Companhia Nu Escuro chega ao Amapá para oficina e apresentações teatrais

O Projeto “Dentro e Fuera” promove duas sessões do espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras” e uma oficina de Musicalidade Teatral no CEU das Artes da zona norte de Macapá.

Com 26 anos de trajetória, a Cia Nu Escuro (GO) chega a Macapá para mais uma etapa do projeto de circulação que inclui o Amapá, Roraima e Alagoas, além da Paraíba e Pará. Em Macapá, a Companhia se apresenta no CEU das Artes, no bairro Infraero 2, a programação se inicia na quarta-feira (6) com a Oficina Musicalidade Teatral – no teatro de bonecos. Já na quinta (07) e sexta-feira (08) é apresentado o espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”, sempre às 19h.

Após dois anos desenvolvendo ações virtuais em decorrência da pandemia, a Cia de Teatro Nu Escuro volta aos palcos e praças com o sentimento de reestreia do trabalho do grupo. Para os artistas, a circulação presencial é a realização de um sonho, por poderem relatar em suas histórias que se apresentaram em todas as capitais brasileiras, pois no roteiro desta circulação além de retornar a cidades que a Cia já esteve, ela irá se apresentar nas três capitais, Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Maceió (AL), onde ainda não haviam se apresentado, além de buscar abrir uma ponte com a América Latina com apresentações em duas cidades na Argentina.

A Oficina “Musicalidade Teatral”

Ministrada por Izabela Nascente, a oficina é direcionada a pessoas interessadas em conhecer a musicalidade voltada para o teatro de bonecos e para a compreensão da música como dramaturgia no teatro de animação. Com duração de três horas, a atividade é uma vivência técnica sobre animação e manipulação de formas animadas.

“Nosso objetivo é ver os aspectos da musicalidade no teatro de animação. Nela trataremos de assuntos como ritmo de fala, corpo e materialidade; música como dramaturgia, pulsação, foco bem como discutir os processos composicionais de uma cena com bonecos e objetos”, complementa a atriz Izabela Nascente.

O espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”

Estreada em 2004, a peça conta a história de Pathelin, um advogado vigarista que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, mas se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo.

Inspirada na peça medieval francesa “A Farsa do Advogado Pathelin”, a montagem recebe influências dos cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira, destaca Hélio Fróes, diretor da peça.

Através da circulação, o grupo visa consolidar o diálogo estético, através da troca de experiência e de técnicas cênicas entre os grupos teatrais das cidades visitadas e principalmente com a plateia presente. Este projeto foi contemplado no edital do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás (2017) e apoiado pela Prefeitura Municipal de Macapá através da Fundação Municipal de Cultura e CEU das Artes, todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Serviço:

Projeto: “Dentro e Fuera”
Oficina: “Musicalidade no Teatral – no teatro de bonecos”
Data: 6 de julho, 18h às 21h, aos inscritos previamente.
Local: CEU das Artes (Infraero 2).
Inscrição: https://forms.gle/Aw3aJtwGspSEaZ658
Espetáculo: O Cabra que Matou as Cabras
Data: 07 e 08 de julho, às 19h.
Local: CEU das Artes (Infraero 2).

Ficha Técnica:

Direção e Dramaturgia: Hélio Fróes
Elenco: Abilio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim
Direção Musical: Sergio Pato
Preparação Vocal: Abilio Carrascal
Coreografias: Lázaro Tuim
Cenografia: Mara Nunes e Hélio Fróes
Figurinos e Bonecos: Izabela Nascente
Direção de Produção: Lázaro Tuim

Produção Local e Assessoria de Comunicação (AP)
Paulo Rocha 96 98412-4600

Remo x Paysandu, a serviço do inexplicável – Crônica porreta de Marcelo Guido sobre o clássico que rolou ontem

Foto: O Liberal

Crônica porreta de Marcelo Guido

O princípio de tudo antes do nada.

Em mais um domingo, Belém do Pará e toda a região norte viveram mais uma página deste épico confronto.

Lobos e Leões travaram dentro das quatro linhas mais uma batalha em busca da vitória sobre o maior rival, e nem a Santíssima Virgem Maria, a mãe da Amazônia arriscaria um palpite de quem sairá vencedor.

Remo x Paysandu é mais que jogo para se ver, é algo para se sentir, se viver. Uma experiência única que colocaria a tremer o mais puro e sádico hooligan inglês. O gramado seja de qual estádio, é verde e abençoado pelo sangue cabano que corre nas veias de 22 homens. Belém a dita e bem nomeada cidade das mangueiras se divide. E as duas torcidas apaixonadas deleitam se no mais puro espetáculo de adoração por seus pavilhões.

A magia envolvida no “clássico Rei da Amazônia” é impossível de ser explicada, a rivalidade dividida pela Almirante Barroso parece enaltecer e criar vida como verdadeira lenda amazônica.

Não existe favorito, não importa a colocação de ambos não importa nada, RE x PA é intransponível a razão humana, é puro sentimento. O azul do céu contra o azul do mar, um espetáculo escuso quase que pornográfico para quem gosta de futebol.

Não me venha com “Grenal ou Flaflu”, aqui não importa, é vontade sobre a categoria é força sobre a técnica e o mais puro sentido da raça dentro de campo.

Rogerinho profanando o leão, Biro Biro derrubando os muros e assim vai se construindo o clássico, com heróis e vilões prontos a escrever mais uma vez a história. Onde o Mangueirão vibra junto e balança acompanhando a vibração.

De ídolos eternos de cada lado, como Cacaio e Artur ou dos dois Lados como Edil, ou tendo Dadá, o Maravilha, trajando o manto bicolor e um certo Bira vestindo azul, de Hélio a Alcino, ninguém ousaria dizer o resultado.

