O último voo do Pavão – Crônica de Fernando Canto sobre um grande personagem da cultura

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Mestre Pavão – Foto: Chico Terra

Por Fernando Canto

Na segunda-feira, 11 de maio de 2009, o mestre Pavão bateu suas belas asas para nunca mais.

O homem do marabaixo partiu para encontrar-se com seus ancestrais, os mesmos que lhe ensinaram a tocar tão bem a caixa, o tambor que anunciava bons augúrios nas pavãotardes do Laguinho. Com ele Pavão comunicava a seus pares, os agentes populares do sagrado, que a festa do Divino e da Santíssima Trindade já tinha início. E todo um ritual deveria ser obedecido, desde o Domingo da Aleluia, passando pelos preparativos da seleção dos mastros nas matas do Curiaú, até a sua derrubada e escolha dos próximos festeiros no Domingo do Senhor. Com ele se foi um arcabouço cultural de grande valia para a memória do nosso patrimônio imaterial. Foi-se também a sabedoria dos que fazem acontecer as manifestações mais legítimas do povo. E restou apenas o espanto dos que ficaram. Doente, não mais participava ativamente dos eventos do marabaixo como nos velhos tempos, mas sempre dava um jeito de ir em sua cadeira de rodas aos mais importantes, para ouvir o rufar das caixas e ver as saias da negras velhas rodarem sob o ritmo intenso oriundo de além-mar.

pav3Pavão levava muito a sério o que fazia no marabaixo. Até brigava por ele. Seu amor pelo folclore certamente foi herdado do avô Julião Ramos, o grande líder negro, que na época da implantação do Território Federal do Amapá disseminou o ritmo e a dança para todo o Brasil. No domingo, véspera da sua morte, sua filha Ana perguntou-lhe se ia ao marabaixo do Dia das Mães na casa da Naíra – uma das festeiras desse ano no bairro do Laguinho. Ele disse que não ia porque estava indisposto, mas mandou todo o pessoal de sua casa para lá, pedindo que não deixassem a ”cultura morrer”. Mal sabiam todos de sua casa que a cultura do marabaixo, nele impregnada, estava morrendo um pouquinho com ele.

pav2Justo que consideramos a memória como o deciframento do que somos à luz do que não somos mais, a morte é o abismo que tudo leva e engole inclusive o segredo da identidade, aquilo que nos pertence social e culturalmente. Posto isto, quantas conversas não foram abruptamente cortadas numa gravação para um trabalho de conclusão de curso dessas tantas faculdades da capital? Assim sendo, o que restou de seus depoimentos, desse depósito memorial tão importante para que se analise o marabaixo? Ora, sabe lá quantos pesquisadores egoístas guardam suas fitas encarunchadas e vídeos empoeirados que nunca vão se abrir para ninguém?

Mestre Pavão a todos respondia com a maior paciência, paciência esta que aprendeu a ter com a doença intratável que lhe fez perder uma perna. Mestre Pavão dava a todos o seu conhecimento vívido e vivido intensamente em setenta e dois anos de repetição ritualística que a sua memória avivava e exprimia no vai-e-vem dos olhos.pav1

Aqui peço licença poética ao escritor moçambicano Mia Couto que escreveu o “Último Voo do Flamingo”, para parafraseá-lo, dizendo que o nosso pavão alçou seu último voo na tarde amena de maio. Um voo curto,é certo, porque pavões não voam quase nada, mas são aves do paraíso por excelência. Sua luxuriante plumagem em profusão de dourados, verdes e azuis à luz do sol reflete uma miríade de cores, onde o vermelho e o branco parecem estar presentes como se preparando para um desfile da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, a escola do coração do mestre. Convém lembrar aqui que o simbolismo do pavão carrega as qualidades de incorruptibilidade, imortalidade, beleza e glória, que por sua vez se baseia em outro aspecto além destes: a ave é predadora natural da serpente, e em certas partes do mundo, mesmo seu aspecto maravilhoso é creditado ao fato da ave transmutar espontaneamente os venenos que absorve do réptil. Este simbolismo de triunfo sobre a morte e capacidade de regeneração, liga ainda o animal ao elemento fogo.pav4

Fogo, sim, do marabaixo quente, do “Caldeirão do Pavão” com seu caldo revitalizador do carnaval que tanto o mestre amava e por isso se enfeitava nos áureos tempos dos desfiles da FAB. Vai em paz, Pavão, tua plumagem tem cem olhos para vigiar o que deixaste entre nós.

(*) Publicado No livro “Adoradores do Sol”, de Fernando Canto. Scortecci, São paulo, 2010. Minha homenagem a um dos mais importantes divulgadores do Marabaixo.

*Fotos encontradas nos sites do Chico Terra; Rostan Martins; Memorial Amapá (Neca Machado); Tribuna Amapaense e Federação Folclórica do Amapá e jornalista Mariléia Maciel. 

Prodemac reúne com representantes da PMM e cobra resultados no combater a poluição sonora e desorganização da orla de Macapá

Na última sexta-feira, 17, o promotor de Justiça substituto Saullo Andrade, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo de Macapá (Prodemac), reuniu com representantes da Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac), Secretarias Municipais de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), de Manutenção Urbanística (Semur) e de Finanças (Semfi) para dar continuidade aos procedimentos de ordenamento da orla de Macapá. A reunião foi realizada para que o município apresentasse os resultados das recomendações feitas pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), em julho deste ano, para redução da poluição sonora e organização do local.

