Das brincadeiras com copo – Crônica de (@MarileiaMaciel)

Crônica de Mariléia Maciel

Entre as inúmeras curiosidades da infância, uma matei na adolescência, mas confesso que a bisbilhotice me deixou noites com os olhos acesos e a consciência incomodada. Sempre quis ter certeza se de fato os fantasmas das histórias e filmes existiam e se os espíritos que não iam nem pro céu nem pro inferno, podiam vagar entre nós. A chance de tirar as dúvidas apareceu quando eu, ao ler uma revista de adolescente, encontrei a carta de uma leitora contando suas experiências com um copo que chamava espíritos. Era o que faltava pra eu resolver a questão, e de quebra, ainda saber coisas de meninices.

Reuni as vizinhas da rua e propus seguirmos a receita citada com detalhes na publicação Carinho, elas, claro, movidas pela mesma curiosidade, aceitaram. Era simples: pedaços de papel em círculo com as letras do alfabeto, dois papéis com as palavras SIM e NÃO, um copo vazio virado pra baixo, orações, concentração e lá vinha um espírito andar no círculo e responder nossas enormes preocupações de garotas namoradeiras e estudantes, vida tão despreocupada que o mais importante era chegar domingos com as missas e tertúlias.

A maioria de nós estudava de tarde, então a experiência começou em uma manhã, após papai sair pro trabalho e mamãe para as compras diárias no Santa Teresa e Cobal. Seguimos as orientações e pronto, começou a sessão em que o medo era destruído pela curiosidade. “Tem alguém aí?”. E o copo se mexeu e enchemos o pobre do espírito de perguntas. “Vou namorar com fulano?”, “cicrano me ama?”, “vou passar em matemática?”, “papai vai descobrir que namoro?”. E passamos o tempo atrás de resposta cruciais para a nação, até que deu a hora possível da mamãe voltar pra casa e encerramos a sessão.

Não demorou a notícia correu e o minúsculo grupo que cabia no quarto que eu dividia com minha irmã ficou pequeno, e fomos obrigadas a brincar com os espíritos em outros espaços maiores e onde os pais não se importavam, inclusive alguns até participavam. Fascinadas com a descoberta, todos os dias tinha reunião e éramos muito solicitadas. Cada dia tinha uma novidade. “Sabia que o espírito disse que a vizinha vai ficar grávida?”. “O pai da colega está traindo a mãe, o copo disse que sim”. E algumas de nós não fazia nada sem antes consultar os espíritos que tudo sabiam.

Foi no auge da farra que nosso canal de comunicação direta com o além acabou. Como acontecia todo dia, esperamos, em agonia, mamãe sair. Das venezianas e janelas das casas da rua, olhos à espreita aguardavam que ela subisse a ladeira para que povoassem meu quarto. Os papeizinhos, bastante amassados por causa do uso constante, mais uma vez foi para o centro do círculo junto com o copo, e a sessão começou. Mas aconteceu um imprevisto, e mamãe resolveu voltar antes, e concentradas que estávamos, não ouvimos o portão.

Fomos pegas pelo susto quando a maçaneta do quarto girou e foi moleca pulando pra cima das camas, querendo se esconder no guarda-roupa, enquanto eu e minha irmã só pensávamos no que dizer pra mamãe e onde esconder tudo. Mamãe batendo na porta e nós, naqueles segundos em que temos que tomar decisões, empurramos os papéis e o copo pra baixo do guarda-roupa e, com o coração na mão e uma resposta na ponta da língua, abrimos a porta. Entre bom dia, dona Maria e desculpas esfarrapadas, todas saíram pálidas de casa e ficamos, eu e minha irmã, respondendo as perguntas da mamãe. Não lembro o que dissemos, só sei que ela não acreditou. Óbvio.

Passaram dias, semanas, talvez dois meses não deixávamos a empregada limpar o quarto, fazíamos nós mesmas sem mexer embaixo do guarda-roupa pra não sermos descobertas. Dois medos, da mamãe descobrir a verdade, e de saber que o espírito que foi jogado pra baixo do móvel ainda estava no quarto. Rezava pra que ele fosse embora e jurava nunca mais fazer aquilo. Em um sábado, dia de faxina, reunimos coragem, e entre as teias de aranha acumuladas puxamos com cuidado o copo pra que ele não virar quando passasse nas emendas das lajotas. Montamos a círculo de alfabeto, colocamos o copo no centro com nosso dedo em cima. Concentração.

“Tem alguém aí?”. Contra nossos pensamentos mais positivos e com a certeza de que nossos pedidos aos céus não foram aceitos, nem as promessas levadas em consideração, vimos o copo preguiçosamente se arrastar no chão procurando o SIM! O quê? Quer dizer que o espírito que era nosso oráculo e depois motivo de temor, ficou todo aquele tempo nos fazendo companhia no quarto escutando e vendo o que fazíamos? Foi então que caiu a ficha: preferível morrer de curiosidade, que de susto por mexer com quem tá quieto.

