o meu livro impresso, em uma livraria de Macapá. Muitos amigos foram lá, mas Mauro não pode ir. Na semana seguinte o presenteei com um exemplar. Ele leu e disse que gostou. Como já disse, o amigo sempre foi um cara de elogios.

Ele, como era bom de caneta e imparável (como diz o amigo Fernando Canto), escritor/trabalhador da cultura, organizou mais três coletâneas literárias denominadas “61 Cronistas do Amapá” (a qual também integro o time de escritores), ‘Literatura Amapaense: Poemas Escolhidos’ e “Pandemia: conto, crônica e poesia”. Todas lançadas em setembro, outubro e dezembro de 2020, respectivamente e no formato E-Book.

Mauro Guilherme – Foto: arquivo pessoal do escritor.

Mauro foi um exemplo de empenho na disseminação da cultura e da literatura amapaense. Toda essa trabalheira aí de conversar com autores, organizar formatação dos livros, artes para capas e etc, só com muito amor pela arte literária. Mauro Guilherme era esse cara. De quebra, ainda tocava e cantava. O amigo não era fraco não.

A gente fica triste pela passagem de alguém tão paid’égua, mas ficamos aqui, gratos pelo conjunto da obra que foi o Mauro. Posso dizer que ele foi um dos meus chefes com quem consegui ser amigo. E melhor ainda, a iniciativa foi dele, pois era um baita cara porreta!

Mauro Guilherme e amigos poetas – Foto: Flávio Cavalcante

A poeta Jaci Rocha sintetizou esse sentimento hoje quando escreveu, com a imensa leveza e talento que tem, o seguinte:

A poesia do lado daqui, hoje chove. Pingos de palavras de bênçãos e gratidão. Porque sobe aos céus o poeta Mauro Guilherme . A poesia do lado de lá, hoje acende suas letras. E lá o recebe com todas as merecidas honras.

A cultura Amapaense agradece por todo verbo bonito que Mauro compartilhou aqui. Por seu entusiasmo, talento e alegria em partilhar.

Eu agradeço a bondade e acolhimento de Mauro para com a minha poesia. Mauro, conte para Deus suas histórias de pássaro. Que seja um bonito voo, amigo“. É isso mesmo!

Mauro Guilherme – Foto: Flávio Cavalcante

Nem sei o motivo de eu nunca ter feito uma foto junto do poeta/escritor, mas tudo bem, a gentebonisse que ele deixa de legado ficará para sempre na minha memória. Adeus, Mauro Guilherme. Até a próxima vez, amigo!

Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei” – Mauro Guilherme Couto – (1965 – 2021).

Elton Tavares

Jornalista Márcia Corrêa gira a roda da vida. Feliz aniversário, broda! – @marciamazonia

Tenho alguns companheiros (brothers e brodas) com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato. É o caso da Márcia Corrêa. Hoje é aniversário dessa mulher competente e gente fina, que gira a roda da vida neste quarto dia de maio.

Márcia Corrêa é jornalista, militante cultural, produtora e apresentadora de programas de rádio, inclusive começou o Café com Notícias com a querida Ana Girlene, há muitos anos. Ela é mãe da Juliana e Janaína, avó e filha amorosa, espírita trabalhadora da doutrina e servidora do Tribunal de Justiça do Amapá.

Com as jornalistas Bernadeth Farias, Ana Girlene e Márcia Corrêa. Elas são feras!!

Trabalhei pouco tempo com a Márcia, em 2013, na Prefeitura de Macapá. Ela sempre foi muito profissional e respeitosa comigo, mas a gente nunca teve muito contato fora do trampo.

Mas uma coisa preciso dizer/escrever aqui: sou fã do texto dessa mulher. Filha do lendário jornalista Corrêa Neto, Márcia herdou algumas coisas do pai como inteligência acima da média, perspicácia, texto primoroso, o poder de argumentação e ser uma pessoa combativa.

Jornalistas Márcia Corrêa e Gilvana Santos. Amigas de infância.

Em resumo, Márcia Corrêa é uma colega de trampo porreta, que sempre me ajuda quando pode. Minha relação com ela é recíproca e paid’égua, pois a jornalista é muito prestativa, educada, trabalhadora, inteligente e gente fina. Gosto dela!

Márcia, querida, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa sabedoria e coragem que lhe é peculiar. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares