Poema de agora: VALSINHA – Luiz Jorge Ferreira

VALSINHA

E se acontecer da dor acontecer
E se esta dor em mim só for você
E se ela me fizer sangrar
E se eu me desmaiar
E se acontecer de eu me esquecer
E se você nunca se lembrar
E se de repente eu não existir
E me ferir e me embriagar
E de manha for eu quem não chegar
E se eu espalhar demais os meus pedaços
E se você por Deus não os juntar
E por acaso eu nunca mais estando
E acontecer em nós da dor voltar
E finde o dia e a gente não perceba.
E a vida fuja e a gente não esteja.
– Como poderemos ser felizes?

E se nos perdermos nas esquinas
E se nos escondermos entre nós
E se dormirmos em noites diferentes
E se for outro o nome de alguém
E se fingirmos ter saudades.
E se um chegar depois
E se desunirem as cidades
E se for frio na sala e o sol brilhar no Hall
E se envelhecermos no Outono
E se diminuirmos a visão
E se desaparecer o seu sorriso
E se o coração tiver razão
E se você vier vestida
E se houver água no mar
E se vier trazendo a vida
E se eu tiver ido banhar


E se dançarmos uma valsa
E se o som vir do luar
E eu sonhar que foi um sonho.

Como poderemos Ser felizes?

Luiz Jorge Ferreira

 

*Do Livro de poemas “Defronte da Boca da Noite…ficam os dias de Ontem” – Rumo Editorial – São Paulo …Brasil.

Por meio de credenciamento artístico, Secult/AP apoia cinco eventos neste final de semana

Nesse segundo final de semana de dezembro, uma vasta programação cultural ocorrerá na capital e no interior do Amapá. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) apoiará, com o seu credenciamento artístico, cinco eventos com grande estimativa de público. Iniciando nesta quinta-feira (12), com o aniversário do município de Laranjal do Jari, a programação de eventos vai até a segunda (16) com a Festividade de Nossa Senhora da Conceição, Luau da Samaúma, Festival da Banana e Natal Solidário.

Foto: Allumé Fotografia

O suporte disponibilizado pela Secult atenderá a programações culturais em três municípios do Estado: Macapá, Laranjal do Jari e Tartarugalzinho. A pasta confia no potencial artístico e econômico dessas atividades, que gerarão mais de 80 empregos diretos de técnicos e artistas credenciados, além de indiretamente ajudar na comercialização de produtos e serviços nessas regiões.

Foto: Mariléia Maciel

Com esse aporte nas atividades culturais realizadas no Estado, a Secretaria de Cultura garante mais qualidade às programações, atraindo maior público espectador e trazendo retorno para a comunidade e os seus realizadores.

Foto: Prefeitura de Laranjal do Jari

Aniversário de Laranjal do Jari

Com uma programação de 12 a 16 de dezembro, o 32º aniversário do município de Laranjal do Jari, localizado ao sul do Estado, contará com o apoio da Secult, por meio de um acordo firmado com a Prefeitura no valor de R$ 250 mil reais.

Criado no dia 17 de dezembro de 1987, o município atualmente é o terceiro mais populoso do Estado, com cerca de 50 mil habitantes. Na programação de aniversário haverá atrações gospel, casamento comunitário, rally e motocross, exposições artísticas, concurso das rainhas e shows com bandas de vários estilos para animar o público.

Foto: Mariléia Maciel

Festividade em Louvor à Nossa Senhora da Conceição

Como parte da devoção à Nossa Senhora da Conceição, comemorada no dia 8 de dezembro, a comunidade quilombola do Curiaú, Zona Norte de Macapá, realizará uma programação festejada tradicionalmente, há 70 anos, pela família “Gorgia”. O evento acontece na sexta-feira (13), a partir das 20 horas, e contará com a apresentação do Grupo Folclórico São José do Mata Fome, que faz parte do credenciamento de atividades culturais da Secretaria de Cultura.

Luau da Samaúma

Na sua 3ª temporada, o Luau da Samaúma – Especial de Natal –, acontece nessa sexta-feira (13), a partir das 17 horas, na Praça da Samaúma (Rua do Araxá, em frente ao prédio do Ministério Público Estadual). Essa edição será realizada pelo MP-AP, com o apoio do Sebrae, GEA e Prefeitura de Macapá, encerrando as atividades culturais organizadas pelo órgão em 2019.

A partir do credenciamento, a Secult abrilhantará a programação com as exposições artísticas “Memórias, ancestralidades e resistência”, de Claudete Machado; “Povo de Cultura e Fé”, de Max Gabriel; o espetáculo de teatro infantil “Buiando na Antranet”; e as atrações musicais com os músicos João Amorim, Nonato Santo e Amadeu Cavalcante, além da banda Sambarte.

14º Festival da Banana

O município de Tartarugalzinho estará em festa, de sexta (13) a segunda (16), com a 14º edição do Festival do Banana. Para que a comunidade da região aproveite a festa, a SECULT disponibilizará estrutura de palco, camarim, camarote, tendas e banheiro químico para a programação que terá culinária, esporte, dança e shows musicais.

Foto: Maksuel Martins

Natal Solidário

Dentro do calendário oficial do Governo do Estado do Amapá, a programação do “Natal Solidário” será promovida pela Secult no sábado (14), na Escola Jesus de Nazaré, a partir das 15h.

Esse evento destinado à comunidade dos bairros Laguinho e Jesus de Nazaré, contará com vasta programação cultural disponibilizada pela Secretaria de Cultura por meio de artistas credenciados. Além das atrações, haverá distribuição de brinquedos, lanches, brincadeiras, pintura facial, pula-pula e a presença do papai Noel.