Mais um clássico no Baenão e o resultado terminou igual | Irene Almeida / Diário do Pará

Seja o maior tabu do mundo para um lado (33 jogos), ou o inesquecível 7×0 para o outro, os dois são face da mesma moeda.

Um inesquecível caso de amor que no domingo de ontem tomou conta do coração.

O maior Clássico do mundo acabou 2×2. Salve o Re X Pa, criado pelos deuses da bola para fazer sorrir e chorar, se tivesse um vencedor, que fosse o melhor, mas como dizem ao apito do árbitro, foram no mínimo 90 minutos onde o tempo e o espaço estavam a serviço do inexplicável.

*Marcelo Guido é Jornalista, pai da Lanna e do Bento e maridão da Bia.

Estatuto do Boêmio do Bar do Abreu – Crônica de Renivaldo Costa – @renivaldo_costa

Caricatura do artista plástico Wagner Ribeiro

Crônica de Renivaldo Costa

Aprendi a ser boêmio com o Fernando Canto. Grande escritor, frequentador inveterado do Bar do Abreu e amante ativo da boa boemia (segundo Houaiss “boêmia” e “boemia”, estão certos, optei pelo segundo por uma questão de pronúncia), ele me fez entender seus fundamentos e princípios mais primitivos.

Quem me conhece um pouco sabe que qualquer hora da noite é uma boa hora pra me chamar pra uma conversa no Bar do Abreu. Sempre que posso, ou seja, quase todo dia, procuro exercer, essa que acredito ser minha verdadeira vocação.

Antigo Bar do Abreu da Avenida Fab – Foto: O Canto da Amazônia

O papo de uma mesa boêmia nunca tem função ou um objetivo claro. Nunca é totalmente concordado e nunca absolutamente negado. Sempre existem espaços pra novos comentários, desde que não sejam definitivos. O verdadeiro papo boêmio pode ser aparentemente banal e repetitivo (aos olhos de um amador).

Qualquer um que entenda muito de um assunto a ponto de esgotá-lo deve ser evitado numa boa mesa, assim como aquele que não se interessa por um assunto que não domina. Tudo interessa a todos sempre, mas nada chega a ser resolvido.

A boemia levada a sério pouco se lembra da boemia imaginada por aí. O combustível principal e verdadeiro de um boêmio de verdade é uma boa conversa. Este é o único requisito para que 8 horas passem como se fossem 5 minutos e ainda pareçam muito pouco.

Uma bebida alcoólica pode ajudar esse papo a funcionar melhor, mas, não se engane, para ser um bom boêmio você tem duas opções : 1 – beber responsavelmente, 2 – não beber. Explico:

Pessoas que não sabem beber, que passam da conta, que ficam bêbadas, de fato, não conversam. Elas falam (sozinhas), gritam, choram, balbuciam, abraçam, expelem fluídos, produzem ruídos, enfim, estragam sua própria noite fazendo qualquer coisa que esteja bem longe de um bom papo.

Segundo o Fernando Canto, um boêmio convicto tem que estar preparado pra enfrentar tantas noites quantas tais for convocado. Mesmo que sejam na seqüência, mesmo que sejam no dia de trabalho.

Diferencio um boêmio de uma fraude qualquer ao escutar uma frase como “hoje eu vou curtir muito a noite”. Essa frase me soa tão absurda como “agora vou curtir essa respirada”. Quem sai “pra curtir a noite”, não pode trabalhar no dia seguinte, vai ficar com ressaca, dor de cabeça, peso na consciência e etc.

Toda noite é digna de uma “curtição” e portanto, pode ser curtida. Triste é aquele que espera a sexta-feira pra isso.

Carnaval do Abreu da Fab, em 2016. Foto: arquivo pessoal de Elton Tavares

Para se aproveitar a noite como um profissional da boemia basta apenas que escureça, e daí por diante, amigo, a vida fica bem mais fácil. Concorda ?

Não.

Ótimo! Então puxe a cadeira, pede um “qualquer coisa” e seja bem-vindo ao Bar do Abreu. Temos muito o que conversar e a noite está apenas começando.

Grupo de Teatro amapaense faz intercâmbio cultural na Paraíba

A Cia. Teatro do Riso do Amapá fará, através do espetáculo ESPELHOS, intercâmbio cultural com um dos maiores grupos em referência teatral da Paraiba, a Cia. Oxênte de Atividades Culturais, com uma longa estrada de conquistas e reconhecimentos pelas grandes produções em 39 anos de experiências pelo país. No período de 5 a 11 de julho do corrente ano, na cidade de João Pessoa/PB, as duas Companhias se encontrarão para uma conexão de atividades culturais. Na programação a Cia. Oxênte apresentará o espetáculo solo MARIA’S, com dramaturgia e direção de Antonio Deol, tendo em cena a consagrada atriz Mônica Macedo; ensaio fechado da nova produção FORMIGAS BEBEM ABSINTO NO ARMAZÉM DO CAOS, uma obra que fala da dinâmica da vida social que pode ser vista através de elementos da teoria do caos, tendo como dramaturgo o renomado artista Everaldo Vasconcelos e como diretor o pernambucano de longa trajetória nas artes cênicas e reconhecido nacionalmente Jose Manoel Sobrinho. Ainda na programação teremos rodas de conversas e encontros de conexão cultural (Caçuá de Memórias). A Cia. Teatro do Riso do Amapá, apresentará o espetáculo ESPELHOS em duas sessões no Teatro universitário Lima Penante, participará de oficinas, rodas de conversas e intercâmbio de muitas trocas com a renomada Cia. Oxênte.

