Há 30 anos, morreu Raul Seixas

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Raul Seixas foi encontrado morto em seu apartamento no dia 21 de agosto de 1989, há 30 anos. Nascido em Salvador (BA) em 28 de junho de 1945, ele foi um dos pioneiros do rock no Brasil. O músico baiano teve divraul-2ersas fases ao longo de sua carreira. Na Bahia, ainda jovem, foi defensor do rock’n’roll – que naquela época pregava uma mudança radical nos costumes. Com versões de Dick Glasser e dos Beatles, lançou com a banda Os Panteras o LP “Raulzito e Os Panteras”, em 1968.

No restante dos anos 70, a popularidade de Raul só fez aumentar. Em 1973 saiu o primeiro álbum como artista solo, ‘Krig-ha, Bandolo’, já com músicas escritas em parceria com o escritor Paulo Coelho, no qual continha os hits ‘Metamorfose Ambulante’, ‘Ouro de Tolo’, ‘Al Capone’ e ‘Mosca na Sopa’.hqdefault (1)

Longe de ser só musical, a dupla com Paulo Coelho fez com que Raul aprofundasse o seu interesse por questões místicas. Em 1974, criaram a Sociedade Alternativa, baseada nas ideias do bruxo inglês Aleister Crowley. Os principais preceitos da crença foram divulgados na música Sociedade Alternativa, lançada no LP Gita, de 1974.

Raul ainda lançou 2 discos em que a parceria com o “mago” produziu canções famosas: Novo Aeon e Há 10 Mil Anos Atrás.

A partir de 1977, os discos do músico baiano ganharam menos atenção da crítica e em 1978 o cantor passou por complicações decorrentes do consumo excessivo de álcool que lhe acompanhariam pelo resto da vida.tumblr_m9opqfNEQL1r8v3wxo1_1280

Já em 1987 surge a canção ‘Muita Estrela, Pouca Constelação’, a primeira música em parceria entre Marcelo Nova e Raulzito. Um ano depois, já em carreira solo, Marcelo convidou Raul para participar de um show que faria na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. O que seria uma participação virou uma turnê de 50 shows por todo o Brasil, e terminou no lançamento de um dos discos mais importantes do rock nacional, ‘A Panela do Diabo’. O disco vendeu 150 mil cópias e rendeu a Raul um disco de ouro póstumo.

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Raul criou uma mistura entre blues, folk e música brasileira que o distinguiu de outros artistas que faziam rock na época, como a Jovem Guarda. Já em seu primeiro disco solo, o cantor misturava baião, country rock e música gospel em canções como Ouro de Tolo e Metamorfose Ambulante.

raulzito-2Btra-C3-A7oPassou pelo brega, pelo rockabilly, pelo blues, pela MPB e diversos outros estilos que ampliaram o conceito de ‘roqueiro’, como Raulzito era visto na adolescência. Longe de ser só um representante da Sociedade Alternativa, ele se questionava, fazia crônicas, dialogava com canções da MPB e tinha consciência de que precisava se dividir entre a verdade do universo e a prestação a pagar, como canta em Eu Também Vou Reclamar.

Em 26 anos de carreira ele lançou 21 discos. Com toda a certeza, foi um dos maiores gênios da música brasileira. E lá se vão 30 anos de saudades. A obra deste artista sensacional inspirou e inspira muitos de nós, fãs. Tanto pelo fascínio da linha tênue entre a feliz loucura da autenticidade, quanto pela sinceridade à bruta, sempre poetizada em um rock and roll dos bons. Viva Raul!

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Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais” – Raul Seixas

Elton Tavares, com informações de sites de música, revistas de rock e documentários sobre Raul Seixas.

Hoje completam 29 anos do The Wall Live in Berlin – Concerto histórico de Roger Waters

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Há exatos 29 anos, Roger Waters, ex-líder da banda Pink Floyd, fez um show histórico em Berlin (ALE). O concerto foi encomendado pela prefeitura da capital alemã e cerca de 350 mil pessoas prestigiaram o evento. Cada um do público presente pagou na época, 41 marcos para assistir o The Wall Live in Berlin realizado no terreno entre a Potsdamer Platz e o Portão de Brandemburgo. O local era conhecido como “terra sem dono”, devido a construção do muro que dividiu a cidade por décadas.images (10)

O show foi uma celebração pela queda do queda do Muro de Berlim, oito meses antes. Diversas de bandas, corais, orquestras e bandas militares participaram do concerto que teve um simbolismo poético tremendo. A apresentação virou disco, o álbum The Wall.

Importante dizer que o disco duplo The Wall foi gravado e lançado em um período muito conturbado para o Pink Floyd, foi quando Roger Waters tomou as rédeas do grupo para si, expulsou um membro fundador da banda e centralizou as composições em uma espécie de ópera rock conceitual e alto biográfica que acabothewallu dando origem a um filme dirigido por Alan Parker.