Foto: Paulo Rocha

Os grupos de dança Axé Só Quebrança e os de teatro Açaideia e Entrei na Roda, credenciados pela Secult, serão as atrações especiais do evento.

Nota de Pesar da Secult

Walber Silva

É com muita tristeza e pesar que todos da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) receberam a notícia, na tarde desta sexta-feira (13), do falecimento do músico Walber Silva, que tinha 60 anos de idade, vítima de um infarto. Tecladista, líder e fundador da banda Negro de Nós, ele deu uma incalculável contribuição à cultura amapaense nestes mais de 20 anos em que seu grupo musical se apresentou no Amapá e levou o nome do nosso Estado para todo o Brasil e exterior e em sua carreira artística antes da banda.

A banda Negro de Nós começou a carreira em 1999 e ficou conhecida por incrementar às ‘músicas’ e ‘ritmos’ sonoros africanos. A inspiração do grupo vem da essência da música negra brasileira, afrodescendente e de todas as partes do mundo para suas composições.

Walber Silva deixa um legado de conquistas no campo artístico. Sua partida é uma inestimável perda para o Amapá. Que ele faça sua passagem em paz. Todos nós, da Secult, nos solidarizamos com a dor de seus entes queridos. Pedimos a Deus que conforte o coração de seus familiares e amigos enlutados.

Nossas sinceras condolências por sua partida precoce e nossos agradecimentos ao grande artista que ele foi.

Evandro Milhomen
Secretário de Estado da Cultura

Música de agora: What Difference Does It Make? (Que Diferença Faz?) – The Smiths

What Difference Does It Make? (Que Diferença Faz?) – The Smiths

Todos os homens têm segredos e aqui está o meu
Então deixe ser conhecido
Nós fomos ao inferno e maré alta
Certamente posso confiar em você
E ainda você começa a recuar
Palavras pesadas são tão levianamente lançadas
Mas eu ainda pularia na frente de
Uma bala voando por você

Então, que diferença faz?
Então, que diferença faz?
Não faz nenhuma
Mas agora você foi embora
E você deve estar parecendo
Bem velho essa noite

O diabo vai encontrar trabalho para mãos ociosas
Eu roubei e menti, e por quê?
Porque você me pediu!
Mas agora você me faz sentir tão envergonhado
Porque eu só tenho duas mãos
Bem, eu ainda estou apaixonado por você, oh-oh-oh

Então, que diferença faz?
Ah, que diferença faz?
Oh, não faz nenhuma
Mas agora você foi embora
E seu preconceito não vai
Mantê-lo aquecido hoje à noite

Oh, o diabo vai encontrar trabalho
Para mãos ociosas
Eu roubei, e então menti
Só porque você me pediu
Mas agora que você sabe a verdade sobre mim
Você não vai me ver mais
Bem, eu ainda estou apaixonado por você, oh-oh-oh

Mas não mais desculpas
Não mais, não mais desculpas
Ah, eu estou muito cansado
Eu estou tão farto
E eu estou me sentindo muito enjoado e doente hoje
Mas eu ainda estou apaixonado por você, oh-oh-oh
Oh, meu sagrado
Oh

Natal e outras “coisas”! – Crônica de Josimar Barros

Crônica Josimar Barros

Já quis muitos presentes em outros dezembros de minha vida. Sonhei com uma bicicleta BMX durante parte da infância e adolescência, inclusive esse ainda é um desejo que pretendo um dia realizar… Rsrsrs… Morri de vontade de ter aquele All Star azul dos anos 80, mas só pude ter mesmo uma Kichute. E como durava essa espécie de chuteira de borracha que dava um chulé medonho. Eu ralava ela no asfalto e na calçada do pátio da escola pra desgastar e, com isso, ter motivo pra pedir outro pisante, mas nada da maldita Kichute furar. A graxa também era pouca pra revitalizar ela e tinha encarar sempre outro ano de escola com esse calçado típico de meus primeiros rabiscos escolares.

Quis muito ainda uma calça US Top ou Lee. E tive essas duas calças Top (como dizíamos à época). Usadas, é bem verdade, mas tava nem aí, já que eu era um caboclo do pé rachado e tuíra que usava US Top, mano velho! Já me torci de vontade de ter um Walkman (uma espécie de toca fitas K7 portátil), um vídeo game Atari e uma viagem à Belém pra comprar coisas que só quem ia lá podia usar. Mas queria ir à Belém de avião… Na TABA pra ser mais exato, que era o avião que passava quase em cima de casa e podíamos ver o nome dessa empresa na barriga da aeronave… Mas só consegui voar muito depois – na VASP – quando a TABA já tinha entrado em falência. Para os menores de 30 anos, informo que “VASP” é a abreviação de Viação Aérea São Paulo e TABA, significava Transportes Aéreos da Bacia Amazônica, que funcionou no Amapá nos anos 70 e 80. E só fazia uma ou duas viagem por semana pra capital paraense, se me lembro bem! Então, você virava praticamente uma lenda, depois de voar nessa empresa! (risos).

E meus sonhos de ter sapatos, roupas, transporte pra me locomover só mudaram de marcas. Continuaram se sucedendo a cada Natal. Aos poucos fui beliscando um ou outro sonho pra me sentir incluído nesse mundo padronizado das grifes que te fazem falsamente se achar “gente de verdade”!

Jozimar Barros e Susanne Susi Farias (sua esposa), em uma outra época – Foto: arquivo pessoal.

Hoje aqui em São Paulo, andando de metrô, vendo prédios enormes, em meio a ofertas tentadoras de coisas de vestir e calçar, entrando em shoppings modernos e vendo tanta tecnologia típicas das megalópoles, minha mente pensa apenas no pelo macio da minha gatinha Marie, no rodopiar alegre do meu cachorrinho Chaves, no meu gramado que me dá imenso prazer em molhar.

