O Rock nos Anos 60: A invasão britânica dos Beatles e Rolling Stones

Por Adnoel Pinheiro
 
Enquanto notava-se um intenso processo de politização da juventude universitária norte-americana e a ascensão da música de protesto com Bob Dylan e na Inglaterra o rock ‘n’ roll ressurgiu com um ímpeto inesperado que a partir de então se tornou um dos maiores polos de divulgação da cultura jovem mundial. Podemos compreender com mais clareza se levarmos em consideração que desde 1947, com a criação do Plano Marshall os Estados Unidos já vinham com o objetivo de impulsionar e concretizar seu domínio sobre a economia capitalista europeia, despejando dinheiro na Europa capitalista através de empréstimos, créditos para compra de alimentos e matéria prima e recuperando a capacidade de produção e o poder de compra dos ingleses. Devido a essa aproximação e influência americana, os britânicos, principalmente os jovens de classes trabalhadoras escolheram o rock como porta de entrada para a cultura ocidental.


No momento em que o rock ‘n’ roll americano atingiu com maior intensidade o mercado britânico, no início da década de 1960, já refletia a mistura de rhythm and blues, o country, o rockabilly, o calipso, a música negra da Motown, recebendo uma nova roupagem por parte dos artistas ingleses.
 
Entre os mais variados grupos musicais de Londres e Liverpool surgidos no início dessa década, dois alcançaram em pouco tempo um sucesso internacional avassalador, modificando de modo profundo não só a música popular mundial, mas todo o estilo de vida da juventude. Os Beatles e o Rolling Stones foram as duas bandas de rock que encabeçaram toda essa convulsão cultural dos anos 60.
 
No decorrer da carreira os Beatles foram um grupo que teve a competência de reunir uma vasta gama de influências e pesquisas que iam da música eletrônica à música folk, da música oriental às mensagens existenciais de suas letras, as quais transmitiam uma visão filosófica do cotidiano existencial. Foi o grupo britânico que mais vezes alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.
 

O Rolling Stones, menos sutis e mais intensos, se caracterizando pelo balanço de sua batida musical de forma mais crua, bem próxima das tonalidades negras, quer nos temas de suas músicas, quer em suas apresentações ao vivo que contavam com a ótima presença de palco de seu frontman (Mick Jagger). Os Beatles, portanto, foram se tornando mais detalhistas, requintados e experimentais; os Stones mais básicos e intuitivos aprimoravam suas técnicas de estúdio mais também sempre foram ótimos nas apresentações ao vivo.
 
Por trás de todo esse sucesso das bandas inglesas existia uma revolução cultural em que implodia a moral vitoriana. A Inglaterra não era mais o centro do capitalismo mundial desde a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e logo após as dificuldades de reconstrução as novas gerações inglesas sofreram grande influência do american way of life e despertaram para o prazer individual e para o consumismo, eram jovens que vestiam terninhos de lapela e primavam por um visual bem comportado, mas ao contrário dos americanos e de sua rebeldia transviada, os britânicos conseguiram desenvolver uma consciência crítica de sua geração.


A explosão e ascensão do rock inglês acabaram despertando e influenciando a música norte-americana que estava em baixa desde os fins dos anos 50 e início dos anos 60. Essa influência tornou-se acentuada quando os Beatles fizeram sua primeira turnê pelos Estados Unidos abrindo mercado para outros grupos britânicos e influenciando na formação de novos músicos e bandas norte- americanas como: The Doors, Velvet Underground, Frank Zappa entre outros.
 
Podemos afirmar que a década de 60 se dividiu em dois períodos. O primeiro de 1960 a 1965 foi marcado pelo sabor de inocência transcendental nas manifestações sócio-culturais, e na política predominou o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. O segundo de 1966 a 1969 possui um tom mais ácido, rebelde, avassalador e revelam as experiências com drogas, a perda da inocência, os protestos juvenis contra o endurecimento dos governos e a revolução sexual. É esse período que preconizaria o surgimento do inesquecível   movimento punk.
 

