Moedas e Curiosidades – “A Declaração Universal dos Direitos Humanos” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

No dia 10 de dezembro de 2018, comemoramos os 70 anos da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento é um compromisso entre as nações participantes da Organização das Nações Unidas (ONU), foi esboçada principalmente pelo canadense John Peters Humphrey, contando com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo, e seu princípio básico é:

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.”

Abalados pela recente barbárie da II Guerra Mundial, e com o intuito de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados por Estados Unidos e União Soviética, estabeleceram, na Conferência de Yalta, na Rússia em 1945, as bases de uma futura paz mundial, definindo áreas de influência das potências e acertando a criação de uma organização multilateral (ONU), que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, para evitar a guerra e promover a paz, a democracia e fortalecer os direitos humanos.

Segundo o Guines Book Records, o documento é o mais traduzido no mundo, são mais de 500 idiomas.

A moeda de 1 real lançada em 1998, em comemoração aos cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi uma homenagem do governo brasileiro ao documento da ONU, é vendida em sites eletrônicos por preços que vão de 100 a 300 reais, dependendo do estado de conservação. O preço alto é explicado, em parte, pela raridade do exemplar: 600 mil unidades foram produzidas, em um total de 3 bilhões de moedas de 1 real que circulam no país, segundo estimativa do Banco Central. Na minha coleção tenho 10 unidades desta linda moeda, que são feitas de cupro-níquel + alpaca, com 27 mm de diâmetro e 7,84 g de peso.

O Plano Real foi um plano econômico, desenvolvido e aplicado no Brasil durante o governo do presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação da medida provisória número 434, tal medida instituiu a Unidade Real de Valor (URV, por incrível que pareça, recebi meu primeiro salário nessa unidade), que estabeleceu regras de conversão e o uso de valores monetários, no dia 1 de março de 1994, 1 URV correspondia a 647,50 Cruzeiros Reais, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades – “A Campanha de Galípoli” – (Parte IV) – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Mais uma moeda da minha coleção carregada de história, desta vez trata-se da moeda que homenageia Winston Leonard Spencer-Churchill, nascido em 30 de novembro de 1874 e falecido em 24 de janeiro de 1965, moeda feita de cupro-níquel, 75% cobre e 25% níquel, com 28,3 gramas de peso e diâmetro de 39 mm, com valor facial de uma coroa (1 Crown), tem no seu anverso a imagem de Winston Churchill e no reverso a imagem da rainha Elizabeth II.

Sir Winston Churchill era um excelente orador e estadista notável, ele também foi oficial no exército britânico, duas vezes primeiro-ministro (1940-45 e 1951-55) e recebeu o prêmio Nobel de literatura em 1953, mas a vida de Winston Churchill não foi feita apenas de vitórias e glórias, em 1915 ele ocupava o cargo de “Primeiro Lorde do Almirantado” (responsável pela marinha britânica) e tomou uma desastrosa decisão que quase decretou o fim da sua carreira.

A Campanha de Galípoli, também conhecida como a Batalha de Dardanelos, teve como palco a península de Galípoli (em turco Galibolu) na Turquia, durante a I Guerra Mundial.

No início de 1915 os aliados da Tríplice Entente e a Alemanha se encontravam numa situação de impasse na Frente Ocidental. A melhor maneira de a Grã-Bretanha e a França colocarem um fim ao impasse e estabelecerem ligação com o seu aliado isolado, a Rússia, seria através de um ousado “Coup de Main” (Mão Amiga), um ataque surpresa visando conquistar os Dardanelos do Império Otomano, ocupando Constantinopla (hoje Istambul) e pôr a Turquia fora da guerra.

O plano de Churchill consistia em enviar navios de guerra da marinhas britânicas e francesas à luz do dia, para abrir caminho à força por entre os velhos fortes da Turquia ao longo do estreito dos Dardanelos e criar uma ligação marítima com a Rússia.

