Moedas e Curiosidades – “La Vita è Bella” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Na noite do dia 21 de março de 1999 estava tudo pronto para a festa, pois acontecia no Dorothy Chandler Pavilion em Los Angeles a festa de premiação da 71ª do Oscar, apresentada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que homenageou os melhores filmes, atores e técnicos de 1998, e a expectativa era muito grande para o primeiro Oscar para um filme brasileiro: “Central do Brasil”, que concorria em duas categorias, mas infelizmente não foi dessa vez.

O grande vencedor da noite foi o filme “A Vida é Bela” de Roberto Benigni, que arrematou três Oscars, melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor trilha sonora. Na minha coleção tenho dois sets da República da Somália com a moeda que homenageia essa inusitada vitória, com valor facial de 5 Shillin, feita de cupro-níquel com 40 mm de diâmetro e 20 g de peso.

Em 1938, na região italiana da Toscânia, o simpático judeu Guido (Roberto Benigni) apaixona-se por Dora (Nicoletta Braschi), uma professora que está noiva de um funcionário local. Guido, porém, não desiste até no momento do casamento de Dora que acaba por fugir, em plena cerimônia, com o seu cavaleiro andante. Durante cinco anos vivem felizes na companhia de Giosué (Giorgio Cantani), até que as medidas de perseguição e detenção aos judeus são implementadas na Itália. Guido e Giosué são deportados para um campo de concentração e Dora decide acompanhá-los. Pai e filho ficam juntos e durante todo o tempo na prisão Guido, de forma engenhosa e com o auxílio dos outros prisioneiros, convence o garoto que estão num campo de férias a jogar um longo e emocionante jogo. Guido consegue transformar cada momento de humilhação, repressão e violência em hábeis situações do suposto jogo em que o garoto vai participando divertidamente. Finalmente, já perto do fim, Guido morre para salvar o filho, que se reúne a mãe no dia da libertação.

O filme “A Vida é Bela” foi um dos mais estrondosos sucessos dos últimos tempos, que comoveu e divertiu o mundo com uma incrível história dramática, contada em tom de fábula cômica sobre o Holocausto, e que teve algumas curiosidades que poucas pessoas conhecem:

• Filmado em família – Dora, a mulher do personagem Guido é a esposa de Roberto Benigni na vida real.
• A vida de Trotsky – Roberto Benigni afirmou que o título do filme é baseado em uma citação de Leon Trotsky, que aguardando a morte no exílio, ele escreveu que apesar de tudo “a vida é bela”.
• Escritor alemão – Antes de dormir, os personagens de Guido e Ferruccio fazem algumas brincadeiras sobre o filósofo alemão Artur Schopenhauer, o escritor favorito de Adolf Hitler.
• Falando italiano – O Oscar de melhor ator para Roberto Benigni, marca a segunda vez em que uma performance em italiano é premiada.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “Judô nos Jogos Olímpicos” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outra moeda dos Jogos Olímpicos de 2000, na cidade de Sydney na Austrália, que faz parte da minha coleção é a do “Judô”, com valor facial de 5 dólares australianos, feita de alumínio, zinco e bronze, com 38 mm de diâmetro e 20 g de peso, que homenageia esta modalidade.

O fundador do judô: Jigoro Kano, nasceu em 28 de outubro de 1860, na província de Hyôgo, perto da cidade de Kobe e em 1878 ingressou na Universidade Imperial de Tóquio, onde estudou letras. De sua mãe herdou o grande amor pela educação e de seu pai o senso de dever com a pátria e com o povo japonês.

Contudo por ser um menino muito franzino (1,50m de altura e 50kg de peso!), começou a praticar “Ju-Jutsu” (Arte Suave) com o intuito de diminuir sua fraqueza física e melhorar sua saúde.

Após se aperfeiçoar na arte do “Ju-Jutsu”, que considerava um tesouro nacional, chegou à compreensão de que deveria ensiná-la ao maior número de jovens, usando seus conhecimentos em benefício das pessoas e da sociedade em geral do Japão.