 

46 anos do The Concert For Bangladesh

No dia 01º de agosto de 1971, 46 anos atrás, acontecia o The Concert For Bangladesh.

Um pedido especial do amigo Ravi Shankar animou George Harrison a voltar aos palcos para duas apresentações no Madison Square Garden, em Nova York, em 1971.

A ideia era ajudar as vítimas da guerra e da fome no país asiático.

Além do ex-Beatle, Eric Clapton, Bob Dylan, Billy Preston, Leon Russell, Ringo Starr e o próprio Shankar compareceram.

A bola fora: a grana arrecadada com a venda do disco ficou retida pelo governo britânico, que não abriu mão do pagamento do imposto.

George Harrison tirou a diferença do próprio bolso.

Sempre houve Rock And Roll… – Por @RicardoMacapa

Não sou músico, mas adoro música, sobretudo a boa música, além da minha preferência pelo rock and roll. Então hoje falarei sobre música clássica… Bom, daí você perguntaria – O que tem isso a ver com o Rock ?? Tudo, eu respondo!

Na verdade, há muito de música erudita em várias canções do pop/rock. Isso muitos de vocês já sabiam ou perceberam, pois com certeza já ouviram arranjos sinfônicos clássicos orquestrados, ou não, em várias canções e apresentações de bandas maneiras como Pink Floyd, The Who, Queen, U2, Radiohead, Metallica e Coldplay… Só pra citar algumas.

Muitos dos meus amigos não curtem ou não conhecem música clássica. Acham o estilo enfadonho, repetitivo, e que só gente boçal, fresca e metida à inteligente é quem escuta este tipo de música (risos).

O que eu gostaria de propor aqui é um outro prisma nesta leitura/audição. Procurando perceber que há muito de rock and roll na “velha” música clássica… Quero iniciar a conversa, analisando algumas obras primas deste estilo enviesada no que conhecemos hoje como Rock ´n Roll (no que tange a quebras/rupturas, rebeldia e força).

Muitos compositores eruditos também tinham uma veia revolucionária, no contexto de seus tempos, seja nas questões política, social, filosófica ou mesmo em se tratando da própria música à época. Composições como “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner, a Sinfonia Nº 9 de Ludwig Van Beethoven e “As Quatro Estações “ de Antônio Vivald são exemplos de quebra de paradigmas e propostas de mudanças nas composições clássicas (lembrando que naqueles tempos a mínima quebra já era considerada uma grande afronta) e que trazem consigo esse viés revolucionário do Rock (mesmo de forma inconsciente e atemporal) .

A “Cavalgada das Valquírias” é por si só uma apologia à força do Rock, tendo sido tema no Filme Apocalipse Now, na famosa cena da chegada dos helicópteros à praia, observem:

A 9ª Sinfônia de Beethoven (o qual concluiu esta magnífica obra quando já estava completamente surdo) por sua genialidade, grandiosidade e força para mim está equiparada a shows de rock como o Pulse do Pink Floyd…

“O Inverno” em “As Quatro Estações” de Vivald, que era conhecido pelo apelido de Padre Ruivo (por ser clérigo e de cabelos avermelhados) é o maior exemplo desta minha análise… Em seus 1º e 3º movimentos, mostra a força vibrante dos violinos equiparando-se a magistrais solos e distorções de guitarras de grandes nomes do Rock. Esta é minha estação do ano favorita quando o tema é “As Quatro Estações”…

Sei que o assunto é um tanto complexo para ser tratado apenas em linhas gerais neste texto. Quis aqui provocar um pouco o debate… E sei que este merece uma boa reflexão acerca, acompanhado de saborosas pizzas e cervejas estupidamente geladas no Bar do Francês (bons tempos com o Eltão, no Bar do Francês).

Para os amigos (as) que ainda não curtem música clássica, indico sempre começar por “As Quatro Estações” de Vivald. É como indicar Pink Floyd para um jovem que quer aprender a gostar de Rock (risos) !! E também indico as músicas elencadas aqui neste post… Espero que possam apreciar a música clássica por um novo olhar/audição daqui para frente…

Um abraço a todos, até a próxima e viva o Rock !!

Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Rock’n’roll.

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (meu texto em homenagem ao melhor estilo musical da galáxia)

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Amo Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. O gênero sonoro mais legal de todos, fruto da junção do Jazz e Blues, é celebrado nesta data porque em 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia.

Já em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

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Lembro o momento exato que me apaixonei perdidamente pelo Rock. Em 1989, assistia a novela Top Model (sim, naquela época eu não tinha tantas opções) e torcia para o Gaspar (Nuno Leal Maia), um hippie remanescente de sua geração e surfista quarentão, lembrar-se da sua esposa, Maria Regina Belatrix (Rita Lee), que o havia abandonado.

Tudo porque durante as lembranças do cara, em imagens preto e branco, tocava “Stairway to Heaven”, canção clássica do rock and roll, da banda inglesa Led Zeppelin. Era firme. Eu tinha 13 anos. Muito antes, eu já curtia rock nacional e Beatles. Acho que curto som bacana desde 1986.

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Desde que cai de amores pelo Rock, foram muitas festas nas quadras de escolas de Macapá, bares, boites, shows na capital amapaense e fora dela. Shows memoráveis e emocionantes nas grandes cidade e festivais inesquecíveis.

Aqui na minha aldeia já vi apresentações de várias bandas nacionais. Fora do Amapá, já fui para quatro festivais Lollapalooza, onde assisti aos shows do Interpol, The Smashing Pumpkins, Raimundos, New Order, Pixies, The XX, Metallica, Duran Duran e The Strokes. Isso sem falar nas excelentes apresentações de Rancid, Jimmy Eat World e Criolo. Também rolou de ver, graças a Deus, Red Hot Chilli Peppers, U2, Pearl Jam, The Killers, Radiohead, Morrissey e The Cure (o melhor de todos).

Além disso, procuro incentivar por meio de divulgação todos os eventos rockers no Amapá. Nos anos 90, produzi algumas festas e até criamos um movimento chamado Lago do Rock, em 2004. Coleciono grandes momentos felizes na vida. A trilha sonora dessa memória afetiva é 90% Rock. Bons tempos!

Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

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O Rock n’ Roll me salvou. Graças a ele, não tenho uma vida ordinária e nem me tornei um idiota “eclético”. Não só amo o estilo, mas vivo o Rock. Portanto, Feliz Dia Mundial do Rock e LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês

Elton Tavares

 

 

28 anos sem Cazuza

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Hoje (7) é aniversário da morte (estranho estes termos juntos) do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990. Eu tinha 14 anos e tava de férias com minha família em Natal (RN).

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O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira.

Ele foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

10269592_729686107053057_7531118653553011114_n-228x300Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Passou no vestibular para Comunicação em 1976, mas abandou o curso meses depois de começar a estudar. Cazuza participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80.

tumblr_m8yiwvKhPE1qga32fo1_400_largeLogo depois, indicado pelo cantor Léo Jaime (que recusou os vocais do Barão), juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. Os maiores sucessos do Barão foram as canções “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.download (6)

Sua carreira solo também foi fantástica, Cazuza flertou com a MPB, a misturou ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Em 1989, declarth-5ou ser soropositivo, a Aids o levou há exatos 28 anos. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara foi um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia. Viva Cazuza!

Elton Tavares

“Don’t You Forget About Me” (“Não se Esqueça de Mim”) – A Geração John Hughes (Por @RicardoMacapa)

Salve, pessoal !! Estou por aqui para compartilhar umas experiências que tive um tempo atrás com relação à música e cinema…

Às vezes o saudosismo me bate forte… E no final de 2014 fui surpreendido por um documentário que estava passando na HBO, “Don’t You Forget About Me” é o título desse documentário… Que retrata a vida e obra de John Huges, o qual não conhecia até ver aquele bendito documentário (vergonha…rsrs!).