Essa ousada intervenção naval, que alguns previram que rivalizaria a do dramático ataque do almirante Nelson em 1801 à esquadra dinamarquesa abrigada em Copenhaga, e conduziria rapidamente à vitória na guerra e lançaria Churchill à condição de supremo senhor da guerra.

Os esforços dos 18 velhos navios de guerra dos aliados para forçar caminho pelo estreito de Dardanelos falharam, pois os canhões alemães Krupp dispostos nos velhos fortes turcos e minas aquáticas recém-colocadas, afundaram três navios de guerra aliados e danificaram seriamente outros três, foi uma derrota humilhante e sangrenta nas mãos dos turcos “atrasados” e dos seus conselheiros alemães.

No entanto Churchill, depois dessa vergonhosa derrota usou o seu famoso lema: “nunca, nunca, nunca desistir” e assumiu o comando do 6º Batalhão dos Fuzileiros Reais Escoceses na Frente Ocidental, onde pode observar e aprender na prática sobre as estratégias e táticas da guerra, conhecimento muito útil para as futuras batalhas em que enviaria seus comandados.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades parte III – “A Revolta da Cabanagem” (parte 01) – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Uma das moedas mais impressionantes da minha coleção são as moedas da Cabanagem, pois elas trazem uma história de lutas e conquistas do povo amazônico, que com seu sangue, suor e lágrimas tentaram se manter fieis ao recém-criado império brasileiro e sair totalmente da dominação portuguesa.

A Cabanagem foi uma revolta do povo da província do Grão Pará na primeira metade do século XIX, desencadeada na madrugada do dia 7 de janeiro de 1835 em Belém, visando à derrubada do governo autoritário e impopular do então presidente Bernardo Lobo de Souza (o “malhado”).

Uma de muitas teorias sobre o termo Cabanagem é que provém de “cabana” (do latim Capanna), nome que ainda hoje se dá a certo tipo de habitação tosca, feita de folhas de palmeira, que servia de moradia de muita gente pobre da região.

O primeiro presidente cabano foi o tenente-coronel Félix Antônio Clemente Malcher, que ficou no poder de 07/01 até 19/02/35, era um latifundiário que enriquecera às custas das leis da Corte, uma das muitas dificuldades que teve no governo era o meio circulante (moedas) bastante escasso e confuso.

Para resolver o problema publicou um “Bando” no dia 14/01/1835, autorizando a aplicação de um carimbo unifacial nas moedas de cobre de 40 e 80 réis feitas em Cuiabá, que por serem falsas ou estarem gastas tinham sido recolhidas no Tesouro da província, e com esse artifício pode colocá-las em circulação novamente.

As moedas com carimbos cabanos passaram a valer apenas nas regiões dominadas pelos revoltosos, e foram chamadas de “moedas cuiabanas”, mas por engano ou outra situação desconhecida, foram carimbadas também moedas LXXX da colônia e moedas feitas em Goiás.

O critério para a utilização do carimbo é que deveria reduzir o valor das moedas em ¼ do seu valor facial, Malcher muito provavelmente teve conhecimento de um carimbo semelhante que tinha ocorrido em 1834 na província do Maranhão, e utilizou o mesmo artifício na província do Grão-Pará.

Não devemos esquecer que a Cabanagem foi um movimento que não encontrava resguardo de outras províncias, e por isso o meio circulante tornava-se escasso, daí a necessidade de valorizar a moeda cabana e desestimular totalmente a evasão destas para outras províncias.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

37 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

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Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa.

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Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

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Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”…

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Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 34 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

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Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

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Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

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Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

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Anselmo Vingador!

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco dado que lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 37 anos, direto do túnel do tempo…

Elton Tavares – Jornalista, flamenguista em tempo integral e bom de porrada. 

Moedas e Curiosidades III parte – “A Muralha de Adriano” – – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outra linda e interessante moeda da minha coleção, um “Dupôndio” de bronze do Império Romano em homenagem ao imperador Adriano, e ela me deu a oportunidade de conhecer um pouco mais da história deste grande imperador romano.