Assim, com este espírito, em 1882 fundou a sua própria escola que denominou “KODOKAN” (Ko = fraternidade, do = caminho e kan = instituto), que significa Instituto do Caminho da Fraternidade.

Devido seu grande conhecimento de física, inseriu em sua escola os princípios da gravidade, equilíbrio e deslocamento, sem o uso da força, mas substituindo-a por alavancas, seu estilo baseava-se em uma antiga lenda do Yoshin-Ryu (Escola do Coração do Salgueiro), que ilustrava a vitória pela não resistência, ou seja, “ceder para vencer”. A este novo estilo chamou de “JUDÔ”, que significa “Caminho Suave”.

Disputada por categorias de acordo com o peso, a definição dos ganhadores das medalhas de ouro e prata são conhecidos após os combates em eliminação simples, seguindo o cruzamento. Duas medalhas de bronze são distribuídas no sistema de repescagem.

O Judô é um esporte de combate individual que no Brasil tem bom prestígio e popularidade, produzindo bons resultados em nível internacional, sendo a modalidade que mais trouxe medalhas olímpicas ao país, foram 22 medalhas em Jogos Olímpicos de Verão no total, sendo quatro de ouro, três de prata e quinze de bronze.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “O Pataco Canhão” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outro belo item da minha coleção são essas três moedas de 40 réis de Portugal, são feitas de bronze com 35 mm de diâmetro, 2 mm de espessura e 38 g de peso, e foram utilizados antigos canhões de guerra e sinos de igrejas que foram derretidos pela escassez de metal que havia na época.

D. João VI (1767-1826) o “Clemente”, nasceu em Lisboa, foi o segundo filho do Rei Pedro III, teve a educação negligenciada por não ser o primogênito. Casa-se com Carlota Joaquina, filha mais velha de Carlos IV da Espanha. Juntos tem nove filhos, entre eles Pedro de Alcântara, futuro imperador do Brasil como Pedro I. Com a morte do irmão mais velho José, que seria o herdeiro direto ao trono, assume em 1792 a regência do reino, em virtude da loucura da mãe, a rainha Maria I.

Com a morte da mãe em 1816, torna-se rei. Retorna a Portugal em 1821, pressionado pela corte para enfrentar o movimento constitucionalista, e é obrigado a aceitar o papel de monarca limitado por uma Constituição.

Em detrimento da crise que Portugal sofria em 1821, D. João VI decidiu fazer uma moeda de metal não precioso (bronze), mas de grande tamanho e peso, para que desse ao povo a sensação de que valia muito, tentando driblar a inflação, para isso mandou derreter todos os canhões dos navios de guerra e dos fortes do exército e, também, centenas de sinos das igrejas, o que acabou gerando uma forte revolta do clero português.

Em 1823 readquire a plenitude de seus poderes com a ajuda do filho, o infante D. Miguel, que no ano seguinte tenta depô-lo em favor de sua mãe Carlota Joaquina, mas D. João VI destituí o filho, forçando-o a exilar-se. Em 1825 reconhece a independência do Brasil. Morre em Lisboa – suspeita-se de que tenha sido envenenado.

Dentre todas as moedas do período do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, apenas a moeda de 40 réis de bronze, conhecida como “Pataco Canhão”, apresenta uma legenda única, cujo uso não se repete em nenhum outro valor: “UTILITATI PUBLICÆ”, estas palavras, que podem ser traduzidas como “Utilidade Pública” ou “para Utilidade Pública”, tem relação direta com o propósito de criação da moeda.

Um fato interessante é que D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil) e seu irmão D. Miguel, continuaram com as cunhagens mecânicas de ouro, prata e cobre, semelhantes às de seu pai, D. João VI, e também fizeram os “Patacos Canhão” de bronze, que de tão pesados serviam de arma de arremesso durante a guerra entre os dois príncipes pelo trono de Portugal.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – O Último Rei de Portugal – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Tenho em minha coleção duas belas medalhas, feita de prata baixa com 29 mm de diâmetro e 9,3 g de peso, feitas no Brasil em homenagem a D. Manuel II e foi concedida durante a Exposição Mundial de 1908.

Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luis Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugênio de Saxe – Coburgo – Gota e Bragança (ufa! Pensei que era só eu que tinha o nome grande, kkk.), conhecido como D. Manuel II, o “Patriota” ou o “Desaventurado”, nasceu em Lisboa no dia 15 de novembro de 1889, foi o último Rei de Portugal e Algarves de 1908 até a sua deposição em 1910 com a implantação da República Portuguesa. Era o segundo filho do Rei D. Carlos I e sua esposa princesa Amélia de Orleães, tendo ascendido ao trono após o assassinato de seu pai e irmão mais velho Luis Filipe, Príncipe Real de Portugal.

Durante seu reinado visitou várias localidades do norte de Portugal e visitou oficialmente a Espanha, a França e a Inglaterra. Recebeu a visita de Alfonso XIII, Rei da Espanha em 1909 e de Hermes da Fonseca, presidente eleito do Brasil em 1910.

Sendo um grande admirador do espírito britânico, D. Manuel II defendeu a partir da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma participação mais ativa na luta, e pediu aos monárquicos a não lutarem contra a república e a porem de lado as tentativas restauracionistas enquanto durasse o conflito, e a unirem-se como portugueses na defesa da pátria, chegando a mesmo no exílio, a ter solicitado a sua incorporação no exército republicano português.

Mas ao contrário do que se esperava, a maioria dos monárquicos não corresponde às suas expectativas, pois queriam a restauração da monarquia e esperavam que com a vitória do Kaiser alemão conseguiriam isso. D. Manuel II, por seu lado, acreditava que só o apoio a Grã-Bretanha garantia a manutenção das colônias portuguesas, que se perderiam para a ambição alemã em caso de vitória destes quer Portugal fosse uma república ou uma monarquia. Mas apenas aqueles mais próximos do rei se ofereceram para lutar, embora a república não tenha aceitado os serviços de nenhum monárquico.

O próprio D. Manuel II se pôs à disposição dos aliados para servir como melhor pudesse. Ficou de início um pouco desapontado quando o colocaram como oficial da Cruz Vermelha britânica, mas o esforço que desenvolveu ao longo da guerra, participando de conferências e recolha de fundos, visitando hospitais e mesmo os feridos na frente de batalha, acabou por ser muito gratificante. As visitas à frente de batalha foram dificultadas pelo governo francês, mas a amizade com o seu primo George V, o rei inglês, era suficiente para desbloquear esses entraves.

D. Manuel II faleceu no dia 2 de julho de 1932, com apenas 42 anos de idade, em Londres onde viveu durante todo o exílio, sem deixar filhos como garantia essencial da continuidade dinástica da histórica Casa de Bragança.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Encontro numismático

Se você coleciona – ou pretende iniciar uma coleção de moedas e cédulas – anote aí na sua agenda: dias 30 e 31 tem encontro dos numismatas amapaenses. Nesses dias, na sede do Infor, haverá exposição, venda e troca de cédulas e moedas.

Haverá também palestras, bate-papo, histórias… enfim, muita informação.

Os maiores estudiosos amapaenses da numismática estarão lá para receber estudantes e toda e qualquer pessoa que tenha curiosidade e interesse nesse tipo de colecionismo.

A entrada é franca.

Fonte: blog da Alcinéa

Moedas e Curiosidades – “Generalísimo y Caudillo de España” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Tenho em minha coleção um interessante set de moedas espanholas, uma de prata 800, uma de níquel, quatro de cupro-níquel e uma de bronze-alumínio, e todas elas homenageiam o “Generalísimo” Francisco Franco “Caudillo” de España.

