Anderson Miranda gira a roda da vida pela 45ª vez. Feliz aniversário, “The Clash”!

Sabe, gosto de uma porrada de gente. Tenho muitos amigos, graças a Deus. E um bom punhado de inimigos pra ficar ligado – faz parte. Mas alguns desses companheiros são verdadeiros irmãos de jornada. Um deles gira a roda da vida hoje pela 45ª vez: o Anderson Miranda, nosso querido “The Clash”.

The Clash foi o apelido dado nos anos 90 pela galera que curtia “roquenrou” com o Anderson. Mas a gente começou a tomar cerveja na casa dele e descobrimos que seu apelido familiar é “Macaco”, portanto o chamamos pelo seu nome e mais essas duas alcunhas.

Bom, trata-se de um cara sensacional. Educado, inteligente e gente fina no nível hard. Anderson sempre foi um brother porreta para bater um papo sério ou pirar no sentido literal da palavra.

Quem não gosta do Macaco é doido ou não presta. Pois o figura possui o respeito, admiração e o amor de sua família e amigos.  Pois além de grande sacana, The Clash é um excelente filho, irmão, tio e brother.

Anderson é o filho mais velho da dona Sabá e do seu Waldemir, gerente da Caixa Econômica Federal, marido da querida Adê. Sofre por suas escolhas no futebol, já que é torcedor convicto do Vasco e do Remo. Entre outras muitas coisas legais que o figura é, ele é batuqueiro/tocador de tambor, amante de Rock and Roll, e o ateu mais cristão que conheço, pois pouca gente que convivo faz tanto o bem quanto ele.

Eu, Emerson e Patrick já viajamos muito juntos com o Anderson. Para ver shows de Rock fora do Amapá ou em viagens mais intimistas por aqui mesmo. The Clash é nosso comparsa, confidente, socorrista, enfim, parceiro de tudo que é coisa firme nessa vida e ainda podemos contar com ele se der merda em alguma coisa. Ele já me ajudou incontáveis vezes – e por motivos diversos. Sou sempre grato a este grande amigo.

Já disse e repito: com uma história de batalho e sucesso formidável, Anderson Miranda é um cara inspirador. Por sorte, conheci esse bicho há mais de 20 anos, lá no Colégio Amapaense. E tenho o prazer, sorte e orgulho de ter sua amizade há décadas.

O sacana às vezes me enche o saco, mas sei que é para o meu bem. Das poucas vezes em que fiquei puto com Anderson, nem lembro da maioria, de tão rápidas e sem importância. Lembro muito é de seus feitos por mim, pela sua família, pela galera, por estranhos.

Também é um figura contemporizador, boa praça, agradável. É sempre firmeza bater um papo com ele sobre qualquer assunto, desde as nossas bobagens ou conversas sobre política, cultura, entre outras coisas legais. Anderson Miranda é um cara safo, inteligente, incorruptível, bem-humorado e com um coração maior que ele.

Anderson é um mestre em cuidar da própria vida. Sério. Se o cara não te ajudar, ele não te atrapalha. Nem com comentários ou julgamentos quando estás fazendo merda.Ou seja, o Macaco é PHoda. Ele é, sobretudo, um homem de bem.

Macaco, mano velho, “tu saaaaaabes”. Que a Força sempre esteja contigo. E que tu sigas com toda essa saúde e sucesso por no mínimo mais uns 50 anos. A gente te ama, cara.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Banca Rio’s Beer funciona a todo vapor com atendimento delivery, retirada e com kit’s personalizados para presente

Em meio a tudo o que vivemos, sabemos de uma coisa: uma hora tudo isso vai passar. Nesse intervalo de tempo, a Banca Rio’s Beer não parou e, para continuar a atander seus clientes da melhor forma, inovou seus serviços de entrega, com Delivery e Drive Thru, desde às 18h até à meia-noite. Aliás, a loja já se prepara para melhor receber quem aprecia bons chopps, cervejas artesanais e cervas especiais, em nova localização na Avenida Mendonça Furtado, nº 1773, no bairro Santa Rita.

