Mazagão completa 249 anos (minha família veio de lá).

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Como já publicado aqui hoje, Mazagão Velho completa 249 anos de fundação nesta sexta-feira. A minha família paterna veio do Mazagão, não do velho, mas do “novo” (que não tem nada de novo). Bom, vou falar um pouco da cidade e depois da relação do local com o meu povo.

O município de Mazagão tem uma história peculiar, rica em detalhes sobre o Amapá. Mazagão foi fundada porque o comerciante Francisco de Mello pretendia continuar com o comércio clandestino de escravos, mas pressionado pelo governador Ataíde Teive, resolveu cooperar, fornecendo índios para os serviços de construção da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Macapá.

Em retribuição, foi anistiado e agraciado com o título de capitão e diretor do povoado de Santana, mas, por conta de uma epidemia de febre, que acometeu os silvícolas, foi transferido para a foz do Rio Manacapuru, e, pelo mesmo motivo em 1769, para a foz do Rio Mutuacá. 67600_493165714105798_851665926_n Em 10 de março de 1769, D. José I, Rei de Portugal (POR), desativou a cidadela de Mazagão, na então colônia do Marrocos (MAR), 340 famílias sitiadas pelos mouros. Elas foram transferidas para Belém (PA). Para alojar estes colonos, o governador mandou construir um povoado às margens do Rio Mutuacá. Em 7 de julho de 1770, começaram a ser transferidos 136 famílias para a Nova Mazagão, hoje cidade de Mazagão Velho, como já denominava-se o lugar, pois desde o dia 23 de janeiro de 1770, havia sido elevado à categoria de Vila.

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Prefeitura de Mazagão – Foto: Elton Tavares

Na verdade, meu saudoso avô paterno, João Espíndola Tavares, nasceu na região do alto Maracá, no Sítio Bom Jesus, localidade de difícil acesso. Para se chegar ao local, as embarcações precisavam passar por muitas cachoeiras do município de Mazagão. E minha santa vó, Perolina Tavares, bisneta do senador do Grão Pará, Manoel Valente Flexa (que foi manda chuva em Mazagão no tempo que lamparina dava choque), também nasceu naquelas bandas. Ah, meu vô foi prefeito do Mazagão (preso em 1964, pela então “revolução”).

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Eu e meus avós paternos – Mazagão – 1978

Lá eles namoraram, casaram e constituíram família. Meu pai, Zé Penha e meus tios Maria e Pedro, nasceram no Mazagão. Os filhos mais novos do casal, Socorro e Paulo, nasceram em Macapá, onde minha família paterna é uma das pioneiras. Meu vô partiu em 1996 e meu pai depois dele, em 1998. Mas a família Tavares preserva a dignidade, o respeito e a amizade, fundamentais para a vida, aprendidos no Mazagão e trazidos para a capital amapaense.

Quando criança, fui ao Mazagão, mas não tenho essas lembranças na cachola. Retornei ao município em 2009, quando meu avô foi homenageado na Loja Maçônica da cidade, por ter sido um de seus fundadores. Depois em 2010, a trabalho, para cobrir a Inauguração da Ponte sobre o rio Vila Nova, na divisa da cidade com a vizinha Santana. E depois, em 2012, para a cobertura do aniversário de fundação da antiga vila (há exatos seis anos).DSCN0298

É, minha família paterna veio do Mazagão (na década de 50). De lá trouxe uma nobreza que admiro e muito me orgulho. Não sei explicar a sensação de ir lá, mas a senti todas as vezes. Parece um lugar que já estive há muito, muito tempo. Quem sabe noutra passagem por aqui. Do que tenho certeza, é que tais raízes nos deram muita cultura, histórias legais e respeito às tradições. Meus parabéns, Mazagão!

*Este texto é parte da monografia que escrevi para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação.

Museu de Arqueologia e Etnologia da Amapá, em Macapá

Urnas funerárias antropomorfas

Por Luís Lopes

Museus são os locais ideais para conhecer a história e cultura de uma lugar ou de um povo. Visitamos o Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá (MAE-AP), em Macapá.

No MAE-AP há exposição de artefatos, peças e utensílios usados pelos povos que habitavam o Amapá. Urnas funerárias antropomorfas, vasos/cerâmicas também estão para exposição. Nossa cultura é riquíssima!

