No dia 6 de setembro, rola “Tributo ao The Cure”, com a banda The Malk

Em 2018, o The Cure, a mais influente banda oitentista e a mais importante no cenário gótico/pós-punk, celebrou seus 40 anos de carreira. Para reverenciar a obra dos britânicos, a banda The Malk retorna aos palcos e apresenta, no dia 06 de setembro de 2019, a partir das 22h, no Bar do Vila, o “Tributo The Cure”. O show, com 36 músicas e 3h de duração, marca a volta do melhor grupo musical de rock cover que Macapá já teve.

A banda é formada por Adriano Joacy (guitarra e vocal), Rafael Queiroz (guitarra), Nilson Montoril (baixo), Cleyson Paiva (teclados) e Arley Costa (bateria e backing vocal). Eles estão bem ensaiados e com muita vontade de botar pra quebrar.

Sobre a The Malk

A The Malk é formada originalmente por Sandro Costa (“Sandro Malk”), nos vocais e guitarra; Rafael Queiroz (guitarra); Alexandre Lima (baixo) e Arley Costa (bateria). Os caras começaram a tocar em 2001, em uma feira de informática da então Faculdade Seama. Após essa apresentação, a banda recebeu convites para outras tocadas. O nome da banda é uma homenagem a Stephen Malkmus, um músico estadunidense fundador da banda americana de rock alternativo Pavement.

Logo no início, Rafael deixou a banda. Entraram Adriano Joacy (guitarra, teclados e backing vocal) e Nilson Montoril (que assumiu o baixo quando e Alexandre pegou a guitarra). O segundo a sair foi Alexandre. A The Malk seguiu como um quarteto por anos. A banda embalou muitas noites memoráveis em Macapá. Eles tocaram tocando (e lotaram) em locais como o Cana Café, o Butecno Café, a boate Etna, Liverpool Rock Bar e o bar Biroska.

O Nilson Montoril escreveu algumas canções, mas o projeto de música autoral da The Malk não foi em frente. A banda encerrou as atividades quando o Sandro Malk foi embora de Macapá, em 2006 pra morar em Curitiba (PR). Lá, o Sandro foi líder da banda “Bardot em Coma”, que, inclusive, gravou um CD. Hoje em dia, faz sucesso com a sua sensacional One sky two visions. Alexandre Lima mora em Itapipoca do Sul (CE), onde tem uma banda.

Os caras ensaiaram uma volta em 2011, tocaram na festa “Overdose anos 80/90” e “Rock in Rod’s”, mas por questões pessoais dos integrantes, o projeto não vingou.

The Cure – 2013 – São Paulo – Foto: Elton Tavares

Sobre o The Cure

O The Cure é formada por Robert Smith (voz e guitarra), Simon Gallup (baixo), Roger O’Donnell (teclados), Reeves Gabrels (guitarra) e Jason Cooper (bateria). A banda vendeu milhões de álbuns na carreira e influenciou diversos artistas que emergiram durante os 40 anos de sua trajetória.

Foto: Elton Tavares

Os ingleses do Cure estão em turnê pela Europa, celebrando os 40 anos, tocando na íntegra o disco Disintegration. O álbum é tido como o mais expressivo da banda britânica liderada pelo descabelado Robert Smith. Aliás, ele é único integrante da formação original do grupo, tem 60 anos de idade e 41 anos de Rock and Roll. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

Foto: Elton Tavares

Ao som dos britânicos, minha geração e a que vai antes de nós, fizeram muitas festas, noitadas, reuniões com amigos. As canções do The Cure estão na memória afetiva da maioria de nós, fãs de Rock. Portanto, queridos leitores que amam o bom e velho Rock and Roll, agendem o dia 6 de setembro de 2019. Será “Friday I’m in love” (numa sexta-feira, ô sorte!). Todos malkianos e curemaníacos estarão por lá! Prestigie, pois isso é rock n’roll!

Serviço:

Tributo ao The Cure, com a banda The Malk.
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, centro de Macapá.
Data: 06/09/2019
Hora: a partir das 22h

Elton Tavares, jornalista e fã do The Cure e da The Malk.
*Matéria fechada ao som de The Cure, claro.

Amigos & Inimigos- Crônica firmeza de Fernando Canto

images (3)

Crônica de Fernando Canto

Sempre tive muitos amigos: de infância, de escola, de bar, amigos que fiz no decorrer de uma vida cheia de altos e baixos e que sempre pude contar com eles nas horas que precisei. Não se têm amigos só para jogar conversa fora, brindar em uma comemoração ou para fazer (in)confidências, às vezes mentirosas e desnecessárias. Nesse caso sempre a amizade vai por água abaixo quando uma confidência é espalhaddownloada pelos sete cantos da cidade. Já tive “amigos” que supus serem Amigos, que ajudei pensando estar fazendo um bem, e que a ingratidão deles brotou como espinhosa árvore na lavoura que tentei cultivar.

Não falo de inimigos, pois como os ex-amigos, eles não merecem a minha ira. Apenas desprezo o que não quero prezar. Eles são meramente pontos obscuros de referência na encarnação de um
images (5)maniqueísmo torpe, trivial e vulgar. Amigo mesmo é para contar com ele na hora da necessidade, para se divertir, criar junto e imaginar um mundo melhor. Amigos bons nós desenhamos para que se tornem o modelo da nossa própria utopia.Luis_XVI_no_cadafalso

Talvez fosse desnecessário este preâmbulo para falar de gente que gostamos de graça e nem fosse conveniente registrar numa crônica o apreço que sentimos por certas pessoas que às vezes, por gestos naturais e descomprometidos, nem sabem a extensão do bem que fizeram a nós em determinados períodos de nossa história pessoal. É verdade que nesse caminhar encontramos amigos dos amigos que não são nossos amigos, mas que os toleramos por respeito à admiração pessoal ao amigo titular. Assim também é verdade que falseaArquivoExibirmos nossa conduta para não decepcioná-lo, embora acreditando que de falso em falso se chega ao cadafalso.