Francisco Franco Bahamonde (1892-1975), mais conhecido como “Generalísimo” Franco (também era chamado de “Caudillo”= líder), foi um militar de carreira e ditador da Espanha de 1936 a 1973. O apelido “Caudillo” foi um título espanhol adotado por Franco para se igualar aos termos: Führer alemão e Duce italiano, que eram seus principais apoiadores na guerra civil espanhola.

Em 1936 começou uma revolta militar na Espanha contra o governo, que tinha tendência socialista. Essa revolta evolui para uma guerra civil que só terminou em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

A Espanha, entre 1936 e 1939 tornou-se uma espécie de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. Isso porque do mesmo modo que a esquerda espanhola recebeu apoio militar da União Soviética e de comunistas de todas as partes do mundo, os militares e nacionalistas receberam apoio do fascismo italiano e do nazismo alemão durante a guerra civil. A aproximação de Franco com os regimes totalitários nacionalistas durante esse período configurou uma escolha perigosa, tal como a de Getúlio Vargas no início do Estado Novo (1937-1945), no contexto brasileiro.

“Generalísimo” Franco

Com a vitória de Franco sobre a esquerda e o fim da guerra civil, em 1° de abril de 1939, Franco assumiu na condição de chefe de Estado e Governo da Espanha. Após 1945, Franco criou o “franquismo” para permanecer no poder. O “franquismo” consistiu na condução de um processo de transição democrática da Espanha, controlada pela própria cúpula que ascendeu ao poder com Franco.Essa transição pautou-se em algumas escolhas decisivas, como:

• Restauração do regime monárquico, com Juan Carlos, neto de Afonso XIII, como rei;
• Modernização econômica e social;
• Expansão de um regime educacional flexível e com certa abertura cultural, até então freada nas administrações anteriores;


Essas características, somadas à personalidade cultuada de Franco, tornaram o “franquismo” longevo. Em 1973, já idoso, Franco passou o poder ao político Luis Carrero Blanco, que foi assassinado no mesmo ano por membros do grupo terrorista ETA (Pátria Basca e Liberdade). Esse fato desencadeou o início da desintegração do “franquismo”. Franco faleceu dois anos mais tarde de insuficiência cardíaca, em 20 de novembro de 1975.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “Do Inferno” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Tenho em minha coleção quatro moedas inglesas, três de prata 925 e uma de bronze, de uma época bastante conturbada em Londres com a presença do famoso serial killer Jack, o Estripador, e recentemente adquiri uma “Graphic Novel”, que traduzindo para o português significa “Romance Gráfico”, ou seja, é uma história produzida em quadrinhos. “Do Inferno” é uma série de histórias em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Eddie Campbell, publicada originalmente de forma seriada entre 1989 e 1996, e lançado em formato único em 1999.

Em 2001 foi lançado o filme “Do Inferno”, que utilizou a publicação de Alan Moore & Eddie Campbell como inspiração, que se passa em 1888 e a cidade de Londres vive um horror sem precedentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente seqüestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma “caçada” às garotas de Whitechapel, o caso chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia.

Centenas de “Pub’s” – os típicos bares londrinos – se estendiam pela região de East End, a prostituição era a ocupação mais comum. Grande parte da população feminina era obrigada a se prostituir para sobreviver em meio à miséria. O sexo era praticado em pé no meio da rua, em quintais ou becos pouco iluminados, pois dessa forma as mulheres ganhavam mais tempo para novos clientes e não precisavam gastar com aluguel de quartos. O aluguel de um quarto por uma única noite custava 5 pennies, cada prostituta costumava cobrar 3 pennies (o preço de um pão) por um programa, que em geral não durava mais que alguns minutos. Boa parte das mulheres recorria ao álcool como meio de fuga da realidade deplorável. O gim era consumido com generosidade pelas prostitutas e também por seus clientes, que na maioria dos casos estavam tão bêbados que não conseguiam consumar o “ato”.

Jack, o Estripador tinha um ritual básico para matar. Ele estrangulava as vítimas, e também usava uma faca para cortar a artéria carótida (o que provocava a morte instantânea) e depois realizava diversos cortes nas regiões do abdômen, dos genitais e da face. Nenhuma das mulheres tinha sinais de estupro.