Enquanto isso, não se preocupe, porque você não vai ficar com sede até lá. Durante a quarentena, a Banca Rio’s Beer mantém os serviços de entrega e retirada, onde o cliente pode receber em casa ou vir na loja buscar. E aproveita pra dar um olho no novo local (contatos para tal ao final deste informe). Com o cardápio on-line, dá pra conhecer a variedade de produtos e fazer o seu pedido. Dá só uma olhada: https://app.menudino.com/bancariosbeer.

Kit’s para presentes

Na hora de presentear um familiar, um amigo ou uma pessoa querida que aprecia uma boa cerveja, a Banca também tem uma excelente opção com os kit’s personalizados. Muito paid’égua, os conjuntos têm embalagens reaproveitáveis, feitas artesanalmente pela querida Rita, que manja muito e capricha no preparo do material. Ela entra em contato com você e deixa a lembrança com a cara da pessoa que você quer homenagear.

Brasil Sabor Delivery

A Banca também está participando do evento organizado pelo Sebrae e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/AP) – “Brasil Sabor Delivery”, uma reunião de restaurantes e chefes de cozinha. A programação iniciou no dia 28 de junho e vai até 12 de julho, os pedidos são feitos pelo aplicativo oficial do evento, disponível para todos os celulares iOS e Android. É moleza. É só acessar a plataforma, escolher suas cervejas favoritas e esperar – eles entregam na sua casa.

Em casa, curtindo as melhores cervas graças ao delivery da Banca

Quem me conhece sabe: sou chegado numa boa cerveja e cliente fiel da Banca – que considero o setor ideal pra tomar umas com estilo. Lá você encontra marcas como Weiss’s, IPA’s, Pilsen’s, Stout’s, Porter’s, Witbier’s, entre tantas outras disponíveis na carta diversificada da loja. São os melhores chopps e mais de 50 rótulos de cervejas nacionais e importadas. Eu peço sempre. E recomendo!

Mais informações:

Igor Maneschy: 96 98117-8839
Rita Barcessat: 96 98133-4223
Austy Maneschy: 91 98509-2293

Redes sociais da Banca:
Instagram: @bancariosbeer
Facebook: https://www.facebook.com/bancariosbeer/?fref=ts

Elton Tavares – Jornalista, cervejeiro e cliente da Banca Rios Beer desde 2016.

PERTO DA COBAL, O ABREU – Crônica de Fernando Canto

Foto: SelesNafes.Com

Crônica de Fernando Canto

– “Perto da Cobal”. Era a indicação, código, informação, referência. Assim a gente se comunicava naquela época, no início dos anos 80, para se encontrar e bater um bom papo nos finais de tarde do gostoso bairro do Laguinho, atrás da sede dos escoteiros. O bar do Abreu ficava na esquina da Odilardo Silva com a Ernestino Borges.

Zé Ronaldo Abreu e Liete Silva

Creio que o Zé Ronaldo nem imaginava a importância que tinha o bar, naquele momento gerenciado só por ele, terminada a sociedade Rodrigo & Ronaldo na antiga lanchonete e açougue RR. Rodrigo foi para o Pacoval e Ronaldo ficou no Laguinho ajudado pelo seu dentuço irmão, um adolescente muito legal chamado Marquinhos.

Foto: Blog Direto da Redação

Pode-se dizer que o bar tinha um “chama”, que atraía boêmios, artistas e intelectuais, políticos e malandros, como qualquer bom bar. Era uma espécie de casa da mãe, útero, boate, palco e tribuna. Algo meio surrealista: enquanto o Hélio lançava o seu livro os fregueses das redondezas compravam cupim ou alcatra entre um pronunciamento emocionado do Pedro Silveira e um riso tímido do Alcy. E assim escutavam o Grupo Pilão e os toques mágicos das violas do Nonato e do Sebastião.