Em julho, os representantes da Semur e Semduh informaram que o município avançou na área de gestão de espaço urbano, porém a Prodemac deliberou que deveriam continuar a regularização dos contratos dos empreendedores dos quiosques e iniciar o estudo para limitar o estacionamento na orla, uma vez que o local era constantemente denunciado por ser área onde era praticado crime de poluição sonora com liberdade. O município se comprometeu em intensificar a fiscalização para combater o comércio informal de bebidas e equipamentos que produzissem riscos, e a CTMac iria reforçar a fiscalização em carros automotivos.

Como resultado da citada reunião, a representante da Semduh, secretária Telma Miranda, apresentou documentos que comprovam que os quiosques estão regularizados ou em fase de legalização. Ela informou que um convênio entre os órgãos de segurança pública, Guarda Civil e Polícia Militar foi firmado, e nos finais de semana a fiscalização é intensificada, e atualmente os infratores são multados e recolhidos. “O horário de estacionamento é obedecido na Beira Rio, o que reduziu a poluição sonora, assim como o uso de bebidas alcoólicas e violência. E a Semur faz a limpeza diariamente” afirmou.

O promotor Saullo Andrade demandou que a CTMac apresente o convênio entre órgãos de segurança pública e o Termo Circunstanciado das operações realizadas em conjunto. “Estamos dando continuidade ao processo de organização e ocupação da cidade, no que diz respeito ao Ministério Público, e tomando medidas para que a poluição sonora seja reduzida, visto que hoje é o crime ambiental que mais demanda denúncias”, disse o promotor.

Serviço:

Marileia Maciel
Assessoria de Comunicação do MP-AP
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: asscom@mpap.mp.br

Poema de agora: OLHOS DE TEMPESTADE – Marven Junius Franklin.

OLHOS DE TEMPESTADE

I
Na Plataforma de Embarque
escuto a letter to elise
que vem de um táxi estacionado.

Ah, & ela indo embora!
Ah, & ela indo embora!

(sua voz é trêmula ao dizer adeus
& posso assistir a tempestade
que se forma em seus olhos).

II

De dentro da catraia – que a levará para Saint-Georges
– ela esboça um adeus
& eu me fingindo de cego não me deixando levar
por essa desmedida amargura

(do estacionamento observo o barquinho lhe levar
como os agourentos tsunamis arrastando nossas almas
para infernos astrais).

& ela indo embora!
& ela indo embora!

Marven Junius Franklin.

MP-AP obtém na Justiça liminar que obriga o Município de Itaubal e o Estado do Amapá a comprar medicamentos no prazo de 72h

Promotora de Justiça Neuza Barbosa

Em Ação Civil Pública ajuizada em desfavor do Município de Itaubal do Piririm, o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Justiça de Ferreira Gomes, obteve decisão liminar favorável, nesta quarta-feira (16), expedida pelo juiz Luiz Carlos Kopes Brandão, obrigando que os respectivos realizem a compra de medicamentos para Unidade Básica de Medicamentos do município, impondo o prazo máximo de 72 horas para o cumprimento da decisão.

A titular da Promotoria de Justiça de Ferreira Gomes com atribuições em Itaubal do Piririm, Neuza Barbosa, instaurou Inquérito Civil nº 0001536-77.2017.8.03.0006, após o recebimento de denúncias da falta dos medicamentos. A grave situação dos serviços de saúde daquela localidade foi constatada pela representante do MP-AP durante Jornada Itinerante nos meses de setembro e outubro, onde um profissional da saúde relatou que desde julho não eram adquiridos medicamentos essenciais, fazendo com que vários pacientes estivessem com a saúde comprometida.

Em resposta, a Secretária de Saúde Municipal informou que experimentava muitas dificuldades em sua pasta, pois desde julho pleiteara, em vários ofícios, a compra de medicamentos de atenção básica para o tratamento de diabetes e hipertensão, por exemplo, e não obtinha resultado.

“Instauramos o inquérito civil ao tomarmos conhecimento da situação. E, dado prazo para a prefeitura regularizar a referida situação, o problema persiste, fazendo-se urgente a defesa do direito à saúde da população de Itaubal”, ressaltou Neuza Barbosa.

Diante disso, o juízo concedeu liminarmente a tutela pleiteada, determinando ao Estado e ao Município que no prazo de 72 (setenta e duas) horas providenciem os medicamentos e insumos essenciais constantes da lista da “Secretaria de Saúde Requisição de Medicamentos 2017”, anexa à petição inicial, sob pena de bloqueio das verbas necessárias à aquisição nos Fundos Municipal e Estadual de Saúde, sem prejuízo da imposição de multa aos destinatários da ordem.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616/(96) Email: asscom@mpap.mp.br

ALELUIA AO AMOR – Crônica de Isnard Lima

Por Isnard Lima

O círculo magnético de tua influência se fechou sobre mim, Sônia Pinheiro. Agora é impossível calar o que sinto. Entras como senhora e ilumina meu pensamento. Eis aqui um homem que exibe uma alegria de criança; que traz nas mãos a rosa diamantina da felicidade. Estar perto de ti, respirar tua aura, faz bem ao corpo e coração, à mente e à alma.