Uma carta, cujo título é “From Hell” (Do Inferno), é considerada uma das mais prováveis a ter sido enviada pelo próprio criminoso. Isso porque ela estava dentro de uma caixa que continha um rim.

Em Londres, ainda hoje é possível fazer um “Tour” pelos locais relacionados aos assassinatos de Jack, o Estripador.

Assista ao trailer do filme: 

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “As Aparições em Fátima” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Recentemente adquiri uma linda moeda bimetálica de 2 Euros, feita de cupro-níquel e níquel, com 25,75 mm de diâmetro e 8,5 g de peso, dos “100 anos das aparições da Virgem Maria em Fátima”.

A 1 de maio de 1917, três crianças que pastoreavam um pequeno rebanho da família num campo próximo à Villa de Fátima, conhecido como Cova da Iria, quando tiveram uma visão. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente fazia, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Capelinha das Aparições. De repente, viram uma luz brilhante, parecia ser um relâmpago, decidira ir embora, mas logo abaixo outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira, uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco. Segundo elas relataram, a mulher estava séria e fez os seguintes comentários:

• Que transmitissem a mensagem para que as pessoas rezassem e fizessem penitências com o objetivo de salvar os pecadores do mundo;
• Que as três crianças um rosário por dia, para levar paz a elas e ao mundo;
• Que elas retornassem dia 13 de cada mês, na mesma hora e lugar, até o dia 13 de outubro de 1917, quando finalmente ela iria se revelar.

As crianças sempre relatavam que era muito parecida com a Virgem Maria, o que logo gerou um grande alvoroço. Os céticos não pouparam críticas, acusando a Igreja de ter inventado um milagre e estar induzindo as crianças a compactuarem com ela. E para piorar, somente os três pequenos conseguiam ver e conversar com suposta Virgem a cada encontro do dia 13, Lúcia via, ouvia e conversava com a aparição, Jacinta via e ouvia e Francisco apenas via-a, mas não a ouvia.

Na aparição de 13 de junho, durante a conversa com as crianças, a suposta Virgem teria separado as mãos (que sempre apareciam unidas em reza) e teria feito 3 profecias, que ficaram conhecidas como os “3 Segredos de Fátima”.

Finalmente, em 13 de outubro, a mulher das aparições se apresentou para as crianças como “NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO”, e pediu que uma capela fosse construída em Sua memória naquele local. Então, Ela subiu em direção ao céu e 3 cenas apareceram para as crianças. Lúcia teria visto as 3, enquanto Jacinta e Francisco teriam visto apenas a primeira.

Jacinta e Francisco morreram ainda na infância, vítimas da epidemia de Gripe que assolou a Europa em 1918. Lúcia chegou à idade adulta e virou freira da Ordem das Carmelitas, vindo a falecer em 2005.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “O Rei Gago” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Em minha coleção tenho cinco moedas: duas de prata 500, duas de níquel-latão e uma de cupro-níquel, que homenageiam um interessante rei inglês.

Albert Frederick Arthur George nasceu em 14 de dezembro de 1895, era o segundo filho do Rei George V, foi uma criança com vários problemas de saúde: era descrito como “facilmente assustável e propenso às lágrimas”, além de ter gagueira e problemas estomacais crônicos. Extremamente tímido e constrangido por sua gagueira, Albert – como ainda era conhecido – sempre esteve à sombra do irmão Edward.

O Rei George VI foi um dos monarcas mais queridos e adorados do Reino Unido. A verdade é que o Rei George VI nem deveria ter sido monarca. Quando seu pai, George V, faleceu em 1936, a coroa foi destinada ao seu irmão mais velho, Edward. Este, porém, abdicou do trono por conta de um romance com uma americana já divorciada, Wallis Simpson – um verdadeiro escândalo na Família Real.