Posteriormente, os membros da banda se digladiaram numa batalha judicial que se arrastou por toda a década de 80 e Roger Walters acabou ficando fora do Pink FLoyd, mas isso é outra história…

É impressionante como a configuração do show em Berlim e o momento histórico da queda do muro deu uma nova vida ao conto épico de Roger Waters sobre alienação, isolamento e niilismo, transformando o simbolismo por trás das canções. O que antes era uma meditação interior sobre as barreiras que as pessoas erguem em torno de si mesmas, agora é algo com uma dimensão muito mais universal.foto-pink-floyd-the-wall-berlin-1990

É estranho como o macro e o micro muitas vezes se espelham um no outro. A história de um homem e seus relacionamentos fracassados, sua vergonha e seus problemas em geral, de alguma forma, pode refletir em um cenário mais abrangente, a situação mundial-política-religiosa.

Este momento sublime da brilhante carreira de Roger Waters ficou marcado na memória e no coração dos fãs da música. Tanto pela representatividade do concerto, quanto pela grandiosidade da celebração da queda física do muro e também da barreira entre cabeças e corações.

Claro que sabemos que existem muros invisíveis, como divisão do mundo ainda existe hoje mesmo sem otumblr_mo3rcuDDT11stvygto1_500 muro, ideologias contrárias com relação a política, religião e e etc. sempre vão existir, vermelho vs azul, democrata vs republicanos, vascaínos vs flamenguistas, vegetarianos vs carnívoros.. mas que saibamos conviver com essas diferenças sem que haja uma barreira, ou um Muro de Berlim que nos separem. É isso!

André Mont’Alverne, com colaboração de Elton Tavares.
Fonte: Wikipédia e o conhecimento do André pela obra do Pink Floyd.

Para quem não viu o show, assistam: 

50 anos de lançamento de “Space Oddity” (a canção foi feita por conta da corrida espacial)

Há 50 anos, a Apollo 11 era lançada rumo ao satélite da Terra. Também completam 5 décadas que o artista inglês David Bowie lançou o disco homônimo a ele, com a clássica faixa “Space Oddity”. O lançamento da canção, feito em 11 de julho de 1969, foi proposital para coincidir com a chegada da missão Apollo 11 à lua. A composição fala de um astronauta fictício, Major Tom, que saía da Terra para uma missão solitária no espaço. O nome da canção foi inspirada no filme “2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick”.

Mesmo com uma letra pessimista em que Major Tom parece morrer ou ficar à deriva no espaço no fim, foi usada pela emissora BBC como trilha sonora da cobertura da chegada do homem à Lua. Garantiu o primeiro sucesso de Bowie até então – quinto lugar nas paradas do Reino Unido.

Space Oddity foi o nome usado pelos lançamentos em CD em 1984, 1990 e 1999. Para a reedição de 2009. A música, mistura de Folk e Rock, foi gravada com o acréscimo de sons misteriosos do Stylophone do compositor, um órgão eletrônico de Bowie.

A canção foi usada em um vídeo promocional chamado “Love You Til’ Tuesday”. A intenção do era a de vender Bowie para um novo selo, já que ele saíra da Dream Records em abril de 1968.

Outra teoria é que a música é uma metáfora para o uso de heroína, citando a contagem regressiva da abertura como análoga à passagem da droga pela agulha até o auge de euforia, e ressaltando que Bowie admitiu em 1968 “um pequeno flerte com smack [gíria para heroína]”.

De repente, 1969, ano do homem na lua, foi o mesmo momento que o “Star Man” fez contato com os seus parentes ET’s e sua casa, alguma estrela onde mora hoje em dia. Já disse e repito: David Bowie foi e é um dos caras mais fodas que andou sobre a terra. Morto em janeiro de 2016, aos 69 anos de vida (e que vida!). Ali foi genial!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, Época

Saque o som e assista o vídeo da lendária música:

Space Oddity (Odisséia Espacial) – David Bowie

Controle de Solo para Major Tom
Controle de Solo para Major Tom
Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete

Controle de Solo para Major Tom
(10,9,8,7)
Começando contagem regressiva e motores ligados
(6,5,4,3)
Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você
(2,1)

Esse é o Controle de Solo para Major Tom
Você realmente teve sucesso
E os jornais querem saber de quem são as camisetas você usa
Agora é a hora de sair da cápsula se você tiver coragem

Aqui é Major Tom para Controle de Solo
Estou dando um passo pra fora da porta
E estou flutuando no jeito mais peculiar
E as estrelas parecem muito diferentes hoje

Estou sentado numa lata
Bem acima do mundo
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer

Porém eu ultrapassei cem mil milhas
Estou me sentindo bem calmo
E eu acho que minha nave espacial sabe onde ir
Diga pra minha mulher que eu a amo muito, ela sabe

Controle de Solo para Major Tom
Seu circuito pifou Há algo errado
Pode me ouvir Major Tom?
Pode me ouvir Major Tom?
Você pode…

Aqui estou flutuando em volta da minha lata
Bem acima da lua
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer…

Hoje é o Dia Mundial do Rock !! (meu texto em homenagem ao melhor estilo musical da galáxia)

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Amo Rock and Roll e hoje (13) é o Dia Mundial do Rock. O gênero sonoro mais legal de todos, fruto da junção do Jazz e Blues, é celebrado nesta data porque em 13 de julho de 1985, o produtor Bob Geldof organizou o “Live Aid”, um show histórico e simultâneo, realizado em Londres (ING) e na Filadélfia (EUA). O objetivo era o fim da fome na Etiópia. Lá se vão 34 anos do show que mudou a história do rock.

