Sobre o lançamento do livro “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias” e um momento memorável da minha vida

Foto: Flávio Cavalcante.

Sabem, queridos leitores deste site, a vida é feita de ciclos  e é necessário compreender que eles são diferentes, que podem nos agregar experiências novas e também transformadoras. Afinal, somos instantes.

Fernando Canto, Randolfe Rodrigues e Ronaldo Rony – Foto: Flávio Cavalcante.

E a noite de ontem vai ficar guardada na minha memória afetiva e no meu coração. E, ainda, estou tão grato que nem consigo alinhavar aqui, mas tentarei, para ficar registrado. Sim, falo de ontem, do lançamento do meu livro “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”. Ainda estou em êxtase, meio atordoado, sem o nervosismo de 24h atrás, extremamente grato e feliz.

Com meu tio Paulo Tavares e meus primos Ana e Elder – Foto: Sal Lima.

Quando perguntavam qual a minha profissão, sempre dizia que sou jornalista, assessor de comunicação e editor de um site. Mas que, um dia, gostaria de ser escritor. Pois é, me tornei, de fato, escritor, em maio deste ano, em plena pandemia, quando à convite dos renomados escritores e poetas Alcinéa Cavalcante e Mauro Guilherme, aceitei o convite e integro o grupo de 10 autores que possuem seus textos na coletânea “Cronistas na Linha do Equador”, lançada no dia 17 daquele mês.

Minha tia Inês e minha mãe Lúcia – Foto: Flávio Cavalcante.

Porém, antes disso, eu já me sentia escritor. Em abril passado, chegaram as caixas, direto do Correiros para a minha casa, do livro “Crônicas de Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria. De lá pra cá, minha ansiedade me corroía, ao passo que a pandemia não dava trégua para o sonhado lançamento.

Foto: Flávio Cavalcante.

Idealizado pelo jornalista Tagaha Luz, que já partiu para as estrelas, e prefaciado pelo meu herói literário e querido amigo, Fernando Canto, a obra foi impressa com o apoio fundamental do senador Randolfe Rodrigues.

Fotos: Sal Lima

E neste projeto, além deles, contei com a ajuda essencial de muitos amigos, pois o livro foi ilustrado pelo cartunista Ronaldo Rony e diagramado pelo designer Adauto Brito, com a revisão e projeto das jornalistas Marcelle Nunes e Gilvana Santos, além do apoio técnico da bibliotecária Leidaina Silva. Serei eternamento grato a todas essas pessoas envolvidas para a realização deste sonho.

Fotos: Sal Lima

Sempre valorizei e apoiei a literatura local e ontem fui prestigiado por tanta gente que costumo divulgar! A vida é um eco mesmo. A gente recebe o que dá. A livraria Public, ali no centro de Macapá, de propriedade do genteboníssima Dóris, ficou lotada de gente muito querida.

Foto: Flávio Cavalcante.

Tenho muitos amigos, disso posso me gabar, graças a Deus. Vários deles estavam lá ontem para dividir aquele momento comigo. Difícil é nomear todos, mas lembro de cada um e agradeço demais.

Fotos: Sal Lima

Ah, é preciso falar das pessoas que ajudaram nos corres no dia de ontem: muito obrigado Maria Lúcia e Emerson Tavares (minha mãe e irmão, que deram uma força), Ana Esteves (que fez toda a ambientação na livraria), Sal Lima (transporte de livros e fotos), Charles Chelala (articulação), Júlio Pereira (transporte e venda de livros), Zé Falcão (logística), Flávio Cavalcante (fotos) e Igor Maneschy e Rita Bacessat (Banca Rios Beer Cervejaria, que deram uma moral na celebração pós lançamento).

Com mestre Fernando Canto – Foto: Flávio Cavalcante

Sou jornalista, cronista, contista…um escritor. Mas não um orador. Nervoso então, é mais difícil falar, por isso agradeço aqui, onde me sinto confortável, com letras e frases cheios de amor e gratidão.

Com o senador Randolfe Rodrigues – Foto: Flávio Cavalcante

Aos citados aqui, também aos que foram até lá ontem, aos que divulgaram, aos que não foram, mas torceram ou ajudaram indiretamente  para que esse livro e seu lançamento se tornassem realidade, minha eterna gratidão.

Foto: Sal Lima

Lá estava minha família, mãe, tios, primos, meus amigos que estão sempre comigo, meus amigos dos tempos de escola, meus amigos da faculdade, meus amigos jornalistas, meus amigos poetas, meus amigos contistas, meus amigos crônistas, atores, artistas plásticos. Gente jovem e gente da velha guarda. Sabem, meu coração é quase sempre repleto de coisas boas. Claro que tem algumas gavetas nele para sentimentos nada nobres, mas hoje, especialmente hoje, ele é só gratidão e amor.

Com meu primo Pedro Jr. – Foto: Flávio Cavalcante.

Vocês são demais. Muito obrigado mesmo!

Elton Tavares

Foto: Flávio Cavalcante.

*Ah, A obra tá linda. O livro está à venda na Public Livraria ao preço de R$ 30,00 ou comigo, Elton Tavares (96-99147-4038).