Segundo Genário Dunas, que assina a direção do espetáculo amapaense ESPELHOS, afirma que aportar em outras terras com o teatro amapaense é uma oportunidade ímpar de trocas e de conhecimentos culturais. Quem produz teatro, precisa pensar em ultrapassar fronteiras e conquistar novos territórios. Criar conexões, abraçar novas ideias e falar do teatro amapaense fora de nossa zona de conforto, é pensar em novas possibilidades de futuro. A Cia Oxênte da Paraiba tem uma longa trajetória em montagens com o universo feminino, a exemplo dos espetáculos: Jogo das Máscaras, Paió de Fogo, As Mulheres de Lourdes, Redemunho, Maria’s, Anáguas, Girandei, A noiva que botou o noivo na justiça, etc. Será um encontro de investimentos para o fazer teatral dos artistas amapaenses em trânsito.

O convite do intercambio deve-se a dramaturgia do espetáculo ESPELHOS, a mais nova produção da Cia. Teatro do Riso, que em suas encenações em solo amapaense, já conquistou o olhar mais atencioso do público, pela provocação da temática envolvendo as mulheres e seus legados. É um trabalho centrado nas interpretações das atrizes: Rechene Amim, Roberta Picanço, Tina Araújo e Solange Simit, que usando de fragmentos de suas trajetórias de vida e apropriando-se do biodrama, trazem para a cena histórias vividas de seus mundos. As atrizes/personagens relatam em narrativas suas memórias, convocando o público a refletir, compreender e trocar experiências, numa relação olho a olho. Através de seus conflitos, já superados, no jogo dos retrovisores da vida, principiando pela infância até os dias de hoje, os rastros (hoje dramaturgia) vão revelando-se nas questões afetivas, amorosas, familiares, de mulheres empoderadas dispostas a usar palavras e registros de suas histórias numa perspectiva de abraçar mais mulheres e ecoar mais os discursos.

FICHA TECNICA do espetáculo ESPELHOS

ELENCO: Rechene Amim, Roberta Picanço, Tina Araújo e Solange Simit.
Musica de acolhimento “TODA MULHER” – Composição de Genário
Execução de sonoplastia: Airton Silva
Figurinos e adereços: O Grupo
Fotografia: Luke Araújo
Design: Lucas Costa
Conscientização Corporal e Coreografia: Rafael Nunes
Captação de voz e estúdio: Aron Miranda
Musica Final: EU SOU DO NORTE – composição de Fineias Nelluty – interpretação de Brenda Melo.
Dramaturgia Coletiva: o grupo
Codireção: Paulo Alfaia
Estudo dramatúrgico e Direção Geral – Genário Dunas

Assessoria de comunicação

Torcer pro Flamengo – Crônica porreta de Marcelo Guido (que é vascaíno)

Crônica porreta de Marcelo Guido

Torcer pro Flamengo é levar no peito a honra da alcunha de ser, ser Flamenguista.

É encarar a vida, os fatos , labutas e desafios com sorriso largo no rosto sabendo que nasceu para vencer e que a vitória é algo que está à espera.

O flamenguista está do lado de Ziraldo, Benjor, Bussunda e Fernando Canto e chamar o maior palco do futebol de casa.

Tem o seu próprio maestro, Junior, não veste camisa , tem o Manto e não tem ídolo tem uma entidade: Zico.

Leva o sentido da vida a outro Patamar e ver o tremular do panteão Rubro Negro como uma chamada para mais uma grande conquista.

O Flamenguista, sabe que tem a conquista como destino, pois acredita mais que ninguém que “deixaram o Flamengo passar”.

Torcer pro Flamengo é enlouquecer nos clássicos, é fazer parte de uma grande “Nação” dentro do Brasil, é ter um motivo sempre para acreditar que a vitória por mérito é sua e que suas lágrimas e suor nunca serão em vão.

É trazer o mundo para a Gávea, com Nunes, Adílio e Andrade. É ver nascer Dida, Evaristo e muitos outros gênios da bola.

O flamenguista encara todos os desafios como Anselmo em um só soco e sai a sorrir como o galinho e não a ventos cortantes que fazem o calar.

É acordar e ter a certeza que deve ser uma merda não ser Flamengo, e transcender o litígio do físico explicável e saber que vive uma paixão sem fim.

O flamenguista é fiel ao clube que leva no peito e na raça, é cobra coral papagaio vintém é vestir rubro negro e saber que não para ninguém.

É transformar os FlaxFlus da vida em um verdadeiro “Ai Jesus” e sair vencedor.

Saber que foi batizado sob as bênçãos do machado de São Judas Tadeu e que nenhum contraposto, imprevisto ou desilusão será maior.

É torcer junto com Adriano, o Imperador e sentir Pet na bola parada.

Torcer para Flamengo, é saber que uma vez Flamengo sempre Flamengo, ei de ser, sentir viver sempre, por toda a eternidade até depois da morte.

Torcer para o Flamengo, enfim, é ter a felicidade como amiga constante, a grandeza como realidade e a força para vencer correndo por veias pulsantes de sangue, realizações e inúmeros grandes feitos.

Texto dedicado ao Lênio Mont’Alverne , Sal Lima , Danilo Lemos, Elder de Abreu e aos meus grandes irmãos da vida Elton e Emerson Tavares.

*Marcelo Guido é Jornalista, pai da Lanna e do Bento e maridão da Bia, além de vascaíno.

Jornalista Daniel Alves gira a roda da vida. Feliz aniversário, Dan! – @danalvesjor

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Quem gira a roda da vida neste segundo dia de julho é o jornalista Daniel Alves. Um cara porreta e por isso lhe rendo homenagem.

Gosto demais desse figura. O cara é ator, cantor, palhaço, diretor de teatro, roteirista (autor do Espetáculo Rimancete), escritor, assessor de comunicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Amapá (Senar-AR/AP), fotógrafo, poeta, jornalista, militante da cultura, além de filho, marido e irmão amoroso. Além disso, é colaborador deste site.