Sinto-me envergonhado, pois não sabia que se tratava de uma pessoa que foi muito importante na minha adolescência… John Hughes foi criador, diretor, produtor e roteirista de inúmeros filmes que marcaram aquela fase de minha vida (e de muitos que vivenciaram os anos 80)… Filmes como “Gatinhas e Gatões”, “Mulher Nota Mil”, “A Garota de Rosa Shocking”, “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”) e “Curtindo A Vida Adoidado” (“Ferris Bueller’s Day Off”), este último, meu preferido… Hughes se tornou referência do gênero teen movies dos anos 80.

A internet é algo incrível… Tantas coisas que vi, escutei e vivenciei antes dela, e só agora é que estou descobrindo do quê e de quem se tratava… Esse é o caso de John Hughes… Não sou cinéfilo, mas gosto demais de assistir filmes, e conheço alguns caras do cinema, os mais famosos pelo menos… George Lucas, Spielberg, Tarantino (porém, quem não os conhece, né??? rsrs !!!)… Mas John Hughes não… eu deveria tê-lo conhecido antes de sua morte em 2009… É algo que vou demorar pra me perdoar…

O referido documentário foi lançado no mesmo ano da morte de Hughes, e foi idealizado por um grupo de fãs desse gênio, que conhecia como poucos a alma e os corações dos adolescentes da década de 1980…

Em 2010, um filme fez grandes referências a Hughes: “A Mentira” (“Easy A”), protagonizado por Emma Stone (ruivinha muito linda)… Muito bom esse filme, recomendo! Ele não passou nos cinemas tupiniquins, e foi direto pras locadoras aqui no Brasil em 2012 ou 2013, não lembro bem…. Mas recomendo os dois, tanto o filme quanto o documentário…

A Mentira (“Easy A”):

Don’t You Forget About Me (Documentário):

O Documentário explica muita coisa que aconteceu na vida de Hughes… Uma delas foi o sumiço repentino dele de Hollywood, ficando recluso em sua cidade natal até sua morte… Muitos dizem que foi devido a muitas crítica negativas sobre os filmes dele feitas por alguns ‘críticos’ de cinema norte-americanos (uns babacas)… Algumas pessoas tem dificuldades de lidar com isso… Principalmente pessoas mais sensíveis…

Outra curiosidade que vi também no documentário: Hughes escolhia pessoalmente as músicas para compor a trilha sonora de seus filmes… Assim ele escolheu “Don’t You Forget About Me” do Simple Minds para fazer parte da trilha de “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”), e que acabou virando o título do documentário em sua homenagem… E convenhamos, o cara tinha um bom gosto musical…

Simple Minds – Don’t You (Forget About Me):

 

Mas continuando meu praguejamento: como posso não ter conhecido o criador, produtor e roteirista de “Curtindo A Vida Adoidado” ??!!!… Parafraseando Mestre Yoda: falha minha imperdoável essa é… Como já disse, esse é meu filme preferido do universo Hughes, e acredito que seja o favorito de muitos também… Quem não viu alguma vez esse filme na Sessão da Tarde? A Globo cansou de passar, acho que só não passou mais do que “A Lagoa Azul”… rsrs :p !!!

“Curtindo A Vida Adoidado”, pra mim, foi um marco no estilo de fazer esse tipo filme… Quando Ferris Bueller (Matthew Broderick) vira pra câmera e começa a falar com você, é de espantar!!! rsrs! E fora a trilha sonora que é maravilhosa (escolha de Hughes, é claro)… Duas cenas são marcantes neste filme, com relação a trilha sonora. Para maioria a número 1: Na Parada da cidade – com “Twist And Shout” (Beatles); e para mim a número 2: Cena do Museu – com “Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)” (The Smiths), mas com performance de The Dream Academy… Num instrumental que é de arrepiar!! Essa cena do museu marcante pra mim…

“Twist And Shout”:

“Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)”:

Bom, é isso galera… Quem sabe começo a me perdoar, pois agora já sei quem foi John Hughes, e o quanto ele foi importante em minha vida, e na vida de muitos, acredito eu… Um abraço e Valew!!

* Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Cinema e Rock’n’roll.

Moz Day: feliz aniversário, Morrissey! – O dia do astro!

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Foto: Elton Tavares

Hoje, 22 de maio, o cantor britânico e ex-vocalista do Smiths (uma das melhores bandas de que se tem notícia), para muitos, “o inglês mais foda vivo” e lenda do rock and roll mundial, Steven Patrick Morrissey, completa 59 anos de vida. E que vida!

Morrissey fez história com o The Smiths (o grupo existiu de 1982 a 1987). Ele foi coautor de todas as músicas com o guitarrista Johnny Marr. Após a separação da banda, o vocalista segue uma carreira solo sólida, recheada de sucessos, de fazer inveja a muitos rockstars.

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Foto: Elton Tavares

Com 30 anos de carreira, Morrissey se recupera de vários problemas de saúde, o mais grave é um câncer no esôfago. Mas está em plena atividade artística. Não à toa, lota casas de shows, como ao que fui em novembro de 2015, com público ávido por escutar suas canções.

Hoje, como já ocorre há vários anos rola o Encontro anual de fãs do Morrissey. Por todo mundo, admiradores do menestrel inglês comemoram a data de seu nascimento.

Ele merece todo esse frisson, pois além do sarcasmo e mau-humor, marcas registradas do cara, ele possui um talento extraordinário para fazer canções. Obrigado, Morrissey. Suas músicas fazem parte da trilha sonora da minha vida ( e da de muitos de minha geração).

Definitivamente a Rainha não está Morta. Palmas pro cara, pois ele é PHoda. Vida longa ao Moz!

Elton Tavares

Hoje é aniversário de Robert Smith. Ele completa 59 anos e 34 de Rock and Roll! – Happy 59th birthday to #RobertSmith of #TheCure.

 

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Hoje é aniversário de Robert James Smith, o popular Robert Smith. Ele é líder, vocalista, guitarrista e compositor da lendária banda inglesa The Cure. Aliás, o único membro da formação original do grupo. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

Robert nasceu em 21 de abril de 1959, em Blackpool (ING). Portanto, completa 59 anos de vida, sendo que trinta e quatro deles à frente de sua influente banda oitentista, que por muito tempo foi considerada a maior e mais importante no cenário gótico/pós-punk.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

O The Cure é uma das bandas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Ao som dos britânicos, fizemos muitas festas, noitadas, reuniões com amigos e tantas outras lembranças legais.

Eu e meu irmão assistimos, em 2013, um show histórico do The Cure, em São Paulo. Se já não bastasse tamanha felicidade, ainda encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos e consegui uma foto com o Rockstar.EueRobert

Vida longa ao talentoso e carismático Robert Smith. Que ele toque, componha e cante por mais 50 anos.

Elton Tavares

Há cinco anos, o The Cure se apresentou em São Paulo. Foi o melhor show que assisti na vida

 

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Até hoje, não consigo descrever com presteza o que senti na noite de 6 de abril de 2013. Há exatamente cinco anos, a banda inglesa The Cure, se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista. Foram 3h15 de show. E que show! Com certeza o melhor que vi na vida. Coisa de fã de Rock.

Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”), c59720_479154118804291_1632855767_noncedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não faria vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.

Sabe, eu sempre fui fã de Rock And Roll. Já vi muitos shows sensacionais e fui pra muitas festas doideiras, mas naquele dia, ao lado dDSCN4540o meu irmão e companheiro de aventuras Emerson Tavares, vivemos o auge dessa vida rocker. O show do The Cure conseguiu superar as apresentações do Radiohead em 2009, U2 em 2011, New Order e Johnny Marr (2014), Interpol, Smashing Pumpkins, Morrissey e Pearl Jam (2015) e Lollapalooza 2017 (Duran Duran, Strokes e Metallica).