Os sete pecados capitais- Parte II – Ira – Crônica de Rebecca Braga (@rebeccabraga)

Crônica de Rebecca Braga 

Mahatma Gandhi disse: “Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.”

Concordo com ele. Acho que muita coisa aconteceu no mundo porque as pessoas transformaram toda a sua raiva e revolta em ações.

Recentemente a lista de coisas que desperta minha ira vem das ações de um certo presidente aí, de um governo aí, de um país aí chamado Brazil. Patriotismo, né, minha gente?

Mas, além disso, tem uma coisinha besta que desperta minha ira, além de gente que joga papel na rua, trata mal garçom e bate portas. Buzina!

Buzina, meu povo.

Aquele negocinho que tem pra usar no trânsito sabe-se lá o motivo.

Explico:

Moro numa avenida movimentada. Dezenas de linhas de ônibus passam por aqui e o trânsito pode ser por vezes infernal. Mas não bastasse isso, moro quase na esquina, onde tem o semáforo. Aquela coisa com umas luzes coloridas pra avisar quando você deve seguir, ter atenção ou parar. Tipo, pra evitar acidentes. Nada importante, afinal.

Acontece que o sinal nem completou um segundo de aberto e os Lewis Hamiltons da vida já estão com a mão enfiada na porra da buzina. E buzina de ônibus? Sai da frente senão o busão vai passar por cima de ti, meu irmão.

Lá pelas 9 da noite o negócio começa a melhorar. Hora de dormir o sono dos justos. Mas como boa pecadora que sou, além da ira, também sou afeita da inveja. – Tá na parte I desta coletânea de textos pecaminosos. – Sofro de insônia, tenho sono leve e perturbado.

Daí me vem o demônio, que lá da outra esquina vem buzinando até a esquina da minha casa pra avisar que vai passar. 3 horas da manhã. 3 horas da fuckin’ manhã.

Nessa hora eu invoco o Azazel. Sim, ele mesmo. Aquele que já foi o próprio encarregado da tarefa de levantar as faltas humanas e as enumerar perante o Tribunal Divino, que já foi arcanjo e que depois virou BFF, parça do Lúcifer. O Lu, para os mais íntimos.

Na minha cabeça ele sobe dos infernos, atravessa com uma das mãos o metal do carro e pergunta:

-Tá buzinando uma hora dessas porque, filho de puta?

 

Sem esperar resposta, arranca os olhos da criatura, come e cospe. (Olho deve ser amargo, sei lá.) Às vezes ele também explode a cabeça de quem passa com o som do carro nas alturas. Depende do meu estado de espírito.

Eu, filha de ex-padre, pecadora assumida… Contabilizo mais um pecado. Sem culpa.

MP-AP compõe Operação Verde Brasil 2 para prevenção, combate e repressão de crimes ambientais

As ações conjuntas de combate e prevenção de crimes ambientais no Amapá oficialmente iniciaram na última quinta-feira (17), com a reunião entre parceiros, agências e instituições que trabalharão junto com o Exército do Brasil, através do Comando Conjunto Norte (CCN). O promotor de justiça Marcelo Moreira, titular da Promotoria de Meio Ambiente, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e da Força Tarefa de Combate a Queimadas e Desmatamentos do Ministério Público do Amapá (MP-AP) esteve presente, confirmando, pelo segundo ano, a participação do órgão ministerial na Operação.

A Operação Verde Brasil 2 iniciou em maio deste ano, porém no Amapá, que começou em agosto o período de maior perigo de queimadas, as ações foram adiadas para este momento. Em todo o Brasil acontecem até novembro. MP-AP; Agência Nacional de Inteligência (ABIN); Corpo de Bombeiros (CBM); Defesa Civil; Polícia Miliar do Amapá (PM-AP); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Marinha do Brasil; Secretaria de Meio Ambiente (SEMA); Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio); estarão junto com o CCN, formado pelas Forças Armadas, montando estratégias e atuando para combater os crimes ambientais com as ações de fiscalização, prevenção e repressão.

O coronel do Exército Fábio Costa abriu a reunião frisando sobre a importância da Operação Verde Brasil 2 para prevenir e combater as queimadas e da atuação e estrutura física, tecnológica e de inteligência das Forças Armadas para dar suporte nas ações estratégicas. O cel. Fábio enfatizou, ainda, que é preciso reforçar e valorizar as informações verídicas e combater a guerra de informações. A representante do ICMBio, Patrícia Pinha, falou da experiência do Instituto na Reserva Biológica do Lago Piratuba, ressaltando que a maior parte das queimadas registrada no local são causadas pelo homem.

O promotor Marcelo Moreira relatou sobre as características das queimadas e desmatamentos no Amapá, baseado nos estudos de geoprocessamento realizados pelo núcleo de geo do CAO/AMB. “Estamos passando pelo processo de ocupação da Amazônia, por isso precisamos de ferramentas tecnológicas e olhar estratégico. Aqui, 30% das queimadas ocorrem em cerrado e campo, e mais de 70% em vias de acesso. Temos que saber para onde vai a madeira, onde está esse mercado consumidor de produtos ilegais que precisa ser combatido, e resolver a questão da falta de perícia, que inviabiliza o andamento de procedimentos”, afirmou.