Publius Aelius Hadrianus (76 a 138 d.C.) nasceu na Itálica (atual Espanha), era sobrinho do imperador Trajano, seu tutor, e a quem sucedeu e governou o império de 117 a 138. Pertence à dinastia dos “Antoninos”, sendo considerado um dos “cinco bons imperadores”.

Hábil administrador, durante seu reinado, foi um viajante incansável. Percorreu todo o império para examinar de perto as províncias e as reformas que necessitavam.

Inspirado na cultura grega, embelezou Roma e o império com monumentos, mandou construir a “Vila de Adriano”, a ponte e o castelo de “Sant’Ângelo, que se tornou o seu mausoléu.

Manteve um intenso relacionamento com o efebo grego Antínoo, que conheceu em 123, quando o imperador já contava com 47 anos, período em que decidiu introduzir a moda da barba (tô na moda, hehehe!) e romper com a tradição estética estabelecida por Júlio César.

Seu casamento com Vibia Sabina, sobrinha-neta de Trajano, foi infeliz e não produziu filhos. Em 138 adotou Antonino Pio e o nomeou sucessor.

Uma de suas grandiosas obras foi a Muralha de Adriano (em latim Vallum Aelium), é a primeira de duas fortificações construídas na Grã-Bretanha, a segunda foi a Muralha de Antonino, sendo menos conhecida porque seus vestígios são menos evidentes hoje em dia. A Muralha de Adriano é uma fortificação construída em pedra e madeira, no norte da Inglaterra. Iniciada em 122 e concluída em 126, com 120 km de extensão constitui-se na mais extensa estrutura deste tipo construída na história do império romano.

A construção da muralha foi para proteger o império das ameaças na fronteira da Bretanha, e fazer a separação simbolicamente do mundo civilizado (romano) do mundo “bárbaro” (termo usado para quem não fizesse parte do império), demonstrando assim a soberania e o poder romano.

Cabe salientar que a construção da muralha foi feita pelos soldados romanos, que além de combater, tinham que construir, estabelecendo assim uma jornada dupla de trabalho, fato interessante para a época.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Moedas e Curiosidades parte II – “Notegeld da Amazônia” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Nessas minhas andanças pelo estado do Pará (minha terra natal), me deparei com essas curiosas notas de dinheiro chamadas de “MOSQUEIO” do Instituto Banco Tupinambá, e que só poderiam ser usadas na praia da Baia do sol em Mosqueiro. Achei muito interessante e bonitas essas cédulas, e isso atiçou a minha curiosidade, daí surgiram as perguntas: O que são? Qual sua origem? Como são utilizadas? Como são feitas?

As moedas de necessidade foi uma peculiar saída encontrada para a falta de dinheiro que existiu principalmente nos países germânicos na Europa central (Alemanha e Áustria), durante e logo após a 1ª Guerra Mundial, ficando na sua abrangência conhecida pelo nome alemão NOTEGELD (Nota Dinheiro) ou dinheiro de emergência.

Com a falta de recursos minerais, muitos países começaram a retirar moedas de circulação para serem utilizados na indústria bélica. A escassez de moedas tinha de ser compensada.

A emissão de moeda e papel-moeda com valores menores era a resposta, porém o grande problema era a dificuldade de centralizar a emissão, especialmente pelo volume de moedas e cédulas que haveriam de ser emitidas. A concessão do direito de emissão a governos locais (estados e municípios) e empresas, para que emitissem e colocassem cédulas e moedas em circulação, foi a saída viável. Surge então a expressão NOTEGELD, o dinheiro de emergência ou necessidade, que pela sua forma reduzida de apresentação, prazo de validade, restrição geográfica de circulação e principalmente o valor reduzido.

As NOTEGELD são feitas de diversos materiais, as cédulas eram feitas de: papel, madeira, couro, linha, papel alumínio, veludo e etc, e as moedas eram feitas de: madeira, cerâmica e pó de carvão comprimido.

O Brasil vivencia diariamente diversas formas de dinheiro de emergência, desde os passes de transporte público até os vales de alimentação ou refeição.

