Minhas dezenas de fitas K7 e a nostalgia

Ano passado, ao procurar meus livros dentro do armário do quarto, dei de cara com minhas duas caixas de sapatos repletas de fitas cassete. Constituída por dois carretéis de fitas magnéticas, a fita cassete é popularmente abreviada como K7. Esse tipo de “tecnologia” foi desenvolvida pela empresa Phillips, em 1963, para substituir a fita de rolo e o formato 8-track, que eram semelhantes, mas muito menos práticos e mais espaçosos.

A tecnologia desse artefato traz uma fita de áudio de 3,15 milímetros de largura, que rodava a uma velocidade de 4,76 centímetros por segundo. Antigamente a gente ouvia tudo na fita K7, no vinil e, muito depois, CD. Hoje, apesar de alguns ainda usarem o “Compact Disc”, quase tudo é no MP3 e MP4.

Minhas caixas, com quase 40 fitas, têm de tudo: Sony, Maxell, Bulk, Basf, Phillips e TDK, de 40, 60 e 90 minutos. A maioria não pmicrosystemossui mais capa, mas as que ainda têm estão com os nomes das músicas ordenadamente anotadas no papel interior da fita.

Naquela época, nós caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente. Época de micro system Sanyo (Alguém aí se lembra do que é “rewind”?), walkman Sony e festas de garagem.

Dentro das caixas os velhos companheiros: Depeche Mode, The Smiths, New Order,The Cure, Iron, U2, A-ha, David Bowie, Queen, Pearl Jam e Nirvana (muito Nirvana) Titãs, Ira!,Paralamas, Legião Urbana (muito Legião), Barão Vermelho, Engenheiros… todos esses e outros heróis da juventude. Além de umas do velho Chico Buarque.Fita Cassete - Foto

Fizeram sucesso no final de 80, todos os 90 e início dos anos dois mil. Não tenho vergonha de ser tão antiquado. Meu brother André fala sempre, em tom pejorativo, que todo mundo já gravava CDs em 1999 e eu fitas. Bons tempos!

Aliás, gravar fitas era porreta. Quando curtia muito um som, todo um continha somente uma música (podia ser 30 ou 45 minMinhasFitasutos de cada lado, com a mesma canção). Às vezes, ficava com o dedo no tape deck, esperando o locutor da FM calar a boca e soltar o som para que eu o tomasse. Oh, saudades!

Enrolar e desenrolar fitas com lápis ou caneta, sem falar em limpar cabeçotes do tape deck, isso sim é nostalgia.

A fita cassete não voltou como o vinil, que hoje é objeto cult. No máximo, estão em forma de adesivos de smarthfones (que acho legal pra cacete).

imagesÉ, minhas velhas e empoeiradas caixas de sapato não estão somente repletas de fitas cassete, mas de ótimas lembranças. Eu as olhei por dezenas de minutos e as guardei novamente no armário, na memória e no coração…

Elton Tavares

*Informações sobre a construção das fitas encontradas no site Wikipédia

New Order cumpre promessa e bota pra quebrar no showzaço em Curitiba

Há 38 anos, em maio de 1980, Ian Curtis, líder da banda Joy Division, colocou uma corda no pescoço do Rock e se matou. O New Order, banda formada pelos remanescentes do JD, prometeu uma apresentação inesquecível em Curitiba. E cumpriu. Eles tocaram ontem (2) na casa de shows Live Curitiba. Eu e meu irmão, Emerson, estávamos lá, no meio das cinco mil pessoas que lotaram o local.

O New Order é uma das mais influentes do mundo nos anos 80 e 90. A banda integra o Hall da Fama Musical do Reino Unido e já vendeu mais de 20 milhões de álbuns em 38 anos.

O New Order arrebentou e embalou muitas festinhas pelo mundo, inclusive em Macapá. O grupo é uma das bandas que escuto há mais de 30 anos. Em 2014, também acompanhado do meu irmão, Emerson Tavares, assisti ao primeiro show da banda, em São Paulo. A apresentação de ontem foi infinitamente melhor.

A banda inglesa tocou, além de seus próprios sucessos, cinco clássicos do Joy Division. Além de excelentes canções, a mística que envolve a banda oitentista faz do New Order especial.

O repertório contou com as canções ‘Singularity’, seguida por ‘Regret’. O setlist ainda previa ‘Age Of Consent’, ‘Ultraviolence’, ‘Academic’, ‘Decades’, ‘Superheated’, ‘Tutti Frutti’, ‘Subculture’, ‘Bizarre Love Triangle’, ‘Vanishing Point’, ‘Waiting for the Sirens’ Call’, ‘Plastic’, ‘The Perfect Kiss’, ‘True Faith’, ‘Blue Monday’ e ‘Temptation’.

Após um suposto fim de show, a banda voltou e tocou os sucessos do Joy Division, como ‘Atmosphere’ e ‘Love Will Tear Us Apart’.