Já em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8, para pressionar os líderes do G8 a perdoar a dívida externa dos países mais pobres. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

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Lembro o momento exato que me apaixonei perdidamente pelo Rock. Em 1989, assistia a novela Top Model (sim, naquela época eu não tinha tantas opções) e torcia para o Gaspar (Nuno Leal Maia), um hippie remanescente de sua geração e surfista quarentão, lembrar-se da sua esposa, Maria Regina Belatrix (Rita Lee), que o havia abandonado.

Tudo porque durante as lembranças do cara, em imagens preto e branco, tocava “Stairway to Heaven”, canção clássica do rock and roll, da banda inglesa Led Zeppelin. Era firme. Eu tinha 13 anos. Muito antes, eu já curtia rock nacional e Beatles. Acho que curto som bacana desde 1986.

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Desde que cai de amores pelo Rock, foram muitas festas nas quadras de escolas de Macapá, bares, boites, shows na capital amapaense e fora dela. Shows memoráveis e emocionantes nas grandes cidade e festivais inesquecíveis.

Aqui na minha aldeia já vi apresentações de várias bandas nacionais. Fora do Amapá, já fui para quatro festivais Lollapalooza, onde assisti aos shows do Interpol, The Smashing Pumpkins, Raimundos, New Order, Pixies, The XX, Metallica, Duran Duran e The Strokes. Isso sem falar nas excelentes apresentações de Rancid, Jimmy Eat World e Criolo. Também rolou de ver, graças a Deus, Red Hot Chilli Peppers, U2, Pearl Jam, The Killers, Radiohead, Morrissey e The Cure (o melhor de todos).

Além disso, procuro incentivar por meio de divulgação todos os eventos rockers no Amapá. Nos anos 90, produzi algumas festas e até criamos um movimento chamado Lago do Rock, em 2004. Coleciono grandes momentos felizes na vida. A trilha sonora dessa memória afetiva é 90% Rock. Bons tempos!

Dizem por aí que o Rock morreu, ele nunca morre, só está em constante mudança, assim como nossas vidas. O rock é imortal, ele nos salva da mesmice, basta protegê-lo de mãos erradas. Enfim, viva o rock and roll!

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O Rock n’ Roll me salvou. Graças a ele, não tenho uma vida ordinária e nem me tornei um idiota “eclético”. Não só amo o estilo, mas vivo o Rock. Portanto, Feliz Dia Mundial do Rock e LONG LIVE ROCK N’ ROLL!

O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês

Elton Tavares

 

 

Sempre houve Rock And Roll… – Por @RicardoMacapa

Não sou músico, mas adoro música, sobretudo a boa música, além da minha preferência pelo rock and roll. Então hoje falarei sobre música clássica… Bom, daí você perguntaria – O que tem isso a ver com o Rock ?? Tudo, eu respondo!

Na verdade, há muito de música erudita em várias canções do pop/rock. Isso muitos de vocês já sabiam ou perceberam, pois com certeza já ouviram arranjos sinfônicos clássicos orquestrados, ou não, em várias canções e apresentações de bandas maneiras como Pink Floyd, The Who, Queen, U2, Radiohead, Metallica e Coldplay… Só pra citar algumas.

Muitos dos meus amigos não curtem ou não conhecem música clássica. Acham o estilo enfadonho, repetitivo, e que só gente boçal, fresca e metida à inteligente é quem escuta este tipo de música (risos).

O que eu gostaria de propor aqui é um outro prisma nesta leitura/audição. Procurando perceber que há muito de rock and roll na “velha” música clássica… Quero iniciar a conversa, analisando algumas obras primas deste estilo enviesada no que conhecemos hoje como Rock ´n Roll (no que tange a quebras/rupturas, rebeldia e força).

Muitos compositores eruditos também tinham uma veia revolucionária, no contexto de seus tempos, seja nas questões política, social, filosófica ou mesmo em se tratando da própria música à época. Composições como “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner, a Sinfonia Nº 9 de Ludwig Van Beethoven e “As Quatro Estações “ de Antônio Vivald são exemplos de quebra de paradigmas e propostas de mudanças nas composições clássicas (lembrando que naqueles tempos a mínima quebra já era considerada uma grande afronta) e que trazem consigo esse viés revolucionário do Rock (mesmo de forma inconsciente e atemporal) .

A “Cavalgada das Valquírias” é por si só uma apologia à força do Rock, tendo sido tema no Filme Apocalipse Now, na famosa cena da chegada dos helicópteros à praia, observem:

A 9ª Sinfônia de Beethoven (o qual concluiu esta magnífica obra quando já estava completamente surdo) por sua genialidade, grandiosidade e força para mim está equiparada a shows de rock como o Pulse do Pink Floyd…

“O Inverno” em “As Quatro Estações” de Vivald, que era conhecido pelo apelido de Padre Ruivo (por ser clérigo e de cabelos avermelhados) é o maior exemplo desta minha análise… Em seus 1º e 3º movimentos, mostra a força vibrante dos violinos equiparando-se a magistrais solos e distorções de guitarras de grandes nomes do Rock. Esta é minha estação do ano favorita quando o tema é “As Quatro Estações”…

Sei que o assunto é um tanto complexo para ser tratado apenas em linhas gerais neste texto. Quis aqui provocar um pouco o debate… E sei que este merece uma boa reflexão acerca, acompanhado de saborosas pizzas e cervejas estupidamente geladas no Bar do Francês (bons tempos com o Eltão, no Bar do Francês).