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

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Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data .Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Fonte: Portal Amazônia

FELIZ EQUINÓCIO! (Por Fernando Canto)

Foto: Márcia do Carmo

Por Fernando Canto

Amanhã é dia do Equinócio. Feliz equinócio das flores para todos vocês, amigos e familiares!

O Criador Incriado é tão perfeito que quando fez os planetas e astros lhes dotou de movimentos diversos, inclusive lhe dando equilíbrio, quando a Terra, por exemplo se afasta do sol para realizar os solstícios e, na sua volta, os equinócios. Assim, todos os continentes usufruem quase das mesmas luzes, ainda que tenham características ecológicas e biomas diferentes, como diferentes são os animais e povos que os habitam e deles podem tirar seu sustento.

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Então, o movimento que dá calor aos corpos vivos é eivado do equilíbrio que todos necessitamos para seguir na vida, dar valor à existência e agradecer a deidade sem ficar refém da ciência, pois é uma forma poética e filosófica de tentar entender nossa pequenez diante do universo. Se nem pensarmos nisso, ficaremos eternamente sem sombra. Estaremos sempre a-sombrados diante do caos que se instala ao largo do grande rio da Latitude Zero, semimortos, e com um punhal de luz nas nossas cabeças, quase cegos, suplicando por um eclipse amenizador na linha equinocial.

 

Milli Vanilli: a maior farsa da história da música (Égua-moleque-tu-é-doido)

No fim dos anos 80, um duo alemão ganhou o mundo após o lançamento de seu primeiro CD. Com uma mistura de reggae e dance music, o Milli Vanilli foi alçado ao status de estrela mundial graças ao sucesso de faixas como “Baby Don’t Forget My Number”, “Girl I’m Gonna Miss You” e “Blame It On the Rain”. Aqui no Brasil, a música de maior sucesso acabou sendo “Girl You Know It’s True”, que seguia bem a linha das demais faixas do debut, All Or Nothing.

Frank Farian, entre Fab Morvan e Rob Pilatus

Entre 1988 e 1990, Fab Morvan e Rob Pilatus eram os reis do pedaço. Todo mundo queria o Milli Vanilli, para a alegria do produtor Frank Farian, que era a cabeça pensante do projeto. Antes de Fab e Rob se juntarem ao projeto, Frank reuniu uma banda formada por Charles Shaw, John Davis e Brad Howell, além de duas cantoras, as gêmeas Jodie e Linda Rocco. Eles formariam o Milli Vanilli mas, segundo Frank, o grupo seria invendável, apesar do talento. Foi aí que Morvan e Pilatus, dois dançarinos aspirantes a modelos, apareceram e se tornaram a cara do projeto.

Verdadeiros cantores

All Or Nothing foi lançado e, apesar de críticas quanto ao som parecido com projetos anteriores de Farian, a popularidade do Milli Vanilli foi crescendo na Europa. Foi quando o produtor resolveu pegar o álbum, recriar algumas faixas extras, colocar o nome de Girl You Know It’s True e lançar nos Estados Unidos. Foram cinco singles lançados, com “Girl You Know It’s True” alcançando a 2ª posição nas paradas americanas, “All or Nothing” ocupando o 4º posto e os 3 primeiros lugares “Baby Don’t Forget My Number”, “Girl I’m Gonna Miss You” e “Blame It On the Rain”. Tudo ia bem, a adoração do público era incrível, os shows estavam lotados e o grupo tinha recebido uma indicação ao Grammy como artista revelação. Aquele era o projeto de maior sucesso de Frank Farian e nada de estranho poderia acontecer. Nada.

Em julho de 1989, a banda tinha uma apresentação ao vivo na cidade de Bristol, nos Estados Unidos. Era mais um show normal para o grupo, com direito a 80 mil pessoas esperando para ouvir os sucessos ao vivo e ainda a presença da MTV americana, que gravaria o show para um especial.

O cenário era dos melhores. Era a consagração do Milli Vanilli e tudo corria bem, até que o grupo começou a tocar “Girl You Know It’s True”. A fita cassete que continha as vozes da música sofreu algum dano, travou e o sistema de som do local ficou repetindo inúmeras vezes a frase “Girl You Know It’s…”. Pela primeira vez, ficou evidenciado o playback da dupla, o que fez com que Fab ficasse desesperado e saísse correndo do palco.

Ainda que o episódio não tivesse abalado a confiança dos fãs, que continuaram comprando CDs, ouvindo as músicas e indo aos shows como se nada tivesse acontecido, o episódio gerou uma suspeita de fraude em torno do grupo.