O que as 30 mil pessoas que estavam na Arena Anhembi naquela noite viram foi impressionante, 563022_480979601955076_1522168739_nsensacional, fantástico e todos os sinônimos para o show da vida de muitos (como eu e meu irmão). O The Cure emociono e empolgou. Foram 40 músicas. Todas cantadas pelo público. E eu e Emerson ficamos na Budzone, área vip. ou seja, perto do palco e confortável. Firme demais!

Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger ´O DonDSCN4575nell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra), fizeram um show caralhento, cheio de hits e canções despintadas. Agradeço a Deus todos os dias por ter vivi aquilo.

“Não foi um show… foi uma apoteose! Infinitamente melhhor que as duas apresentações que assisti em 1996. Como vinho, cada vez melhores com o tempo” – Disse o amigo Nilson Montoril.

DSCN4594Os amigos que viram o show no Rio de Janeiro, dois dias antes, disseram que o de Sampa foi muito mais paid’égua. Uma das canções clássicas da banda diz que “Garotos não choram”. Naquela noite, era menina e barbado chorando, rindo, dançando,cantando, pulando, etc. Bestificados com aquele showzaço do caralho, eu e Emerson choramos. De felicidade e emoção, claro. Inesquecível!EueRobertSmith

Obs: Se já não bastasse tamanha felicidade, no dia seguinte ao show, encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos (SP). Robert foi muito simpático e ganhei uma foto pra posteridade. Até a próxima, The Cure!

Elton Tavares


Veja as músicas que o The Cure tocou em São Paulo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“Inbetween Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play For Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

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“The Kiss”
“If Only Tonight We Could Sleep”
“Fight”

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“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close To Me”
“Hot Hot Hot!!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 [Saturday Night]”
“Killing An Arab”

THE CURE – São Paulo (06/042013): minha visão sobre algo realmente histórico (por Marcelo Guido)

 
É realmente impressionante como seguimos nossas vidas dando importância a fatos, histórias, mensagens e como a música esta relacionada a isso. No mundo perfeito, acredito, a vida teria trilha sonora.
Passei por mais um acontecimento marcante em minha trilha imaginaria. O THE CURE, resolveu botar as caras por aqui depois de exatamente 17 anos, um hiato relativamente grande para uma banda desse quilate, os puristas vão dizer que “Ha são uns mercenários”, “estão no limbo (tá a igreja já disse que isso é baboseira), e vem tirar dinheiro dos trouxas”, “tá velho, esquecido e vem fazer bestas felizes”. Foda-se! Para mim, apenas palavras ao vento. 
Beleza, 17 anos é muito tempo, muita onda, muita coisa. Tornei-me pai, me apaixonei varias vezes e casei, ou seja, vivi. Mas curiosamente, o sentimento pela banda não sofreu nenhum abalo.
 
Lembro-me dos saudosos anos 90, não serei falso em dizer que “há gostava desde os anos 80”, não, conheci a banda através de “Staring At The Sea”, aquele mesmo, o popular disco do “velho na capa”. O ano era 1993, e eu, na época, um amante do som pesado, me encantei com toda poesia tortuosa daquela banda do cara que “usava batom e tinha cabelos desgrenhados”. É realmente soava meio estranho alguém como eu escutar aquilo.
Quando soube que os caras viriam por aqui de novo, me lembrei de todo desespero que senti quando não consegui velos no “Hollywood Rock”, naquela época, eu com 16, não tive como ir. Jamais deixaria outra oportunidade passar.
 
Mas vamos lá, o show prometia muito, fãs sedentos querendo ver o que foi realmente marcante para todos (ou a maioria), pais, filhos e encontrei até um avô com netos (se tem algo que junta gerações é o rock). Todos lá querendo ver o senhor Robert Smith com sua trupe, elevar ao máximo suas notas musicais, colocar em dia sua guitarra e como não esperar pela sua peculiar “dancinha”. Eu era um desses caras por lá.
O show começa sempre por cima, “Open”, nessa hora, nem eu acreditei que estava lá, e foi caminhando por uma sequencia incrível de hits “oitentistas” , “noventistas” (atenção Cults de plantão)  pra não deixar nenhum tiozinho (já me incluo nessa categoria) botar defeito.
 