Ainda é possível apreciar, através de fotografias antigas, construções e lugares importantes de Macapá nos 50/60 e conhecer toda a transformação da capital. Você ainda pode comprar as famosas panelas de barro das louceiras do distrito do Maruanum. As panelas são feitas com o barro do Rio Maruanum e cascas de Caraipé e Jatobá. Uma obra prima!

Como chegar

O MAE-AP fica próximo ao centro de Macapá, na Rua São José, entre a Av. FAB e a Av. Iracema Carvão Nunes, em frente a Praça Barão do Rio Branco. Não tem erro! Espero que gostem do passeio.

Fonte: Trip Amapá

Confira a programação do Dia do Quadrinho

No próximo sábado, 26, os amantes de quadrinhos estarão reunidos na Biblioteca Elcy Lacerda numa vasta programação em comemoração ao Dia do Quadrinho.

Confira o que vai rolar por lá:
14h – Abertura (auditório)
Exposição dos originais de Joe Bennett (sala de processamento técnico)
15h – Contação de história no auditório.
RPG (saguão)
Swordplay (área verde)
16h – Bate-papo com Messias e Israel Guedes sobre quadrinhos no Amapá e publicação independente.
17h – Palestra com o Gian Danton sobre história do quadrinho nacional.
Escape Game (sala de informática)
18h – Quiz sobre Quadrinhos Nacionais no auditório.
A partir de 18h30 – Exibições de filmes relacionados aos quadrinhos nacionais.
15h30 até 17h – Oficina de desenho (sala de informática)

Fonte: Blog da Alcinéa

Especialização em Mídias na Educação-EAD Unifap abre inscrições

O Curso de Especialização em Mídias na Educação, na modalidade à distância, tem por objetivo capacitar em nível de pós-graduação lato sensu (especialização) os professores da educação básica da rede pública de ensino, como forma direta de contribuir para a melhoria da qualidade da educação brasileira, considerando como fator decisivo o uso integrado das mídias no processo educativo.

O Curso de Especialização em Mídias na Educação terá duração total de 18 meses e terá como carga horária total 360 horas.

São ofertadas 100 vagas para o polo Macapá, 100 vagas para Santana, 80 vagas para Vitória do Jari, sendo destinadas a candidatos que atendam a um dos seguintes requisitos: Ser professor ou técnico de escola pública ou privada; Possuir graduação em qualquer área do conhecimento; Ter disponibilidade de horário para realizar os estudos durante 10 horas por semana; Participar dos encontros presenciais no respectivo Polo de apoio presencial; Desenvolver atividades encaminhadas pelos Tutores; Possuir familiaridade com o uso de computadores e Internet.

O período da inscrição é de 24/01/2019 a 31/01/2019, são gratuitas e serão realizadas online através do endereço eletrônico do DEaD na página http://www2.unifap.br/ead .

O candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponibilizada na aba “inscrições abertas” no endereço eletrônico do DEaD.

Mais informações: http://www.unifap.br/public/index/view/id/10777

Contato:
Diretor : Andre Leite
Diretoria do Departamento – DEAD
Tel: (96) 3312-1798/1765

NaraCHAMBLAY
Assessora de Comunicação/UNIFA
[email protected]
Whatzaap 98116-6443

Programação de combate à intolerância religiosa conta com participação da prefeitura da capital

O Instituto Municipal de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Improir) participou da 4ª edição das Bandeiras de Matrizes Africanas, realizada na segunda-feira, 21. A programação lembrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Cultura: ancestralidade de um povo foi o tema deste ano.

A caminhada, além de reunir entidades da sociedade civil organizada e adeptos de religiões de matrizes africanas, chamou atenção da sociedade amapaense sobre a visibilidade da cultura afro-brasileira dos terreiros. “Hoje é o dia contra a intolerância de todas as religiões, mas, sobretudo, damos atenção neste dia às religiões de matrizes africanas, porque, historicamente, elas sofrem mais preconceitos e são marginalizadas. Essas religiões usam esse dia para chamar atenção e pedir que as outras possam respeitá-las”, enfatizou o diretor-presidente do Improir, Maycom Magalhães.