Machado de Assis dizia em “Ressurreição” que o tempo não conta para a amizade: “Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos”. Talvez o tempo seja o que conta para quebrar os obstáculos que surgem na vida. E dizem que muitas amizades rompidas, um dia voltando, passam a ser mais do que eram, independentemente das diferenças do passado. Voltam mais sólidas e mais maduras. E passam a ver que sempre existiu alguém interessado nesse rompimento. Coisas de novela, mas também coisas da vida.

images (4)Pessoas que estimamos passam por provações e se tornam sábias sem saber se são, ou pelo menos não demonstram isso. Há as que têm as almas simples e vivem num mundo aparentemente sofisticado. Mas as almas dos amigos muito se assemelham a casas: algumas delas são cheias de janelas abertas, onde corre ar puro e luz, outras são como prisões, fechadas e escuras, mas que merecem nossa consideração e respeito, porque a alma entende-se a si mesma e o amigo vale a afeição que fazemos valer por ele. Uma alma, mesmo fechada, sempre traz uma luz que pode nos iluminar antes de banhar-se a si própria.

BONS-AMIGOS-220x220Amigos têm defeitos e mazelas. Por essa imperfeição mútua é que normalmente amizades se atraem, bem como pela admiração recíproca de cada um no seu desempenho social. Uns moldam outros, outros se espelham em alguém. Porém, na amizade só não pode existir a incorporação da personalidade do amigo. Ela deve ser autêntica e eivada de respeito às idiossincrasias, inclusive pela solidão e ao silêncio do outro. Afinal somos seres em alteridades. Espíritos amigos voam na mesma direção da fonte original e bebem da mesma água fresca. Devem saciar sua sede bem antes que ela seja poluída pelos interesses pessoais de qualquer conspirador. A amizade só é possível pela oportunidade do encontro.rivais

Meu amigo R sempre diz que os inimigos são necessários, pois nos ajudam a refletir para que melhoremos. Não discordo, porque entendo que a vida é uma constante dialética. Mas não ando à caça de inimigos. Alguns cruzam meus caminhos em momentos que não criei. E, como não tenho um cemitério para enterrá-los como um certo personagem de Jorge Amado, eles que cavem suas próprias sepulturas e façam de suas mortes um renascimento.

13935093_1258145920905103_6672763556401222230_n
Eu e meu querido amigo, Fernando Canto. 03/08/2016

Projeto Sesc Amazônia das Artes: hoje rola o espetáculo poético musical “Miolo de pote em cantigas e versos”, com Lília Diniz (MA), no Sesc Araxá

Nesta segunda-feira (12), a partir das 20h, no Salão de Eventos do Sesc Araxá, rola o hoje rola o espetáculo poético musical “Miolo de pote em cantigas e versos”, com Lília Diniz (MA). A apresentação integra a programação da 12ª edição o Projeto Sesc Amazônia das Artes, iniciado no último dia 5. A será 1kg de alimento não-perecível e a classificação é livre.

Sobre a “Miolo de pote em cantigas e versos”

“Miolo de Pote em Cantiga de Versos” é um espetáculo poético musical com poemas e canções extraídas do segundo livro de poesias, publicado pela artista maranhense Lília Diniz, “Miolo de Pote da Cacimba de Beber”. O espetáculo consiste na interpretação dos poemas e cantigas pela atriz e poeta. Utilizando o floreio do toque do pandeiro e acompanhada pelos músicos Chico Nô (voz e violão) e Totó Sampaio (percussão), a artista em cena traz a feminilidade da mulher sertaneja. A poética do espetáculo é inspirada nos falares nordestinos, exercitando o diálogo com a cultura dos interiores brasileiros, pautado na divulgação e valorização da diversidade linguística do Brasil.

Projeto Sesc Amazônia das Artes 2019

O Projeto Sesc Amazônia das Artes, que encerrará no próximo dia 18 de agosto, é realizado nos espaços cênicos do Sesc Araxá e alguns espaços públicos de Macapá. O evento que agrega todas as linguagens artísticas como: teatro, dança, circo, música, literatura, cinema e ações formativas em música e teatro, visa contribuir na circulação e intercâmbio da produção cultural da região Amazônica.

Participam do projeto artistas dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – Estados que compõe a área que corresponde a Amazônia Legal – tendo ainda o Departamento Regional do Piauí como convidado, em virtude da identificação com o cenário social e cultural da região, e também sua proximidade geográfica.

Fomentando a realização de atividades de desenvolvimento artístico cultural e, contribuindo para a democratização do acesso aos bens culturais na forma de espetáculos, shows, exposições de obras de arte e exibição de filmes entre os estados que compõe a Amazônia Legal, o projeto consegue integrar na programação trabalhos locais, contribuindo com a realização do intercâmbio com os artistas em circulação, garantindo acessibilidade em pelo menos um espetáculo como forma de inclusão.

Confira a programação completa AQUI.

Serviço:

Espetáculo poético musical “Miolo de pote em cantigas e versos”, com Lília Diniz (MA)
Data: 12/08/2019 (hoje)
Local: Salão de Eventos/ Sesc Araxá Horário
Horário: 20h.
Investimento: 1kg de alimento não-perecível.
Classificação: Livre.

Com informações da assessoria de comunicação do Sesc.

Agosto Lilás: Seminário realizado no MP-AP marca Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Amapá

Esta segunda-feira, 12 de agosto, marca o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A data foi instituída pela Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), em 6 de julho de 2019, com a aprovação da Lei Nº 2404, e relembra a data em que a cabo da Polícia Militar (PM), Emily Monteiro, foi assassinada pelo ex-namorado. Para tratar as diversas formas de violência contra a mulher e caminhos para a prevenção, foi realizado um amplo seminário, hoje, no terraço da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, sede do Ministério Público do Amapá (MP-AP).

A programação, que contou com um ciclo de palestras, foi organizada pela Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência Contra a Mulher e Redução do Feminicídio da Alap, com apoio do pelo MP-AP, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e Governo do Estado (GEA).

