Poema de agora: ELO PERDIDO – Pat Andrade

ELO PERDIDO

passo ao largo dos eventos
as pessoas me evitam
os olhares se evadem
me desvio dos lugares

a vida me faz
reinventar o caminho
cada vez mais
me recuso ao carinho
saio sempre de fininho
e não volto atrás

abomino o óbvio
virei entrave,
me vejo estorvo
nesse elo perdido
pseudomundo
onde penso que vivo

PAT ANDRADE

Música de agora: Bitter Sweet Symphony (Sinfonia Agridoce) – The Verve

Bitter Sweet Symphony (Sinfonia Agridoce) – The Verve

Porque é uma sinfonia agridoce, esta vida
Tente fazer finais encaixarem
Você é um escravo do dinheiro, então você morre
Eu te levarei pela única estrada em que já estive
Você conhece aquela que te leva aos lugares
Onde todas as veias se encontram, yeah

Sem mudanças, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas eu estou aqui no meu molde
Eu estou aqui no meu molde
Mas sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro
Eu não posso mudar meu molde
Não, não, não, não, não

Bem, eu nunca rezo
Mas esta noite estou ajoelhado, yeah
Eu preciso ouvir alguns sons que identifiquem a dor em mim, yeah
Eu deixo a melodia brilhar, deixo-a limpar minha mente, eu me sinto livre agora
Mas as rotas aéreas estão claras e não há ninguém cantando para mim agora

Sem mudanças, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas eu estou aqui no meu molde
Eu estou aqui no meu molde
E eu sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro
Eu não posso mudar meu molde
Não, não, não, não, não
Eu não posso mudar
Eu não posso mudar

Porque é uma sinfonia agridoce, esta vida
Tente fazer finais encaixarem
Você é um escravo do dinheiro, então você morre
Eu te levarei pela única estrada em que já estive
Você conhece aquela que te leva aos lugares
Onde todas as coisas se encontram, yeah

Você sabe que eu posso mudar, eu posso mudar
Eu posso mudar, Eu posso mudar,
Mas eu estou aqui no meu molde
Eu estou aqui no meu molde
E eu sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para outro
Eu não posso mudar meu molde
Não, não, não, não, não…

Eu não posso mudar meu molde
Não, não, não, não, não,
Eu não posso mudar
Não posso mudar meu corpo,
Não, não, não

É apenas sexo e melodia violenta e silêncio
É apenas sexo e melodia violenta e silêncio
(Eu te levarei pela única estrada em que já estive)
É apenas sexo e melodia violenta e silêncio
(Eu te levarei pela única estrada em que já estive)
Já estive
Em que já estive
Em que já estive
Em que já estive
Em que já estive
Alguma vez você já esteve?
Alguma vez você já esteve?
Alguma vez você já esteve?

A 54º girada na roda da vida de Ronaldo Rodrigues. Feliz aniversário, amigo!

Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony, gira a roda da vida pela 54º vez, nesta sexta-feira (17). O cara é brother e este texto é de felicitações ao figura paid’égua.

Ronaldo é pai do Pedro e do Artur. Ele também é escritor, roteirista, documentarista, cronista, cineasta, ilustre colaborador deste site, Ronaldo Rodrigues, que também é o quadrinhista, pai do Capitão Açaí, entre outros tantos personagens e cartunista, remista, torcedor do Grêmio e brother deste editor.

Já disse e repito, o figura é um artista ímpar, tanto redigindo, quanto atuando no vídeo ou desenhando seus cartuns. A genialidade do figura é tão caralhenta quanto sua paideguice, pois o cara é demais porreta. Paraense de nascimento e já amapaense no coração, Ronaldo é um genial louco varrido. Ele se equilibra bêbado, mas nunca cai na vala de uma vida ordinária. Original como poucos, Rony é um cara que admiro. Dono de uma mente brilhante, tenho a sorte e a satisfação de receber, vez ou outra, crônicas e contos seus para publicação neste site.

Ronaldo é um cara tranquilo de mente barulhenta. Sempre inquieto, instigado, inventivo, surpreendente e perspicaz. Crítico ácido e bem-humorado, brinca com tudo. Ri de todos e até dele próprio, sempre de forma inteligente e espirituosa. Sempre com uma crônica bem redigida ou um cartum visceral, o maluco faz a nossa alegria, pois somos fãs do seu trabalho. Gosto muito dele. É um cara honesto, trabalhador e do bem.