Também nos meus tajás, na samaúma que o Gilberto Almeida e a Fatinha me deram a honra de cuidar. Penso nos finais de semana com a presença da minha mãe e meu pai, onde meus irmãos estão juntos relembrando de nossa vida dura no passado, mas que superamos, e hoje é motivo das melhores piadas saudáveis… Rsrsrs… Ah! E pense como desejo sentir o cheiro da minha amada Susanne Susi Farias e ver aquele sorriso apertado quase forçado do meu pequeno gigante Giuliano Vitor!

Caramba! Como é verdade que as coisas mais importantes do mundo não são as coisas!

E o melhor de tudo é saber que ainda tenho oportunidade de voltar pra abraçar e beijar tudo que mais amo: bichos, plantas, família e amigos! Meus melhores presentes com certeza!

*Texto reflexivo feito no final da primavera paulista de 2019…

** Josimar Barros é produtor cultural, sócio da DUAS TELAS Produções e Idéias,  fã de Rock e artes, além de apoiador de causas nobres.

A Convenção – lindo conto de Natal de Fernando Canto

IndiosPeleVermelhas03

Conto Natalino de Fernando Canto

O Centro de Convenções daquela moderna cidadezinha no interior da floresta era o palco de um evento religioso bianual da cristandade, de grande importância para nós, teólogos do Novo Olhar.

Após o grande processo de destruição ambiental do planeta ficamos espalhados pela terra sofrendo a ansiedade de vê-la reconstruída e fazendo a nossa parte. Levávamos aos mais necessitados uma nova forma de encarar o mundo e uma nova esperança para evitar os sofrimentos humanos causados pelos incontáveis desastres ecológicos ocorridos até em lugares onde nem se cogitava que eles pudessem acontecer.

Cientistas constataram a grande obviedade que a desgraça ocorrera mesmo devido a ganância dos detentores do capital internacional e o excesso de poder dos países ricos que tiravam a vida de milhões de pessoas pelo mundo afora, sem contar as vítimas de guerras causadas pela intolerância religiosa. Éramos poucos, mas a seriedade de cada um de nós fazia a diferença, aprofundada em detalhes interpretativos dos cânones universais contemporâneos e nos santos ensinamentos de Jesus Cristo.

Todos se esforçavam muito, participando de seminários e congressos pelo país, porque grande parte dos conhecimentos da nossa religião havia desaparecido ou queimado no mundo todo.

Ali, ao lado do grande evento, muitos acontecimentos ocorriam: feiras, espetáculos e exposições, como a de novas descobertas tecnológicas e de máquinas que respondiam perguntas sobre metempsicose e a natureza dos espíritos. Livros curiosos eram lançados e relançados virtualmente em telões, inclusive aqueles considerados sagrados que por séculos vinham intrigando a inteligência dos sábios com seus mistérios herméticos. Tumblr - AliensHavia debates intermináveis que abrangiam desde o pensamento de filósofos gregos sobre relatos de povos extraterrestres a absurdos que a contemporaneidade não conseguiu mudar.

Eu participava pela primeira vez desse encontro, e já dera minha palestra sobre a existência de Papai Noel Redivivo no Novo Mundo Amazônico e meu testemunho sobre isso em outro tema da programação, portanto estava livre de compromissos. Mas os debates continuavam em outros níveis. noelE eu fui guindado meio sem querer – e curioso – a assistir a um deles promovido pelos neoperipatéticos de Rinha, um convento de uma ordem sacra europeia. Chamou-me a atenção o denominado “Aristóteles e o Paraíso”, cujo tema central era sobre a localização geográfica exata do Jardim do Éden. Havia outro, muito singular, chamado “Dançarinos Aristotélicos” no qual se discutia sobre quantos anjos poderiam dançar ao mesmo tempo na ponta de uma agulha. Os grupos de discussão seguiam um sacerdote-mestre sob as sombras das árvores na praça principal da cidade.

Aristóteles gozava de grande popularidade entre os sábios. Sobre ele corria a lenda da sua imensa alegria quando pôs as mãos em uma das penas verde-claras do anjo Gabriel, descoberta dentro de uma arca envolta em tafetá. Um grupo dizia que a partir dessa pena teria o filósofo reconstruído a pessoa do arcanjo. O grupo oposicionista, porém, suspeitava que a pena fosse proveniente da cauda de um periquito de asa branca, o que proporcionou um grande exaustivo debate entre os participantes. Após a discussão chegaram ao consenso de que a pena teria sido arrancada da asa do anjo na ocasião do seu aparecimento à Virgem Maria para anunciar a imaculada conceição. Presumiram que a própria Virgem Maria embrulhara a pena em tafetá, de modo que ela viesse a ser uma das sete maravilhas do mundo teológico. Para eles Aristóteles teria sido contemporâneo de Jesus.

Outro interessante tema de reverência religiosa que vi nesse encontro foi a respeito da unha de um querubim. Entretanto, o que chamou mais a atenção de todo o congresso bianual e que gerou a maior lotação no Centro de Convenções foi a maravilhosa descoberta arqueológica de um ataúde com acabamento em ouro e prata, onde estava ainda intacta, uma das costelas do Verbo feito carne.

Acho que aprendi muito com essa viagem. Os arqueólogos mostraram outras peças de grande valor teológico advindas de descobertas em expedições perigosas. Não era fácil expor seus nomes e conceitos profissionais e terem que viver em um mundo de fanáticos e ateus. Eles sabiam que como cientistas e religiosos ao mesmo tempo teriam dificuldades de mostrar as relíquias à sociedade e serem somente aplaudidos e reconhecidos.