Mesmo com a ausência do carismático baixista Peter Hook, o New Order (com Phil Cunningham, Gillian Gilbert, Stephen Morris, Tom Chapman e Bernard Sumner) fez uma apresentação fantástica e emocionante. Sensacional mesmo! Ficamos felizes por ter vivido mais esse momento marcante em nossas vidas, pois são experiências como essa que fazem tudo valer a pena.

A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio.” – Friedrich Nietzsche, em “Cartas a Peter Gast”, Nice, 15.1. 1888.

Elton Tavares

Há três anos, assisti ao show de Morrissey, em Brasília

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Steven Patrick Morrissey, tido para muitos como o maior inglês vivo, fez um show dia 29 de novembro de 2015, em Brasília (DF). A apresentação rolou na casa de espetáculos NET Live. Eu e um grupo de amigos, irmão e cunhada, estávamos lá. Foi um daqueles momentos únicos na vida. Há exatos três anos.

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Com sua inconfundível voz, topete, dancinhas e jeito marrento, Morrissey fez uma apresentação para fãs de sua carreira solo. Mas também levou três canções dos Smiths, sua antiga banda.

Nós ficamos na Pista Premium, pertinho da lenda viva do rock alternativo britânico. Foi um lance quase inacreditável, pois passamos a vida cultuando o artista e ele tava ali, a metros de nós. Muito doido!

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O show iniciou às 21h30. O cantor, ex-integrante da banda Smiths, abriu logo com Suedehead, um de seus maiores sucessos.

Para os fãs somente dos Smiths, o repertório talvez tenha decepcionado, mas Morrissey já fez o mesmo em outros shows dessa turnê, denominada “World Peace Is None of Your Business”, aliás é o mesmo nome de uma das canções executadas no show.

Mas Morrissey possui uma carreira solo sólida e de muito sucesso. Não à toa a casa de shows estava lotada com um público ávido por escutar suas canções. E teve de tudo, desde o cara tirar a camisa e jogar para a plateia a ativismo contra o consumo de carne (o cantor inglês é vegetariano e acredita que matar animais para consumo é assassinato).

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Suedehead, Everyday Is Like Sunday, First of the Gang to Die e This Charming Man levantaram o público e matou a sede até dos que queriam escutar Smiths.

Com 30 anos de carreira e 56 de idade, Morrissey se recuperava de vários problemas de saúde, o mais grave é um câncer no esôfago, mas apesar disso, o cara mandou muito bem, pois foi um show de 2h10 de duração, cheio de energia, atitude e talento, muito talento. Mas dizer isso deste ilustre britânico é uma redundância tremenda.

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Da esquerda pra direita: Adê Belém, Anderson Miranda, Cid Nunes, Emerson Tavares, Andresa Ferreira, eu e Patrick Bitencourt. Foto de uma adorável desconhecida de prá nome Cassiana. Valeu, amigos!

Estou muito feliz por ter vivido aquilo, principalmente com o Emerson (meu irmão), Andresa (cunhada), Anderson, Adê, Cid e Patrick, todos companheiros de aventura, viagem e grandes amigos nessa doideira que é a vida. É, trabalhamos muito, mas fazemos o que amamos. Com toda a certeza, um domingo inesquecível.

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Ah, outra coisa muito legal é que fotografei um dos maiores mitos da história do rock e constatei que, definitivamente a Rainha Não está Morta. Vida longa ao Moz!

Elton Tavares – Texto e fotos

27 anos sem Freddie Mercury (o melhor vocalista da história do Rock)

Foi em 1991, no dia 24 de novembro.

Há duas décadas e sete anos, morreu Farrokh Bulsara, o “Freddie Mercury” (nome artístico do cantor). Sim, faz 27 verões que o mundo perdeu o maior vocalista de Rock and Roll da história e um dos maiores cantores de todos os tempos. Eu tinha 15 anos e lembro bem que, na época, sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo.

Após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer.

O inglês foi vocalista e líder da banda britânica Queen. Também lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público. Ele foi um dos maiores cantores do Rock and Roll. Além de melhor frontman que já pisou na terra, o cara dominava a plateia com sua performance e vozeirão.

O cara era foda cantando Rock, Pop, Ópera ou o que se propusesse. Não à toa, é um ícone do Rock and Roll e virou um mito na história da música mundial.

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Freddie, como muitos outros seres incríveis que passaram por aqui nesta existência, foi um cara com um talento espantoso. Pessoas assim se eternizam na memória e no coração dos fãs, como eu e outros milhões de apreciadores do Rock and Roll. Sua história foi retrata este ano, no filme Bohemian Rhapsody. aliás, filmaço que rendeu essa resenha CLIQUE AQUI. 

Valeu, Fred!