Chorei copiosamente em “Just Like Heaven”,uma das canções  de amor mais perfeitas de todos os tempos, “Pictures  Of You”, passou por lá também, “The Walk” pra lembrar de toda minha caminhada até aquele momento, em “Friday I`m Love”, eu te liguei “pessoa muito especial”, você deveria estar naquele momento comigo, não atendeu (chorei também), “The Love Cats”, “In Between Days”, “Boys Don`t Cry”, “Killing an Arab”, enfim todas passaram por lá e o senhor Smith estava realmente a vontade. Foram quarenta (pode escrever isso aqui?), musicas, três horas de show. Realmente algo épico, histórico, fantástico.
Minhas melhores impressões sobre a banda realmente se multiplicaram, em minha opinião o “melhor show dos caras de todos os tempos”, se me perguntarem o porquê?  Respondo: “Eu estava lá”.
Durante as horas que o concerto se deu, voltei a ter meus 16 anos, e realmente curti muito. E pensei comigo mesmo se passei por tudo que passei pra esses caras tocarem perto do meu aniversário, realmente valeu muito a pena (sei, é idiota mas foi isso que veio na mente).
 
Já posso dizer prestes há completar 33 anos, que eu no dia 06/04/2013 “estava no melhor lugar do mundo”.
 
Senhor “Bob” Smith, não demore muito a aparecer por aqui. E sim, minha vida volta a ter sentido.
 
MARCELO GUIDO.
*Republicado pelos 5 anos desse show.

Há 24 anos, Kurt Cobain fugiu para o Nirvana…

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Há exatos 24 anos, morreu Kurt Cobain. O líder e vocalista da banda Nirvana foi encontrado morto em sua casa, em Seattle (EUA), em 5 de abril de 1994. Ele tinha os mesmos 27 anos que muitos roqueiros falecidos nessa idade.

O relatório do Departamento de Polícia de Seattle sobre o incidente afirmou que Kurt Cobain foi encontrado com uma espingarda ao lado do seu corpo, que ele tinha um ferimento visível na cabeça e que havia uma nota de suicídio descoberta próxima a ele.

Existem lendas e teorias da conspiração sobre a morte do artista. Kurt Cobain estaria de saída do Nirvana, em pleno processo de divórcio com a também cantora Courtney Love. Aliás, dizem que ele iria reescrever seu testamento para excluí-la e se preparando-se para pedir a custódia de sua filha.

De acordo com a autópsia, a quantidade de heroína detectada em seu sangue correspondia a três vezes a dose letal da droga. Como o próprio Cobain ainda poderia ter puxado o gatilho da espingarda?

Bem, se foi ou não suicídio, talvez nunca saberemos, mas o fato é que há 24 anos, nós ficamos atônitos com a partida precoce de um dos heróis do Rock and Roll mundial. Formado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, o Nirvana acabou com a morte prematura de Cobain.

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Tempos de festinhas de garagem e TDK 90 minutos, com os nomes das músicas anotadas no papel interior da capa da fita cassete.

Lembro como se fosse ontem, em 1992, a recém chegada MTV em Macapá exibia o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” incessantemente e nós não enjoávamos. Fiquei enfeitiçado quando ouvi aquilo pela primeira vez. Música do segundo álbum do Nirvana, o épico “Nevermind”, fez Kurt e sua banda entrarem para o Olimpo da música. E também o Grounge, até então um subgênero do rock alternativo. O disco tirou Michael Jackson do topo das paradas e revolucionou o Rock.

Cheio de atitude e genialidade, como diria meu amigo Régis Sanches: “Kurt Cobain, você fugiu para o Nirvana” (na música Para Sempre Rock and Roll). Bom, tomara que ele tenha achado a paz. Aqui ele faz e sempre fará falta. Valeu, Kurt!