Segundo o coordenador do evento, Alessandro Brandão, a importância da visibilidade dada às religiões de matrizes tem relação direta com o preconceito, discriminação e repressão. “Neste dia, combatemos a intolerância religiosa com informação, além de fazermos valer a lei que fala sobre a cultura e a história afro-brasileira”, destacou.

A programação iniciou na Praça Veiga Cabral, com apresentações culturais de Marabaixo e rituais religiosos com roda de cânticos das nações religiosas. Posteriormente, o movimento ganhou as ruas do Centro da capital em direção à Praça Floriano Peixoto.

Assessoria de comunicação/PMM

Sábado no Museu Sacaca – Por DaniElle Custódio

Por DaniElle Custódio

Sábado à tarde, e o que fazer? Há quem diga que em Macapá não há muitas opções de lazer.

Mas pra uma adulta como eu, é fácil lembrar das tardes agitadas no zoobotânico da JK entre amigos, lanches gostosos e a bicharada.

Justamente por essa lembrança que minha irmã e eu pegamos o Gui para passear. Não, não é no zoo, porque este por enquanto não reabriu e deixou uma geração de crianças de fora dessa aventura. Mas o levamos ao Museu Sacaca!

Gui, foi o primeiro pedacinho de gente que peguei no colo sem medo, também o segundo momento mais maravilhoso e de completa alegria. Agora se tornou um ótimo companheiro, com ele valorizamos cada momento.

Motivadas em compartilhar o melhor de nossa infância, longe do tablet, pegamos o Uber que Gui chama de “carona” e o levamos para uma tarde de lazer livre do WiFi. É muito euforia para uma criança só, que me faz lembrar do Fantástico Mundo de Bob. Gui vibra com as árvores de Samaúma, desconfia da estátua do Sacaca, corre pelas trilhas, tem medo de passar pelas pontes e se maravilha com o passeio de barco Regatão.

Ao final do passeio, deixamos o museu com a vontade de voltar logo. Cada visita, é uma descoberta. Já está combinado, a próxima aventura de Gui será na Fortaleza de São José.

Especialização em Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola – UNIAFRO vagas para Santana e Macapá

O curso de especialização em Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola – UNIAFRO faz parte do sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB, e tem como objetivo oferecer especialização a professores do ensino básico que atuam em áreas indígenas e/ou quilombolas e realizar o debate teórico sobre as Relações Étnico-Raciais e Políticas de Igualdade Racial na escola de ensino básico, bem como estender este curso aos ativistas dos movimentos sociais e egressos do Curso de Ciências Sociais.

As vagas ofertadas neste processo seletivo serão destinadas a candidatos que atendam a um dos seguintes requisitos: Ser professor da rede ensino público graduado em qualquer LICENCIATURA; Demanda social compreende-se os/as candidatos/as que desenvolvam atividades em Organizações Não-Governamentais (ONG’s), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP’s), Fundações, Igrejas, Conselhos, Comitês, Fóruns, Núcleos e/ou Movimentos Sociais, com comprovada atuação; graduados em qualquer curso superior.

As vagas são para os polos de: Macapá com 80 vagas e Santana com 70 vagas.

O período da inscrição é de 24/01/2019 a 31/01/2019, realizada online através do endereço eletrônico do DEaD www2.unifap.br/ead

O candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponibilizada na aba “inscrições abertas” no endereço eletrônico do DEaD.

Mais informações: http://www.unifap.br/public/index/view/id/10774

Contato:

Diretor : Andre Leite
Diretoria do Departamento – DEAD
Tel: (96) 3312-1798/1765

NaraCHAMBLAY
Assessora de Comunicação/UNIFAP
[email protected]
Whatzaap 98116-6443