A deputada estadual Cristina Almeida, presidente da Frente Parlamentar, iniciou o evento destacando o quanto o Brasil ainda é um país machista e misógino. “Somos um país violento e, enquanto não aceitarmos isso, teremos muitas dificuldades na luta contra o Feminicídio. Não podemos aceitar esse comportamento machista em pleno século 21”. A parlamentar acrescentou que será nomeada a primeira procuradora da Mulher da Alap. “É mais um avanço importante nessa luta, pois teremos ainda mais representatividade”.

Em seguida, a promotora de Justiça Alessandra Moro, titular da Promotoria de Justiça e de Defesa da Mulher do MP-AP, proferiu uma palestra sobre a Lei Maria da Penha e seus principais avanços.

“A Lei Maria da Penha, que neste mês completou 13 anos, trouxe mudanças significativas para a sociedade. Podemos destacar a aprovação da lei 13.104/2015, que incluiu a tipificação do crime de feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, o que representa um dos maiores avanços para a legislação brasileira, pois, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), 50 mil mulheres são assassinadas por ano no mundo todo por companheiros ou ex-companheiros, devido a sua condição de mulher”, explicou a promotora.

Alessandra Moro acrescentou que o relatório da ONU indica ainda que, em 2017, seis mulheres por hora foram vítimas de feminicídio. Por isso é tão importante a união de esforços institucionais e iniciativas como esta para que possamos alcançar resultados positivos na redução dessa violência em nosso estado”, manifestou.

Na segunda palestra, a deputada federal Aline Gurgel abordou a relevância do processo legislativo para a proteção das mulheres. “A Lei Maria Da Penha foi um divisor de águas e veio dar um norte às mulheres e homens. Quando não existia a lei do Feminicídio qualquer depoimento valia. Se entendermos os nossos direitos, saberemos nos defender e nos ajudar”.

Homenagem

Durante a programação, a mãe de Emily, senhora Aldineia Miranda, recebeu uma cópia da Lei Nº 2404/19 e falou para o grupo. “Eu tenho fé e esperança que essa lei venha para ajudar a evitar esse tipo de crime, além de ajudar outras mães a cuidarem de suas filhas. Eu não perdi a minha filha de forma natural, alguém tirou ela de mim. E a minha filha era uma mulher muito forte, era humana, confiava no companheiro e aconteceu que ele não pensou na vida dela. Vamos levantar essa bandeira, temos que ter força e lutar, para fazer justiça, não só pela minha filha, mas por todas as mulheres”, expressou.

Caso Emily

Em 12 de agosto de 2018, a jovem cabo PM Emily Karine de Monteiro, 30 anos, foi assassinada com quatro tiros, pelo ex-namorado, o também policial militar, Cássio Mangas. O bárbaro e covarde crime teve grande repercussão em todo o estado. Cássio está preso, mas ainda aguarda julgamento.

O MP-AP ofertou denúncia, em agosto de 2018, por homicídio quadruplamente qualificado: motivo torpe; uso de meio cruel; impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio. O acusado será levado a júri popular e, caso condenado, poderá cumprir pena de até 30 anos de prisão.

Um pouco mais sobre a Lei

Com a aprovação da Lei Nº 2404/19, além de instituir o Dia Estadual contra o Feminicídio, busca-se garantir o apoio institucional, em diferentes esferas do poder público, para o combate a esse crime e mobilização permanente da sociedade no enfrentamento à violência.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]
Com informações da Ascom Alap

Para melhor atender a população, Promotoria de Defesa do Consumidor passa a funcionar em novas instalações

A procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Ivana Lúcia Franco Cei, inaugurou, nesta sexta-feira (9), o prédio onde passa a funcionar a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon). O objetivo é dar comodidade ao cidadão e elevar os padrões da prestação de serviços à população. O novo espaço fica localizado na Rua Paraná, entre as Avenidas Raimundo Álvares da Costa e Procópio Rola.

Anteriormente, a Prodecon funcionava no Complexo Cidadão Zona Sul, unidade do Ministério Público situada na Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, no centro de Macapá. No novo endereço, o atendimento ao cidadão se dará no mesmo horário, de 8h às 14h.

De acordo com o titular da Prodecon, promotor de Justiça Luiz Marcos, o novo espaço aprimorará as atuações do órgão, pois as instalações serão ainda melhores para receber o cidadão.

“Estou feliz pela nova estrutura da Prodecon. Estamos com a expectativa de melhoria do desempenho de nossas atividades no atendimento ao cidadão. Com as novas instalações, nossa equipe terá condições de aprimorar a prestação de serviços à população. Agradeço à PGJ por proporcionar este avanço à Promotoria do Consumidor”, comentou o Luiz Marcos.

O secretário-geral do MP-AP, promotor de Justiça Paulo Celso, ressaltou que, mesmo com as limitações orçamentárias, a administração superior do MP-AP não tem medido esforços para apoiar todas as unidades do Ministério Público com o objetivo de melhorar os serviços prestados ao cidadão.

“Agradeço a equipe administrativa que não mediu esforços para podermos, hoje, inaugurar a Promotoria. Desejo sucesso ao promotor Luiz Marcos e sua equipe na realização de um excelente trabalho nesta unidade ministerial”, comentou o secretário-geral.

Em seu pronunciamento, a PGJ ressaltou a importância de um espaço adequado para a execução das atividades do MP-AP e comentou sobre os avanços em seus cinco meses de gestão, completados na última quinta-feira (8).

“A Prodecon merecia o seu próprio prédio, à exemplo das outras Promotorias especializadas, o número de atendimentos ao público é elevado. Ter um ambiente com condições de receber uma quantidade expressiva de pessoas é essencial para oferecer um serviço de qualidade”, frisou Ivana Cei.