Atuação do MP-AP

Instituída oficialmente em agosto deste ano, a Força tarefa de Combate a Queimadas e Desmatamentos é composta por promotores de Justiça que atuam nas Promotorias das comarcas. O Amapá foi o segundo estado da Amazônia Legal a seguir a orientação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e criar a Força Tarefa, através da qual o MP-AP estará atuando na Operação Verde Brasil 2. Em todos os municípios as Promotorias estarão informando sobre a situação, principalmente nos mais afetados com os focos de calor.

Outra medida do MP-AP é o uso de sensor que mede a qualidade do ar, que está instalado no Complexo Cidadão Zona Norte. Doado pelo Ministério Público do Acre (MA-AC), as informações sobre poluição do ar e existência de fumaça podem ser acessadas por qualquer cidadão ou instituições ambientais e de pesquisa e segurança, por ser conectado a uma rede internacional que fornece dados atuais da qualidade do ar. A intenção é que em nove Promotorias nos municípios seja instalado um sensor, que irá ajudar na verificação da poluição atmosférica.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Mariléia Maciel – CAO/AMB
Contato: [email protected]

Rita Freire gira a roda da vida. Feliz aniversário, irmã!

Sabem, querido leitorado deste site, tenho a sorte de ter amigos longevos. São caras e meninas com quem dividi momentos felizes de minha existência. Uma entre estes afetos gira a roda da vida hoje, a Rita Freire.

A filha do Barata e da dona Maria José, irmã da Simone, Lourdes e Patrícia é uma pessoa linda, de grande coração e caráter e fé inabaláveis. Conheci a Rita em 1995 ou 1996, não consigo precisar. Mas essa data é só desta vida, pois o amor que sinto por ela é coisa de outra passagem.

Falando em outras vidas, a Rita é uma dessas pessoas iluminadas. Além de boa filha, ela coordena grupos de trabalho na União Espírita do Pará, ajuda uma porrada de gente.

Arquiteta apaixonada por gatos, boa gastronomia e Rock and Roll, ela é também minha confidente, conselheira e parceira. Pois mesmo ela morando há mais de 20 anos “em Belém do Pará Longe, longe, longe, aqui ao lado, nada nos separa”.

A Rita sempre me apoiou em tudo, mesmo distante. Com ela, vivi coisas totalmente impublicáveis, dos tempos que éramos doideira. A broda já segurou algumas de minhas barras mais pesadas. Enfim, trata-se de uma amiga de quem sempre sinto saudades do convívio e que está o tempo todo na minha memória afetiva e no meu coração.

No ano passado, Rita passou alguns dias em Macapá. Deu pra matar um pouquinho das saudades. A pandemia não permitiu que nos víssemos de uns meses para cá. Mas logo que eu pisar em Belém, vou matar essa falta que ela me faz e que a gente ameniza via internet.

Rita, querida amiga, tu és muito importante, perto ou longe. Agradeço sempre o fato da tua existência orbitar a minha e vice-versa.

Que tu tenhas sempre saúde, sucesso e sabedoria junto aos teus amores. Que tudo que caiba no teu conceito de felicidade se realize. Te amo, minha irmã!

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!!

Elton Tavares

Sobre malandragem, doenças e a autossugestão – Por Fernando Canto

Norman Cousins e Albert Schweitzer – Fotos: Wikipédia

Por Fernando Canto

Nesta pandemia tem muito malandro e espertalhão querendo se dar bem, passando fórmulas e orações a pessoas incautas. Por isso resolvi que a informação abaixo deva chegar até vocês. É uma velha anotação que colhida por mim, para uma pequena reflexão.

Doutor Estranho, o médico e feiticeiro dos Quadrinhos e Cinema.

“O jornalista Norman Cousins, do Saturday Review perguntou a Albert Schweitzer como alguém poderia melhorar após uma consulta com um feiticeiro. Schweitzer respondeu:

– O feiticeiro tem sucesso pela mesma razão que nós (médicos) temos sucesso. Cada paciente traz um médico dentro de si. Ele vem até nós sem saber desse fato. E o melhor que podemos fazer é dar condições para que esse médico interno possa trabalhar”.


Possivelmente vem daí o Efeito Placebo, que é autossugestão. Placebo é, também, todo remédio receitado mais para agradar o paciente do que por sua eficácia terapêutica. É mal visto pela medicina moderna. Vem do latim. Significa agradarei.

Trabalhadores da cultura ganham mais tempo para adesão ao auxílio emergencial

Secretário de Cultura, Evandro Milhomen – Foto: Maksuel Martins/Secom

Por Weverton Façanha

O Governo do Amapá decidiu prorrogar até o próximo dia 15 de outubro o prazo das inscrições para o auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc, voltado para artistas, grupos, bandas, coletivos culturais, profissionais de arte e cultura e trabalhadores da cultura em geral.