Elton Tavares

Minhas dezenas de fitas K7 e a nostalgia

Ano passado, ao procurar meus livros dentro do armário do quarto, dei de cara com minhas duas caixas de sapatos repletas de fitas cassete. Constituída por dois carretéis de fitas magnéticas, a fita cassete é popularmente abreviada como K7. Esse tipo de “tecnologia” foi desenvolvida pela empresa Phillips, em 1963, para substituir a fita de rolo e o formato 8-track, que eram semelhantes, mas muito menos práticos e mais espaçosos.

A tecnologia desse artefato traz uma fita de áudio de 3,15 milímetros de largura, que rodava a uma velocidade de 4,76 centímetros por segundo. Antigamente a gente ouvia tudo na fita K7, no vinil e, muito depois, CD. Hoje, apesar de alguns ainda usarem o “Compact Disc”, quase tudo é no MP3 e MP4.

Minhas caixas, com quase 40 fitas, têm de tudo: Sony, Maxell, Bulk, Basf, Phillips e TDK, de 40, 60 e 90 minutos. A maioria não pmicrosystemossui mais capa, mas as que ainda têm estão com os nomes das músicas ordenadamente anotadas no papel interior da fita.

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Época de micro system Sanyo (Alguém aí se lembra do que é “rewind”?), walkman Sony e festas de garagem.

Dentro das caixas os velhos companheiros: Depeche Mode, The Smiths, New Order,The Cure, Iron, U2, A-ha, David Bowie, Queen, Pearl Jam e Nirvana (muito Nirvana) Titãs, Ira!,Paralamas, Legião Urbana (muito Legião), Barão Vermelho, Engenheiros… todos esses e outros heróis da juventude. Além de umas do velho Chico Buarque.Fita Cassete - Foto

Fizeram sucesso no final de 80, todos os 90 e início dos anos dois mil. Não tenho vergonha de ser tão antiquado. Meu brother André fala sempre, em tom pejorativo, que todo mundo já gravava CDs em 1999 e eu fitas. Bons tempos!

Aliás, gravar fitas era porreta. Quando curtia muito um som, todo um continha somente uma música (podia ser 30 ou 45 minMinhasFitasutos de cada lado, com a mesma canção). Às vezes, ficava com o dedo no tape deck, esperando o locutor da FM calar a boca e soltar o som para que eu o tomasse. Oh, saudades!

Enrolar e desenrolar fitas com lápis ou caneta, sem falar em limpar cabeçotes do tape deck, isso sim é nostalgia.

A fita cassete não voltou como o vinil, que hoje é objeto cult. No máximo, estão em forma de adesivos de smarthfones (que acho legal pra cacete).

imagesÉ, minhas velhas e empoeiradas caixas de sapato não estão somente repletas de fitas cassete, mas de ótimas lembranças. Eu as olhei por dezenas de minutos e as guardei novamente no armário, na memória e no coração…

Elton Tavares

*Informações sobre a construção das fitas encontradas no site Wikipédia

Cazuza faria 60 anos hoje – Viva o gênio!


Se vivo, hoje Agenor de Miranda Araújo Neto, o “Cazuza”, completaria 60 anos de idade. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990, quando ele morreu, pois estava de férias com minha família em Natal (RN). O gênio da poesia tinha somente 32 anos.

O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira. Foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

O cara participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80. Mas Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Alguns anos depois, juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. O grupo estourou mesmo quando Ney Matogrosso (namorado de Cazuza), gravou, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.

O artista, sedento por fazer música em outros estilos, saiu do Barão. Sua carreira solo também sólida e foi fantástica, Cazuza flertou com a MPB, a misturou ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Em 1989, declarou ser soropositivo, a Aids o levou. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara foi um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia.

Não sei o que ele teria feito se tivesse mais tempo. Com toda certeza, muito mais pela música e arte nacional. O artista foi um dos nossos heróis (ainda tem quem não goste ou reconheça, mas paciência). Viva Cazuza!

Elton Tavares