“Ontem fizemos cinco meses de administração. Ao longo desse período, demos um pulo excepcional no setor tecnológico, conseguimos colocar a Ouvidoria no prédio do Araxá em um ambiente mais acessível, próximo da administração superior e foi dado suporte ao nosso Protocolo. Isso em pouco tempo. Seguiremos trabalhando com empenho”, finalizou a procuradora.

Sobre o novo espaço

O espaço passou por reforma e adaptação para que a equipe da Prodecon faça atendimentos à população com excelentes condições de trabalho e acolhimento do cidadão. O prédio conta com recepção, Gabinete, sala de reuniões, arquivo, banheiros femininos e masculinos, todos com acessibilidade, além de estacionamento interno.

Participaram do evento o assessor jurídico do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), Augusto Cardoso, diretores e servidores do MP-AP, além da equipe técnica da Prodecon.

SERVIÇO:

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

TRE/AP oferta curso básico de Libras para servidores

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AP) realiza no período de 13 de agosto a 26 de setembro o curso básico de Libras voltado para servidores do TRE, Ministério Público (MP), Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

As aulas acontecerão todas as terças e quintas-feiras das 14h às 18h no auditório da Escola Judiciária e terá carga horária de 60 horas/aula.

O curso é uma realização da comissão de acessibilidade e inclusão do TRE em parceria com a Unifap e visa contribuir com a formação profissional e pessoal dos servidores da justiça através da oferta de capacitações e encontros.

A capacitação será ministrada pelo instrutor Erick Renan de Souza Cohen Dias. Ele é acadêmico do curso de graduação Letras Libras Português, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), é monitor em projeto de Extensões Libras para a comunidade, promovido pela pró-reitoria de extensões a ações comunitárias, é membro do projeto de extensão Lingua Portuguesa como segunda língua para surdos (L2). Monitor do projeto de Extensão, Edição de Materiais Didáticos bilíngues para surdos. Tradutor e interprete do par linguístico Libras – Língua Portuguesa.

Libras

A capacitação tem como base a determinações legais e do Conselho Nacional de Justiça, visando dar continuidade ao Projeto “Votar Sem Barreiras” que tem como objetivo aprimorar o atendimento ao eleitor especialmente para as Eleições de 2020, além de promover o conhecimento da cultura e identidade surda a partir do ensino da Língua Brasileira de Sinais, fornecendo competências comunicativas, ampliando a difusão e interação da comunidade surda e a sociedade.

Serviço:

Fernanda Picanço
Assessoria de Comunicação
Contato: (96)2101-1504 (ramal 1504)/ (96)98406-5721

Mais de 100 mil pessoas passaram pela programação do Macapá Verão 2019

A programação do Macapá Verão 2019 encerrou com o projeto Estação Lunar, na noite desta quinta-feira, 1º de agosto. Na última noite, subiram ao palco Suíte Popular, com música instrumental e a participação especial da cantora Mayara Braga, que homenageou o cantor Nando, que faleceu no início desta semana e foi integrante do grupo Os Cometas; Grupo de Marabaixo do Quilombo do Curiaú Manoel Felipe; a dupla que há 35 anos cantam o Amapá e a Amazônia, Val Milhomem e Joãozinho Gomes; e Enrico Di Miceli, apresentando músicas conhecidas e o CD solo, que será lançado ainda este ano.

A penúltima atração da noite foi premiada com a cantora amapaense Patrícia Bastos. A conexão Amapá/Pará encerrou a programação com o grupo Trilogia, formado pela cantora amapaense Lucinha Bastos e os cantores paraenses Nilson Chaves e Marco Monteiro.

Odanete Conceição de Souza, auxiliar de administração, revelou que já está com saudades da Estação Lunar. “Uma pena que já está acabando, deveria ocorrer em todas as quintas-feiras do ano, mas estou feliz. Foi uma programação maravilhosa, os artistas e os organizadores estão de parabéns. Sou amapaense e me sinto orgulhosa de ver que os nossos artistas têm muitas coisas boas para mostrar e que estão sendo prestigiados e valorizados. Ano que vem estarei aqui mais uma vez”.

Sucesso de público

Com o fim do Macapá Verão 2019 nesta quinta, a Prefeitura de Macapá contabilizou o sucesso de público na programação. Foram mais de 100 mil veranistas que passaram pelos balneários, praças e distritos. A maioria se concentrou nas domingueiras e nas quintas-feiras da Estação Lunar.

Foram em média 25 mil pessoas pelo balneário da Fazendinha nos domingos do Macapá Verão, segundo a Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM). A festa foi sucesso de público, batendo recorde nas quintas-feiras, com quase 20 mil veranistas.

Este ano, a prefeitura fez uma grande operação antes e durante a programação. Todas as secretarias trabalharam com serviços nos locais dos eventos. Confira um resumo de tudo que rolou no Macapá Verão edição 2019.

Valorização dos artistas

Os 107 artistas regionais e da Guiana Francesa que passaram pelo palco do evento receberam o cachê logo após as apresentações, mediante apresentação da nota fiscal. A atitude da Prefeitura de Macapá é um compromisso que já vem de outros anos. A prática de respeito às atrações busca valorizar cantores, músicos, dançarinos e artistas plásticos.

Integração

As atrações deste ano integraram os mais variados gêneros musicais. Foram artistas do brega, samba, música regional, pagode, Marabaixo, axé, rock, hip-hop, poesia, dentre outros gêneros musicais. A diversidade é uma das prioridades da prefeitura para agregar todos os estilos na programação.

Distritos

As atividades do verão chegaram mais longe este ano. Além de palcos já consagrados como no balneário da Fazendinha, Mercado Central, Complexo do Araxá, Complexo Turístico do Jandiá, Curiaú, praças Floriano Peixoto, Veiga Cabral e da Bandeira, as programações chegaram também aos distritos do Carmo do Maruanum, Lontra da Pedreira, São Joaquim do Pacuí, Coração e Bailique.