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Não quero mudar o mundo. O que mais me importa é a felicidade. Quando estou feliz, meu trabalho reflete. No final, os erros e as desculpas são minhas. Gosto de sentir que estou sendo honesto. No que me compete, quero aproveitar a vida, a alegria, a diversão, o máximo que puder nos anos que ainda me restam” – Freddie Mercury.

Elton Tavares

Três anos do show do Pearl Jam em Sampa

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Há exatamente três anos, assisti ao show do Pearl Jam, realizado no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Foi “sensacional”. A quarta apresentação da banda americana no Brasil entrou para a lista dos dias mais felizes da minha vida. Certa vez, li que uma grande obra de arte ou acontecimento não vem atrás de você, é preciso ir atrás desse tipo de vivência. Foi o que fizemos. Sim, graças a Deus, eu estava lá, naquela noite de calor infernal em Sampa.

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O Pearl Jam fez um show mítico, misturou canções famosas com músicas lado B, conhecidas e cantadas somente por fãs aficionados. O estádio estava lotado e Eddie Vedder foi extremamente simpático. O público, é claro, interagiu com o frontman de forma recíproca. Durante 3h10 de show, milhares de pessoas cantaram, pularam e se emocionaram ao som de uma das maiores bandas do mundo.

A banda também homenageou, de uma só vez, os mortos nos atentados terroristas em Paris (FRA), ocorridos na noite anterior ao show, e John Lennon (o falecido beatle completaria 75 anos em 2015). O Pearl Jam tocou “Imagine” e todos no estádio do Morumbi acenderam seus celulares, pois a luz da esperança nunca apaga. Foi emocionante e lindo!

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Caiu um pé d’água torrencial na capital paulista, junto com uma ventania apocalíptica que fez o show parar por 10 minutos. Nada que tenha tirado o brilho da apresentação magnífica do Pearl Jam. Com exceção de Soldier of Love e Last Kiss, PJ tocou todos os hits e clássicos que nós queríamos ouvir. Sobretudo, os do disco “Ten”. Rolou “Even Flow”, “Jeremy”, “Alive” e quando rolou “Black”, o coração bateu mais forte e causou até um suor masculino nos meus olhos.

São esses momentos de felizes loucuras que alimentam nossas almas e corações. Só sabe quem vive tais momentos fantásticos. Estar presente num grande show nos dá uma sensação porreta de sermos indestrutíveis. Sei lá, um lance emocionante de ser jovem para sempre. Essas coisas que somente o Rock and Roll proporciona.

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Definitivamente, aquele 14 de novembro ficará na memória e no coração de todos que ali estavam. Eu agradeço a Deus por ter visto tudo aquilo: meu irmão Emerson, nossos amigos Anderson, Adê e Adriana. Há três anos, mais um capítulo fantástico de um vida feliz. Só sei que foi assim.

*Em 2018, assisti outro show da banda, na mesma cidade. Foda igual ao primeiro. A gente vive o Rock and Roll!

Elton Tavares

Se vivo, Chuck Berry (o talentoso e louco Guitar Hero), faria 92 anos hoje

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Hoje, Chuck Berry, nome artístico de Charles Edward Anderson Berry, completaria 92 anos de vida. E que vida! Nascido em Saint Louis (EUA), em 18 de outubro de 1926, o compositor, cantor e guitarrista é uma lenda da música. O artista está entre os pioneiros que misturaram, Jazz, country music, Blues e R&B, ritmos afro-americanos e transformaram no melhor estilo musical entre as trilhas sonoras da vida, o Rock and Roll. Ele morreu em 18 de março de 2017

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Não á toa, a revista Rolling Stone o escolheu como o 5º maior artista da música de todos os tempos e sétimo melhor guitarrista do mundo.

O precursor do rock ‘n’ roll támbém teve um talento incrível para se meter em confusão. Em 1959, no auge do seu sucesso, pegou quatro anos de prisão por ter levado uma índia apache de 14 anos do México para seu clube noturno em Saint Louis.

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Também teve problemas com o Departamento do Tesouro dos EUA por receber seus shows em dinheiro e não declará-los. Foi acusado de evasão de divisas e pegou 100 dias de prisão. E, em 1988, pagou uma multa para dar fim a um processo de US$ 5 milhões que Marilyn O’Brien Boteler moveu contra ele.

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Assim como Mark Knopfler, Kurt Cobain, Tom Morello, John Frusciante, Joe Satriani, Keith Richards, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Neil Young, David Gilmour, Eddie Van Halen, B.B. King, John Fogerty, Brian May, Eric Clapton, entre outros iluminados, Chuck Berry é um herói da guitarra, um menestrel!

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Por tudo que fez e representa para a cultura mundial, rendo homenagens ao lendário músico. Ele foi com certeza um Guitar Hero e um dos maiores do Rock and Roll. Valeu, Chuck. Berry!

Elton Tavares, com informações de sites, revistas e mais de 30 anos escutando e lendo sobre Rock and Roll. 