Historicamente o NOTEGELD foi emitido no Brasil:

1. durante o período imperial da “Guerra do Paraguai”;
2. na crise denominada “Encilhamento” (1889-1891);
3. em São Paulo, durante a “Revolução Constitucionalista” de 1932;
4. no “Saneamento Hiper-Inflacionário”, no período de 1964-1967
5. na “Inflação-Galopante-Hiperbólica”, compreendida no período entre o “Plano Cruzado” (1986) e o “Plano Real” (1994).

Hoje em dia as NOTEGELD no Brasil são chamadas de bônus e são utilizadas principalmente como atrativo turístico das cidades, e somente poderão ser usadas como meio de aquisição de bens ou serviços em comércios ou empreendimentos solidários conveniados, sendo o valor de 1 bônus por 1 real. Essas atividades visam promover o desenvolvimento local, social e ambientalmente sustentável.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre.

Fonte: Portal Amazônia

Moedas e Curiosidades parte I – “Moeda da Batalha de Ourique”

Por José Ricardo Smith

Eu adquiri recentemente uma bela moeda portuguesa de 250 escudos, feita de cuproníquel, com 37 mm de diâmetro e peso de 23g +/- 1,5%, feita pela escultora portuguesa Irene Vilar, que homenageia os 850 anos da Batalha de Ourique e a fundação do reino de Portugal.

A Batalha de Ourique aconteceu no dia 25 de julho de 1139 entre os cristãos de D. Afonso Henriques (o Conquistador) e os mouros, com vitória para o primeiro rei português.

De acordo com a tradição, o dia 25/07 é o dia do aniversário de D. Afonso Henriques e São Tiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros, sendo que um dos nomes populares do santo, era precisamente “Matamouros”.

Uma lenda conta que um pouco antes da batalha, D. Afonso Henriques foi visitado por um velho homem, que o rei já tinha visto em sonhos. O homem fez-lhe uma revelação profética da vitória. Disse-lhe também para, na noite seguinte sair do acampamento sozinho, logo que ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia.

O rei assim o fez. Um raio de luz iluminou tudo em seu redor, deixando-o distinguir, aos poucos, o sinal da Cruz e Jesus Cristo crucificado. Emocionado, ajoelhou-se e ouviu a voz do Senhor que lhe prometeu a vitória naquela e noutras batalhas. No dia seguinte, D. Afonso Henriques venceu a Batalha de Ourique.

Conforme reza a lenda, D. Afonso Henriques decidiu que a bandeira portuguesa passaria a ter cinco escudos, ou quinas, em cruz, representando os cinco reis vencidos e as cinco chagas de Cristo.

Com o apoio de “Cruzados” do norte da Europa conquistou Lisboa em 1147. Com a pacificação interna, prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para o sul, desde Leiria ao Alentejo, mais que duplicando o território que herdara. Os mouros chamaram-lhe Ibn-Arrik (“filho de Henrique”) ou El-Bortukali (“o Português”)

A independência portuguesa foi reconhecida em 1179, pelo Papa Alexandre III, através da bula “Manifestis Probatum”, e D. Afonso Henriques ganhou o titulo de Rex (Rei) e tornou-se o primeiro Rei de Portugal.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (origem da data e história do estilo)

Amamos Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. No dia 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia.

Em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock. Vamos resumir a ópera (tudo bem, é um resumão, mas vocês vão curtir):

Sr. Jazz e Sra. Blues

Há cerca de 70 anos, um casal de velhinhos, casados desde o fim da segunda guerra, ambos de pele escura, donos de vozes graves e um jeito simpatissíssimo, risonhos e alegres, que adoram “mexer as cadeiras”, como eles mesmos dizem, brigavam com uma vizinha, a Senhora Música Clássica. É, o Sr. Jazz e Sra. Blues não eram fracos.