Bêbados contumazes, como dizem os jornalistas, costumavam encher o saco dos fregueses contumazes e comportados, acostumados a beberem após as 11 horas de sábado. Vinham do Jussarão, dum tal bar de chorinho do Noé (quando ele ainda era boêmio), duma tal Dama de Macapá e de outros bares com nome de Quebra-Mar ou coisa que valesse. E falavam, e exigiam bebidas, e vomitavam e dormiam. Só a paciência do Ronaldo era a mesma de Jó. Um guardanapo de pano atravessado no ombro, um sorriso e o gesto de limpar a mesa amainavam as tentativas de exasperação de fregueses chatos, e principalmente daqueles que adoravam se exibir falando inglês mas espalhavam perdigoto.

O bar era sério como qualquer bar sério. Porém só veio a ter o nome atual quando um velhinho simpático e meio atrapalhado, pai do Ronaldo e do Marquinhos ficou por trás do balcão, dando descanso aos dois. Era o seu Abreu, que logo se tornou amigo de todos. Dos homens e das mulheres, dos bêbados e dos inconformados, dos santos e dos capetas. Um homem que muitas vezes era importunado às quatro horas da manhã por alcoólatras para a primeira dose do dia, mas que fazia da sua profissão de dono de bar um sacerdócio, como dizem os assistentes sociais e os políticos agnósticos.

Caricatura do artista plástico Wagner Ribeiro

E como todos sabem o bar do Abreu era um bar itinerante, como diziam os advogados e os vagabundos líricos. Já rodou meio mundo macapaense, fazendo histórias e presenciando casos de amor e de morte, juntando paixões e separando olhares, refazendo vidas e acompanhando vitórias e derrotas de times e de jogadores. Viu amores entre militares e garçonetes, entre pintores e enfermeiras, observou transeuntes eventualmente entrando no bar para matar sua sede ou engolir uma moela guisada, antiga especialidade da casa.

Foto: Renato Ribeiro

Depois de mudar de lugar o bar tinha nas paredes televisores enormes; quadros impressionantemente horríveis, como diria o esteta, e uns fregueses que achavam bonito tudo o que o Bolachinha imitava nas madrugadas em que se refugiava para não imitar a si próprio.

Antigo Bar do Abreu, na Avenida Fab – Foto: blog O Canto da Amazônia

Este era o bar do Abreu que conheci desde sua inauguração em 1981. Um bar feito com categoria e estilo que proporcionava união, contradição e o ato de beliscar a lua, montado no sonho dos fregueses, ouvindo “a música das moedas deslizando nas máquinas caça-níqueis do Eduardo”, como poderia dizer o Max Darlindo cantando um samba bem alegre. Um local onde o freguês tinha o rei na barriga e o imperador na boca, onde quem bebia sem brindar ficava três anos sem transar, onde quem brindava sem beber ficava três anos também sem. Onde um “murmúrio ofegante” do celular do Bira Burro era escutado a 100 metros de distância. “Ali há uma ilusão para continuar jogando”, dizia o Tavares ao observar o prefeito atravessando a rua para “tomar uma” no bar.

Bar do Abreu em festa, de volta a Avenida FAB – 2015

O rodízio citadino do bar do Abreu infelizmente cansou, ficou sem fôlego na pandemia e fechou suas portas. Mas bar é um fênix. Certamente um dia volta com outro estilo. E o velho balcão de inúmeras conversas e grandes alegrias estará lá como imã atraindo os velhos fregueses.

Foto: Tica Lemos

– “Égua”! Eu exclamo agora ao lembrar que o “perto da Cobal” confunde e troca o espaço pelo tempo em quase 40 anos que o mundo rodou dentro e fora de mim, para que pusesse referência nos passos que dei pela vida e nas construções que a lida diária, as reflexões e os bons amigos me proporcionaram realizar.