Eu me irmano ao Infinito. Posso tocar as estrelas. O sacrossanto cosmo do Amor novamente me envolve, impera em meus sentidos e me eleva ao limiar das galáxias . És tu – pérola e nácar, e ardência e luz – que me tornas assim.

Dentro de mim, no ambiente cósmico que me cerca, há vibrações radiantes, sintonias do Azul graduado em ondas de intensa harmonia. Este estado que vivo promana de ti. Se, de repente, minha rosa de cristal partisse e não me restasse mais o milagre da tua presença; se não pudesse mais te ouvir essa voz quente e feminina, entoando um grande canto à vida, seria muito triste, minha graça morena. Eu me tornaria um homem vulgar, sem o canto soberano dos iluminados.

Nesta noite que se transmuda em madrugada, tenho-te ao alcance destas mãos. Se quiser, posso tocar-te. Mas ouço tua voz, meus olhos circundam teu corpo moreno , quase escuto o leve arfar de teus pulmões. Aspiro o perfume que exala de sua pele, adivinho teus gestos e descubro a magia de tua alma. Teu sorriso é um sol luminoso ; há em tuas pupilas o brilho das estrelas … Em verdade, mulher eu te amo. E estou consciente de que não me engano, porque Deus é meu guia, luz e pai, meu grande amigo. Foi ele que te fez surgir no meu caminho. És a estrela peregrina: aclaras minha senda, elides minhas fraquezas e desnudas meu Cristo interno. Não sou Deus, mas Ele está comigo.

Mais belo ainda foi a surpresa de te ver no branco vestido de tua formatura: deusa e menina, em rápida aparição, num giro de bailarina …

Depois, fostes dormir. Imagino que teu sonho é colorido . Mas a antemanhã se aproxima. Às quatro da manhã, eu e Digby, cada um à sua maneira, dançamos uma tarantella que tocava na TV. E foi tanta a energia, do café e do amor, que amanheceu e não consegui adormecer …

Em Santa Inês, defronte do Rio-Mar, respirando a força que dimana de Apolo, um espetáculo soberbo começa a surgir. O Grande Arquiteto pincela as cores do Infinito na tela da manhã. E eu paro, encantado com o prodígio que observo. Do colo do Amazonas sobe uma coroa flamante: Áton esplende no espaço e dardeja átomos de vida sobre os chakras. O primeiro toque da Trindade irradia glóbulos vitais para o Olho de Siva. Este momento é mágico. A comunhão com o Alto exige a devoção de um ritual. E, por alguns minutos, baixo o olhar, em reverência. Em contato com o Logos, lhe agradeço o dom que me oferta de sentir e de criar. Estou comovido demais, Sônia Castro Pinheiro, neste sábado mundano, quando teço os fios dourados desta Aleluia ao Amor.

* Publicado no Jornal Folha do Amapá, pág 14, datado de 07 a 14 de Agosto de 1992.

14º FIM – Audiovisual: arma e refúgio (filmes selecionados)

 

Por Alexandre Brito

Ao longo desses 14 anos de Festival, passamos a criar para cada edição do FIM um mote que norteia e perpassa todo o processo de organização do evento, nossas escolhas de convidados, o trabalho da curadoria, a identidade visual, o teaser… E para este ano de 2017, tomamos como mote “Audiovisual: arma e refúgio”. Entenda:

Se a disposição física necessária para vermos um filme é nos posicionarmos diante de uma tela, a forma cognitiva de perceber um filme nos liberta dessa dicotomia tela-sujeito e nos permite habitar um filme, tê-lo como um lugar, como refúgio. Por outro lado, assim como um papel em branco era considerado arma perigosa pelo estado no romance clássico de George Orwell, “1984”, a obra audiovisual, por vezes, revela sua face “arma”: atacando ideias ou as defendendo.

Em uma sociedade cada vez mais mediada por telas, entender o papel multiface do audiovisual é uma necessidade. Historicamente, construiu-se a narrativa do audiovisual como entretenimento e ele o é, inegavelmente. Mas não só. O audiovisual é polifônico, é discurso, é narrativa, é simulacro. O próprio conceito de multimídia já se mostra limitado demais para dar conta da tarefa de definir o audiovisual.

Por isso, a 14ª edição do Festival Imagem-Movimento traz uma perturbação: nesse mundo de diásporas, de conflitos declarados ou velados, de avanços que parecem nos levar a retrocessos, o audiovisual pode ser nossa arma e nosso refúgio, como queiramos. Mais um FIM se aproxima. Queira.

Depois de receber 75 inscrições provenientes de 17 estados brasileiros e dois filmes internacionais (Bélgica e EUA), a curadoria do 14ª FIM tem a honra de divulgar a lista dos filmes selecionados e convidados para sua programação, que acontece de 3 a 9 de dezembro. O audiovisual independente brasileiro tá bonito de se ver.

Parabéns e obrigado aos realizadores de todo o país por terem compartilhado conosco seus olhares!