Processed with VSCO with al5 preset

Atividades esportivas

Em todos os locais da programação do verão ocorreram atividades esportivas. Dentre elas destacam-se a capoeira, pilates, campeonato de slackline, danças circulares, ginástica, ciclismo, esportes radicais, vôlei, futsal, futlama, futebol de areia, vôlei para cadeirantes e muito mais.

Novidades

Além das estações já consagradas como o Rock e o Samba no Mercado Central, essa edição do Macapá Verão contou com a Estação Brega, Estação Poesia, Estação Nerd, e uma edição da Estação Lunar internacional – Amapá/Guiana Francesa. Vale lembrar, que a grande vedete deste ano foi a Prainha da Fazendinha, um espaço que foi todo limpo, estruturado e revitalizado, ganhando, inclusive, uma rampa de acessibilidade para os cadeirantes.

Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizou ações durante toda a programação do Macapá Verão. Foram mais de 10 mil camisinhas e gel lubrificante distribuídos. Além disso, profissionais prestaram informações de conscientização e educação sexual, e sobre os cuidados necessários para a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), com a distribuição de cartilhas informativas.

Patrocinadores

A Caixa Econômica Federal e o Governo Federal foram patrocinadores do Macapá Verão 2019. Além disso, o Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), na pessoa do secretário Evandro Milhomem, também patrocinou o grande evento. A programação recebeu o patrocínio do Banco do Brasil e Governo Federal.

Geração de renda

O Macapá Verão funciona como uma espécie de décimo terceiro para os empreendedores da Fazendinha e de outros balneários do município. Este ano, mais de 100 comerciantes, empreendedores, microempreendedores e empreendedores informais comercializaram alimentos e vestuário nos 13 pontos da programação.

Sustentabilidade

A educação ambiental esteve presente por meio do projeto Troca-Treco, executado pela Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (Semur). Nesta sétima edição, foram arrecadadas 18.904 garrafas PET e distribuídos 2.666 brinquedos durante os quatro domingos de julho no balneário da Fazendinha.

Serviços

Antes e durante a programação, todas as secretarias trabalharam. A Semur cuidou da limpeza em todos os balneários, praças e distritos, assim como a Secretaria de Iluminação Pública, que preparou os locais para a noite.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional e o Instituto Municipal de Turismo, organizou os empreendedores e comerciantes dos locais. A Vigilância Sanitária Municipal e a Secretaria de Meio Ambiente fiscalizaram a higienização do ambiente e dos empreendedores.

Já a Secretaria de Obras fez as reparações necessárias. A Fundação Municipal de Cultura, com todas as secretarias, Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer e Instituto de Turismo, organizou toda a programação.

A CTMac organizou o trânsito em parceria com Guarda Civil Municipal, que também ajudou na segurança. Houve serviços de todas as coordenadorias, secretarias, gabinete institucional, e parcerias com o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, Polícia Militar e Instituto de Defesa do Consumidor (Procon).

Macapá Verão 2019 fecha fazendo história, deixando saudades e criando expectativas para a próxima edição, que ocorrerá em julho de 2020.

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult
Fotos: Gabriel Flores / Jhenni Quaresma / Max Renê / Nayana Magalhães

Deputada Aldilene Souza participa de visita ao local onde será instalada uma delegacia no município de Itaubal

A deputada estadual Aldilene Souza (PPL) integrante da Frente Parlamentar de Combate a Violência Doméstica e Redução do Feminicidio da Assembleia Legislativa do Amapá, acompanhada do delegado geral de polícia do Estado, Uberlandio Gomes, juntamente com outras deputadas, participou da visita ao local onde será instalada uma delegacia no município de Itaubal. A comitiva foi recebida pelo prefeito, José Serafim e lideranças municipais. O novo espaço reforçará a segurança na comunidade.

Na ocasião, foram conhecidas as demandas locais e com base nisso, serão formuladas soluções em favor da população.

Segundo Aldilene, o evento também serviu para estreitar relações com o poder executivo municipal e profissionais ligados a instituições que trabalham com famílias de Itaubal. A ação visa reforçar o combate à violência doméstica.

“A futura delegacia de Polícia Civil será fundamental para o reforço da segurança e manutenção da paz em Itaubal. Além disso, será essencial no combate a violência doméstica e redução do feminicidio na região”, comentou a deputada Aldilene Souza.

Ainda em Itaubal ocorreu visita ao Conselho Tutelar, onde em conversa com as conselheiras tutelares foram receberam várias demandas relacionadas a juventude além de relatos sobre problemas familiares, uso e abuso de drogas por parte dos jovens, entre outras dificuldades encontradas pelo fato de disporem de uma delegacia de policia civil.

De acordo com a deputada Aldilene Souza, é essencial que o parlamentar saia do Gabinete e vá ao encontro da sociedade em qualquer parte do Amapá, pois somente ouvindo o cidadão é que as carências serão identificadas e enfrentadas.

“Viemos a Itaubal para reiterar nosso compromisso com o povo do Amapá, seja na capital ou no interior do Estado. A segurança pública é uma de nossas bandeiras, sobretudo o combate à violência doméstica e o feminicídio. Estou empenhada em defender a vida e garantir direitos das mulheres e da população como um todo.

Feminicídio

O crime está previsto no Código Penal (Art. 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal) com pena de reclusão de 12 a 30 anos para casos de feminicídio (homicídio contra a mulher, por sua condição de mulher).

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a cada duas horas uma mulher morre no Brasil vítima de violência. No Amapá, em 2018, a Delegacia de Crimes Contra Mulher (DCCM) registrou quase oito mil denúncias de violência doméstica.

A Lei do Feminicídio representa uma necessária ação afirmativa que favorece o romper com o silêncio das vítimas, denotando uma das estratégias mais efetivas na prevenção da morte de mulheres.

Assessoria de comunicação da deputada Aldilene Souza

Assessoria de comunicação da deputada Aldilene Souza

Poema de agora: Talheres Transparentes! – Luiz Jorge Ferreira

Talheres Transparentes!