Corra, Lola, corra! – Por @giandanton

Por Gian Danton

Corra, Lola, corra é um filme alemão dirigido por Tom Tykwer cujo roteiro é todo construído a partir de conceitos da teoria do caos.

O princípio básico da teoria do caos é a dependência sensível das condições iniciais. Ou seja, pequenas alterações no início de um processo podem provocar grandes alterações lá na frente. A história é toda construída, nos mínimos detalhes a partir desse conceito.

No filme, Lola entra em uma loja para comprar cigarros e tem sua motoneta roubada. Isso faz com que ela se atrase para um encontro com o namorado, que está transportando dinheiro de um traficante. Esse atraso faz com que ele decida pegar o metrô, onde acaba esquecendo o saco com o dinheiro, que é roubado por um mendigo.

Agora Lola tem 20 minutos para conseguir 100 mil marcos antes que o namorado seja morto. A trama acompanha a correria da personagem tentando resolver a situação: ela quase é atropelada, passa por diversas pessoas (e vemos em flashs como será o futuro de cada uma dessas pessoas).

O plano não dá certo e o filme volta ao início, ao momento em que Lola está recebendo a ligação do namorado.

 

Esse roteiro em looping permite observar como pequenas alterações vão provocando mudanças: é a mulher que, na versão anterior iria enveredar pela bebedeira e perder o filho e agora ganha na loteria e se torna rica, é o homem que bateu o carro na primeira versão e não bate… a corrida de Lola agora vai provocando alterações por onde passa como se ela fosse um efeito borboleta.

Há um outro filme sobre o assunto, com o título óbvio de Efeito borboleta, mas Corra Lola é muito mais interessante pela complexidade da trama e por mostrar como as alterações vão ocorrendo em diversas escalas (no filme Efeito borboleta as alterações ocorrem de maneira limitada, geralmente centradas no protagonista).

Além disso, a linguagem do filme é caótica, com corte rápidos, misturando cenas live action com animações, flashs fotográficos até jogos eletrônicos.

Corra Lola é um dos melhores exemplos de como teorias científicas podem ser usadas como base para filmes.

Assista ao trailer de Corra Lola, Corra: 

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

‘Observatório da Democracia’ libera acesso aos conteúdos da Agência de Notícias

Nesta terça-feira (7), ocorrerá a transmissão, ao vivo, às 19h30, do debate sobre ‘Políticas públicas e direitos da comunidade LGBT+’. A atividade marca a programação do ‘Dia do Orgulho LGBT’, comemorado em todo o mundo no dia 28 de junho.

Na oportunidade, a equipe de Comunicação do ‘Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas’ apresentará o portal de notícias, criado para difusão de informação e conhecimento sobre direitos humanos. O debate será ao vivo na página do Observatório: facebook.com/observadh

Acesso ao Observatório

Desde o dia 3 de julho está liberado acesso aos conteúdos produzidos e divulgados pela equipe da Agência de Notícias do Observatório. Os internautas podem conferir reportagens especiais, pesquisas e produção científica de pesquisadores da área de direitos humanos, além de conteúdo audiovisual disponível nos canais Observatório TV e Observatório na Rádio.

A Agência de Notícias é apoiada pela Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (PROEAC/UNIFAP), por meio do Edital nº 11/2019 de seleção de Escritórios Modelos.

O Observatório também está com postagens nas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter: @Observadh.

De acordo com a coordenação do Projeto, o site tem por objetivo a divulgação de conhecimento e informação sobre democracia, participação política, direitos humanos e políticas públicas. A proposta é articular e promover a interação entre professores e pesquisadores que atuam em ações e pesquisas voltadas a

“O site é um espaço aberto à todos que tenham algo a dizer, a refletir e informar sobre a agenda complexa e abrangente na área de direitos humanos. O convite é para que participem do nosso espaço de opinião e análise, dedicado à manifestação crítica de ideias”, explica o docente da UNIFAP e coordenador do Observatório da Democracia, Direitos Humanos e Políticas Públicas, Prof. Me. Antônio Sardinha.