15 anos sem Johnny Cash – Para não esquecer do “Homem de Preto”

Há exatos 15 anos, morreu o cantor, compositor, escritor, diretor e ator norte-americano Johnny Cash, o popular “O Homem de Preto”. O cara foi um dos pioneiros do rock’n roll. Também um dos artistas mais completos que o mundo já viu e certamente está entre os mais influentes do século XX.

Sua inconfundível voz sepulcral, o distintivo som “boom chicka boom” de sua banda de apoio “Tennessee Two”, foram “marcas registradas” do artista que também foi o “rei da música country”.

Criativo, inovador, romântico, rebelde e diferente. Foi um dos pioneiros do rock’n roll, exibia um ar meio maldito andando sempre de preto, mesmo nas coloridas décadas de 60 e 70. Suas canções falavam de crimes, cadeia, de um cotidiano underground e alternativo.

Com seu vozeirão típico e sua poesia amarga, Cash foi precursor de um grito social em uma época que ninguém estava muito preocupado com esse assunto, e além de tudo, ele era o tipo de ídolo que apreciava enfiar o pé na lama sem dó. Mas ao contrário de muitos que foram influenciados pela sua poderosa postura marginal e revolucionária, resolveu viver bem mais que 27 anos e assim deixar uma extensa obra musical.

John R. Cash nasceu dia 26 de fevereiro de 1932, em Kingsland, Arkansas e era o quarto de sete irmãos. Eles eram de uma família não muito rica, nem muito pobre. Acho que classe média baixa para aquela época se encaixa bem no perfil. E resumindo bastante a vida dele antes da carreira, ele começou a cantar e tocar violão bem cedo. Chegou a cantar na rádio local músicas gospel na época da escola e até gravou um álbum com essas músicas.

Em 49 anos de carreira, Johnny Cash escreveu mais de 1000 canções, lançou 55 álbuns de estúdio, 6 ao vivo, 84 compilações, 165 singles, 19 videoclipes e 2 trilhas sonoras.

Cash nunca fez um show em que ele não estava usando preto. Cash começou a usar ternos pretos como um amuleto de boa sorte, porque ele usava uma camiseta preta e calça jeans em seu primeiro show ao vivo. Ele uma vez disse a Larry King, “[Eu] nunca fiz um show em qualquer coisa, mas preto. Você anda no meu armário de roupas. É escuro lá dentro.”

 

Recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, como 1 Academy of Country Music, 1 Academy of Achievement, 3 Americana Music Association, 9 Country Music Association, 17 Grammy Awards e 1 MTV Vídeo Music Awards.

Cash faz parte do Hollywood Walk of Fame (1960), Nashville Songwriters Hall of Fame (1977), Songwriters Hall of Fame (1977), Country Music Hall of Fame and Museum (1980), Rock and Roll Hall of Fame (1992), Kennedy Center Honors (1996), Rockabilly Hall of Fame, National Medal of Arts (2001) e Gospel Music Hall of Fame (2011).

Um pouco de sua história foi retratada no filme Johnny & June, de 2006, com Joaquin Phoenix interpretando o homem de preto. Cash teria sido a primeira pessoa a ser processada nos EUA por ter causado um incêndio florestal. Cash que muitas vezes levava seu trailer, Jesse James, para o deserto para farras regadas a metanfetamina. Uma vez, o trailler teve um vazamento de óleo que causou um incêndio no Los Padres National Wildlife Refuge. O incêndio matou quase todos os condores ameaçados do refúgio, e Cash respondeu: “Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos.”

O respeito pelo Homem de Preto manteve-se mesmo após sua morte, em 2003. Desde então, trabalhos póstumos alimentam o legado do cantor e essa procura não resume-se apenas ao terreno musical. Em 2016, foi publicada uma coleção de poemas e letras, até então desconhecidos – “Forever Words: The Unknown Poems”. Dezesseis desses textos foram musicadas e o resultado por ser ouvido na recém-lançada compilação “Johnny Cash: Forever Words”. A lista de realizadores presentes na homenagem reúne familiares, amigos ou artistas sobre quem Cash exerceu uma forte influência.

O rock é minha expressão artística favorita e Cash foi um dos maiorais. Todos nós, fãs, guardamos o homem de preto na memória e no coração.  Johnny morreu em 12 de setembro de 2003, aos 71 anos, vítima de diabetes. Ele nunca parou de gravar, de compor e de fazer shows. Deixou um dos maiores exemplos de como um homem deve se portar a frente de uma longa e tortuosa estrada da vida: ser ele mesmo.

Há 29 anos, morreu Raul Seixas

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Raul Seixas foi encontrado morto em seu apartamento no dia 21 de agosto de 1989, há 29 anos. Nascido em Salvador (BA) em 28 de junho de 1945, ele foi um dos pioneiros do rock no Brasil. O músico baiano teve divraul-2ersas fases ao longo de sua carreira. Na Bahia, ainda jovem, foi defensor do rock’n’roll – que naquela época pregava uma mudança radical nos costumes. Com versões de Dick Glasser e dos Beatles, lançou com a banda Os Panteras o LP “Raulzito e Os Panteras”, em 1968.