Hélio meu amigo Pennafort – Por Fernando Canto

Hélio Penafort – Foto encontrada no blog Porta Retrato

Ao dar o nome de Hélio Pennafort a sua biblioteca a instituição SESC realizou um ato de carinho às nossas letras e uma justa homenagem ao escritor e jornalista que muito contribuiu para que o Amapá tivesse as suas mais legítimas manifestações culturais conhecidas. Foi através do Hélio que a maioria dos que fazem a formação da opinião local hoje, se basearam para sistematizar a questão da identidade do homem amapaense. Fora ou dentro das academias seu trabalho ganhou a dimensão esperada e a valorização merecida, posto que só ele conseguia expressar com elegância nos seus textos as formas rudes (para nós) do falar cotidiano da vida do interior. Muitas vezes publiquei sobre a obra do Hélio por considera-lo um narrador excepcional das coisas da nossa gente. “Triste como um tamaquaré no choco”, “foi cocô de visagem” eram expressões do homem interiorano que ele usava no dia-a-dia. Para qualquer objeto ou situação complicada chamava “catrapiçal”. Vivia contando anedotas de caboclo se divertindo a valer com elas. Era extremamente sincero com seus amigos e não guardava o que tinha de dizer. Apesar de ter exercido inúmeros cargos importantes no Governo, tinha lá suas fraquezas e de vez em quando fugia do expediente para ir ao Abreu ingerir uma gelada, mas era também grave e sério nas suas responsabilidades.

Ainda adolescente andei em sua companhia, juntamente com o Odilardo Lima, repórter e poeta que virou delegado de polícia, e o Manoel João, um telegrafista e caçador de primeira linha, bom contador de histórias. Minha função no grupo era tocador de violão e guardião da memória deles, afinal iriam precisar de detalhes que fatalmente esqueceriam, quando da redação das reportagens que faziam para a rádio Educadora e o jornal A Voz Católica. Hélio proporcionava muitas histórias engraçadas, como certa vez em Mazagão, no início dos anos 70. Fomos de barco até a sede do município, e de carro até Mazagão Velho registrar a festa da Piedade. Ele ia dirigindo (Pasmem!) um jeep, e nós vínhamos tensos, no maior medo, porque até então ninguém jamais o vira dirigir, a não ser uma bicicleta. Com alguns atropelos e barbeiragens chegamos ao destino. Anoitecia e ele foi à casa do seu Osmundo, que liderava o conjunto “Mucajá”. Era um grupo rústico, de pau e corda e clarinete que tocava samba, baião, polca e outros ritmos. Lá pelas tantas, devido sua generosidade etílica, acabou o suprimento de uísque e cachaça. Em toda a vila também não tinha nada de álcool. Ele chamou uma rapaziada e disse: – Vão ver se encontram cachaça que eu dou uma grana pra vocês. Eles voltaram com uma “meiota” de “canta-galo”. O Hélio deu uma golada e cuspiu: “Querendo me enganar… É, seus porras? Cachaça com água eu não bebo, inda mais se é de mulher que acabou de parir”. Fiquei sabendo depois que as mulheres do lugar usavam aguardente na assepsia do pós-parto e que os moleques haviam roubado a garrafa de uma senhora que parira uns dias antes. Esse episódio só fez solidificar a minha admiração pela figura simples e humana do jornalista.

Dia da posse da de Fernando Canto na Academia Amapaense de Letras, 1988. Com os jornalistas Jorge Basile e Hélio Pennafort. Arquivo pessoal de F.C.

Fecundo no seu trabalho, Hélio sempre procurou dar a ele novas formas em linguagens diferentes. Em 1984/85 associou-se ao talento do piloto e vídeo-maker Roberval Lavor e produziu inúmeros vídeos sobre aspectos turísticos do então Território do Amapá. Embora não se adaptasse ao computador, o apregoava como instrumento do futuro, pois era atualizado nas informações tecnológicas.

Fumcult iniciará oficinas que fortalecerão redes culturais

A Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) dará início nesta segunda-feira, 21, a dois cursos culturais gratuitos em Macapá. A capacitação ocorrerá no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), na zona norte da capital. A primeira oficina terá como tema Cultura, projeto e políticas culturais, e acontecerá de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h; sábado, dia 26, das 10h às 13h e das 14h às 17h. No domingo não haverá encontro.

Com a temática Mapeamentos culturais, a segunda oficina ocorrerá de 22 a 28 de janeiro, das 14 às 18h. E domingo não haverá encontro. Já em fevereiro acontecerá o mapeamento de iniciativas culturais locais e seleção de cinco agentes para participar das atividades, recebendo uma bolsa/ajuda de custo no valor de R$ 1.500,00.