As suspeitas aumentaram quando o rapper Charles Shaw declarou a um repórter de New York que a dupla não era responsável pelas vozes em nenhuma das faixas do álbum. Dias depois, Shaw retirou as acusações e fingiu não ter falado nada a respeito. Até hoje, acredita-se que Frank Farian pagou U$1,5 milhão a Shaw para que ele não falasse mais nada sobre o assunto. Ainda que as críticas continuassem, as coisas pareciam ter voltado aos eixos. Em fevereiro de 90, o Milli Vanilli levou para casa o Grammy de Artista revelação e, durante os meses que se seguiram, o primeiro CD continuava quebrando recordes de venda. Tudo parecia superado, inclusive com Rob e Fab já pensando em seu novo CD.

O Milli Vanilli se tornou maior do que Frank Farian poderia imaginar e isso influenciou em sua relação com a dupla. Enquanto ele tentava administrar o ego de Rob e Fab e pensar no futuro, a dupla se comparava com Bob Dylan, Mick Jagger, Paul McCartney ou Elvis Presley em entrevistas e prometiam um trabalho ainda maior para o futuro. Foi então que, em 15 de novembro de 1990, Frank não aguentou, convocou uma entrevista e abriu o jogo: As vozes gravadas no álbum de sucesso de Milli Vanilli não eram as de Rob Pilatus e Fab Morvan, mas de Charles Shaw, John Davis, e Brad Howell. Como Farian precisava vender o projeto, ele se aproveitou da imagem de Rob e Fab e do fato deles serem bons dançarinos (???) para criar o produto final e colocar no mercado. Segundo Frank, a decisão de revelar tudo veio da dificuldade de administrar a dupla e da pressão que os dois estavam fazendo para cantar no novo álbum.

Com a revelação, tudo foi por água abaixo. Contrato encerrado com gravadora, Grammy revogado (com a dupla tendo que devolver as estatuetas recebidas) e reembolso de, pelo menos, dez milhões de cópias de seus álbuns vendidos até então. Aquilo caiu como uma bomba no cenário musical e devastou a vida de Fab, Rob e Frank, que tentou dar continuidade ao projeto, já que o novo álbum estava gravado e pronto para ser lançado. Com o nome de The Real Milli Vanilli, os membros verdadeiros passaram a ser destacados e o álbum acabou recebendo o nome de The Moment Of Truth, sendo lançado no começo de 1991 na Europa. Com três singles, “Keep On Running,” “Nice ‘n Easy” e “Too Late (True Love)”, o resultado não foi nada expressivo. No mercado americano, Farian excluiu qualquer associação com o Milli Vanilli. Por lá, o projeto recebeu o nome de Try ‘N’ B e o disco ganhou três faixas extras. Por lá, a recepção foi positiva.

Enquanto Frank tentava se reerguer, Rob e Fab seguiam escondidos. Depressivo, abusando da mistura de álcool e remédios e ainda viciado em cocaína, Pilatus chegou a tentar suicídio em novembro de 91 ao cortar os pulsos e tentar se jogar da janela do hotel Sunset Strip, em Los Angeles. Foi contido pela polícia enquanto gritava que importunaram a sua família. “Estou farto disso. Eu não queria magoar ninguém”. No entanto, a dupla acreditava que podia cantar e seguir a carreira. Se mudaram para Los Angeles, assinaram um contrato com o Joss Entertainment Group e lançaram, em 1993, o álbum Rob & Fab. Morvan era a voz principal da dupla, enquanto Pilatus era responsável pelos raps das faixas. O resultado foi amplamente criticado pela mídia e o trabalho rendeu apenas um single, “We Can Get It On”.

O CONCEITO “MILLI VANILLI”

Com tudo o que aconteceu, era normal que o Milli Vanilli se tornasse referência para a cultura popular. Entre citações em filmes, seriados e músicas de artistas como 50 Cent e Outkast ou a história do cantor sertanejo Johnny Percebe (???) na novela Torre de Babel, todas evidenciavam o fato deles terem enganado todo mundo vendendo uma história que não era a real.

Contudo, a referência mais legal de toda a história foi protagonizada pelo próprio Milli Vanilli em um comercial de chicletes, que começa perguntando “até quando o sabor do chiclete dura?” enquanto a dupla está cantando uma ópera. Até que a ópera falha e eles são pegos no playback.

O QUE PODEMOS TIRAR DISSO?

De lá pra cá, Morvan lançou um álbum em 2003, intitulado Love Revolution, trabalhou como locutor e DJ, mas nenhuma das tentativas deu resultado. Em 2012, ele trabalhava em um segundo disco, que até hoje não foi lançado. Considerada por muitos como a maior farsa da história da música, o Milli Vanilli chegou a ter cogitada a possibilidade de sua história virar filme, tendo o roteiro produzido por Jeff Nathanson (O Terminal e Prenda-me se for capaz). No entanto, o projeto acabou não tendo sequência.