Nesse meio os vulcões da vaidade explodem rápida e facilmente, e sempre há um lado invejoso e descontente. Mas não deixavam de demonstrar certa genialidade e coragem para afirmar suas convicções e prová-las. Foi muito difícil para eles, segundo seus próprios relatos, mas conseguiram encontrar um dos raios da estrela de Belém, que foi quebrado e guardado por um dos três reis magos que foram adorar Jesus em uma manjedoura, assim como a pequena garrafa de vidro, dentro da qual havia notas musicais, que teriam sido entoadas mais tarde pelas abelhas do Templo de Salomão, de acordo com as antigas escrituras não oficiais.

Mas juro pelos santos sacramentos que de tudo o que eu vi na convenção nada me impressionou mais do que as descobertas. Cometi o pecado capital da inveja, pois não consegui parar de imaginar o rei Baltazar em estado de delírio gozoso ao ver a epifania da estrela de Belém, ao adorar o salvador do mundo e a usar sua arte mágica para quebrar um raio e guardá-lo.
*******


Era tempo de natal e eu tinha que voltar logo para trabalhar nos preparativos da festa para as crianças órfãs da minha vila amazônica ainda em lenta recuperação ambiental. Elas estavam tão ansiosas como eu, ainda que não tivéssemos brinquedos. Contávamos apenas com a esperança e a bondade do Papai Noel. Fui embora com a humildade que cabe a um pobre missionário, saindo da civilização da cidadezinha para minha aldeia de crianças pobres e estropiadas, martelando o cérebro sobre como conseguir presentes para elas quando me deparei com um negro alto, vestido de túnica e turbante. Estava envolto em uma aura radiante.

Entregou-me um objeto dourado e disse: – Imagina e realizarás. E sumiu. Era Baltazar, o mago rei e o verdadeiro Papai Noel Redivivo das minhas pobres crianças que me dera a chave de um tesouro: um pedaço do raio da estrela-guia. Horas depois já refeito da situação olhei para as estrelas. Todas eram pequenas e brilhantes, e delas caiam ao meu redor centenas de brinquedos. Só pude exclamar: – Bendito é aquele que vem em nome do Senhor! Hosana nas Alturas!

Leitor aos dezoito! – Por Angela de Carvalho – Angelita

Por Angela de Carvalho – Angelita

Bartolomeu, escrevo para te contar das maravilhas desta última semana, o nosso Salão do livro foi fantástico! Imagina só, vieram embaixadores de todos os municípios, duas crianças de cada, meninos e meninas de 8 anos, que em 2030 serão: Leitores aos 18 anos! Sacou?

Já na abertura do Salão, houve a assinatura do Programa “ Dez Anos de Leitura! Leitor, aos 18”. Todas as crianças na faixa etária de 8 a 12 anos, receberão 10 livros ao longo de cada ano, deste período. Serão os protagonistas desse programa.

Temo atropelar esta escrita, querendo contar tudo de uma só vez. Mas, deixa eu contar logo essa parte: os livros de vários escritores amapaenses que já estão aí neste outro plano com você, foram reeditados – e mais, eles foram au-to-gra-fa-dos, por dois “sósias” deles, um aos 8 anos e outro já adulto. Com isso, as crianças passaram a conhecer as histórias desses escritores, pois houve seleção e preparação para quem os representaria. Na seção de autógrafos, conversavam e davam entrevistas como se fossem mesmo aquele escritor. Estavam tão bem caracterizados, que os familiares destes se emocionaram. Entrei em cada uma das filas: amei abraçar a Aracy de Mont’Alverne e o Isnar Lima estava um charme com o terno de linho branco. A fila de autógrafos do Alcy Araújo, foi a mais concorrida.

Bomba! Os prefeitos, assinaram “Termo de Compromisso” onde está escrito que as Bibliotecas Municipais terão que funcionar que nem museu, com folga somente nas segundas feiras, para que as pessoas possam ir as bibliotecas nos finais de semana. Nos discursos, foi dito que “será este um equipamento tão importante quanto hospital e escola”. Deveriam ter dito: “tão importante quanto gabinete do prefeito”. Sabe-se que faltam coisas em todo lugar, mas em gabinete de prefeito: a central funciona, tem café, a secretária está sempre presente…mas deixa a minha ironia de lado, alguns serviços de prefeituras aqui do Estado do Amapá estão melhorando, reconheço! Vamos voltar para as coisas importantes que aconteceram no Salão. No tal Termo, está escrito ainda que cada Biblioteca Municipal vai ter um profissional bibliotecário(a); acervo renovado; boas programações literárias com mediadores de leitura e edital para publicação de livros, anualmente! É o Direito à Leitura amigo, que se faça JUSTIÇA! Não é? E não, que a Justiça ocupe o espaço que é de bibliotecas…lá vem a ironia outra vez. É que dói, sabe? Ainda não engoli aquela história da Biblioteca da Justiça Federal, dinheiro de emenda parlamentar designado para este fim…e quando o prédio estava lá prontinho, só faltando o acervo mobiliário e plugar os computadores… virou Juizado, doeu demais! Ainda bem que não cultivo amargura, faço minhas criticas porque penso. Mas estou aqui toda animada.

Então deixa eu contar algo super bacana: muitas pessoas passaram a conhecer o que eu chamo de “uma nascente do arco iris” é a “Casa Traço!” Um ateliê lindo, um lugar onde as tintas e cores se misturaram. Os artistas da casa irão Coordenar uma coleção de livros: “Municípios: do Oiapoque ao Jarí”. Isso mesmo, o Mário Baratta e a Bárbara Damas, ficarão à frete desse projeto, que fará parte do Programa “Leitor aos 18!”, e no Salão de 2021, haverá o lançamento desta coleção, quando os embaixadores passarão o relato do seu ano de mandato e os novos embaixadores empossados levarão aos municípios um exemplar do livro para cada criança, sempre de 8 a 12 anos. E ainda uma boa quantidade destes, para as bibliotecas das escolas e para a Biblioteca Pública Municipal. Haverá a cada ano a escolha de um município que será a Capital da leitura, nesse município também será realizado um Salão, seguido do que que acontecerá em Macapá, assim os municípios serão prestigiados também. Política Pública De Leitura acontecendo em todo o Estado do Amapá, parece sonho amigo!

Ainda falando em cores e tintas, advinha quem veio para este primeiro Salão: Roger Mello, Marilda Castanha, Odilon Morais, e muitos artistas que ilustram livros para crianças, vieram até ilustradores de outros países – aqueles que enviaram Obras para o AMAZÔNIA CHAMA ou Amazon Shouts. As crianças ficaram embevecidas em ver formas diferentes e belas de expressar as maravilhas da nossa floresta e sua biodiversidade, ainda que com a dor que sentimos com tanta destruição. A exposição da arte destes ilustradores vai circular em todos os municípios. É uma carreta/container, com a exposição já montada.

Ai, Bartô! A semana foi curtinha demais para degustar tanta maravilha. Essa turma nova que anda a colorir Macapá em projetos do segmento de Arquitetura e Artes da UNIFAP, vai junto com a carreta. A interação dos artistas de lá com os de cá, foi fantástica! Muitas trocas criativas. Os de lá se sentiram fortalecidos, vendo tanto potencial nessa juventude.

Eu, fui circulando por tudo isso, meio que transparente e silenciosa, como aprendi com você. Respirando fundo e me encantando com tudo e agora transbordo toda minha alegria nesta carta.

Programação cultural no Teatro das Bacabeiras reunirá diversos segmentos em noite de festa

Foto: Alex Silveira

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Teatro das Bacabeiras e seu Conselho de Pauta, promoverá no dia 20 de dezembro (sexta-feira), o evento intitulado “Cabaré Barcabeiras”. A programação será um encontro de diversos segmentos da cultura amapaense em um show empolgante.

O espetáculo trará atrações de artistas e grupos de música, dança, teatro, literatura, capoeira, artes visuais, artesanato e muito mais. Esse encontro sela o ano de atividades realizadas na principal casa de espetáculos da capital e promete um grande show para o público espectador.

De acordo com o secretário de Estado da Cultura, Evandro Milhomen, o evento será uma oportunidade de encontro entre os artistas amapaenses, que durante o ano de 2019 estiveram empenhados junto com a Secult em promover atrações de excelente qualidade ao público do Estado.

“Reunindo as diferentes vertentes culturais presentes no Amapá, nós proporcionamos à população uma amostra da cadeia produtiva da cultura que, com as nossas atividades dentro da Secretaria, buscamos incentivar cotidianamente. Esse projeto favorece artistas e sociedade, pois integra vários segmentos culturais, assegura a ocupação dos espaços do Teatro das Bacabeiras e incentiva a população a comparecer”, pontuou o gestor.

Serviço:

Local: Teatro das Bacabeiras
Data: 20 de dezembro
Horário: 20h
Mais informações: (96) 99151-2328

Plano Diretor do Fórum Nacional de Gestão do MP foi construído com a participação do Amapá

A 3ª Reunião Ordinária de 2019 do Fórum Nacional de Gestão do Conselho Nacional do Ministério Público (FNG/CNMP) contou com a participação de diretores e servidores da área administrativa do Ministério Público do Amapá (MP-AP). Foram dois dias de evento (9 e 10), no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília-DF, para alinhar ações para a execução do Planejamento Estratégico Nacional (PEN).

Na solenidade de abertura, na segunda-feira (9), o presidente da Comissão de Planejamento Estratégico do Conselho Nacional do Ministério Público (CPE/CNMP), conselheiro Sebastião Caixeta, e o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Alberto Bastos Balazeiro, destacaram que o fórum busca a integração das áreas administrativas do Ministério Público e permite o compartilhamento e a produção de conhecimento no âmbito dos diversos comitês e por meio das atividades desenvolvidas.

“Nesta reunião procuramos buscar uma proporcionalidade de representação de gênero, que é uma meta da Comissão de Planejamento Estratégico. Aqui, 46% dos participantes inscritos são mulheres”, destacou Caixeta.

O MP-AP contribuiu para esse índice indicando as diretoras dos Departamentos de Administração e Planejamento, Silvéria Reis e Eliana Pinho, respectivamente, bem como as servidoras Tânia, do Departamento de Gestão de Pessoas e Gilvana Santos, da Assessoria de Comunicação. Os diretores Rodinei Paixão, do Departamento de Tecnologia da Informação, e Elionai Paixão, do Departamento Financeiro, integraram a equipe que representou o MP do Amapá nas atividades desenvolvidas pelos Comitês, nas suas respectivas áreas de atuação.

Na reunião, os participantes tiveram a oportunidade de construir o Plano Diretor do Fórum Nacional de Gestão a viger no próximo triênio (2020 a 2022).

O FNG/MP tem por objetivo promover o debate, o estudo, a análise, a discussão, a harmonização, a articulação e a implementação das melhores práticas de gestão para o suporte às atividades-fim do Ministério Público brasileiro.

Serviço:

Gilvana Santos
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Como será quando eu morrer – Crônica de Elton Tavares

13-the-death

Às vezes me pego pensando: quando eu morrer vão lembrar de mim por quanto tempo? De que forma recordarão este jornalista? Vira e mexe penso que, após quatro décadas de vida intensa, desviver pode estar próximo de acontecer.

13154morte

Será que vão contar piadas sobre situações inusitadas ou presepadas que cometi? Sei não, talvez a família e os amigos mais próximos até sofram, mas logo esquecerão deste gordo, feio, chato e brigão. Quem sabe será melhor desta forma, assim não terá muito mimimi…É que nunca fui dado a dramas.

morte

Não sei se vou bater na porta de Deus ou do diabo (Não que eu tenha cultuado forças maléficas ou feito o mal a quem não procurou, mas ninguém sabe os critérios de avaliação da força que rege tudo isso aqui), se é que eles existem. Nada de exame de consciência, pois daria negativo.

fila-da-reencarnacao

Não sei se a passagem pra outra vida é a entrada na fila da reencarnação para outra existência, dimensão, planeta ou realidade paralela.

12301710_916971898355842_2394745096422163522_n

Não que eu esteja com pressa, mas penso mesmo no desencarne. Nada de finitude. É como dizem, todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer. Mas se rolar, minha estada por aqui valeu a pena. E como Valeu!

enterro_gordo_02

E o caixão? Vão ter que pegar um guarda-roupa, tirar portas e gavetas pra caber este gordo. Só lembro do Sal, que uma vez me disse: “Porrudo, se tu morrer antes de mim, apesar de sermos brothers, não vou pegar na alça do teu caixão. É que não sou chegado a serviço pesado” (risos).

cad2-ilu

Não sei onde e como acontecerá. Apenas suspeito. Acho que o cabo da matrix será puxado de repente, como um raio, um piscar de olhos. Tomara que assim seja. Esse negócio doido de morrer, que sabemos que vai acontecer, mas sempre nos surpreende é muita onda.

10268656_796178203755878_6529586721803936335_n

Mas de volta ao tema principal, como será após eu subir no telhado. Falo dos meus familiares, amigos. Espero que sintam a saudade gostosa que tenho do meu pai, aquela sem nenhum ressentimento.

Tenho certeza que daria uma passada pelo Purgatório, afinal, já magoei um monte de gente e dei porrada noutro tanto. Isso quando mais jovem, mas pecados são pecados. Não tem jeito.

marker20_thumb_thumb

Quero que na lápide seja escrito: “Godão, ardoroso partidário da causa hedonista, botou pra quebrar. Amou os seus, combateu os inimigos de forma limpa, viveu como quis e se divertiu a valer. Com um histórico imenso de confusões, vítima da sua própria sinceridade”.

fatso

Aliás, desafetos é o que não me faltam. Talvez role até uma festa deles para comemorar meu embarque para Caiena. Quando eu morrer, se valer a pena, alguém pode escrever, eu autorizo. Mas se falar mal, volto, e minha mizura vai cobrir de porrada o autor da crítica.

quandoeumorrer

Dizem que quando a gente morre passa um filme. O meu será um mix de romance, drama, aventura, humor e comédia. Enfim, quando chegar a hora, como disse o mestre Nelson cavaquinho: “quando eu morrer, os meus amigos vão dizer que eu tinha um bom coração. Alguns até hão de chorar e querer me homenagear, mas depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar”. É por aí mesmo. Por isso vivo o agora. Digo a quem amo que os amo e honro os meus com declarações de amor viscerais. Pois é assim que deve ser. Mas afinal, como será quando eu morrer?

Elton Tavares

 

MP-AP apresenta projeto “Gabinete nas Escolas” como ferramenta de controle e combate à práticas corruptivas

O Dia Internacional Contra a Corrupção é celebrado no dia 9 de dezembro em todo o Brasil. Um evento, que ocorreu na última segunda-feira (9), no Auditório do Sebrae-AP, com o objetivo de apresentar os trabalhos desenvolvidos pelos órgãos de controle e fiscalização, especialmente quanto ao Controle Social e Transparência Pública, debateu o tema.

O encontro foi realizado em conjunto entre a Superintendência da Controladoria Regional da União do Estado do Amapá (CGU/AP), Ministério Público do Amapá (MP-AP), Controladoria-Geral do Estado do Amapá (CGE), Secretaria do Tribunal de Contas da União do Amapá (TCU/AP) e Tribunal de Contras do Amapá (TCE/AP). Na ocasião, todas essas instituições foram representadas por seus mandatários ou representantes.

Na oportunidade, o MP-AP por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (PJDE), apresentou o projeto “Gabinete nas Escolas”, em execução desde 2018 nas escolas estaduais e municipais de Macapá, como ferramenta de controle e combate à práticas corruptivas.

A ação, que é coordenada pelo titular da PJDE o promotor de Justiça Roberto Alvares, consiste em conhecer de perto às necessidades enfrentadas cotidianamente por alunos, professores, técnicos e pais, além dos projetos exitosos, que podem inspirar novas iniciativas. Ao final de cada encontro são produzidos relatórios detalhados, que subsidiam as ações da Promotoria. Todas as providências que se fazem precisas são cobradas pelo MP-AP.

Ao todo, entre os anos de 2017 a 2019, a equipe da PJDE percorreu mais se 130 escolas da Rede Pública de Macapá. Conforme o promotor de Justiça, a meta é inspecionar as 248 instituições de ensino (estaduais e municipais), mais a Universidade Estadual do Amapá (UEAP). Na ocasião, Roberto Alvares agradeceu à procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, pelo apoio às ações e também se disse grato à sua equipe, pelo empenho em todas as incursões escolares.

“De acordo com a Resolução que criou a PJDE, é dever da Promotoria promover integração do MP-AP com os demais órgãos e é isto que estamos fazendo aqui, nos colocando à disposição de todos às instituições de controle e fiscalização, para interagirmos com o objetivo de, unidos, darmos as respostas sobre as mazelas encontradas no sistema”, comentou Roberto Alvares.

“Dentro das Escolas, se não existir um Conselho Escolar, Grêmio Estudantil, Associação de Pais e Mestres, presença dos Conselhos de Educação ou a fala comunitária em favor do sistema, a corrupção vai se alastrar bem mais. Percebemos que as nossas ações vêm apresentando resultados positivos, e isso nos motiva a buscar o melhor para essas escolas. Um ótimo sinal é que em todas as ações os gestores, alunos e instituições se fazem presente. Acredito muito na força do diálogo e na união de esforços para que a educação das nossas crianças e adolescentes seja colocada no mais alto nível de prioridade, não apenas no discurso, mas na prática”, manifestou o promotor de Justiça.

Além das ações do MP-AP, cada instituição envolvida apresentou seus respectivos projetos, como:

Ações da Controladoria-Geral da União; Aspectos jurídicos dos SESI e do SENAI e o Controle Externo; Estratégia Nacional de Prevenção à Fraude e à Corrupção; Corrupção como Fator Social; Controle Social e Transparência Pública e Aluno Auditor.

Ainda durante o evento, a estudante amapaense Aléxia Isadora Menezes Pavão, de 8 anos de idade, aluna da 3º ano do ensino fundamental na Escola Bartolomea Capitânio, ficou entre os três melhores do Brasil na 11ª edição do Concurso de Desenho e Redação, realizada pela CGU, com o tema “Faça o que é certo, mesmo que ninguém veja”.

Ela recebeu a premiação do superintendente da CGU-AP, Tiago Machado, e na sequência a professora da aluna vencedora, Amanda Marla Brito de Sousa, recebeu o prêmio das mãos do promotor de justiça Roberto Alvares.

Sobre a data

O Dia Internacional Contra a Corrupção foi instituído em 9 de dezembro de 2003. O Brasil e mais 111 países assinaram a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção em evento realizado na cidade de Mérida, no México, em 2003. O texto foi aprovado pelo Congresso Brasileiro em maio de 2005.

Participaram do evento o superintendente da CGU-AP, Thiago Machado Pereira Monteiro; o diretor Jurídico do SESI/SENAI-DR/AP, Jean Alves Pereira Almeida; o secretário do TCU-AP, Edem Mendes Terra Junior; o conselheiro ouvidor do TCE-AP, Reginaldo Parnow Ennes; o controlador-Geral do Estado do Amapá, Joel Nogueira Rodrigues; o ouvidor-geral do Amapá, Magdiel Eliton Ayres do Couto, imprensa e sociedade civil organizada.

Serviço:

Elton Tavares
Contribuiu a fotojornalista Márcia do Carmo.
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Coordenadores e pontos focais do ZEE do Amapá definem cronograma das atividades

Os coordenadores e a equipe de técnicos responsáveis pelo Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado do Amapá realizaram a primeira reunião de planejamento das atividades,  da última segunda-feira (9), no auditório da Embrapa Amapá, em Macapá. No encontro foi definido o pré-cronograma de ações operacionais e técnicas que deverão acontecer nos próximos dois anos e meio, prazo para conclusão do Zoneamento.

Foi uma oportunidade também para alinhar procedimentos quanto a licenciamentos, fluxo de aquisição de recursos materiais e definição de prazos. “Na operacionalização, vamos executar um modelo de gerenciamento compartilhado do projeto, entre a Embrapa, a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) e o Instituto Estadual de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), além das atividades de uma equipe técnica formada de especialistas em diversas áreas do conhecimento (fauna, flora, patrimônio cultural, solos e outros) que estamos chamando de pontos focais”, explicou o chefe-geral da Embrapa Amapá, Nagib Melém, ao lado do técnico da Seplan, Hebson Nobre; e do pesquisador Aristóteles Viana, do Iepa.

O ZEE servirá de instrumento para licenciamentos e investimentos do Governo do Estado, de investidores privados, órgãos de pesquisas, e outros segmentos nos meios rural e urbano. Em linhas gerais, o Zoneamento vai ordenar oficialmente o território do Amapá, contemplando os aspectos econômicos, sociais e ambientais. Trata-se de um projeto a ser executado por meio de contrato de prestação de serviços entre a Embrapa, Governo do Amapá e Fundação Eliseu Alves (FEA). O documento foi assinado na última terça-feira, 03/12, na sede do Palácio do Governo, reunindo gestores da Embrapa Amapá, o governador Waldez Góes, diversos secretários estaduais e pesquisadores que atuam no projeto; e já foi publicado no Diário Oficinal da União.

Depois do planejamento, a etapa seguinte será o diagnóstico dos meios físico, social e econômico

A Embrapa vai coordenar as etapas do ZEE, desde o planejamento até a sua implementação efetiva. Também farão parte dos estudos, pesquisas e elaboração de documentos, equipes da Embrapa Territorial, sediada em Campinas (SP), e da Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém (PA), como também técnicos de instituições estaduais de ensino e pesquisa como o Iepa, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Ainda neste mês de dezembro, o pesquisador Sérgio Gomes Tosto, da Embrapa Territorial, virá a Macapá para a segunda rodada de planejamento das atividades do ZEE.

Depois do planejamento, a etapa seguinte será o diagnóstico dos meios físico, social e econômico. “Com esse diagnóstico, que é o mapeamento, passaremos para a fase de prognóstico, onde termos uma síntese do uso destas informações e vamos determinar as zonas onde podemos ter a produção de determinadas culturas agrícolas, por exemplo”, explicou o chefe-geral da Embrapa Amapá, Nagib Melém.

O ZEE proposto para o Amapá será realizado em escala 1:250.000, elaborado segundo as diretrizes metodológicas do Ministério do Meio Ambiente para zoneamentos estaduais e atendendo aos critérios mínimos estabelecidos pela legislação em vigor. A legislação nacional determina a necessidade do ZEE nessa escala como instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento, ordenamento territorial e meio ambiente, assim como para as tomadas de decisões de investimentos dos agentes privados.

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

Hoje a Cíntia Souza gira a roda da vida. Feliz aniversário, @hccintia !

Meu amigo Fernando Canto escreveu uma vez: “Lembrar também é celebrar. E quando se celebra se rememora, ou seja, se re-memora num tudojunto inebriante, pois o coração aguenta. E ao coração, como sabes , era atribuído o lugar da memória – re-cordis“. Pois é. Lembro de tudo de bom que vivi ao lado de figuras incríveis. Uma delas inicia um novo ciclo neste domingo, 8 de dezembro. Trata-se da cintilante Cíntia Souza.

Cíntia é a mãe amorosa do Hector e Zaion, diretora-proprietária da Agência Crível Comunicação e Cultura, jornalista, especialista em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais, cineasta, produtora, radialista, fotógrafa, redatora, editora, cronista, documentarista, roteirista (Ufa! Ela é Phoda mesmo), amante do rock and roll e broda do coração deste gordo, Cíntia Souza.

Já disse e repito: a Cíntia é uma mulher inteligente. Assim como eu, é movida por paixões. Louca por sua família e trampo. É dedicada e caprichosa em tudo que se propõe, sejam trabalhos, desafios ou amores. Ela tem um gênio forte e é safa. A menina manja das malandragens, mas ainda assim consegue ser doce. Adoramos os venenos mais fortes, os papos legais e ilegais. Também trabalhamos em uma mesma equipe há alguns anos.

Minha história com a Cíntia é cheia de encontros, desencontros e furos, não jornalísticos, mas dela comigo e da minha parte para com essa lindona . Nosso lance é amizade e amor, mesmo quando passamos uma temporada longe um do outro. A gente se gosta assim mesmo, de maneira desorganizada e nos entendemos, pois vivemos na vera, com tudo, de rocha!

Ela me lembra uma frase da saudosa Fernanda Young: “Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce. Se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat“. Assim é a Cíntia Souza.

O nosso papo sempre fluiu sobre tudo. Seja atitude, música, artes, cinema, os outros ou agente, sempre com em comunicação entre as ondas cerebrais e o coração, e por aí vai. O que tento dizer neste texto é que a Cíntia é uma daquelas pessoas que faz a diferença. Ela têm algo de especial que é difícil definir.

Cíntia, “tu saaaaabes”. Que tu sigas desse jeito cintilante de ser. Que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos teus amores. E que tu novo ciclo seja ainda mais produtivo e aprazível. Te amo!

Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Skatista amapaense faz “vaquinha virtual” para participar de final do Campeonato Nacional Amador, em São Paulo (bora ajudar)

O skatista amapaense Gabriel Miranda, de 19 anos, se classificou, em seletiva realizada para a região Norte de skate, para a final do Campeonato Nacional Amador, que será realizado em São Paulo (SP), no dia 14 de dezembro de 2019. Entretanto, o atleta não possui apoio institucional e, sem dinheiro para a viagem, ele precisa fazer uma “vaquinha virtual” para ir até a capital paulista disputar a competição.

É sempre absurdo quando um caso destes vem a público e um atleta de alto nível precisa levantar dinheiro para representar o Amapá. Injusto, mas não incomum, infelizmente.

Gabriel relatou ao site Blog De Rocha que possui skate desde os 3 anos de idade e que, entre suas memórias afetivas, lembra que sempre admirou o esporte, mas que começou a “andar de carrinho” somente aos 11 anos.

Logo aos 12 anos, Gabriel começou a se destacar no skate e se desenvolver como atleta da modalidade. Ele contou ainda que sempre conseguiu boas colocações em campeonatos regionais. A seletiva amazônica para a competição nacional aconteceu em Belém (PA), no último dia 27 de outubro. Skatistas de vários estados participaram da fase classificatória, onde Miranda alcançou o segundo lugar. Ao todo, três competidores nortistas conseguiram o índice para o torneio nacional.

Miranda falou sobre os problemas da prática de skate no Amapá, como falta de pistas adequadas e o preconceito que os praticantes sofrem. “Várias vezes já tentaram me ofender com injúrias durante minha trajetória como skatista, mas nada muito grave”, comentou Gabriel, que sonha em ser um atleta profissional e incentivar os mais jovens.

“Estou na corrida pra me tornar profissional. Além de disputar o campeonato nacional, meu objetivo individual é crescer como atleta. Também pretendo instigar a prática dessa modalidade esportiva no Amapá, que está muito fraca no estado”, comentou Gabriel Miranda.

Na competição nacional estarão os 24 melhores skatistas da categoria no país. Na capital paulista, Gabriel ficará hospedado no alojamento cedido pela Federação Nacional de Skate, mas eles precisa custear passagens, alimentação e deslocamento na cidade.

Portanto, contamos com todos os que possam ajudar – com qualquer quantia – o skatista a representar o extremo norte do país em uma grande competição.

É bom ajudar! É raro um talento como o do Gabriel Miranda vingar sem apoio. Ele será o Amapá de skate em São Paulo.

Além disso, boas ações produzem sonhos felizes.

A vaquinha virtual pode ser acessada aqui: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/me-ajude-a-participar-da-final-do-campeonato-nacional-de-skate

Elton Tavares