Serviço:

Data: 21/01 (segunda-feira)
Hora: 19h às 22h
Local: Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes)
Endereço: Avenida Carlos Lins Corte, Infraero II

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult
Contato: 98104-9355

Beatles Forever comemora 30 anos de carreira com dois shows em Macapá

Banda cover Beatles Forever se apresenta em Macapá nos dias 1 e 2 de fevereiro — Foto: Divulgação/Arquivo Alexandre Macanbira

Por Ugor Feio

Para marcar os 30 anos de carreira, os paraenses da banda cover “Beatles Forever” trazem para Macapá dois dias de shows. As apresentações ocorrem nos dias 1 e 2 de fevereiro, a partir das 21h, no Teatro das Bacabeiras.

O grupo, composto pelos artistas Alexandre Macambira, Marcos Rocha, Henrique Souza e Tom Menezes, apresenta a celebrada coletânea musical dos britânicos da banda The Beatles. Eles interpretam os cantores John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo Star, respectivamente.

De acordo com o produtor musical e um dos integrante da banda, Alexandre Macanbira, o grupo tem um desafio duplo nas apresentações, por ter que interpretar e cantar como se fossem os próprios ídolos.

“Eu costumo dizer que nosso trabalho é dois em um, nos apresentamos a caráter, de terno, cantamos e tocamos os instrumentos. Nós dividimos os microfones e tentamos ser o mais fiel possível ao original, mas sem perder a particularidade do nosso conhecimento musical”, contou.

As performances na cidade vão contar com os hits ‘I Want to Hold Your Hand’, ‘She Loves You’, ‘All My Loving’, ‘Yesterday’, ‘Hey Jude’, além de ‘Lucy In The Sky With Diamonds’.

Os ingressos já estão à venda, no valor de meia entrada (R$ 20) para todos até o dia 31 de janeiro.

Serviço:

30 anos de Beatles Forever
Dias: 1 e 2 de fevereiro
Hora: 21h
Local: Teatro das Bacabeiras (Rua Cândido Mendes, 1087, Centro de Macapá)
Ingressos: R$ 20
Postos de venda: bilheteria do teatro e na Sorveteria Jesus de Nazaré Rua Leopoldo Machado, 737, no bairro Jesus de Nazaré)
Classificação: livre

Fonte: G1 Amapá

Mel do Quilombo ajuda na Conservação das Savanas do Amapá

Avaliação das melgueiras. Foto: R. Frazão

A Comunidade Quilombola do Mel da Pedreira localizada a 42 km de Macapá no Amapá, consolida seu ciclo de implementação da Meliponicultura em territórios quilombolas do Amapá, por meio da criação de abelhas sem ferrão e a produção de mel na região.

Em 24 de outubro de 2018 realizamos uma visita a convite dos produtores da Comunidade Mel da Pedreira, que é um quilombo de 600 hectares localizado no entorno de Macapá, para conhecermos mais sobre os resultados alcançados por meio da Meliponicultura na Comunidade.

A liderança da Meliponicultura na comunidade é o Sr. Elizeu Cirilo de Souza, o qual apresentou os resultados alcançados com a organização socioprodutiva da Comunidade Mel da Pedreira no entorno da Meliponicultura (criação de abelhas nativas e sem ferrão da Amazônia).

O produto Mel do Quilombo nas mãos de Cirilo Neto (13 anos). Foto: R. Frazão

“Estamos satisfeitos com os resultados até aqui alcançados com a produção, assim como os aprendizados que conquistamos na conservação das abelhas sem ferrão, do meio ambiente e da segurança alimentar das famílias de nossa comunidade. Conseguimos desenvolver um rótulo para nossas embalagens, mas agora temos a necessidade de um espaço para dar um salto na qualidade da nossa produção de mel”. Enfatizou Elizeu.

A sustentabilidade na produção do Mel do Quilombo

A sustentabilidade do trabalho está na diversidade florística encontrada na comunidade, onde as abelhas coletam néctar e pólen. Assim, um estudo da origem floral e territorial do Mel do Quilombo, a partir das espécies de plantas que as abelhas utilizam para produzir o Néctar da Amazônia é muito importante em função da qualidade do mel produzido e da conservação da vegetação no entorno dos Meliponários.

Vejas algumas fotos da vegetação que compõem o entorno dos Meliponários que estão instalados na comunidade Mel da Pedreira.