Encontrei meus olhos do outro lado da mesa.
Mesa onde guardo um álbum de fotos, e escondido um caderno de receitas, inclusive um bolo de Tucumán-açu.
Guardo receitas do Sacaca, de infusões, para dor n’alma , e mandingas para desviar a saudade, do caminho até o coração.
Guardo a impressão digital do Coelho da Páscoa em uma saborosa Ceia de Natal, entre convidados ilustres,
os 3 Reis Magos, Papai Noel e o recém operado Saci Pererê.

Guardo sua mão acenando, e o desenho de mim, em suas costas, se afastando, e dando adeus.
Guardo a dança do ventre da princesa Zuleika, irmã gêmea de Alladin
Guardo com Alecrim e Cravo a montaria dos Reis Magos e o perdão dos dois ladrões.
Guardo o deslizar do dia la no horizonte entre as favelas dependuradas nos Morros do Rio de Janeiro.


Guardo a tristeza dos Cemitérios e a fé dos Cruzeiros que abrem seus braços, chamando os que estão embaixo de cruzes e rezas.
Guardo a torre da igreja e seu relógio atrasado e as nuvens passando carregadas de água e indo criar chuva no lago, oposto a seca terra do Nordeste.
Guardo os pés das Bailarinas e seus rodopios e suas finas silhuetas , sob a mesa, saciados, os obesos, e as lamparinas de chocolate.
Guardo comigo o vôo dos Pardais, e as decolagens de Generais, na Campanha da FEB.


Para que encontrar meus olhos, eu não ver não descolore a Rosa dos Ventos, para caminhar,eu só preciso me aproximar da saída.
Alegra-me a Música cantada na fala dos surdos, nas Libras dissonando em cada semi tom,
e alegra-me o chacoalhar do rabo das Serpentes, que me morde e mente dizendo que não dói.


Alegra- me o Paraíso onde eu deslizo meu corpo no sofá para atravessar descalço a cancela dos sonhos…
Bebo água…Bebo água…tomo Losartana…engulo Hidroclorotiazida…acredito que assim serei eterno…e se não tomar, não viverei para acordar.
Doutro lado da mesa, dois olhos depositados no chão. Eles estão me vendo, eu não os vejo mais.
Por isso escrevo poemas do avesso, do lado de fora para o lado de dentro,do lado esquerdo,para o lado estreito,rasgarei as páginas todas,em que risquei…


– Começo?
E embaralharei os parágrafos que desenhei…Para quê.
Por quê…e como.
Vejo a diagramação de Paris,vejo as Ferraris deslizando,e vejo um homem com um relógio Russo de Ouro, ele olha para a Torre Eiffel, e a Torre nem olha
para ele.


Pode ser que o sono que espero, atravesse o Canal da Mancha, atravesse a mancha de café com leite, seca, sobre a toalha da mesa,
e risque o vidro do relógio Russo de Ouro, mas eu continuo com os olhos doutro lado da mesa.

Sera que fui eu que sempre deixei os olhos do lado de lá da mesa, ou não existia mesa quando se criaram os olhos.

Luiz Jorge Ferreira

 

* Do livro de Poemas “Nunca mais vou sair de mim sem levar as Asas” – Rumo Editorial – São Paulo.

Mestre Nonato Leal tem songbook lançado nesta terça-feira, 30 de julho

O songbook com partituras instrumentais de autoria do músico Nonato Leal será lançado nesta terça-feira, 30, às 16h, na praça Floriano Peixoto. A obra é uma iniciativa da Prefeitura de Macapá, proposta na gestão do prefeito João Henrique, e que na atual gestão foi resgatado e atualizado. São dez partituras de músicas autorais, que eternizam o talento de Nonato Leal, que completou recentemente 92 anos. O songbook é traduzido para a língua inglesa e conta a história musical e de vida do mestre.

Raimundo Nonato Barros Leal nasceu no município paraense de Vigia, onde aos 8 anos iniciou com o pai sua trajetória musical. Ao completar 18 anos sabia tocar nada menos que violino, banjo, violão tenor, viola e bandolim, e antes dos 20 anos fez sua primeira composição, Tauaparanassu, quando seguiu para Belém onde fez parte do elenco da Rádio Clube do Pará e conquistou espaço em cadeia nacional no Rio de Janeiro, imitando o violonista Dilermano Reis. Passou pela Rádio Marajoara por onde percorreu o Pará com músicos e cantores da emissora.

Sua chegada em Macapá foi no ano de 1952, atendendo convite de seu irmão Oleno Leal, e logo entrou para a Rádio Difusora de Macapá. No ano seguinte se encantou com Paracy Leal, com quem casou e gerou seis filhos, sendo dois herdeiros do talento musical do pai, Venilton e Vanildon Leal. Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Waldick Soriano, João do Valle, Luiz Gonzaga, Agnaldo Rayol, foram alguns dos artistas que o mestre acompanhou. Participou de programas de Rádio no Ceará, e caiu no samba, compondo enredos para agremiações carnavalescas de Macapá.

Nonato Leal foi o primeiro professor de violão do antigo Conservatório de Música, e introduziu dezenas de alunos na arte musical. Deixou registrado suas composições em três CDs, dois produzidos pelo maestro Manoel Cordeiro, lamento Beduíno e Coração Popular, e um por Venilton Leal, com quem atuou na TV Tucuju o programa De Pai pra Filho. Sebastião Mont’Alverne, Amilar Brenha, Hernani Guedes, Aimirezinho, Manoel Cordeiro foram alguns músicos que dividiram palco com Nonato Leal.

Na gestão do prefeito Clécio Luiz o projeto Mestres da Música foi resgatado, e a intenção e executá-lo inteiro, com a produção dos songbooks de mais três músicos regionais, Amilar Brenha, Oscar Santos e Professor Tiago. Uma equipe de renome e experiente assumiu a condução do trabalho, formada pelos músicos Fernando Canto, Alan Gomes, Miguel Maus e Nelson Santos, e os colaboradores da PMM, Clícia Di Miceli e Sérgio Lemos. As fotos que ilustram a obra são de Henrique Silveira, Jelbes Lima, Max Renê e Nay Magalhães.