Sobre o Observatório

O Observatório atua na oferta de atividades em três frentes: no ensino, com a Escola de Formação em Direitos Humanos e Políticas Públicas; na pesquisa, com execução de investigação, reunidas no Grupo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares em Cultura e Políticas Públicas, e na extensão, com ações de formação e assessoria em política pública e direitos humanos.

Atualmente, o Projeto conta com a participação de sete pesquisadores da UNIFAP e colaboradores das áreas de mídia, política, comunicação, sexualidade, sociologia, geografia, história, entre outros.

Acesse: http://www.observatoriodh.com.br/

ASCOM/Unifap

30 anos sem Cazuza

Hoje (7) é aniversário da morte (estranho estes termos juntos) do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o “Cazuza”. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990. Eu tinha 14 anos e tava de férias com minha família em Natal (RN). E lá se vão três décadas (já!??!!).

O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira.

Ele foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Passou no vestibular para Comunicação em 1976, mas abandou o curso, meses depois de começar a estudar. Cazuza participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80.

Logo depois, indicado pelo cantor Léo Jaime (que recusou os vocais do Barão), juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria). Nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. Os maiores sucessos do Barão foram as canções “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.

Sua carreira solo também foi fantástica; Cazuza flertou com a MPB, misturou-a ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Literatura e cinema

Em 2004, foi lançado o filme “Cazuza – O tempo não pára”, baseado no livro “Só as mães são felizes”, de Lucinha Araújo, mãe do cantor – que, no longa foi interpretado pelo ator Daniel de Oliveira. O filme narra a vida de Cazuza pela ótica da mãe desde o início da carreira, até sua morte.

Em 1989, declarou ser soropositivo e a Aids o levou há exatos 30 anos. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara é um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia. Viva Cazuza!

Elton Tavares

Paulinho Bitencourt gira a roda da vida pela 43ª vez. Feliz aniversário, “Boca Mole”!

Sempre digo aqui que gosto de manifestar afeto aos meus, em textos. Meu pai, após perder o pai dele, me disse: “não mais deixarei de dizer a alguém que amo, pois não disse para o Juca (apelido familiar de João Espíndola, meu avô)”. Pois é. Por conta disso, sempre o faço por aqui.

Também repito que alguns companheiros de jornada (meus irmãos de vida), com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato, sempre estão em meu coração. É o caso do Paulinho Bitencourt, o nosso muito querido “Boca Mole”. Hoje é aniversário do cara, que gira a roda da vida pela 43ª vez. E a gente (eu, Emerson, Patrick, Syd, entre outros tantos) ama esse cara.

Paulo é competente engenheiro civil, religioso, professor, alquimista-astrólogo e meio cientista maluco amador, fã de Rock and Roll, flamenguista, bicolor, cozinheiro de mão cheia, ex-dançarino de boates, e velho parceiro deste jornalista. Trocando em miúdos, ele é um cara paid’égua pra caralho!

Mas os melhores papéis que Paulinho desempenha na vida são o de pai do Lucas, da Maria Paula e da Maria Beatriz, de marido da Rose, de filho da dona Conceição e seu Nazareno, de irmão do Franck, Partrick e Najara, além de tio de vários moleques bacanas; o Boca Mole é um baita cara de família. Sobretudo, um homem de bem.

Conheci o Paulinho em 1996. E lá se vão 24 anos de amizade. Na época, eu e meu irmão entramos para a “Cúpula do Trovão” (nossa antiga turma, que aprontou muito em Macapá nos anos 90 e grupo do qual sempre faremos parte). É, a gente pirou pra caramba e tem muitas histórias legais pra contar. E algumas outras que não devemos tirar dos arquivos das Guerras Secretas (“Secrets War“, risos), onde ele tem duas gavetas.