Floração da Mangaba na Savana do Mel da Pedreira

Na comunidade de Mel da Pedreira possui uma floresta de mangaba, a qual se beneficia dos serviços das abelhas, onde as suas flores são polinizadas e permite que as famílias da comunidade realizem o extrativismo dos frutos para produção de polpas e sucos. As fotos abaixo são do acervo técnico de R. Frazão.

Frutos do tucumã

Os frutos do tucumã, p.ex. são coletados pelas crianças para alimentação cotidiana, no período de frutificação, o que apoia também a segurança alimentar e nutricional da população da comunidade do Mel da Pedreira.

A Meliponicultura na Escola do campo quilombola

Na escola da comunidade, as crianças têm oportunidade de compartilhar suas experiências a partir da riqueza natural que a região abriga ao despertar também para as vocações necessárias ao desenvolvimento regional e sustentável com o uso dos recursos naturais.

Ameaças as Savanas

O fogo nas Savanas é uma das ameaças as colmeias e meliponários da região.

Cirilo Neto recebe vacina de mel de abelhas sem ferrão. Foto: Envandro Bernard

O Mel do Quilombo

A organização socioprodutiva da comunidade Mel da Pedreira, permitiu, avanços no processo de comercialização do mel de maneira mais organizada, sem atravessadores. Mesmo de maneira artesanal o mel esta acondicionado em embalagens e já possuem um rótulo desenvolvido pelos próprios produtores da Comunidade do Mel da Pedreira.

O desenvolvimento sustentável

Este trabalho permite o Desenvolvimento Sustentável e a conservação dos ecossistemas da Amazônia com apoio direto da comunidades beneficiárias, uso racional das inúmeras espécies de abelhas e de suas florestas.

O produto pode ser adquirido diretamente na Comunidade Mel da Pedreira ou pelo contato direto com Elizeu Cirilo (96)991273902 (WhatsApp).

Este trabalho ao longo de suas etapas de implementação recebeu apoio financeiro do Fundo Amazônia do BNDES na Chamada http://www.fundoamazonia.gov.br/pt/como-apresentar-projetos/chamadas-publicas/projetos-produtivos-sustentaveis/2012.

Considerações

A comunidade passa a ser uma referência na produção de Mel de abelhas sem ferrão no Amapá denominado de Mel do Quilombo, cuja essência é o Néctar da Amazônia e a origem floral é a vegetação de Savanas nos limites da comunidade;

O mel produzido na comunidade tem inúmeros indicadores de sustentabilidade e conservação das abelhas nesses ambientes, o qual possui uma rica diversidade vegetal e animal”. Enfatiza o biólogo Richardson Frazão idealizador do Programa de Biologia da Conservação das Abelhas do Amapá.

Texto e fotos: Richardson Frazão, biólogo, mestre em desenvolvimento regional

Fonte: Néctar (contribuição de Marcelo Sá, que nos enviou a matéria).

Resenha do filme Bastardos Inglórios – Por Gian Danton (@giandanton)

Bastardos Inglórios é um filme de Quentim Tarantino, de 2009. Tarantino parece ter chegado à maturidade narrativa num filme que junta o que tem de melhor em toda a cinematografia e ainda acrescenta um fundo histórico interessante. Para quem não sabe, a história é sobre um grupo de soldados judeus-americanos (os bastardos do título), que entra na França ocupada pelos alemães com o objetivo de matar o máximo de nazistas possível.

Em uma trama paralela, temos uma garota judia cuja família foi morta, que agora tem uma identidade francesa e administra um cinema que acaba sendo escolhido para o lançamento de um filme alemão ao qual irá comparecer toda a elite nazista. As duas tramas paralelas, claro, irão se juntar no final, quando a garota, por um lado, e os bastardos por outro, irão tentar matar os oficiais.

Tarantino faz flash back em cima de flash back, mas a sequência mais memorável do filme é a primeira, em que uma calma conversa de um fazendeiro francês com um oficial nazista termina em um banho de sangue.

Nessa cena, duas coisas se destaca: a ótima direção de Tarantino (quando a câmera começa a se movimentar em círculo ao redor dos dois homens, sabemos que algo vai acontecer) e o talento do ator Christoph Waltz, que faz o Coronel da SS Hans Landa. O charme desse personagem é um dos atrativos do filme. Onde Hans Landa aparece, ele rouba a cena.

Já nos créditos percebemos que o filme é uma farsa, quando começa a tocar a música de Ennio Morricone, famoso pelos filmes de faroeste de Sérgio Leone. Muitos cineastas trabalharam muito bem com a trilha sonora, mas Tarantino a transformou em elemento narrativo.

Entre as várias cenas memoráveis está aquela em que Brad Pitt, com forte sotaque americano, tenta convencer Landa de que é um italiano. O cinema todo gargalhou.

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

Assista aqui o trailer deste filme sensacional: 

Se vivo, o lendário jornalista Hélio Pennafort faria 81 anos hoje – Por Renivaldo Costa

Acredito que o jornalismo amapaense deve muito ao Hélio Pennafort. O Hélio nasceu no Oiapoque em 21 de janeiro de 1938, onde também começou sua produção jornalística e literária, através do Jornal Vaga-lume. Foi repórter de A Voz Católica, Rádio Educadora São José e TV Amapá além de ter publicado diversos livros e escrito e dirigido curtas metragens e documentários para televisão com temas regionais.

Hélio atuou como correspondente do Jornal do Brasil e foi colaborador do Jornal da Tarde e de O Estado de São Paulo, sem falar que foi um dos nossos maiores cronistas. Se estivesse entre nós, hoje completaria 80 anos. Você faz falta, meu amigo.

Renivaldo Costa – Jornalista.

Moedas e Curiosidades – “In Hoc Signo Vinces” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outra linda e especial moeda da minha coleção, é o Follis de bronze, moeda de baixo valor que circulava em todo o império romano, feita em homenagem ao imperador romano Constantino I, que fez uma grande contribuição na fé cristã, muito embora ele tenha se convertido ao Cristianismo somente perto de sua morte, talvez para conseguir a absolvição dos seus pecados, pois foi pagão a vida toda.

Flavius Valerius Aurelius Constantinus (272 – 337 d.C.), conhecido como Constantino I ou Constantino “o Grande”, tornou-se imperador romano no ano de 306 d.C., após a morte de seu pai Constâncio Cloro. Ele assumiu o poder num momento de grande agitação interna e encontrou um império decadente, do qual até mesmo algumas regiões da Itália queriam se desligar do império.

Constantino teve papel importantíssimo no início do Cristianismo. Isso por que a partir de 313 d.C., a fé cristã passou a ser aceita e até mesmo incentivada pelos romanos. Mas não era assim no início do Cristianismo, na verdade durante certo período, a fé cristã foi até tolerada pelos romanos, mas com o tempo ela começou a se expandir muito rapidamente, e passou a ser vista como uma perigosa ameaça. Por isso, os imperadores romanos começaram a perseguir os cristãos. Nessa época era comum o lamentável espetáculo de cristãos serem atirados aos leões no Coliseu de Roma, para divertimento das multidões.

A situação começou a mudar com Constantino, a tradição conta que ao marchar sobre Roma para disputar o império com seu rival Maxêncio, na Batalha de Ponte Milvia em 28 de outubro de 312 d.C., Constantino viu surgir no céu uma cruz flamejante, com a inscrição “In Hoc Signo Vinces” (sob este sinal vencerás). Trocando a águia de seus emblemas pelo símbolo cristão, Constantino lançou-se à batalha, obteve a vitória e ganhou a supremacia sobre o império

Um dos símbolos mais comuns da arte cristã é o “Chi Rho”, que consiste precisamente, na sobreposição das letras gregas Χ (Chi) e Ρ (Rho), as duas primeiras do nome de Cristo em grego, ΧΡІΣΤΟΣ.

Em 313 d.C., Constantino I, publicou o Édipo de Tolerância ou Édipo de Milão, através do qual o Cristianismo é reconhecido como uma religião do império romano, e concede liberdade religiosa aos cristãos. A Igreja pode possuir bens e receber donativos e legado.

Ao contrário de seu filho Constantino, sua mãe Helena quis ser batizada e assumiu a fé cristã. Helena, ao longo de sua vida mostrou um grande fervor. Este fervor aparecia em grandes obras assistenciais e na construção de várias igrejas em lugares santos. Existe ainda uma lenda cristã, que teria sido Helena quem descobriu o local de crucificação de Jesus Cristo, tendo sido lá erguida a Basílica do Santo Sepulcro.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.