Gabo-me que o Dan foi meu estagiário na época que fui da comunicação do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá e cobriu comigo duas eleições e incontáveis eventos. Sempre digo e repito: nossa amizade foi construída no perrengue e na brodagem. Ele já é um grande jornalista e o melhor “foca” (jornalista iniciante) com quem trabalhei. Ah, ele também foi estagiário da minha amiga Bernadeth Farias na comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá, mas me confessou que fui o chefe mais legal que ele teve (risos).

Também escreveu para o De Rocha e fez o projeto do meu primeiro livro. Além de trabalhador, ele é competente, responsável e uma pessoa da minha confiança. Qualidades difíceis de encontrar, acreditem. Mesmo com essa época repleta de notícias ruins, fico feliz pelo natalício deste nobre amigo.É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”. Daniel Alves é uma dessas pessoas.

Daniel, mano velho, “tu saaaabes”, gordão aqui dá valor no senhor. Que sigas pisando firme em busca dos teus sonhos. Torço para que consigas alcançar teus objetivos e que sejas sempre feliz. E que a Força sempre esteja contigo. Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, próspero e que tenhas sempre saúde e sucesso junto dos teus amores. Saúde, sucesso e sabedoria sempre!

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

MP-AP recebe visita institucional do comandante do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil

Na última sexta-feira (1), a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Ivana Cei, recebeu, na Procuradoria Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, a visita institucional do comandante do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil, vice-almirante Edgar Barbosa, e do chefe do Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, contra-almirante Carlos Roberto.O objetivo do encontro foi estreitar os laços institucionais e dar seguimento nas parcerias entre os dois órgãos em prol da sociedade.

O encontro também contou com a participação do chefe de Gabinete da PGJ, promotor de Justiça João Furlan; o presidente da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) do Amapá, Glauco Cei; capitão dos Portos do Amapá, Kaysel Ribeiro; capitão dos Portos do Amapá nomeado, João Reis; os assistentes, capitão de corveta Gabriel Barbosa e capitão-tenente Wesley Silva; e o sargento escrevente Marcos Assis.

Honrarias

A PGJ, Ivana cei, fez a entrega da Medalha dos 30 Anos do MP-AP – que tem como símbolo a árvore Samaúma, que simboliza força, imponência, comunicação, longevidade e a região amazônica – ao vice-almirante Edgar Barbosa e ao contra-almirante Carlos Roberto, em agradecimento aos serviços prestados e pela parceria entre os órgãos ao longo dos anos.

Na oportunidade, o comandante do 4º Distrito Naval homenageou a procuradora-geral de Justiça do MP-AP com uma moeda de representação do Distrito Naval e um livro. O chefe de Gabinete da PGJ, promotor de Justiça João Furlan, e o presidente da Soamar, Glauco Cei, também receberam a honraria de representação.

Missão da Marinha no Amapá

O órgão tem o objetivo de fazer cumprir a legislação, os atos e normas, nacionais e internacionais que regulam os tráfegos marítimos, além de fiscalizar os serviços de praticagem; realizar inspeções navais e vistorias; instaurar e conduzir Inquéritos Administrativos sobre Fatos e Acidentes da Navegação; dentre outros, para garantir a defesa nacional, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica.

A PGJ do MP-AP ressaltou a importância da Marinha no Amapá pelos relevantes serviços prestados.

“A presença da Marinha do Brasil é muito importante para estruturar uma base de operações que permita a plena atuação estratégica no Extremo Norte do país. Além de auxiliar a restringir a ocorrência de delitos transfronteiriços como contrabando, mineração ilegal, narcotráfico, tráfico de armas, tráfico de pessoas e tráfico de recursos naturais, eles possuem um trabalho maravilhoso levando saúde e cidadania para as comunidades ribeirinhas. Sua atuação é muito importante no Amapá. Nós do MP-AP estamos à disposição para auxiliar no que for possível”, afirmou Ivana Cei.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Gilvana Santos
Texto: Fernanda Miranda e Ana Beatriz Peres
Núcleo de Imprensa
E-mail: [email protected]

O triste fim do estigma do “Velho Sábio” – Crônica de Marcelo Guido

Crônica de Marcelo Guido

Escutamos a vida toda que cabelos brancos e rugas são sinônimos de experiência, conhecimento e benevolência, o tempo é o melhor professor. As experiências já vividas e dão o crédito necessário para que o velho se torne sábio, sim cabelos brancos outrora já foram o sinal de mais puro respeito.

Não devemos deixar para trás todos os ensinamentos adquiridos por palavras que são passadas por aqueles mais velhos e antes de tudo que devemos a partir de agora não dar  mais atenção ou respeito, eles merecem e muito.

Mas os tempos negros que vivemos, tem dado uma certa nova forma para o que estou dizendo, a nova era da falta de informação, preconceito fazem que os nossos bons velhinhos se tornem soldados, manipulados pela falta de informação e caráter de quem com certeza esta ganhando um verdadeiro “rio de dinheiro” espalhando mentiras e criando um verdadeiro rebanho ( relação com gado, não é coincidência) de velhos rebugentos, desenformados e desculpem a franqueza: Burros.

Putz, quantas vezes já tive que conversar e explicar para pessoas mais velhas e queridas que Joe Biden não é comunista ou que nunca vivemos sob um regime comunista, que nenhum universitário sai da faculdade querendo montar uma comuna ou coisa parecida.

Que não teve aula de “fumar maconha” nas universidades federais ou que teve ditadura militar sim no Brasil, e que seria um atraso que esses tempos voltassem, que não existe um plano internacional que prega a anexação do Brasil pela Venezuela ou que a esquerda brasileira vai legalizar a pedofilia.