Além de tudo já escrito e descrito aí em cima, Ronaldo é um cartunista premiado dentro e fora do Brasil, ele possui quatro livros publicados, é decano do Coletivo Quadrinhos do Amapá e veterano do movimento audiovisual amapaense, entre outras facetas.

Em 2019, Ronaldo fez as ilustrações do meu livro, que pretendo lançar em 2020. Com a ajuda do designer gráfico Adauto Brito, ele fez um puta trampo. Ronaldo é PHoda!

Ronaldo, mano velho, tu és um baita cara, bicho. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Enfim, que tudo o que cabe no teu conceito de felicidade se realize. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Meus pais me levaram até o alto da colina e me disseram: – Ei, garoto! Esse é o mundo. Vá lá e tente se divertir!” – Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony.

Elton Tavares

Hoje é o Dia Mundial do Compositor

Hoje é o Dia Mundial do Compositor. Música é primordial, ela tem o poder de nos emocionar. Tenho uma inveja branca de quem toca, compõe ou canta.

Já disse o genial escritor Friedrich Nietzsche: “Sem a música, a vida seria um erro”.

O Dia Mundial do Compositor, 15 de janeiro, surgiu no México em comemoração à fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México (SACM), em 1945. No entanto, a data somente foi oficialmente celebrada no mundo a partir de 1983.

O conceito diz que: “compositor é um profissional que escreve música. Normalmente o termo se refere a alguém que utiliza um sistema de notação musical que permita a sua execução por outros músicos. Em culturas ou gêneros musicais que não utilizem um sistema de notação, o termo compositor pode-se referir ao criador original da música. Nesse caso, a transmissão para outros intérpretes é feita por memorização e repetição. Em geral, o compositor é o autor da música e, como tal, é o detentor dos direitos autorais. Atualmente as composições musicais são defendidas pela legislação de direitos autorais. Existem editoras especializadas em música e o compositor ou detentor dos direitos da composição recebem royalties sempre que uma nova gravação comercial ou execução pública é realizada”.

Arte: Hellen Cortezolli

É. Pessoas que escrevem as trilhas sonoras de nossas vidas, principalmente os meus heróis da música nacional e gringa, além dos compositores meus amigos como: Fernando Canto, Ricardo Pereira, Val Milhomem, Zé Miguel, Lula Jerônimo, João Amorim, Heluana Quintas, Jj Noones, Lara Utzig, Ana Martel , Wendril Rodrigues, Rebecca Braga, Ruan Patrick, Raoni Holanda, Naldo Maranhão, Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, Cléverson Baia, Roni Moraes, Geison Castro, Fineias Nelluty, Osmar Junior, Helder Brandão, Jean Carmo, Zezinho, entre tantos outros compositores talentosos do Amapá.

Vocês são foda! Meus parabéns pelo Dia do Compositor. Desejo ainda mais sucesso a todos!

Elton Tavares

Novo Mercado Central será reinaugurado e entregue à população de Macapá nesta quinta, 16

Ampliado e totalmente revitalizado. É assim que a Prefeitura de Macapá entregará o novo Mercado Central à população de Macapá, nesta quinta-feira, 16, às 9h. O espaço foi revitalizado com recursos oriundos de emenda parlamentar do senador Randolfe Rodrigues, no valor de R$ 2,5 milhões, e mais R$ 1,2 milhão de contrapartida do Município.

O novo mercado traz o conceito moderno e representa um grande resgate histórico e cultural da cidade, o que irá contribuir para o desenvolvimento econômico local com a geração de novos empregos, o aumento do comércio, do turismo e do lazer.

Nova estrutura

O mercado mantém a sua arquitetura colonial e conta hoje com 63 boxes, sendo 21 quiosques com divisórias em vidro e mais 3 ilhas na área térrea, 24 no espaço superior (mezanino) e 15 boxes no entorno. O ponto turístico terá ainda espaço para shows, elevador de acessibilidade, novas escadas, telhado termo acústico, piso em porcelanato e, na parte externa, calçadas por toda a área do entorno, além de um espaço de jardim na entrada.