14º FIM – Audiovisual: arma e refúgio.

A CHULA
Direção: Carlos Haussler
Origem: Macapá (AP)
A HISTÓRIA DE ZAHY
Direção: Otoniel Oliveira
Origem: Belém (PA)
APESAR DE TUDO
Direção: Janaina Dórea
Origem: Rio de Janeiro (RJ)
ALGO DO QUE FICA
Direção: Benedito Ferreira
Origem: Goiânia (GO)
ATRIUM
Direção: Auchentauler Campos de Lima
Origem: Belém (PA)
AZUL CARNE
Direção: Lucas Leônidas
Origem: São Paulo (SP)

BODAS DE PAPEL
Direção: Keyci Martins e Breno Nina
São Luís (MA)

CANDEIAS
Direção: Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues
Origem: Juazeiro do Norte (CE)
CARTA SOBRE O NOSSO LUGAR: MULHERES DO VILA NOVA
Direção: Rayane Penha
Origem: Macapá (AP)
CERCADOS PELA MORTE
Direção: João Vitor Ferian
Origem: Itapira (SP)
CINE IDEAL
Direção: Ricardo D’Almeida
Origem: Rondon do Pará (PA)
COXINHA
Direção: Cristiano Sousa e Ivan Martins
Origem: Goiânia (GO)
CLAUSURA
Direção: Mariana França e Gildo Antonio
Origem: São Bernardo do Campo (SP)
CLAMOR
Direção: Jomar Quaresma
Origem: Macapá (AP)
CURTIU?
Direção: Dominique Allan
Origem: Macapá (AP)

DANCER FASSBINDER
Direção: Felipe Cortez
Origem: Belém (PA)

ENTRE O LÁPIS E O PAPEL
Direção: Leo Collette
Origem: Rio de Janeiro (RJ)
EM TORNO DO SOL
Direção: Julio Castro e Vlamir Cruz
Origem: Natal (RN)
FREQUÊNCIAS
Direção: Adalberto Oliveira
Origem: Recife (PE)

HACKER
Direção: Rafael B. Silva
Origem: Belém (PA)
HIC
Direção: Alexander S. Buck
Origem: Vitória (ES)

IMBILINO VAI AO CINEMA
Direção: Samuel Peregrino
Origem: Goiânia (GO)
IMERSIO
Direção: Núcleo de Produção Audiovisual/Tiago Quingosta/Uliclelson Luís
Origem: Macapá (AP)
INTERMITÊNCIAS SOBRE MACAPÁ
Direção: Aron Miranda e Tami Martins
Origem: Macapá (AP)

LALU DE OURO – O PRIMEIRO MESTRE SALA
Direção: Becca Lopes
Rio de Janeiro (RJ)
LATOSSOLO
Direção: Michel Santos
Origem: Luís Eduardo Magalhães (BA)
LAMBES QUE GRITAM
Direção: Salomão Cardoso
Origem: Macapá (AP)
LOUÇA DE DEUS
Direção: Eudaldo Monção Jr.
Origem: Nazaré (BA)
LÚCIA VOLTOU A FUMAR
Direção: Iuri Bermudes da Silva Weinberger
Origem: São Paulo (SP)

MANIFESTO PORONGOS
Direção: Thiago Köche
Origem: Porto Alegre (RS)
MÃE DE OURO
Direção: Monica Palazzo
Origem: São Paulo (SP)
MÃES DE UMBIGO: HISTÓRIA DAS PARTEIRAS DO AMAPÁ
Direção: Vitória Gonçalves Pereira Greve
Origem: Macapá (AP)

NÃO É PRESSA, É SAUDADE
Direção: Camilla Shinoda
Origem: Brasília (DF)
NOITE PÚRPURA
Direção: Caroline Biagi
Origem: Curitiba (PR)

OBRIGADOS
Direção: Henrique Grise
São Paulo (SP)

PÁSSAROS NA BOCA
Direção: Gustavo Ribeiro
Origem: São Paulo (SP)
PEDAÇOS DE PÁSSAROS
Direção: Andrei Miralha e Marcílio Costa
Origem: Belém (PA)
PÉ NA TÁBUA… VIDA QUE SEGUE
Direção: Cervantes Sobrinho e Lucíola Figueiredo
Origem: Campos do Jordão (SP)
PISKA
Direção: Nelson Brauwers e Andruz Vianna
Origem: Braga (RS)
POR CONTA DA CASA
Direção: Flávio Costa
Porto Alegre (RS)
PRÓXIMA
Direção: Luiza Campos
Origem: São Paulo (SP)

VACA PARIDA
Direção: Diogo Cronemberger
Origem: Alvinópolis (MG)

SOBRE QUEDAS E QUEDARES
Direção: Carla Antunes
Origem: Macapá (AP)

KAYKA ARAMTEM: SABER E TRADIÇÃO DE UM SÁBIO ARUKWAYENE
Direção: Elissandra Barros da Silva e Carina Santos de Almeida
Origem: Oiapoque (AP)

FILMES CONVIDADOS
NOITE SUJA
Direção: Allyster Fagundes
Origem: Belém (PA)

LADO B – O ROCK PARAENSE DOS ANOS 80
Direção: Janine Valente
Origem: Belém (PA)