Farian e os verdadeiros cantores

Ainda que a fraude não mereça ser recompensada, o Milli Vanilli acabou rendendo uma das histórias mais interessantes do cenário musical e, se for analisar friamente, não é algo que está tão longe dos nossos ouvidos atualmente. Ainda que hoje em dia as coisas não sejam feitas de forma tão descarada, o pensamento de Farian lá em 1988 de que “o produto precisa ser atrativo para ser vendido” ainda faz parte do que consumimos (ou nos é oferecido) musicalmente.

Candidatos a Milli Vanilli temos muitos, mas o que não temos é produtor que queira dar a cara a tapa e ver a sua carreira ir para o ralo, da forma que Farian fez, certo?

Fonte: Audiograma

CABA NO BICO (Crônica de Fernando Canto)

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Crônica de Fernando Canto

Certa vez, no sítio de um amigo nas terras quilombolas do Curralinho, acompanhei a professora Raquel fazendo um dos mais difíceis pratos da gastronomia nordestina: a buchada de bode. Foram aproximadamente quatro horas de trabalho até a refeição deliciosa esperada por todos os que ali se encontravam, num sábado ensolarado.

Nessa feitura entre o tempo e o desejo angustiado da água na boca a professora assobiava uma antiga modinha do cancioneiro popular. Então veio o comentário infeliz: “ah uma caba nesse bico”. Ela redarguiu com toda a calma: “por que quando a gente assobia sempre dizem isso”? E completou: “eu assobio porque estou feliz”. E continuou seu trabalho, deixando o interlocutor perplexo com a resposta.

Assobiar porque se está num estado de felicidade… Que frase mais bonita, solta em uma época em que é cada vez mais raro encontrar alguém assobiando na rua ou silvando por aí sem incomodar as pessoas. Assobiar não é tão somente soltar um som agudo, exprimir irritação vaiando algo ou alguém, mas a expressão pura da alma ao manifestar a alegria. A mata assobia, o rio assobia, a natureza lança com o vento sibilante sua forma manifesta de nos avisar sobre alguma coisa que vem.

A cultura amazônica deixa na figura fantástica da Matintaperera a inesquecível marca de um assobio que incutia o medo às criancinhas, através de uma melodia simples plenamente associada a essa lenda. Até hoje lembro a melodia que minha mãe assobiava para chamar a Matinta, que era uma velha fumante de cachimbo e que exigia tabaco dos que se arriscavam na floresta densa.

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Lendas à parte, o desejo do outro de transformar a alegria do assobio em dor labial, posto que a caba (do Tupi kawa) é um vespídeo temível (um marimbondo de peçonha forte, que tem uma ferroada de fazer inchar a pele de qualquer cristão), é uma reprimida vontade que vem à tona quando a alegria do assobiador se manifesta. É impressionante como as pessoas dificilmente evitam dizer ou pensar a frase infeliz. Não é que eu pense que isso seja apenas uma ação ou um pensamento sádico, mas parece que o propósito – inconsciente ou não – é atrapalhar a felicidade do outro ao desejar uma grande dor causada pela ferroada do inseto. É uma coisa que já está calcificada em nossa memória coletiva, como se quiséssemos também ser felizes e não pudéssemos por pura incompetência ou inveja; como se quiséssemos também a própria dor transferida num processo amargo e masoquista, um castigo desejado pelos nossos mais recônditos pecados cometidos e acumulados pela vida. “Ah uma caba nesse bico” também exprime a uma espécie de rancor contra o inseto que apenas se defende naturalmente se provocado. Já vi casos de moleques que esperavam pessoas passarem perto do ninho de caba para atirarem pedras com baladeiras; li relatos de igrejas e casas que se incendiaram durante a queima de ninhos e conheci vítimas da peçonha da caba tatu. Disseram-me que a dor é terrível. Imaginemos então o ferrão de uma caba de igreja na boca de alguém. E o inchaço seguido. Possivelmente uma pessoa alérgica morreria em algum lugar sem assistência médica como a maioria dos lugares dessa Amazônia imensa.

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A simples resposta da professora Raquel ensina a lição do calar-se diante de uma poética expressão de felicidade. Remete, sobretudo, para a necessidade de penetrar a fundo nesse arcabouço de preconceitos que herdamos coletivamente em nosso inconsciente. E nos faz refletir que o assobio é um estado de espírito que poucos alcançam quando seus bicos soltam melodias para encantar o mundo. Experimente assobiar uma música e seja feliz.

48 anos de lançamento de “Space Oddity”

Há exatos 48 anos, o artista inglês David Bowie lançou o disco homônimo a ele, com a clássica faixa “Space Oddity”. O lançamento foi proposital, para coincidir com a chegada da missão Apollo 11 à lua. A composição fala de um astronauta fictício, Major Tom, que saía da Terra para uma missão solitária no espaço. O nome da canção foi inspirada no filme “2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick”.