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação
Foto:Max Renê

Rima de sábados felizes! – Por Elder de Abreu

Foto: Francisco Benine

Por Elder de Abreu

Sábado é um dia de saudosismo para mim, pois me remete aos anos 90, quando éramos bastante felizes – não que não sejamos hoje. Lembro que todo sétimo dia semanal, costumávamos passar a manhã jogando bola em um campinho que ficava entre a paróquia de São Pedro e a escola estadual Zolito de Jesus Nunes, no antigo bairro das Comunicações, atual bairro do Beirol.

A felicidade era maior ainda quando chovia. O jogo era ainda mais gostoso. Ao final de pelo menos quatro horas de partida, regiamente ao meio dia, quando a broca batia ‘dicunforça’, encerrávamos as atividades, certos de que em casa teríamos um feijão com maxixe e charque adubado para encher o bucho e tirar uma pipira (soneca) até as 17h.

Porém, não íamos embora sem antes trepar no muro da escola para encerrar a bola de todos os sábados com chave de ouro. Não havíamos porque pular o muro para ir embora, pois havia um imenso buraco nele. O propósito era outro: atentar o vigilante da escola.

Mesmo após quatro intensas horas de futebol ainda tínhamos folego para encher o peito e, em couro, soltar a rima, em tom muito alto, que até a vizinhança da avenida Tupiniquins ouvia. Até hoje não sei quem inventou aquela rima irritante para os vigilantes.

“O galo canta
O macaco assovia
Pica de burro
No cu do vigia”.

Sempre terminava com o vigia dando uma carreira na gente. Era divertido demais. Hoje o campinho deu lugar a um bloco escolar infantil e uma quadra poliesportiva. Vida que segue!!

*Elder de Abreu é amapaense, jornalista e assessor de comunicação.

No Dia de Luta contra Hepatites Virais, prefeitura distribui preservativos em blitz educativa

Para celebrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, a Prefeitura de Macapá fez a distribuição de preservativos e material educativo contendo informações sobre a prevenção da doença, no balneário da Fazendinha. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, até o momento, 23 casos foram confirmados na capital.

Segundo o coordenador de ISTs, Cesar Melo, no mesmo período de 2018, foram registrados 36 casos confirmados da doença. Uma das causas da redução, segundo ele, é o aumento na oferta de testes rápidos, que são feitos em livre demanda em todas as Unidades Básicas de Saúde do município. “Para fazer o teste rápido, a pessoa não precisa de encaminhamento. Basta ir à unidade e solicitar o teste. Essa oferta em livre demanda, sem burocracia, acaba fazendo com que mais pessoas conheçam sua condição sorológica, rompendo precocemente a cadeia de transmissão”, explicou.

Todos os tipos de hepatite podem ser prevenidos. As hepatites B, C e D são evitadas por meio de preservativos, vacinação e o não compartilhamento de materiais perfurocortantes. As dos tipos A e E são evitadas com uso de água tratada, saneamento básico e higienização adequada dos alimentos. “É importante disseminar para a população as formas de evitar o contágio, bem como os tratamentos disponíveis na rede pública de saúde”, finalizou Melo.

Vacinação

É recomendada para jovens até 29 anos, em especial nas populações vulneráveis, e para profissionais de saúde. A vacina faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível em todas as salas de vacina da capital. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.

Jamile Moreira
Assessora de comunicação/Semsa
Contato: 99135-6508
Fotos: Gabriel Flores

Poema de agora: Don Juan da Amazônia – Lara Utzig (@cantigadeninar)

Don Juan da Amazônia

Engravida as virgens
Conquista sem parcimônia
O Boto nas margens…

Ameaça Boiúna
Cresce mais e mais
Rasteja e inunda
Cobra grande voraz!

Criatura que corre na mata
Com os pés ao contrário
Entidade da floresta nata
Curupira, Caipora!

Sereia que (en)canta no rio
Destruindo sem mágoa
Qualquer homem perde o brio
Iara, mãe d’água!

Assombração que pede tabaco
E apita na madrugada
Quer fumo no escuro opaco
Matinta Pereira, rasga-mortalha…

Mágico amuleto
Que concede pedidos
Presente predileto:
Muiraquitã, artefato querido.

Esse tronco que sobe o rio
Padeceu por amor
Madeira levada pelo vazio
Tarumã, índio sofredor…

Pássaro raro
De plumagem vermelha
Com um canto lendário…
Uirapuru incendeia!

Naiá se afogou
Apaixonada por Jaci
Estrela que virou flor
Vitória Régia boia feliz.

A floresta traz consigo
Riquezas de tradições
A Amazônia habita ainda

O imaginário dos corações…

Lara Utzig

Natanael na Janela – Conto cinematográfico de Fernando Canto

Conto de Fernando Canto

Cena 1

Ocorrera que os madeireiros haviam jogado uma espécie de veneno no rio da nossa comunidade e a gente se juntou para dar uma pisa neles porque todas as crianças adoeceram. Até mesmo nós, os mais velhos, acostumados a comer o que a floresta nos oferecia, já sentíamos fraqueza para labutar na roça.

Cena 2

Tinha gente de todo lado querendo nossas terras. Até parecia que valiam muito. Havia nove anos que a gente estava lá desbravando o lugar: cortando árvores gigantes, construindo pontes, criando pequenos animais, arando o cerrado e plantando mandioca para fazer farinha e vender na feira do produtor rural, na capital, para onde um caminhão nos levava todas as terças e quintas-feiras.

Os madeireiros invadiam a floresta para tirar as árvores mais valiosas e, não bastasse isso, chegaram os plantadores de soja, oferecendo uma insignificância pelos poucos hectares que tínhamos, mas que juntos faziam um latifúndio. A situação se agravava e a gente resistia como podia, porque as autoridades políticas que nos visitavam e diziam que iam nos proteger, sumiam. Nunca mais vinham na comunidade. Uma vez ou outra mandavam recados pelos seus cabos eleitorais com uns jornalecos onde contavam suas bravatas e lorotas.