MESTRES PRAIANOS
Direção: Artur Arias Dutra
Origem: Maiandeua (PA)

MARAJÓ DAS LETRAS
Direção: Fernanda Martins
Origem: Belém (PA)

O CAMINHO DAS PEDRAS
Direção: Alexandre Nogueira e Fernando Segtowick
Origem: Ananindeua (PA)

ROSARIO
Direção: Renato Vallone
Origem: Brasil/Bolívia

DIVINAS DIVAS
Direção: Leandra Leal
Origem: Brasil

ERA O HOTEL CAMBRIDGE
Direção: Eliane Caffé
Origem: Brasil

PARA TER ONDE IR
Direção: Jorane Castro
Origem: Brasil

NÚMEROS DO FESTIVAL
– Total de inscritos: 75
– Selecionados: 44

– Origem dos filmes inscritos:
Nacionais:
ES: 1
SC: 1
CE: 1
SE: 1
RN: 1
MA: 1
BA: 2
MG: 2
DF: 3
PR: 3
GO: 3
PE: 4
RS: 6
RJ: 7
PA: 9
AP: 12
SP: 16
Internacionais:
Bélgica: 1
Estados Unidos/Brasil: 1

– Produções amapaenses inscritas: 12
– Selecionadas: 10

– Produções convidadas: 9

Fonte: FIM

MP-AP, TJAP, Estado e Município organizam Workshop sobre Constelações Familiares para servidores públicos

O auditório do Museu Sacaca foi palco, na manhã desta segunda-feira (13), da abertura do Workshop sobre Constelações Familiares Sistêmicas, realizado em parceria firmada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) com o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e com a cooperação do Governo do Estado e Prefeitura de Macapá. Serão dois dias de trabalho coordenados pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) tendo como público alvo os servidores efetivos das instituições parceiras e que atuam nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

As oficinas são ministradas pela especialista no assunto, Marilise Einsfeldt, por meio de dinâmicas de grupos. A terapeuta utiliza algumas técnicas criadas pelo psicoterapeuta alemão, Bert Hellinger, para que todos possam experimentar as sensações e o comportamento dos indivíduos diante da reconstrução de sua história familiar. “A dinâmica da constelação demonstra que existe uma ligação inconsciente que influencia mutuamente as pessoas que convivem dentro de um sistema, seja uma família, uma empresa, um departamento, uma cidade ou até um país”, explica Einsfeldt.

O MP-AP, a pedido do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas da Promotoria de Santana, trouxe a terapeuta Marilise Einsfeldt para realizar as oficinas, inicialmente, no âmbito do MP-AP e TJAP, posteriormente, por meio dos parceiros, realizarem as capacitações das equipes.

“Esse workshop é apenas uma demonstração de como utilizar essas técnicas. A ideia é sensibilizar os servidores públicos para que no futuro possamos capacitar essas pessoas, a fim de que essa técnica inovadora do direito sistêmico e das constelações familiares seja adotada para resolução de conflitos, principalmente, de origem no relacionamento, seja no trabalho, na família ou em outras relações”, ressaltou a promotora de Justiça Sílvia Canela, coordenadora do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas da Promotoria de Santana.

O desembargador Carmo Antônio de Souza, coordenador do Comitê de Práticas Restaurativas do TJAP, deu boas-vindas à palestrante convidada e ressaltou o trabalho do NUPEMEC, na pessoa da servidora Conceição Meireles, e parabenizou a iniciativa do MP-AP por tornar possível essa vivência. Dirigindo-se ao público da educação convidado a participar da abertura do Workshop, o magistrado asseverou: “Após essas lições que vocês receberem, a educação amapaense vai se tornar muito melhor”.

“Esse projeto faz a gente colocar à frente das nossas vidas a intenção de mudar primeiramente cada um de nós. A partir do momento que a gente tem a intenção de mudar, tudo é possível. Coloco o Ministério Público à disposição para trabalhar essa temática com todas as instituições e, assim, contribuir para reduzir a violência em nosso Estado”, manifestou a chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, promotora de Justiça Andréa Guedes.
Após a realização dos workshops e, com eles sensibilizar os servidores sobre a importância da técnica e de sua aplicação, os órgãos envolvidos ofertarão, no próximo ano, um Curso de Formação em Constelação Sistêmica com 100 vagas distribuídas para servidores efetivos das instituições envolvidas. O Curso ocorrerá em 6 módulos, de 16 horas/aula cada, com aulas em dois dias da semana (*Com informações do Governo do Estado).

Serviço:

Gilvana Santos
Assessoria de comunicação do MP-AP
Contato: (96) 3198-1616
Email: asscom@mpap.mp.br

Palestra sobre “Geopolítica no século XXI”

No dia 9 de novembro de 2017, às 17h, o presidente da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), professor Gustavo Alberto Trompowsky Heck, palestrará, na Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), sobre “Geopolítica no século XXI”. Durante o evento abordará temas como Recursos Naturais, Avanços Tecnológicos, Mudanças Climáticas, Migrações (pobreza, desemprego, guerras), Intolerância Racial, Conflitos e Tensões Sociais.