Para os amigos (as) que ainda não curtem música clássica, indico sempre começar por “As Quatro Estações” de Vivald. É como indicar Pink Floyd para um jovem que quer aprender a gostar de Rock (risos) !! E também indico as músicas elencadas aqui neste post… Espero que possam apreciar a música clássica por um novo olhar/audição daqui para frente…

Um abraço a todos, até a próxima e viva o Rock !!

Ricardo Ribeiro, amigo apaixonado por Rock’n’roll.

29 anos sem Cazuza

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Ontem (7) foi aniversário da morte (estranho estes termos juntos) do cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Lembro bem daquele 7 de julho de 1990. Eu tinha 14 anos e tava de férias com minha família em Natal (RN).

O artista, filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, nasceu em berço de ouro e conviveu, desde muito cedo, com grandes nomes da cultura brasileira.

Ele foi influenciado por Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Cazuza foi um privilegiado, por causa de seu pai, cresceu convivendo com grandes nomes da MPB, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

Cazuza apaixonou-se pelo rock and roll quando morou em Londres, em 1972. Passou no vestibular para Comunicação em 1976, mas abandou o curso meses depois de começar a estudar. Cazuza participou de peças teatrais no Circo Voador, local que aglutinava a nata da cultura cênica e musical do Rio de Janeiro, na década de 80.

Logo depois, indicado pelo cantor Léo Jaime (que recusou os vocais do Barão), juntou-se a Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), nascia o Barão Vermelho, uma das maiores bandas do rock nacional.

O produtor musical Ezequiel Neves gostou do som da banda e convenceu o pai de Cazuza a lançar o Barão. Os maiores sucessos do Barão foram as canções “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.

Sua carreira solo também foi fantástica, Cazuza flertou com a MPB, a misturou ao rock e gravou as canções “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Pára” e “O Nosso Amor A Gente Inventa”. O resto é história.

Em 1989, declarou ser soropositivo, a Aids o levou há 29 anos. Cazuza foi um dos maiores artistas da música brasileira. O cara foi um símbolo de rebeldia, pelo seu talento e sua loucura. Este post é uma pequena homenagem ao gênio da poesia. Viva Cazuza!

Elton Tavares

Se vivo, Raul Seixas faria 10.074 anos hoje! – Por Silvio Neto

Por Silvio Neto

Decifre as entrelinhas dos hieróglifos das pirâmides do Egito, do calendário Maia, das Itacoatiaras de Ingá. Leia os símbolos sagrados de Umbanda, as centúrias de Nostradamus e o Tarot de Crowley… Não importa qual seja o mistério, todos serão unânimes em lhe revelar: Existe um cometa errante; uma estrela bailarina que vaga no abismo do espaço sem fim flamejando um rock e um grito! Em sua jornada, ele só passa pelo nosso planeta a cada dez mil anos. É quando ele renasce e encarna como um Moleque Maravilhoso, trazendo ao mundo à sua volta mudanças profundas no seu pensar e no seu comportamento.

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Sua derradeira passagem por aqui durou apenas 44 anos. Mas foi suficiente para que um país inteiro de dimensões continentais se tornasse menos careta. Há exatos 74 anos, quando ele chegou por aqui em mais uma de suas passagens, esse intrépido cometa trouxe em seu rastro a bomba atômica, em 1945, fechando um ciclo da Terra conhecido como velho Aeon e trazendo à luz o Novo Aeon materializado em forma de música. Era o dia 28 de junho. Aquele, foi o dia em que a Terra parou. Mas antes disso, ele usou de seus artifícios alquímicos e conseguiu juntar as águas do rio São Francisco e do rio Mississipi, criando a fusão perfeita do rock’n’roll de Elvis Presley com o baião de Luiz Gonzaga e como um novo Macunaíma desvairado gritou em cima do palco do III Festival Internacional da Canção (1971) “Let me sing, let me sing (my rock’n’roll)”!

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Seu nome é o contrário do luaR pois ele é um cometa iluminado. Em sua metamorfose ambulante pela Terra, se fez de maluco para revelar sua genialidade; brincou de cowboy para mostrar que preferia ser um fora-da-lei; acumulou riquezas e glórias por um tempo para mostrar que o ouro é para o tolo.

Esse ano, em agosto, já terão se passado 30 anos de sua última visita aqui no nosso planeta. Ainda assim, seu rastro é tão presente, tão vivo, que é como se ele ainda estivesse por aqui, cruzando o nosso céu. E assim como as estrelas que vemos são muitas vezes apenas o reflexo de milhões de anos-luz de corpos celestes que ainda nos impressionam a visão, o cometa Raul Seixas, brilhará na mente e no coração de milhares de fãs por muitos e muitos anos até, quem sabe, sua próxima passagem há dez mil anos…

Meu comentário: grande Raulzito. Um artista sensacional que inspirou e inspira muitos de nós, fãs. Tanto pelo fascínio da linha tênue entre a feliz loucura da autenticidade, quanto pela sinceridade à bruta, sempre poetizada em um rock and roll dos bons. Viva Raul! (Elton Tavares)

Há 52 anos, The Beatles lançou o antológico álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band

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No dia 8 de junho de 1967, há exatos 52 anos, a banda britânica The Bealtes lançou o antológico álbum Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band” (A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta). O disco, que vendeu mais de 30 milhões de cópias, é tido como um dos mais importantes da história do Rock and Roll e até mesmo da música.