Reza a lenda que quando eles saiam por aí juntos, ninguém era de ninguém, e por isso, até hoje é difícil saber quem são os verdadeiros pais dos quatro garotos que brotaram dessa relação tão moderna. O Rockabilly, Rock Progressivo, Hard rock e Rock Pop.

Rockabilly

Rockabilly, o irmão mais velho, herdou dos pais a incansável vontade de dançar. Na adolescência andou muito com um dos seus irmãos, o Rock Pop. Usava calça boca de sino, topete e óculos escuros, mesmo quando não fazia sol. Fez um tremendo sucesso entre as garotas quando jovem, mas se tornou um velho gordo.

Rock Pop

O Rock Pop está sempre na moda, mas quando quer dizer algo, se perde em suas contínuas mudanças de opinião. Já andou com todos os seus irmãos, mas sempre teve problemas com o Rock Progressivo. O que se sabe, é que ele está sempre montado na grana e quem anda com ele, sempre se dá bem financeiramente. Rock Pop é viciado em dinheiro e se vende por qualquer coisa. É normal ouvir falar por aí que ele é um enganador, mas nunca ninguém conseguiu uma prova concreta.

Rock Progressivo

O Rock Progressivo, por sua vez, está na cara, no corpo e no jeito de ser de um legítimo filho do Sr. Jazz e Sra. Blues. É um cara exibicionista, adora se “amostrar”, fazendo inúmeras loucuras. Às vezes, fica chato por demorar muito tempo em suas loucuras, só porque é difícil de fazer. Isso causa irritação em muitas pessoas, mas no fundo, é um cara bacana.

Hard Rock

O Hard Rock é o mais revoltado da família. Às vezes, no meio da diversão se torna meio dançante. Cabeludo, adora usar lenço na cabeça, maquiagem e vive fazendo poses homossexuais. Alguns o chamam de gay, outros dizem que ele só se comporta assim para causar impacto. O que se sabe é que na adolescência, ele era ninfomaníaco e usou e abusou das drogas. Mas logo casou e teve dois filhos. O primogênito Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Heavy Metal
Punk Rock

No meio disso tudo, a vizinhança comenta que o Sr. Blues teve um namoro sério com uma ativista política, e dessa relação surgiu o Rock, simples assim. Um rapaz afoito, naturalista e espontâneo. Nunca teve papas na língua e dizia exatamente aquilo que pensava. Às vezes era muito relaxado, tentou ser igual ao pai, mas não teve sucesso nessa tentativa e se frustrou. Surgindo daí um sentimento de revolta meio contido, que só era observado nas entrelinhas.

Dependendo do seu humor, ele não tá nem aí para nada. Fala de igualdade e exalta idéias comunistas. Este teve dois filhos com uma namorada linda e problemática. O Grunge e o Hard Core.

O Hard Core adora andar de skate pela casa, quebrando tudo, porém é um cara organizado, gosta de filmes de surf e tem o corpo todo tatuado. Às vezes fica meio EMOtivo e reclama muito da vida, mas todos sabem que é por causa da namorada que o trai o tempo todo.

Grunge

O Grunge é melancólico por natureza, também reclama muito da vida. Está na puberdade e por isso a sua voz desafina constantemente. Ele costumava levar a vida de uma forma suicida, anda dizendo para todo lado que nada importa…nevermind!!

Heavy

O Heavy Metal é um alcoólatra fortão, cheio de tatuagem de caveira pelo corpo. Adora andar a toda velocidade na sua Harley Davidson. É uma aficionado pela Mitologia Nórdica, Ocultismo e odeia a Igreja Católica. Alguns dizem que ele tem um pacto com o Diabo. Pois tem uma voz grave, mas quando grita, fica tão aguda que é capaz de quebrar os vidros do espelho. Tem fama de malvado, mas na verdade, não é. Trata-se de um cara gente boa, que se dá bem com todo mundo. Ele teve vários filhos: Thrash , Melódico, Prog Metal, Death, Black, Doom, Gothic, todos são muito unidos.