O público alvo é formado por membros do MP-AP e Ministério Público Federal (MPF/AP). O objetivo do encontro é aprofundar os conhecimentos dos participantes nos assuntos proferidos, para melhor prestação de serviços à sociedade.

No mesmo dia, o palestrante participará, às 9h da manhã, na Procuradoria-Geral de Justiça do MP-AP, de um café da manhã, onde será apresentado ao público.

Sobre Gustavo Alberto Trompowsky Heck

Além de professor, presidente da (ADESG), Gustavo Alberto Trompowsky Heck é economista, formado pela Faculdade de Economia da Universidade do Estado da Guanabara, em 1966. Possui cursos de mestrado na área da Engenharia da Produção, pela COPPE/UFRJ, e em Segurança e Defesa Hemisférica pela Universidad del Salvador (Argentina) e Colégio Interamericano de Defesa (Washington DC).

Iniciou sua atividade profissional na Eletrobrás, ainda como estagiário, passando a economista, após a formatura. Foi assessor do Ministro da Agricultura Ivo Arzua. Ocupou o cargo de Secretário–Geral do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).

Mais tarde, foi diretor-financeiro da Companhia de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, o que resultou em convite para atuar como assessor no Banco Nacional da Habitação (BNH), quando foi indicado para os cargos de assistente da Presidência, gerente e diretor interino na área de Habitação Popular.

Em 1973, cursou o Ciclo de Estudos em Segurança e Desenvolvimento da ADESG-RJ e, em 1998, foi estagiário do CAEPE/ESG. A partir daí tornou-se conferencista da ADESG em várias delegacias.

Na ESG, atuou na antiga Divisão de Pesquisa e Doutrina e no Centro de Estudos Estratégicos. Ainda na ESG, foi um dos responsáveis pela criação do Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), tendo sido diretor e coordenador do referido curso.

Hoje, Gustavo Heck é professor e coordenador de cursos ligados à área de Segurança e Defesa, em diversas universidades, além de ser Conferencista Emérito e professor da Escola Superior de Guerra e das escolas de Estado-Maior das Forças Armadas. Escreveu livros e artigos abordando as questões ligadas à Habitação, Planejamento Estratégico e Segurança e Defesa. É comentarista da Globo News e da RádioCBN.

O palestrante possui 16 condecoraçõee e sempre esteve ligado à ADESG, seja como conferencista ou membro da diretoria. Na nova missão, o futuro presidente terá como vice-presidentes o Contra-Almirante Mauro França de Albuquerque Lima, o Brigadeiro Engenheiro Manoel Andrade Rebello e o General de Brigada Glenio Pinheiro.

Assessoria de comunicação do MP-AP

Três vivas para Edricy França!

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Eu e Edricy, na semana passada

Hoje aniversaria neste festivo sábado (5), o desenhista, caricaturista, grafiteiro, amante de Rock and Roll e tatuador Edricy França. Uma figuraça, que além de artista talentoso, carismático e criativo, é meu velho e querido amigo.

Eu o sacava há tempos, da época da pista de skate que ficava em frente ao Banco do Brasil, na orla de Macapá. Mas somente em 2007, quando o cara fez a grafitagem no Bar do Francês e uma caricatura minha, começamos uma amizade.

Quando fiz a minha tatuagem com ele (rosto da minha mãe), em 2009, Edricy já era um dos melhores artistas de Macapá na área. Hoje em dia, aqui, ninguém é melhor que o cara. Aliás, ele trampa na capital amapaense, São Paulo e já tatuou na capital federal.

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Edricy é uma figura “por demais” gente boa. Ao cara “risca” pessoas e materializa fantásticas imagens em pele, rendo homenagens hoje. Além de talentosíssimo, ele é bem humorado, tranquilo, desprovido de boçalidade e é, sobretudo, um homem de bem.

Sem mais rasgação de seda, te digo, Edricy: gosto pra caralho de ti, sacana. Que tenhas sempre saúde, pois do resto você dá conta. Meus parabéns e feliz aniversário, parceiro!

Elton Tavares

Promotoria da Educação realiza inspeção na Escola Barão do Rio Branco e reunião na SEED

Depredação, saqueamento e total abandono foram as circunstâncias encontradas pelo Promotor de Justiça, titular da Promotoria de Defesa da Educação do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Roberto da Silva Alvares e Equipe, durante inspeção realizada na manhã dessa quarta-feira (25), no prédio da Escola Barão do Rio Branco. A instituição de ensino, tradicional na capital amapaense, fica localizada no Centro de Macapá e se encontra há pelos menos três anos sem aula.

Primeira Escola construída em Macapá na década de 1940, a Escola Estadual Barão do Rio Branco foi inaugurada em 13 de setembro de 1946, pelo então governador do Território Federal do Amapá, capitão Janary Nunes.

“A Escola Barão chegou a atender 1200 alunos e hoje se encontra abandonada. É inadmissível que a gestão pública não reconheça ou compreenda o significado que a Escola representa para o Estado. Um prédio que está pronto e necessitava apenas de alguns reparos, hoje encontra-se em total abandono. Nós percebemos que o tempo e o descaso está sendo responsável pela perda do prédio”, ressaltou Roberto Alvares.