Os quatro Beatles viviam o final da “Beatlemania e, como sempre, surpreenderam com o mitológico “Sgt. Peppers” . Com Sgt. Peppers , os Beatles se reinventaram, mudaram a música moderna e influenciaram toda uma geração.

A obra arte espetacular é repleta de lendas. Paul não depositou muita confiança no lançamento de um disco não comercial, já que Sgt. Pepper pouco tocaria nas rádios, mas Lennon bateu o pé (graças a Deus) e a banda lançou o álbum com riffs de guitarra elétrica e em formato Hard Rock. O resultado: 4 prêmios Grammy – inclusive o de melhor disco daquele ano – e 11 milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos.

Desde moleque, sempre quis saber quem eram a maioria daquelas pessoas na capa do LP Sgt. Peppers, sem falar nas mensagens subliminares.

“Quando o observa através da perspectiva atual, se vê que ‘Sgt. Pepper’s foi como um ícone. Foi o disco daquela época e provavelmente mudou a forma de gravar, mas não o fizemos de forma consciente”, afirma George Martin, produtor dos álbuns dos Beatles, na autobiografia do grupo, “Antologia”.

“Sgt. Pepper” demorou mais de 700 horas para ser gravado e custou cerca de US$ 75 mil, números inéditos naquela época.

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Foi Paul McCartney quem propôs a seus companheiros que se “transformassem em outro grupo” e sugeriu o nome de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, inspirado nas bandas que surgiam nos Estados Unidos naquela época.

Gravaram a faixa título do álbum, uma canção que começava com o ambiente de um concerto – instrumentos sendo afinados, o barulho do público – e que emendava com “With a little help from my friends”, a segunda faixa do disco.

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Esta foi outra novidade de “Sgt. Pepper”: as canções se sucediam de forma contínua, sem interrupções. A partir da terceira música – a composição de John Lennon “Lucy in the sky with diamonds” -, as faixas deixaram de ter uma ligação temática. “O disco ia transcorrer como uma ópera, mas depois dissemos: ‘Ah, que se dane!'”, declarou Ringo Starr.

“Sgt. Pepper” acabou se tornando um diversificado cardápio de canções, algumas tão afastadas do rock clássico como “Within you without you”, de George Harrison, gravado com um grupo de músicos da Índia e uma pequena orquestra de cordas.

A faixa que dá nome ao álbum volta a tocar numa versão mais rápida quase no fim do disco, que termina com “A day in the life”, uma das parcerias de Lennon e McCartney.

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Para apresentar as canções, os Beatles encomendaram a Peter Blake uma montagem fotográfica na qual os quatro integrantes do grupo aparecem vestidos com uniformes de guerra de cores chamativas e cercados por vários personagens. É a capa mais famosa da história.

Marlon Brando, Marilyn Monroe, Bob Dylan, Edgar Allan Poe, D.H. Lawrence, Karl Marx, Johnny Weismuller, Stan Lauren e Oliver Hardy são algumas das celebridades que acompanhavam os Beatles na fotomontagem, da qual foram eliminados Hitler e Gandhi. A contracapa do álbum foi outro marco: pela primeira vez, as letras das canções apareciam impressas num disco.

Desde então, não deixou de liderar as listas de melhores discos do rock e, quando completa 52 anos, continua sendo uma referência cultural.

Mais informações neste vídeo de 2017, quando o discaço fez 50 anos: 

Fontes: Whiplash; Wikipédia e O Globo .

 

Bob Dylan completa 78 anos hoje. Viva o Mr. Tambourine!! #BobDylan

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Hoje, 24 de maio, um dos figuras mais geniais da música mundial completa 78 anos.

Nascido Robert Allen Zimmerman, no estado de Minnesota (EUA), o compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano Bob Dylan chega, também é ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016.

Autodidata, ainda adolescente, aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho. Iniciou a fantástica carreira artística em 1959, em grupos de rock e imitando Little Richard. Com canções de protesto, crítica social, românticas e até religiosas, do folk ao rock, Bob Dylan foi ícone da contracultura nos anos 1960, ativista fervoroso, pacifista e ídolo de qualquer um que admira belas músicas e atitude.

Uma curiosidade: Bob tirou seu “Dylan” do poeta galês Dylan Thomas (1914-1953). Ele costuma dizer que: “Bob Zimmerman soava longo e pesado” e “Bob Dylan era menos sincrético”.

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Não dá pra calcular a magnitude de Dylan, muito menos explicar sua contribuição e influências para a música. São 57 anos de carreira, 65 discos nessa trajetória; aproximadamente 500 canções escritas; mais de 3.400 shows. Seu trabalho é algo quase paranormal. Centenas de livros já foram escritos sobre ele. Por falar nisso, Bob escreveu sua obra literária, intitulada “Tarântula”, com pouco mais de 20 anos. Sem falar que ele pintou quadros, desenhou e atuou.