Coube a George VI, então um desafio duplo: restaurar a fé do povo na monarquia e guiar o país durante a Segunda Guerra Mundial. O rei teve que driblar uma gagueira e sua inabilidade social para liderar a Inglaterra em um dos seus momentos mais difíceis.

Em 2010 foi lançado o filme: “O Discurso do Rei” (ganhador de 4 Oscars), que retrata as dificuldades do rei com sua gagueira. Em uma das ótimas passagens do filme o monarca está na sala de projeções do Palácio de Buckingham com sua esposa, a rainha Elizabeth (que mais tarde ficaria conhecida como a rainha mãe), e as filhas Elizabeth (hoje a rainha Elizabeth II) e Margaret. Ao aparecer na tela a imagem do ditador alemão Adolf Hitler numa fala inflamada ao povo germânico, uma das meninas perguntou ao pai: “o que ele está dizendo? ” George VI respondeu: “não sei, mas é algo muito bem dito”. A ironia, tipicamente britânica, esconde um duplo sentido. O primeiro diz respeito à postura da Inglaterra em relação ao avanço nazista, ao se mostrar indecisa até a invasão da Polônia. O outro sentido que traduz o lado humano dos poderosos, George VI era um rei gago e, por isso, demonstrava a sua admiração pela desenvoltura com que Hitler pronunciava os “erres” que marcam o seu idioma. Não que o rei se atrapalhasse com esses fonemas, pois sua maior dificuldade se dava com as palavras iniciadas pela letra “k”, e a mais famosa delas justamente “King” (rei).

É interessante destacar que, durante toda a guerra, o Rei George VI e sua esposa permaneceram em Londres, no Palácio de Buckingham, apesar dos bombardeios que a cidade sofria. No decorrer da guerra, o casal real viajou por toda a Grã-Bretanha, visitando os locais destruídos pelas bombas.

Na manhã do dia 6 de fevereiro de 1952, o Rei George VI foi encontrado morto em sua cama. Ele faleceu precocemente, aos 56 anos de idade, vítima de uma trombose coronária durante o sono.

Assista o trailer do filme “O Discurso do Rei”:

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Hoje é Dia do Repórter (meus parabéns aos colegas)

Hoje é o Dia do Repórter, celebrado no Brasil em todo 16 de fevereiro, a data homenageia o profissional que faz de tudo para elaborar matérias com ética, celeridade e responsabilidade. Essas qualidades são tão essenciais quanto a Esse cargo exercido por profissionais da comunicação tem a função de investigação, pesquisar, entrevistar e produção das notícias, sejam para a TV, impresso, rádio ou internet.

Trata-se de uma corrida e emocionante profissão, sempre em busca da melhor fala, de novidades ou de novos dados repórteres estão sempre investigando.

Todo repórter é jornalista, mas nem todo jornalista é repórter. Este peculiar tipo de comunicador cobre a pauta de sua editoria. Existem os Que atuam em política, esportes, educação, cidades, mundo, economia, cultura, entre outros, além dos repórteres fotográficos.

E quando o repórter é foca? Nossa, coitados dos novatos, pois as gafes são inevitáveis.

O bom repórter apura (ouve os dois lados) e noticia o fato ou ação. Essa coleta de dados nem sempre é fácil, na verdade, dependendo do assunto, é bastante trabalhosa. Mais que uma profissão, é uma missão!

Não atuo como profissional da imprensa aberta e sim como assessor de comunicação. Dentro dessa nobre atividade, respeito quem faz assessoria sem bajulação e tento apurar os fatos da melhor forma, o que também me faz um repórter.

Aliás, este site atende a necessidade que sinto de não escrever somente textos institucionais, mas também escritos que fogem a qualquer regra, com todos os neologismos e achismos que der na telha.

Já tive boas experiências com webjornalismo e impresso, mas acredito que TV e Rádio são trampos para os jedis, por conta da correria (que é foda, mas vicia). Pois, além de talento, é preciso muito improviso. Admiro os colegas (muitos deles amigos) que viram bicho atrás de matérias diferentes, complexas ou polêmicas.