Os quase 550 alunos do ensino fundamental e professores da Escola estão em um espaço alugado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), na Avenida Iracema Carvão Nunes com a Rua Tiradentes, também no Centro de Macapá. O prédio alugado para o Barão não possui a mesma estrutura. As salas de aula, cantina, laboratórios, por exemplo, são consideravelmente desconfortáveis e muito acanhados, se comparados aos mesmos espaços físicos do antigo prédio.

“Se fizermos um comparativo simples, perceberemos que hoje a Escola atende menos da metade, do que atendia no prédio antigo, ou seja, mais da metade da Escola se viu obrigada a procurar outro de ensino ou simplesmente ir para casa ou para as ruas, face a tanto descontentamento. Não houve outras opções além dessas. Inadmissível o trato dispensado aos nossos alunos.” salientou o promotor.

“A sociedade nos procura, ela precisa de respostas para a situação da Escola. Hoje a Promotoria de Defesa da Educação da Capital, possui atribuições em, pelo menos, 268 das mais de 400 Escolas da rede pública Estadual e Municipal. Estamos trabalhando para alcançar, de modo célere e efetivo, resultados que sejam mais benéficos à sociedade Escolar. Essa é uma obra que faz parte da história do Amapá. Precisamos levar até essas pessoas uma resposta plausível e digna para explicar essa situação”.

Reunião na SEED

Após constatação do abandono do antigo prédio da Escola, o promotor encaminhou-se para a Secretaria da Educação (SEED), onde foi recebido pela chefe de gabinete da secretária, professora Terezinha. O intuito da visita foi buscar relatórios, contratos e listas de Escolas que se encontram em prédios alugados pelo Governo. Pelo menos 71 Escolas e alojamentos do Estado são em prédios alugados e, dessas, 90% seriam de competência do município que o Estado se vê obrigado a atender. A Secretária Adjunta Keuli e a responsável pela rede física da SEED Ana Kelen acompanharam a reunião.

A resposta dada pela secretaria durante o encontro é que existe um processo licitatório para reforma e adaptação do antigo prédio da Escola Barão do Rio Branco. Contudo, em decorrência de falhas no edital, teve que passar por ajustes técnicos.

“Enquanto isso o local fica servindo de abrigo para os baderneiros e usuários de entorpecentes. Um dos prédios mais antigos de Macapá vai se perdendo, e com ele, o sonho de muitos alunos, obrigados a estudar em local visivelmente inadequado, o que nos força a dizer, que essa rica memória cultural da população amapaense, fica relegada ao plano do esquecimento. Inquietante”, concluiu.

Também participaram da inspeção, a representante da Defesa Civil Sargento Andréia; Engenheiro André e Arquiteto Serafin do NATA/MPAP e a Diretora Adjunta da Escola Estadual Barão do Rio Branco.

Serviço:

Luanderson Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: asscom@mpap.mp.br

Promotora de Justiça do MP-AP palestra em Colóquio Internacional na Guiana Francesa

A Promotora de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Thaysa Assum de Moraes, proferiu, nesta terça-feira (24), no Anfiteatro do campus de Troubiran da Universidade da Guiana Francesa, palestra sobre a delinquência juvenil e os reflexos na região transfronteiriça franco-brasileira.

A explanação ocorreu durante o colóquio “Coopération judiciaire internationale en matière pénale” (Cooperação Judiciária Internacional em matéria penal), que ocorreu na cidade de Caiena nos dias 23 a 24 de Outubro de 2017.

A promotora coordenadora das Promotorias do Oiapoque proferiu a palestra no idioma francês, para um público formado por acadêmicos e profissionais da Justiça Criminal dos territórios fronteiriços formados pelo Brasil, França e Suriname, e teve como tema a “Délinquance juvénile em région frontalière” (Delinquência juvenil na região da fronteira).

Em sua explanação, Thaysa Assum abordou os principais fatores de risco que contribuem para a formação da delinquência juvenil na cidade do Oiapoque, citando projetos sociais que contribuem para a redução da criminalidade na região.

O simpósio contou também com participação da professora adjunta da Universidade da Guiana Francesa, Joana Falxa, do Promotor de Justiça do Tribunal de Justiça de Caiena, Eric Vaillant, do Procurador-Geral de Justiça do Tribunal da Guiana Francesa, Ramon Morey, além do Procurador da República, Antônio Augusto Teixeira Diniz, e o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Japiassú.

Conforme pontuou a Promotora Thaysa Assum de Moraes, “o objetivo do colóquio foi reunir conhecimentos jurídicos e abordagens teórico e práticas, a respeito de ações realizadas pelos três Estados participantes, a saber, Brasil, França e Suriname, em matéria penal, visando a cooperação entre as instituições judiciais e de persecução penal dos Estados nas matérias que lhes são reciprocamente afetadas”.