Difícil explicar um cara desses. Dylan é tido como o maior poeta da história do rock and roll e um dos artistas mais influentes do nosso tempo. Ao longo de sua sensacional história, Bob Influenciou grandes nomes do rock americano e inglês nas décadas de 60 e 70. Em 2004, foi eleito pela renomada revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos. Só ficou atrás dos Beatles. Uma de suas principais canções, “Like a Rolling Stone”, foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Como já dito, se tudo aí já não fosse o suficiente para muitas vidas, ele foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. Tédoidé!

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Desejo uma vida ainda mais longa ao Mr. Tambourine. Que ele nunca encontre outro furacão, que não bata tão cedo na porta do céu e que continue a rolar pedras por pelo menos mais 78 anos. Desta forma, o cara seguirá com sua voz fanhosa, gaita, guitarra e liberdade criativa a nos emocionar.

Muito obrigado e parabéns, Bob Dylan!

Fontes: revistas, sites, papos de bar, programas da MTV e muuuita curiosidade sobre a obra do aniversariante.

Elton Tavares

Discos que formaram meu caráter (Parte 19) – Closer – Joy Division (1980)

 

 
Muito bem, estamos aqui de novo, com aquela conversa deveras agradável, com um papo empolgante sobre som, disco e afins. Muitos podem achar estranho, mas acredito fielmente que a música sempre esta relacionada com algo importante em sua vida.
 
Hoje eu tenho a honra de apresentar a vocês, um dos maiores discos de todos os tempos, algo realmente marcante para muitos, o começo do que ficou conhecido como “pós Punk”, o inicio que acabou sendo o final de uma das maiores bandas de todos os tempos, senhoras e senhores sem mais delongas eu lhes apresento: “Closer”.
 
Gravado em 1979, mas por problemas de tiragem, foi lançado apenas em 1980. O vinil mostra uma singularidade marcante da banda, que já tinha sido apresenta com louvores em seu “debú” com o excelente “Unknown Pleasures” de 1979 (Falaremos em breve deste). A diferença é que agora os caras de Manchester (NG) estavam a fim de conquistar o mundo e “Closer” foi preparado para isso. A melancolia chuvosa da terra da rainha estava preste ser colocada a prova no mercado internacional. Sim eles estavam indo para a América.
 
Falando de uma maneira compreensiva sobre temas que vão do dia marcante, cotidiano inflexível, depressão e tristeza, aliados a forma magistral que seu vocalista, Ian Curtis, conseguia transmitir toda sua melancolia em versos para os ouvintes, sem contar a competência da trupe que o acompanhava Bernard Summer, Peter Hook, Stephen Morris (se você, caro leitor, não souber quem são essas pessoas pegue sua patente de “FODA” e jogue no lixo), sem contar em um certo “pioneirismo” nas batidas eletrônicas, coisa que poucos estavam se aventurando em fazer na época.
 
O disco foi gravado sob uma abóboda de estuque, que foi especialmente construída para a captação da ressonância de uma capela. Que deixa o disco ainda mais sombrio, e sério.Com todo respeito vamos às faixas:
 
O disco começa com a sombria “Atrocity Exhibition”, com guitarras estranhas, cheias de efeitos nos levam uma atmosfera inquietante, versos como “o silencio com as portas escancaradas, onde as pessoas podem pagar para ver por dentro…” é um convite. Vamos para “Isolation” (uma de minhas preferidas), um retrato conturbador da personalidade de Ian. Chegamos em “Passover” uma bela canção, que fala de crises, equilíbrio pessoal, sobre o quanto somos seguros na infância. Vai para “A Means To An End”, fala de uma amizade. 
 
Chega em “Heart And Soul” coragem para superar os desafios que estão por vir, sua coragem nunca deve acabar “…Coração e alma um irá queimar”. Agora “Twenty Four Hours” magnificamente agitada, mas que não perde a influencia “dark” das outras canções. Indo para “The Eternal”, posso classifica-la como “perigosamente depressiva”. Encerando tudo com a belíssima “Decades” a perfeição maior com teclados, contrastando  com o voz de Ian. 
 
É realmente um disco pesadíssimo, que transpira emoções fortes, mas que com certeza afligem muitos ou já afligiram. A edição nacional desde álbum, o qual me orgulho de ter em Lp (presente de meu velho pai) trás ainda “Love Will Tear Us Apart”, uma das mais belas canções de todos os tempos.
 
Podemos prestar atenção, que não existia mais diferença entre a personalidade conturbada de Ian Curti e sua poesia, não tinha mais como separar seus problemas do que ele escrevia. 
 
Sem duvidas, a semente foi jogada. Batidas eletrônicas e guitarras dissonantes, que influenciaram varias bandas depois como The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, New Order para ficar só no algumas. Não tem como não merecer a patente maior de clássico.
 
Como disse no começo do texto, poderia ser o começo da “Maior banda do mundo”, mas foi fim precoce. O disco foi lançado logo após o suicido de Ian. Que nos privou de seu talento agonizante em 19 de maio de 1980.
 