Mesmo com uScreen-Shot-2016-01-14-at-2.26.00-pmma letra pessimista em que Major Tom parece morrer ou ficar à deriva no espaço no fim, foi usada pela emissora BBC como trilha sonora da cobertura da chegada do homem à Lua. Garantiu o primeiro sucesso de Bowie até então – quinto lugar nas paradas do Reino Unido.

Space Oddity foi o nome usado pelos lançamentos em CD em 1984, 1990 e 1999. Para a reedição de 2009. A música, mistura de Folk e Rock, foi gravada com o acréscimo de sons misteriosos do Stylophone do compositor, um órgão eletrônico de Bowie.tumblr_n2k6r7jo4t1rwpjfao1_500

A canção foi usada em um vídeo promocional chamado “Love You Til’ Tuesday”. A intenção do era a de vender Bowie para um novo selo, já que ele saíra da Dream Records em abril de 1968.

Outra teoria tumblr_o0sq4niT1J1t5fphqo1_1280é que a música é uma metáfora para o uso de heroína, citando a contagem regressiva da abertura como análoga à passagem da droga pela agulha até o auge de euforia, e ressaltando que Bowie admitiu em 1968 “um pequeno flerte com smack [gíria para heroína]”.

De repente, 1969, ano do homem na lua, foi o mesmo momento que o “Star Man” fez contato com os seus parentes ET’s e sua casa, alguma estrela onde mora hoje em dia. Já disse e repito: David Bowie foi e é um dos caras mais fodas que andou sobre a terra. Morto em janeiro de 2016, aos 69 anos de vida (e que vida!). Ali foi genial!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, Época

Saque o som e assista o vídeo da lendária música:

Space Oddity (Odisséia Espacial) – David Bowie

Controle de Solo para Major Tom
Controle de Solo para Major Tom
Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete

Controle de Solo para Major Tom
(10,9,8,7)
Começando contagem regressiva e motores ligados
(6,5,4,3)
Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você
(2,1)

Esse é o Controle de Solo para Major Tom
Você realmente teve sucesso
E os jornais querem saber de quem são as camisetas você usa
Agora é a hora de sair da cápsula se você tiver coragem

Aqui é Major Tom para Controle de Solo
Estou dando um passo pra fora da porta
E estou flutuando no jeito mais peculiar
E as estrelas parecem muito diferentes hoje

Estou sentado numa lata
Bem acima do mundo
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer

Porém eu ultrapassei cem mil milhas
Estou me sentindo bem calmo
E eu acho que minha nave espacial sabe onde ir
Diga pra minha mulher que eu a amo muito, ela sabe

Controle de Solo para Major Tom
Seu circuito pifou Há algo errado
Pode me ouvir Major Tom?
Pode me ouvir Major Tom?
Você pode…

Aqui estou flutuando em volta da minha lata
Bem acima da lua
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer…

Hoje é o Dia Nacional da Pizza (calórico e inusitado post para nossa sessão “Datas Curiosas”)

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Esse pessoal inventa cada coisa, inclusive dias comemorativos, se é que se pode chamá-los assim. E este site possui uma sessão “datas curiosas”. Bom, hoje, 10 de julho, é celebrado o Dia Nacional da Pizza, uma das comidas mais amadas e consumidas pela população mundial.

A data foi instituída pelo então secretário de turismo de São Paulo, Caio Luís de Carvalho, em 1985. Naquele ano, foi realizado um concurso estadual que elegeria as 10 melhores receitas de mussarela e margherita. Empolgado com o sucesso do evento, o titular da pasta do Turismo em Sampa escolheu o dia de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.

A data homenageia uma das invenções culinárias mais apreciadas por diversas pessoas ao redor do mundo, em especial os brasileiros.

No Brasil, São Paulo é conhecida como a capital nacional da pizza. Neste dia, as pizzarias costumam fazer festas, promoções ou descontos para os clientes.

173wr8A pizza é um tipo de comida que é preparada com massa fermentada de farinha de trigo, molho de tomate e outros diferentes ingredientes, variando de acordo com o sabor escolhido.

Estudos indicam que há mais de seis mil anos, hebreus e egípcios já produziam pães que tinham como base a receita da pizza contemporânea, mas existem outros que acreditam que os gregos foram os primeiros a cozinhar o prato, pois eles faziam massas a base de farinha de trigo, arroz, ou grão-de-bico, e as assavam em tijolos quentes.notciapizza

Essa prática chegou à Itália por causa das cruzadas, e foi lá que ela foi incrementada e se tornou a pizza que conhecemos hoje. Atualmente, encontrada na maioria das cidades brasileiras, e foi por meio dos imigrantes italianos que ela chegou ao país.