SERVIÇO:

Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: asscom@mpap.mp.br

 

Poema de agora: As paisagens no sonho do pássaro-pretérito – @juliomiragaia

As paisagens no sonho do pássaro-pretérito

Um terçado puro e
De faro claro,
A cortar olhos e peles
Das noites de ventos escuros

Amnésica canção
A dormir nas asas do coqueiro
Entre o silêncio
E a solidão
Do quintal

Um farol de velhas borboletas
Empoeiradas,
Senhoras-visagens
Com vestidos aromatizados de cebolas
E alhos

E tu, nas margens
E no centro
Dos versos e dos berros
Deste pássaro-pretérito
Entre cirandas e restos de vinho

Júlio Miragaia

ADEUS, RAIMUNDINHA – Por Fernando Canto


Por Fernando Canto

O passante desavisado que via aquela senhora sentada à tardinha numa “cadeira de macarrão”, sob a sombra de um frondoso jambeiro, bem em frente à sede da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, jamais iria saber que era a lendária Raimunda Ramos, a nossa Raimundinha, a primeira presidente da UNA, a União dos Negros do Amapá, fundada em 1987 e consolidada no prédio do Centro de Cultura Negra, no coração do bairro do Laguinho.

Conheci Raimundinha ainda no movimento de Juventude da Igreja de São Benedito, que sob o comando do padre Paolo di Coppi, realizava serviços sociais trazendo os jovens para dentro da Igreja por meio da música, do esporte e do lazer. Esse movimento foi fundamental para a nossa formação, em que pese o contexto de um regime de exceção naquela época. Seu Irmão, conhecido popularmente como “Querosene” também era meu amigo. Eles, juntamente com Chico, Valda, Sené e Bein, filhos do ilustre sambista “Sarambá, e ainda a Daiana, sua filha eram e são pessoas de bem e ilustres do bairro.

Minha querida amiga hoje foi chamada para prestar serviços no céu, já que era uma crente em Deus e incansável servidora pública do Governo Federal. Cumpriu sua missão com competência por esta terra e agora terá a sua trajetória de luz a seguir.

Certamente sua luta será lembrada ad aeternum, posto que o que realizou nesta vida foi o produto do embate contra a arrogância política, o racismo e a intolerância, tão presentes por estas plagas, principalmente para quem não conhece as nossas coisas. Poucos sabem, mas ela foi uma das pessoas que idealizaram e colocaram em evidência o evento cultural mais autêntico do Amapá, que foi o Encontro dos Tambores, realizado inicialmente no Curiaú e depois no CCN, da UNA.

Agora, minha amiga, receba nas águas cristalinas da espiritualidade o esplendor do Espírito Santo em seu encontro celestial, que nós aqui, no bairro do Laguinho, nesta cidade de Macapá, comemoramos seus feitos sobre a Terra, ainda que choremos todos, emocionados pela sua última viagem em direção à morada do pai Eterno. Siga em paz, amiga. Que Deus te guarde e que São Benedito nos dê uma forcinha para ganharmos os próximos desfiles de carnaval no sambódromo, que por aqui faremos tudo para lhe dar essa alegria lá no Céu.

Que assim seja.

Adeus, Raimundinha.

Escolas municipais de Macapá iniciam aplicação da Prova Brasil

Iniciada na segunda-feira, 23, a aplicação da Prova Brasil para os alunos do 5º ano da rede municipal de ensino fundamental de Macapá ocorrerá até o dia 3 de novembro. Ao todo, 4.500 alunos farão a avaliação.

As médias de desempenho nessas avaliações subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ao lado das taxas de aprovação nessas esferas. No caso da Prova Brasil, ainda pode ser observado o desempenho específico de cada rede de ensino e do sistema como um todo das escolas públicas urbanas e rurais do país.

“A nota do Ideb não é apenas resultado do cognitivo do aluno, mas uma avaliação de toda escola e da rede, pois toma por base os números de retenção, abandono e evasão. A prova é apenas a finalização do processo. A nota do Ideb é um indicador de toda educação da rede, onde podemos tomá-las como diagnóstico para a melhoria na qualidade de ensino”, explica o direito do Departamento de Ensino da Semed, Cley Riullen.

De acordo com o diretor Cley Riullen, a aplicação da prova segue as regras do Exame Nacional do Ensino Médio, não pode ser fotografada, nem filmada, e também não pode ser divulgado o cronograma das escolas que estão aplicando a prova. O resultado está previsto para agosto de 2018 e será publicado no site do Ministério da Educação.

Prova Brasil

É um diagnóstico desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). Tem o objetivo de avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados e questionários socioeconômicos.

Nos testes aplicados, os estudantes respondem a questões de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas. No questionário socioeconômico, os estudantes fornecem informações sobre fatores de contexto que podem estar associados ao desempenho. Professores e diretores das turmas e escolas avaliadas também respondem a questionários que coletam dados demográficos, perfil profissional e de condições de trabalho.

A partir das informações da Prova Brasil, o MEC e as secretarias estaduais e municipais de Educação podem definir ações voltadas ao aprimoramento da qualidade da educação no país e a redução das desigualdades existentes, promovendo, por exemplo, a correção de distorções e debilidades identificadas e direcionando seus recursos técnicos e financeiros para áreas identificadas como prioritárias. (Fonte: MEC)

Ideb

Foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a finalidade de medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da educação, por meio de dados concretos, com o qual a sociedade pode se mobilizar em busca de melhorias.

Para tanto, o Ideb é calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil, para escolas e municípios, e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados, realizados a cada dois anos. (Fonte: MEC)

Assessoria de Comunicação/Semed