Segundo o secretário de Estado da Cultura, Evandro Milhomen, um dos motivos para a dilatação do prazo foi a dificuldade que muitos agentes culturais, principalmente do interior, tiveram para acessar o sistema de cadastro.

“Não é simples o acesso à internet nas cidades do interior do Amapá e, por isso, muitos trabalhadores não conseguiram realizar o cadastro. Como nosso objetivo é chegar ao maior número agentes culturais possível, decidimos por estender o período de inscrição”, explicou o secretário.

Os fazedores de cultura que ainda não fizeram suas inscrições devem acessar o formulário eletrônico no site cadastrocultural.ap.gov.br, criado especificamente para a processo.

O cadastro é coordenado pela Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult) que tem até o dia 16 de outubro para enviar os relatórios com os dados para a Dataprev, sistema do Governo Federal que realiza a avaliação do CPF para saber se o artista está apto ou não para receber o auxílio.

Lei Aldir Blanc

A Lei nº 14.017 de 2020, chamada Lei Aldir Blanc, define ações emergenciais destinadas ao setor da cultura que serão adotadas durante o estado de calamidade pública, devido à pandemia de covid-19.

Dentre as ações, está previsto o pagamento de três parcelas de auxílio emergencial de R$ 600 para os trabalhadores do setor cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, pequenas empresas culturais e organizações comunitárias do setor.

Quem pode receber o auxílio?

Profissionais da cultura com atividade interrompida pela pandemia que comprovem:

– Atuação nas áreas artísticas nos 24 meses anteriores à data da publicação da lei (forma documental ou auto declaratória).

– Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até 3 salários mínimos.

– Estar inscrito em pelo menos um dos cadastros seguintes:

I – Cadastros Estaduais de Cultura;

II – Cadastros Municipais de Cultura;

III – Cadastro Distrital de Cultura;

IV – Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura;

Covid-19: por falta de constatação científica, MP-AP recomenda a retirada imediata das cabines de desinfecção em Macapá 

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) expediu, na última quarta-feira (16), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (PJDS), as Recomendações Nº 0000010/2020-2ª PJDS/MCP e Nº 0000011/2020-2ª PJDS/MCP (Processo Extrajudicial Eletrônico Nº 0005334-45.2020.9.04.0001), para que o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Juan Mendes, e o gerente do Bioparque da Amazônia, Richard Madureira, providenciem, em 48h, a retirada imediata das cabines de desinfecção das entradas dos Pronto Atendimento Infantil (PAI), Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), Hospital de Emergência de Macapá (HE) e do Bioparque, respectivamente, todos na capital amapaense.

A ação se deu pela falta de constatação científica, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Conselho Federal de Química (CFQ), sobre a eficiência desses equipamentos na prevenção ao novo coronavírus. As recomendações foram embasadas na Nota Técnica nº 51/2020, da Anvisa.

A medida visa assegurar que sejam utilizados somente métodos de prevenção à Covid-19 que possuam a eficácia comprovada cientificamente. As recomendações são assinadas pelos promotores de Justiça Fábia Nilci e Wueber Penafort, e requerem, ainda, a nulidade dos contratos da Sesa e do Bioparque para esses serviços.

Entenda o caso

Em virtude da OMS ter declarado a pandemia, em março de 2020, o Ministério da Saúde (MS) determinou situação de “emergência em saúde pública de importância nacional”, considerando que a situação atual demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública. Assim, foi oficializada a dispensa de licitação para aquisição de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública.

Porém, ao determinar as medidas para o enfrentamento à Covid-19, o MS estabeleceu que “somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e com análises sobre as informações estratégicas em saúde e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública”, e de acordo com a Anvisa.

Em igual sentido, o Conselho Federal de Química posicionou-se contrário ao processo de desinfecção, o que também embasou o posicionamento da Anvisa, que acabou emitindo nota sobre a necessidade de comprovação cientifica dos resultados das cabines de desinfecção, bem como descreveu os prováveis riscos possíveis quanto à exposição aos produtos, que foram aprovados para a limpeza de superfícies, e não de pessoas, utilizados nesses equipamentos.

Seguindo o mesmo entendimento, a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla) orientando que a população não se exponha às câmaras de desinfecção e que empresas e o poder público posterguem a aquisição desses equipamentos, já que a falsa sensação de segurança que tais dispositivos eventualmente proporcionem pode levar pessoas a relaxarem nos procedimentos básicos e já consagrados para reduzir o risco de contaminação pela Covid-19.

Todos esses fatores resultaram na Nota Técnica da Anvisa. Conforme este documento, o equipamento não é recomendado por nenhuma agência reguladora de saúde do mundo. Também, afirma que o tempo de exposição é muito pouco — alguns saneantes exigem pelo menos 10 minutos de contato com a superfície para serem efetivos.

Essas cabines liberam névoas de produtos desinfetantes por sobre as pessoas que por ela passam. Acontece que os saneantes borrifados por essas estruturas foram aprovados, exclusivamente, para limpeza de superfícies. Dessa forma, alguns deles podem provocar reações alérgicas e até diminuir a capacidade natural da pele humana em combater micro-organismos prejudiciais à saúde, se entrarem em contato direto com mãos e mucosas.