No restante dos anos 70, a popularidade de Raul só fez aumentar. Em 1973 saiu o primeiro álbum como artista solo, ‘Krig-ha, Bandolo’, já com músicas escritas em parceria com o escritor Paulo Coelho, no qual continha os hits ‘Metamorfose Ambulante’, ‘Ouro de Tolo’, ‘Al Capone’ e ‘Mosca na Sopa’.hqdefault (1)

Longe de ser só musical, a dupla com Paulo Coelho fez com que Raul aprofundasse o seu interesse por questões místicas. Em 1974, criaram a Sociedade Alternativa, baseada nas ideias do bruxo inglês Aleister Crowley. Os principais preceitos da crença foram divulgados na música Sociedade Alternativa, lançada no LP Gita, de 1974.

Raul ainda lançou 2 discos em que a parceria com o “mago” produziu canções famosas: Novo Aeon e Há 10 Mil Anos Atrás.

A partir de 1977, os discos do músico baiano ganharam menos atenção da crítica e em 1978 o cantor passou por complicações decorrentes do consumo excessivo de álcool que lhe acompanhariam pelo resto da vida.tumblr_m9opqfNEQL1r8v3wxo1_1280

Já em 1987 surge a canção ‘Muita Estrela, Pouca Constelação’, a primeira música em parceria entre Marcelo Nova e Raulzito. Um ano depois, já em carreira solo, Marcelo convidou Raul para participar de um show que faria na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. O que seria uma participação virou uma turnê de 50 shows por todo o Brasil, e terminou no lançamento de um dos discos mais importantes do rock nacional, ‘A Panela do Diabo’. O disco vendeu 150 mil cópias e rendeu a Raul um disco de ouro póstumo.

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Raul criou uma mistura entre blues, folk e música brasileira que o distinguiu de outros artistas que faziam rock na época, como a Jovem Guarda. Já em seu primeiro disco solo, o cantor misturava baião, country rock e música gospel em canções como Ouro de Tolo e Metamorfose Ambulante.

raulzito-2Btra-C3-A7oPassou pelo brega, pelo rockabilly, pelo blues, pela MPB e diversos outros estilos que ampliaram o conceito de ‘roqueiro’, como Raulzito era visto na adolescência. Longe de ser só um representante da Sociedade Alternativa, ele se questionava, fazia crônicas, dialogava com canções da MPB e tinha consciência de que precisava se dividir entre a verdade do universo e a prestação a pagar, como canta em Eu Também Vou Reclamar.

Em 26 anos de carreira ele lançou 21 discos. Com toda a certeza, foi um dos maiores gênios da música brasileira. E lá se vão 29 anos de saudades. A obra deste artista sensacional inspirou e inspira muitos de nós, fãs. Tanto pelo fascínio da linha tênue entre a feliz loucura da autenticidade, quanto pela sinceridade à bruta, sempre poetizada em um rock and roll dos bons. Viva Raul!

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Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais” – Raul Seixas

Elton Tavares, com informações de sites de música, revistas de rock e documentários sobre Raul Seixas.

O Rock nos Anos 60: A invasão britânica dos Beatles e Rolling Stones

Por Adnoel Pinheiro
 
Enquanto notava-se um intenso processo de politização da juventude universitária norte-americana e a ascensão da música de protesto com Bob Dylan e na Inglaterra o rock ‘n’ roll ressurgiu com um ímpeto inesperado que a partir de então se tornou um dos maiores polos de divulgação da cultura jovem mundial. Podemos compreender com mais clareza se levarmos em consideração que desde 1947, com a criação do Plano Marshall os Estados Unidos já vinham com o objetivo de impulsionar e concretizar seu domínio sobre a economia capitalista europeia, despejando dinheiro na Europa capitalista através de empréstimos, créditos para compra de alimentos e matéria prima e recuperando a capacidade de produção e o poder de compra dos ingleses. Devido a essa aproximação e influência americana, os britânicos, principalmente os jovens de classes trabalhadoras escolheram o rock como porta de entrada para a cultura ocidental.


No momento em que o rock ‘n’ roll americano atingiu com maior intensidade o mercado britânico, no início da década de 1960, já refletia a mistura de rhythm and blues, o country, o rockabilly, o calipso, a música negra da Motown, recebendo uma nova roupagem por parte dos artistas ingleses.
 
Entre os mais variados grupos musicais de Londres e Liverpool surgidos no início dessa década, dois alcançaram em pouco tempo um sucesso internacional avassalador, modificando de modo profundo não só a música popular mundial, mas todo o estilo de vida da juventude. Os Beatles e o Rolling Stones foram as duas bandas de rock que encabeçaram toda essa convulsão cultural dos anos 60.
 