Sendo pior, dizer que Michele Obama não é travesti (e se fosse, seria problema dela e do marido), ou que não o Ministro Barroso não esta envolvido nos ataques do João de Deus a mulheres que procuravam a casa Dom Inácio em Goiás.

Pior, que a vacina não vai colar um shipp chinês dentro da gente ou explicar que o imunizante não vai te impedir de pegar a doença, mas sim abrandar os sintomas no caso de uma infecção, que não existe nenhum tratamento que retire “todas as vacinas do corpo que tu já tomou na vida”, e que nenhuma vacina ofertada pelo governo vai mudar teu DNA e que a pandemia não se combate com remédio pra verme, vitamina C e mato.

Que armar a população só aumentaria os crimes de morte violenta, e que pena de morte não resolveu problema da violência em nenhum lugar do mundo, que Marcelo Freixo não mandou matar Marielle e Anderson, muito menos Lula fora mandante do assassinato de Celso Daniel.

Que o casamento gay existe, que o Bolsonaro não apresentou “cartilha de doutrinação para crianças” no Jornal Nacional, que famigerada “Mamadeira de Piroca” só pode ter saído de uma mente doentia.

Que um tal Zé Trovão não vai caminhar de São Paulo a Brasília e tomar o poder, em estado de sítio fictício. Vixe dentre muitas outras sandices que chegam através da internet nos celulares e computadores dessa tão amada turma.

E não adianta desmentir, mostrar provas, procurar junto, porque esqueci de mencionar “a Globo mente”, “UOL mente”.

Fora como as referencias as pessoas que ainda são contraponto Alexandre de Morais é o “Cabeça de Piroca”, Randolfe Rodrigues “a Bicha”.

O “Mito”, não este é visto como um incorruptível um verdadeiro “Messias”, que pode abrir a boca e justificar não ser coveiro no meio de pandemia onde mais de 500 mil pessoas já morreram, ou pode desfilar de moto zombando da situação do país, onde já se vende ossada de boi e pele de frango nos supermercados.

Ainda tem o velho canalha, que tem acesso privilegiado à informação e ainda prefere estar do lado escuso, disseminado o ódio, a ignorância e o mal- caratismo.

Eu em uma batalha solitária continuarei dizendo que não, na China os fetos abortados não são vendidos e consumidos pela população nos mercados, que Dom e Bruno não estavam explodindo maquinários e muito menos armando índios para iniciar uma espécie de FARC na Amazônia, que Marielle não tinha que se calar e ganhar o dinheiro dela para estar viva.

Continuarei sendo chamado de “Petista”, “Comunista do Cão” e outros adjetivos não tão bonitos que são impublicáveis.

Eu nunca vou perdoar esta turma por ter feito isso com os velhos, nunca.

Ah, já escutei que tive uma “Educação Marxista”, isso sim fez falta no Brasil.

Ainda bem que falta pouco.

*Marcelo Guido é Jornalista, pai da Lanna e do Bento e maridão da Bia.

Comunicado do Cebraspe sobre o concurso público para promotor de Justiça substituto do MP-AP

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) — considerando a necessidade de reanálise dos documentos relativos à inscrição definitiva e aos exames de sanidade física e mental, a fim de se considerar os períodos de envio da documentação previstos no Edital nº 9 – MPAP Promotor, de 9 de dezembro de 2021, e no Edital nº 10 – MPAP Promotor, de 11 de maio de 2022 —, comunica que os itens 1 e 3 do Edital nº 11 – MPAP Promotor, de 28 de junho de 2022, deverão ser retificados por meio de edital a ser publicado no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado do Amapá e divulgado na internet, no endereço eletrônico http://www.cebraspe.org.br/concursos/mp_ap_21_promotor, na data provável de 5 de julho de 2022.

Comunica, ainda, que o parecer da junta médica será disponibilizado a partir do dia 6 de julho de 2022 e que o prazo para a interposição de recursos contra o resultado provisório nos exames de sanidade física e mental e contra o indeferimento da inscrição definitiva será reaberto das 10 horas do dia 13 de julho de 2022 às 18 horas do dia 14 de julho de 2022.

Comunica, por fim, que as demais datas relativas ao concurso público serão mantidas.

Brasília/DF, 30 de junho de 2022

Após garantia de R$ 4 milhões de compensação em serviços para a sociedade e com a anuência do MP-AP, Justiça Estadual libera embarcação com minério

Em audiência realizada na terça-feira (28), no Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), sobre a presidência do desembargador João Guilherme Lages, empresários responsáveis por mineradoras garantiram a membros do Ministério Público do Amapá (MP-AP), que os municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio receberão, por parte das empresas, R$ 4 milhões para compensar os impactos ao meio ambiente gerados pela extração mineral e as mesmas cumprirão o acordo homologado pelo Juízo de Pedra Branca do Amapari.

Esse valor será revertido em benefício da população das comunidades afetadas pela mineração. O montante foi acautelado e o desembargador do TJAP, João Guilherme Lages, no processo nº 0003166-1622,8,03,000, decidiu pela liberação da embarcação com minério das empresas Ecometals Manganês do Amapá Ltda e Amazon Brasil Mineração Eireli.

A garantia foi dada e documentada por representantes das empresas Cibra Resources S/A, Cibra Resources INC. Amazon Brasil Mineração Eireli e Brasmin Mineração e Ecometals Manganês do Amapá Ltda, aos membros do MP-AP presentes na audiência: a procuradora-geral do Ministério Público, Ivana Cei e aos promotores de Justiça Rodrigo César, em substituição ao titular, promotor de Justiça Wueber Penafort, que atuou em ações sobre o assunto. Também presentes na audiência, o procurador -Geral do Estado Narson de Sá Galeno; e o procurador do Estado, Wellington Bringel de Almeida, um dos autores da Ação.