Além disso, a Anvisa pondera que a utilização deste tipo de estrutura pode dar uma falsa sensação de segurança e, com ela, um relaxamento das práticas de prevenção. Importante lembrar que pessoas contaminadas continuam capazes de transmitir o vírus, mesmo depois de passar por essa desinfecção.

Fixa-se o prazo de 5 (cinco) dias para que os titulares da Sesa e do Bioparque, se manifestem sobre o acatamento da presente recomendação, devendo encaminhar à Promotoria de Justiça de Saúde Macapá, as providências tomadas e a documentação hábil a provar o seu fiel cumprimento.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Coordenação: Gilvana Santos
Texto: Elton Tavares
Contato: [email protected]

Sesc está com inscrições abertas para o Programa de Tutoria Educacional a Distância

As inscrições que começaram no dia 19 de agosto ganham força até o dia 19 de setembro, estão sendo ofertadas 20 vagas para estudantes do Estado do Amapá.

A Escola Sesc de Ensino Médio está lançando o programa gratuito de acompanhamento educacional virtual, com prioridade para estudantes da rede pública de ensino. Trata-se do Programa de Tutoria Educacional à Distância (PTED) que prevê o atendimento de mais de 800 alunos de todos os estados, com foco nos estudantes da rede pública e de menor renda familiar.

Durante os três anos do Ensino Médio, os participantes do PTED, vinculados a suas escolas de origem, terão apoio nas disciplinas curriculares, por meio de videoaulas e outras estratégias de aprendizagem disponibilizadas em uma plataforma digital completa e com acompanhamento direto de um corpo de educadores experiente.

Das 810 vagas ofertadas pelo Programa para todo o Brasil, 20 foram destinadas para o estado do Amapá e poderão ser preenchidas por alunos oriundos de famílias com renda de um a três salários mínimos. As inscrições para o processo de admissão no programa começaram no dia 18 de agosto e irão até o dia 18 do mês de setembro, já o acompanhamento acadêmico acontece em 2021.

Sobre a Escola Sesc de Ensino Médio

Em fevereiro de 2008, a Escola Sesc de Ensino Médio, no Rio de Janeiro, abriu suas portas para uma turma de jovens entusiasmados, vindos dos diferentes estados do país. Instalada em um campus de 131 mil metros quadrados em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, a Instituição conta com uma privilegiada estrutura de ensino, com Espaço Cultural, laboratórios, Sala de Carpintaria, Biblioteca, ateliês de arte, sala de robótica e mídias, Espaço Maker, escritório de empreendedorismo juvenil, complexo esportivo, restaurante, além das Vilas Residenciais.

A Escola Sesc de Ensino Médio tem como missão oferecer oportunidades educativas e culturais de qualidade e de modo gratuito a talentosos jovens brasileiros, para que desenvolvam todo o seu potencial e construam transformações de importância não apenas em suas vidas e de suas famílias, mas, por extensão, em todo o tecido social do qual participam.

Serviço:

Link para inscrições: https://escolasesc.net/processo-admissional
Data de encerramento: 18/09/2020

Coordenadoria de Comunicação e Marketing
Departamento Regional – Amapá
Haynan Iago Jardim de Araújo (96) 99131-6750

Poema de agora: Quente e Frio – Luiz Jorge Ferreira

Quente e Frio

Ela sob as luzes artificiais da Philips.
Não se importa com o fim da tarde, sentada no Bar.
Ela fuma.
Ela flutua junto com a fumaça.
Eu não me importo se ela calça 36.
Ela nem saca que o meu perfume é francês, e nem percebe o tom degradê das minhas lentes quando entardece.

Eu posso com o Celular, tirar-lhe várias fotos.
Ela pode fingir que não se importa.
Encobrir os lábios com um copo.
Dar um pulo ao banheiro p’rá retoques.
Ou desaparecer entre os guardadores de carro.

Eu posso escrever um poema…
Tipo:- Você enriquece a tarde!
Ou desenhar um hieróglifo Marajoara,
que decorei de uma cerâmica em Afuá.
Que nada significa nesse Bar.
Nem nunca ilustrou a Capa da Revista Caras.

Ou posso continuar anônimo…
Com os cotovelos apoiados a mesa.
Sozinho.
Tomando Vodka com Suco de Laranja.
Que nem a tarde, nem Marte, nem os guardadores de carro, vão dar a mínima.
E ela vai continuar sozinha, enchendo-se de Nicotina.
Acreditando que trinta e um anos, duram cinquenta.

Luiz Jorge Ferreira

*Osasco (SP) – em 03.09.2020.

Feliz Aniversário, papai! (Para jamais esquecermos do Zé Penha)

Eu, papai e Clara (sua namorada) em 1997.

No dia de hoje (17), se meu saudoso pai estivesse entre nós, faria 70 anos. Antes eu dizia “se estivesse vivo”, mas ele está, dentro de nós, por isso, ainda é seu aniversário. É difícil definir um modelo de vida, acredito que cada um vive da forma que lhe é aprazível. José Penha Tavares viveu tudo de forma intensa e foi um homem muito feliz. Eu sigo seu exemplo e sou muito feliz.