E isso aí, demos uma viajada, mas o que importa é que amamos o Rock and Roll. O estilo é fundamental para nós e nossos amigos. Costumamos comparar o Rock com o Universo. Os dois estão em constante expansão e em alta velocidade. Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas.

É o velho lance de superar momentos difíceis, voltar com força total. Assim Raul, o pai do rock nacional, inventou o termo “metamorfose ambulante”. Ele se descreveu como pessoa e usou isso para explicar o rock and roll. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

*Texto escrito há sete anos a quatro mãos por mim, Elton Tavares e André Mont’Alverne, nosso antigo colaborador.

Hoje é o Dia Nacional da Pizza (calórico e inusitado post para nossa sessão “Datas Curiosas”)

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Esse pessoal inventa cada coisa, inclusive dias comemorativos, se é que se pode chamá-los assim. E este site possui uma sessão “datas curiosas”. Bom, hoje, 10 de julho, é celebrado o Dia Nacional da Pizza, uma das comidas mais amadas e consumidas pela população mundial.

A data foi instituída pelo então secretário de turismo de São Paulo, Caio Luís de Carvalho, em 1985. Naquele ano, foi realizado um concurso estadual que elegeria as 10 melhores receitas de mussarela e margherita. Empolgado com o sucesso do evento, o titular da pasta do Turismo em Sampa escolheu o dia de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.

A data homenageia uma das invenções culinárias mais apreciadas por diversas pessoas ao redor do mundo, em especial os brasileiros.

No Brasil, São Paulo é conhecida como a capital nacional da pizza. Neste dia, as pizzarias costumam fazer festas, promoções ou descontos para os clientes.

A pizza é um tipo de comida que é preparada com massa fermentada de farinha de trigo, molho de tomate e outros diferentes ingredientes, variando de acordo com o sabor escolhido.

Estudos indicam que há mais de seis mil anos, hebreus e egípcios já produziam pães que tinham como base a receita da pizza contemporânea, mas existem outros que acreditam que os gregos foram os primeiros a cozinhar o prato, pois eles faziam massas a base de farinha de trigo, arroz, ou grão-de-bico, e as assavam em tijolos quentes.

Essa prática chegou à Itália por causa das cruzadas, e foi lá que ela foi incrementada e se tornou a pizza que conhecemos hoje. Atualmente, encontrada na maioria das cidades brasileiras, e foi por meio dos imigrantes italianos que ela chegou ao país.

A primeira vez que comi pizza foi em 1986. Eu tinha 10 anos (sim, comi muito tarde) e foi da padaria Cometa, em Macapá. De lá pra cá, virei uma criatura devoradora desse tipo de massa. E pela silhueta deste jornalista, vocês devem saber que amo issaê.

O problema é quando crimes de políticos acabam em pizza (expressão pra dizer que crimes de colarinho branco não são punidos).

Enfim, este texto foi somente pra “encher linguiça” (ou calabresa, minha pizza favorita) para a sessão “datas curiosas” deste site. Obviamente, vou comemorar a data comendo muitas fatias de pizza. Afinal, gordo é um praga (risos). E fim de papo!

Fontes: Calendarr Brasil e CalendárioBR

Hoje é Dia/Noite de São João! (sobre o santo e a festa junina)

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Hoje é o Dia de São João. De acordo com a história, João Batista (Judeia, 2 a.C. — 27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo nos Evangelhos da Bíblia. Ele é considerado o santo maissao-joao-batistajpg3572012133138 próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João nas margens do rio Jordão.

O Evangelho de Lucas (Lucas 1:36, 56-57) afirma que João nasceu cerca de seis meses antes de Jesus; portanto, a festa de São João Batista foi fixada em 24 de junho, seis meses antes da véspera de Natal. Este dia de festa é um dos poucos dias santos que comemora o aniversário do nascimento, ao invés da morte, do santo homenageado.

Segundo a narração do Evangelho de Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Is8537sao_joao_batistaabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos, como o “precursor” do prometido Messias.

Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

Aliás, ele batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o batismo d13535958_1216500701736292_110298172_ne gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. Ele era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Outras religiões

Para alguns Espíritas, Elias reencarnou como João Batista. Mais tarde, teve outras experiências reencarnatórias como sacerdote druida entre o povo celta, na Bretanha. Depois como o reformador Jan Hus (1369-1415), na Boêmia. Na França foi Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), o qual utilizava o pseudônimo Allan Kardec como codificador do Espiritismo. Sua última existência corpórea se deu no Brasil, nascido dia 23 de Fevereiro de 1911 com o nome de Oceano de Sá, mais tarde chamado de Yokaanam:. (fundador da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal), reconhecido como tal por diversas escolas sérias e reconhecidas mundialmente, embora o mesmo não assumisse publicamente pois nunca achou necessário e não queria tirar proveito algum de tal reconhecimento.

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João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo, também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão. Na Umbanda, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô, responsável por um agrupamento de espíritos que trabalha para a saúde e o conhecimento, que congrega médicos e cientistas. Já no Islamismo, é reverenciado pelos muçulmanos sunitas como sendo um dos seus profetas. O santo também é o padroeiro da Maçonaria (por conta da criação da entidade, em 24 de junho de 1717).

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Sobre a festa junina de São João

A festa se originou na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e imagesSão João. Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal. Anteriormente os festejos ocorriam por conta do solstício de verão, as quais marcavam o início da colheita. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. Um deles era Juno, esposa de Júpiter, que era considerada a deusa da fecundida. Nessas festas, chamadas “junônias”, as pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só cimages (3)omeçaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho, passaram a ser chamadas de juninas.

Nunca gostei de festas juninas, mas sei da importância delas na cultura brasileira. Gosto de algumas comidas típicas do período (vatapá então…nossa!), assim como adorava as bombas. Na época de moleque, era obrigado a dançar quadrilha. Aí ficava mais puto ainda com o mês de junho. Na foto, ali em cima, tô com meu irmão, Emerson Tavares, alegre por ter acabado a tortura infantil do “taran ran ran, taran ranIMG_20150624_022305 ran”.Hoje em dia, até vou, mas só se for a trabalho, para cobrir o evento.

Bom, o Dia de São João é celebrado com festas recheadas de muita dança, comida e alegria. Neste sábado, nas cidades nordestinas, onde a tradição é mais forte, as quadras ferverão ao som do forró (For All). Aqui no Norte, as fogueiras serão acesas também, com quadrilha e brocas legais. Enfim, para quem curte, é onda bacana.

Portanto, minhas homenagens ao santo e uma ótima festa aos amantes da quadra junina. Viva São João!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, CruzTerraSanta e Calendarr Brasil.

Viva Nossa Senhora de Fátima! – 101 anos das aparições da Santa

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Crianças de Fátima

Há exatos 101 anos, em 13 de maio de 1917, Lúcia de Jesus dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos), Jacinta Marto (7 anos), três crianças portuguesas, viram aparições de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria, Vila Nova de Ourém, em Portugal.

Segundo as crianças, foram três aparições. Nos encontros, a santa revelou segredos a eles, que foram denominados “Os pastorinhos de Fátima”. Isso foi mantido em segredo até 1937, daí para frente é só ler um pouco de história religiosa para saber mais do assunto.

Todas as informações sobre as aparições estão no endereço Aveluz

Os católicos fervorosos acreditam na história e os descrentes dizem que é mitologia católica. Eu acredito. Viva Nossa Senhora de Fátima!

Missa no Santuário de Fátima em Macapá (AP) – 13 de maio de 2017 – Foto: Gê Paulla

Elton Tavares

Hoje é o Dia Mundial de Star Wars – Que a Força esteja conosco!

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Hoje, 4 de maio, é o Dia mundial de Star Wars! A data foi escolhida devido a um trocadilho com a célebre expressão “May the Force be with you”. May (maio) the Fourth (dia 4) be with you.