No decorrer da carreira os Beatles foram um grupo que teve a competência de reunir uma vasta gama de influências e pesquisas que iam da música eletrônica à música folk, da música oriental às mensagens existenciais de suas letras, as quais transmitiam uma visão filosófica do cotidiano existencial. Foi o grupo britânico que mais vezes alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.
 

O Rolling Stones, menos sutis e mais intensos, se caracterizando pelo balanço de sua batida musical de forma mais crua, bem próxima das tonalidades negras, quer nos temas de suas músicas, quer em suas apresentações ao vivo que contavam com a ótima presença de palco de seu frontman (Mick Jagger). Os Beatles, portanto, foram se tornando mais detalhistas, requintados e experimentais; os Stones mais básicos e intuitivos aprimoravam suas técnicas de estúdio mais também sempre foram ótimos nas apresentações ao vivo.
 
Por trás de todo esse sucesso das bandas inglesas existia uma revolução cultural em que implodia a moral vitoriana. A Inglaterra não era mais o centro do capitalismo mundial desde a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e logo após as dificuldades de reconstrução as novas gerações inglesas sofreram grande influência do american way of life e despertaram para o prazer individual e para o consumismo, eram jovens que vestiam terninhos de lapela e primavam por um visual bem comportado, mas ao contrário dos americanos e de sua rebeldia transviada, os britânicos conseguiram desenvolver uma consciência crítica de sua geração.


A explosão e ascensão do rock inglês acabaram despertando e influenciando a música norte-americana que estava em baixa desde os fins dos anos 50 e início dos anos 60. Essa influência tornou-se acentuada quando os Beatles fizeram sua primeira turnê pelos Estados Unidos abrindo mercado para outros grupos britânicos e influenciando na formação de novos músicos e bandas norte- americanas como: The Doors, Velvet Underground, Frank Zappa entre outros.
 
Podemos afirmar que a década de 60 se dividiu em dois períodos. O primeiro de 1960 a 1965 foi marcado pelo sabor de inocência transcendental nas manifestações sócio-culturais, e na política predominou o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo. O segundo de 1966 a 1969 possui um tom mais ácido, rebelde, avassalador e revelam as experiências com drogas, a perda da inocência, os protestos juvenis contra o endurecimento dos governos e a revolução sexual. É esse período que preconizaria o surgimento do inesquecível   movimento punk.
 

 

46 anos do The Concert For Bangladesh

No dia 01º de agosto de 1971, 46 anos atrás, acontecia o The Concert For Bangladesh.

Um pedido especial do amigo Ravi Shankar animou George Harrison a voltar aos palcos para duas apresentações no Madison Square Garden, em Nova York, em 1971.

A ideia era ajudar as vítimas da guerra e da fome no país asiático.

Além do ex-Beatle, Eric Clapton, Bob Dylan, Billy Preston, Leon Russell, Ringo Starr e o próprio Shankar compareceram.

A bola fora: a grana arrecadada com a venda do disco ficou retida pelo governo britânico, que não abriu mão do pagamento do imposto.

George Harrison tirou a diferença do próprio bolso.

Sempre houve Rock And Roll… – Por @RicardoMacapa

Não sou músico, mas adoro música, sobretudo a boa música, além da minha preferência pelo rock and roll. Então hoje falarei sobre música clássica… Bom, daí você perguntaria – O que tem isso a ver com o Rock ?? Tudo, eu respondo!

Na verdade, há muito de música erudita em várias canções do pop/rock. Isso muitos de vocês já sabiam ou perceberam, pois com certeza já ouviram arranjos sinfônicos clássicos orquestrados, ou não, em várias canções e apresentações de bandas maneiras como Pink Floyd, The Who, Queen, U2, Radiohead, Metallica e Coldplay… Só pra citar algumas.

Muitos dos meus amigos não curtem ou não conhecem música clássica. Acham o estilo enfadonho, repetitivo, e que só gente boçal, fresca e metida à inteligente é quem escuta este tipo de música (risos).

O que eu gostaria de propor aqui é um outro prisma nesta leitura/audição. Procurando perceber que há muito de rock and roll na “velha” música clássica… Quero iniciar a conversa, analisando algumas obras primas deste estilo enviesada no que conhecemos hoje como Rock ´n Roll (no que tange a quebras/rupturas, rebeldia e força).

Muitos compositores eruditos também tinham uma veia revolucionária, no contexto de seus tempos, seja nas questões política, social, filosófica ou mesmo em se tratando da própria música à época. Composições como “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner, a Sinfonia Nº 9 de Ludwig Van Beethoven e “As Quatro Estações “ de Antônio Vivald são exemplos de quebra de paradigmas e propostas de mudanças nas composições clássicas (lembrando que naqueles tempos a mínima quebra já era considerada uma grande afronta) e que trazem consigo esse viés revolucionário do Rock (mesmo de forma inconsciente e atemporal) .