Meu irmão e papai, em 1996.

O mais legal é que ele nunca fez mal a ninguém, sempre tratou as pessoas com respeito e foi muito amoroso com os seus. Meu irmão costuma dizer que ele nos ensinou o segredo da vida: “ser gente boa” (apesar de alguns gatos pingados não comungarem desta opinião sobre mim).

Nós e o Zé Penha, em dezembro de 1997, no último natal dele conosco.

Quando o bicho pega, falo com ele. Uma espécie de monólogo, mas juro que sinto conforto em lhe contar meus raros problemas. Acredito que papai escuta e, de alguma forma, me ajuda. Devaneio? Não senhores e senhoras, é que aquele cara foi um grande pai, ah se foi. Portanto, deve mexer os pauzinhos lá por cima.

Zé Penha, uma figuraçã! Saudades sempre.

Ele partiu em 1998, faz e fará sempre falta. Sinto saudade todos os dias e penso nele sempre. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Gostaria de lhe dar um abraço hoje, desejar feliz aniversário e tomar muitas cervas com o Penhão, como costumávamos fazer.

Essa montagem foi uma brincadeira do meu irmão, sobre tomarmos umas com o velho nos dias de hoje.

Republico este texto para o Zé Penha jamais ser esquecido. Não por mim, pelo meu irmão ou os irmãos e mãe dele, que nunca o esquecemos, mas sim pela legião de amigos que ele fez durante sua breve jornada por aqui. Faço minhas as palavras do poema Filtro Solar: “dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez”. Saudade, Penhão. Feliz aniversário, papai!

Elton Tavares

Esperança – Crônica de Evandro Luiz

Foto: Floriano Lima

Crônica de Evandro Luiz

Na sede da associação, na assembleia de domingo ficou decidido que os pescadores sairiam bem cedo. O objetivo era ganhar tempo e surpreender os concorrentes. Assim eles chegariam primeiro nos grandes cardumes. Na segunda-feira, os pescadores se reuniram na praia e o que eles viram não foi nada animador. Era uma madrugada fria com ventos fortes e o mar agitado.

Como é costume na região, as mulheres e filhos dos pescadores, vão ate a praia desejar uma boa pescaria. Mas, nessa manhã, as famílias tinham pressentimentos de algo inexplicável até então nunca sentido. Estava para acontecer algo. Era como se o mar não quisesse ninguém no seu leito e muito menos retirar das profundezas o que viu nascer e crescer. Ondas enormes quebravam na praia. Os dez barcos pesqueiros tinham pela frente o primeiro desafio: varar o paredão de água que se formava na frente deles. Nem todos conseguiram.

A força do mar era tão grande que em poucos minutos dois barcos tombaram sem a mínima chance de voltar a navegar. Com muita habilidade e certa dose de sorte, os outros conseguiram passar. Os barcos iam se distanciando da Vila e cinco horas depois da partida de Taperebá os pescadores começaram a sentir que estavam diante de um novo cenário. Uma grande tempestade se aproximava.

Uma nova situação se desenhava antes nunca vista. Não se tratava mais de uma pescaria e sim sair daquela situação vivo. Ondas com mais de três metros surgiam como fantasma saindo das profundezas do mar com força gigantesca. A luta entre a natureza e o homem era infinitamente desigual. O mar balançava de um lado para o outro como um pugilista esperando o momento certo para dar o golpe final.

Barcos de Pesca de Vincent van Gogh

Mas do outro lado, tinha o seu Antônio Pinheiro, de 75 anos. Ele dizia, que desde pequeno, a relação com o mar sempre foi conflituosa, mas respeitosa. Mesmo sem nunca ter visto e vivido situação igual a que estava enfrentando, ele acreditava que iria contar para os netos mais uma história sobre o mar. Mas para isso, ele iria precisar lembrar e colocar em prática, todas as orientações repassadas pelo pai, também pescador. Uma delas era pegar as ondas de frente, furando o paredão de água. Nunca ficar em paralelas com elas e jogar fora tudo o que não for necessário.

Seu Pinheiro tentava enxergar algum outro barco. Não via nada. Bateu a angústia de existir a possibilidade da perda. A tempestade o levava cada vez mais pra longe. Sete dias se passaram. E todos voltaram para a Vila. Apenas Antônio Pinheiro não tinha aparecido. Ele foi dado como morto. A vila do Tapereba, conhecida pela alegria do seu povo estava de luto.

Mas, a milhares de quilômetros dali, um homem lutava pela vida. Já bastante desidratado, viu pontos de luz se movendo. Viu três embarcações. Um homem começou a acenar tentando dizer que deveria navegar bem atrás deles. Assim ele fez. Desligaram os motores e entraram em um igarapé. Dez minutos depois, cerca de 30 pessoas começaram a fazer o desembarque em silêncio. Foram levados para um barracão.

Sem entender o que estava se passando perguntou para um homem ao seu lado o que estava acontecendo. O homem disse em voz baixa, que eles estavam em Caiena. Iam atrás de emprego. O franco valia muito mais que a nossa moeda. Bastaria trabalhar dois anos para arrumar a vida. O perigo estava no desembarque. Como tinha sido um sucesso, agora eles iam morar nas obras até serem registrados como trabalhadores.