A primeira vez que comi pizza foi em 1986. Eu tinha 10 anos (sim, comi muito tarde) e foi da padaria Cometa, em Macapá. De lá pra cá, virei uma criatura devoradora desse tipo de massa. E pela silhueta deste jornalista, vocês devem saber que amo issaê.

O problema é quando crimes de políticos acabam em pizza (expressão pra dizer que crimes de colarinho branco não são punidos).

Enfim, este texto foi somente pra “encher linguiça” (ou calabresa, minha pizza favorita) para a sessão “datas curiosas” deste site. Obviamente, vou comemorar a data comendo muitas fatias de pizza. Afinal, gordo é um praga (risos). E fim de papo!

Fontes: Calendarr Brasil e CalendárioBR

‘Asteroid Day’ em Macapá vai disponibilizar telescópios na praça para observação da lua e Júpiter

O projeto ‘Observando no Meio do Mundo’ vai levar para uma praça no Centro de Macapá, telescópios que estarão apontados para a lua e para Júpiter, na noite de sábado (1º), entre 19h e 21h. A programação gratuita à população dá início às atividades do segundo semestre do projeto.

O evento é alusivo ao ‘Asteroid Day’, campanha de sensibilização criada para divulgar e alertar a população mundial para o perigo da queda de asteroides no planeta Terra.

A programação é voltada para a população de todas as idades. Membros do clube de observação vão dar explicações sobre as constelações visíveis na noite e falar sobre curiosidades da astronomia. Também haverá intervenções durante o evento para chamar a atenção dos presentes para o tema.

Serviços

Observando no Meio do Mundo
Data: 1º de julho
Horário: de 19h às 21h
Local: Parque do Forte (área próxima ao Banco do Brasil)

Fonte: G1 Amapá

Hoje é Dia/Noite de São João! (sobre o santo e a festa junina)

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Hoje é o Dia de São João. De acordo com a história, João Batista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo nos Evangelhos da Bíblia. Ele é considerado o santo maissao-joao-batistajpg3572012133138 próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João nas margens do rio Jordão.

O Evangelho de Lucas (Lucas 1:36, 56-57) afirma que João nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto, a festa de São João Batista foi fixada em 24 de junho, seis meses antes da véspera de Natal. Este dia de festa é um dos poucos dias santos que comemora o aniversário do nascimento, ao invés da morte, do santo homenageado.

Segundo a narração do Evangelho de Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Is8537sao_joao_batistaabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos, como o “precursor” do prometido Messias.

Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

Aliás, ele batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo d13535958_1216500701736292_110298172_ne gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. Ele era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Outras religiões

Para alguns Espíritas, Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do Espiritismo. Sua última existência corpórea se deu no Brasil, nascido dia 23 de Fevereiro de 1911 com o nome de Oceano de Sá, mais tarde chamado de Yokaanam:. (fundador da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal), reconhecido como tal por diversas escolas sérias e reconhecidas mundialmente, embora o mesmo não assumisse publicamente pois nunca achou necessário e não queria tirar proveito algum de tal reconhecimento.

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João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo, também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão. Na Umbanda, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô, responsável por um agrupamento de espíritos que trabalha para a saúde e o conhecimento, que congrega médicos e cientistas. Já no Islamismo, é reverenciado pelos muçulmanos sunitas como sendo um dos seus profetas. O santo também é o padroeiro da Maçonaria (por conta da criação da entidade, em 24 de junho de 1717).

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Sobre a festa junina de São João

A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e imagesSão João. Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. Anteriormente os festejos ocorriam por conta do solstício de verão, as quais marcavam o início da colheita. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. Um deles era Juno, esposa de Júpiter, que era considerada a deusa da fecundida. Nessas festas, chamadas “junônias”, as pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só cimages (3)omeçaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho, passaram a ser chamadas de juninas.

Nunca gostei de festas juninas, mas sei da importância delas na cultura brasileira. Gosto de algumas comidas típicas do período (vatapá então…nossa!), assim como adorava as bombas. Na época de moleque, era obrigado a dançar quadrilha. Aí ficava mais puto ainda com o mês de junho. Na foto, ali em cima, tô com meu irmão, Emerson Tavares, alegre por ter acabado a tortura infantil do “taran ran ran, taran ranIMG_20150624_022305 ran”.Hoje em dia, até vou, mas só se for a trabalho, para cobrir o evento.

Bom, o Dia de São João é celebrado com festas recheadas de muita dança, comida e alegria. Neste sábado, nas cidades nordestinas, onde a tradição é mais forte, as quadras ferverão ao som do forró (For All). Aqui no Norte, as fogueiras serão acesas também, com quadrilha e brocas legais. Enfim, para quem curte, é onda bacana.