A “Cavalgada das Valquírias” é por si só uma apologia à força do Rock, tendo sido tema no Filme Apocalipse Now, na famosa cena da chegada dos helicópteros à praia, observem:

A 9ª Sinfônia de Beethoven (o qual concluiu esta magnífica obra quando já estava completamente surdo) por sua genialidade, grandiosidade e força para mim está equiparada a shows de rock como o Pulse do Pink Floyd…

“O Inverno” em “As Quatro Estações” de Vivald, que era conhecido pelo apelido de Padre Ruivo (por ser clérigo e de cabelos avermelhados) é o maior exemplo desta minha análise… Em seus 1º e 3º movimentos, mostra a força vibrante dos violinos equiparando-se a magistrais solos e distorções de guitarras de grandes nomes do Rock. Esta é minha estação do ano favorita quando o tema é “As Quatro Estações”…

Sei que o assunto é um tanto complexo para ser tratado apenas em linhas gerais neste texto. Quis aqui provocar um pouco o debate… E sei que este merece uma boa reflexão acerca, acompanhado de saborosas pizzas e cervejas estupidamente geladas no Bar do Francês (bons tempos com o Eltão, no Bar do Francês).

Para os amigos (as) que ainda não curtem música clássica, indico sempre começar por “As Quatro Estações” de Vivald. É como indicar Pink Floyd para um jovem que quer aprender a gostar de Rock (risos) !! E também indico as músicas elencadas aqui neste post… Espero que possam apreciar a música clássica por um novo olhar/audição daqui para frente…

Um abraço a todos, até a próxima e viva o Rock !!

Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Rock’n’roll.

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (meu texto em homenagem ao melhor estilo musical da galáxia)

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Amo Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. O gênero sonoro mais legal de todos, fruto da junção do Jazz e Blues, é celebrado nesta data porque em 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia.

Já em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

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Lembro o momento exato que me apaixonei perdidamente pelo Rock. Em 1989, assistia a novela Top Model (sim, naquela época eu não tinha tantas opções) e torcia para o Gaspar (Nuno Leal Maia), um hippie remanescente de sua geração e surfista quarentão, lembrar-se da sua esposa, Maria Regina Belatrix (Rita Lee), que o havia abandonado.

Tudo porque durante as lembranças do cara, em imagens preto e branco, tocava “Stairway to Heaven”, canção clássica do rock and roll, da banda inglesa Led Zeppelin. Era firme. Eu tinha 13 anos. Muito antes, eu já curtia rock nacional e Beatles. Acho que curto som bacana desde 1986.

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Desde que cai de amores pelo Rock, foram muitas festas nas quadras de escolas de Macapá, bares, boites, shows na capital amapaense e fora dela. Shows memoráveis e emocionantes nas grandes cidade e festivais inesquecíveis.

Aqui na minha aldeia já vi apresentações de várias bandas nacionais. Fora do Amapá, já fui para quatro festivais Lollapalooza, onde assisti aos shows do Interpol, The Smashing Pumpkins, Raimundos, New Order, Pixies, The XX, Metallica, Duran Duran e The Strokes. Isso sem falar nas excelentes apresentações de Rancid, Jimmy Eat World e Criolo. Também rolou de ver, graças a Deus, Red Hot Chilli Peppers, U2, Pearl Jam, The Killers, Radiohead, Morrissey e The Cure (o melhor de todos).

Além disso, procuro incentivar por meio de divulgação todos os eventos rockers no Amapá. Nos anos 90, produzi algumas festas e até criamos um movimento chamado Lago do Rock, em 2004. Coleciono grandes momentos felizes na vida. A trilha sonora dessa memória afetiva é 90% Rock. Bons tempos!

Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

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O Rock n’ Roll me salvou. Graças a ele, não tenho uma vida ordinária e nem me tornei um idiota “eclético”. Não só amo o estilo, mas vivo o Rock. Portanto, Feliz Dia Mundial do Rock e LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês

Elton Tavares

 

 

28 anos sem Cazuza

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Hoje (7) é aniversário da morte (estranho estes termos juntos) do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990. Eu tinha 14 anos e tava de férias com minha família em Natal (RN).

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O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira.

Ele foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

10269592_729686107053057_7531118653553011114_n-228x300Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Passou no vestibular para Comunicação em 1976, mas abandou o curso meses depois de começar a estudar. Cazuza participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80.

tumblr_m8yiwvKhPE1qga32fo1_400_largeLogo depois, indicado pelo cantor Léo Jaime (que recusou os vocais do Barão), juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. Os maiores sucessos do Barão foram as canções “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.download (6)

Sua carreira solo também foi fantástica, Cazuza flertou com a MPB, a misturou ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Em 1989, declarth-5ou ser soropositivo, a Aids o levou há exatos 28 anos. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara foi um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia. Viva Cazuza!