Ao final da audiência, ficou acordado que a Amazon Brasil Mineração Eireli comprometeu-se a depositar em Juízo o valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) até o dia 29 de junho, com a juntada do comprovante aos autos do Processo, como caução, referente ao cumprimento parcial do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado nos autos da Ação Civil Pública n° 0016086-73.2009.8.03.0001. (Edcl no AglNt no Agravo em Recurso Especial n° 1.909241-AP) . A empresa também se comprometeu, no prazo de 15 dias, em depositar mais R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), com o mesmo procedimento do primeiro pagamento.

Sobre a compensação

O promotor de Justiça Rodrigo César, membro do MP-AP que atua em Pedra Branca e Serra do Navio, explicou ainda que o valor de R$4 milhões acautelado é somente uma parte da compensação, referente ao minério que já estava no Porto para embarque. Pelo manganês que ainda está em Serra do Navio, ele explicou que haverá outros valores para o benefício das comunidades afetadas.

“Essa compensação será destinada aos municípios de Pedra Branca e Serra do Navio, que por anos foram explorados com a exportação de minérios. Nós não poderíamos ter um olhar passivo sobre a situação. Com o novo acordo assinado, poderemos trabalhar conjuntamente para a recuperação das comunidades. Deste modo, fica definida a extração, desde que seja de acordo com o que foi pactuado”, ressaltou o promotor de Justiça Rodrigo César.

Ação do MP-AP havia proibido o transporte do Minério

Em decisão proferida no último sábado (25), após pedido de tutela de urgência do Ministério Público do Amapá (MP-AP) e Procuradoria-Geral do Estado, o Juízo de Pedra Branca do Amapari determinou a paralisação imediata do embarque de toneladas de manganês, para navio localizado no Porto de Santana, bem como, proibiu a retirada deste minério de Serra do Navio, sob pena de multa para a empresa Ecometals de até R$ 70 milhões (setenta milhões de reais).

A medida foi necessária diante da decisão do Juiz João Bosco Soares, da 2a Vara Federal de autorizar que a empresa Ecometals leve para fora do país o manganês extraído no Amapá, uma afronta a decisões proferidas na Ação Civil Pública n.º 0016086-73.2009.8.03.0001, em trâmite na Vara Única da Comarca de Pedra Branca/AP, onde o MP-AP obteve decisão favorável para que 50% de um montante de minério explorado no município de Serra do Navio fosse destinado para fins públicos, como compensação pelo descumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta ambiental(TAC) firmado com a empresa à época responsável pela lavra naquela região., assim como desrespeitando as decisões do Agravo de INstrumento n° 1040661-72.20194.01.000, TRF1, e a decisão Colegiada da Câmara Única do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Amapá- Agravo de Instrumento 0002849-52.2921.8.03.0000.

Além da imediata paralisação do transporte do minério, foi determinado o desembarque de todo o manganês, por ausência de licenciamento para transporte do minério, com pena de multa de R$ 1 milhão (um milhão de reais/ dia), até o limite de R$ 70 milhões, sobre as empresas Cibra Resources S/A, Cibra Resources INC. Amazon Brasil Mineração Eireli e Brasmin Mineração e Ecometals.

Entenda os fatos

No ano de 1997, a Indústria e Comércio de Minérios S/A do Amapá (ICOMI) encerrou a exploração de minério em Serra do Navio, deixando remanescentes pilhas de manganês granulado com 3,2 milhões de toneladas de minério, bem como as bacias de rejeito, contendo mais de 6,5 milhões de toneladas de minério fino, totalizando 9,7 milhões de toneladas, segundo estimativas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Nesse contexto, e a fim de buscar a reparação aos danos ambientais causados, o MP-AP ajuizou a Ação Civil Pública autuada sob o Número 0016086- 73.2009.8.03.0001.

No curso desta ação, especificamente em 30 de julho de 2013, foi firmado acordo judicial entre o MP-AP, o Município de Serra do Navio, a Empresa Alto Tocantins e a Empresa ICOMI/Tocantins Mineração Ltda, para alienação do resíduo de minério de manganês extraído pela Empresa ICOMI e a ECOMETALS. O acordo estabeleceu a liberação de 50% (cinquenta por cento) do resíduo de minério de manganês para o seu proprietário, bem como a afetação dos outros 50% (cinquenta por cento) a título de garantia ao cumprimento do acordo e reparação pelos danos ambientais.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Gilvana Santos
Texto: Elton Tavares e Fernanda Miranda
Núcleo de Imprensa
E-mail: [email protected]

MP-AP e CGE promovem workshop “Rede Estadual de Ouvidorias”

Nesta quarta-feira (29), a Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), em parceria com a Ouvidoria da Controladoria-Geral do Estado do Amapá (CGE), realizou, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, o workshop “Rede Estadual de Ouvidorias”. O encontro teve o objetivo de promover a melhoria do acesso à cidadania e aperfeiçoamento dos serviços públicos, controle social e transparência na gestão pública.

O Workshop foi idealizado e conduzido pelo ouvidor do MP-AP, promotor de Justiça Marcelo Moreira. O encontro contou com a participação da procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei; do ouvidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AP), conselheiro Reginaldo Ennes; o ouvidor da Controladoria- Geral do Estado (CGE), Danilo Cruz; do ouvidor do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Michel Fragoso, que representou o ouvidor-geral do TJAP, desembargador Jayme Henrique Ferreira. Também presentes pelo MP-AP, as procuradoras de Justiça Clara Banha e Maricélia Campelo e o promotor de Justiça Roberto Alvares.