Paulo é um homem trabalhador, honesto, meio desconfiado, sempre calado, às vezes meio tímido, mas espirituoso e extremamente inteligente. O Boca (esse apelido o persegue desde que ele era moleque, nem eu sei direito porque) é um cara foda em tudo que se propôs a fazer na vida.

O tempo passou. Na verdade, voou; a poupança Bamerindos levou o caralho, eu engordei muito e tô cheio de cabelos brancos, mas o Boca continua com a mesma cara cínica de 20 anos atrás. E, apesar dos nossos raros encontros, nos falamos toda semana e seguimos juntos na jornada numa relação recíproca de brodagem, respeito e admiração. Tenho certeza que se eu precisar dele, serei atendido/socorrido e vice-versa.

Boca Mole, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta, que sigas com saúde e ainda mais sucesso. Sempre digo que alguns amigos meus zeraram o jogo da vida, pois conseguiram formar uma linda família e alcançar sucesso profissional. És um deles e tenho orgulho de ti.

Emerson, Boca, eu, Clash e Patrick. Irmãos!

É como a frase de Paulo Sant’Ana: “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos”. Mesmo com esse período palha de Covid-19, estou feliz pelo teu ano novo Paulinho. Parabéns pelo teu dia, irmão. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Poesia que não se esgota (Fernando Canto)

A poesia não se esgota no pensamento porque ela é o esforço da linguagem para fazer um mundo mais doce, mais puro em sua essência;

A poesia procura tocar o inacessível e conhecer o incognoscível na medida em que articula e conecta palavras e significados;

Cada imagem representada, projetada pelo sonho, pela imaginação ou pela realidade, é um símbolo que marca o que sabemos da vida e seus desdobramentos, às vezes fugidios.

Mas nem sempre é o poeta o autor dessa representação, pois tudo o que surge tem base social e comunitária, depende da vivência de realidade de quem propõe a linguagem e a criação poética.

Quando isso ocorre estamos diante da autenticidade do texto poético. E todos somos poetas, embora nem sempre saibamos disso. E ainda que nem tentemos sê-lo.

Fernando Canto

Poema de agora: Prelúdio para a Catedral – Luiz Jorge Ferreira

Prelúdio para a Catedral

Encontro com Fernando Canto, parece que foi Ontem esses dez anos.
Aumentamos o grau dos Óculos.
Estou ileso, chamuscado , teso e ‘liso’, porém pareço eterno.
Ele fala.Eu falo.Bebe-se.
O tempo adoece.


Conversamos então sobre a solidão pousada no prato de azeitona, temo que sejamos herdeiros da mesma angústia que fala de canoas.
Digo-lhe que amaremos a mãe de nossos filhos, ele acha que Cuba pode vir a produzir mamão Papaya.
Divagamos sobre o fim de Tróia, e a glória de estarmos embriagados.
Bebo Conhaque e lhe segredo que sempre amei Helena.
Ele refere-se as Sereias como Sardinhas.
Diz que Deus é brasileiro, acho que tudo começou com um Símio.
Conhece uma Marcha Turca que termina em palmas, canta e eu aplaudo ritmicamente.

Belém está afônica.
Ele imita Sancho, eu imito o Capitão Gancho e Brizola.
Um Padre passa para a Igreja, atiro nele um caroço de azeitona.
Fernando vê-me menino, eu o vejo imberbe, fazendo poemas para as meninas do Colégio.
Digo-lhe que amaremos os netos de nossos filhos.
Ele acha que postumamente.

Os poetas Fernando Canto e Luiz Jorge Ferreira, em algum lugar do passado.

Rimos a ‘bandeiras despregadas’.
Mais ou menos de pé, cantamos o hino, despidos como nascemos.
O dono do bar, nos xinga.
É Domingo, saímos do bar, para a Missa.

Luiz Jorge Ferreira

* Do Livro Thybum – Rumo Editorial – 2004 (Primeira Edição) – São Paulo.