Certo dia, na reunião do Centro Comunitário, alguém avisou que uns homens armados estavam nos cercando para nos amedrontar. E só deu tempo para a gente se abaixar e ver o Natanael, que se escorava na janela, levar um balaço no olho direito.

– Foi pá… Merda! Ele caiu estirado quando eu corri para pegar minha 12 e revidar. Acertei o motorista do jipe no braço, mas eles atiraram em minha direção e fugiram, anunciando que voltariam para completar o serviço. Eram pistoleiros contratados pelos madeireiros que queriam nos expulsar à força do lugar.

Cena 3

Uma rasga-mortalha sobrevoou nossas casas nessa noite. O Comissário Policial do Distrito soube da ocorrência e estava no velório para garantir a segurança. Mas ele me pareceu tremer de medo quando o pássaro agourento flechou o céu em busca de alimento na sua caçada noturna.

Seu Antônio da Luz rezava o terço de encomendação das almas e a gente respondia os pais-nossos e as ave-marias, olhando o desespero indisfarçável da viúva, agarrada a seus filhos e envolvida em um véu preto, na nossa capelinha de São Joaquim Lavrador.

Cena 4

Aqueles homens estavam à espreita, a gente sentia isso. O Comissário mandou seus dois ajudantes ficarem do lado de fora do velório e avisar se algo estranho estivesse acontecendo. Apesar de tudo a gente não se sentia seguro. Por causa disso eu já havia mandado minha família e outras mulheres e crianças para a minha casa do forno de farinha, bem longe da comunidade.

Ouvimos tiros lá fora. Todos os que tinham arma de fogo se prepararam para o confronto. O Comissário tremia porque não conseguia avistar seus auxiliares. A situação ficou tensa quando uma voz de mulher disse no megafone.

– Saiam daí. A gente só quer o Baixinho da Farinha.

Eles se referiam a mim. Sabiam da minha fama de valente, da minha luta como líder comunitário e da minha pontaria com a espingarda. E atiraram com rifles mais duas vezes em direção de onde estávamos abrigados. O comissário começava a lagrimar. A mulher pediu de novo que eu me entregasse. Pedi que parassem de atirar e deixassem os comunitários em paz. Qual nada! Continuaram atirando. Pensei em algo e disse que me entregava, mas o policial ficara desnorteado e de súbito tomou a decisão de fugir pela porta dos fundos. Uma bala veio como um raio da escuridão e atingiu a barriga dele. Estávamos mesmo cercados.

Cena 5

Os comunitários demonstravam medo, porém se seguravam nas suas armas de caça.

– Vai ser um massacre, falei. Ou a gente se entrega ou confronta os assassinos.

Uma língua de luz, seguido de um trovão rolando no teto do céu escuro, parecia preconizar uma tragédia. Deu malmente para ver que eram quatro ou cinco silhuetas perto do jipe estacionado ao lado do Centro Comunitário. Todas armadas, inclusive a da mulher do megafone, que deveria ser a chefe dos pistoleiros.

Eu chamei meus amigos e expliquei:

– Eles estão na vantagem com suas armas modernas. Nós somos poucos e só temos espingardas. O Zeca, ali, só tem uma daquelas antigas punheteiras. Só dá pra dar um tiro, disse, subestimando a arma do amigo, mas ninguém riu.

– A gente faz o quê? Perguntou o Davi.

– Temos que proteger as nossas mulheres e filhos.

Chamei, então, o seu Antônio da Cruz e mandei ele puxar uma ladainha bem alto. O plano era fazer os caras armados se aproximarem com cautela, pois sabiam que estávamos armados, mas que em uma negociação a gente se entregaria sem que fosse necessário derramar mais sangue. Entretanto, havíamos acertado vingar o Natanael.

Cena 6

Seu Antônio começou:

– Regina Angelorum.

E a gente respondia alteando a voz:

– Ora pro nobis.

– Regina Patriarcarium

– Ora pro nobis

– Regina Sacratíssimo Rosarium

– Ora pro nobis

No Quarto Ora pro nobis abrimos a janela e jogamos o corpo de Natanael. Foi o tempo de ouvirmos o barulho dos disparos. Uns comunitários saíram por trás da capela e outros pela frente, comigo, atirando. O confronto foi muito rápido. O Zeca matou um dos bandidos com a punheteira velha e se estatelou no chão com um balaço no coração disparado pela mulher. Eu atirei na cabeça dela. O assassino que estava atrás da capela sangrou até morrer com o chumbo na veia jugular da velha parabellum do Marcelino. Os outros dois foram surpreendidos e mortos pelo Comissário de Polícia, que conseguira rastejar, ferido, até a pocilga e de lá ao Centro Comunitário. Com esforço e graças a um clarão de raio os acertou quando viu o ataque. Seus ajudantes jaziam de olhos abertos num curral de cabras.

O corpo do defunto Natanael levou dez tiros no desvio de atenção que provocamos. Seu semblante pálido e cheio de buracos parecia debochar dos assassinos.

Estava prestes a amanhecer quando o grito desesperado da rasga-mortalha cruzou o céu, voltando para o ninho com a presa nas garras. O Comissário ouviu seu canto ameaçador e tremeu de novo ao entrar no carro para avisar do acontecido às autoridades da capital.

Cena 7

Ninguém esperou mais nada. De ninguém. Enterramos nossos mortos sem nenhum ritual religioso, e deixamos os corpos dos assassinos no mato para serem devorados pelos bichos selvagens. Era abril e a cerração se dissipava lentamente nas veredas dos buritizeiros.

À noite, cansados, mas insones, ouvimos os gritos fúnebres das rasga-mortalhas se intensificarem. Eram muitas. Voavam raso sobre nossas casas, indo e voltando, indo e voltando, anunciando o caos debaixo do céu sem estrelas.