O evento contou ainda com apresentações e discussões acerca dos sistemas de gestão, com as palestras “Sistemas de controle social do Governo: e-SIC e Ouv Amapá”, realizada pelo ouvidor Danilo Santos, da CGE, acompanhado do técnico da Controladoria-Geral do Estado, Leonardo Abreu; e Sistema de Ouvidoria do MP-AP (“SisOuv), pelo promotor de Justiça Marcelo Moreira,chefe de Desenvolvimento em TI do MP-AP, Marcelo Pantoja e a chefe de gabinete da Ouvidoria do Ministério Público, Beatriz Azevedo.

A PGJ do MP-AP agradeceu a presença de todos e exaltou a importância do evento. Ivana Cei ressaltou que a integração e troca de experiências entre as Ouvidorias é primordial para a administração pública e para a sociedade como um todo.“O MP-AP está aberto a todos vocês para que possamos juntos realizar um excelente trabalho através das ouvidorias. Dr. Marcelo Moreira trabalhará conjuntamente com todos para aprimorar a melhoria do atendimento e acesso do usuário aos seus direitos. Meus parabéns por esse evento, sintam-se acolhidos”, frisou a PGJ do MP-AP.

O ouvidor do MP-AP se disse feliz com o workshop, pois será o primeiro de outros encontros de ouvidorias, segundo Marcelo Moreira.

“Nosso desafio é chegar a um consenso sobre a compatibilidade de sistemas, no que eles tem a oferecer, aprender uns com os outros e para que possamos cumprir nosso dever de ouvidores, que é facilitar a vida do usuário do serviço público. Com esse workshop aprofundamos ideias e compartilhamos experiências positivas. O nosso propósito é estreitar os laço que nos une, que é justamente a forma como recebemos essas demandas e como nos prontificamos em resolver os problemas de forma eficaz”, comentou o ouvidor do MP-AP.

Participaram também os ouvidores das Secretarias de Segurança Pública (Sejus) e Educação (Seed) do Estado do Amapá, Taymara Pereira e Jetro Alves, respectivamente; e as ouvidoras da Agência de Fomento do Amapá (Afap), Cinthya Almeida e Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap), Maria Lourdes Lima.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Gilvana Santos
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares e Ana Beatriz Peres
E-mail: [email protected]

Membros do MP-AP participam do lançamento do Movimento Nacional em Defesa dos Direitos das Vítimas

Membros do Ministério Público do Amapá (MP-AP) participaram, na segunda-feira (27), em Brasília (DF), do lançamento do Movimento Nacional em Defesa dos Direitos das Vítimas. A iniciativa ocorreu de forma híbrida, realizada na sede da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e com transmissão ao vivo pelo Youtube. O evento marcou o início de uma mobilização pela proteção integral das vítimas e seus familiares, com a divulgação de informações e a busca pelo aprimoramento da atuação do Ministério Público no atendimento às vítimas, na proteção e no resgate da dignidade de quem teve seus direitos violados.

Os membros do órgão ministerial amapaense que estiveram presentes no simpósio foram: o corregedor-geral do MP-AP, procurador de Justiça Jair Quinta; a coordenadora dos Centros de Apoio Operacional (CGCAO), procuradora de Justiça Judith Teles; a coordenadora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), procuradora de Justiça Socorro Milhomem Moro; e titular da 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, promotora de Justiça Klisiomar Lopes.

O procurador-geral da República e presidente do CNMP, Augusto Aras, destacou que o movimento tem o intuito de facilitar e ampliar o acesso à informação, promover a proteção dos direitos das vítimas e humanizar o atendimento a ela conferido, pois quem tem o direito violado merece ser acolhido, respeitado e reparado. Além disso, Aras afirmou que é imprescindível reconhecer a necessidade de estabelecimento de um trato diferenciado da vítima no sistema democrático de direito, com vistas a contribuir com a concretização dos ideais de justiça, liberdade e solidariedade.

“O Ministério Público precisa superar a ideia de órgão exclusivamente acusador para passar a exercer o papel de acolhimento. Para isso, é fundamental pensar em integração, diálogo e composição. E é isso que buscamos constantemente: a promoção do diálogo e a integração, não só com as instituições do Estado, mas também com os segmentos da sociedade”, acrescentou o procurador-geral.

Vítimas compartilham suas histórias

Durante o evento, houve a participação de vítimas que compartilharam seus relatos sobre essa busca por justiça, que gerou reflexões sobre como os órgãos que integram o Sistema de Justiça podem aprimorar o suporte às vítimas de crimes, sejam eles individuais ou coletivos. Também foi lançado o portal com informações sobre o assunto e orientações para que as unidades do Ministério Público possam implementar ou aperfeiçoar ações, projetos e núcleos de atendimento.

Na terça-feira (28), a titular da 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, promotora de Justiça Klisiomar Lopes, que representa o Amapá no comitê de defesa dos direitos das vítimas do CNMP, participou de uma reunião do grupo de trabalho para debater medidas, ocorrida na sede da ESMPU.

Movimento Nacional em Defesa dos Direitos das Vítimas

O Movimento Nacional em Defesa dos Direitos das Vítimas foi promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério Público Federal (MPF) e pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), em parceria com o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). O projeto, que surgiu no início deste ano, prevê ações coordenadas que buscam a proteção integral e a promoção de direitos e de apoio às vítimas na perspectiva de atuação do Ministério Público brasileiro.

O intuito é facilitar o acesso à informação e aos canais de acolhimento, além de ampliar as ferramentas disponíveis, humanizar a rede de atendimento ministerial, combater a revitimização e a violência institucional. Para isso, o movimento promoveu capacitações, edição de publicações e realizações de campanhas, como forma de mobilizar o MP e a sociedade para o tema, além de acompanhar proposições legislativas e debates.