Como foi que eu perdi você? – Crônica de Evandro Luiz

Foto: Nathalia Rodrigues

Crônica de Evandro Luiz

Paulo Fontenelle era de Guarapuava, no Paraná, que até os dias de hoje mostra através de construções espalhadas pela cidade a forte presença espanhola na região no século XDC ( século 19). Ele tinha 34 anos, era casado com a chilena Maria das Dores e pai de dois meninos: André, de seis anos de idade, e Pedro, de três. Os dois se conheceram nas Cataratas de Foz de Iguaçu. Foi paixão a primeira vista. Em menos de seis meses eles estavam casados.

Ele trabalhava em uma fábrica de automóveis no setor de reposição de peças e ela dava aula de espanhol em uma escola privada. Não levavam uma vida difícil, mas também não chegavam a fazer parte da classe média. No fim do mês, não sobrava muito, mas dava o suficiente para o lazer das crianças e até mesmo do casal. Não abriam mão do costume de levar os filhos ao parque, fazer um churrasco de costela de cordeiro e tomar um bom vinho nos fins de semana.

A demissão de 50 trabalhadores, férias coletivas para outros 50, e a redução na jornada de trabalho acendeu a luz de alerta do casal. Na casa de Paulo e Maria, o clima já não era tão bom como antes.

As notícias negativas e a violência na cidade crescia muito e ocupava um longo espaço na mídia local e isso de uma forma ou de outra contaminava a relação entre os dois. A instabilidade econômica do país, levava o casal a desconfiar que o pior ainda estava por vir.

Como milhares de brasileiros, eles se perguntavam: Mas como podia isso acontecer em um país rico, que tinha o povo mais hospitaleiro do mundo, solidário e que não desistia nunca de seus ideais, de sua vocação em ser a maior liderança da América do Sul? Como um país que, além de ter o melhor futebol do mundo, tem ainda o carnaval, a maior festa popular do país.

Nenhum outro lugar no mundo tem tantos feriados como aqui. Não tem terremotos, tsunami, vulcões em erupções. E de repente, o que o casal mais temia, aconteceu: Paulo Fontnelle foi demitido da empresa depois de dez anos de casa.

Paulo não quis perder tempo e saiu em busca de um outro trabalho. Mas as respostas eram sempre as mesmas: não havia vaga. Foi aí então que Paulo Fontenelle tomou a decisão de procurar trabalho em cidades vizinhas.

Maria não disse nada, apenas chorou na janela que dava pro quintal da casa e viu a araucária, árvore símbolo do estado do Paraná, sem nenhum fruto de pinhão. Antes de sumir na esquina, Paulo olhou pra trás e acenou para a mulher e os filhos. Foram 15 dias de busca, mas sem conseguir nada. Cabisbaixo, pensando como iria sustentar a família sentiu um vento enrolar em sua perna uma folha de jornal.

E lá esta a na manchete. “A última fronteira agrícola no norte do país será ocupada por paranaenses”. Paulo pegou o ônibus e voltou para Guarapuava. Ao dobrar a esquina, viu a casa toda fechada. Sentiu um aperto no coração e quando abriu a porta não havia nada mais que um silêncio dilacerante. Foi até a sala e encontrou um envelope debaixo de um vaso já com flores murchas. Maria tinha voltado para Santiago. Enquanto lia, as lágrimas derramavam sobre o peito dolorido pela ausência da família.

Na saída do comboio de caminhões, via no horizonte a incerteza de uma nova jornada, em um lugar distante onde teria que lutar por um pedaço de terra. Chegou sentindo o calor de 40 graus, viu as terras e teve a sensação era ali a sua nova morada: na terra do meio.