Serviço: 

Data: 16/01 (quinta-feira)
Hora: 9h
Local: Rua Cândido Mendes, Centro

Lilian Monteiro
Assessora de comunicação/PMM
Contato: 98409-3733

Post que ataca senador Randolfe traz informação falsa sobre Lei de Abuso de Autoridade

Por Alessandra Monnerat

Desde a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade, várias postagens nas redes sociais atacam o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de um dos projetos que deu origem à legislação. Um desses posts, com mais de 22 mil compartilhamentos desde o dia 5 de janeiro, traz a informação falsa de que a nova norma proíbe que a pessoa que tiver sua casa invadida divulgue imagens do invasor capturadas por câmeras de vigilância. Isso não é verdade, porque a Lei de Abuso de Autoridade se aplica apenas a agentes públicos. Se encaixam nessa definição servidores públicos e militares, integrantes do Poder Legislativo, do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais ou conselhos de contas. primeiro artigo da legislação define que crimes de abuso de autoridade são cometidos pelo agente público que, “no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído”.

“O abuso de autoridade é um crime próprio, cometido somente por determinadas pessoas”, explica o professor de Direito Penal da FAAP Francisco de Paulo Bernardes Jr. “Não se aplica ao particular, como no caso das imagens de vigilância de uma casa”.

Se as imagens divulgadas ofenderem os direitos da pessoa exposta, ela pode ser reparada em processos cíveis, segundo o advogado criminalista Rogério Taffarello, sócio da Mattos Filhos Advogados. “Espalhar imagens que ofendem a honra de alguém pode configurar eventualmente em injúria“, afirma ele. “Se a gravação for compartilhada com legendas ofensivas, pode ser difamação“.

De acordo com Taffarelo, geralmente a pena aplicada a ofensas mais leves é o direito de indenização. A responsabilização criminal só ocorre em casos mais graves.

O que diz a Lei de Abuso de Autoridade sobre divulgação de imagens

Ainda que a divulgação da imagem de um invasor fosse feita por um agente público, ele não seria automaticamente punido pela Lei de Abuso de Autoridade. O artigo 28 da legislação define pena de 1 a 4 de detenção e multa àqueles que divulgarem “gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado”.

O professor Bernardes Jr. explica: “A lei permite a divulgação de imagens dentro da estrita legalidade. O que não pode é a divulgação dessas imagens com outra finalidade, como a de prejudicar alguém ou por um capricho pessoal. Respeitada a dignidade humana, essa divulgação é lícita”.

Isso também está na lei, no primeiro parágrafo do Art. 1º. O abuso de autoridade é praticado pelo agente “com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, por mero capricho ou satisfação pessoal”.

Senadores discutem projeto que define os crimes de abuso de autoridade (PLS 85/2017). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O advogado Taffarelo oferece um exemplo que pode se encaixar nessa lei. “Se uma pessoa que for detida é ridicularizada em uma filmagem, e depois divulgarem o vídeo, é uma conduta abusiva”, disse ele. “É diferente do mero registro. O ato da autoridade pública deve ser registrado”.

Que tipos de imagem podem ser divulgados? “Cabe às autoridades somente dar publicidade, nos autos de investigação e processos respectivos, ao que tenha pertinência com o que se investigou, e não expor ou espetacularizar informações e conversas íntimas das pessoas investigadas somente para constrangê-las”, diz Taffarelo. “Esse tipo de ato a legislação brasileira nunca permitiu, e continua não permitindo”.

De qualquer forma, ao menos 10 polícias deixaram de divulgar nomes e imagens de presos em redes sociais, segundo reportagem publicada pelo portal G1. As corporações de São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal, Bahia, Mato Grosso do Sul, Acre, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizeram mudanças para atender à nova Lei de Abuso de Autoridade no início de janeiro.

Qual a relação do senador Randolfe Rodrigues com a Lei de Abuso de Autoridade

A Lei de Abuso de Autoridade foi considerada uma reação da classe política às recentes operações contra corrupção, como a Lava Jato e uma derrota para o governo e um revés para o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro.

Procurada, a assessoria de imprensa de Randolfe Rodrigues informou, por telefone, que durante o processo de tramitação, o projeto original do senador foi “desvirtuado”. Segundo a assessoria, Randolfe votou contra a aprovação da proposta por não concordar com as mudanças feitas ao texto inicial.

Em 2017, o senador apresentou o Projeto de Lei do Senado 85, que definia crimes de abuso de autoridades. O texto original já continha a proibição de “constranger o preso ou detento, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe ter reduzido, por qualquer meio, a capacidade de resistência” a “exibir-se, ou ter seu corpo ou parte dele exibido, à curiosidade pública”.