No dia do fichamento, um homem com uma prancheta na mão, foi direto falar com o velho pescador. O homem com forte sotaque francês perguntou: como você se chama? Prontamente, o pescador respondeu: Antônio Pinheiro. Muito bem seu Pinheiro, você começa amanhã às duas horas da tarde.E assim dois anos se passaram. Aí a saudade bateu. Falou com o seu chefe e disse que gostaria de ver a sua vila, sua família e seus amigos. O mestre de obra coçou a cabeça e falou bem devagar para que o seu Antônio entendesse:

“Pinheiro, tú és o meu homem de confiança aqui na obra, faltam apenas dois meses para o verão aqui na Amazônia terminar”. Aguenta pelo menos esse período”. E esses foram os dois mais longos meses da vida do velho pescador. Mas o dia chegou. Ele pegou a melhor roupa, com muitas cores, estilo caribenho, chapéu Panamá e foi direto ao banco. Retirou todas as economias. O gerente do banco chegou a perguntar para onde ele ia com tanto dinheiro. Chegou a propor o serviço que o banco tinha e ele receberia o dinheiro em uma agência próxima à vila.

Experiente, Pinheiro achou que melhor seria assim. Pelo menos não correria o risco de ser assaltado e perder todo o dinheiro. Foram três dias de viagem ate a vila de Manducuru. Uma cidade pequena, onde a maioria dos pescadores vendia seus produtos. Pinheiro querendo fazer surpresa, foi direto para um pequeno hotel. Ficou o dia todo trancado no quarto. Às sete da noite, saiu do hotel e foi direto para o porto. Alugou uma pequena embarcação.

Até a Vila seriam mais duas horas. Durante a viagem ficou imaginando, como seria recebido. Em um dia como hoje sexta-feira, a família estaria reunida jogando dominó e tomando a cachaça preferida a “Canta Galo” e como tira gosto um porco assado. Pinheiro desceu da embarcação e pegou seus pertences. O caminho era o mesmo de tantas idas e vindas, mas agora era algo especial.

Foi se aproximando da vila, uma mulher viu Pinheirrô, e correndo como ninguém chegou na casa de Antônio e disse que viu alma do pescador indo em direção a casa deles. O medo tomou conta de todos. A qualquer momento ele apareceria na clareira antes de chegar em casa. Quando o seu Antônio apareceu com aquele andar já conhecido de todos. Ninguém teve maias duvidas: Antônio tinha voltado sabe lá de onde. Foi um correria pra tudo quanto é lado. Gente para o mato, outros subiam em árvores, a maioria buscava o rio.

A situação ficou mais complicada quando o seu Antônio disse que ia dar um abraço em cada um deles.” No meio de gritaria ouviu-se dois disparos. O velho pescador caiu dizendo: “eu sou Antônio Pinheiro, o “Pinherrô”. O mon DIEU, qu’ est ce que j’ai fait. “o meu Deus, o que foi que eu fiz. ”Aos pouco uma multidão foi se aproximando e constataram que o velho pescador, agora iria pescar para sempre em outras águas.

Eleições 2020: Canal exclusivo para denúncia de crimes eleitorais é criado pelo MP-AP

Qualquer pessoa pode ajudar a fiscalizar crimes eleitorais encaminhando denúncias ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Para essa finalidade, o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO-Eleitoral), disponibilizou uma linha de telefonia móvel com aplicativo de WhatsApp para o envio de imagens e vídeos que comprovem os ilícitos durante as Eleições/2020, que poderão ser encaminhadas com outras informações para o Disque Denúncia (96) 99184-6549, com garantia de sigilo ao denunciante.

O MP Eleitoral tem uma composição mista, com membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual, e está montando uma estrutura própria, bem como somando esforços com as instituições parceiras, como as Polícias Federal, Civil e Militar, compondo uma força-tarefa para atuar com mais rigor na fiscalização do pleito.

Os promotores de Justiça são nomeados para atuarem na área eleitoral com atribuição específica para coibir e punir desvios, como propaganda irregular, compra de votos, abuso de poder econômico e uso indevido da máquina administrativa, entre outros. Esse trabalho é realizado durante todo o período das eleições, pois, conforme estabelece o artigo 72 da Lei Complementar 75/93, o MPE atua em todas as fases e instâncias do pleito.

O MP-AP disponibilizou mais esse canal de atendimento, exclusivo para denúncias de crimes eleitorais, reforçando o combate às condutas ilícitas de candidatos e eleitores, dando esse suporte aos promotores eleitorais que estão fiscalizando as Eleições de 2020 em todas as Zonas Eleitorais do Estado.

O promotor de Justiça e coordenador do CAO-Eleitoral do MP-AP falou sobre o número do aplicativo para atender a todas as denúncias que chegarem com indícios mínimos da prática de crime. “O cidadão deve enviar para nosso Disque Denúncia o máximo de informações, com apoio de fotos, áudio e vídeo, se possível, para ajudar nessa fiscalização. Tudo será devidamente checado”, ressalta Crispino.