Enfim, nossas homenagens e parabéns aos repórteres, estes brilhantes profissionais que nos trazem as notícias do dia-a-dia. Aos sérios e responsáveis, meus parabéns!

Elton Tavares

Moedas e Curiosidades – “Xem Xem ou Xing Ling?” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Em 1992 fui participar da 44ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que ocorreu no período de 12 a 17 de julho na USP em São Paulo, o evento foi maravilhoso e com muito aprendizado, porém ninguém me avisou que era frio lá (8°C!), um caboclo nortista acostumado com o calor e as praias de Mosqueiro-PA com certeza iria sofre com o frio, né? Fiquei muito impressionado com o tamanho da cidade, e aproveitei pra conhecer a famosa Rua 25 de março, onde comprei a minha primeira calça “Zoomp” (original kkk) por um preço excelente.

A moeda falsa é um crime contra a fé pública previsto no artigo 289 do Código Penal Brasileiro, que estabelece a pena de 3 a 12 anos de reclusão, além de multa, para quem falsificar moedas metálicas ou papel-moeda (cédulas) de uso geral no Brasil ou no exterior, fabricando-a ou alterando-a. Embora o nome dado ao crime seja “moeda falsa”, dificilmente se tem notícias de moedas metálicas falsificadas, ocorrendo geralmente a falsificação de notas de papel-moeda, principalmente as de maior valor.

A falsificação monetária é uma prática tão antiga quanto à própria criação da moeda como meio de pagamento, que ocorreu quando foi substituído o sistema de “escambo” (troca de mercadorias) por um meio no qual se atribui valor a uma moeda, para que através desse fossem realizadas as operações comerciais. Desde essa troca o Estado se encarregou de comandar e monopolizar essa emissão e, consequentemente, combater o crime de falsificação também se tornou um interesse estatal.

Xem Xem (ou Chan Chan) foi a designação popular da moeda falsa de cobre, que fazia um barulho igual um tacho velho de cobre.

A moeda falsa de cobre, conhecida como a moeda “podre” do Brasil, foi uma praga que se alastrou por todo o país, durante o período crítico da nossa independência, prolongando-se pela regência e alguns anos depois da maioridade de D. Pedro II.

Dada à necessidade inadiável de moedas, pois quase todo o dinheiro que havia foi retirado do país por D. João VI e sua corte quando retornaram para Portugal em 1821, exigiu-se da Casa da Moeda Imperial Brasileira a cunhagem das moedas em quantidades que pudesse satisfazer as necessidades do momento, porém a Casa da Moeda não tinha nem aparelhamento e nem pessoal habilitado suficiente para atender a uma produção em larga escala. Daí a cunhagem imperfeita, o peso irregular das moedas, a maioria delas leves demais para o valor. Tudo isso foi um convite à falsificação, e os falsários se espalharam por todo o país, principalmente no Nordeste.

Atualmente Xing Ling é um termo empregado no Brasil para distinguir um produto genérico ou falsificado (copiado) de grandes marcas (imitação), tais como Nokia, Samsung, Apple, Sony, Kingston e outras menos conhecidas, dos quais não se sabe a origem pois sua procedência é duvidosa, sendo geralmente fabricados na China, pelo famoso clichê “Made in China”, que representa a fabricação em larga escala, não o lugar e a fábrica em que foram feitos.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “La mano de Dios” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960 em Lanús, província de Buenos Aires na Argentina, “Dieguito” é o maior craque de todos os tempos da Argentina, é comparado com o Pelé, pelo menos para nossos rivais argentinos, e em 2000 recebeu uma homenagem com a edição de uma bela medalha feita de cupro-níquel, com 30 mm de diâmetro e 13 g de peso, pela passagem de seu aniversário de 40 anos.

Uma curiosidade sobre o uso da camisa 10 da seleção argentina de futebol, é contada por César Luis Menotti, técnico campeão mundial com a Argentina em 1978, ele declarou que Maradona passou a usar a camisa 10 em sua seleção. Menotti foi o primeiro treinador de Maradona na seleção, comandando o astro entre 1977 e 1982, “Maradona me falava sempre que queria usar a camisa 10. E ele queria tanto pelo seu amor por Pelé. Até um dia que Maradona pediu a Kempes, que era quem vestia a camisa 10, e Kempes aceitou sem nenhum problema”, afirmou Menotti à Rádio Guemes da Argentina.

La Mano de Dios é o nome de um gol histórico, marcado por Maradona no jogo da Argentina contra a Inglaterra, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo FIFA de 1986 no México, um jogo muito tenso e cheio de rivalidade devido o conflito entre as duas nações na década de 80.

A guerra das Ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), foi um conflito entre a Argentina e o Reino Unido, ocorrido entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. Em 2 de abril de 1982, as forças militares argentinas invadiram as Ilhas Malvinas, situada a 464 km da costa argentina.

Com ampla superioridade militar, o Reino Unido saiu vencedor da guerra e manteve o controle da Ilhas Malvinas. O governo trabalhista de Magaret Thatcher ganhou força e ela conseguiu se reeleger primeira-ministra. Já a Argentina entrou em profunda crise econômica e política, teve o presidente General Leopoldo Galtieri deposto e deu início ao processo de redemocratização do país. Durante todo o conflito, que durou 75 dias, 258 britânicos e 649 argentinos morreram.

Ao final do jogo contra a Inglaterra em 1986, foi questionado sobre se tinha feito o gol com a mão, e Maradona respondeu: “Lo marque un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre.

Fonte: Portal Amazônia

Moedas e Curiosidades – “Wrestling nos Jogos Olímpicos” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Comecei a prestar atenção nos Jogos Olímpicos (antes só assistia futebol!) no ano de 2000, com os jogos realizados na cidade de Sydney na Austrália, a transmissão na televisão aberta de algumas competições do evento ajudou muito, e uma das modalidades que chamou minha atenção foi a “Luta Olímpica”, onde mais tarde acabei conseguindo uma bela moeda de 5 dólares australianos, feita de alumínio, zinco e bronze, com 38 mm de diâmetro e 20 g de peso, que homenageia esta modalidade.

A história da Luta é tão antiga quanto à história do homem. Logo na criação da Olimpíada da Era Moderna em Atenas 1896, a Luta tornou-se um parceiro histórico e inseparável dos Jogos Olímpicos, remetendo para os combates de lutadores untados de óleo e areia nos Jogos da Antiguidade, por volta do ano 700 a.C.

Inspiradas nas formas de disputas da Grécia e da Roma antiga, a luta “Greco-Romana” fazia parte do Pentatlo Olímpico da antiguidade, os franceses criaram o estilo “Greco-Romano” moderno no século XIX, e nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna em Atenas 1896, ocorreu a primeira disputa do estilo.

O estilo “Greco-Romano”, pura e simplesmente encarnou a forma de lutar dos antigos gregos e romanos. Oito anos após a Olimpíada de Atenas 1896, foi incluído no programa olímpico um novo estilo chamado de “Livre”, que nasceu no começo do século XX, e era uma atividade profissional para os lutadores de feiras e festivais, muito apreciados na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos da América.

O estilo “Livre” é bem mais recente. Ele surgiu, na segunda metade do século XIX, em terras britânicas. Foram os imigrantes desta região que levaram a Luta estilo “Livre” para os Estados Unidos no final do século XIX.

Atualmente a Luta Olímpica passou por um processo de modernização e passou a ser chamada de “WRESTLING”, que é uma palavra da língua inglesa, que possui um significado semelhante a “Luta Livre”, na língua portuguesa.

A principal diferença entre estes dois estilos de luta, está relacionada com as partes do corpo em que são permitidos para aplicar golpes e movimentos. Na “Greco-Romana”, o lutador pode utilizar somente os braços e tronco para realizar defesa e ataque. No estilo “Livre” o lutador pode usar qualquer parte do corpo para atacar e defender.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.