A proposta original também vetava constranger o detento a participar em “ato de divulgação de informações aos meios de comunicação social ou ser fotografado ou filmado com essa finalidade”. Essa parte, no entanto, não está na lei promulgada pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro do ano passado.

A proposição do senador da Rede foi combinada com o Projeto de Lei do Senado 280, de 2016, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), em um substitutivo do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR). A proposta de Calheiros vetava “ofender a intimidade, a vida privada, a honra ou a imagem de pessoa indiciada em inquérito policial”, “constrangendo-a a participar de ato de divulgação de informações aos meios de comunicação social ou serem fotografadas ou filmadas com essa finalidade”.

O texto final enviado pelo Congresso Nacional ao presidente Jair Bolsonaro definia 53 condutas como abuso de autoridade. Dessas, 23 foram vetadas pelo presidente, mas os legisladores restauraram 15 delas. Veja abaixo o que ficou de fora da lei, segundo a Agência Senado.

Este conteúdo foi selecionado para checagem por meio da parceria entre Estadão Verifica e Facebook. Veja o post que verificamos: Informação é falsa.

Fonte: Estadão

Veja a programação que marcará o aniversário de 70 anos do Estádio Glicério Marques

Nesta quarta-feira, 15, a Prefeitura de Macapá promoverá uma vasta programação alusiva aos 70 anos do Estádio Glicério de Souza Marques. Na ocasião, será feita a assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização do “Glicerão”. Serão destinados R$ 7.815.650,00, oriundos de créditos extraordinários, garantidos pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

Haverá também partidas amistosas de futebol com ex-craques e torneios com equipes amadoras (masculinas e femininas). O “Gigante da Favela”, como é conhecido, foi inaugurado no dia 15 de janeiro de 1950 e recebeu jogos das seleções nacionais, do Copão da Amazônia, da Copa do Brasil e do Brasileirão da Série D.

Confira abaixo a programação completa:

9h- Será cantado os parabéns para o estádio com acompanhamento da Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Macapá e na sequência será feito o corte do bolo;
9h15- Fala das autoridades;
10h- Jogo entre ex-jogadores;
11h- Início dos jogos classificatórios do Torneio Aniversário do Glicério;
13h- Distribuição de feijoada para o público presente;
17h- Final do torneio masculino;
17h30- Final do torneio feminino;
18h- Premiação.

Serviço:

Data: 15/01 (quarta-feira)
Hora: 9h
Local: Estádio Glicério Marques
Endereço: Avenida Mendonça Junior, nº 1502, Centro

Jonhwene Silva
Assessor de comunicação/Comel
Contato: 99161-2801

Música de agora: Bridge Over Troubled Water (Ponte sobre águas revoltas) – Simon & Garfunkel (versão de Elvis Presley)

Bridge Over Troubled Water (Ponte sobre águas revoltas) – Simon & Garfunkel (versão de Elvis Presley)

Quando você estiver exausta
Sentindo-se insignificante
Quando as lágrimas estiverem em seus olhos
Eu enxugarei todas elas

Eu estou ao seu lado
Oh, quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos não mais puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu me estenderei
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu me estenderei

Quando você estiver chateada
Quando você estiver na rua
Quando a noite descer pesadamente
Eu a confortarei

Eu a ajudarei
Oh, quando a escuridão vier
E a dor estiver por perto
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Continue a viver em brilho
Continue vivendo
Sua hora chegou para brilhar
Todos os seus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
E se você precisar de um amigo
Eu estarei logo atrás
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Ah, ah, ah

CORNUCÓPIA DE DESEJOS – Conto muito porreta de Fernando Canto

Conto de Fernando Canto

Por querer expressar meu pensamento sobre as coisas em meu idioma, às vezes arrebato o próprio coração em sofridas angustiosidades e dissentimentos infaláveis. Por isso monologo no granito e lavo em água este contraste, esta antagonia de imprescindível falação que ponho em tua trompa de eustáquio para te martelar suavemente a dentro.

É o caso do amor ensolarado que sinto agora, neste mirífico momento. Um assunto ressoante, uma prosa-cornucópia (onde a abundância reina) a refratar-se sem a culpa do inexpressável parlar.

Não vejo como não ensopar-me de enluação neste conto de candura quase irrevelável, posto que o meu amor possa entender-me ou espumar-se para sempre para o inevitável espanto que a declaração enseja. Paresque um salto com vara numa olimpíada de abismos.