De acordo com o corregedor-geral do MP-AP, o evento foi essencial para o alinhamento de ações, integração e troca de experiências entre os MPs sobre o tema. Jair Quintas ressaltou que a troca de experiências fortalece a atuação em favor das vítimas.

“O evento possibilitou o debate sobre a defesa das vítimas. Nós, das unidades do MP nacional, precisamos trabalhar juntos para atender aos anseios da sociedade. Quem coopera com a justiça precisa de tranquilidade e medidas efetivas de proteção”, frisou o corregedor-geral do MP-AP.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Núcleo de Imprensa
Gilvana Santos – Coordenação
Texto: Ana Beatriz Peres e Elton Tavares – Com informações do CNMP.
E-mail: [email protected]

Eu? Uma grande emocionada! – Crônica de Telma Miranda – @telmamiranda

Crônica de Telma Miranda

Tem uns dias que ando melancólica, mas acredito ser por não dar a pausa do anticoncepcional e não deixar meus hormônios agirem naturalmente. O acúmulo de repente tá fazendo isso. Ou a ausência. O normal seria eles me deixarem louca, mal humorada, mas aí eu os reprimo, eles se organizam e o ataque é feroz!

Só sei que tenho escutado músicas que me tocam a alma e me permitido chorar de soluçar. Assistido filmes que me emocionam. O choro é livre, literalmente. Livre e leve. E me leva a refletir que pela primeira vez na vida (adulta!) estou vazia de dor de amor, porém não menos emocionada. Assumidamente emocionada.

Ao contrário do que muita gente me imagina, sou sensível demais. Tudo me afeta. Sinto compaixão, empatia, vontade de cuidar e agir e por muitas vezes e quando posso o faço, sem alardes, e sigo. Meu desafio diário é justamente esse: domar esse turbilhão de afeto que me move e deixar todos ao meu redor imaginarem que sou a personificação da plenitude, a calma e elegância que tanto dissemino.

Mas a realidade dentro é outra: sou uma mulher apaixonada, visceral, intensa e cheia de afeto. Meus amigos sabem disso, pois conhecem o vulcão que em mim habita. Eu fervo. Minhas explosões são dentro. Respiro fundo e tenho altos papos comigo mesma avaliando os cenários, comportamentos e definindo o próximo passo. Nem sempre funciona. Tem vezes que não me escuto e mergulho na emoção. E me entrego, afogo, me deixo levar e vivo cada minuto inteira para quando chegar o fim, ter valido a pena nadar em lava.

E sim. Por pior que aparentemente algumas experiências tenham sido, sou grata a cada uma delas por ter-me lapidado e melhorado, afinal de contas sou o resultado de todos os meus erros e acertos. Erros que me fizeram feliz por um tempo, acertos que me despedaçaram em determinados momentos, mas segui e sigo, hoje, um dia de cada vez, em paz. Uma paz quase palpável.

Porém, mesmo em paz, esse sentimento ferve, borbulha, respinga quente vez ou outra e me lembra que tá ali e não vê a hora de transbordar. E ele vai transbordar na hora certa e sem tirar essa paz conquistada com tanta luta, amarrando muitas pontas soltas. Restam ainda poucas por amarrar, mas de uma em uma vou vencendo os dias e quando menos esperar, realizo meu sonho de lembrar do amor que terei toda vez que ouvir Coração Selvagem, e vou chorar de soluçar do mesmo jeito que hoje quando acordei. E vai continuar sendo lindo. Calma, elegante e emocionada.

* Telma Miranda é advogada, fã de literatura, música e amiga deste editor.

Com o apoio da Secult/AP, Prefeitura de Pracuúba realiza festa em honra a São Pedro

A Prefeitura Municipal de Pracuúba realizará, nos dias 28, 29 e 30 de junho e 1 e 2 de julho, as festividades festa  em honra a São Pedro . O evento conta com o apoio do Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que pagará os cachês das atrações culturais por meio de seu credenciamento artístico.

O credenciamento abrange todas as modalidades de atrações artísticas/culturais e profissionais da cultura para compor as programações artísticas e culturais realizadas e/ou apoiadas pela Secult em todo território do Estado do Amapá.

De acordo com o titular da pasta de Cultura, Cléverson Baia, a Secult/AP busca valorizar a categoria artística no estado e aproveita o calendário cultural de todos os municípios do Estado.

“Trabalhamos para fomentar as atividades culturais para o cidadão. É nosso papel trabalhar pela disseminação cultural, apoio aos artistas e todos os trabalhadores da cadeia produtiva em todos os municípios amapaenses. A sociedade merece entretenimento e lazer, bem como cultura e valorização de suas tradições”, destacou o secretário.

O primado de São Pedro

Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André (Lc 6,14). Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com ele, pois ele o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com Jesus. Foi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: “Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16) – sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja.

Sobre a Secult

À Secult cabe identificar, preservar e valorizar os bens culturais, promovendo a qualificação e a inovação da produção cultural do Estado do Amapá, fomentando as diversas etapas da cadeia produtiva da cultura, democratizando e popularizando o acesso à cultura. Cultura é desenvolvimento: humano, social e econômico, que deve colaborar com o desenvolvimento do Amapá, auxiliando direta e indiretamente o governador na formulação da política cultural do Estado, planejando, normatizando, coordenando, executando e avaliando-a.

Compreende, ainda, o amparo à cultura, a defesa do patrimônio histórico, arqueológico, paisagístico, artístico e documental, incentivando e estimulando a pesquisa em artes e cultura; apoiar a criação, a expansão e o fortalecimento das estruturas da sociedade civil voltadas para a produção artística, analisando e julgando projetos culturais, deliberando sobre tombamento de bens móveis e imóveis de reconhecido valor histórico, artístico e cultural para o Estado do Amapá.