Perfeito para se ouvir em uma tarde chuvosa, com vinho barato (ixi, muitas vezes), melancólico sem dúvidas, mas com extrema beleza que só as mais sinceras cartas de adeus possuem. Por hoje é só.
 
Marcelo Guido é Punk, pai da Lanna e Banto, marido da Bia, jornalista,  professor e servidor público “…o amor pode sim, nos separar rasgando”  

Há dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave

Há exatamente dois anos, morreu Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, Temple of the Dog e do Audioslave. Seu corpo foi encontrado no banheiro de seu quarto em um hotel de Detroit (EUA). O astro do Rock tinha 52 anos. A família pediu privacidade para trabalhar com os profissionais médicos na determinação da causa do óbito.

Nascido em Seattle (EUA), Chris Cornell foi um dos grandes nomes do movimento grunge no final dos anos 1980 e nos anos 1990. Em 1984, ele formou o Soundgarden ao lado do guitarrista Kim Thyail e do baixista Hiro Yamamoto.

O Soundgarden foi a precursora das bandas do grunge. Eles abriram o caminho para Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains – ao ser a primeira do gênero a assinar com uma grande gravadora, selando contrato com a A&M em 1988. Em seis álbuns, mais notavelmente Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994, o Soundgarden foi uma das bandas de rock mais influentes dos últimos 25 anos, com “Spoonman,” “Outshined,” “Rusty Cage” e “Black Hole Sun” como hits cravados na história do gênero.

Em 1990, Cornell iniciou o projeto Temple of the Dog, um supergrupo formado por ele, Stone Gossard e Jeff Ament, ambos ex-integrantes do Mother Love Bone, Mike McCready, Matt Cameron e Eddie Vedder. O propósito da iniciativa era fazer um tributo a Andrew Wood, que era amigo de Cornell e vocalista do Malfunkshun e do Mother Love Bone. A banda lançou um único disco, autointitulado, em 1991 pela A&M.

Após término do Soundgarden, Cornell se juntou aos integrantes do Rage Against the Machine Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk para formar o Audioslave. Em, 2007 Cornell deixou o supergrupo para se concentrar na carreira solo, antes de reunir o Soundgarden em 2010. Recentemente, ele promoveu reuniões de Audioslave e Temple of the Dog e ainda lançou um disco solo, Higher Truth, em 2015.

Cornell foi um excelente frontman em todas as bandas que participou. Entre outras coisas, ele era conhecido também pela canção “You Know My Name”, a música tema de 007 – Cassino Royale, de 2006.

O músico lidou com vício em drogas e álcool durante muitos anos, chegando a se internar em uma clínica de reabilitação em 2013. Em 2012, ele e a esposa, Vicky, criaram a Chris & Vicky Cornell Foundation para trabalhar com crianças em situações vulneráveis. A ação foi baseada na experiência pessoal dos dois na tenra idade.

Meu comentário: Chris Cornell era um dos meus vocalistas favoritos. Um cara de imenso talento, atormentado pela sua loucura. Alguns de nós não consegue se conter, era o caso do fantástico cantor. Cheio de atitude, ele ajudou a deixar os anos 90 mais felizes para toda uma geração de fãs de Rock.  Valeu, Cris!

*Com informações da revista Rolling Stones

Robert Smith completa 60 anos e 39 de Rock and Roll! – Happy 60th birthday to #RobertSmith of #TheCure.

 

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Hoje é aniversário de Robert James Smith, o popular Robert Smith. Ele é líder, vocalista, guitarrista e compositor da lendária banda inglesa The Cure. Aliás, o único membro da formação original do grupo. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

Robert nasceu em 21 de abril de 1959, em Blackpool (ING). Portanto, completa 60 anos de vida, sendo que trinta e  nove deles à frente de sua influente banda oitentista, que por muito tempo foi considerada a maior e mais importante no cenário gótico/pós-punk.

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Show do The Cure em São Paulo – Foto: Elton Tavares – Clique e veja a imagem em tamanho original.

O The Cure é uma das bandas que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Ao som dos britânicos, fizemos muitas festas, noitadas, reuniões com amigos e tantas outras lembranças legais.

Eu e meu irmão assistimos, em 2013, um show histórico do The Cure, em São Paulo. Se já não bastasse tamanha felicidade, ainda encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos e consegui uma foto com o Rockstar.EueRobert

Vida longa ao talentoso e carismático Robert Smith. Que ele toque, componha e cante por mais 60 anos.

Elton Tavares

O dia que encontrei Lemmy (Essa semana fez 8 anos).

Essa semana, na última segunda-feira (15), completou oito anos que encontrei Ian “Lemmy” Kilmister, cantor inglês fundador, vocalista, baixista e líder da banda inglesa de heavy metal Motörhead (com 40 anos de carreira). O cara, que morreu em 28 de dezembro de 2015 (vítima de câncer) é um ícone do Rock and Roll e uma lenda da música mundial. Ele tinha 70 anos.

Esqueci de publicar ontem, mas por tudo que Lemmy fez e representa, republico hoje o texto do dia que o encontrei.

Eu e Lemmy – São Paulo – 2011 – Foto: Emerson Tavares

O dia que encontrei Lemmy 

Aeroporto de Congonhas (SP), aproximadamente 17h do dia 15 de abril de 2011. Eu, meu irmão Emerson Tavares e minha cunhada Andresa Ferreira tomávamos uns chopps enquanto esperávamos a hora de embarcar de volta ao Norte, eles para Belém (PA) e eu para a minha amada Macapá.

Estávamos perto da entrada do saguão do Terminal, aí entra aquela figura de preto, chapéu de Caubói, bigodão e cara amarrada. Era Lemmy, líder do Motorhead. Não perdemos tempo, pedi para bater uma foto com a lenda do rock, ele me olhou com desdém, mas parou de andar para o click do meu irmão.

Mesmo com a pouca simpatia do astro, fiquei feliz, pois não é todo dia que um jornalista de Macapá encontra um ícone do “roquenrou” mundial. Para quem não saca, aí embaixo tem informações sobre Lemmy, colhidas pelo ex-colaborador deste site, André Mont’alverne. Leiam:

Lemmy era o avô do heavy metal. Lemmy era o padrinho do thrash metal. Lemmy, mesmo britânico, era a síntese do rock’n’roll de Los Angeles. Lemmy foi roadie de Jimi Hendrix e teve um filho com uma groupie que perdeu a virgindade com John Lennon. Lemmy era fã de Beatles, de Little Richards e de Elvis Presley. Lemmy é uma lenda.  Lemmy é Lemmy. É inexplicável.

Bem, pensando com um pouco mais de racionalidade, talvez não seja tão “inexplicável” assim o verdadeiro fascínio que a figura de Ian “Lemmy” Kilmister exerce em qualquer pessoa que ame o rock and roll. E quando escrevo “qualquer pessoa”, não estou sendo bondosamente genérico, mas afirmando categoricamente que não há um ser humano roqueiro sequer que:

a) não tenha o devido respeito e paixão pelo Motörhead; b) que não considere “Lemmy” como uma espécie de divindade. No fundo, é fácil e difícil – e desconcertante – ao mesmo tempo entender porque a figura de Lemmy suscita reverência. Para isto, é preciso deixar de lado os pudores politicamente corretos e encarar a verdade: no fundo, bem lá no fundo, todos nós queremos ser como Lemmy. Buscamos obter o mesmo grau de respeito que a sua figura e suas palavras causam nas pessoas. Buscamos causar a mesma sensação que Lemmy propicia quando entra em qualquer ambiente, que é um silêncio que chega a ser ensurdecedor. Buscamos envelhecer como Lemmy, que foi dono de seu próprio nariz e sem a menor intenção de agradar a quem quer que seja.

Com seu inseparável chapéu preto, roupas de coloração idem e as inacreditáveis botas brancas, Lemmy é uma versão roqueira e real do cowboy sem nome eternizado por Clint Eastwood no cinema. Para os adolescentes, ele é um personagem de histórias em quadrinhos – ou videogame, se preferir – que ganhou vida. E se o Motörhead existiu por 40 anos, é porque Lemmy comandou as coisas da maneira que leva a sua vida: integridade em relação a tudo aquilo em que acredita.

Com certeza, os lobos uivaram para o homem que morreu em 2015, mas a lenda será eterna. O “Ás de Espada” teve uma vida longa, feliz e gloriosa. A ele, minhas homenagens. Valeu, Lemmy!!

Elton Tavares

Há 25 anos, Oasis lançava Supersonic, seu primeiro single

Hoje, 11 de abril, completam exatos 25 anos de lançamento do primeiro single do Oais, banda britânica (que já tinha quatro anos de carreira), denominado “Supersonic”. A faixa de estreia do Oasis apareceu em 31º lugar da Billboard , e foi a 13ª música mais ouvida do grupo.

Foi só o início de uma bela trajetória daquela banda. O Oasis foi formidável, com o vocal insolente de Liam e o talento arrogante de Noel (os irmãos Gallagher),o grupo teve momentos de alto brilho. Eles foram uma das bandas mais bem sucedidas da história, com venda de 90 milhões de discos.

Naquela época, caçávamos sons novos como as bruxas eram perseguidas durante a Inquisição, ou seja, incansavelmente”. As brigas dos dois irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher, a rixa com a banda Blur, as polêmicas, nada ofuscou a qualidade do som do Oasis. Porra, nem sei quantas milhares de vezes escutei “Wonderwall” ou “Don’t Look Back in Anger”, músicas do disco seguinte, o (What’s The Story?) Morning Glory.

O Oasis se separou em 2009, após um período intenso de brigas entre Liam e Noel Gallagher, fundadores da banda. Após agressões físicas e verbais entre os irmãos, Noel saiu da banda. “É com tristeza e grande alívio dizer que deixei o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que gostam, mas eu simplesmente não poderia continuar trabalhando com Liam por mais um só dia. Desculpe a todas as pessoas que compraram ingressos para os shows [que não farei]”, disse no site oficial.

Tive a sorte de ver um show do Noel em 2017, quando ele abriu para o U2 e uma apresentação do Liam, no Lollapalooza 2018. Eles seguem fodões do Rock and Roll.

Resumo da ópera rock, o Oasis foi sensacional. O resto é história.

Fonte: Rolling Stones e meus 42 anos escutando Rock and Roll.

Elton Tavares