Elton Tavares

“Don’t You Forget About Me” (“Não se Esqueça de Mim”) – A Geração John Hughes (Por @RicardoMacapa)

Salve, pessoal !! Estou por aqui para compartilhar umas experiências que tive um tempo atrás com relação à música e cinema…

Às vezes o saudosismo me bate forte… E no final de 2014 fui surpreendido por um documentário que estava passando na HBO, “Don’t You Forget About Me” é o título desse documentário… Que retrata a vida e obra de John Huges, o qual não conhecia até ver aquele bendito documentário (vergonha…rsrs!).

Sinto-me envergonhado, pois não sabia que se tratava de uma pessoa que foi muito importante na minha adolescência… John Hughes foi criador, diretor, produtor e roteirista de inúmeros filmes que marcaram aquela fase de minha vida (e de muitos que vivenciaram os anos 80)… Filmes como “Gatinhas e Gatões”, “Mulher Nota Mil”, “A Garota de Rosa Shocking”, “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”) e “Curtindo A Vida Adoidado” (“Ferris Bueller’s Day Off”), este último, meu preferido… Hughes se tornou referência do gênero teen movies dos anos 80.

A internet é algo incrível… Tantas coisas que vi, escutei e vivenciei antes dela, e só agora é que estou descobrindo do quê e de quem se tratava… Esse é o caso de John Hughes… Não sou cinéfilo, mas gosto demais de assistir filmes, e conheço alguns caras do cinema, os mais famosos pelo menos… George Lucas, Spielberg, Tarantino (porém, quem não os conhece, né??? rsrs !!!)… Mas John Hughes não… eu deveria tê-lo conhecido antes de sua morte em 2009… É algo que vou demorar pra me perdoar…

O referido documentário foi lançado no mesmo ano da morte de Hughes, e foi idealizado por um grupo de fãs desse gênio, que conhecia como poucos a alma e os corações dos adolescentes da década de 1980…

Em 2010, um filme fez grandes referências a Hughes: “A Mentira” (“Easy A”), protagonizado por Emma Stone (ruivinha muito linda)… Muito bom esse filme, recomendo! Ele não passou nos cinemas tupiniquins, e foi direto pras locadoras aqui no Brasil em 2012 ou 2013, não lembro bem…. Mas recomendo os dois, tanto o filme quanto o documentário…

A Mentira (“Easy A”):

Don’t You Forget About Me (Documentário):

O Documentário explica muita coisa que aconteceu na vida de Hughes… Uma delas foi o sumiço repentino dele de Hollywood, ficando recluso em sua cidade natal até sua morte… Muitos dizem que foi devido a muitas crítica negativas sobre os filmes dele feitas por alguns ‘críticos’ de cinema norte-americanos (uns babacas)… Algumas pessoas tem dificuldades de lidar com isso… Principalmente pessoas mais sensíveis…

Outra curiosidade que vi também no documentário: Hughes escolhia pessoalmente as músicas para compor a trilha sonora de seus filmes… Assim ele escolheu “Don’t You Forget About Me” do Simple Minds para fazer parte da trilha de “Clube dos Cinco” (“The Breakfast Club”), e que acabou virando o título do documentário em sua homenagem… E convenhamos, o cara tinha um bom gosto musical…

Simple Minds – Don’t You (Forget About Me):

 

Mas continuando meu praguejamento: como posso não ter conhecido o criador, produtor e roteirista de “Curtindo A Vida Adoidado” ??!!!… Parafraseando Mestre Yoda: falha minha imperdoável essa é… Como já disse, esse é meu filme preferido do universo Hughes, e acredito que seja o favorito de muitos também… Quem não viu alguma vez esse filme na Sessão da Tarde? A Globo cansou de passar, acho que só não passou mais do que “A Lagoa Azul”… rsrs :p !!!

“Curtindo A Vida Adoidado”, pra mim, foi um marco no estilo de fazer esse tipo filme… Quando Ferris Bueller (Matthew Broderick) vira pra câmera e começa a falar com você, é de espantar!!! rsrs! E fora a trilha sonora que é maravilhosa (escolha de Hughes, é claro)… Duas cenas são marcantes neste filme, com relação a trilha sonora. Para maioria a número 1: Na Parada da cidade – com “Twist And Shout” (Beatles); e para mim a número 2: Cena do Museu – com “Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)” (The Smiths), mas com performance de The Dream Academy… Num instrumental que é de arrepiar!! Essa cena do museu marcante pra mim…

“Twist And Shout”:

“Please, Please, Please (Let Me Get What I Want)”:

Bom, é isso galera… Quem sabe começo a me perdoar, pois agora já sei quem foi John Hughes, e o quanto ele foi importante em minha vida, e na vida de muitos, acredito eu… Um abraço e Valew!!

* Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Cinema e Rock’n’roll.