Portanto, minhas homenagens ao santo e uma ótima festa aos amantes da quadra junina. Viva São João!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, CruzTerraSanta e Calendarr Brasil.

Sobre a Floresta Nacional do Jamanxim, o veto presidencial e a garantia de desenvolvimento para o Amapá

Floresta Nacional do Jamanxim – Foto: Agência Senado

Por Vladimir Belmino de Almeida

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 16.5.2017 as Medidas Provisórias (MPs) 756 e 758, que, dentre outras coisas, alteram os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no município de Novo Progresso, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim. Apesar de também ser uma unidade de conservação, a APA tem critérios de uso mais flexíveis. O plenário do Senado, em 23.5.2017, aprovou as MPs, confirmando a deliberação da Câmara dos Deputados.

Entretanto, o presidente Michel Temer, em 19.6.2017, sob intensa pressão de ambientalistas, vetou integralmente o texto aprovado nas casas legislativas. Destaca-se, entre as repercussões, o diálogo travado entre o presidente Michel Temer e a modelo Gisele Bündchen. A modelo, pela rede de mensagens Twitter, pediu ao presidente Michel Temer que dissesse “NÃO para reduzir a proteção da Amazônia!”, ao que o presidente respondeu, informando que vetou integralmente a todo o conteúdo das MPs.

Contudo, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que anunciou que as MPs seriam vetadas a pedido da própria pasta, também anunciou que agora o presidente enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei com o teor da proposta original com “urgência constitucional”.

Deputados de oposição e ambientalistas se posicionaram contra a proposta. Eles argumentam que as mudanças nos limites das áreas podem aumentar o índice de desmatamento na região e favorecer a ação irregular de mineradores. Deputados da oposição criticaram as alterações por, segundo eles, abrirem portas para o desmatamento e colocar em risco o bioma da Amazônia.

Mas o que pouco se viu nos discursos, em especial no pronunciamentos da bancada amapaense e no executivo estadual, foi que as MPs em repercussão visavam, principalmente, atender ao projeto de construção da ferrovia Ferrogrão, que liga Sinop, em Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, no Pará.
E esse, sem jamais menosprezar a prioridade da pauta ambiental, é o tema de maior interesse para o Estado do Amapá, que se pretende inserir no mercado primário de forma diferenciada.

Ao mesmo tempo que é fato a pouca relevância da capacidade produtiva de grãos no Amapá (presente e futura) em confronto com a realidade de Mato Grosso e do Pará, também é fato que o Estado e a bancada federal vêm lutando pela implantação da verticalização da cadeia de grãos aqui, ainda que na módica potencialidade amapaense, e focando, sobretudo, na utilização hídrica regional e local para fazer passar por Santana a soja que vem do Mato Grosso, bem como os insumos que para lá se dirigem.

Então a questão é, além do ponto de inflexão ambiental, como a proposta das MPs vetadas – e que brevemente serão adequadas para nova proposta – refletem na condição econômica do Amapá.

Enquanto a produção mineral se reflete finita e sazonal, em razão do valor da comoditie e custo de exploração, a produção de grãos, a verticalização dessa indústria e o comércio, gerado pelas necessidades intrínsecas de sua produção, se mostram difuso e crescente ao longo do tempo, sendo de grande valia como ativo da economia do Estado.

Dessa forma, ainda que pautados na questão ambiental, é mister que o legislativo federal e o executivo amapaense se esforcem na defesa do potencial demasiadamente importante para nossa economia, a qual a Ferrogrão, em atendimento aos interesses do Mato Grosso e do Pará, ameaça de extinção mesmo antes de nascer.

Fontes:

1. http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-05/camara-aprova-mp-que-reduz-area-de-floresta-nacional-no-para, em 19.6.2017
2. http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-05/senado-aprova-medida-provisoria-que-reduz-floresta-nacional-no-para, em 19.6.2017
3. http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/06/1894045-sob-pressao-temer-veta-proposta-de-reducao-de-area-florestal-no-para.shtml, em 19.6.2017
4. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2017/06/19/internas_viver,709399/gisele.shtml, em 19.6.2017

Pesquisa aponta que a cada 10 anos o Amapá fica 1°C mais quente – Égua-moleque-tu-é-doido

Foto: Márcia do Carmo

Por André Silva

Um pesquisador afirma que a temperatura no Amapá vai subir 1°C a cada dez anos. O estudo aponta que o motivo da alta é uma alteração na região do Amapá, Marajó e adjacências.

A pesquisa fez parte da tese de doutorado do meteorologista Jeferson Vilhena, que estudou os fenômenos meteorológicos na Ilha de Santana, a 17 quilômetros de Macapá. Para obter os resultados, ele reuniu o conhecimento climatológico de moradores que dizem quando vai chover ou quando irá fazer sol. Os trabalhos começaram em 2015.