Poema de agora: Atirando pedras por sobre os Ombros – Luiz Jorge Ferreira

 

Atirando pedras por sobre os Ombros

Eu vou me associar a você.
Sentados de costas para a terceira rua invernamos.
Rascunho com um pouco de saliva, desenhos a esmo.
A cara de um anjo careca tocando gaita.
Uma baleia azul vestida em um Suéter…Made in Pernambucana…voltada para Oeste.
Assobio mais da metade de uma Música de dois compassos que termina em Lá.
18:-45 .


Cruzo dois dedos polegares de unhas roídas, e os mordo até que sangrem.
Posso mergulhar meus dedos entre os teus cabelos úmidos de laquê.
Próximo escrever em Braile o décimo primeiro mandamento.
Aquele que diz:-NãoCreia.

Nada disso me importa quando caminho por ruas tortas com meus sapatos puídos de passos.
Eu amo os passos, os pés, e os sapatos.
Amo, os nós,os cós,e o Cal.


Amo o sal, e a brisa que enxuga o suor, e que penteia em mim os enfins espalhados pelas lembranças.
Ami a criança que fui e abandonei no Alpendre onde o Sol dormia a sesta na sexta-feira 13.
Adiante de mim o tempo como um imoral, mostrava-se despido.

Eu saí de mim, e passei a segui-lo.
Ele em um ritmo cada vez mais acentuado.
Hoje sei que fiz errado em arranhar a lua, e cuspir nas estrelas.
Enquanto eu corria entre os outros, que corriam entre outros, não havia lado que terminasse.
Os Corvos voavam as cegas e as penas que caiam, eu as pregava no corpo para ensaiar um vôo.
Por fim repleto de cicatrizes, tatuagens, garras, e tropeços.


Vejo-me as voltas com o retorno.
Hoje! Sozinho. Aqui estou.Como um Boto Cor de Rosa.
Menino e Avô.

Luiz Jorge Ferreira

*Do livro de Poemas “Nunca mais vou sair de mim sem levar as Asas” – Rumo Editorial – São Paulo.

O Capitão Caverna, o meu super- herói favorito

Adoro desenhos animados antigos, mas não sou muito chegado nos que são exibidos agora. Normal, tô ficando velho. Concordo que as animações antigas perdem em recurso tecnológico para os “mangás & Cia” que passam na TV atualmente, mas ganham, e muito, em criatividade dos de hoje. Pois eles eram engraçadíssimos e possuíam uma originalidade fantástica.

Também sou chegado em histórias de heróis diferentes. O Capitão Caverna, por exemplo, era um dos mais esquisitos. Pesquisando sobre o personagem, li em alguns sites basicamente isso: “O Capitão Caverna foi criado por Joe Ruby e Ken Spears, em setembro de 1977. Entre os seus poderes estavam a super força e uma variedade de trecos escondidos sob seus abundantes pelos”.

Ah, ele ainda tinha um tacape, com a qual o herói voava e que também se transformava em vários objetos, dependendo das situações inusitadas. Capitão Caverna é um personagem dos estúdios Hanna-Barbera, que produziu os clássicos “Os Flintstones e Scooby Doo”, entre tantos outros.

Além de seu peculiar visual, cabeludo e descabelado, baixinho, troncudo, narigudo e com um terrível apetite. O Capitão Caverna tinha um vocabulário próprio, que contava com as palavras “unga-bunga” antes de qualquer frase mal construída que ele emitia. Sem falar no seu grito estridente: “Capitão Caveeernaaaaa!!”. Um verdadeiro super-homem da idade da pedra.

Tudo bem que sua história é clichê, pois ficou congelado durante eras e acordou no século 20, despertado por Branda, Kelly e Sabrina, “As panterinhas”. Mas ele formou uma parceria infalível com essas meninas, solucionou mistérios e combateu o mal por toda a minha infância. Com certeza, o Capitão Caverna era, com toda a sua patetice, o meu super- herói favorito. Bons tempos aqueles. É isso.

Elton Tavares

Para quem não viveu e viu ou está com saudades, aqui está o Capitão Caverna: