Boletim oficial sobre a covid-19 no Amapá 25.02, às 16h – Com 194 novos casos, sendo 85 em Macapá, 47 em Laranjal do Jari, 45 em Santana e quatro novos óbitos

O Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COESP) traz novo relatório com dados sobre a covid-19 no Amapá com 194 novos casos, sendo 85 em Macapá, 47 em Laranjal do Jari, 45 em Santana, 8 em Mazagão, 7 em Amapá e 2 em Oiapoque.

Também há o registro de quatro novos óbitos no boletim de hoje, sendo dois em Macapá e dois em Laranjal do Jari.

Na capital, as vítimas são dois homens, um de 63 anos e outro de 82 anos, ambos falecidos em 23 de fevereiro. Em Laranjal do Jari, faleceram duas mulheres no dia 24 de fevereiro, uma de 49 anos e outra de 76 anos. Todas as vítimas sem comorbidades declaradas.

Painel geral de casos pela covid-19:

Casos confirmados: 83.062 (Macapá: 36.131/ Santana: 17.944/ Laranjal do Jari: 6.377/ Mazagão: 2.294/ Oiapoque: 4.439/ Pedra Branca: 3.050/ Porto Grande: 1.646/ Serra do Navio: 930/ Vitória do Jari: 3.242/ Itaubal: 362/ Tartarugalzinho: 1.708/ Amapá: 1.080/ Ferreira Gomes: 1.158/ Cutias do Araguari: 813/ Calçoene: 1.533/ Pracuúba: 355).

Recuperados: 60.340
Óbitos: 1.135

Dados da vacinação:
Doses entregues aos municípios: 46.232
Doses aplicadas: 27.850
População vacinada: 2,95% (1ª dose); e 0,35% (2ª dose).

Isolamento hospitalar: 171

Casos confirmados hospitalizados 125
Sistema público: 108 (50 em leito de UTI /58 em leito clínico)
Sistema privado: 17 (9 em leito de UTI /8 em leito clínico)

Casos suspeitos hospitalizados: 46
Sistema público: 22 (1 em leito de UTI /21 em leito clínico)
Sistema privado: 24 (0 em leito de UTI /24 em leito clínico)

Com isso, o percentual de ocupação dos leitos voltados para o atendimento da covid-19 no Amapá é de 53,80%.

Isolamento domiciliar: 21.462
Em análise laboratorial: 1.263
Descartados: 59.889

Casos suspeitos declarados pelos municípios:
Macapá: 1.207
Santana: 89
Laranjal do Jari: 0
Mazagão: 98
Oiapoque: 0
Pedra Branca do Amapari: 0
Porto Grande: 36
Serra do Navio: 10
Vitória do Jari: 0
Itaubal: 0
Tartarugalzinho: 55
Amapá: 6
Ferreira Gomes: 0
Cutias do Araguari: 3
Calçoene: 66
Pracuúba: 0

Total: 1.570

Assessoria de comunicação do GEA

Senador Randolfe é o relator do Projeto de Lei da Vacina

Na tarde de hoje (24), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fará a leitura do relatório sobre o Projeto de Lei No 534/21, que dispõe sobre a responsabilidade civil relativa a eventos adversos pós-vacinação contra covid-19 e sobre a aquisição e comercialização de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado.

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, apresentou ontem (23) esse projeto de lei que autoriza estados e municípios, além da União, a comprarem vacinas diretamente dos laboratórios fabricantes, o mandato do senador amapaense foi escolhido para relatar a matéria.

De acordo com o PL, estados e municípios devem assumir os riscos referentes à vacinação, respondendo solidariamente junto ao governo federal em caso de efeitos adversos dos imunizantes.

Empresas privadas que tiverem interesse também poderão pleitear a compra de vacinas diretamente dos laboratórios, desde que doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para aplicação nos grupos prioritários. As doses excedentes poderão ser utilizadas depois que esses grupos forem vacinados.

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

Maria Penha Tavares gira a roda da vida. Feliz aniversário, tia!

Gira a roda da vida, neste vigésimo terceiro dia de fevereiro,  uma das primeiras pessoas que me amou e uma das grandes amigas que tenho na vida, minha tia, Maria Conceição Penha Tavares. Ela chega aos 69 anos com saúde e aparência de 50  invernos amazônicos, graças a Deus!

É difícil falar a respeito de pessoas que, de tanto amor e presença afetiva, fazem parte da nossa construção pessoal. É como tentar descrever um pedaço de nós. Nesse caso, de um lindo pedaço.

Tia Maria é a filha mais dedicada de que tenho notícia, irmã preferida do meu pai (que já virou saudades) e filha preferida da Peró e vô João (que também já seguiu para as estrelas).

Tia também foi uma competente bancária durante décadas, é contadora e ex colaboradora da Cunha & Tavares Consultoria. Ela sempre foi empenhada, muito séria, responsável e dedicada em tudo que se propôs e se propõe a fazer.

Às vezes, ficamos muito putos um com o outro. Normal, somos teimosos e geniosos, mas nos amamos demais. Em razão da pandemia, não tenho sido tão presente na vida dela e da vó Peró, nossa matriarca e pessoa muito bem cuidada e amada pela tia (Quem conhece essa linda história sabe da nobreza e total compromisso da titia para com sua mãe). Mas elas sabem que podem contar comigo.

Perdi a conta de quantas vezes Maria Penha me socorreu com grana, quando eu ainda era um moleque doido e perdido na vida. Não que hoje eu seja um cidadão exemplar, é que virei um velho gordo que pira muito menos que antes. E ela sempre morou nesse meu coração transloucado.

Titia é íntegra, honesta, inteligente, batalhadora e decente. Maria sempre foi um dos faróis (assim como mamãe e vovó Peró) na tempestade que sou, sempre foi umas das luzes do meu caminho. João Espíndola e Perolina tiverem a sorte de ter uma filha como ela. Assim como todo o resto de nós, os Tavares.

Quando puxo na memória afetiva, ela sempre esteve lá, desde 1976, quando pintei por aqui. São quase 45 anos de amizade e amor.  Sou só gratidão a ela. Se um dia eu for pra minha sobrinha Maitê a metade do tio que ela foi e é pra mim, a missão estará cumprida com sucesso.

Ah, ela também me educou musicalmente. Graças a ela, gosto de música boa. Ela sempre foi uma espécie de mãe, madrinha, amiga, apoiadora, conselheira, parceira, entre outras tantas coisas maravilhosas que essa pessoa sensacional representa na minha existência.

Maria, às vezes nossas personalidades e rabugices colidem, mas isso passa logo, é somente uma vírgula no lindo livro da nossa vida juntos. Tia, que teu novo ciclo seja ainda mais porreta, iluminado, com paz e muita saúde pra você seguir na jornada e na tua bela missão. Graças a Deus tenho uma sorte dos diabos da tua existência orbitar a minha. Parabéns pelo teu dia. Te amo! Feliz aniversário!

Elton Tavares

Prefeitura de Macapá amplia cadastro de trabalhadores para recebimento do Auxílio Alimentação

A Prefeitura de Macapá inicia nesta terça-feira (23) o cadastramento dos empreendedores e trabalhadores autônomos que receberão o Auxílio Alimentação do município. A ação será coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e direcionada aos feirantes, empreendedores do comércio e serviços, ambulantes e profissionais autônomos que trabalham à noite, como garçons, cozinheiros e demais profissionais. Além deles, os microempreendedores e trabalhadores avulsos também serão cadastrados.

O programa conta com uma verba de RS 19,1 milhões, destinada por emendas propostas pelo senador Randolfe Rodrigues, no valor de R$4,3 milhões, e pelos deputados federais Acácio Favacho e Luiz Carlos, no valor de R$14,8 milhões. Desse total, R$6,4 milhões já foram distribuídos aos beneficiários. Para esta nova etapa, o Auxílio Alimentação distribuirá R$8,5 milhões.

O secretário municipal do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Inovação, Emanuel Bentes, destaca que esta ação é de grande alcance social e econômico. “Considerando o quadro de pandemia que estamos enfrentando, realizaremos esse cadastramento para dar um suporte maior aos empreendedores locais”, afirmou.

O secretário explicou ainda que o pagamento do benefício será feito em duas parcelas de R$150 reais. “Assim que o cadastro for feito, vamos divulgar a lista com os aprovados e a entrega do cartão será feita no local onde o cadastro foi realizado”, detalha Emanuel Bentes.

O prazo para os novos cadastros encerra no dia 14 de maio. Ao longo dos dias, a equipe da assistência social passará por diversos pontos da capital, como conjuntos habitacionais e feiras da 1º de Maio, 13 de Setembro e Perpétuo Socorro. O cadastro dos empreendedores também chegará aos distritos de Macapá, como Fazendinha, Coração, Abacate da Pedreira, Pracuuba, Bailique e Lontra da Pedreira. As ações iniciam às 8h.

Cadastro

Para se cadastrar, é necessário apresentar os originais do RG, CPF, Título de Eleitor e comprovante de residência. Para as crianças, deve ser apresentada Certidão de Nascimento, RG, CPF e Declaração Escolar.

“Independente de ser parente ou não, é necessário apresentar a documentação de todas as pessoas que residem na casa”, destaca Bentes.

Requisitos

Para receber o benefício, o usuário deve cumprir as condições previstas na Política Municipal de Assistência Social e, além disso, ter inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), renda individual de meio salário mínimo ou renda familiar bruta de até 3 salários mínimos e idade mínima de 18 anos.

Cronograma de pontos de cadastros

23/02 – Feira da 1º de Maio e da Jovino Dinoá
27/02 – Feira do Perpétuo Socorro
02/03 – Feira de 13 de setembro
04/03 – Feira Maluca e Feira do Brechó
09/03 – Empreendedores do Residencial São José
11/03 – Feira da Galibis e Feira da Pracinha da Caixa D’água
14/03 – Feira do Novo Horizonte
16/03 – Feirão Popular e Feira do Caranguejo
18/03 – Empreendedores do Residencial Mucajá
23/03 – Empreendedores do Residencial Açucena
25/03 – Feira da Ana Nery
30/03 – Feira do Zerão
01/04 – Feira do Jardim
03/04 – Feira do Marabaixo 2
06/04 – Residencial Mestre Oscar Santos
08/04 – Residencial Macapaba
10/04 – Complexo Araxá, Praças do Coco, do Barão e Veiga Cabral e Fortaleza de São José
13/04 – Praça da Conceição, Praça Nossa Sra de Fátima e Praça do Cidade Nova
16/04 – Praças da Bandeira e Chico Noé
20/04 – Pracinha do Curiaú
23/04 – Pracinha da Fazendinha (Distrito da Fazendinha e Igarapé da Fortaleza)
27/04 – Pracinha do Coração (Distrito do Coração)
30/04 – Localidade Casa Grande, Ressaca da Pedreira, Abacate da Pedreira, São Benedito, Cachoeira e São Raimundo do Paraíso
04/05 – Localidade de Pracuúba e São Joaquim do Pacuí, Tracajatuba e Santa Luzia do Pacuí
07/05 – Bailique
14/05 – Lontra da Pedreira

Ewerton França
Secretaria Municipal de Comunicação Social

Reciprocidade é tudo, acreditem! – Crônica de Elton Tavares

Ilustração de Ronaldo Rony

Em qualquer campo social, profissional ou afetivo, a gente só dá o que recebe. Aprendi que em tudo na vida é preciso reciprocidade. Sim, parceria, mão dupla. Acho engraçado que pessoas que não fazem nada por você, mesmo que já tenham feito (mas fizestes muito também por elas), lhe cobrarem algo. Outro fato que espanta é o lance de não lhe convidarem para nada, mas quererem que você as chame para tudo.

E ainda rolam casos de nego que não paga uma menta e se faz de vítima quando te vê fazendo algo legal via redes sociais. Que porra é essa? É preciso parceria, reciprocidade, dar e ter retorno. No trabalho, por exemplo, preciso de ajuda para executar minhas atividades e pessoas competentes nas coisas que me falta competência.

No campo da amizade, família ou relacionamento amoroso, a troca é necessária. Aprendi isso a duras penas. Mas sempre tem aquele parente ou “amigo” que acha que só você deve procurá-lo ou telefonar. Não!

É um lance até idiota, mas corriqueiro. Hoje em dia nem planejo nada. Procuro quem me procura, saio com quem me liga (e como ligam, graças a Deus) e por aí vai. Essa troca é natural e não deveria incomodar e nem ser explicada. Mas de tanta cobrança, estou aqui falando sobre o obvio.

Sou verdadeiro. Trato todos que amo bem, muito bem. Comigo as cartas estão sempre na mesa, pois não gosto de correspondência cognitiva. Portanto, a quem interessar possa, fica a dica: é preciso reciprocidade, sempre!

Elton Tavares

Música de agora: I’m Only Sleeping (Estou Apenas Dormindo) – The Beatles

I’m Only Sleeping (Estou Apenas Dormindo) – The Beatles

Quando eu acordo cedo pela manhã
Levanto minha cabeça, ainda bocejando
Quando eu estou no meio de um sonho
Fico na cama, flutuando sobre um rio

Por favor, não me acorde
Não, não me sacuda
Deixe-me onde estou
Estou apenas dormindo

Todo mundo acha que eu sou preguiçoso
Eu não me importo, acho eles que são loucos
Correndo apressados para todo lugar
Até eles perceberem que não há necessidade

Por favor, não estrague meu dia
Eu estou a milhas daqui
E além do mais
Estou apenas dormindo

Observando o mundo que passa pela minha janela
Não tenho pressa

Deitado ali e olhando fixamente para o teto
Esperando por aquele sonolento sentimento

Por favor, não estrague meu dia
Eu estou a milhas daqui
E além do mais
Estou apenas dormindo

Observando o mundo que passa pela minha janela
Não tenho pressa

Quando eu acordo cedo pela manhã
Levanto minha cabeça, ainda bocejando
Quando eu estou no meio de um sonho
Fico na cama, flutuando sobre um rio

Por favor, não me acorde
Não me sacuda
Deixe-me onde estou
Estou apenas dormindo

Hoje é Dia do Repórter (meus parabéns aos colegas)

Hoje é o Dia do Repórter, celebrado no Brasil em todo 16 de fevereiro. A data homenageia o profissional que faz de tudo para elaborar matérias com ética, celeridade e responsabilidade. Essas qualidades são tão essenciais a esse cargo exercido por profissionais da comunicação que têm a função de investigação, pesquisa, entrevista e produção das notícias, sejam para a TV, impressos, rádio ou internet.

Trata-se de uma emocionante profissão; sempre em busca da melhor fala, de novidades ou de novos dados, repórteres estão sempre investigando.

Todo repórter é jornalista, mas nem todo jornalista é repórter. Este peculiar tipo de comunicador cobre a pauta de sua editoria. Existem os que atuam em política, esportes, educação, cidades, mundo, economia, cultura, entre outros, além dos repórteres fotográficos.

E quando o repórter é foca? Nossa, coitados dos novatos, pois as gafes são inevitáveis.

O bom repórter apura (ouve os dois lados) e noticia o fato ou ação. Essa coleta de dados nem sempre é fácil; na verdade, dependendo do assunto, é bastante trabalhosa. Mais que uma profissão, é uma missão!

Não atuo como profissional da imprensa aberta e sim como assessor de comunicação. Dentro dessa nobre atividade, respeito quem faz assessoria sem bajulação e tento apurar os fatos da melhor forma, o que também me faz um repórter.

Aliás, este site atende à necessidade que sinto de não escrever somente textos institucionais, mas também escritos que fogem a qualquer regra, com todos os neologismos e achismos que me dão na telha.

Já tive boas experiências com webjornalismo e impressos, mas acredito que TV e rádio são trampos para os jedis – por conta da correria (que é foda, mas vicia) – pois, além de talento, é preciso muito improviso. Admiro os colegas (muitos deles amigos) que viram bicho atrás de matérias diferentes, complexas ou polêmicas.

Enfim, nossas homenagens e parabéns aos repórteres – estes brilhantes profissionais que nos trazem as notícias do dia-a-dia. Aos sérios e responsáveis, meus parabéns!

Elton Tavares

Vanessa Albino gira a roda da vida. Feliz aniversário, broda! – @vanessatalbino

A gente nem sempre consegue fazer amigos no trabalho. Tenho a sorte de conseguir na maioria das vezes. Neste décimo quinto dia de fevereiro, uma de minhas colegas e amigas do trampo, a Vanessa Albino, gira a roda da vida e eu lhe rendo homenagens.

Vanessa é acadêmica de jornalismo, fotógrafa, integrante da equipe da comunicação do Ministério Público do Amapá, colega de trampo e amiga deste editor. A filha da Claudia, irmã da Valeska e namorada do Junior me parece uma pessoa amorosa com sua família. Garanto que com seus colegas de trabalho e amigos, ela é demais gente fina.

Ah, ela também é sócia da Alecrim Comunicação Digital (empresa nova no mercado composta por jovens talentosas). Vanessa não é somente um “rostinho bonito” (inclusive já foi miss e tudo), pois a moça vai muito bem na área que resolveu seguir profissionalmente. Ela manja um pouco de design, marketing, audiovisual, se garante como social-mídia e como jornalista (seja escrevendo, no rádio ou na frente das câmeras).

 

Tudo isso, graças à sua vontade de aprender sempre e nada de preguiça de trabalhar (o jornalismo/assessoria de imprensa não tem hora ou dia, a gente trampa sempre que é preciso. Quem não entende isso nunca se garantirá nessa louca e linda profissão).

Conheci a Van em 2019, quando ela chegou para trabalhar conosco. De lá pra cá, ela se mostrou competente, comprometida, solícita, profissional e de bom trato. Desenrolada, boa de trampo e não tem medo do trabalho, além de um bom humor e sagacidade porreta. É muito bom conviver com a Vanessa.

Querida Van, sabes que te considero uma amiga. Nessa louca e feliz profissão é preciso parceria, e você já provou seu valor como pessoa inteligente, trabalhadora, batalhadora e sem frescura. Boto fé em ti como profissional e como pessoa.

Vanessa, que teu novo ciclo seja ainda mais firmeza. Que sigas com sabedoria. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que sigas pisando forte na busca dos teus sonhos. Torço para que consigas alcançar teus objetivos. Que a Força esteja contigo. Saúde e sucesso, sempre. Parabéns pelo teu dia, querida. Feliz aniversário!

Elton Tavares

O Carnaval cinza do tempo da pandemia (minha crônica sobre a falta que faz a maior festa cultural brasileira)

Anteontem (12), o calendário registrou o começo do período do Carnaval, a maior festa popular do Brasil. Mas, infelizmente, ainda vivemos tempos difíceis de pandemia e, por isso, o país não viverá a tradicional “Festa da Carne” (“carnis valles”).

Amo Carnaval, particularmente o de rua, sinto saudade do desfile das escolas de samba e dos blocos Bora lá só tu, A Banda e do Formigueiro (nunca tive fôlego pra chegar até o Pavão e, nos últimos anos, nem no Formigueiro fui mais).

Em razão da grave crise de saúde, é impossível ter carnaval. É realmente um caso de vida ou morte. O momento exige seriedade e respeito pela vida – a nossa e a dos outros. A gente entende, obedece e aplica. Fica em casa, com o coração cinza, e a alma de folião e o coração de brincante sentem falta do colorido.

Carnaval é paixão, só entende quem sente. Há aqueles que acham tudo uma grande besteira, paciência. Mas é inegável o valor da maior festa cultural brasileira.

O Carnaval é uma festa democrática, a alegria do povo. Pena que não teremos, mais uma vez, a rivalidade do Piratão, o Rei do Carnaval, contra os Boêmios do Laguinho, Maracatu da Favela ou Piratas Estilizados. Sem falar do dó de não termos a marcha louca da terça-feira gorda, a nossa tão amada Banda, o maior bloco de sujos do Norte.

Ontem seria noite de eu desfilar pela minha amada escola de samba, a Piratas da Batucada, como fiz desde 1992. Não tenho ziriguidum, não toco surdo de repique, tamborim ou bumbo, tudo pra não atravessar o samba. Também não sou pierrô e nem palhaço, mas sim Rei Momo, mas ainda dá pra andar todo o percurso de A Banda (risos) e cantando a velha marchinha do remador: “Se a canoa não virar, olê, olê, olá, eu chego lá”.

Foto: Maksuel Martins

Sim, sempre fui um folião de raça.

E nem me venham com o lance de ser “pão e circo”, isso é argumento furado de quem não entende que essa é a maior festa popular do Brasil.Cheio de memória, arte, homenagens, é muito mais que uma disputa de agremiações em uma grande passeata festiva. O Carnaval é inspiração, vibração, talento, organização, imaginação, arte, luz, cores, alegria, magia e amor. Fala de nossos costumes, história e tradições. Um contagiante evento de luz, cor e muita alegria. Sem falar na importância que possui para a economia.

A Covid-19 não permitirá nada disso. Hoje, arlequins e colombinas choram. Sem carnaval, a dispersão chega, antes do desfile, que nunca virá. Infelizmente, todos nós, amantes da festa, acabamos saindo em uma grande e unificada ala de palhaços tristes. Não ter a festa, é sofrer de desamor.A gente entende o perigo e a importância de não ter. Mas o coração da gente não.

O que resta é esperar a cor que virá depois do cinza. E ela virá (se Deus quiser). Afinal, a festa da carne é isso: ludicidade, beleza e esperança.

Elton Tavares

Carnaval, o Espelho Invertido – Conto porreta de Fernando Canto

Boêmios do Laguinho, escola de samba de Fernando Canto – Foto: Elton Tavares

Por Fernando Canto

O brasileiro faz festa para tudo, sempre arranja um motivo para comemorar. Mas é no carnaval que ele festeja a si próprio, pois quando isso acontece emerge claramente a velha ideia de que a festa representa uma memória e uma comunicação expressa por mensagem, no dizer do antropólogo Carlos Brandão. E se nos festejamos estamos cerimonialmente separando aquilo que deve ser esquecido (o silêncio não-festejado do cotidiano) e aquilo que deve ser resgatado. Quando nos festejamos somos convocados à evidência, para sermos lembrados por algo ou alguém, o que significa darmos sentido à vida, através de ritual na brevidade de um momento especial em que somos anunciados com ênfase. Aí nos tornamos símbolos, porque a sociedade festeja alguém que transitou de uma posição a outra ou migrou de trabalho ou de seu espaço de vida para outro.

Quando alguém, independentemente da mídia, tem seus quinze minutos de fama, pode estar solenizando uma passagem ou comemorando sua própria memória. A festa quer ser a memória viva dos seres humanos. A cada ano eles renovam essa catarse ao brincarem com os sentidos e os sentimentos, e então inventam situações onde a cultura nacional evidencia uma permanente vocação de investir no exagero, na critica e até na caricatura. Ali a oculta e difícil realidade surge epifanicamente revelando o que os indivíduos querem, fantasiados ou não, sóbrios ou loucos, juntos ou conflitantes, mas festejando o que são com suas angústias e significados.

No carnaval os atores sociais saem da rotina e forçam ao ritual da transgressão, saindo de si mesmos no breve ofício de inverter o que são. Alguns estudiosos como Da Matta e o próprio Brandão chamam isso de espelho invertido do que é socialmente esperado: pobres se vestem de príncipes, os nobres de índios, os homens de mulheres, as mulheres viram fadas e os bandidos querem ser heróis. Condutas se ultrapassam e se comemoram no ritual de si mesmo no carnaval.

Fernando Canto, o folião boemista. Foto: arquivo pessoal.

Mas não é o objetivo deste artigo fazer uma análise mais acurada do carnaval. Ele, o carnaval, vai muito além do seu significado sociológico. E como cultura, qualquer mecanismo inerente a ele traz uma dimensão que nos permite o mais profundo pensar ou o maior desprezo, ou mesmo valorizar a velha ”preguiça” ancestral indígena que dá depois da farra.

Elton Tavares, Emanoel Reis e Fernando Canto – Bar do Louro – Carnaval 2016

Todos sabem que o carnaval, enquanto evento tem vários conceitos e facetas. O significado de sua origem se perde nas trevas do tempo. Escritores autorizados dizem que ele surgiu nas orgias pagânicas do Egito e da Grécia, ou nas bacanais de Roma, realizadas em dezembro. Ele seria, então, apenas a reprodução em sentido mais moderado das festas lupercais, saturnais e bacanais que a história registra com abundância de informações. Não parece haver dúvidas, segundo Jorge de Lima, que o carnaval, assim como o teatro, nasceu da religião. Do italiano carne vale, é o tempo em que se tira o uso da carne, pois o carnaval é propriamente a noite antes da quarta-feira de Cinzas.

Carnaval do Amapá nos anos 60. Foto: blog Porta Retrato.

Para alguns é apenas uma caricatura que se faz da realidade e das pessoas, mostrando seus defeitos de forma burlesca, com imitação cômica. A meu ver, entre tantas hipóteses do que pode ser o carnaval, fico com esta que é completamente inusitada. Certa vez ao tocar um antigo samba-enredo de uma escola do Rio, num banquinho em frente à casa de meus pais, no Laguinho, iniciei a música no cavaquinho e cantarolei: “O carnaval é a maior…” Quando fui bruscamente interrompido pelo vizinho e amigo Nonato Bufu, que completou: “…caligrafia”, no lugar de “caricatura”. Rimos na hora, mas hoje eu entendo que também nós somos responsáveis em escrever a mão a história do nosso carnaval, inclusive com as alegrias e dores que porventura se fizeram presentes em nossas vidas.

*Texto publicado originalmente no Jornal do Dia, em 2006. Está no meu livro “Adoradores do Sol”.

Márcio Pinheiro gira a roda da vida. Feliz aniversário, brother!

Tenho alguns companheiros (brothers) com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato. Alguns desses, encontro somente no trabalho, durante as coberturas jornalísticas. É o caso do fotojornalista Márcio Pinheiro, que gira a roda da vida neste décimo quarto dia de fevereiro.

Adoro fotografar, mas sou somente um apertador de botões. Tenho sorte de ser amigo de bons fotógrafos – o Márcio é um deles. Vez ou outra, preciso de fotos e recorro aos amigos, que sempre me salvam. Pinheiro já safou muitas vezes e sou grato por isso.

Márcio Pinheiro é um pai e um marido apaixonado. Um amigo de fala mansa, bem humorado, tranquilo e de área luminosa. Fotógrafo competente e integrante a equipe da Assessoria de Comunicação do Governo do Amapá, o careca é um cara competente, parceiro e gente fina. Um retratista com olhar diferenciado e apaixonado pela fotografia.Dou muito valor nesse figura.

Não lembro quando conheci o Márcio, mas faz tempo. Ele era operador de áudio em uma rádio da cidade e, desde aquela época, sempre foi porreta comigo. Há cerca de duas semanas, encontrei com esse brother. Mais uma vez ele foi paid’égua e me ajudou. Na ocasião, lhe presenteei com meu livro, pois o “consideramento” é mútuo!

Márcio, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com sabedoria e coragem. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia, brother. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Música de agora: “QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO”

“QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO”
Autores: Fadico, Jorge Aila e Clovis Jr.
Intérprete: Ademar Carneiro

Chegou Piratão… Quem Vai Segurar
A Nossa Aliança Ninguém Vai Quebrar
Sem Ponto Final É a Comunidade
Da Zona Sul Amarelando Essa Cidade
Era Uma Vez
Num Reino Encantado no Meio do Mundo
“Monteiro” Contou Uma História
Que Me Despertou Um Amor Mais Profundo
O Sonho Não Era Ilusão, de Corpo e Alma Piratão
Eu Sou…
História Viva Desse Meu Lugar
Vem Que a Batucada Vai Te Encantar
Num Mundo de Fadas Madrinhas, Heróis Sem Vilões
Sabugo Falante, Boneca de Pano Que Fascinação.
A Minha Cadência Balança Meu Bem
Madrasta Perversa Não Pega Ninguém
Maçã Sem Veneno, Bruxa Sem Maldade
Na Nossa Barca É Paz, Amor e Felicidade
Quem Dera Ser Criança Novamente
Poder Plantar Um Sonho na Minha Mente
Fantasiar a Todo Instante
Poder Buscar Um Tesouro Tão Distante
Um Príncipe Encantado Despertando a Cinderela
Ver a Bela e a Fera Bailar Na Passarela
Quem Conta Um Conto Se Torna Imortal
Eternizado No Meu Carnaval
Chegou Piratão… Quem Vai Segurar
A Nossa Aliança Ninguém Vai Quebrar
Sem Ponto Final É a Comunidade
Da Zona Sul Amarelando Essa Cidade

 

Hoje é o Dia Mundial do Rádio (Meus parabéns aos amigos do Rádio)

Hoje é o Dia Mundial do Rádio. A data é celebrada em 13 de Fevereiro em homenagem à primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países.

A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado apenas em 2012.

A data tem o objetivo de conscientizar os grandes grupos radiofônicos e as rádios comunitárias da importância do acesso à informação, da liberdade de gênero e expressão dentro deste setor da comunicação.

Entre os meios de comunicação tecnológicos que existem na atualidade, o rádio continua a ser o que atinge as maiores audiências, continuando a adaptar-se às novas tecnologias e aos novos equipamentos. O rádio funciona seja como uma ferramenta de apoio ao debate e comunicação, na promoção cultural ou em casos de emergência social.

Essa modalidade de comunicação não é para qualquer um. O radialista faz locução, apresentação, sonoplastia, produção de programas, direção e outras atividades. É preciso ter talento e responsabilidade, além de boa voz, claro.

O radialista não transmite apenas notícias, mas sim informações repletas de sentimentos humanos, pessoas que se tornam próximas de uma maneira nada convencional.

Conheço e respeito muitos radialistas. Meu falecido amigo, Leonai Garcia, era doido pra me levar para o rádio. Nunca topei. Há 10 anos, o radialista Humberto Moreira me perguntou se eu não queria fazer uma experiência na área, também agradeci e disse que meu negócio são os bastidores e redações mesmo. Um dia, quem sabe. É que gosto mesmo é de escrever.

Gilvana e Girlene, minhas colegas de trampo, radialistas e amigas queridas

Portanto, parabenizo e agradeço, todos os colegas comunicadores dessa nobre área do jornalismo. Os veteranos Paulo Silva, Luiz Melo, Humberto Moreira e Graça Penafort. Os queridos Arms Souza, Ivo Canutti e Heraldo Almeida. E, em especial, as minhas queridas amigas Gilvana Santos (que em tempos de não pandemia, faz rádio no semanal Programa MP + Perto ) e Ana Girlene (MP + Perto e Café com Notícias) a todos os radialistas do Amapá. Sem eles, o nosso trabalho nas assessorias seria inviável. Sobretudo aos amigos, que são muitos. Palmas para vocês!

Elton Tavares

Fonte: Calendar Brasil.