Dentro da pesquisa, Vilhena reuniu dados da alteração no clima nos últimos 48 anos registrados através dos dados da estação meteorológico da Fazendinha, Distrito de Macapá. Segundo as informações que conseguiu obter, de 1968 a 2016 houve uma mudança na temperatura máxima de Macapá em mais 1,35 º C.

A mínima não apresentou grande alteração, mas foi bem menor se comparado a temperatura máxima de 0,6 °C em todo esse período.

“Elas estão aumentando e a tendência é que elas aumentem ainda mais. Nós registramos aumento de 1,1°C na temperatura média. Esse aumento deve se prorrogar nos próximos anos. Na máxima, a cada dez anos esta havendo, provavelmente, o aumento de 1°C e isso é preocupante”, alertou o pesquisador.

“Na mínima também há esse aumento. A tendência é que ela suba e, provavelmente, a climatologia estará fadada a temperaturas mais altas do que as de décadas passadas”, alerta o pesquisador.

Estiagem

Em 48 anos, foram 124 registros oficiais de estiagens e secas que afetaram o Amapá. As mais intensas aconteceram entre os anos de 2014 a 2016. Vilhena considera a situação preocupante.

“Elas ocorrem em uma média aproximada de 23 anos. Então a primeira foi em 1969, a segunda em 1991 e a terceira entre 2014 e 2016”.

“As produções agrícolas de um modo geral, não só da castanha, estão sendo afetadas por essas mudanças, porque como as temperaturas estão ficando cada vez mais altas e as chuvas ficando mais escassas (chovendo muito em um período muito curto), quando a gente observa isso para a produção agrícola é maléfica porque tem uma disponibilidade de água muito grande em curtos períodos. Hoje em dia a gente não vê mais aquelas chuvas que duravam três dias”, garantiu o pesquisador.

Fonte: SelesNafes.com

Viva Nossa Senhora de Fátima! – 100 anos das aparições da Santa

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Crianças de Fátima

Há exatos 100 anos, em 13 de maio de 1917, Lúcia de Jesus dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos), Jacinta Marto (7 anos), três crianças portuguesas, viram aparições de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, Vila Nova de Ourém, em Portugal.

Segundo as crianças, foram três aparições. Nos encontros, a santa revelou segredos a eles, que foram denominados “Os pastorinhos de Fátima”. Isso foi mantido em segredo até 1937, daí para frente é só ler um pouco de história religiosa para saber mais do assunto.

Todas as informações sobre as aparições estão no endereço Aveluz

Os católicos fervorosos acreditam na história e os descrentes dizem que é mitologia católica. Eu acredito. Viva Nossa Senhora de Fátima!

Missa no Santuário de Fátima em Macapá (AP) – 13 de maio de 2017 – Foto: Gê Paulla

Elton Tavares

Hoje é o Dia Mundial de Star Wars – Que a Força esteja conosco!

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Hoje, 4 de maio, é o Dia mundial de Star Wars! A data foi escolhida devido a um trocadilho com a célebre expressão “May the Force be with you”. May (maio) the Fourth (dia 4) be with you.

A primeira alusão ao termo “May the 4th” aconteceu em maio de 1979 quando o Partido Conservador parabenizou a eleição de Margaret Thatcher como a primeira mulher Primeira Ministra da Inglaterra, com um anúncio no jornal The London Evening News que dizia: “May the Fourth Be with You, Maggie. Congratulations.”

my1111111-660x350Durante uma entrevista em 2005, para o canal N24 de notícias da TV alemã, pediram ao criador de Star Wars, George Lucas, que ele falasse a famosa frase “Que a Força esteja com você.” O intérprete simultâneamente interpretou a frase em alemão como Am 4. Mai sind wir bei Ihnen (“We shall be with you on May 4”, em português, “Vamos estar com você em 4 de maio”). Isso foi captado pela TV Total e foi ao ar em 18 de maio de 2005.[Wikipédia]

Em 2011, a primeira celebração organizada do Dia de Star Wars aconteceu em Toronto, Ontário, Canadá no Cinema Subterrâneo de Toronto. As festividades incluíram um Game Show de Trivia sobre a Trilogia Original; um concurso de fantasias com os juri composto por celebridades; e a exibição em tela grande dos melhores filmes, mash-ups, paródias, e remixes da web. A segunda edição anual aconteceu na sexta-feira, 4 maio de 2012.

De fato, é uma data em que a Força está presente nos fãs de Star Wars. Neste dia costuma-se rever os filmes, falar as frases mais famosas dos personagens, ou cantarolar Imperial March. Coisas simples, mas que fazem o 4 de maio uma data memorável para todos os fãs, pois são 40 anos de fascínio pela série de filmes fantásticos. Portanto, que a força esteja conosco!

Elton Tavares