Assim eu declaro: a cobra norato, o boitatá e as luzes do fogo-fátuo se expiram na noite cadente. Oh, teus olhos não! Teus olhos ternuram a medida do dia, solfejam histórias e cantam paisagens inescrutáveis para os sonostortos dos mortais. Eu sou o arauto deste cenário-testamento a castigar retumbantemente o couro dos tambores; eu anuncio a sublime compreensão do “amooor” que ecoa em gargalhadas sobre as ondas do Amazonas, aqui na Beira-rio, sob um céu azul intensificado de lilás quando anoitece. Eu declaro ainda: a pedra em sua bruta forma tem dentro de si os elementos primordiais que suprem tua sede de amar. Ora, Balance a pedra e sinta o gutigúti da sua oferenda. Lapide-a, pois ela provém da terra, e então perceberá o calor do fogo da paixão libertadora e o ar morno que movimentará o sangue pelas entranhas.

Num átimo, um áugure qualquer (que são muitos e banais) lerá tua sorte: dirá augúrios, claro. Um áuspice (que estão cada vez mais raros) dirá tua sina no raro voo dos louva-deuses. E te auspiciará de boas-novas e de valores inequívocos.

Ora, dizendo isso afirmo que sou aquele que nem sabe discursar suas dores, inda que saiba do futuro, pois habito o limiar do tempo. Eu sou a timidez em prosa e verso, aluno de poesia, mas prenhe de pecados, porque ingiro virtudes nos bares da noite e não sei segredar projetos inexequíveis. Não sei, juro pueril e ludicamente (mas com toda a sinceridade de uma parlenda) pela fé da mucura, torno a jurar pela fé do guará, torno a repetir pela fé do jabuti, que não sei mentir ao sabor do vento dos ventiladores que me sopram fumaça de charutos cubanos.

Descobri que sei de ti mais do sabes da pedra em teu caminho. Sou teu (adi)vinho incontestável, ad-mirador de tua trajetória. Por isso do alto da minha velada arrogância sei que tu também me amas.

Mas é de ti que quero o conteúdo dessa bilha onde Ianejar – aquele heroi dos índios waiãpi – e seus pareceiros se abrigaram do fogo ardente e do dilúvio. É por ti que generalizo a farsa da criação sem pesadelos cosmogônicos. Eu me agonizo em mistérios. Eu eternizo o meu olhar nessa paixão. E me enleio como as borboletas que viajam ao paraíso pelo buraco sem-fundo do fim da terra.

Por isso eu sei que te amo.

Por isso vago ainda em fluidos imemoriais sempre presentes, antes do esquecimento das vitórias que juntos comemoramos.

Por isso a ternura há de ser o mais farto elemento da imensa cornucópia de desejos que realizamos juntos.

Com atendimentos voltados à saúde da família, prefeitura reinaugurará UBS Pacoval nesta terça, 7

A Prefeitura de Macapá reinaugurará nesta terça-feira, 7, a UBS Pacoval. A reforma, que teve início em 2018, foi feita com recurso de emenda parlamentar do senador Davi Alcolumbre e contrapartida do Município, permitindo adaptar toda a unidade, modernizar a estrutura e garantir acessibilidade, passando a contar com recepção, farmácia, três consultórios, salas de vacinação e de coleta de PCCU, gabinete odontológico, administração, copa e banheiros.

Além da reestruturação física, os atendimentos feitos na unidade também passam por modificações, tendo como foco os desempenhados pelas Equipes de Saúde da Família (ESF’s), atribuindo maior capacidade de resposta às necessidades básicas de saúde da população da área de abrangência. Com modelo mais resolutivo, a unidade irá executar uma série de atividades individuais e coletivas que precisam ser promovidas e fomentadas pelas ESF’s em conjunto com a comunidade.

Na UBS, três equipes multiprofissionais serão responsáveis por uma assistência integral, contínua e de qualidade, capaz de assistir aos problemas de saúde mais comuns, por meio de processos educativos, que promovam a saúde e previnam doenças em geral na própria unidade e também nos domicílios e em locais comunitários, como escolas. Desta forma, apenas uma pequena parte dos casos precise ser encaminhada para serviços mais especializados em outras unidades de referência, como a UBS Perpétuo Socorro. E, mesmo nesses casos, não perdendo de vista o usuário, responsabilizando-se pelas “referências” necessárias, discutindo os casos e recebendo-os de volta, na “contra referência”, para continuar atuando no nível dos cuidados básicos.