“O MP-AP tem o dever de fiscalizar o processo democrático do Estado do Amapá e zelar por um processo eleitoral correto, no qual todos os candidatos e partidos políticos tenham igualdade de condições e assegurando ao eleitor o livre exercício da cidadania, que o voto”, manifestou a procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Gilvana Santos
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

MP-AP recebe denúncias de superlotação na maternidade e falta de material médico-hospitalar no HCA

Nesta terça-feira (15), a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá (MP-AP) recebeu denúncia de superlotação no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). O atendimento precário e a falta de material para exames no laboratório do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) também foram denunciados ao MP-AP.

De acordo com relatos e fotos, muitas mulheres estão em um mesmo leito aguardando o momento para ter seus bebês, pois há falta de leitos. A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neo-Natal da maternidade também está superlotada.

Atualmente, 25 recém-nascidos exigem cuidados e a unidade possui somente 16 leitos de UTI cadastrados. Há notícia de que recém-nascidos naquela maternidade estão juntos em uma mesma incubadora e, segundo o relato, não há equipe médica, nem de enfermeiros e técnicos para atender essa demanda.

“Nós agendamos reunião com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) para esclarecimentos e adoção de medidas urgentes para resolver esse grave problema”, frisou a titular da Saúde, promotora de Justiça Fábia Nilci.

ACP aguarda julgamento de recurso no Judiciário

Em razão da situação caótica do HMML, o MP-AP reiterou o pedido ao Poder Judiciário para que julgue o recurso do Governo do Amapá (GEA) e Sesa, réus condenados no Processo nº 022025-19.2018.8.03.0001, para que o poder executivo dê a devida prestação do serviço público, constitucionalmente garantido. O recurso aguarda julgamento da Câmara Única do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), sob a relatoria do desembargador Agostino Silvério.

Entenda o caso

Em setembro de 2017, ao concluir diligência no Hospital da Mulher Mãe Luzia, a Promotoria da Saúde relatou os problemas identificados e questionou o Estado sobre a inauguração da Maternidade da Zona Norte. Nunca houve explicação sobre o motivo do atraso na obra.

Em 2018, foi feita uma inspeção que confirmou a superlotação e uma série de irregularidades na maternidade pública, referência no Estado do Amapá para atendimento em ginecologia, obstetrícia e neonatologia. Durante a vistoria, foram constatadas uma série de graves irregularidades na maternidade Mãe Luzia. Por conta disso, o MP-AP apresentou relatórios detalhados de todas as inspeções realizadas no hospital, além dos relatos de funcionários apontando as condições de trabalho.

Após essa inspeção, confirmadas as precárias condições de funcionamento do Hospital da Mulher, a promotora Fábia Nilci requereu à Justiça que o Estado seja obrigado a realizar a inauguração imediata da nova maternidade na zona norte da capital, visando ajudar a desafogar o HMML e viabilizar a própria reforma e adaptação do local, para melhor atender as usuárias do SUS.

Denuncia Hospital da Criança e Adolescente

Na última segunda-feira (14), a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde também recebeu nova denúncia sobre a necessidade urgente de aquisição de materiais médico-hospitalares no HCA. Por conta disso, o atendimento laboratorial está comprometido, principalmente para os pacientes do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e UTI do HCA. O MP requer providências urgentes para a aquisição destes insumos e normalização da oferta de exames.

Em março de deste ano, a Promotoria da Saúde fez inspeção no Hospital da Criança e Adolescente para checar denúncia de falta de medicamentos e insumos básicos, como equipo para soro. A carência de material foi confirmada à época.

Em novembro de 2019, a situação agravou quando o Governo do Estado, por meio da Sesa, não contemplou o laboratório daquela unidade hospitalar na contratação de empresa para fornecer os materiais e insumos. Por conta disso, os exames não estão sendo feitos nas dependências do hospital, o que compromete a qualidade do diagnóstico clínico dos pacientes.

Além da ausência de exames laboratoriais, faltam no HCA e o Pronto Atendimento Infantil materiais como: agulhas; aventais cirúrgicos; bolsas coletoras; campo operatório; seringas; cateteres, drenos, equipos, dentre outros; além de diversos medicamentos como: amoxicilina, azitromicina, diazepan, dipirona, cloreto de potássio, entre tantos outros medicamentos e insumos essenciais para os atendimentos.

“Esses exames laboratoriais são essenciais para nortear o trabalho dos médicos. Tanto nas crianças e adolescentes, quanto no recém-nascido como na mãe, e não estão sendo realizados há meses. O contrato com a empresa e a Sesa findou e até o presente momento não há uma solução eficaz para o problema. Portanto, queremos que o Estado cumpra com sua responsabilidade de gestor dos serviços públicos e normalize o atendimento às crianças e mulheres”, comentou Fábia Nilci.

A Promotoria de Defesa da Saúde está agendando uma reunião com a secretaria para esclarecimentos e adoção de medidas urgentes.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Coordenação: Gilvana Santos
Texto: Elton Tavares
Contato: [email protected]