A primeira alusão ao termo “May the 4th” aconteceu em maio de 1979 quando o Partido Conservador parabenizou a eleição de Margaret Thatcher como a primeira mulher Primeira Ministra da Inglaterra, com um anúncio no jornal The London Evening News que dizia: “May the Fourth Be with You, Maggie. Congratulations.”

my1111111-660x350Durante uma entrevista em 2005, para o canal N24 de notícias da TV alemã, pediram ao criador de Star Wars, George Lucas, que ele falasse a famosa frase “Que a Força esteja com você.” O intérprete simultâneamente interpretou a frase em alemão como Am 4. Mai sind wir bei Ihnen (“We shall be with you on May 4”, em português, “Vamos estar com você em 4 de maio”). Isso foi captado pela TV Total e foi ao ar em 18 de maio de 2005.[Wikipédia]

Em 2011, a primeira celebração organizada do Dia de Star Wars aconteceu em Toronto, Ontário, Canadá no Cinema Subterrâneo de Toronto. As festividades incluíram um Game Show de Trivia sobre a Trilogia Original; um concurso de fantasias com os juri composto por celebridades; e a exibição em tela grande dos melhores filmes, mash-ups, paródias, e remixes da web. A segunda edição anual aconteceu na sexta-feira, 4 maio de 2012.

De fato, é uma data em que a Força está presente nos fãs de Star Wars. Neste dia costuma-se rever os filmes, falar as frases mais famosas dos personagens, ou cantarolar Imperial March. Coisas simples, mas que fazem o 4 de maio uma data memorável para todos os fãs, pois são mais de 40 anos de fascínio pela série de filmes fantásticos. Portanto, que a Força esteja conosco!

Elton Tavares

Hoje é o Dia da Empregada Doméstica – Meus parabéns para essas guerreiras

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Hoje (27) é comemorado o Dia da Empregada Doméstica, a profissional que presta serviços de limpeza, arrumação, entre outros, em residências. Nesta mesma data é celebrado todas as ramificações e ofícios similares como governanta, mordomo, caseiro, etc.

A data é uma homenagem à padroeira das domésticas, Santa Zita, que nasceu em 1.218, na cidade de Lucca (ITA) e trabalhou como empregada para uma família de nobres. Ela foi canonizada em 1696.

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Nossa querida Selma Rocha, empregada doméstica na casa da mamãe há 12 anos.

Na casa da minha mãe, tivemos várias empregadas, mulheres de todas as cores e jeitos. Sempre as tratamos com respeito e dignidade. Umas não muito legais (minoria) e outras marcantes como a Noca, que foi minha bábá, a Josi, que aguentou muitas travessuras minhas e do meu irmão Emerson e a Nete, com seu tempero sensacional e inesquecível.

Há uns 10 anos, a querida Selma Rocha é nossa secretária. Tomara que permaneça por décadas, pois ela é de confiança, discreta gente fina, além de boa de trampo, claro.

É importante reconhecer essa profissional que, em muitos lares, é injustiçada das formas mais covardes imagináveis. Muitas patroas abusam das profissionais, pois acham que as domésticas são máquinas, como a Rosie, empregada robô do desenho animado “Os Jetsons”, exibido nos anos 80. Uma tremenda idiotice (que ilustre esta publicação).

Também conheço vários casos de pessoas que praticamente se integraram20120926150503_660_420 à família para qual trabalham, é o caso da querida Sila, que mora há 41 anos com a minha tia Sanzinha e a Oscarina, com mais de uma década trampando na casa do meu tio Paulo. Pessoas 100% confiáveis e excelentes profissionais que já são da família.

A estas guerreiras, que vencem uma porrada de adversidades e ainda conseguem auxiliar nossas famílias, a minha singela homenagem. É isso!

Elton Tavares

*Datas curiosas

Só uma coisinha, essa sessão de Datas Curiosas deste site incomoda alguns, que chegaram a reclamar de tais registros. Ainda bem que todo dia é dia de alguma profissão ou atividade. Desse jeito dá pra elogiar os familiares e amigos. Acreditem, tem gente que não gosta. Mas são somente os amarguinhos que encontramos pela vida.