Serviço:

Data: 07/01 (terça-feira)
Hora: 9h
Local: UBS Pacoval
Endereço: Rua General Rondon, nº 225, Laguinho

Jamile Moreira
Assessora de comunicação/Semsa

Poema de agora: A Maiakovski. Poeta Russo – Luiz Jorge Ferreira

A Maiakovski. Poeta Russo

Um dia eles nem chegam!
Já estão escondidos nas sombras que nos acompanham, por todos os lugares.
E nós não vimos, nem sentimos seus cheiros podres, nem sentimos suas mãos nos pescoços.

Simplesmente porque ainda fazem isto só com os outros.

Certo dia em que estamos comprando ovos da Páscoa.
Eles entregam armas aos moleques sem cor dos aglomerados.
Mas com medo neste momento levantamos do sofá, e desligamos a Televisão para não saber mais disto.

Uma noite eleito por nós mesmos, eles se reúnem, e criam facilidades para o domínio.
Empilham placas na rua,
para que indefesos andemos a mercê dos sádicos.

Criam leis para retirar nossas armas, e facilitam a liberdade dos ladrões, e assassinos.

Mas como o domínio ainda nos permite ir a praia – Não protestamos.

Certo dia acordamos com eles em nossas casas, em nossas mesas, em nossas camas, em nossas almas.

Nesse dia, sentiremos seus cheiros podres, seus dentes podres, seus gestos bruscos, e seus torniquetes no pescoços.

Seremos proibidos de ir a praia, caminhar sob o sol, e inocentemente tomar sorvete.

Ansiosos vamos procurar reunir todos para criar uma saída.

Mas então! – Todos serão ninguém, e eternamente!
Será muito tarde.

Luiz Jorge Ferreira

* Do livro Tybum.

É, eu gosto!

Eu gosto de fotografar, de beber com os amigos e de ser jornalista (talvez, um dia, um bom). Gosto de estar com minha família, do meu trabalho e de Rock And Roll. Eu gosto de café, mas só durante o trabalho, enquanto escrevo. Gosto de sorvete de tapioca, de cerveja gelada e da comida que minha mãe faz. Também gosto de comer besteira (o que me engorda e depois dá um arrependimentozinho).

Gosto de sorrisos e de gente educada. Eu gosto de gente engraçada. Gosto de bater papo com os amigos sobre música, política e rir das loucuras que a religião (todas elas) promove. Eu gosto de chuva e de frio. Gosto de futebol. Gosto dos golaços e da vibração da torcida.

Gosto de ir ao cinema, de ler livros e de jogar videogame. Gosto de rever amigos, mas somente os de verdade e de gente maluca. E gosto de Macapá, minha cidade.

Eu gosto de ser estranho, desconfiado, briguento e muitas vezes intransigente.

Sim, confesso que gosto.

Gosto de viajar, de pirar e alegrar. Gosto de dizer o que sinto. Às vezes, também gosto de provocar. Mesmo que tudo isso seja um estranho gostar.

Gosto de encontros casuais, de trilhas sonoras e de dar parabéns. Gosto de ver o Flamengo ganhar, meu irmão chegar e ver quem amo sorrir. Também gosto de Samba e do Carnaval. Gosto de ouvir o velho Chico Buarque cantar – ah, como eu gosto!

Eu gosto de explicar, empolgar, apostar, sonhar, amar, de fazer valer e de botar pra quebrar. Ah, eu gosto de tanta coisa legal e outras nem tão legais. Difícil de enumerar.

Eu gosto de ler textos bem escritos, de gols de fora da área, de riffs de guitarra bem tocados, de humor negro e do respeito dos que me cercam.

Gosto de me trancar no quarto e pensar sobre a vida. Gosto quando escrevo algo que alguém gosta. Gosto mais ainda quando dizem que gostaram.

Eu gosto também de escrever algo meio sem sentido para a maioria como este texto. Eu gosto mesmo é de ser feliz de verdade, não somente pensar em ser assim. Gosto de acreditar. Como aqui exemplifico, gosto de devanear, de exprimir, de demonstrar e extravasar.

Sangue e amor.

Pois é, são coisas que gosto de gostar. É isso.

Elton Tavares